Can't Help Falling In Love Suivre l'histoire

valdieblack Valdie Black

Clara Oswald acaba caindo em uma armadilha que ela mesma criou e agora deve revelar toda a verdade ao Doutor. A reação dele é surpreendente.


Fanfiction Série/ Doramas/Opéras de savon Interdit aux moins de 21 ans. © Doctor Who não me pertence, história escrita sem fins lucrativos.

#hentai #romance #twelveclara #whouffaldi #Doctor-Who
Histoire courte
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Can't Help Falling In Love

Clara gostava de ser professora, os alunos eram divertidos e ela se dava bem com seus colegas de trabalho. No entanto, havia dias que lhe dava vontade de desistir de tudo. Aquele dia tinha sido infernal. Os alunos estavam agitados por causa das férias de verão que se aproximavam e não prestavam atenção nas lições, isso acontecia todo ano e era um pesadelo. Os outros professores gostavam de colocá-los na detenção, mas Clara se achava cruel demais quando fazia isso e por consequência os alunos se aproveitavam dela.


Quando o dia finalmente acabou e ela tinha chegado em casa, tudo que queria fazer era tomar um banho e depois dormir. Não queria voltar para a escola no dia seguinte, mas convenceu-se de que seria um dia melhor e de que tudo valeria a pena no final.


Clara fechou a porta atrás de si e não ficou surpresa ao descobrir as luzes acessas e um Senhor do Tempo sentado no seu sofá.


- Eu não entendo... - começou o Doutor, sem se incomodar em dizer “oi” ou qualquer outra saudação. - … qual é o problema do Henry Crawford? Ele merecia uma boa redenção no final como o Sr. Darcy teve naquele outro livro.


O Doutor fechou o livro que estava lendo, parecia muito zangado. Clara aproximou-se e tirou o volume de “Mansfield Park” das mãos dele.


- O Sr. Darcy era um cavalheiro que não sabia se comunicar com os outros, o Henry era só um babaca. - ela explicou.


- Mas e o Capitão Wentworth? Ele era um babaca e acabou ficando com a Anne Elliot no final de “Persuasão”.


- Você passou o dia inteiro lendo minha coleção de livros da Jane Austen? - perguntou, guardando “Mansfield Park” de volta na estante.


- Todos menos “Emma”. Li a primeira frase e desisti, achei aquela garota insuportável.


- Devia ter lido tudo. O Sr. Knightley é igualzinho a você.


- Lindo e inteligente?


- Chato e inconveniente.


Clara deixou escapar um sorriso no canto da boca para mostrar que não falava sério (talvez um pouco). O Doutor ficou de pé, colocou as mãos nos bolsos e disse:


- Talvez eu alugue o filme. Então, estive pensando... faz tempo que não visito o século XIX, que tal irmos dar uma olhada? Talvez eu faça essas perguntas à Jane pessoalmente.


- Agora não é uma boa hora pra mim. - Clara respondeu, tirando o casaco.


- Uma verdadeira professora de inglês não perderia essa oportunidade.


- Podemos ir depois, Doutor, agora estou cansada.


Ela não queria ouvir falar desses escritores que usava nas aulas o tempo todo nem em nada que a fizesse lembrar-se da escola. O Doutor não desistiu.


- Você diz isso mas depois se anima quando chegamos lá. Lembra do DaVinci? Você disse que achava ele superestimado, mas foi só o homem pintar um quadro seu que de repente...


- Sério, Doutor, não estou afim. Tive um dia longo.


- O que aconteceu? Os alunos riram do seu sotaque de novo? Eu também faço isso, ele é engraçado.


- Doutor, agora eu só queria tomar um banho e depois ir dormir.


- Você não vai nem jantar? Estou usando a palavra certa? “Jantar”? É isso que vocês fazem nesse horário, não é?


Ele deu uma olhada para as janelas, já estava escurecendo no lado de fora.


- Não se preocupe. Ei, por que está tão agitado com isso? Entre na TARDIS e volte amanhã, eu estarei melhor.


O Doutor mexeu-se desconfortável.


- Não quero deixar você assim.


- Vou me sentir melhor depois de um banho.


- Então eu espero.


- Doutor!


- O quê?


Clara suspirou. A verdade é que ela queria ficar sozinha e por mais que gostasse dele tinha certas coisas que não podia lhe mostrar. O Doutor não conseguia lidar com algo sério.


- Certo, então venha tomar banho comigo. - ela convidou, sabendo muito bem que aquilo iria deixá-lo envergonhado e ele arrumaria qualquer desculpa para ir embora.


- Está bem.


- Está bem?


- Sim, também preciso de um banho. Estive em uma caverna antes vir aqui.


- OK...


- Uma caverna em Marte. - acrescentou.


- Certo. - Clara não sabia o que fazer, não tinha previsto aquilo, mas parecia não haver outra escolha pois o Doutor não queria sair. - Bem, venha comigo então.


Atrapalhada, Clara mostrou-lhe o caminho até o banheiro. Percebeu que ele nunca esteve ali antes, pelo menos não em sua companhia.


- Hum... vocês... tomam banho em Gallifrey? - perguntou, se achando muito idiota por perguntar aquilo.


- É claro que sim! Você pensa que somos porcos? Mas usamos uma banheira normal, não esse aparato primitivo.


Ele apontou para o chuveiro.


- Faz séculos que não vejo um desses. Acho que matou um primo meu.


Clara estava muito nervosa parar rir daquela conversa ridícula. Agora que estava pensando, ela nunca tomou banho com um homem antes. “Não é um homem, é só o Doutor. Ele é neutro.”


- Você não se incomoda em me ver... sem roupa? - Clara perguntou, tinha ciência de que estava corando.


- Clara, acho que eu tenho conhecimento suficiente para não me chocar com a anatomia de um corpo humano. Com certeza você não é mais deformada do que as outras pessoas.


“Sim, ele é neutro.”


- Mas você se incomoda que eu a veja sem roupa?


- Não! - respondeu depressa. - Não estou envergonhada.


- Bom.


Clara esperou um pouco para que ele dissesse que desistiu da ideia e iria embora, mas o Doutor ganhava aquele embate permanecendo ali, parado, aguardando a próxima jogada dela. Clara abaixou-se para descalçar os sapatos e depois as meias, agindo como se fosse um ritual complexo. Ela tirou sua saia e a roupa de baixo, guardando-as no cesto de roupa suja.


“Por que ele não desiste?”, pensou. O Doutor não disse nada. Clara não conseguiu ler em seu rosto se ele estava desconfortável com aquilo, mas percebeu que ele não se daria por vencido então tirou sua blusa depressa, querendo encerrar aquele pequeno show de strip-tease.


- Você não vai tirar as suas roupas? Ou em Gallifrey as pessoas tomam banho vestidos?


- Estava esperando sua permissão, na última vez em que me viu despido você ficou muito ofendida.


- Porque foi inesperado e estávamos em público!


- Estávamos na TARDIS.


- Depois você foi conhecer minha família!


- Aquilo não foi ideia minha.


- Cale a boca, está me irritando de novo.


O Doutor desabotoou o terno.


- Devo avisá-la, as coisas mudaram bastante desde aquela época.


- Regenerações fazem isso com uma pessoa.


Clara abaixou a cabeça quando foi tirar o seu sutiã porque não queria assisti-lo fazendo aquilo, mas pelo canto do olho ela viu as roupas do Doutor serem jogadas no chão.


- Você quer ligar o aparelho mortífero ou eu devo fazê-lo? - ele perguntou.


- Espere.


Ela pegou um elástico que deixava na pia e amarrou os cabelos.


- Não quero molhá-los hoje. - explicou.


- Pensei que o propósito de um banho fosse justamente esse.


- Já mandei calar a boca.


- Clara, olhe pra mim.


Hesitante, ela o olhou. O Doutor parecia muito vulnerável daquele jeito, era muito magro e pálido, mas Clara pensou que era um homem bonito. “Não!”, sua mente gritou, “Ele não é um homem! Pare de referir-se a ele assim!”.


- Você tem certeza que esse chuveiro é segurou?


- O quê? - ela piscou os olhos, tinha se distraído observando o corpo do outro. - Ah, sim! É muito seguro, tomo banho assim todos os dias.


O Doutor balançou a cabeça como se pensasse, “essa mulher é louca”. Não teve nenhuma reação à nudez da sua companheira e Clara não sabia se deveria sentir-se aliviada ou ofendida, talvez um pouco das duas coisas. Ela ligou o chuveiro e o Doutor assustou-se com a água caindo, como se fosse um dalek ou um cyberman.


- Doutor, está tudo bem, veja.


Clara sentiu a água gelada com a mão, achando engraçada a reação do Senhor do Tempo na sua frente. Ela ficou debaixo do chuveiro para que a água caísse em todo seu corpo e foi muito bom, como se todos os seus problemas tivessem sido lavados dela por aquele momento.


- O que é isso? - ele perguntou.


Clara sentiu os dedos do Doutor tocarem em algum lugar no seu ombro esquerdo, seus músculos tensionaram quando ele fez aquilo.


- Ah... isso foi quando estávamos na quarta lua de Mentzark. Acho que caí de mau jeito, mas tudo bem, sempre arrumo algum machucado assim nas nossas viagens.


- Isso não é um machucado qualquer. - o Doutor colocou as duas mãos no local para analisar melhor. - Clara, acho que você foi picada por alguma espécie de inseto. Quando você viu que tinha esse machucado?


- Hum... dois dias atrás? Não me importei muito porque sempre acabo machucando alguma coisa quando viajamos. - repetiu.


- Clara, isso é muito perigoso. Algum bicho pode ter envenenado você.


- Mas nada aconteceu!


O Doutor não quis saber. Ele pressionou os lábios contra o ombro dela e chupou o machucado.


- O que você está fazendo?!


- Tirando o veneno do seu corpo.


- Não tem veneno... Doutor... Doutor, não tem necessidade disso.


Ele não lhe deu ouvidos, continuou chupando o suposto veneno que havia nela. Clara pensou que iria enlouquecer, estava gostando daquilo mais do que deveria. Fechou as mãos em punhos e forçou-as a ficarem paradas pois estavam involuntariamente procurando pelo Doutor.


- Acho que já tirei tudo, mas talvez algo tenha ficado. Preciso analisar isso melhor quando estivermos na TARDIS.


Ela queria que ele não tivesse parado, mas sabia que não devia querer uma coisa dessas. Clara não conseguiu pensar em nada para dizer então apenas pegou o sabonete à sua frente.


- Clara, você precisa me avisar quando esses machucados aparecerem. Andamos por lugares que você não conhece e a medicina daqui não iria compreender certas coisas. Além disso você não é indestrutível, não consegue regenerar como eu.


- Sei que não somos da mesma espécie, obrigada pelo lembrete. - ela replicou, irritada. Ensaboou os braços fazendo mais força do que o necessário.


- Está escondendo mais alguma coisa de mim? - ele passou as mãos pelos ombros dela, fazendo-a tremer. - Algum outro machucado?


- Não.


- Não esconda essas coisas de mim. É muito perigoso. - o Doutor prosseguiu a análise deslizando as mãos pelas costas dela.


- Não tenho outro machucado, Doutor. Pare.


- Tem certeza disso?


- Sim.


- Algumas coisas são muito pequenas...


- Pare de me tocar assim! - disparou, esquivando-se das mãos dele. - Está tudo bem comigo, fisicamente.


O Doutor não tocou mais nela e Clara continuou seu banho como se ele não estivesse ali. A água do chuveiro era a única coisa que quebrava o silêncio dos dois, até que o Doutor perguntou:


- Quer dizer que há algo errado com você sem ser fisicamente?


Ela demorou para pensar em uma resposta convincente.


- Só estou nervosa por causa dos alunos, não é nada.


- Clara, não me ignore, por favor.


Clara reuniu coragem para para encará-lo. O Doutor tinha o semblante sério.


- Desculpe, não devia ter tocado em você sem pedir. Isso te deixou desconfortável.


- Tudo bem, eu gosto do seu toque. - confessou. - É verdade.


- Sou seu amigo e quero ajudá-la.


- Sim. Meu amigo.


Clara olhou para seus pés, estava extremamente chateada e não queria que ele soubesse disso. Aquilo era justamente o que ela queria evitar, uma conversa séria.


- Estou deixando sua vida muito difícil, não é? - ele perguntou. - Seria melhor se eu fosse embora?


- Provavelmente sim, mas não quero que vá.


- Clara, minha Clara... o que está machucando você?


Ela sentiu as lágrimas no rosto, não aguentava mais guardar isso dentro de si.


- Você está! - respondeu. - Você e sua Gallifrey, seus dois mil anos de existência, sua TARDIS e tudo que me impede de tê-lo pra mim.


- Mas você já me tem.


- Não de verdade, Doutor! Eu nunca vou tê-lo de verdade porque você não pode me amar assim.


Clara soluçava, tinha finalmente confessado tudo. Sempre teve medo de dizer aquilo porque não sabia qual seria a reação dele e não queria perder sua amizade, apesar de tudo ela não suportava mais viver sem o Doutor.


- Eu já fiz várias coisas que não podia, Clara. Roubei uma TARDIS e fugi de Gallifrey, mudei de nome, interferi em assuntos de outros planetas, alterei o tempo... só porque não posso fazer algo não quer dizer que nunca farei. Na verdade, sou conhecido por fazer coisas que não deveria. Simplesmente não consigo evitar.


- Mesmo assim... você não é humano então não sabe como sentimos as coisas. Você não é um homem.


- Não sou?


- Quer dizer, fisicamente sim... - ela lançou um breve olhar para as partes baixas dele. - … mas você não se interessaria por uma mulher humana como os outros homens humanos fazem... ou se interessaria?


O Doutor tinha um sorriso enigmático no rosto.


- Só há uma forma de descobrir, não é?


Ele ergueu as mãos e perguntou silenciosamente se poderia segurar o rosto dela. Clara assentiu concordando, todo o ar fugiu dos seus pulmões só com a menção do que o Doutor faria a seguir.


O Senhor do Tempo alisou as bochechas dela com os polegares. Ela não entendeu a expressão no rosto dele porque nunca a tinha visto antes, não naquele rosto. Seria admiração? Paixão? Luxúria? Ou talvez uma combinação dessas coisas?


Também não sabia quem iniciou o beijo que deram pois fazia muito tempo que Clara desejava fazer aquilo e seu corpo agiu por conta própria. O resto do universo desapareceu. Havia apenas o Doutor beijando-a com vontade, aproximando seu corpo ao dela.


Clara agarrou-se aos ombros dele ansiosa, podia finalmente tocá-lo como queria e onde queria, não precisava mais se conter. Ela descobriu que o Doutor era feito de carne o osso também, sentiu os lábios dele, sua língua, o interior da sua boca... tudo era real. Ele encostou-a na parede e a água do chuveiro caía sobre os dois molhando seu cabelo, mas ela não se importou.


Parecia que ele também estava ansioso para finalmente tocá-la porque suas mãos passaram rapidamente para os seios dela. Clara gemeu sentindo os dedos dele mexerem nos seus mamilos e fincou as unhas nos ombros do outro, o que deve ter doído mas ela não conseguiu evitar.


Apesar da água gelada batendo neles, Clara estava quente com o Doutor tão perto dela, tão acessível, como acontecia em seus sonhos. Nunca pensou que aquilo fosse acontecer de verdade, era como se tivesse feito uma montanha se curvar. Não apenas ele estava ali como também queria estar ali com ela, Clara Oswald.


- Doutor... - sussurrou, interrompendo o beijo deles. - … na verdade, acho que tenho outro machucado.


- Estou vendo, é esse aqui?


Entendendo a deixa, o Doutor abaixou-se para chupar o pescoço dela. Clara gemeu novamente, permitindo-se sentir. Ela mexia a pélvis desejando-o dentro de si, algo em sua mente dizia que aquela era uma oportunidade única e não deveria desperdiçá-la. Teve outros namorados na sua curta vida que foram importantes, mas o Doutor era diferente. Ele era mais do que um melhor amigo e mais do que um namorado. Acreditava que ninguém naquele mundo tinha um relacionamento assim e ela própria nunca mais teria algo semelhante.


Clara o abraçou, na esperança de que aquele simples traduzisse todo o amor que sentia por ele e que não conseguia verbalizar. O Doutor colocou-se entre as pernas dela e a penetrou, fazendo com que Clara quase gritasse de prazer pois nem em sonhos pensou que o teria daquela forma, completamente.


Queria segurar-se em algo sólido mas só conseguia arranhar as costas dele. O Doutor a ergueu para que ficassem mais ou menos na mesma altura e Clara passou suas pernas em volta dele. Não planejava sair daquela posição nunca mais, tudo estava perfeito do jeito que estava. Ele discordou.


- Você poderia desligar essa coisa? Está me deixando doido.


Clara deu uma risada enquanto tateava a parede procurando pela válvula do chuveiro.


- Ainda tem medo dele? - perguntou depois que a água parou de cair.


- Não, mas o barulho que ele faz é horrível.


Ela ria olhando para seu companheiro, não o enxergava mais como um Senhor do Tempo inatingível, não quando ele estava nu e molhado daquele jeito. Parecia tão... humano, mas não se rendeu àquele ilusão pois estava próxima o suficiente para sentir as batidas fortes dos dois corações dele. O Doutor a olhou de volta, também sorria, Clara gostaria de saber o que ele estava pensando.


Não perdeu o olhar dele enquanto era penetrada repetidas vezes. Ambos chegarem ao ápice simultaneamente, como se estivessem em sintonia. Clara lamentou, “Por que tudo tem que acabar?”. Ela beijou seu rosto em vários lugares como se ele estivesse partindo para a guerra e nunca mais fosse retornar.


-Não me solte. - pediu, ofegante.


O Doutor deu-lhe um beijo delicado nos lábios e segurou-a nos braços até seus músculos não aguentarem mais. Clara temeu que ele tivesse se arrependido do que fez.


- Você está bem? - perguntou ao homem que estava na sua frente.


- Mais do que bem. - respondeu, tão ofegante quanto ela. - E você?


  Clara sorriu. Nunca esteve tão bem em toda sua existência.


********

Mais tarde pediram comida chinesa porque o Doutor não queria que ela fosse dormir sem jantar.


- Sabe, geralmente o sexo vem depois do jantar. - ela comentou quando estavam sentados à mesa.


- Não foi ideia minha tomarmos banho juntos. - respondeu com a boca cheia de arroz.


- Eu tomei banho, você só passou água no corpo. Aposto como ainda tem poeira de Marte em algum lugar por aí. - Clara apontou os seus hashi para o Doutor, fazendo círculos, referindo-se ao corpo dele de modo geral.


Ele encolheu os ombros e continuou a comer. Clara notou que fazia caretas quando se encostava na cadeira, provavelmente por causa dos arranhões que ela fez em suas costas. Também sentia dores nos lugares onde ele esteve e tocou, mas gostava dessas dores.


- Enfim, obrigada por isso.


- Pelo quê?


- Pelo sexo. Eu sei que você só fez isso pra me alegrar. Obrigada.


Contrariando suas expectativas, o Doutor a olhou zangado.


- Você acha que eu faria uma coisa dessas só por caridade?! - trovejou. - Essas coisas tem significado pra mim, Clara, não sou humano.


Clara assustou-se com o tom de voz dele.


- Desculpe, eu não quis...


- Você é impossível, sabia disso? O que mais eu preciso fazer pra te convencer que você é especial pra mim? Destruir o universo?


Ela ficou confusa.


- Então, o que isso significa? - Clara perguntou. - Estamos juntos agora? Somos namorados?


- Eu não quero ser sua droga de namorado, Clara. Por que tudo tem que ter um rótulo com vocês? Estamos juntos, fim da história.


Ele voltou-se para a comida, evitando o olhar da outra. Clara segurou sua mão como uma oferta de paz.


- Está bem. Estamos juntos. - concordou. - Fim da história.


28 Mars 2018 02:34:15 2 Rapport Incorporer 3
La fin

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Ninlil Anunnaki Ninlil Anunnaki
Um dos melhores contos que já li. Bem estruturado na estranheza do Doutor, na singularidade de Clara, na credibilidade que esse casal tão diferente passa! Maravilhoso, amiga. Fiz questão de vir aqui comentar. beijos.
27 Mars 2018 21:41:15

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