Seven - Mérito de sangue Suivre l’histoire

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Filipe Castro


Após a grande Guerra de Merit, os primeiros Guardiões dos nove reinos desapareceram. Seu legado agora é passado para seus descendentes que devem assumir seus lugares como protetores, só existe um problema nessa história apenas os Trayans podem ser Guardiões e eles estão em extinção. Acompanhe Seven em sua jornada descobrindo quem realmente é, e o fardo de seu sangue. ~ Uma história baseada em uma campanha de três anos de RPG. ~


Aventure Déconseillé aux moins de 13 ans.

#crônicas #CrônicasDosTrayans #rpg #Héroi #JornadaDoHéroi #aventura #MundoPróprio #romance
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O som das chamas

Eu e Kaira, minha irmã mais nova, estávamos ajudando minha mãe a servir as mesas da pousada, enquanto meu pai preparava o jantar dos hóspedes. Nossa pousada era um local simples, haviam apenas 5 quartos, que estavam todos ocupados naquela noite, a música era tocada por um viajante desconhecido, que tocava sua flauta em troca de moedas. Eu por diversas vezes me encontrava perdido em pensamentos, como se cada
nota contasse uma história vivida pelo viajante.

- SEVEN!! - Gritou minha mãe. - Não fique ai parado! Vá servir as mesas antes que a comida esfrie.

 

Um homem de cabelos brancos usando uma capa negra rasgada estava sentado em uma mesa sozinho, e eu por ser o mais sortudo da família tinha que levar seu jantar. Ao me aproximar dele senti um calafrio e parei próximo a sua mesa, ele percebendo que eu havia congelado perto dele disse:

- O que foi garoto? Está com medo? - Disse enquanto me avaliava. - É só fazer a sua parte!


Não consegui reagir na hora, algo estava me paralisando, o homem refez a pergunta mas dessa vez olhando em meus olhos.

- O que foi garoto? Está com medo?


Nesse momento,  vi um rastro de fogo passando a centímetros da minha face e
atingindo o homem vestido de negro em cheio. O impacto foi tão poderoso que
fui lançado para longe e desmaiei.
Quando acordei, estava dentro da pousada de minha família, e a pousada se encontrava em chamas, todos os hóspedes estavam paralisados no chão, eu ouvia apenas uma música de fundo tocando, e as chamas dançavam acompanhando o ritmo, um par de botas passou calmamente em frente aos meus olhos e a música claramente vinha da pessoa que estava andando. Então ouvi uma voz vindo do outro lado da sala, e reconheci no mesmo instante, era o homem vestido de negro, e ele dizia:

- Você poderia ao menos ter esperado eu começar minha refeição?

- Agora vou ter que acabar com você de barriga vazia...


A música não parava de tocar, e eu sentia meu corpo cada vez mais rígido. Até
que ouvi uma voz diferente:

- Você deveria se sentir satisfeito em me ouvir, alimentei sua alma, e essa foi a
última refeição dela.

Incrivelmente a música não parava enquanto eu ouvia essa voz, cheguei a
pensar que poderia ser outra pessoa tocando, mas o homem vestido de negro
havia deixado claro que existia apenas uma pessoa ameaçando ele. Ouvi
explosões, durante alguns momentos via estilhaços de madeira voando bem na
minha frente, e eu continuava parado enquanto a música tocava e a batalha
acontecia ali a minha volta. E quando finalmente houve silêncio, ele foi
quebrado por uma voz que me era familiar. A minha pequena irmã chorava
enquanto o flautista dizia:

- Você realmente é muito poderoso One, posso não te atingir, mas vou machucar sua honra! Carregue em sua memória, sua impotência entre me capturar e salvar a vida dessa garotinha.


Nesse momento a flauta parou de tocar e até as chamas queimavam em
silêncio, apenas o coração de minha irmã produzia uma melodia de medo no
ar. O homem de negro se calou. E depois de um breve grito em silêncio, o som
do coração de minha irmã foi ficando cada vez mais lento, e depois de um frio
em minha barriga o silêncio prevaleceu na sala.

Não sabia o que fazer, não podia mexer, mas ouvi o Grito do flautista ao ser
pego, depois que a musica da flauta parou de tocar consegui virar a cabeça e olhei o mais rápido que pude, vi minha irmã deitada sobe uma poça de sangue, e o flautista amarrado nas mãos do homem de negro.

Ele simplesmente passou por cima do corpo de minha irmã e puxou o flautista o arrastando até mim. Eu me levantei tremendo contra o efeito da paralisia e o medo misto com a raiva que sentia, o homem de armadura negra se abaixou até mim, me deu uma adaga, puxou o flautista e expôs o pescoço dele, por fim dizendo:

- O que foi garoto? Está com medo?

- É só fazer a sua parte.


Dessa vez me senti paralisado de raiva, sempre pensei que a raiva e o ódio
faziam a pessoa agir sem pensar, mas no momento os pensamentos estavam
em tanto conflito que eu não sabia o que fazer. Soltei a adaga e perguntei para
o homem de roupas negras:

- Por que não salvou minha irmã?

E ele me respondeu com um olhar de quem já havia visto a morte mais de uma
vez:

- Ela estava sobe efeito de uma magia marionete, já estava morta desde a explosão de fogo, o flautista apenas a utilizou para tentar me enganar.

- Olhe a sua volta, todos estão mortos.


Quando eu me dei conta da situação, percebi que toda a pousada havia sido
consumida pelas chamas, estava toda estrutura em brasas, e os hóspedes
estavam carbonizados. Apenas eu não tinha marcas de queimaduras. Não
compreendi o que estava acontecendo. E quando me virei, vi minha mãe
deitada se arrastando até minha irmã, ela chegou até o corpo de minha irmã e a abraçava como se estivesse abraçando um bebê, ela apertava o corpo de minha
irmã, mas não parecia se dar conta que todo seu corpo estava carbonizado, eu
não sei o que fazia ela ainda ter forças para chorar a morte de minha irmã, mas
eu só queria ir até elas.

Soltei a adaga, e enquanto andava até minha mãe e minha irmã, e cai de
joelhos próximo delas, o sangue de minha irmã se misturava com o sangue de
minha mãe que molhavam minhas mãos, ao abraça-las, minha mãe disse:

- Não caia, nunca se permita cair, levante e ande, você deve seguir o seu
sangue!

Não pude entender o significado do que ela havia me falado, mas por fim ela
sussurrou antes de seu último fôlego, para mim:

- Você é meu maior presente...


Enquanto eu tentava assimilar toda situação, fui puxado pelo cabelo até a rua, quando olhei para a pousada queimada, vi o corpo do flautista atravessado com uma estaca de madeira, e sua flauta estava enfincada em seu crânio como um chifre de um animal. O homem vestido de negro, limpava as mãos como um açougueiro, parecia que havia acabado de abater um boi, sua espada pingava sangue, ele simplesmente limpou a lâmina em um pedaço de pano qualquer, devia ser o pedaço da roupa de algum dos hóspedes.

Ele me olhou com certo desprezo, enquanto guardava sua espada montante, e
me disse:

- Vai enterrar as cinzas ou me acompanhar?

- A vantagem de um incêndio, é que não ficam corpos.

Eu me levantei com todas minhas forças e pulei em cima do homem de preto.

- Você, Você deixou minha irmã morrer!

- Você poderia tem a salvo.

Ele simplesmente me deu um soco e eu desmaiei. Acordei de olhos vendados e com as mãos amarradas, e havia uma mordaça em minha boca. Não tenho noção de quantos dias passei amarrado, mas eu só era alimentado é carregando de um lado pro outro em cima de um cavalo.

As raras oportunidade que eu tinha para falar era quando eu era alimentado,
mas sempre que tentava falar ou gritar, eu passava o dia sem comer. Aprendi a
pedir para ir ao banheiro, e água apenas com gestos... Não tenho noção de
quanto tempo fiquei amarrado daquela maneira mas, eu só pensava em minha
família.

Um dia qualquer, em qualquer lugar, eu ouvi pela primeira vez uma voz, e eu a reconheci no exato momento, era o homem de preto da taverna:

- Vou te soltar, mas você deve ficar em silêncio.

Eu acenei com a cabeça concordando com a fala dele, quando minha venda foi tirada, me vi em um acampamento sozinho com ele, uma fogueira queimava ao
centro com algo no fogo, parecia estar assando um animal. Eu olhei para o homem de preto e perguntei.

- Você me salvou? Eu fui sequestrado por quanto tempo? Quem me levou?

O homem me olhou e disse:

- Falei para você ficar em silêncio.

Novamente fui amordaçado, e então ouvi a resposta de minhas perguntas.

- Eu te amarrei, não tenho paciência com crianças mimadas como você, não te
salvei de ninguém, apenas salvei as pessoas a sua volta. - Disse isso enquanto mexia na fogueira.

- Incrível como sua família te escondeu por tanto tempo, você tem quantos
anos? 12? Sua mãe devia ser uma ótima ilusionista...

Eu tentei falar mesmo amordaçado, mas ele me olhou com desaprovação, e eu entendi que deveria permanecer em silêncio, mas eu não me importava, já não tinha mais nada a perder. Apenas me concentrei em segurar minha fúria, e esperar o momento certo.

Ele tirou minha mordaça, e soltou minhas mãos, meus pés continuavam
presos, mas eu podia pelo menos comer algo decente, depois de dias sendo
alimentado como um prisioneiro.

Vendo minha calma, ao comer em silêncio, o homem disse:

- Você deve estar pensando em como fugir não é?

- Vou soltar seus pés também, para facilitar.

- Estamos na floresta mais perigosa do 7° reino, se você der um passo para fora da luz da fogueira, estará a mercê da sua própria sorte.


Não havia reparado o lugar que estava ainda, mas quando ele me disse essas
palavras, e cortou a corda que segurava meus pés, me levantei e olhei ao
redor, a floresta era tão escura que nem as estrelas apareciam no céu, as
árvores iluminadas pela fogueira, não tinha folhas, mas seus galhos se
entrelaçavam como se um buscassem se matar.

Me alimentei em silêncio, observando tudo ao meu redor, e procurando algo
que pudesse me ajudar. Incrivelmente nada parecia ser a resposta, aquele
homem preparou todo o terreno para me manter preso mesmo sem as cordas.
Me sentei, novamente a Beira da fogueira, mas do lado oposto ao dele, e olhando em seus olhos eu disse:

- Eu vou te seguir, até me tornar forte o suficiente para fugir, vou retornar a minha casa e enterrar meus pais e irmã!

O homem apenas deu um sorriso de canto de boca, e me respondeu.

- Enquanto você não aprender a ouvir o silêncio, nunca será forte o suficiente
para resistir ao caminho de volta.

- Na próxima vez que falar sem minha permissão, vou queimar sua língua com
brasas.

Eu me sentia imponente, mas uma fúria tomou conta de mim e me levantei
dizendo:

- Você, deixou minha família morrer e me afastou de minha casa, não pude se
quer enterrar seus corpos com dignidade. Se é tão poderoso como o flautista disse, por que não salvou a todos?


Como um vulto, eu vi uma sombra passar a minha frente, e em menos de um segundo senti minha garganta queimar, quando percebi já era tarde, estava com a boca cheia de brasas. A dor era imensa eu não conseguia gritar, nem emitir qualquer som, apenas vomitei todas as brasas que estavam em minha boca.
O homem de preto se afastou calmamente e se sentou novamente, enquanto
me olhava ele dizia:

- Você fala de mais, e eu não volto atrás nas minhas palavras!

- Você matou todas aquelas pessoas a sua volta! Não eu!

- Apenas salvei sua cidade quando tirei você de lá... Agora o povo de lá não
corre mais risco de vida! E não precisa me agradecer!

Depois de ouvir toda essa fala, eu acabei desmaiando de dor. Acordei no outro
dia com uma dor alucinante vindo da garganta e da boca, não podia acreditar de havia engolido brasas. Eu me levantei e o homem já havia partido. Estava sozinho no meio de uma floresta macabra com arvores gigantescas, não via outra maneira de sair dali se não fosse seguindo as pegadas de seu cavalo. Caminhei durante todo o dia, e por fim eu o encontrei a noitecer. Quando o vi corri em sua direção segurando uma pedra. Ele não reagiu, apenas sorriu para mim, minha raiva só aumentou e avancei pra cima dele esmagando sua cabeça com a pedra que segurava, mas ela se desfez em névoa, e enquanto estava ajoelhado olhando para o chão ouvi a sua voz vindo do outro lado da fogueira.

- Você não é nada esperto. Só não gritou enquanto corria pois queimei sua língua, nunca conseguiria fugir em silêncio de mim!

- Você é mais tolo ainda do que eu pensei, só por ter me seguido, e logo em seguida ter tentado me atacar!

- Mas eu vou te ajudar a não cometer mais esse erro, vou tirar a sua visão...

Eu me levantei o mais rápido que pude, mas não fui veloz o suficiente, ele segurou meu cabelo para trás expondo meu rosto, logo em seguida senti um pó batendo em meu rosto, no momento pensei que seriam brasas novamente, mas não estava quente, me segurei para não abrir os olhos mas o homem de preto abriu meus olhos a força. Quando o pó entrou em meus olhos eu senti uma dor 10 vezes pior que a brasa em minha garganta. Cai novamente de joelhos. O Homem riu, e disse.

- Você agora não será mais capaz de seguir minhas pegadas.

Senti uma pancada em minha cabeça e novamente perdi a consciência. Dessa vez eu tive um sonho, sonhei com minha família, na antiga pousada, eu podia ver minha mãe servindo aos hóspedes enquanto Kaira corria entre as mesas brincando. Até que um copo cheio de bebida caiu no chão e pude ouvir uma música tocando ao fundo, era uma melodia conhecida, a música do flautista. Corri em sua direção e não havia ninguém além do corpo de minha irmã deitado em cima de uma poça de sangue. 

Acordei, sem saber se era dia ou noite, mas podia ouvir o som de pássaros cantando, me levantei, sem ter noção nenhuma de onde estava, meus olhos ardiam mais que minha garganta, não podia lava-los, não tinha água, e já estava sem comer e sem beber água a dois dias, eu não sentia forças pra dar um único passo, e então ouvi em minha mente a voz de minha mãe dizendo:

-Não caia. Nunca se permita cair. Levante e ande! você deve seguir o seu sangue!

Eu levantei meu braço até minha boca e mordi, mesmo com a dor insuportável que eu sentia nos dentes devido a queimadura. Mas eu coloquei toda a força que tinha na quela única mordida, e depois senti o sangue escorrer pela minha mão, usando o pouco sangue que saia de meu ferimento, eu tentei lavar meus olhos, não consegui restaurar toda minha visão, mas foi o suficiente pra conseguir ver o formato de algumas coisas. E então eu dei um passo em frente, e logo depois cai de joelhos, mas dessa vez eu quis cair, como não podia enxergar direito, eu senti o solo em busca de pegadas, até que encontrei e as segui, ajoelhado durante todo o dia, até a luz do sol sumir, mas para mim não fazia tanta diferença, eu já não estava enxergando direito. Senti o cheiro de algo sendo assado e no mesmo momento vi fracamente uma luz vindo entre as trevas. Me levantei e comigo estava um galho que havia pego durante o dia.
Então caminhei até a luz e fiquei imóvel em frente a ela. E permaneci parado, esperando o menor ruído para atacar.

Ouvi uma voz vindo do outro lado da luz.

- Você, realmente não aprende, dessa vez vou estourar seus ouvidos!


Quando eu pulei em direção a voz, ouvi um estouro e logo após um silêncio
absurdo. Já não sabia mais onde estava, não podia enxergar direito na quela escuridão, e agora não podia se quer ouvir. Senti  uma batida em minhas costas me forçando a ficar de joelhos. Mas eu não podia. Eu não podia cair! Senti uma pancada novamente em minha cabeça que me tonteou, mas eu me recusei a cair! E assim foi toda minha noite, recebendo golpes atrás de golpes, mas me mantendo de pé. Chegou um momento em que eu já não tinha mais controle de meu corpo, eu simplesmente recebia a pancada, balançava e me levantava. Por fim eu perdi a consciência, mas a luz do sol já estava aparecendo, é essa foi minha última imagem antes de perder a consciência.

Dessa vez eu sonhei com um homem vestido de branco, sentado a minha frente, enquanto eu estava caído, ele dizia:

-Você é o 7° filho da 7° linhagem!

- Use seu mérito de sangue!


Eu acordei, sentindo a chuva batendo em meu corpo, não conseguia mover um músculo, mas sentia que estava deitado na cama mais confortável que já tive em minha vida, por mais que fosse uma manhã fria na floresta, eu sentia a chuva caindo com sua água morna sobre mim, e o vento soprava uma brisa leve em meu rosto, como se minha mãe estivesse acariciando meu rosto. Senti meu corpo aquecer como se estivesse ao lado de uma lareira. Não pude entender a situação mas consegui abrir meus olhos, e minha visão estava limpa, meus ferimentos estavam curados e eu me sentia sem fome, como se tivesse acabado de fazer a melhor refeição de minha vida. Quando olhei ao meu redor vi o homem de preto sentado, me olhando, e perguntei:

- Porque me curou?


Ele me olhou como se eu fosse um tolo, e disse:

- Eu não te curei, você despertou seu mérito de sangue!

- Até onde me lembro Sete controlava o tempo,  mas faz sentido você começar pelos 4 elementos assim com os outros Trayans deste reino.

Não conseguia entender tudo o que ele havia acabado de falar, eu já havia ouvido história sobre os Trayans, mas sempre pensei que era uma raça extinta. E eu era apenas um humano. Mas o homem continuou a falar.

- Agora que eu terminei de te ajudar a despertar seu poder. Você deve seguir seu caminho sozinho!

- Você é o descendente mais teimoso que já encontrei! - Disse o velho enquanto retirava suas coisas de seu cavalo.

- Tive que forçar seu corpo ao máximo para que você pudesse despertar seus poderes! Não precisa me agradecer por isso.

- Venha até este cavalo.- Apontou para o outro animal que estava selado próximo a ele. - Troque de roupas e tenho um presente para você.

Me levantei e fui até o animal, e quando abri a bolsa lateral, haviam três pequenas urnas. E o homem disse:

- Antes de sairmos da cidade, eu recolhi as cinzas de sua família... Tive que enfrentar muitos adversário devido a esse luxo que te dei!

- Seus familiares foram mortos por um mercenário que estava atrás de você! O sangue Trayans é muito raro! Sua mãe te escondeu por 12 anos, usando ilusões, mas você não é um Trayans normal, um 7° filho da 7° linhagem do Reino de Stateras, não pode ser escondido pra sempre.

- Agora siga seu caminho, tenho certeza que você conseguirá sair dessa floresta sozinho, mas aprenda que as pessoas que passarem muito tempo com você, terão uma morte inevitável!

Abracei as unas de meus familiares, enxuguei as lagrimas de meus olhos, me virei em direção a ele e disse:
- Qual seu nome? Quem é você? Por que você estava na pousada aquela noite?

Ele me deu as costas e colocou sua bolsa. Andando foi se afastando de mim e dizendo:

- Me chamo One, sou o 1° descendente da 1° linhagem do Reino de Fortuito!

- Também sou um Trayans!

- Eu fui até a pousada de sua família, para te tirar de lá! Antes que a vila fosse destruída por sua presença nela!

- Agora te aconselho a procurar um templo Trayans do seu clã. O 7° clã costumava viver na cidade das nuvens! Lá você entenderá a sua história, e também aprenderá a usar suas habilidades!

- O que pude te ensinar nesse curto tempo que tivemos, eu ensinei! 


Vendo ele se afastar de mim eu disse:

- Todas as feridas que me causou me fizeram ser alguém diferente, não sou o mesmo garoto que entrou nessa floresta! Mas minha mãe disse que eu devia seguir meu sangue! E por mais que eu não queira, você tem meu sangue! Então eu te seguirei!

Ele se virou para mim e olhando em meus olhos disse:

- Você é livre para ir onde quiser! Mas eu não vou te esperar!


E assim comecei a seguir meu novo caminho, precisava me tornar mais forte, e One era o guerreiro mais forte que eu já conheci em toda minha vida. As urnas de meus familiares com suas cinzas eu guardei comigo, e me prometi "Um dia voltarei a minha vila e jogarei as cinzas de meus familiares de volta a terra que nasceram".
- Se quiser me seguir é por sua conta e risco.
E assim começa a minha jornada... Não sei de onde realmente vim, e nem sei
pra onde vou, mas sigo um homem que me feriu mais que qualquer inimigo.

26 Octobre 2018 22:57:17 2 Rapport Incorporer 0
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FC Filipe Castro
Obrigado!! vou adiantar alguns capítulos :)
27 Octobre 2018 16:56:58
Joao Victor Leite Joao Victor Leite
Parabéns, ficou muito bom. Já esta pronto para escrever vários livros kk
26 Octobre 2018 19:55:37
~

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