Feliz Suivre l'histoire

valdieblack Valdie Black

John Smith é apaixonado por Clara Oswald, uma mulher que ele sempre encontra nas festas de ano novo, mas nunca é capaz de confessar seus sentimentos. (Universo Alternativo - 12/Clara)


Fanfiction Série/ Doramas/Opéras de savon Interdit aux moins de 18 ans. © Doctor Who não me pertence, fanfiction escrita sem fins lucrativos.

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Feliz

John não gostava muito de festas. Para começar ele não gostava das músicas atuais, e mesmo se gostasse ele não sabia dançar. Também não bebia, nem conversava bem com pessoas que não conhecia, mas vez ou outra sua assistente Amy Pond insistia que ele viesse às suas festas porque tinha raiva do isolamento dele.


No começo John não ansiava por esses convites, tentava lhe explicar que festas não eram tão divertidas para ele quanto eram para outras pessoas mas Amy não queria saber disso. Depois de várias festas de ano novo, John acabou se acostumando com esses eventos da Amelia. Na verdade, ele tinha outros motivos para gostar deles.


Amy tinha uma amiga chamada Clara Oswald que John conhecera na sua primeira festa de ano novo em 2015. Uma moça muito especial que a deixava nervoso sempre que conversava com ele. Ainda se lembrava do primeiro encontro deles.


John tentava esconder-se num canto da sala, fingindo conversar com o marido da Amy quando as duas chegaram.


- Rory, olha só quem está aqui. - Amy anunciou.


- Clara! - Rory exclamou, surpreso. - Nossa, faz tempo que não nos vemos.


A jovem morena lhe deu um abraço, deixando John com um pouco de inveja. Não era só o fato dela ser bonita, havia qualquer outra coisa que chamava sua atenção.


- Eu sei. - ela disse, sorrindo. John sorriu também, sem saber por que fazia isso. - Estou pensando em voltar a Londres.


- Por quê? Não gostou de Paris? - Rory quis saber.


- Sim, mas não gosto de ficar em um só lugar por muito tempo.


- Ah! Eu também era assim antes de me casar. - disse Amy.


- Lembro disso. Nós costumávamos viajar juntas o tempo todo até você ficar sem graça. Sem ofensa, Rory.


- Imagine. - ele disse com ironia.


As duas riram. John sentia um misto de alívio com melancolia por estar sendo ignorado. Alívio pois ele ficava nervoso interagindo com estranhos, melancolia pois era bastante solitário desta forma. Gostaria de conseguir fazer Clara querer conversar com ele mas não sabia como.


- Ah, Clara, este aqui é o meu chefe. Dr. John Smith. - Amy falou, lembrando-se de que John estava ali.


- Olá, Dr. Smith.


- “John” é o suficiente.


Eles apertaram as mãos e John fez careta ao perceber a frase estranha que tinha pronunciado. Deveria ter dito “Me chame de John” como as outras pessoas falam.


- Está tudo bem? - Clara perguntou.


- Hã? Ah, sim, está… - sentiu suas bochechas esquentarem. Esquecia-se com frequência que as outras pessoas podiam ver suas expressões faciais e Clara tinha reparado na careta que ele fez. - Hum… então você mora em Paris? O que faz lá?


John amaldiçoou-se por ter soado como um policial fazendo um interrogatório. Clara não pareceu se importar.


- Ah, nada demais… queria estudar culinária, mas os professores não gostaram muito de mim. Acho que é porque não sei falar francês.


- Aham… - John concluiu que ela era alguém impulsiva que fazia as coisas no calor do momento. - Então… hum…


- Ou talvez seja porque não sei cozinhar nada. E você? O que faz, doutor?


Ele enrubesceu novamente quando ela o chamou de “doutor”.


- Desculpe, quis dizer “John”.


- Não faz mal. Eu sou dentista, Amy é minha secretária.


- Assistente executiva. - Amy corrigiu.


- Sim, ela faz mais do que me trazer café. Na verdade, ela faz tudo menos isso.


Clara achou graça, John orgulhou-se por tê-la feito rir. Aquele não foi o último contato deles. Clara voltou em todas as festas da Amy desde então. Às vezes John ficava longe dela por medo de fazer alguma besteira, mas às vezes tinha coragem de se aproximar e iniciar uma conversa.


- Hum… boa noite, Clara. - disse-lhe na festa de ano novo em 2016.


Ela escrevia algo no celular e ergueu a cabeça para vê-lo.


- John! - sorriu. - Como vai você?


- Bem. - John tivera alguns problemas de saúde naquele ano mas achou melhor não comentar sobre isso. - E você?


- Ah… você sabe… tudo bem.


Ele suspeitou que ela também escondia alguma coisa, mas não insistiu no assunto.


- Que bom. Já está de volta a Londres definitivamente?


- Hum… não exatamente… - ela roía a unha do polegar, parecendo nervosa.


- Está tudo bem mesmo, Clara? - perguntou, dessa vez mais sério.


- Sim, sim… é só que… estou na casa do meu pai e não me dou muito bem com a minha madrasta.


- Ah…


- Ela gosta de me lembrar que nenhum dos meus projetos de vida dão certo, sabe? Desculpe, não sei por que estou lhe contanto isso.


- Tudo bem.


John sentou-se ao seu lado, estranhando o fato dela estar sozinha apesar de ser tão bonita e carismática. O oposto dele.


- Pelo menos você tem coragem de ir atrás dos seus projetos. Eu geralmente planejo coisas e não faço nada.


- Mesmo? Mas você não queria ser médico?


- Sim, mas não dentista. É só que eu pensei que não seria bom o bastante em outras áreas. Quer dizer, não que ser dentista seja um trabalho fácil, mas…


- Eu sei o que quer dizer. - ela falou, e John percebeu que Clara sabia mesmo. - Parece que nunca somos bons o suficiente naquilo que queremos ser.


- Exato. Bem… você ainda é jovem, vai conseguir alcançar seus sonhos.


- E quanto você?


- Eu? Ah, não tenho mais sonhos. Sou velho demais pra essas coisas.


Ela o olhou com tristeza. John sentiu-se mal.


- Não se preocupe comigo. Estou bastante satisfeito com a minha vida. Tenho uma casa e um emprego, já é mais do que a maioria das pessoas tem.


- Mas você é feliz?


John parou, sem saber como responder aquela pergunta tão direta.


- Desculpe, eu não quis me intrometer…


- Tudo bem. Hum… talvez… eu gostaria de ter tido uma família. Eu tinha cachorro mas ele morreu no ano passado.


- Sinto muito.


- Sim…


John pensou no seu cãozinho K9 e no quanto a sua casa ficou vazia depois que ele se foi. Seu terapeuta lhe disse que ele deveria arranjar outro cachorro mas John não suportava perder outro amigo assim. Amar era muito doloroso.


- Com licença. - ele falou de repente e levantou-se. Clara o olhou em confusão.


- John, me desculpe, eu não quis…


- Tudo bem. Eu só… hum… me lembrei de uma coisa.


Não era totalmente mentira. John lembrou-se de porque nunca teve uma família. Ele tinha muito medo. Afastou-se de Clara e foi até Amy para lhe dizer que agradecia pelo convite mas precisava ir embora.


Em 2017 ele foi convidado novamente para a festa de ano novo dos Ponds. John tinha passado mais da metade daquele ano internado devido às suas crises de ansiedade, mas seus médicos diziam que ele deveria ficar entre amigos e não em casa sozinho. Ele não tinha amigos, mas pensava muito na Clara e no quanto ele tinha gostado dela desde que a viu pela primeira vez.


Fora muito rude na última vez que a viu e achou que devia ao menos se desculpar. Aceitou o convite da Amy e foi até sua casa, felizmente Clara estava lá. John sorriu para ela do outro lado da sala e por sorte ela sorriu de volta. Será que ela sabia das suas crises? Amy lhe contara? Sempre pedira pela sua discrição e confiava na assistente.


- Boa noite, Clara.


- Oi, John! - disse com ânimo genuíno.


- Como você…?


- Aqui está. - disse um homem desconhecido, chegando perto de Clara e lhe dando uma taça de champanhe.


- Obrigada, amor. Ah, John, este é o meu namorado Danny. Danny, este é o John. Ele é o chefe da Amy.


- Olá, senhor. Como vai? - Danny estendeu-lhe a mão, mas John não a apertou.


O fato é que aquela sentença inteira lhe partiu o coração. “Este é o meu namorado Danny” foi horrível pois ele pensou imediatamente que tinha perdido sua chance, mas depois veio “Ele é o chefe da Amy” e John percebeu que na verdade ele nunca tinha tido chance alguma. Era só o chefe da amiga dela e mais nada.


E por que deveria ser outra coisa? Nunca tiveram uma conversa muito significativa. Passou esse tempo todo sonhando acordado com a Clara enquanto que ela vivia sua vida normalmente.


- Prazer. - John respondeu, seco.


Danny abaixou sua mão, estranhando a grosseria do outro.


- Hum… Danny era soldado mas agora é professor. - Clara falou, tentando quebrar o gelo.


- Certo… o que você ensina? Educação Física?


- Não, Matemática.


- Sério? Mas e como é que as crianças vão aprender alguma coisa sobre matemática?


- Eu ensino na mesma escola! - Clara interrompeu. - Sou professora de inglês agora.


- Mesmo? Bem… contanto que você seja feliz…


John olhou para baixo, não queria mais ver o casal.


- Com licença.


- John… - foi Clara quem falou, mas John não retornou. Tinha ido até aquela festa só para vê-la e no fim das contas acabou sofrendo. Não era culpa dela. Não era culpa de ninguém. John sabia que tudo sempre acabava mal para ele.


Em 2018 Amy o convidou de novo, mas dessa vez John não aceitou. Preferiu ficar em casa comendo sushi e vendos as pessoas felizes na televisão. Era melhor assim. É claro que ele não gostava muito, mas tinha descoberto que fazer coisas que não gostava era o jeito certo de viver. As outras sempre resultavam em muita dor e decepção.


Ao deitar-se no sofá ele ouviu a campainha tocar e resmungou pois teria que se levantar para atender a porta. Provavelmente seria algum mendigo.


- Clara? - surpreendeu-se.


Era mesmo Clara debaixo da neve, quase desaparecendo dentro do próprio casaco.


- John.


- O que faz aqui?


- Queria vê-lo. Senti sua falta na festa da Amy.


- Foi a Amy quem lhe pediu para vir?


- Claro que não. Eu… gosto de você.


John olhou para os lados.


- E quanto ao Danny?


- Danny? Ah… não estamos mais juntos. Ele é muito possessivo.


- Ah, que pena. - disse, sabendo que não soava sincero.


- Você gostaria de caminhar comigo?


- Aí fora?


- Sim.


- Nessa neve?


- Sim.


- Está bem.


John apanhou seu casaco e cachecol. Normalmente não sairia de casa naquele frio, mas naquele momento ele era capaz de fazer tudo que Clara lhe pedisse.


- Por que você não foi para a festa? - ela perguntou e John percebeu que Amy não lhe contou nada.


- Eu… hum… pensei que não faria muita diferença.


- Claro que faz diferença! - ela protestou. - Eu senti sua falta.


- Por quê? Nós mal conversamos.


- Por isso mesmo. Gostaria de conhecê-lo mas você não dá muitas oportunidades.


- Eu não sou tão interessante assim.


- Bobagem. Eu sempre enjoo de tudo muito fácil, mas sinto que posso ficar conversando com você para sempre.


- Verdade?


Clara assentiu. John não soube o que pensar sobre aquilo.


- Escute, eu sei que pareço uma doida sem nenhum rumo nessa vida e você provavelmente prefere a companhia de pessoas mais ajuizadas mas eu gostaria de saber se você quer…


- Sim.


- “Sim” o quê?


John corou.


- Hum… o que você ia dizer?


- Gostaria de saber se você quer sair comigo qualquer dia desses.


- Sim. Hum… mas seria algo como… um encontro?


O rosto de Clara também ficou vermelho e John temeu ter dito algo errado.


- Sim, claro. A não ser que você deseje que sejamos apenas amigos.


- Não!


Ela riu. Os dois se entreolharam sem saberem o que dizer.


- Acho que já é 2019. - ela observou quando os fogos de artifício começaram a colorir os céus.


- Sim, acho que sim.


John segurou o rosto dela com as mãos e beijou-lhe os lábios. Sentiu-se vivo e aquecido junto a ela. Sentia-se feliz.

22 Janvier 2019 00:16:50 0 Rapport Incorporer 0
La fin

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