sanmonnio Bea Ferreira

Sasuke se foi, ele precisava ir. Mas, depois de quase dois anos, ele estava de volta. O que o Uchiha não sabia, era que ele não fora o único a repensar suas atitudes. E que agora, o time sete já não precisava mais dele.


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

#naruto #sasuke #sakura #sai #naruto-shippuden #time-7
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Voltando para casa

   Quase dois anos se passaram desde que Sasuke partira da vila pela segunda vez, depois da guerra. Ele passou por muitos lugares, viu muitas pessoas e descobriu muitas coisas sobre si mesmo, antes de decidir voltar para Konoha. Durante todo o tempo em que esteve fora, Sasuke pôde pensar e repensar sobre suas atitudes e sentiu-se envergonhado por suas ações. O Uchiha olhou para o céu, lembrando-se imediatamente dos olhos claros de Naruto, a pessoa de quem mais sentira falta. Ele sorriu, pensando no sorriso animado do loiro, em sua voz estridente e os olhos brilhantes, não esquecendo nunca dos risquinhos em suas bochechas, que deixavam-no ainda mais fofo do que já era. Sasuke refletiu muito sobre o loiro enquanto explorava o mundo, ele agora sabia que a conexão com o Uzumaki era muito mais forte que uma simples amizade. Naruto era sua alma gêmea, sempre fora e sempre seria. Eles se completavam, eram duas partes que formavam um inteiro. Ah! Sasuke se arrependia tanto de tê-lo machucado tanto, doía em seu peito lembrar das expressões de dor que o outro fazia, sempre que ele se recusava a voltar com ele. E, na batalha do Vale do Fim, doeu quando Naruto disse que fazia tudo aquilo porque Sasuke era seu "melhor amigo". Ele não queria aquilo - e  só agora era adulto o suficiente para admitir isso -, ele não queria ser só o melhor amigo de Naruto. Ele queria tudo do loiro, seu corpo, seu coração, sua alma. E estava disposto a dar tudo para ele.

   E não era só Naruto, Sakura também fora muito machucada por ele. O Uchiha sempre soube dos sentimentos da garota por si, e sempre a desprezou e ignorou. Sasuke admirava sua insistência, pois mesmo quando ele a tentava matar, a garota persistia em dizer que amava-o. Sasuke não se achava merecedor dela - e nem do de Naruto, para falar a verdade. E também tinha Kakashi, que ainda acreditava na bondade dele, mesmo quando lhe disse que iria matar todos aqueles com quem ele se importava, que não desistira de si, mesmo quando foi embora e recebeu-o de braços abertos quando resolveu voltar, mesmo quando aceitou sua decisão de partir novamente. O moreno sentia que estava em dívida com todos eles, e com a vila. Queria chegar logo, já imaginava a expressão de animação do Naruto, quando dissesse que voltara para ficar, o rosto espantado e corado de Sakura e o sorriso gentil de Kakashi. 

   Quando chegou no portão leste, viu os dois guardas da entrada claramente surpresos, ele não avisara de sua chegada. Fez um sinal com sua mão, para que eles guardassem segredo, os homens apenas concordaram. Ele não precisava se identificar, todos - no mundo ninja - sabiam quem era. Rapidamente, passou a correr pelos telhados das casas, tentando não ser visto pelos antigos colegas. Chegara a ser perseguido por alguns jonins que não conhecia, mas eles logo paravam ao constatar quem era. Chegando na torre do hokage, finalmente se dispôs a observar o monte atrás, vendo que o rosto de seu antigo professor já estava esculpido ali. Sorriu, ele merecia aquilo. Entrou, cumprimentando os ninjas novos com um aceno de mão, eles pareciam assustados ao vê-lo. 

   Bateu na porta vermelha do escritório, logo ouvindo um “entre” abafado vir de dentro da sala. Abriu a porta e entrou, vagarosamente. Viu os olhos de todos no recinto aumentarem de tamanho. Shizune, que estava ao lado de Kakashi, deixou alguns papeis caírem das suas mãos, soltando um grunhido confuso, que Sasuke não soube distinguir. O agora Sexto Hokage olhava para ele como se visse um fantasma e, definitivamente, essa não era a reação que ele esperava de seu antigo professor, mas ele logo sorriu - ou era o que parecia, já que ele ainda usava sua máscara escura – e olhou rapidamente para o outro moreno na sala. Entre todas as coisas que Sasuke já pensara dele, nunca achou que Shikamaru fosse capaz de sentir ódio, mas era o que ele parecia sentir quando olhava para si.


-Seja bem-vindo de volta. - A voz do hokage soou e Sasuke percebeu que ele parecia querer amenizar a tensão.
-Estou em casa. - Como não fazia há muito tempo, ele sorriu, o que assustou ainda mais os outros.
-Rokudaime-sama, eu já estou indo. - Shikamaru falou, curvando-se para o líder da vila e saindo da sala, fazendo questão de ignorar completamente a presença de Sasuke.
-Estou surpreso com a sua volta. Por quanto tempo pretende ficar? - O hokage tornou a falar.
-Eu queria fazer uma surpresa. Se não for um incômodo, pretendo ficar permanentemente.
-O que? Ficar? - Shizune parecia contrária àquilo, e Sasuke não entendia o porquê. -Tem certeza?
-Tenho, porque? Minha presença a incomoda?
-Oh, com certeza, não é comigo que deveria se preocupar, e sim com...
-Tudo bem, vamos parar por aqui. - Kakashi a interrompeu. -Bom, o apartamento que você usava, quando era criança, ainda é seu, pode voltar para lá. Quanto a sua situação, creio que poderemos resolver isso amanhã, você deve estar cansado. 


   Ele confirmou e despediu-se, achou muito estranho aquela recepção. Achou que, quando voltasse, Kakashi mandaria chamar Naruto e Sakura imediatamente. E tinha outra coisa: o olhar de Shikamaru. Havia ódio ali, medo também. Mas, medo de que? Dele? Não, Shikamaru não tinha motivo para isso. Conforme andava pelas ruas, as pessoas pareciam curiosas, e só então notou como a vila mudara, enquanto esteve fora. Então, ele travou. Ouvira a voz que tanto ansiara ouvir. Sem pensar em mais nada, se pôs a caminhar na direção do som. "Por que essa cara? Parece que viu um fantasma.", foi o que o ouviu dizer. Seu coração bateu forte quando viu o cabelo loiro e, quando o Uzumaki virou o rosto em sua direção, aqueles olhos azuis brilhantes, Sasuke não conseguiu segurar o sorriso. Ele amava tanto aquele loiro cabeça dura.

   O sorriso que direcionava a Shikamaru sumiu quando o loiro o viu e seus olhos assumiram um tom levemente avermelhado. Sasuke nunca vira Naruto olhá-lo tão sério, e aquilo o assustou. O Uchiha ficou confuso quando, rapidamente, Naruto pegou a mão do Nara e levou-o embora dali. Sentiu uma dor no peito, o que aconteceu enquanto esteve fora?


-Você não achou que eles iam te esperar pra sempre, né? 


   Quando era uma criança, Sasuke nunca gostara de receber a atenção das garotas e sempre achou que Sakura e Ino eram intrometidas e irritantes demais, mas ao ver a loira ali, atrás de si, com um sorriso sarcástico no rosto, nunca agradeceu tanto por ter recebido toda aquela atenção indesejada.


-O que quer dizer com isso? - Perguntou curioso.
-O que acha que eu quis dizer? Obviamente, tô falando do Naruto e da Sakura. Você não tava achando que eles iam ficar aqui, bancando os trouxas, esperando você pra sempre, na eterna dúvida, sem saber se um dia você ia voltar, você achava?
-Eu esperava que sim.
-Ah, faça-me o favor, Sasuke! - Sasuke se assustou com o tom da garota, tentando entender do que ela falava. -Eles não iam te esperar a vida toda. Felizmente, o Naruto e a Sakura finalmente resolveram te esquecer e dar atenção às pessoas que estavam do lado deles desde sempre.


   Definitivamente, aquilo não era o que Sasuke queria ouvir. Por um lado, ele ficava feliz em saber que Sakura poderia ter achado alguém, mas, por outro, partia seu coração saber que Naruto não o queria. Deixou a bolsa que carregava cair no chão e levou a mão direita - e a única - ao peito, doía tanto. Era isso que o loiro tinha sentido todo o tempo em que esteve fora? Aquela dor era indescritível, Sasuke achava que iria morrer. Antes que percebesse, as lágrimas começaram a cair e ele estava de joelhos. Mal chegara na vila e Sasuke já se sentia perdido. Então, deu-se conta que havia sido rejeitado antes mesmo de se confessar. Ali, no chão, chorando, Sasuke se sentia mais só do que quando viajou.

   Sasuke estava sozinho.

   Sasuke estava quebrado.

9 Juillet 2018 04:35:25 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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