Festa do Pijama Suivre l'histoire

senhorasolo Elane Santiago

"Leia mexeu a boca, mas nenhum som saiu de sua garganta. Não tinha palavras para replicar. Limpou os resquícios da Coca-Cola do queixo e tinha consciência de que agora estava enrubescendo. Virou a cara, sentindo as bochechas esquentarem. Amilyn pediu mesmo isso?"


Fanfiction Films Interdit aux moins de 18 ans.

#star-wars #amilyn-holdo #leia-organa #amileia
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Capítulo Único

Leia Organa cuspiu o refrigerante pela boca como um chafariz, tal como nas séries juvenis após o que Amilyn lhe propusera. Ela encarou a sua amiga com a boca aberta e ainda escorrendo um pouco do líquido escuro e com os olhos bem arregalados. Se o seu pedido não fosse tão sério, Amilyn Holdo teria caído na gargalhada com a cara que Leia fazia.

— Estou falando sério – disse para retificar.

Leia mexeu a boca, mas nenhum som saiu de sua garganta. Não tinha palavras para replicar. Limpou os resquícios da Coca-Cola do queixo e tinha consciência de que agora estava enrubescendo. Virou a cara, sentindo as bochechas esquentarem. Amilyn pediu mesmo isso?

Holdo terminou com a namorada há pouco tempo, depois de uma traição. E recentemente descobriu que ela já estava se relacionando seriamente com essa pessoa que foi o pivô da separação.

Amilyn já estava muito magoada e zangada pela traição, mas depois que a ex-namorada e a atual dela passaram por ela na rua e fizeram questão de provocá-la, Amilyn decidiu que precisava se vingar. Pagar na mesma moeda, digamos assim. Ainda era muito cedo para procurar outra pessoa, e não gostaria de iludir alguém apenas para provocar ciúmes naquela traíra sem coração. Então recorreu à Leia, que era sua melhor amiga e cúmplice. Pediu que fingisse estar namorando com ela apenas na frente da ex-namorada.

— Leia, você é a minha melhor amiga e só posso contar com você – disse. – É só teatro, e só vai durar uma semana, no máximo.

— M-mas Amilyn, e-eu... – A primeiro tentativa de falhar foi um fracasso. Leia corou ainda mais.

— Sei o que está pensando... Mas não é a primeira vez que você finge ser minha namorada.

— Mas antes eram coisas de segundos, em festas, só para espantar caras assanhados – replicou Leia, não gaguejando mais. – Uma agarrava na mão da outra e dizia para o cara: “sinto muito, não gosto dessa fruta e estou com a minha namorada”. O sujeito desistia e ficava tudo bem. Você está me pedindo para fazer isso por uma semana!

Amilyn suspirou e também corou um pouco. Leia em parte tinha razão. Elas nunca fizeram aquilo por mais que um minuto e corria tudo bem. Não precisavam fazer mais que se abraçarem ou segurarem as mãos. Os homens desistiam e deixavam para lá. Exceto uma vez que um quis sair com as duas, elas precisaram fugir de fininho. A lembrança disso faz Amilyn rir.

— Do que está rindo? – Leia perguntou.

— Daquele cara que tentou dormir com nós duas na festa da fraternidade – respondeu.

— Oh... Esse dia foi louco.

— Ele estava muito bêbado! – Ela riu mais um pouco.

— Ainda bem que nunca mais o vimos – disse Leia.

— Sim, sim. Mas também foi naquela noite que conheci a Kate...

Leia olhou para Amilyn. Ela perdeu o sorriso e seus olhos ficaram tristes.

— Você realmente gosta dela, não é? – Leia perguntou.

— Não sei... Acho que sim. Sinto tanta falta dela...

Leia segurou a sua mão gentilmente. O contato arrefeceu o coração de Amilyn e ela tentou sorrir para a amiga.

— Ela não sabe o que perdeu, Amy. Você é uma pessoa incrível. Logo ela vai reconhecer que é de você que ela gosta e vai voltar para você.

— Não tenho tanta certeza dessa última parte... Eu ainda estou com muita raiva e quero me vingar dela.

Leia refletiu por alguns segundos. Amy é sua melhor amiga, são como irmãs. Amilyn fez tanto por ela e sempre esteve ao seu lado lhe apoiando. Ela podia deixar seu orgulho e timidez de lado e ajudá-la. Ser a sua “namorada” por alguns dias não iria mudar nada entre elas. Sempre seriam amigas e amigas se ajudam. Amanhã ou depois ela poderia precisar de um favor ou do seu apoio para alguma questão complicada, e tinha certeza que ela não sairia do seu lado. Por que ela vai ser egoísta agora?

— Está bem – ela falou. – Eu aceito, mas com uma condição.

Amilyn ficou tão feliz por ela ter concordado que aceitaria dez condições. Ela sorriu e abraçou Leia com mais força do que pretendia.

— Ai, meu Deus! Obrigada! Obrigada! Obrigada!

— Amy, está me apertando, eu não consigo respirar!

— Opa! Desculpe... – Leia respirou e se afastou, arrumando o tecido abarrotado do seu vestido amarelo. – Mas qual é a condição?

— Que nunca mais faça isso de novo – respondeu ela –, de provocar ciúmes em quem quer se seja. Querendo ou não você está me usando.

A garota de cabelos violetas não deixou de ficar envergonhada com aquilo. Leia tem razão. Ela sorriu fraco para a outra e abaixou a cabeça.

— Desculpe, Leia... Olha, você não precisa fazer isso se não quiser...

— Está brincando? Kate é uma otária por te deixado. E estou fazendo isso por você.

— Obrigada, mais uma vez. Sério, se fizer isso por mim eu nunca mais te peço nada na minha vida, eu juro por Deus.

Leia riu.

— Não jure. Faz mal jurar. – Leia tomou um novo gole do refrigerante e fitou o televisor à frente.

Estavam no seu quarto, numa noite de festa do pijama, assistindo Orgulho e Preconceito pela milésima vez na vida e comendo porcarias.

O filme estava pausado enquanto elas conversavam; Amilyn tinha pausado. Leia apertou novamente o play e o Mr. Darcy estava se declarando para Elizabeth Bennet pela segunda vez, quando ela finalmente aceita se casar com ela.

Era o filme favorito das duas. Era tradição em todas as festas do pijama.

— Tudo bem, mas eu vou ser eternamente grata – Amilyn disse. – Só vai ser essa semana, porque na próxima já estaremos de férias e eu não vou mais ver ela até o ano que vem; ou se Deus quiser, nunca mais precisei olhar na cara daquela vadia.

— Bom – Leia respondeu antes de encher a boca de pipoca.

Quando o filme acabou elas resolveram assistir uma série. Tinham se decidido por ver Sense8 do catálogo da Netflix quando alguém bateu à porta do quarto de Leia.

— Entre! – Leia gritou com a boca cheia.

— Mas que modos são esses?! – Amilyn perguntou e ambas riram.

A mãe de Leia, Padmé, entrou no quarto e sorriu para as jovens. Usava um robe rosa e os cabelos cacheados caíam pelas costas. Não tinha fios brancos aquela cabeleira periodicamente tingida. Amilyn sempre achou a mãe de sua amiga uma mulher linda. Mas ela não precisa saber disso.

— Como está indo a festa do pijama? – perguntou Padmé.

— Está ótima! – Amilyn respondeu.

— Mãe, faz mais pipoca? – Leia pediu.

— Levante-se e faça você mesma – Padmé respondeu. – E abaixem o volume da tevê. Eu quero dormir.

[...]

Leia estava acostumada com cenas de sexo em filmes e séries. No início ficava encabulada e morrendo de vergonha, pulava as cenas ou desistia de assistir. E já tinha visto coisas suficientes em Game Oficial Thrones para não se envergonhar mais. A cena simplesmente passava e ela não se importava.

Mas ver um sexo lésbico logo no primeiro episódio de Sense8 com Amilyn depois daquela conversa fez Leia corar furiosamente. Sentiu uma sensação estranha. Um calor que a percorria desde o baixo ventre e a deixava excitada.

Ela estranhou essa reação de seu corpo. Leia tinha plena certeza acerca de sua sexualidade. Gostava de homens. Mesmo que sua melhor amiga fosse assumidamente bissexual, isso nunca foi relevante na relação de amizade entre as duas.

Mas não é a primeira vez que ela se sente excitada vendo uma cena contendo sexo. Essa é só mais uma das muitas vezes que sua calcinha ficou molhada. Já tinha visto pornografia o suficiente para saber como as coisas funcionam. Então ela deixa essa passar.

Amilyn de remexe desconfortavelmente ao seu lado, ajeitando-se para ficar mais confortável, afasta-se muito sutilmente de Leia.

Será que ela está desconfortável dessa forma também pela conversa sobre fingir namorar a amiga e em seguida assistirem um sexo lésbico? Leia e Amilyn já viram cenas piores em suas madrugadas de maratonas de séries, por que agora seria diferente?

Elas acabam assistindo mais cinco episódios antes de ficarem muito cansadas e decidirem dormir.

Leia deita-se em sua cama enquanto Amilyn se ajeita no colchão inflável no chão. A moça de cabelos coloridos está vestindo uma camisola da mesma cor do seu cabelo, curtíssima e decotada. Leia se pega olhando para o seu corpo magro e esguio. Desvia o olhar antes que Amy perceba.

— Boa noite.

— Boa noite.

A luz se apaga e o silêncio cai. Curiosamente, nenhuma delas consegue dormir agora, mesmo estando cansadas. Leia suspira e em coro Amy suspira também.

Geralmente, quando estão sem sono, as duas se juntam na cama de Leia e conversam até dormir. Então, sem que Leia chamasse, Amilyn vem. Pede licença e as duas se organizam juntas. Elas são muito magras e Leia é pequena; cabem sem muito esforço ali.

— No que está pensando? – Amilyn perguntou.

— Em nada de importante... – respondeu Leia.

Silêncio.

— Você gostou da série?

— Sim, achei muito interessante. Precisamos terminá-la.

— Sem dúvidas. Quero muito saber o que acontece...

— Eu também...

Silêncio novamente.

Leia suspira e Amilyn tenta encontrar os seus olhos em meio ao escuro.

— Amy...

— Sim?

— Já dormiu?

— Na verdade não. – Leia não responde. – Quer conversar?

Leia confirma com um aceno, mas não tem certeza se Amilyn pôde ver.

— Eu... Queria te perguntar uma coisa.

— Estou ouvindo.

— Você já fez aquilo?

— Aquilo o que?

— O que as duas mulheres de São Francisco estavam fazendo no primeiro episódio da série...

— Você sabe muito bem que já.

— Eu sei. Não é isso... Me expressei mal. Se já fez daquela forma... Com o...

— Você quer saber se eu já tive um pênis de borracha?

Leia enrubesceu ainda mais e está feliz que Holdo não possa ver a vermelhidão em seu rosto.

— A resposta é não. – Amilyn se adianta.

— Ah...

— É só isso que queria me perguntar?

— Bom, na verdade não.

— Pode falar então.

Leia demora um pouco para dizer, mas Amilyn espera pacientemente. A morena fala em sussurros tão baixos que se a outra não estivesse tão perto, não teria escutado.

— Eu nunca beijei uma garota... – disse ela.

Amilyn toma alguns segundos antes de responder. Na realidade ela está pensando no que sua amiga disse. Ela toma nota da situação: duas mulheres usando pouca roupa numa cama, sozinhas e muito próximas, falando sobre sexo e Leia acaba de dizer que nunca beijou uma mulher.

Ela é uma mulher. Podem se beijar agora se quiserem. Ela pelo menos está querendo muito. Esse desejo foi despertado agora e ela não consegue parar de senti-lo.

Deseja tocar os lábios de Leia, provar a sua maciez e o sabor da sua língua. Ela sabe que Leia sente o mesmo. É quase como se pudesse sentir o cheiro do desejo. Estão muito perto agora. Tudo é perfeito para fazerem isso.

— Posso ser a primeira se você quiser – disse ela finalmente.

Leia então se aproxima ainda mais até seus narizes se tocarem e Amilyn fecha o espaço, unindo as bocas num beijo calmo e lento. Seus lábios são melhores do que ela imaginava.

Leia abre mais a boca, dando caminho para a língua da amiga avançar. Amilyn segura a sua cintura e Leia faz o mesmo. A porta não está trancada, mas todos na casa estão dormindo. Menos elas.

As mãos começam a apalpar em toda parte e os beijos de tornam mais quentes. Leia está úmida e desejosa. Amilyn a beija com vontade e remexe levemente seu quadril contra o dela.

— Você tem certeza de que quer isso?

— Eu tenho. Você tem?

— Sim. Eu quero isso.

Beijam-se novamente. O calor aumenta e elas despem-se. As mãos ocupadas em tocar em toda parte e as línguas enroladas uma na outra. É bom e Leia não quer parar.

Amilyn afasta suas pernas delicadamente. Precisa morder o lábio para segurar um gemido quando Amilyn toca seu ponto mais sensível e começa a friccionar e a fazer movimentos circulares no clitóris. Elas se beijam, se tocam, e a mão de Amy é incontrolável.

— Amy...

Ela desce. Coloca-se entre as pernas de Leia, que ela abre-as mais um pouco. O simples toque da língua dela em seu clitóris lança uma corrente de sensações em seu corpo que a fez gemer e morder novamente o lábio inferior.

Amilyn é habilidosa e experiente. Ela percorre com a língua por toda a vulva, suga o clitóris, provoca-o com a língua, faz Leia gemer e se contorcer de prazer. Ela está se aproximando do melhor orgasmo de sua vida e Holdo coloca dois dedos dentro de si, entrando e saindo com eles e não deixando de sugar e lamber o ponto sensível e inchado.

— Oh, meu Deus! – sussurra.

A porta não trancada lança uma adrenalina pelo corpo de ambas, sabendo que alguém poderia chegar e pegá-las no ato. Era muito tarde, todo mundo já estava dormindo, mas Padmé costumava ver como os filhos estavam durante o sono – hábito que mantinha desde que eles nasceram. O medo de serem pegas aumentava a excitação.

Numa explosão de cores e sensações, Leia desmanchou-se, atingindo seu clímax.

Respirava ruidosamente e de boca aberta. Amilyn deitou-se ao lado e fitava-a com um sorriso. Mesmo no escuro do quarto, ela viu os contornos do sorriso de Amilyn.

— Foi bom?

Ela assentiu. — Sim.

Leia se aproximou para beijá-la novamente. Beijos curtos e repetidos; sorriam entre cada beijo. Leia apalpava seus seios, brincava os mamilos intumescidos, beliscava-os de leve. Decidiu ser mais ousada e se inclinou sobre eles. Osculou, lambeu, mordeu, sugou os mamilos, beijou o espaço entre os seios. Amilyn arfava.

Então ela subiu em cima de Amilyn. Uma perna em cada lado do corpo e intimidade sobre intimidade. Rebolam uma contra a outra, gemendo baixinho. Os corpos nus, as mãos apalpando indiscriminadamente seios, nádegas e coxas.

Leia imita Holdo e desce até sua intimidade. Ela conhece o próprio corpo, sabe quais são os pontos sensíveis e como alcançar seu próprio prazer, então ela projeta isso para Amilyn, para descobri-la, não com os dedos, mas com sua língua. Ela aprende depressa e logo descobre onde e como ela reage com mais ou menos intensidade; onde gosta mais, onde sente mais prazer.

Continua trabalhando em dar prazer à amiga, sugando, lambendo e mordendo levemente o ponto nervoso e sensível. Toma nota de suas unhas mais longas e não a penetra com os dedos como Amilyn fez. Concentra-se em sua língua. Ela está fazendo coisas mágicas no corpo da outra.

Não demora muito para Amilyn gozar naquele ritmo. Ela alcança seu próprio clímax com um gemido rouco e se contorce na cama, sentindo espasmos percorrerem os seus músculos. Sua mente está um caos e ela não consegue raciocinar em meio àquela nuvem de prazer. Somente puxa Leia contra si e beija sua boca, lambe o próprio gozo em seus lábios, bochechas e queixo.

Deitam-se juntas e se abraçam, trocando curtos beijos até relaxarem. Depois elas se vestem e ficam uma ao lado da outra, deitadas de barriga para cima e fitando o teto.

Os minutos passam e entre elas há um silêncio quase sepulcral. Leia boceja.

— Quer conversar sobre isso? – Amilyn pergunta.

— Não acho que seja necessário, na verdade...

— É, eu também não.

2 Juillet 2018 22:12:04 0 Rapport Incorporer 3
La fin

A propos de l’auteur

Elane Santiago Não sei como vim parar aqui. Só queria viajar na TARDIS ao lado do 8º Doutor, conquistar Westeros com meu sabre de luz, me juntar aos Vingadores depois de ter reunido todas as esferas do dragão e conhecido os Beatles. Mas virei uma escritora fracassada viciada em café.

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