Eu avisei Suivre l’histoire

nathymaki Nathy Maki

Ouviu a risadinha de Ino, aquela que já conhecia de muitas eras, e soube o que estava por vir. A boca dela subiu por seu pescoço e sussurrou em seu ouvido as palavras que mais detestava escutar. ― Eu avisei.


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

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Histoire courte
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Eu avisei...

Notas Iniciais: *Baseada na música Eu avisei da Alice Caymmi e Pabllo Vittar (https://www.youtube.com/watch?v=hoMtlUnfZeQ) ; *Participando do Desafio Kayler Fanfics (link do grupo: https://www.facebook.com/groups/841537875996273/); * Blog que dará o prêmio: (http://insideeditions-ieblogspot.com) *Música pertencente ao conjunto 21.

***___***

Ao sentir os arrepios que se espalhavam por sua pele no lugar que os lábios tocavam, Sakura se perguntou por que não havia chutado o balde antes. As bocas se encontraram e todo seu corpo contraiu em expectativa. Aquilo era... bom. Deixou que os lábios se entreabrissem e um suspiro satisfeito escapasse por eles. Ouviu a risadinha de Ino, aquela que já conhecia de muitas eras, e soube o que estava por vir. A boca dela subiu por seu pescoço e sussurrou em seu ouvido as palavras que mais detestava ouvir.

― Eu avisei.

― Porra, Ino! – Afastou-se do corpo quente e macio, agora irritada. ― Você não perde uma!

― Claro que não. Afinal, eu avisei mesmo que ia encher seu saco de tanto falar isso. – O sorriso maroto e o brilho de diversão que iluminava os olhos azuis quase despedaçaram sua vontade e a fizeram implorar por mais. Mas não! Ela era uma pessoa decidida, confiante. Não seriam alguns beijinhos que iriam quebrar sua vontade assim tão fácil.

Ao seu lado, o celular tocou fazendo-a desviar os olhos para verificar o número que piscava na tela. Sasuke. Ou Sasuke babaca como Ino renomeara o contato. Seu estômago se contraiu, ver o nome dele assim ainda lhe causava a sensação de estar levando um soco seguido de um balde de água fria. Suspirou e deslizou o botão vermelho pela tela, rejeitando a chamada. Sentia um certo prazer cruel em ser ela agora a ignorá-lo. Havia um toque de justiça em não atender as ligações e sequer visualizar as mensagens que ele enviava. Justiça essa que poderia facilmente ser confundida com vingança. E, desde que essa lhe satisfizesse, Sakura não se importava.

Sabia que parte daquelas ligações era por conta da culpa e insistência que Naruto sentia. O amigo não queria que a situação chegasse naquele ponto, mas, agora que tudo já havia acontecido, não adiantava se mostrar arrependido e voltar encolhendo a cauda entre as pernas. Se ele gostava de Sasuke, pois bem, que ficasse com ele. Sakura apenas não queria ter sido a enganada da história.

― Ei, Terra para Sakura! – O estralar de dedos de Ino a fez voltar ao presente. ― Pensando nele de novo? – Um bico emburrado surgiu em seus lábios.

― Desculpe. – Pediu. As duas se deitaram lado a lado na cama e Sakura puxou uma mecha do cabelo de Ino e a enrolou distraidamente em cachos entre os dedos. ― Eu fico imaginando o que ele poderá dizer ou fazer caso eu atenda a ligação. Que palavras ele poderia dizer para me fazer voltar.

― Coisa que você não vai. – Ino rebateu, frustrada. ― Não te criei para ficar arrastando asa para macho e muito menos para ser um cachorrinho que vê o dono estralar os dedos e volta correndo. – Sakura virou os olhos para o teto, rindo com a tendência que ela tinha de aumentar tudo em ao menos dez vezes. Não estava disposta a voltar com Sasuke e, pelo que sabia, ele sequer ao menos gostaria disso. Se gostasse, por que estaria se agarrando às escondidas com Naruto? Suspirou e balançou a cabeça para se livrar daqueles pensamentos, remoer o assunto não levaria a nada. A bochecha de Ino encostou na sua e ela a beijou com carinho.

― Você tem a mim agora, então não precisa pensar tanto nele.

― Eu sei. É só que é difícil fazer isso. – Ela suspirou. ― Foram três anos de convivência, eu sabia de cada detalhe, até da cueca do Batman que ele guardava da infância.

A loira riu e Sakura admirou o modo com o que o sutiã azul rendado aderia ao seu colo que subia e descia com as gargalhadas. As blusas das duas jaziam esquecidas no chão exatamente no mesmo lugar que haviam largado ao subirem na cama entre beijos. Os pais de Sakura estavam fora a trabalho e as duas haviam aproveitado a oportunidade para passarem mais um tempo juntas, o que Ino considerava importante para o início do relacionamento.

Em algum momento, os toques provocativos e os beijos leves no pescoço haviam evoluído para algo mais e logo as duas haviam subido as escadas de forma atrapalhada e se encontravam ali no quarto de Sakura. Tocou a pele macia e exposta da barriga e sentiu-a se arrepiar com a carícia. Um sorriso brincou nos lábios enquanto Ino descia a boca para a sua em mais um beijo sensual, mordendo o lábio inferior e o puxando bem seguro entre os dentes. Aquilo a lembrou da provocação que Sasuke sempre fazia ao beijá-la, apontando seu fraco por mordidas. Fechou os olhos, forçando-se a se concentrar no agora e empurrando todos os pensamentos com o nome dele para longe.

― Não acredito nisso. – A loira riu.

― Ah, mas é verdade. Ele também é louco por tomates, não imaginava que alguém pudesse gostar tanto assim de uma fruta e olha que nem é uma fruta reconhecida! – Moveu os olhos para o teto e prosseguiu se perdendo nas memórias. ― Eu costumava desenhar o símbolo dos Uchiha com tomates e chocolate quando ele ficava chateado, não sei se alguém dia ele percebeu isso. Eu quem comprava o condicionador certo para aquele cabelo não encher de frizz e sempre sabia onde ele enfiava os chinelos, mesmo quando já tinha olhado pela casa inteira e mesmo assim não encontrado.

Ino suspirou, cansada. O riso agora morto em seus lábios.

― Olha Sakura, isso não pode continuar assim. Você está obcecada! - Afastou-se da rosada para que pudesse encará-la de frente, os olhos agora sérios, perdendo um pouco do brilho que tinham minutos atrás. ― Passa 80% do tempo falando disso e os outros 20% torcendo que alguém fale só para você falar mais um pouco.

― Você assistiu Garotas Malvadas muitas vezes, Ino. – Sakura revirou os olhos para o drama que ela fazia. ― Não é nada disso.

― Ah, não é? O que eu quero dizer é que se vamos realmente ficar juntas, você precisa de um término digno. Só ficar rejeitando chamadas não vai adiantar.

― Mas... foi você quem disse que ia ser uma boa ideia.

- Eu sei. E eu sei também que foi assim que ele te tratou, mas foi por isso que você acabou dando um flagra nele e no Naruto se agarrando no apartamento dele, não foi? Se não fosse por isso, até hoje você estaria sendo enganada. Além disso, querida, você não tem que descer ao mesmo nível. Precisa subir, ser superior. Tem que ir lá, cara a cara, colocar o salto e pisar firme. É isso ou continuar nesse modo obsessivo que não faz nada mudar. – E com isso, ela se levantou da cama e pegou a blusa jogada no chão. ― Agora eu vou fazer café e você vai se resolver com esse celular.

Saiu do quarto, deixando Sakura deitada sozinha a encarar as flores que há muito grudara no teto. Estaria ela certa? Ainda estava obcecada por Sasuke como fora durante a infância? E em caso positivo, isso significava que ainda gostava dele?

Suspirou e rolou na cama, pegando um travesseiro e usando de apoio para o queixo enquanto abria o aplicativo de conversas e enviava uma mensagem marcando um encontro no dia seguinte, ignorando todas as outras mensagens recebidas sem ao menos se dar o trabalho de lê-las.

Bloqueou o celular após cumprir a tarefa e se preparou para seguir Ino. Precisava de uma boa xícara de café para lhe dar coragem.

***

O encontro ocorreria no parque de Konoha, público o bastante para que ela não tivesse um ataque e atirasse um banco em Sasuke, mas ainda assim, pela hora cedo, vazio o suficiente para lhes dar privacidade. Vestiu as roupas mais quentes e enrolou o cachecol no pescoço, lutando com a voz de Ino em sua cabeça que insistia para que ela usasse um salto e pisasse nele com a ponta. Pegou a bolsa e saiu para o parque, as botas esmagando a fina camada de neve que caíra durante a noite e que agora se desfazia em poças lamacentas. Sentou em um dos bancos ali espalhados e esperou.

Quase dez minutos mais tarde, avistou a silhueta dele envolto em um grosso casaco negro lhe procurando ao entrar no parque. Fechou as mãos e engoliu uma última vez antes de acenar para indicar onde estava. Conforme ele avançava, cauteloso, as palavras que diria começaram a se escrever em sua mente. Eles pararam frente a frente e se encararam por alguns instantes como se absorvendo a presença real do outro ali.

― Sakura, eu... – Sasuke começou, enfiando as mãos no bolso do casaco, mas ela o interrompeu antes que as palavras saíssem completas de sua boca.

― Veio me dar motivos para voltar atrás? Eu tive muitos para te esquecer. – Umedeceu os lábios, lembrando das palavras de Ino de que precisava de um término definitivo. ― Sinceramente Sasuke, o que estamos fazendo aqui? Tranquilizando sua consciência de que ao menos pediu desculpa por tudo? – Ela riu. ― Pois poupe sua voz, guarde-a para os gemidos que você irá soltar com ele.

― O Naruto não teve culpa. Fui eu quem quis esconder tudo.

Sakura suspirou, aquilo a estava cansando. O nervosismo e o frio na barriga que imaginara sentir não se encontravam presente. Mas, por outro lado, ficou satisfeita ao constatar que a vontade de estar novamente ao lado dele não mais existia.

― Eu imaginei. O Naruto nunca me esconderia algo sem um bom motivo. – Não, não conseguia sentir raiva do seu amigo de tantos anos, principalmente quando sabia que o arrependimento dele era sincero e que ele devia estar muito mal com toda a situação. Mordeu os lábios se amaldiçoando pelo coração mole. ― Por favor, diga a ele que eu não estou chateada. Já você, se não gostava mais de mim teria sido mais simples me contar tudo e poderíamos resolver o assunto como pessoas civilizadas.

― Você teria quebrado uma mesa nas minhas costas. É isso que chama de civilizado? – Sakura revirou os olhos e riu.

― E não seria merecido? Eu fiz de tudo para você me ver, e mesmo assim sempre acabava em segundo plano. Então, Sasu, do mesmo modo que você me ensinou, a vida também vai tratar de te ensinar. Espero que esteja pronto quando esse dia chegar.

E com isso, tendo dito tudo que queira, sentiu o fio que ainda os unia romper por completo. Estava livre. Virou as costas para Sasuke e caminhou para longe, jurando deixar todo o passado e as lembranças na grama que havia pisado, livrando-se das memórias antigas e abrindo espaço para as novas nos braços de alguém que lhe dizia amar. Quase podia ouvi-la dizer em sua voz de sabe tudo o "Eu avisei" que com toda certeza estava guardando. Sorriu para si mesma, sabendo que jamais admitiria o quanto ela estava certa. 

11 Octobre 2018 00:36:52 1 Rapport Incorporer 2
La fin

A propos de l’auteur

Nathy Maki Leitora voraz desde que tenho idade para segurar um livro em mãos. Sagitariana e um poço de emoção e muuita indecisão. Amo um clichê bem escrito e um suspense que te prende, mas fantasias e ligações são especialidade. Sou fã daqueles finais inusitados. Até mesmo os tristes! Lema: Colecionar sonhos, ideias e magia e depois transformá-los em palavras é o que torna bela a vida.

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JU Juvia Uchimaki
Parabéns pela fic Adoro InoSaku ❤❤❤
31 Janvier 2019 19:11:10
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