Sexta do Filme Suivre l’histoire

retrive retrive geibi

Sai sempre ansiava pela sexta-feira. Não desejava o dia por ser o início do final de semana ou aquele em que mais ocorriam as festas. Ele almejava a sexta devido a um motivo muito melhor e divertido, esse que possuía belos olhos azuis e um sorriso espirituoso que contagiava qualquer um em um raio de 40 quilômetros.


Fanfiction Tout public.

#fns #Inojin Yamanaka #Ino Yamanaka #Sai Yamanaka #SaiIno
Histoire courte
11
6.4k VUES
Terminé
temps de lecture
AA Partager

Único

— Betagem feita pela equipe do Animes Designs.

— Tatu, essa é pra você e é isto.


Sai sempre ansiava pela sexta-feira. Não desejava o dia por ser o início do final de semana ou aquele em que mais ocorriam as festas.

Ele almejava a sexta devido a um motivo muito melhor e divertido, esse que possuía belos olhos azuis e um sorriso espirituoso que contagiava qualquer um em um raio de 40 quilômetros.

Quando a noite chegava, ambos se aconchegavam no sofá. Era uma regra que a loira fizesse a pipoca enquanto Sai escolhia um filme interessante. O rapaz gostava de escolher “terror” e abusava das aspas em tal gênero, pois era sempre aquele tipo de filme tosco que por ser tão ruim chegava a ser engraçado. Tamanha era a diversão para ele ouvir os risos de Ino ao passo que a mocinha do filme gritava de medo em sua melhor atuação amadora.

Apenas as sextas possuíam tempo para tal comodidade. O namoro era recente e o moreno ainda não acreditava que a estudante de medicina era “a sua garota”. Eles formavam o casal mais improvável de toda a faculdade, afinal, arquiteto e médica era uma combinação difícil de encontrar por aí.

O primeiro ano de sexta de filmes foi marcado por obras com fotografias escuras e áudios ruins que sempre ficavam demasiadamente baixos nos diálogos importantes. E depois de um tempo, o que começou como apenas uma sexta de refúgio acabou virando uma tradição; era uma marca deles e um dia intocável.

Sempre procuravam um jeito de deixar a sexta-feira à noite livre apenas para assistirem a algum filme e curtir o namoro.

Com o passar do tempo, a sexta deixou de ser terror e começou a ser dedicada à comédia. A ordem mudou um pouco tornando a tradição confusa, mas ainda assim, tudo era maravilhoso.

Sai comprava biscoito na volta para casa enquanto Ino tomava um banho depois do turno no hospital.

Existiam sextas que eram adiadas para os sábados e até mesmo para os domingos. Não era culpa de ninguém, afinal, a vida adulta somada ao trabalho estava batendo na porta e as responsabilidades tinham que ser colocadas à frente.

Contudo, a sexta era sempre um dia especial no coração dos dois; que logo viraram três.

Quando a Yamanaka entrou em trabalho de parto naquela noite de sexta, Sai só conseguiu imaginar que estava entrando em uma versão 4D de algum filme. Por exatos 6 minutos, ele foi capaz de acreditar veemente que aquilo não passava de um filme no qual ele havia se colocado no lugar do personagem. Acreditava que havia dormido no meio de alguma cena e, por conta disso, acabou tendo o sonho mais louco de toda a sua vida.

Entretanto, Ino fez questão de deixar claro que aquilo não era um sonho, quando descontou sua dor no braço do marido. A tez estava pálida e ela transpirava mil vezes mais do que o normal. No entanto, mesmo no auge de sua dor, ela sorria de forma esplêndida, mostrando a todos que era a mulher mais linda do mundo até mesmo na hora do parto.

E Sai sorria junto. Mordia os lábios vez ou outra quando a loira parecia sentir demasiada dor, entretanto, sentia uma felicidade arrebatadora dominar seu peito toda vez que pensava que aquilo era o início de um novo e, maravilhoso momento da vida de ambos.

Inojin era uma criança magnífica. O pai de primeira viagem sempre se lembrava de como era estranho o pegar em seus braços, um ser tão miúdo e delicado. E se deixasse o loiro cair? Certa vez, parecia que o bebê ia derreter em seus braços, mas logo ele se acostumou.

A sexta do filme virou a sexta da fralda, mamadeira e choro, mas o casal nunca teve noites melhores.

Eram o tipo de casal harmônico. Ino era levemente estourada, mas Sai lidava com tudo muito bem, enquanto mantia a calma e um sorriso, visando que a tempestade uma hora ia passar. Crises de recém casados com um filho de colo são normais e eles sempre tiveram ciência de tal fato. Talvez a maturidade fosse o motivo da tremenda sintonia que existia entre os dois, que novamente, se tornaram três até mesmo nesse quesito de harmonia pura.

O pequeno rapaz era esperto. Tinha características fortes da personalidade do pai e traços físicos da mãe. Era a perfeita fusão entre eles e estava com quase 12 anos.

E foi em uma sexta-feira chuvosa e fria que Sai riu sozinho ao passo que encarava a televisão desligada; a cabeça flutuava em lembranças distantes e isso chamou a atenção da esposa.

Não demorou muito para que Ino entendesse o humor do marido e a vontade de retomar a tradição tomava conta do casal. Mas a vontade vinha acompanhada do desejo de fazer Inojin uma parte importante de toda aquela história.

Quando deram por si, a loira já estava na cozinha preparando uma maravilhosa pipoca amanteigada enquanto pai e filho se mantinham sozinhos na sala. O mais velho encarou o loiro que nem precisava dizer nada, pois sua expressão já falava tudo. E o moreno explicou o que era a sexta do filme para o mais novo, detalhe por detalhe. Exclui as partes picantes e fingiu que as brigas de início de namoro nunca aconteceram.

O olhar que Inojin lançava era quase o mesmo que o do pai, mas o mais novo se negava a abrir um sorriso e admitir que toda a história era gostosa de se ouvir. Mas não teve vergonha de admitir que estava levemente ansioso para reabrir a tradição depois de mais de dez anos que a mesma estava em hiatus. Decidiu, por conta própria, que faria aquilo ser tradição mais uma vez, mas com o acréscimo dele no meio do sofá roubando a pipoca.

E foi o rapaz loiro de olhos azuis que se responsabilizou pela escolha do filme.

As coisas eram diferentes. Não era necessário ir até uma locadora alugar um filme. Bastava abrir o catálogo da Netflix e decidir no conforto do sofá um título.

Sai tinha que admitir que sentia falta de ir até uma locadora de mãos dadas com Ino e ficar horas debatendo sobre a melhor obra cinematográfica para a noite.

A Yamanaka retornou para a sala e se jogou no sofá enquanto Inojin dava início ao filme.

Sai contou mentalmente até 15 e foi esse o tempo que levou para que toda a casa ficasse escura. A loira quase gritou. Fez um escândalo como se a luz fosse mudar de ideia e voltar apenas pelo fato dela ter ficado indignada; o marido riu.

Riu alto como se a vida dependesse daquilo. Riu ao ponto de perder o ar e deixar uma lágrima escapar.

Inojin ligou a lanterna de seu celular e voltou a se sentar no meio dos pais. Negaria até a morte que o escuro lhe causava pânico. Sempre tentava manter a pose, mas mal sabia que os dois presentes naquele sofá sabiam absolutamente tudo sobre ele.

O moreno se levantou, sem pronunciar uma só palavra. O som de seus passos subindo a escada e depois descendo a mesma foi audível da sala.

Mãe e filho se entreolharam quando o moreno voltou a se sentar com uma lanterna, caderno e caneta em mãos.

— Acha mesmo que vai acabar com a primeira sexta do filme do Inojin, queda de luz?

A voz cômica utilizada por ele fez Ino rir, mesmo sem entender bem o que se passava na cabeça do esposo.

Ele abriu o caderno com apenas três folhas desenhadas; o primeiro desenho era a faculdade onde o casal se conheceu, o segundo era Ino e o terceiro, era a loira com o filho recém-nascido nos braços.

Quando o moreno começou a desenhar bonecos de palito, os loiros da casa franziram as sobrancelhas tentando entender melhor o que se passava. O moreno não caprichava no traço e a falta de luz não ajudava muito.

Um bonequinho em cada folha, sempre nas beiradas. Levou menos de seis minutos para que ele terminasse de rabiscar todas as páginas.

— Prontos para assistir meu filme favorito e vencedor do Oscar do meu coração?

E ele deu início a animação amadora feita de qualquer jeito.

Começava com o personagem sozinho, mas ele logo encontrava uma garota. Era nítido após o rápido beijo que deram que eram um casal. Um casal feliz que andava por aí ostentando um coração entre eles, de forma literal.

Logo a barriga dela cresceu e, quando estava quase no final da curta animação, o cenário mudou e três personagens, o boneco do meio era o mais baixo entre eles, encontravam-se sentados em um sofá sorrindo e acenando.

Nenhuma palavra a mais precisou ser dita. Os dois sorriram olhando para o caderno e Sai sorriu olhando para todo o motivo de sua felicidade e razão para viver; sorriu olhando para os amores da sua vida.

No fim de todas as contas, depois de tantas sextas e mesmo com todos os filmes que ele já havia assistido, o melhor de todos sempre seria aquele retratado na pequena animação desengonçada em suas mãos.

O melhor filme era o filme da sua própria vida, que contava com o melhor e insubstituível elenco e, com o enredo mais maravilhoso dos últimos tempos.

22 Mars 2018 01:48:15 1 Rapport Incorporer 2
La fin

A propos de l’auteur

retrive geibi Ficwritter e designer nas horas vagas. 18 anos, criatividade demais para pouco tempo e muita preguiça. Mama da maravilhosa Igreja Arte do SaiIno Entrano

Commentez quelque chose

Publier!
PlusUltra_AJ PlusUltra_AJ
AAAAAAAAAAA QUE LINDO, NÃO TENHO PALAVRAS PRA DESCREVER O QUANTO ESSA ESTÓRIA ME FEZ SORRIR :)
12 Novembre 2018 07:25:08
~