Jigsaw Falling Into Place Suivre l’histoire

chrisstern_ Chris Stern

Edward é um jovem aventureiro que procurava apenas um lugar para passar a noite quando foi acolhido numa intrigante mansão. O que para ele seria apenas uma noite de sono, se transforma em mais uma misteriosa história das lendas que cercam a família Greenwood, com ele agora de protagonista.


Fanfiction Interdit aux moins de 18 ans.

#fanfic #378 #amor #misterio #aventura #lgbtq+ #romance #maldição #radiohead #yaoi
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A estrada empoeirada parecia levar a lugar nenhum, e mesmo com a visão já mais que turva e os lábios ressecados, Edward continuava a caminhar e procurar por um abrigo. Ainda se passaram mais alguns demorados minutos até seus olhos avistarem um antigo imóvel naquele lugar inóspito, quase coberto por todas as árvores e arbustos que constituíam o que era a espécie de um jardim.

A grande mansão aparentava ser feita do mais puro ébano, com a construção contendo uma elevada torre e janelas com vidros embaçados. O portão de entrada estava destrancado, com a aparência dos cadeados enferrujados e o material das correntes consumido pelo tempo. O pequeno caminho que levava à porta era de pedras grandes e redondas, com os musgos lutando por espaço entre as fendas das rochas, dando um aspecto cada vez mais sombrio e úmido para o local, e estando na sacada, tocou a campainha.


— Quem está aí? — A voz era macia e portava um tom baixo, mas seu dono não havia se mostrado através da porta ainda.

— Me chamo Edward O'Brien. Procuro um lugar para passar a noite. Ah, e tenho dinheiro. — Não era uma quantia grande, é verdade. Mas desde que decidiu seguir nessa viagem, poupou o máximo de moedas que pode, dormindo muitas vezes ao relento até chegar a um lugar melhor. Porém no momento o nosso peregrino não poderia contar com tantos luxos.

— O'Brien. Espere um pouco, já vou abrir. — O rangido foi alto, indicando que a porta era mais uma velharia a combinar com o resto da casa. Mas não todo o resto. A face alva que agora estava à frente de Edward tinha cabelos tão escuros quanto à madeira que revestia a propriedade, os olhos eram expressivos, com olheiras como havia notado, e o corpo era magro e miúdo vestido com uma camisa preta de mangas longas e calças da mesma cor.

— Sou Colin Greenwood. Proprietário da casa e único herdeiro de Susan e Archie Greenwood. É um prazer recebe-lo, O'Brien. Vamos, entre. Eu estava fazendo chá.


Assim que Ed passou pela porta, os olhos de Colin o seguiram, e era nítida a cautela do proprietário com o interior da mansão. A parede era revestida de uma grossa camada de tinta, com uns poucos quadros que davam mais cor para os lados da casa. Os móveis acompanhavam a primeira impressão que Edward recebeu desde que pisou os pés no terreno, com formas barrocas e claramente do século passado.

— Sinta-se a vontade. A casa... é sua. — Os olhos miúdos do anfitrião estavam vidrados no corpo de Edward como se o viajante fosse um tipo de cálice sagrado pronto a matar sua sede.

— Eu prefiro ficar por aqui mesmo, na sala. É mais confortável para mim, Sr. Greenwood. — Disse com um tom de voz mais sério agora que percebia o olhar do moreno para si.

— Gostaria de saber mais sobre o que lhe é ou não confortável então. — Disse Colin enquanto colocava lentamente dois cubos de açúcar em sua xícara de chá. — Temos a noite toda para conversar. A sós.


Engoliu seco ao ouvir a proposta do anfitrião. Já não era assustador o bastante uma casa que parecia mais um cemitério, ainda tinha que lhe comprovar que estavam a sós naquele mausoléu? Edward estava sentado na poltrona de veludo bordô, mas sentiu uma vontade enorme de apenas sair correndo dali. Mas para onde iria? Teria de ficar. E oras, era apenas uma noite, que mal poderia lhe acontecer?


— É uma bela casa. — Tentando desconversar e evitando olhar diretamente para Colin. — Você tem um jardim bonito. É bem... exótico.

— Obrigado. Eu posso leva-lo até lá se quiser, irá se surpreender. Há uma história que envolve nosso jardim, como um conto de fadas. — A voz do moço continuava macia e tenra, como se não estivesse em uma conversa comum, de forma coloquial, mas sim recitando uma poesia.

Era um tanto hipnótico o ritmo com que Colin falava, e ele falou bastante. Falou dos quadros, falou dos móveis, falou de como os pais se conheceram e de como eles eram uma família feliz até algo terrível, que ele não especificou, aconteceu aos Greenwood. E por mais que Ed fosse um grande fã de histórias familiares, tudo aquilo somado a atmosfera tediosa do lugar estava o matando pouco a pouco por dentro.


Bebericou mais um pouco do chá antes de interromper o monólogo de Colin.


— Então, quando posso conhecer o jardim? É que já está escurecendo e achei a vegetação local bem interessante. — Qualquer coisa para sair daquele morno assunto que Colin havia mergulhado.

— Oh! Desculpe, eu devo ter me empolgado. É que sou muito sozinho, e bem, não há muita companhia por aqui. Na verdade não há nenhuma. — Ed preferiu ignorar a princípio, mas era um tanto estranho um rapaz morar naquele lugar, e pior, sozinho.

— É uma vida meio solitária, não acha? Digo não querendo me intrometer, mas... — Coçava nervosamente a nuca, algo que fazia sempre que estava nervoso. — É que... É...Bom...O jardim. Vamos ver o jardim? Eu sou um grande fã de jardins.


Colin lhe respondeu com apenas um sorriso tímido, pegou um grosso casaco que repousava em um gancho da parede e pediu para Ed o acompanhar. Saíram pela porta da frente, sendo surpreendidos por uma forte rajada de vento frio e cortante.


— Nossa! É como estar na Antártida! — O tom cômico usado por Edward enquanto caminhavam não pareceu abalar a postura serena de Greenwood.

— É bastante frio aqui, o tempo todo. É como uma... maldição. — O rapaz abraçava a si mesmo numa tentativa de se esquentar. O caminho percorrido em volta da mansão revelava que as árvores eram pinheiros e que os arbustos na verdade eram aglomerados de espinhosas, enormes e que o mesmo musgo impertinente tomava conta do chão.

— Pelo menos as árvores sobrevivem. E árvores são sempre bons sinais.

— Ah não, não as minhas árvores. Elas são árvores falsas, de plástico. — Repentinamente Colin parou frente a um pinheiro que possuía umas inscrições indecifráveis em seu caule. Pareceu estar relembrando de algo que o deixou claramente incomodado, pois assim que fitou o caule do pinheiro seu rosto corou e seu cenho agora estava franzido.

— Vamos. Já está anoitecendo, é melhor você comer alguma coisa.


Voltaram para a mansão sem que trocassem uma palavra, e o jantar preparado por Colin era simples, mas qualquer refeição lhe bastava. O quarto ofertado por Greenwood era simples, mas estaria dormindo em uma cama pela primeira vez em dias, era um belo descanso. Porém o sono não durou muito, o frio lhe causava arrepios o tempo todo e nem mesmo o grosso cobertor parecia dar jeito. Sua natureza bisbilhoteira lhe fez pegar a lanterna da mochila e ir desvendar as entranhas da casa, que parecia ainda mais assombrada do que nas horas anteriores.

Perambulando nas pontas dos pés, visitou a cozinha, mas as outras portas estavam todas trancadas. Não todas exatamente. Uma das portas era mais velha que as outras e usando um pouco mais de força o nosso viajor a destrancou. O breu estava à frente de seus olhos, mas assim que direcionou a lanterna, visualizou degraus. Era uma escada. E era um caminho arriscado, afinal, estava invadindo a privacidade de alguém.

Cada degrau foi cuidadosamente pisado, e eram muitos e muitos degraus, e assim que seus pés se fixaram em um terreno plano Ed sabia que era o fim da escada.

Estava no sótão da mansão Greenwood, uma grande porta se destacava no cubículo que havia se enfiado, porém a dar um passo a frente à madeira soltou um rangido um tanto alto que assim que o fez sua primeira reação foi olhar para trás, mas graças ao silêncio o som que se seguiu foi o de correntes que se arrastaram atrás daquela porta. Aproximou-se da porta vagarosamente e bateu com dois toques.


— Colin? Colin é você? — Os olhos de Ed se arregalaram mais que ele poderia descrever a voz que perguntava por Colin não era a dele, era a de alguém que estava atrás da porta.

15 Février 2019 20:07:00 3 Rapport Incorporer 4
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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo a você por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. Se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados de sua história: 1) Falta de crase em "O pequeno caminho que levava a porta" em vez de "O pequeno caminho que levava à porta"; "estava a frente" em vez de "estava à frente"; "Sinta-se a vontade" em vez de "Sinta-se à vontade"; "tudo aquilo somado a atmosfera" em vez de "tudo aquilo somado à atmosfera"; "o breu estava a frente de seus olhos" em vez de "o breu estava à frente de seus olhos". 2) Trocar gênero em "pedras grandes e redondos" em vez de "pedras grandes e redondas". Falta de acento em "pode" em vez de "pôde"; "açucar" em vez de "açúcar"; "leva-lo" em vez de "levá-lo"; "cúbiculo" em vez de "cubículo". Verificar palavra "aconpanhavam" em vez de "acompanhavam" 3) Vírgula desnecessária separando nome e seu adjetivo em "aglomerados de espinhosas, enormes" em vez de "aglomerados de espinhosas enormes". Falta de vírgula em "pegou um grosso casaco que repousava em um gancho da parede e pediu" em vez de "pegou um grosso casaco, que repousava em um gancho da parede, e pediu". Falta de vírgula antes de conjunção adversativa em "o jantar preparado por Colin era simples mas qualquer refeição" em vez de "o jantar preparado por Colin era simples, mas qualquer refeição" (obs.: há mais erros como esse, inclusive no mesmo parágrafo). Verificar frase: "Uma das portas era mais velha que as outras e usando um pouco mais de força nosso viajor a destrancou" em vez de "Uma das portas era mais velha que as outras, e usando um pouco mais de força, nosso viajor a destrancou" (o suj. antes de "e" é diferente, e a oração está invertida). Oração invertida sem vírgula em "e assim que seus pés se fixaram em um terreno plano Ed sabia que era o fim da escada" em ve de "e assim que seus pés se fixaram em um terreno plano Ed sabia que era o fim da escada". Falta de vírgula (e crase) em "porém ao dar um passo a frente a madeira soltou um rangido que assim que o fez sua primeira reação" em vez de "porém, ao dar um passo à frente, a madeira soltou um rangido alto, que assim que o fez, sua primeira reação" Aconselho que procure um beta reader; é sempre muito bom ter alguém que possa nos ajudar com a ortografia e também com uma opinião sobre nosso trabalho, e é isso que um beta faz, e o Inkspired disponibiliza betas através do Serviços de Auto publicação caso tenha interesse. Como os seus erros são bem levinhos e fáceis de corrigir, você também pode aproveitar o blog Esquadrão da Revisão, aposto que ajudará bastante! Gostei muito da sua história. Eu sou apaixonada por histórias de horror e mistério, e esta aqui tem um clima incrível. Está de parabéns. Basta responder esta mensagem quando tiver corrigido a história para que eu faça uma nova revisão.
23 Février 2019 14:26:20

  • Chris Stern Chris Stern
    Olá, tudo bem? Estou bem agardecida por ter passado pela sua revisão! Eu posto atualmente por meio de celular, então acontece de aparecer esses erros em questão da ortografia por conta do corretor automático. Fiz as alterações a medida que lia seu comentário e espero estar tudo certo. Agradeço novamente e mais ainda pelo elogio! 25 Avril 2019 16:31:26
  • Karimy Lubarino Karimy Lubarino
    :) Olá, Chris Stern. Entendo a situação, escrever pelo celular é mesmo complicado, mas peço que refaça sua revisão; ainda encontrei itens que foram apontados no meu primeiro comentário ainda faltando revisão. Sua história está ótima, merece muito carinho <3 Quando terminar de rever a correção, basta me avisar. Abraços. 25 Avril 2019 18:23:42
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