Um Presente de Natal Suivre l'histoire

zephirat Andre Tornado

Estamos no Natal. Bulma organiza a festa na Capsule Corporation e o pequeno Trunks está com um grande problema...


Fanfiction Anime/Manga Tout public. © Dragon Ball não me pertence. História escrita de fã para fã.

#surpresa #presente #bulma #Trunks #vegeta #natal #dragon-ball
Histoire courte
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Capítulo Único


Na Capsule Corporation preparava-se mais um Natal. Seria uma festa em família – a celebração com os amigos aconteceria apenas na festa do fim do ano e essa seria outra conversa – mas os preparativos para aquela singela ocasião estavam a pôr-lhe os nervos em franja. A empresa de catering estava atrasada, devido às milhentas encomendas daquele dia (mas ninguém sabia cozinhar uma simples ceia de Natal naquela cidade?!), as iluminações estavam a ser colocadas a passo de caracol por empregados indolentes que pareciam não querer ir festejar o Natal nas respetivas casas (para o ano, não os voltaria a contratar, mas caía sempre no mesmo erro), os seus pais estavam presos no centro comercial a comprar os últimos presentes (mas por que estúpida razão deixavam sempre para a véspera a compra do presente dela?!!). A tensão era demasiada e Bulma respirou fundo, apertando a cana do nariz junto aos olhos, a pensar em alegres paisagens bucólicas para não desatar aos berros.


Sentiu um puxão na camisola de lã e soltou o nariz. Descobriu o filho a olhá-la com um sobrolho franzido.


Oh, não! O que viria por aí agora? Aquele sobrolho franzido não adivinhava nada de bom. Seria algum pedido de última hora de um qualquer brinquedo espetacular que tinha acabado de ver na televisão? Deviam proibir os anunciantes de fazerem publicidade de brinquedos na véspera de Natal, esfrangalhava qualquer tentativa de antecipação e de organização. Bem, ela já lhe tinha comprado o robot maravilha, a pista de automóveis de corrida com looping, o conjunto inteiro dos piratas, desde o barco até à ilha do tesouro, passando pela jangada com o náufrago a ser devorado pelo tubarão, a bola de futebol e o taco de baseball com o respetivo boné e bola, todo um inteiro guarda-roupa para estrear no ano novo e ainda um par de patins que ele levou a namorar sempre que passava na mega loja de brinquedos do shopping. Qual seria o brinquedo que ainda era indispensável pedir ao Pai Natal para aquele ano? Qual seria?


Ela já sentia todos os terminais nervosos do seu corpo a começarem a entrar em ebulição.


Mas, calma… Calma! Podia ser possível… Os pais ainda estavam no centro comercial… Calma. Abriu um sorriso maternal e o mais tranquilo possível para o filho de nove anos.


- Trunks, diz querido… O que foi?


O filho apertou os lábios, escondendo as mãos atrás das costas. Não lhe conseguiu responder logo.


Oh, não! Havia outra possibilidade! Ele tinha destruído qualquer coisa… Tinha derrubado a árvore de Natal, espalhado a decoração pela sala inteira. Uma catástrofe! E ela que estava sem tempo, porque estava tudo gloriosamente atrasado.


Manteve o sorriso maternal e insistiu, mas falou entre dentes:


- Trunks, o que foi… querido?


- ‘Kaasan… Estou preocupado. Os presentes…


Levou uma mão ao peito, suspirando de alívio. Não tinha sido a árvore de Natal. Menos mal. Tinha o telefone portátil na mão e começou a preparar o polegar para ligar ao pai para ajudá-la naquilo. Contando que não fosse tarde demais…


- Querido, o que é que têm os presentes?


- Estive a conferir as caixas que estão debaixo da árvore de Natal e…


Oh, não! A árvore de Natal tinha mesmo sido destruída!


O pânico nascia de baixo para cima e ela sentiu os pés gelarem.


- Não está lá nenhum presente para o pai.


Bulma piscou os olhos.


- Nani?


- O pai… não tem nenhum presente debaixo da árvore de Natal.


- Ah…


Recolheu o telefone portátil, o pânico, as catástrofes imaginadas. O sorriso foi ainda mais maternal e tranquilo.


- Trunks, não te preocupes com isso. O teu pai não se interessa pelo Natal e não se importa por não ter nenhum presente debaixo da árvore.


O filho torceu a boca contrariado.


- Aliás, Vegeta não se interessa por nenhuma festa que celebre o que quer que seja na Terra. A não ser a festa do fim do ano… – E divagou num murmúrio: – O que não deixa de ser estranho, pois enchemos a casa com os miseráveis terrestres que ele odeia tanto, para além de ter de conviver com – imitou-lhe a voz – “o imbecil do Kakaroto”…


Passou a mão pelos cabelos do filho, num gesto tão maternal e tranquilo quanto o sorriso.


- Não te preocupes com isso. Já sabes que ele virá para a ceia e depois enfia-se novamente na câmara de gravidade para treinar. Ele nunca está quando abrimos os presentes.


- Talvez porque não tenha nenhum para ele.


Bulma viu o filho dar meia volta e afastar-se aborrecido, pois enfiou as mãos nos bolsos. Fazia sempre isso, enfiava as mãos nos bolsos quando alguma coisa o aborrecia.


Muito bem. Não tinha tempo para aquelas apoquentações infantis. Nova inspiração profunda e foi verificar como estavam as iluminações e jurava que se as coisas estivessem iguais como há vinte minutos, largava o primeiro berro natalício daquele ano.


 

***


 

Trunks fechou a porta do quarto, atirou-se para cima da cama e agarrou no telefone. Com o dedo indicador digitou o número da casa do amigo e esperou. Já sabia quem iria atender e preparou os ouvidos.


Como esperado, Chichi-san cumprimentou-o num tom alguns decibéis acima do suportável. Ele pediu para falar com Son Goten e apanhou com novo grito e com desejos de Feliz Natal numa berraria intensa, mas havia um barulho de fundo ensurdecedor. A casa nas montanhas Paozu devia estar a abarrotar de gente. Para além de Goku-san, de Gyumao-san e de Gohan-san, deviam lá estar Mr. Satan, Videl-san, Mr. Bu, o cão Beh e mais um casal de velhotes das redondezas que aparecia sempre por lá no Natal.


- Trunks-kun!


- Olá, Goten… Olha, queria perguntar-te uma coisa.


- Diz, Trunks-kun.


Aquele assunto envergonhava-o.


- Sabes… Queria dar um presente ao meu pai… Hum, sabes ele é um saiya-jin, como o teu pai e tu podes ajudar-me nisto. O que é que o teu pai gosta de receber no Natal?


- Comida.


A resposta foi tão rápida que Trunks estranhou:


- Comida?


- Hai.


- Só comida?


- Só comida.


- Hum… O teu irmão nunca deu nada ao teu pai… Assim como um presente, dentro de uma caixa embrulhada com papel colorido e com um grande laço vermelho em cima?


- Hum-hum.


E Trunks sabia que Goten estava a negar com a cabeça. Insistiu, para ter a certeza:


- Eh… Só comida?


- O meu pai gosta de comer.


- Ah, está bem.


- O que e foi que pediste ao Pai Natal?


- Algumas coisas… Pedi-lhe aquela pista de carros com looping. E ainda uma bola de futebol. E tu, o que pediste?


- Comida!


A gargalhada de Goten fez Trunks sorrir.


- Mas sei que vou ganhar um livro – acrescentou feliz.


Despediu-se do amigo e desligou o telefone. Pousou o aparelho no colo. Continuava sem conseguir resolver o seu problema. Olhou pela janela. Anoitecia e as primeiras estrelas da noite mágica de Natal acendiam-se no céu.


Então, Trunks sorriu. Acabara de ter uma ideia.


 

***


 

Primeiro, bateu à porta. Espreitou o monitor lateral e verificou que a luz vermelha estava apagada, o que indicava que a gravidade não estava ligada. De qualquer modo, aquela câmara tinha um dispositivo de segurança que desligava a máquina da gravidade quando a porta era aberta.


Trunks tomou coragem e entrou.


O pai estava de costas voltadas, a socar o ar em movimentos repetidos, alternando com um ou outro braço. O suor escorria-lhe entre as omoplatas e vestia, como habitualmente quando se treinava, uns simples calções pretos justos. Ele parou a pouca distância, deixando um espaço aberto considerável entre ele e o pai, só para o caso de ele não estar de bom humor, porque ele já se tinha apercebido que no Natal Vegeta nunca estava de bom humor (talvez porque nunca tinha recebido um presente?), posicionando-se estrategicamente perto da porta que deixara aberta, para poder fugir antes da explosão.


Sem se voltar e sem parar de socar o ar, Vegeta perguntou:


- O que é queres, Trunks?


A voz tinha um estranho tom baixo, nada condizente com aquela quadra festiva. Ele não conseguiu responder logo, a língua seca encalhou nos dentes todos e não se lembrou de uma introdução adequada para aquilo que o tinha trazido até à câmara onde o pai se treinava.


Vegeta parou de socar o ar, contudo não se voltou.


- Não devias estar deitado, ou coisa assim? É tarde e acho que vais acordar mais cedo amanhã para atacar aquela montanha de inutilidades que está debaixo de uma estúpida árvore enfeitada no centro da sala.


- Eh… Sim. Amanhã é Natal e vou abrir os meus presentes… Debaixo da árvore, sim.


Gaguejara tanto que o pai, de certeza, achou-o esquisito e voltou-se tão rapidamente que foi o tempo de um pestanejar. Trunks fechou os olhos, abriu-os e tinha o pai a fitá-lo zangado.


- O que é que fazes aqui?


Sentia a garganta torcida num nó. Tentou engolir mas ficou com o cuspo todo dentro da boca.


- ´T-tousan


Estendeu-lhe a pequena caixa embrulhada em papel azul, encimada por um laçarote dourado que tinha entre as mãos.


- Tenho um presente para ti, tousan.


Vegeta fez uma careta, como se ele lhe estivesse a estender um bicho peçonhento. Trunks começou a tremer e murmurou:


- Feliz Natal.


- O que é isso?


Ele respondeu baixinho:


- Um presente…


Vegeta aproximou-se, parou junto a ele com as pernas ligeiramente afastadas. Cruzou os braços, levantou o queixo, semicerrou os olhos, crispou a testa, pondo uma cara severa.


Por um momento, Trunks considerou fugir dali pela porta aberta.


Mas depois lembrou-se que era filho dele.


Também crispou a testa, uniu os sobrolhos e disse assertivo:


- O teu presente, ‘tousan. Podes abri-lo já, não é preciso esperares para amanhã de manhã.


Vegeta hesitou, desfazendo a carantonha.


Aceitou a caixa. Arrancou o laçarote, desfez o papel de embrulho. A caixa tinha uma tampa, tirou-a. Lá dentro, a rebolar, estava um berlinde vermelho. O pai ficou a olhar para o berlinde tempos sem fim, sem dizer nada.


Trunks explicou:


- Tu és o príncipe dos saiya-jin e devias reinar sobre o teu planeta, não é? Pensei em dar-te o teu planeta… É esse berlinde. Foi a mãe que me contou que era vermelho.


Vegeta estava agora admirado, completamente baralhado. Mexeu o pulso para fazer dançar o berlinde dentro da caixa. Trunks não aguentou o silêncio, escapuliu-se da câmara numa corrida.


O berlinde rebolava devagar, dentro da caixa.


Vegeta entremostrou um sorriso torto.


 

***


 

Na manhã seguinte, Bulma caiu de costas ao descobrir, na sala, debaixo da árvore de Natal, Trunks e Vegeta a brincar às corridas com a pista dos automóveis com looping.

18 Décembre 2018 00:01:00 4 Rapport Incorporer 4
La fin

A propos de l’auteur

Andre Tornado Gosto de escrever, gosto de ler e com uma boa história viajo por mil mundos.

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Lyse Darcy Lyse Darcy
Amei o conto de Natal !!! Beijos
21 Décembre 2018 07:20:51

  • Andre Tornado Andre Tornado
    Oi Lyse! E este foi mesmo o meu primeiro conto escrito especialmente para o Natal, no longínquo ano de 2012. Obrigado pelo comentário. Beijo! 22 Décembre 2018 05:08:39
Aline D Aline D
Eu amo seus especiais de natal, essa história é totalmente especial.
17 Décembre 2018 19:24:03

  • Andre Tornado Andre Tornado
    Oi Aline! Este ano não teremos especial de Natal novo, nova história, farei uma pausa - já o tinha anunciado - mas irei aproveitar a quadra para replicar neste espaço os meus contos nessa temática. E na temática do ano novo. Muito obrigado por passares por aqui. Beijo! 19 Décembre 2018 17:34:32
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