The Hybrid Suivre l'histoire

valdieblack Valdie Black

“Você iria ao inferno se ela pedisse, e ela pediria.” - Missy, “Death in Heaven” Clara faz um pedido ao Doutor que mudaria tudo para sempre. “Uma combinação perigosa de um passional e poderoso Senhor do Tempo e uma jovem mulher, tão similar a ele. Companheiros dispostos a levarem o outro ao extremo.” - Me, “Hell Bent”


Fanfiction Série/ Doramas/Opéras de savon Interdit aux moins de 21 ans. © Doctor Who não me pertence. Fanfic escrita sem fins lucrativos.

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Histoire courte
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The Hybrid



Amava as viagens perigosas e loucas, mas também apreciava ficar ali só admirando a máquina do tempo. Clara gostava de ver a TARDIS daquele primeiro andar. Havia várias portas e salas secretas, mas o console era o centro de tudo. Depois de passar tanto tempo com o Doutor ela já entendia algo daquela maquinaria. Como frear e acelerar, como escolher o local e a data de destino e também sabia o mais importante, a TARDIS era impossível de pilotar. Assim como o Doutor.


Ele estava sentado na cadeira acolchoada que instalou e lia um livro. Não havia aquela cadeira e a estante de livros na TARDIS quando eles se conheceram, Clara gostava de pensar que ele tinha colocado aquilo ali para ela. No entanto, era muito provável que não, o Doutor talvez a visse mais como um bicho de estimação do que outra coisa. Queria saber se isso era verdade, pois iria lhe perguntar algo importante e não tinha ideia de como abordar o assunto.


- O que você está lendo?


O Doutor teve um leve susto, como se só agora tivesse percebido que ela estava ali ao seu lado. Ele odiava passar o dia sem fazer nada, se estava confortável assim devia ser algo extremamente interessante.


- Um livro de lendas de Gallifrey. Até agora não me encontrei.


Clara tirou o livro de suas mãos e analisou as páginas. Não sabia ler aquela língua pictórica de Gallifrey.


- Sempre tive vontade de conhecer Gallifrey.


- Você não poderia, eles não gostam de humanos.


O Doutor tinha a mão suspensa no ar, esperando que ela lhe devolvesse o livro. Clara não se importou.


- Por que não? Vocês são tão parecidos conosco.


Ele ergueu uma das suas sobrancelhas grossas, ofendido.


- Parecidos?


- Sim, fisicamente quero dizer. Exceto pelos dois corações, nossos corpos são iguais. A não ser que você regenere dessa forma para se disfarçar entre os humanos.


- Suponho que somos parecidos fisicamente, sim, mas os humanos ainda são muito primitivos, vocês morrem e adoecem com muita facilidade.


- Vocês têm machos e fêmeas, não é? Apesar do nome “Senhor do Tempo”, há mulheres entre vocês, não é?


- Não nos importamos muito com distinção de gênero, eu mesmo poderia regenerar em um corpo feminino se quisesse. Pode devolver meu livro, por favor?


Clara ignorou o pedido.


- Como vocês se reproduzem, então? Da mesma forma que nós?


- Você está cheia de perguntas hoje.


Ela encolheu os ombros.


- Não temos a mesma... ânsia... por reprodução que vocês têm, mas quando ocorre é da mesma forma.


- Então vocês também fazem sexo?


Viu o rosto dele ficar vermelho, mas ainda estava sério.


- Isso. Meu livro, por favor.


- Você já viajou com várias mulheres, você prefere mulheres, não é? Claro que você não se envolveu com suas companheiras, a maioria era humana... a não ser que você se sinta atraído por humanas...


Ela encarou o Doutor, tentando decifrar o que aquela seriedade dele queria dizer.


- Meu livro, Clara.


Clara não sabia se teria coragem de fazer aquilo, mas se viu erguendo as pernas e sentando-se no colo do Doutor com o rosto voltado para ele. Tê-lo ali entre suas coxas a fez corar. Estava a centímetros de distância do rosto dele, poderia beijá-lo se quisesse e ela queria.


- Tudo bem se eu sentar aqui?


- Acho que você já sentou. - ele endireitou a coluna para dar-lhe mais espaço. Parecia surpreso com aquele ato dela, mas não a tirou dali.


- O que eu quero saber é se você consegue achar as humanas bonitas. Não eu... sei que você não me acha bonita... mas as humanas em geral ou você só as vê como se fossem formigas?


O Doutor passou os olhos pelo rosto dela antes de responder.


- Já vivi aqui por tempo suficiente para vê-las como algo mais do que formigas.


- Então... você já fez sexo com alguma humana? Uma humana sem ser metade Senhor do Tempo, quero dizer.


Clara lembrava-se que o Doutor já foi casado com uma mulher metade humana, metade Senhor do Tempo. Ou talvez ainda fosse casado com ela naquele presente momento. Era difícil escolher os tempos verbais quando se tratava do Doutor.


Suspeitou que ele devia estar desconfortável com aquelas questões, mas não fugiu do assunto.


- Sim, uma vez.


Ela sentiu uma pontada de ciúmes, mas sabia que estava errada em sentir aquilo e não perguntou por mais detalhes.


- Doutor...


- Sim, Clara? - já sabia o que ela ia pedir.


- Gostaria de fazer sexo com você algum dia. Você acha que seria possível? - perguntou, direta.


O Doutor não respondeu. Alisou a coxa dela com a mão esquerda, sentiu sua mão quente e o anel frio que usava no dedo. Queria que ele arrancasse sua saia e acabasse com aquele assunto ali mesmo, mas com o Doutor nada era simples.


- Por que você iria querer isso, Clara? - perguntou, falando baixo.


- Doutor... sei que não sou tão importante assim pra você, mas passamos muito tempo juntos, a vida longe de você está começando a parecer esquisita. Eu sempre gostei muito de você, já imaginei como seria se ficássemos juntos, isto quando te conheci. Depois você mudou, fisicamente, e eu comecei a namorar o Danny. Pensei que tinha superado você, mas então no natal... as coisas mudaram... será que... você poderia ficar comigo só uma vez?


O Doutor não disse nada. Clara continuou.


- Podemos passar esse tempo sem nos preocuparmos com monstros ou invasões alienígenas, só dessa vez. Depois esqueceríamos disso e tudo voltaria ao normal. Seria nosso segredo.


- Há tantos humanos lá fora que são mais jovens e mais bonitos do que eu, Clara.


- É isso que você queria? Que eu fizesse sexo com outro homem?


- Não importa o que eu queria. Importa o que é melhor para você.


- Qual é o problema? Nós gostamos um do outro, somos amigos, poderia ser... romântico até.


- Ah, Clara... - ele deu um sorriso triste. - se você soubesse...


- Certo, entendi. Não precisa mentir, Doutor, você não me deseja. Desculpe, vamos fingir que nunca fiz esse pedido.


Ela finalmente devolveu-lhe o livro e ia sair do seu colo, sentia-se humilhada e rejeitada. Acima de tudo sentia-se uma tola, uma colegial apaixonada por um professor ou algo do tipo. Ora, claro que o Doutor não gostava dela daquele jeito. Ele era um Senhor do Tempo de mais de 900 anos e ela era uma humana de apenas 30 anos, a diferença era espantosa para dizer o mínimo.


O Doutor jogou o livro no chão e segurou seus braços antes que ela se levantasse.


- Chega de disparates! Claro que eu a desejo. Desde que nos conhecemos, desde que conheci “Oswin Oswald”, talvez até antes. Você é uma mulher linda, Clara, linda, inteligente, mandona, irritante... o tipo de mulher por quem eu mataria e morreria. Por isso tenho que criar uma distância entre nós. Você vai morrer algum dia e eu tenho o poder de impedir isso, mas há regras! Já somos próximos demais dessa forma, se eu me aproximar ainda mais... se eu fizer isso...


- Do que é que você tem tanto medo? Me diga qual é o pior que pode acontecer, quero ajudá-lo.


Colocou as mãos em cima do peito dele, sentiu os batimentos rápidos dos dois corações.


- Clara, se eu fizer isso você vai descobrir um lado meu que ninguém nunca deveria conhecer. Não seria mais o Doutor, seria outro alguém.


- Quem?


- Alguém perigoso.


- Doutor, você está exagerando. Seria algo passageiro, um momento.


- Poderia ser passageiro para você, mas não para mim.


Ela riu.


- Doutor, você está fazendo parecer que sou o amor da sua vida e sei que não sou.


- Você é o amor desta regeneração e cada regeneração é como uma vida para mim.


Inclinou-se para frente e a beijou. Clara abriu a boca para deixá-lo entrar, nunca fora beijada assim com tanto desejo e urgência. Colocou as mãos nas costas dela para trazê-la mais para perto. Sempre quis beijar aquele homem, tinha a impressão que já o tinha beijado mas em outra vida, outra regeneração. Queria beijá-lo como ela mesma.


- Doutor... - suspirou.


- O Doutor não está mais aqui, você está comigo agora.


- Você não precisa fazer isso...


Ele voltou a beijá-la. Clara envolveu os braços nele e passou as mãos pelos seus cabelos grisalhos. Deu um gemido de prazer quando sentiu as mãos dele por debaixo de sua saia, fazendo exatamente o que ela desejava que ele fizesse. Ficava cada vez mais excitada enquanto ele adentrava nela com os dedos, sem o menor pudor.


Sentia-se ardendo em chamas e ao mesmo tempo segura. Poderia ficar ali para sempre, com aquele estranho alienígena que nem sequer falava a mesma língua que ela – quem precisava de vida normal? Ele levantou-se, segurando-a nos braços com extrema facilidade, como se carregasse uma boneca de pano.


Clara sentiu uma dura pancada nas costas, tinha sido posta contra a estante. Doeu, mas ela não se importou. Fechou os olhos e o envolveu com as pernas. Ouviu alguns livros caírem no chão, se o Doutor estivesse ali teria ficado com raiva por terem derrubado seus livros com um ato tão libidinoso, diria que a TARDIS não era um cabaré nem lugar de bagunça. Mas ele não estava ali. O homem que a beijava fazia-o com uma ansiedade tão grande que ela podia jurar que era humano.


Passou a beijar seu pescoço. Clara arqueou as costas, dominada por um tipo de prazer que nunca sentira antes, ela agarrava-se nos ombros dele. Estava louca para que tirasse a roupa, não conseguia fazer nada com aquelas mãos trêmulas. Ele parou e a olhou nos olhos. Era um homem muito diferente, o Doutor nunca a olharia daquela forma.


- Tire sua blusa. - ordenou.


Clara o obedeceu imediatamente. Ele passou a mão por suas costas, abrindo seu sutiã. Sentia-se exposta. Uma coisa era ficar nua, outra era ficar nua na frente dele. Contorcia-se muito quando ele beijava seu tórax e depois seus seios, teve que erguê-la ainda mais pois era bem mais baixa que ele. Clara queria mais espaço para se mexer, ali estava presa entre o corpo dele a estante, sem poder respirar.


- Você... você não tem uma cama aqui? - perguntou, sem fôlego.


- Está muito longe. Não temos tempo pra isso.


Ela sorriu, achando engraçado. Afinal, estavam em uma máquina do tempo.


- Você não está fazendo isso com vontade, Clara, pensei que era o que queria.


- Você está usando roupas demais! - retrucou.


Ele aproximou a cintura do ponto entre as pernas delas.


- Não estou.


Clara suspirou. Ele estava rígido, pronto para explodir dentro dela. Não sabia quando tinha tirado as calças, o fato é que ele queria aquilo tanto quanto ela, ou até mais. Tudo aquilo por causa dela. Até onde ele iria? Qual seria o limite daquele homem?


- Doutor...


- Já disse que não sou o Doutor.


- Eu sei... mas eu preciso saber que é ele quem me quer.


- Ele a quer, mas eu sou o único que tem coragem de fazer isso. Quebrar todas as regras dos Senhores do Tempo, condenar a todos nós.


- Qual é o seu nome? Por favor... qual é o seu nome?


- Eu não tenho um nome, porque não fiz nenhuma promessa. Sou um homem sem princípios.


Ela sentiu um calafrio, uma premonição de que algo de bom não iria vir daquilo.


- Chega de falatório agora.


Ele a penetrou. Clara não conseguia pensar em mais nada, seu corpo foi invadido por uma onda de prazer imenso. Ela gritou tanto que não se espantaria se alguém a tivesse ouvido além das portas daquela “cabine telefônica” que estava parada num beco atrás de sua casa.


Estavam naquele momento mais próximos do que jamais estiveram, a respiração pesada dele se misturava com a dela. Logo ele também gritava, enlouquecido, entrava e saía dela num vai-e-vem apressado. Clara não queria que acabasse, se acabasse ele voltaria a ser o Doutor e nunca mais teriam um momento como aquele.


Pedia que fosse mais devagar e era ignorada. Restou-lhe desejar que aquilo não tivesse fim, ele se encaixava nela perfeitamente. Como se aquela regeneração em particular tivesse sido feita exclusivamente para ela. Aquele corpo que guardava um homem tão lindo, inteligente, mandão e irritante quanto ela.


Ele ejaculou, como os homens humanos. Clara adorou guardar aquela parte dele dentro de si, a prova de seu crime. Beijaram-se, seus lábios estavam inchados por causa dos beijos dele e ela por sua vez sabia que tinha deixado marcas de batom no rosto dele. Todo seu corpo doía, uma dor gostosa. Ele demorou-se ali dentro, como que querendo marcar território. De repente largou-a e deu as costas.


Clara ficou ali de pé, tonta e praticamente nua, o sêmen dele escorria por suas pernas. Ela queria que ele voltasse e eles fizessem aquilo de novo, mas sabia que nunca mais iria acontecer. Nunca mais teriam uma conexão daquelas.


- Doutor? - experimentou.


- Sim, Clara? - respondeu. Ele já tinha colocado as calças de volta e não olhava para ela.


- Eu estava errada, isso não foi passageiro.


- Não, não foi.


O Doutor limpava o batom dela da sua boca e permanecia de costas. Clara vestia sua blusa de volta, com o sangue voltando lentamente para seu cérebro, ela tentava pensar em algo agradável para lhe dizer. Ele parecia preocupado.


- Quando aconteceu com a outra humana... ficou tudo bem, não foi? Você está aqui e estão todos bem.


- Da última vez não foi assim. Ninguém nunca me fez sentir isso. Ninguém nunca o fez despertar.


- Mas quem é ele?


O Doutor virou-se para encará-la. Estava aterrorizado.


- Eu. O outro “Eu”.


- Ele não vai voltar, Doutor. Foi só essa vez...


 - Ah, ele vai voltar, Clara. - falou sombrio. - Ele vai voltar.

17 Mars 2018 18:44:40 0 Rapport Incorporer 2
La fin

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