Na Minha Vida Suivre l’histoire

zephirat Andre Tornado

E se o João, o Paulo, o Jorge e o Ricardo… Não! Vamos recomeçar. E se John, Paul, George e Richard, depois Ringo, se tivessem conhecido em circunstâncias diferentes daquelas em que se conheceram, adolescentes dotados para a música, apaixonados pelo rock n’ roll, rebeldes sem causa, vestidos de casacos de cabedal negro? E se fossem transportados para o presente e para os quatro músicos se inventasse uma história digna de filme musical, de aventuras e com o típico humor britânico? Vamos ver os Beatles como os vemos nos filmes que protagonizaram? Vamos! Nesta história serão homens nos seus vinte e poucos anos, o destino a conspirar para que se juntassem e formassem uma banda, pois o Universo não existe sem a sua música divina.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

#FabFour #surreal #Divertido #comédia #fantasia #filme #Louco #aventura #Ringo-Starr #George-Harrison #Paul-McCartney #John-Lennon #The-Beatles
1
5.0k VUES
Terminé
temps de lecture
AA Partager

I - Quando a Desgraça é Completa


Retirou o pacote de cigarros amarrotado do bolso de trás das calças de ganga rasgadas nos joelhos. Não as usava assim por causa da moda recente de estraçalhar a roupa, num estilo forçado de rebelde despreocupado e elegante, ou coisa parecida. Usava aquelas calças velhas porque não tinha outras, nem tinha dinheiro para comprar umas novas. Deu algumas fungadelas. Também precisava de as lavar, mas não tinha máquina de lavar roupa no minúsculo quarto onde vivia e o magro salário, um salário miserável na verdade, não dava para ir experimentar uma daquelas lavandarias de self-service, em que as paredes se cobriam de máquinas gigantescas, brilhantes, tantos botões como a consola de uma nave espacial, com uns tambores tão grandes que dava para enfiar alguém lá dentro.


Agarrou no pacote, sacudiu-o, puxou um cigarro com os dentes. Enfiou a ponta de dois dedos no seu interior, encontrou o isqueiro vermelho. Acendeu o cigarro e puxou uma passa.


A nicotina salvava-o. Podiam alegar que ele deveria era gastar o dinheiro do vício no tabaco no tal par de calças novas, ou na lavandaria, mas andar bem vestido ou lavado não lhe dava o mesmo prazer, o mesmo refúgio de um cigarro. Bem, com as conquistas amorosas já era um problema, apesar de as mulheres serem tão fúteis que achavam que ele estaria bem vestido assim todo roto. Já a falta de limpeza afastava até a mais estúpida das tipas. O fumo do cigarro ajudou a disfarçar o odor peculiar e sebento da sua roupa. Enfiou o nariz no sovaco. Ainda tinha dinheiro para comprar desodorizante e aí não cheirava mal. O pivete a suor era-lhe insuportável e nesse departamento ele tinha algum cuidado. Não podiam faltar cigarros, nem desodorizante.


Envolveu o filtro com os lábios, sugou-o demoradamente, travando o fumo na garganta. A seguir expeliu-o pelo nariz, mostrando o seu domínio da técnica. O ato de fumar deixava-o pensativo e nostálgico, até um certo ponto. Subtraía-o do ambiente sombrio onde ele vogava sem um rumo à vista. Estava perdido? Um pouco… Mais do que um pouco, talvez muito. Queria fazer qualquer coisa de diferente mas nem sabia bem o quê. E se fosse comprar umas calças de ganga novas? Empenhava parte do salário que ainda iria receber, dali a dez dias, quando chegasse o dia de pagamento e iria telefonar a uma mulher que tinha conhecido no outro dia, quando fora ao talho comprar salsichas… E teria saldo no telemóvel, pensou intrigado? Provavelmente não…


Que se deixasse de loucuras! Precisava do dinheiro que lhe restava para comer, não para devaneios de consumismo. Comprar umas calças… Francamente! Aquelas estavam perfeitamente bem e adequadas ao que se usava naquela estação. Os rasgões até lhe davam um aspeto mais sensual, não fossem os seus joelhos serem demasiado ossudos.


Puxou uma terceira passa, sorrindo com os seus pensamentos doidos.


Uma música instrumental, elaborada com guitarras, elétricas e acústicas, um piano muito suave a sublinhar a melodia, evolou-se na lonjura. Apurou o ouvido. Se havia outra coisa que o retirava do seu quotidiano aborrecido era a música, qualquer que esta fosse, embora preferisse, de longe, a simplicidade do rock ‘n roll.


Começou a murmurar para acompanhar a música…


Lembrou-se que a sua guitarra estava ainda mais velha do que as calças surradas. Tinha-a furtado a um rapazola distraído, durante um daqueles festivais locais em que se apresentavam bandas jovens e promissoras. Fora ouvir, não se cobrava entrada, caso contrário ele não tinha como pagar um bilhete. Saíra desiludido pois o talento era quase inexistente no punhado de grupos que se fizera presente no pequeno palco de madeira. Compensara o tempo que tinha perdido naquele jardim, ao entardecer, a escutar meninos esganiçados ao reparar numa guitarra abandonada. Colocou-a a tiracolo e saiu sem que ninguém lhe chamasse a atenção. De resto andavam tipos como ele a vogar pelo sítio com guitarras, com um ar displicente e pedante, ele passou por mais um músico.


Uma voz chamou-o à Terra.


- Eh, Lennon!


As suas pálpebras descaíram sobre os olhos, levou o cigarro à boca. Era o colega gordo. Não se lembrava do nome dele, nem de nenhum dos outros infelizes que trabalhavam com ele naquele armazém. Identificava-os pelas características físicas que ele mais destacava na sua avaliação. O gordo, o coxo, o lento, o chato, o apagadinho. Mas eles sabiam o nome dele e gostavam de usar o apelido, como se estivessem na tropa.


- O patrão quer ver-te.


- Quer ver-me? – perguntou aborrecido. – Estou na minha pausa, não estou a fazer nada de mal.


- Mandou chamar-te ao escritório. Vai lá depressa, que o homem já está chateado.


- Está chateado com o quê?


- Sei lá, Lennon. E apaga esse cigarro, sabes como ele detesta o fumo.


- Estou na minha pausa – insistiu, agora contrariado.


O gordo levantou os braços.


- Olha, dei-te o recado. Se não quiseres ir, é contigo… Quero lá saber!


Afastou-se às arrecuas, de braços erguidos, depois girou e encaminhou-se para a oficina. Se simulavam que aquilo era a tropa não eram nada solidários uns com os outros. Quando podiam, mordiam os calcanhares dos colegas com os quais embirravam ou que viam numa posição mais fraca em relação às chefias. Ali, a solidariedade e o companheirismo eram palavras mortas e por isso ele nunca se tinha arrependido de não saber os nomes deles.


Apagou o cigarro debaixo da bota. Passou uma mão pelo cabelo e dirigiu-se para o escritório, um contentor enferrujado que se anexava ao armazém principal da empresa de transporte. Era um lugar muito desconfortável, onde fazia um calor infernal durante o verão e um frio glaciar durante o inverno, mas o chefe, somítico, nunca considerara comprar um aparelho de ar condicionado para aliviar as tarefas burocráticas que desempenhava ali dentro.


Já tinha sido convocado pelo chefe um par de vezes e os encontros nunca tinham sido bons. Aliás, sempre que fora falar com o chefe recebera uma reprimenda como se fosse um miúdo de escola e ele começou secretamente a detestá-lo. No entanto, precisava daquele trabalho, tinha o aviso do Instituto de Emprego de que não podia ser despedido pela décima sexta vez, não teria direito a qualquer subsídio e ficaria por sua conta. Por muito miserável que era o salário que ali recebia, era precioso e ainda que não desse para renovar o roupeiro, pelo menos conseguia comprar cigarros, desodorizante, salsichas para o jantar e ir beber um café com as suas conquistas amorosas.


Por isso, preparou-se para outra reprimenda. Tentou limpar do rosto aquela expressão permanente de troça e de fastio que constantemente lhe apontavam, como se o mundo todo fosse demasiado aborrecido para receber um génio como ele. Mas era o que ele pensava, não tinha culpa de essa verdade, que pelos vistos incomodava os inferiores com que se rodeava, transparecer na sua cara.


Bateu à porta metálica. Limpou os nós dos dedos da tinta branca que estava a descascar e que mostrava mais ferrugem naquele patético exemplo de gabinete. Uma voz disse-lhe para entrar, ele girou a maçaneta e abriu a porta.


- Mandou-me chamar? – indagou num tom polido.


O chefe, um rapaz nos seus vinte anos, um pouco mais velho do que ele, filho do dono da empresa ou não estaria ali a fazer as vezes de senhor de um pequeno reino, tinha as mangas da camisa branca arregaçadas, mas não tirara a gravata sóbria e suava em bica. Pairava dentro do escritório desorganizado um ligeiro odor enjoativo a transpiração e ele torceu o nariz.


- Sim, Lennon. Mandei.


Não lhe indicou a cadeira velha, estofada a tecido negro puído que existia diante da secretária onde conferia a contabilidade e papelada diversa, o que significava que a conversa seria breve ou seria bastante séria.


Ele optou pela segunda hipótese. Enfiou os dedos nos bolsos justos das calças de ganga e ficou à espera.


O chefe recostou-se na sua cadeira de executivo, com espaldar almofadado e rodízios, uma pechincha que comprara num daqueles saldos que se realizavam no fim do outono, ouvira ele dizer. Analisou-o com um olhar carregado, as sobrancelhas franzidas sobre o nariz demasiado grande. Tinha um ar abatido, devia andar a dormir pouco.


Disse de repente:


- Estás despedido.


A sua mente estraçalhou-se. Era um monitor onde visualizava todas as efabulações sobre calças de ganga, lavandarias, desodorizantes, cigarros, música, colegas típicos, um contentor, as penas do chefe e que agora levava com uma pedrada, partia-se em mil bocados de vidro e apagava-se. Aterrou na realidade.


- O quê?! – admirou-se.


Retirou as mãos dos bolsos, inclinou-se, assentou os punhos na secretária, arqueando as costas, a simular um animal assanhado prestes a atacar. O chefe olhou-o com desprezo.


- Não falei chinês, pois não? Estás despedido, Lennon. Apanha as tuas coisas e some-te daqui.


- Não pode fazer uma coisa dessas. Ainda me faltam dois meses para completar esse contrato miserável de seis meses. Nem por um ano me contratou… e ainda vem com essa de que me vai despedir?


- Estás descontente? Vai para o tribunal do trabalho… se conseguires arranjar um advogado para te defender.


- Com a porcaria do salário que me paga… – Não quis mostrar-se inferiorizado e não completou a frase. Endireitou as costas, cruzou os braços e desafiou: – Pois claro que vou para tribunal. Mas antes… quero que me pague o que me deve. Não saio daqui sem receber o salário deste mês e a respetiva indemnização a que tenho direito por me ter despedido antes do fim do contrato.


O chefe sorriu, trocista.


- O que te devo? A minha empresa não te deve nada.


- Ah… Isto vai ser a mal?


- Queres ir para tribunal? Vamos para tribunal. Bom dia e adeus.


Agarrou numa pasta de plástico azul transparente, abriu-a e retirou um conjunto de papéis desiguais que começou a verificar, ignorando-o deliberadamente.


Ele não iria irritar-se. Ele não iria dar um murro e partir os dentes àquele patético rapazinho que se julgava poderoso e implacável, como um capataz de uma quinta de escravos. Apetecia-lhe muito, mas não o iria fazer. Cerrou os dentes.


- Então, quando me vai pagar?


- Por que é que não perguntas o que fizeste para teres sido despedido? – indagou o chefe ordenando os documentos por datas, sem o olhar. – Seria uma pergunta mais inteligente… Mas inteligência é o que tens de menos nessa cabeça vazia, não é verdade?


- Está a insultar-me…


- Ainda não te foste embora.


- Quero o meu dinheiro.


O chefe deu um soco na secretária com toda a força e berrou:


- E eu quero o meu! – Levantou-se com um pulo e apontou um dedo trémulo. As faces avermelharam e vociferou descontrolado: – Imbecil! Sabes o que fizeste ontem ao nosso melhor cliente, o senhor Moreira?! Sabes o que fizeste? Graças à tua asneira perdemos o homem que garantia a nossa faturação mensal e que te pagava o salário todos os meses. Só o senhor Moreira representava mais de setenta por cento das nossas vendas.


Ele recuou com aquele acesso de raiva. Moreira… Moreira… Não se lembrava de nenhum Moreira que tivesse acontecido no dia anterior, durante as encomendas que despachara. Verdade fosse dita, ele nunca fixava nenhum nome para quem embalava a mercadoria que era requerida ao armazém onde desempenhava as suas funções, naquela pequena empresa local de logística que lidava, sobretudo, com produtos importados.


O chefe continuava, possesso:


- O homem ficou completamente louco quando recebeu as caixas, seu idiota, seu imbecil! Telefonou para aqui aos berros, a chamar-me incompetente, a dizer que eu era ridículo, a perguntar o que fazia com os seus convidados que já tinham chegado para a festa! Disse-me que viria aqui fazer pessoalmente a devolução e que iria obrigar-me a comer aquilo, para ver se eu gostava!


Imaginou o tal de Moreira tão enraivecido como o chefe estava naquele momento, tentava encontrar nesse pensamento alguma graça naquela situação, que não era nada engraçada. Estava a ser despedido e com direito a gritaria.


- Mandaste-lhe vinte quilos de comida para cão, quando o homem tinha pedido dois quilos de caviar beluga! – concluiu o chefe num timbre esganiçado.


O esclarecimento veio no meio de uma chuva de perdigotos. Ele limpou a cara instintivamente, embora nenhuma gota de saliva o tivesse atingido.


- A culpa não foi minha, as prateleiras estão mal organizadas. O lento não faz o seu trabalho e agora eu é que estou a levar com as culpas.


- O lento? Qual lento?! – exclamou o chefe desnorteado.


- O lento! – respondeu como se fosse evidente a quem se referia. Ao raio do caracol que conferia as entradas no armazém e manejava a empilhadora. Nunca tinha visto homem mais vagaroso.


- Sai-me da vista antes que eu perca as estribeiras!


- Ainda não as perdeu? Tenho medo do que possa fazer com elas perdidas, porque a imagem que está a passar é de alguém sem um pingo de calma sobre a carcaça.


- Rua!!!


A secretária foi arrastada com o impulso que o chefe dera ao corpo, parecendo que iria pular por cima desta e agarrar-se ao seu pescoço até estrangulá-lo.


- Um erro de nada e estou despedido? Arranje outro Madureira para lhe fazer o volume de vendas. O que não falta por aí é gente a viver em moradias descomunais que dão festas com caviar beluga.


- O nome do nosso melhor cliente é Moreira! O senhor Moreira!


- Era… Já não é o nosso melhor cliente.


- Nosso?!! Tu já não és nada aqui. Estás despedido. Ouviste? A contabilidade já foi avisada para te retirar da folha de pagamentos.


- Então a contabilidade vai também calcular o que tenho a receber, certo? Têm os meus dados. Vai enviar-me o cheque para casa… ou tenho de vir recolhê-lo aqui?


Outro arranque da secretária, que já estava meio atravessada no pequeno contentor, o chefe a empurrá-la, arrastando os pés, e ele agarrou na maçaneta da porta, destrancando-a, preparando-se para correr pela vida. O homem ia mesmo apertar-lhe os gorgomilos!


- A contabilidade já está avisada para fazer contas à diferença entre a comida de cão e o caviar beluga para descontar o valor do prejuízo na tua conta!


- Isso não é justo!


- Fora daqui!! Ou chamo a polícia!


Era inútil prosseguir. Não iria conseguir salvar a sua situação, nem melhorar a sua posição perante aquele chefinho imberbe, nem tão-pouco salvar aquele emprego. Outro falhanço na sua vida profissional. Naquele instante em que saía do contentor, batendo com toda a força a porta no metal da parede lateral, que reverberou como um gongo, nem se lembrou da ameaça do Instituto de Emprego e na mais que provável falta de um subsídio essencial para a sua sobrevivência mais imediata.


Foi para o parque de estacionamento, um terreiro rodeado por uma rede metálica que nem marcas no chão tinha, pelo que os carros aí parados obedeciam à ordem de chegada e colocavam-se caoticamente no pequeno espaço. Havia dias que os últimos a chegar nem tinham lugar para parar as respetivas viaturas e tinham de as deixar, mal parqueadas, na berma da estrada asfaltada que levava ao complexo. Resultava sempre numa primeira discussão matutina entre colegas que não se davam nada bem, à partida.


O seu carro, um modelo antigo de um Renault comprado através de um amigo em quinta mão, um chaço que iria para a sucata se não lhe fosse parar às mãos, metia dó, mais ainda do que as calças de ganga rasgadas. Com falta de uma pintura, falta de peças, manutenção atrasada, inspeção anual obrigatória por regularizar, sem seguro – era um milagre a polícia ainda não o ter apanhado na estrada, a multa condizente haveria de o empenhar até à próxima vida – aquele automóvel era um destroço ambulante. Mas era o que ele precisava para se deslocar da cidade, onde vivia, para aquele sítio que ficava longe e não queria fazer o caminho a pé. Era degradante e obrigá-lo-ia a levantar-se perto das cinco da matina para chegar a horas de picar o ponto.


Não mais. Regressava à condição de desempregado.


Abriu a porta do carro, fazendo uma determinada pressão que permitia desencravar a parte de cima, que estava amolgada. Nunca trancava o carro, ninguém iria querer roubar aquela carroça que servia apenas para fazer o percurso de casa para o trabalho (que já não tinha) e vice-versa. Nunca o usava para se passear na cidade, era uma vergonha transportar uma namorada naquele pedaço de aço com rodas que em tempos fora um automóvel.


Sentou-se no banco, pousou as mãos no volante com um prolongado suspiro.


Estava um pouco desorientado. Não sabia o que fazer com o resto das horas daquele dia… Detestava trabalhar no armazém, mas era uma forma de ganhar algum dinheiro. Talvez devesse procurar por algum conselho na área laboral, afinal fora sumariamente despedido e deveria haver uma qualquer lei que o defendesse, pelo menos para receber o que lhe era devido, se é que podia ver algum dinheiro depois das ameaças proferidas pelo chefe.


Ainda tinha gasolina no tanque. Iria dar uma volta prolongada pela cidade, devagar, talvez ir até ao porto, sentir o ar da maresia e desanuviar a mente, pensar numa qualquer solução para a sua vida madrasta.


Retirou a chave do bolso das calças, enfiou-a na ignição. Rodou o pulso e o motor pegou, à terceira tentativa. O carro estava com falta de uma bateria nova também. Algum dia iria parar no meio do caminho…


Fez marcha atrás para sair do parque de estacionamento, levantou uma nuvem de poeira avermelhada. Fazia algum tempo que não chovia e a terra, seca, acumulava pó.


Ele ia tão distraído que não reparou que levava, no banco traseiro, um passageiro clandestino que só estava à espera de receber aquela boleia para colocar o seu plano em ação…

8 Juin 2018 14:14:56 0 Rapport Incorporer 3
Lire le chapitre suivant II - Um Passageiro Indesejado

Commentez quelque chose

Publier!
Il n’y a aucun commentaire pour le moment. Soyez le premier à donner votre avis!
~

Comment se passe votre lecture?

Il reste encore 39 chapitres restants de cette histoire.
Pour continuer votre lecture, veuillez vous connecter ou créer un compte. Gratuit!