Se Houvesse Nós Suivre l'histoire

zephirat Andre Tornado

A galáxia está em paz. Duas pessoas reencontram-se ao fim de alguns anos e revivem o que poderia ter existido entre elas – se não fosse a guerra, a vida, as escolhas, os pequenos empecilhos, os grandes desvios, todas as causas e consequências.


Fanfiction Films Interdit aux moins de 18 ans. © Star Wars não me pertence. História escrita de fã para fã.

#festa #galáxia #aniversário #presente #Shippo #Elane-Santiago #Senhora-Solo #Wedge-Antilles #star-wars
Histoire courte
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Capítulo Único


Reencontraram-se em Chandrila no dia em que se assinava a Concordância Galáctica. Um acordo que o representante máximo do moribundo Império Galáctico iria assinar para reconhecer finalmente o governo da ainda frágil Nova República e colocar um ponto final na guerra civil, após a decisiva vitória das tropas leais aos republicanos na grande Batalha de Jakku.


Ela trabalhava nos corredores da diplomacia e assistira de perto ao frenesi que perpassara pelos gabinetes dos burocratas enquanto se preparavam os termos do acordo. Era uma secretária júnior de um dos assessores do Presidente do Conselho Provisório, um órgão que preparava a recuperação das antigas instituições governativas com a ajuda de um grupo alargado de políticos que reportava diretamente à nova Chanceler, Mon Mothma.


Tinham sido dias bastante intensos e ela estava esgotava. Os tempos eram de euforia e de júbilo, mas ela só queria descansar quando, nos últimos dez dias, mal tinha dormido – nem sequer tinha ido para casa, fizera as pausas que o seu corpo esgotado exigira numa pequena sala de convívio dos funcionários. Como secretária júnior, um nível ligeiramente acima de estagiária, ficara encarregada de todos os trabalhos administrativos mais aborrecidos e pesados. A redação de documentos, compilações infindáveis de leis maçudas, relatórios que eram exigidos quase de hora-padrão em hora-padrão.


Por isso queria ir para casa. As suas colegas tinham combinado uma festa num recinto muito afamado da cidade onde havia música ao vivo, bebidas e pista de dança, mas ela declinara o convite com um aspeto murcho e um sorriso fabricado, para não parecer antipática.


Chandrila estava toda enfeitada para uma imensa celebração. Era natural. A guerra tinha sido longa e tivera um prolongamento inesperado depois de Endor, onde tinham perecido o Imperador Palpatine e Darth Vader. A nave do Grão-Vizir Mas Amedda estacionara em órbita e os transportes iam e vinham do imenso cruzador estelar, trazendo o séquito de exauridos oficiais imperiais, que não perdiam a sua arrogância mesmo num dia de derrota. Seria esse magno governante, Amedda, que iria assinar a Concordância Galáctica. A segunda assinatura pertenceria a Mon Mothma e tudo estava a postos no Salão Nobre que fora decorado para o efeito para que fosse, finalmente, colocado um término ao conflito.


Ela caminhava distraidamente pelos passadiços aéreos da cidade destinados aos transeuntes, elevados o suficiente para escaparem do ruído e da trepidação das vias utilizadas pelos veículos rápidos de transporte que levavam a qualquer ponto da grande metrópole. Verificava as mensagens do seu intercomunicador só por uma questão de rotina, pois ela já sabia, uma vez que tinha sido dispensada do serviço, que as suas tarefas haviam sido concluídas e que não existiam solicitações profissionais. Teria de regressar somente após uma pausa de três dias, o mesmo tempo que tinha sido decretado como feriado para abarcar todos os festejos e todos os excessos.


Estava com alguma fome e parou diante de um cartaz publicitário holográfico, que acedeu com a sua palavra-passe pessoal, para procurar lugares para jantar que fossem perto dali. Decidiu-se por um bar que servia pratos rápidos e apanhou um elevador que a levou para a plataforma onde pôde apanhar um tubo coletivo que carregava passageiros através dos bairros da cidade.


E foi deste modo que se reencontraram.


Porque havia a assinatura da Concordância Galáctica, porque ela estava exausta e drenada, porque ele fazia parte de uma comitiva militar republicana, porque a Força estava com eles nesse dia.


Porque ela entrou no tal bar, sentou-se ao balcão e agarrou na carta eletrónica das refeições, disposta a saciar o estômago faminto.


Porque ele também estava no mesmo bar e resolveu-se por escolher também o balcão, depois de cirandar pelas mesas e achar os cubículos demasiado reservados. Queria espaço. Estava farto de se espremer para caber na cabina de pilotagem de um X-Wing.


- Elane?...


A voz doce e rica, de barítono, fê-la estremecer.


Baixou a carta e girou o pescoço para a esquerda.


Os seus olhos encontraram-no.


- Wedge? Wedge Antilles?


Disse o nome dele para se certificar de que não estava a sonhar.


A seguir, num impulso sincero, atirou-se para cima dele e envolveu-lhe o pescoço com os braços. Ele sempre fora tímido e a sua primeira reação foi retrair-se. Ela chegou-se mais, incentivando-o e ele lá concedeu fazer-lhe uma carícia nas costas.


Houve uma certa frieza que a desconcertou e ela afastou-se, saltitando. Agarrou-o pela mão e puxou-o, fazendo-o ocupar o banco ao lado do dela.


- Vem, senta-te aqui ao pé de mim. Vieste jantar? O que fazes em Chandrila? O que tens feito? Estás aqui só por causa da cerimónia ou ficas os três dias, para a festa?


O bombardeamento de perguntas colocou um sorriso ténue na face pálida dele. Só então ela reparou numa cicatriz que lhe fendia a têmpora até ao queixo, desenhando uma linha rosácea que lhe contornava o maxilar. Ela ficou séria. Um ferimento de guerra. Nunca lhe tinha visto nenhum, quando se conheceram, pouco antes da Batalha de Endor. E nesse então ele já tinha passado por muitas batalhas e sobrevivido a situações muito perigosas, desde o assalto à primeira Estrela da Morte, passando por Hoth. O que queria dizer que aquela ferida era recente. Ela sentiu-se envergonhada por ter sido tão brusca e apertou as mãos entre as coxas, encolhendo-se.


Ele cumprimentou-a, primeiro:


- Boa noite, Elane de Alderaan. Estou muito contente por te reencontrar.


- Eu também… Wedge… Antilles… de… de… De onde é que tu vens, mesmo?


- De Corellia – respondeu ele, divertido.


- Ah, desculpa… Nunca soube muito bem. Ou cheguei a saber?


- Estás em Chandrila.


- Trabalho no palácio governamental. Sou uma secretária júnior. – Apertou os lábios para evitar perguntar novamente o que fazia ele na cidade.


Ele percebeu a sua hesitação e explicou:


- Estou em Chandrila para acompanhar a assinatura da Concordância Galáctica. Faço parte do grupo de veteranos da guerra que foi convidado a assistir. Cheguei há pouco tempo.


- Então, Luke Skywalker também vai cá estar.


- Sim, vai. Claro.


- Não foste jantar com os teus camaradas…? – indagou com um certo receio. Sempre falara assim com ele, depois de embater na sua típica sobriedade. Era expansiva demais para o circunspeto Wedge e depois arrependia-se, julgando que o estaria a ofender. Ele nunca lhe dissera que se importava, mas ela ficava a remoer-se se não estava a ser demasiado intrusiva e ele demasiado condescendente ao não o mencionar.


- Não. Estamos todos de licença. Alguns juntaram-se num convívio, outros dispersaram. Eu sou um dos tresmalhados.


- Agora já não vais jantar sozinho. Encontraste-me! – disse ela, assentando as mãos abertas no peito, sorrindo com alegria.


Por fim ele também sorriu, mostrando os dentes.


- Sim, vou ter a melhor das companhias nesta refeição.


- Oh… Estás a ser simpático… Sempre foste muito simpático comigo.


- Vamos pedir? – indicou ele, agarrando na carta eletrónica. Ativou-a passando a mão por cima da superfície flexível e transparente, perguntando: – Recomendas alguma coisa? Têm algum prato especial?


- Hum… É a primeira vez que como aqui. Estava no meu caminho e então…


- Ah! Uma maravilhosa coincidência que nos tivéssemos encontrado.


- Sim, uma maravilhosa coincidência.


Ela forçou-se a concentrar-se na sua vontade de comer. Admitia que a presença de Wedge a deixara nervosa ao ponto de olvidar como estava faminta e fatigada, mas só o fazia para si própria. Contudo desconfiava que ele tinha conhecimento do efeito que tinha nela. Que sempre tivera… Maldita insegurança!


Desde que se tinham visto pela primeira vez, numa mina abandonada em Silexa – um sistema que foi posteriormente destruído pelo Império quando, durante um exercício militar, resolveram utilizar uma arma experimental no sol que o transformou numa supernova.


Ela juntava-se a um grupo de refugiados de Alderaan, por sinal, os últimos sobreviventes do planeta condenado. Sentia-se assustada e infeliz, desalentada apesar de lhe repetirem, várias vezes, de que eles iriam ser resgatados porque o grupo era liderado por um general de renome chamado Carlist Rieekan. Ela estava com muita fome e havia dois dias que não saíam daquela gruta, porque o Império andava à procura deles.


Ele chegou. Era o comandante da missão de resgate que vinha em seu auxílio. Não se lembrava de ter ficado contente ou aliviada por o salvamento acontecer. Não se conseguia recordar de muita coisa desse dia em que estava febril, delirante e doente. Mas iria para sempre recordar-se do sorriso gentil daquele moreno que lhe estendeu uma mão e a carregou em braços, na cola do grupo, certificando-se de que todos iriam embarcar na nave que ele pilotava. Ela agarrou-se a ele, escondeu o rosto no casaco dele. Gostou do calor que emanava daquele corpo sólido e bom, do cheiro que se soltava das fibras, da simples evidência de refúgio. Naqueles braços ela estaria sempre segura. Tremia tanto que desatou aos soluços.


Ele perguntou-lhe como se chamava.


- Elane…


- Tens um nome bonito. Eu sou o Wedge.


- Hum…


- Olá Elane.


- Olá… Wedge – devolveu, acanhada.


Depois voltaram a ver-se a bordo da Home One, uma nave que servia de quartel-general da Aliança para a Restauração da República. Estava a salvo, mas ela tinha pesadelos e continuava a alimentar um pavor por lugares escuros, por causa de todos os buracos onde tivera de se enfiar para fugir, escapar e chegar até ali. Ela dizia que ele era o seu namorado e Wedge sorria daquela forma peculiar, a timidez a torná-lo encantador. No fundo, Elane tinha muito medo que ele se risse dela e falava demasiado alto para disfarçar as suas próprias vacilações.


Tinha medo de perdê-lo. Na realidade nunca tinham sido um do outro.


Nem na Home One, nem ali, no bar em Chandrila.


Ela experimentou o mesmo tremor na alma de que estava a viver uma ilusão. A sua fantasia… Wedge Antilles, porém, o garboso piloto rebelde, nunca a tinha feito sentir desconfortável ou jamais refreara o seu entusiasmo. Portara-se sempre com muita atenção e houvera um momento, um pequeno momento, em que ela acreditou solenemente que existia algo entre eles. Que eram um casal. Que eram mesmo namorados.


Para o jantar acabaram por fazer um pedido igual, para os dois, alimentando a sensação de que tinham demasiado em comum. Carne num molho exótico, vegetais desidratados, pequenos pães aromatizados com especiarias doces. Para beber, um refresco revigorante que mudava de cor.


Elane sentiu-se mais contente e desatou a falar sobre a sua vida desde que se tinham separado, após a Batalha de Endor. Estivera primeiro em Coruscant, depois mudara-se para Chandrila atrás do político para quem trabalhava. Não se importava de mudar de casa e de andar em movimento pela galáxia. Como já não tinha a sua casa, o planeta Alderaan, sentia que pertencia a todo o lado – e a nenhum.


Wedge, por seu turno, contou-lhe que continuara a sua carreira militar e que tinha participado também na Batalha de Jakku. Apontou discretamente para o rosto e disse-lhe que fora ferido em combate. Encolheu os ombros e completou que tinha ficado no hospital durante algum tempo. Desvalorizou o assunto, mas ela percebeu que tinha sido grave, que ele temera pela vida e que não gostava de falar no assunto. Ela respeitou-o.


Comeram com apetite, optando por uma conversa sobre assuntos menos sérios, como o tamanho das saias dos vestidos das damas de Chandrila, de como a Chanceler Mon Mothma influenciava a moda e irritava as senhoras residentes. Esse tópico foi introduzido por ela e Wedge aceitou-o, incentivando-a a prosseguir nas suas divagações e nos mexericos. Ria-se e tecia comentários curtos que também a faziam rir-se. Ele era um querido! Gostava de vê-la satisfeita e não se importava de se apagar para fazê-la brilhar. Ela até desconfiava de que ele preferia assim, nunca gostara de falar de si próprio… De se alongar sobre o que achava aborrecido e isso incluía-o a ele, na maior parte das vezes.


Oh, mas ele não era entediante. Pelo contrário! Era um herói da Aliança e agora até tinha uma cicatriz charmosa que o tornava ainda mais especial. Só que Elane, presa novamente das suas dúvidas, não mencionou nada a respeito disso. Respeitava-o demasiado para provocar nele essa timidez embaraçosa.


Ela bebia o resto do refresco, sorvendo-o pela palhinha comestível de bolacha. Num gesto ousado, agarrou na mão dele que pousava sobre o balcão. Ele brincava com o seu último pãozinho, fazendo-o rodopiar pelo prato, indeciso em o comer ou não. Provavelmente estaria saciado, mas os pãezinhos eram gulosos e debatia-se entre qual a atitude mais certa a tomar.


- Wedge…


- Diz, Elane?


Olharam-se.


Ela corou, sentindo as faces a queimar como se lhe tivessem apontado uma lanterna. Ele percebeu onde queria ela chegar. Entrelaçou os seus dedos nos dela, inclinou-se e beijou-lhe a bochecha vermelha.


- Eu sei, querida. Também teria gostado muito de ter tido uma história contigo.


- Se houvesse nós…


- Sim, se houvesse nós.


Mas podia ainda haver, não?, perguntou ela para si mesma, baixando os olhos.


Depois pensou que ele já teria entregado o coração a outra mulher, talvez, ninguém iria deixar escapar um herói da Aliança como ela tinha feito. Ele estaria apaixonado e não a queria melindrar. Era enternecedor… e irritante, em simultâneo. Elane, de repente, sentiu-se muito infeliz. Deitou a cabeça no ombro dele. Wedge não a repeliu ou repreendeu. Deixou que ela ficasse junto a si. Estava a dar-lhe um bocadinho do que ela precisava, do que ele dava por inteiro a outra. Ela aproveitou a migalha e achou que não tinha o direito de ser mais exigente.


Tinha-o deixado escapar, isso era um facto. Devia tê-lo prendido irremediavelmente a ela quando se despediram em Endor, depois da festa na aldeia dos Ewoks. Sim, ela também tinha estado em Endor, nessa altura colaborava com a secção de telecomunicações a bordo da Home One. Após a explosão da Estrela da Morte sabia-se que a vitória era certa e foi dada dispensa a todos os funcionários. A festa fazia-se por todo o lado e ela escolheu ir nos transportadores para a lua santuário e comemorar na aldeia dos pequenos guerreiros que tinham ajudado a Aliança.


Na aldeia abraçou-se a Wedge, riram-se alto, aliviados pelo fim da guerra. Naquela altura julgaram que era mesmo o fim da guerra. Escutaram a música tribal dispensava pelos Ewoks, bateram palmas a marcar o ritmo e num momento de maior cumplicidade, ela puxou pelo piloto e foram, a correr pelos passadiços que ligavam as cabanas da aldeia que se construía nas alturas, coladas às gigantescas sequoias, até uma varanda onde ficaram a contemplar os derradeiros fogos-de-artifício.


Ela deitou a cabeça no ombro dele, tal como o estava a fazer em Chandrila, no momento presente, suspirou alto e deixou-se ficar encostada a Wedge Antilles, sonhando com a liberdade e com a paz na galáxia.


Despediram-se na manhã seguinte, naturalmente. E só voltaram a reencontrar-se naquele dia em que se assinava a Concordância Galáctica, o dia em que efetivamente a guerra conhecia o seu verdadeiro e definitivo fim.


Então, não havia a possibilidade de conjugarem todos os verbos do universo na primeira pessoa do plural. Ela, porém, inebriada com aquilo que tinha ali, o calor de Wedge a envolver o seu corpo, não desejava mais nada.


Saíram do bar e ele disse que a acompanhava até casa. Elane sugeriu antes um passeio, se ele não se importasse. Caminharam de mãos dadas, sem nada dizerem um ao outro, apenas a saborear aquele bonito entardecer.


Pararam num jardim que existia numa plataforma móvel e ela levou-o até ao lago, onde nadavam diversas aves aquáticas, exibindo a sua plumagem exótica e colorida. Gastou dois créditos numa máquina que dispensava comida para os visitantes que quisessem alimentar as aves e distraiu-se a lançar as pequenas porções de um cereal seco que os animais debicavam suavemente, quando estas ficavam a flutuar na superfície prateada das águas. Wedge entusiasmou-se e também ele começou a lançar a comida.


Junto a um quiosque, uma banda amadora de gungans do planeta Naboo tocava uma melodia divertida nos seus instrumentos artesanais. Elane levou Wedge para lá e começaram a dançar. Melhor, ela rodopiava e ele limitava-se a segurar-lhe nas mãos, amparando os seus movimentos. De vez em quando fletia os joelhos, sem tirar os pés do chão, a imitar um bailado tímido. Ele não sabia dançar, era evidente, mas ela não se importava com a sua falta de jeito e ele não se importava de se estar a mostrar tão inepto perante ela.


Puxou-a e como tinha ainda a mão dela presa nas suas, levou-a aos lábios e osculou-lha. Elane entreabriu os lábios, surpreendida.


- És uma princesa – disse ele, com os olhos a brilhar.


- Alderaan só tem uma princesa e essa chama-se Leia Organa. A senadora Leia Organa…


- Não, minha linda. – Wedge fez-lhe uma carícia na face. – Tu és a minha princesa de Alderaan e sempre serás.


O tempo parou naquela contemplação. Elane e Wedge olhavam-se como se o mundo tivesse derretido e não existisse mais nada de concreto no universo a não ser eles os dois, apenas os dois, no jardim de Chandrila.


Olhavam-se medindo o nada e o tudo, a maravilha de um amor que nunca tinha sido dito, nem confessado, nem consumado. Mas era amor e do mais puro e verdadeiro que pudesse existir. Ela não tinha dúvidas e sabia que ele também não as tinha, mesmo que estivesse comprometido com outra mulher, mesmo que não existisse mulher nenhuma. Era tudo muito simples e cristalino.


- Nunca te irei esquecer – confessou ele. – Agora, porém, temos de continuar com as nossas vidas.


Ela acenou que sim.


Não lhe foi difícil despedir-se. O adeus aconteceu diante do portão de ferro forjado, imponente e régio como a entrada de um palácio real, do jardim. De frente um para o outro disseram simplesmente adeus, viraram costas e seguiram por caminhos opostos. Sem dramas, lágrimas, ou até alguma dor.


A última vez que se viram, Elane e Wedge, foi tão natural como a primeira vez em que se tinham visto. Era para ter sido sempre assim. Porque eles não eram para estar juntos, mas também não eram para estar separados. Mesmo longe, a sua ligação nunca se romperia.


Da janela da sua casa, Elane viu o fogo-de-artifício que assinalou a assinatura da Concordância Galáctica. Viu os X-Wing a passar em formação nos céus violeta, em acrobacias ligeiras e sabia que ele estava ali, entre as nuvens. Colou um beijo aos dedos que lançou ao ar.


- Wedge Antilles, eu também nunca te irei esquecer! 

19 Août 2018 17:20:01 2 Rapport Incorporer 3
La fin

A propos de l’auteur

Andre Tornado Gosto de escrever, gosto de ler e com uma boa história viajo por mil mundos.

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Elane Santiago Elane Santiago
OBRIGADA!!!!!
19 Août 2018 16:39:33

  • Andre Tornado Andre Tornado
    Oi Elane! Feliz aniversário! Tu mereces - és uma princesa! Beijo de luz! 19 Août 2018 18:18:10
~