O Presente dos Deuses Suivre l'histoire

zephirat Andre Tornado

Uma menina, apaixonada por astronomia, descobre um dia um buraco negro supermassivo. Faz uma viagem fantástica, com revelações surpreendentes e conhece um amigo inesperado...


Histoire courte Tout public. © Este conto é de minha autoria.

#Outra Dimensão #Portal Estelar #Sonho #Cientista #Ancient Aliens #Deuses Antigos #Buraco negro #Ficção científica
Histoire courte
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Capítulo Único


O céu da noite era a sua paixão e o seu refúgio.


Desde muito pequena, desde que se lembrava, que se encantava com as estrelas, os planetas e os mistérios que o Universo escondia. Aos cinco anos ofereceram-lhe uma enciclopédia visual do Cosmos, cujas páginas ela decorou enlevada. Sabia afirmar com propriedade o que era um cometa, uma galáxia ou uma supernova. Aos oito anos deram-lhe um telescópio amador que ela usou para esquadrinhar o espaço, a lua e os planetas do sistema solar. Aos onze exigiu um telescópio a sério, que lhe foi oferecido no Dia da Criança, 1 de junho, juntamente com livros de João Magueijo e Stephen Hawking. A Matemática era a sua disciplina favorita e durante os intervalos, na escola, em vez de passá-los no recreio com as colegas de turma a conferir os respetivos perfis do Facebook nos smartphones decorados com bonequinhos, berloques e capas coloridas, ia para a biblioteca ler livros de Física.


Afirmava que adorava os astros e recebia como resposta:


- Uma menina tão nova! Gostas mesmo dos astros? Queres fazer a minha carta? Nasci a três de julho, o meu signo do zodíaco é caranguejo com ascendente em carneiro.


- Gosto de astronomia – corrigia ela aborrecida –, não é o mesmo que astrologia…


- Ah…


Então esses afastavam-se, desiludidos, com sorrisos condescendentes porque julgavam que a menina não percebia nada de astros como afirmava com tanta vaidade.


No fundo, sabia como a classificavam. Era uma freak!


Ela não se importava com as críticas, com os olhares vazios com que a fitavam quando começava a discursar sobre nebulosas e constelações, quasares e distâncias medidas em anos-luz, nem se incomodava com as cabeças a oscilar de dúvida e de incompreensão, a julgarem que ela estava a inventar o que dizia para sobressair pois teria, certamente, um défice de falta de atenção ou outra dessas doenças juvenis modernas.


As estrelas eram o palco dos seus sonhos e era nelas onde vivia quando anoitecia, o melhor período do dia para ela. Com o seu telescópio novo, um aparelho de observação a sério, quase profissional, a menina viajava muito longe, viajava com o olhar preso nas dobras profundas do firmamento, nos pontos luminosos, nas manchas brilhantes, a cavalgar os cometas, a orbitar os planetas, entre a matéria escura e as estrelas ainda por descobrir.


Numa noite, ela estava a contemplar o Universo, olho colado ao telescópio, quando se espantou com a descoberta. Voltou-se para o livro enciclopédico que a acompanhava nas suas explorações, folheou-o apressadamente, conferiu os dados no tablet, escreveu alguns apontamentos num caderno e regressou ao telescópio. Ajustou coordenadas, ponto de focagem mas percebeu que estava mesmo a ver aquilo.


Um buraco negro supermassivo.


Lembrou-se logo da música dos Muse e começou a trautear:


- Glaciers melting in the dead of night... And the superstars sucked into the... Supermassive black hole…[1]


Aquela região do Universo tinha sido recentemente esquadrinhada por um grupo de cientistas húngaros, ao serviço da ESA, a agência espacial europeia, conferiu ela no tablet e não tinham detetado nada de extraordinário ou digno de nota, à parte de poeira interestelar. Então, só podia significar que aquele corpo cósmico… era uma anomalia recente.


Fez uma careta enquanto pensava. Deveria analisar melhor aquela descoberta e depois reportá-la. Aquele buraco negro supermassivo estava demasiado próximo da Terra… Seria perigoso? Deveria fazer cálculos!


Largou o telescópio, mas fez um movimento tão brusco que o corpo do aparelho girou com rapidez e atingiu-a na parte de trás da cabeça. Um acidente um pouco estúpido e desnecessário. Ela mergulhou sobre a pequena secretária onde os livros estavam espalhados, onde pousava o caderno e apoiava o tablet. Bateu com a testa na enciclopédia aberta. A última coisa que os seus olhos viram foi a figura de um buraco negro supermassivo e perdeu os sentidos. Adormeceu como um pesado meteoro a perfurar a atmosfera terrestre antes de alcançar o solo e transformar-se num meteorito.


O buraco negro supermassivo envolveu-a. Havia uma grande escuridão, falta de ar, um peso medonho. Ela dissolveu-se esmagada por uma força incomensurável e depois reconstruiu-se para uma luz branca e quente. Gritou sem voz, chorou sem lágrimas.


Arquejou quando despertou, deitada de bruços, sobre o que julgou ser a pequena secretária. Estava com os joelhos sobre o chão, a cabeça zonza depositada nos braços dobrados, o corpo a oscilar para diante.


Levantou a fronte, pestanejando.


O lugar era tão imaculadamente claro que parecia resplandecer em brilhos e pratas por todo o lado, ofuscando o cenário diferente de contornos que ela não reconheceu. Estava na rua e não era na cidade onde morava com os pais e dois irmãos mais velhos, onde se situava a sua escola com todos os colegas intragáveis que a não compreendiam. Ela imprimiu força nas pernas e levantou-se. Não estava debruçada sobre uma mesa mas sobre um muro baixo que delimitava uma praça ampla e imponente, enfeitada com estátuas e pormenores arquitetónicos esquisitos.


Sobressaltou-se ao verificar que estava rodeada de curiosos.


Mas não eram uns curiosos quaisquer.


As criaturas, vestidas com roupas garridas enfeitadas com capas, eram esguias e exibiam enormes cabeças de crânios alongados. Tinham olhos amendoados, escuros e opacos, com pálpebras que os cobriam como pregas preguiçosas de pele, dois traços oblíquos situavam-se no lugar do nariz e uma fenda mínima fazia de boca, que se fechava numa linha rígida. Em suma – eram alienígenas!


Ela gritou completamente aterrorizada.


Não percebia o que estava a acontecer, mas tudo parecia um daqueles filmes de ficção científica em que os humanos eram raptados por extraterrestres para fazerem experiências que implicavam sondas, implantes subcutâneos, tatuagens de códigos de barras na nuca e pesadelos para o resto da vida. Ela voltou a gritar. Tinha onze anos, era demasiado jovem para ter um trauma que lhe deixasse sequelas até ser velhinha e senil. Girava o pescoço de um lado para o outro, como um catavento sob forte borrasca. Via que estava rodeada pelos alienígenas mudos, ameaçadores e intransigentes, sem qualquer buraco por onde se pudesse escapar daquele círculo fechado.


Uma voz grave irrompeu-lhe na mente e ela tapou os ouvidos, encolhendo-se a tremer.


- És uma intrusa neste ambiente pacífico, ordenado e perfeito. Dou-te voz de prisão.


Os alienígenas comunicavam por telepatia e um deles, ela não sabia apontar qual, tinha falado com ela para lhe dizer… que estava presa? Não percebeu que crime pudesse ter cometido, ela limitou-se a aparecer ali por causa de um estúpido acidente no quarto da sua casa. A mãe bem a avisava para ter cuidado ou ainda se iria dar mal. A sua mãe tinha toda a razão, claro, mas não via que as advertências maternas tivessem aquele alcance… Que tipo de conselho podia surgir numa ocasião daquelas?


- Cuidado com os buracos negros supermassivos! – diria a mãe naquele jeito preocupado e autoritário. – São portais que transportam os desatentos pelo Universo até lugares onde é proibido ir e depois vais arranjar sarilhos!


Se os alienígenas comunicavam por telepatia, também usavam o teletransporte para se deslocarem, pois de um momento para o outro ela descobriu-se numa sala trancada. Não havia portas, nem janelas, mas duas das quatro paredes daquele cubo eram transparentes e ela entrevia por estas, fabricadas num vidro resistente que abafava o som, uma paisagem colorida de montes e vales de variadas tonalidades, desde o amarelo ao vermelho, passando pelos verdes, lilases e azuis. Podia ser um sonho agradável se ela não estivesse tão assustada.


Sentou-se no canto da sala, abraçou os joelhos e ficou a olhar para o exterior, tentando encontrar uma lógica naquele caleidoscópio alucinante de cores. Precisava de ordenar as suas ideias mas sentia-se demasiado hipnotizada por aquele espetáculo visual e deixou-se encantar.


Teve dúvidas se iria haver um julgamento ou se seria proferida uma sentença, pois parecia-lhe que já tinha sido condenada, sem saber muito bem que infração teria cometido. A justiça naquele mundo seria imediata e sem apelo, pois as leis raramente seriam quebradas. Parecia-lhe ser um mundo ordenado, esplêndido, sem qualquer mácula ou pecado.


Nisto, o cubo desfez-se e ela viu-se sobre uma plataforma redonda, delimitada por projetores que emitiam uma luz suave a imitar grades de luz. Ela levantou-se. Apareceu um alienígena vestido com um fato azul-escuro, decorado com estrelas prateadas no colarinho.


- Saudações. Chamo-me L’yu’ll e sou teu amigo.


Ela escutou-o dentro do seu cérebro. Resolveu falar também através do pensamento.


- Saudações… O que foi que aconteceu? Onde estou?


- Foste tratada como uma espia, uma agente perigosa para a estabilidade do sistema, e condenada ao exílio nos campos da ilusão. Mas eu sei que chegaste aqui por engano e quero devolver-te ao teu planeta.


- Então… estou mesmo noutro lugar do Universo, num planeta diferente?


- Tens muitas perguntas. Não deves cultivar tantas interrogações.


- Quero ser uma cientista. Os cientistas fazem muitas perguntas.


- Vem comigo.


- Posso confiar em ti?


- Parece-me que não quererás definhar até à loucura neste sítio bonito mas perigoso.


- Definhar? Não! Sou uma menina! Tenho tantos anos pela frente!


As luzes da plataforma apagaram-se e ela foi capaz de se juntar ao alienígena que lhe disse chamar-se L’yu’ll. Um nome engraçado, diferente e bastante extraterrestre! Estendeu uma mão e a pequena criatura cabeçuda não entendeu. Ela inclinou-se e agarrou na mão do seu novo amigo – ele apresentara-se como tal, pelo que não haveria problema. Todavia ele estremeceu. Ele! Partiu do princípio de que seria um ele…


Na sua mente acendeu-se uma luz azul intensa e ela fechou os olhos. Esse gesto só tornou a cintilação azulada mais forte. De mão dada com L’yu’ll ela sentiu que estava a voar. Havia vento ao redor e os seus pés tinham deixado de sentir o solo, como se pairassem sobre uma superfície maleável e pouco consistente.


Ao abrir novamente os olhos ela estava no topo de… uma pirâmide. Reteve a respiração, assoberbada com o que vivenciava, todas as células do seu corpo estavam acesas, em brasa, frenéticas. Uma corrente elétrica atravessava-a, tornando-a alerta, enlevada e sensível.


L’yu’ll perguntou-lhe de onde vinha e ela respondeu, vincando as sílabas:


- Terra.


Pronunciou a palavra e pensou-a. Foi apenas o pensamento que ele captou. Pediu-lhe a seguir que lhe contasse sobre a Terra. Ela sorriu, incrédula e espantada. Era impossível descrever por poucas palavras o seu planeta, onde existia uma enorme diversidade de tudo o que ele pudesse imaginar. Países, animais, povos e tradições, arte e obras da Natureza, História e invenções. L’yu’ll pousou a mão, de longos dedos delicados, sobre a sua testa, ela fechou os olhos. O toque era suave, quente, transportou-a para um sono plácido onde ela flutuou pelos vários lugares da Terra, como um espírito incorpóreo.


Se lhe perguntassem depois o que tinha sonhado durante esses breves, brevíssimos instantes de dormência e de encanto, ela não conseguia precisar nenhuma cena coerente, nenhum sítio em particular. No entanto deve ter feito um périplo abrangente pelo seu planeta natal, pois L’yu’ll afirmou quando ela pestanejou, novamente vigilante:


- Nós estivemos na Terra. Nós somos os vossos deuses.


Ela espantou-se com a afirmação.


Depois relanceou o olhar e descobriu que, para além daquela onde se sentava, havia outras pirâmides na planície interminável, muito semelhantes àquelas que existiam na Terra. Pirâmides amarelas construídas com grandes paralelepípedos de calcário como no Egito, pirâmides decoradas com motivos geométricos e longas escadas como no México, pirâmides erguidas em patamares assim vistas no Oriente e grandes blocos compactos, uns sobre os outros que emulavam os antigos zigurates da Mesopotâmia. Nas alamedas que ligavam cada construção monumental estavam estátuas gigantescas de seres magníficos.


Talvez… Talvez os deuses antigos tivessem tido como inspiração os visitantes oriundos daquele lugar onde ela se encontrava. Ficou curiosa e apreensiva, recordando-se do buraco negro supermassivo. Acreditava que tinha encontrado a passagem que esses deuses utilizavam no antigamente para terem ido influenciar as primeiras civilizações terrestres, estava ansiosa para saber mais sobre esse fenómeno, para estudá-lo, classificá-lo, dissecá-lo. Ficou também preocupada pois via-se ali naufragada.


Numa lamúria, quase chorosa, ela pediu a L’yu’ll:


- Quero ir para casa.


O murmúrio pensado reverberou na mente límpida do amigo. Ele acenou com a cabeça. Agarrou nos dedos dela e, de mãos dadas, companheiros daquela aventura inusitada, venceram outra distância e apareceram numa câmara construída em granito, com um teto alongado em ogivas. No centro estava uma máquina com um compartimento hexagonal, metálico e dourado. Ao descobrir que era mesmo ouro, ela abriu a boca de genuíno espanto. Deveria ocupar esse compartimento, pensar na Terra se quisesse regressar e seria teletransportada para lá, num simples piscar de olhos.


- É assim tão fácil?


- Aqui não sabemos o que são dificuldades, nem percebemos as limitações físicas como impeditivas do que quer que seja – contou-lhe L’yu’ll, sereno e simpático.


Ela abraçou-o. Aqueles alienígenas não saberiam o que seria o contacto físico, pois o amigo tornou a estremecer com aquele abraço. Ela agradeceu-lhe a ajuda, pois sem ele não teria reconquistado a sua liberdade e não podia voltar para casa. Ele inclinou a cabeça grande para a direita e a comissura da boca torceu-se ligeiramente, arrebitando os extremos, de modo a parecer-se muito a um sorriso. Ela gostou do detalhe e só não lhe deu um beijo na enorme testa lisa porque temeu que isso fizesse desmaiar o alienígena e ainda precisava dele para acionar o mecanismo da máquina de teletransporte.


Antes da despedida final, ele surpreendeu-a com um presente. Nas mãos tinha um objeto translúcido que lhe estendeu de forma solene. Ela não se apercebeu que L’yu’ll o tivesse antes consigo, nem havia qualquer prateleira ou móvel naquela câmara de onde o pudesse ter retirado, pelo que ela depreendeu que o tinha conjurado com um qualquer passe de mágica, através de telepatia.


O objeto, notou ela ao recebê-lo com as duas mãos, era uma caveira de cristal, tão perfeitamente esculpida que ela emocionou-se. Passou uma mão pela sua superfície macia e achou a oferenda muito bonita. L’yu’ll disse-lhe:


- Contem todos os segredos do Universo. Se souberes decifrá-la, vai ajudar-te nas tuas perguntas.


- E como poderei desfazer o enigma?


- Cientista serás e será através da ciência que descobrirás a resposta.


- Ah… Um desafio!


Acenou um adeus efusivo e entrou na máquina. O interior também era feito de ouro e ela viu-se no reflexo amarelo das suas seis paredes. Uma menina curiosa, com uma caveira de cristal nas mãos, que haveria de ser cientista e compreender o que estava a acontecer-lhe.


De repente, tinha regressado a casa.


Estava inclinada sobre a pequena secretária e os livros espalhavam-se pelo chão do quarto de forma caótica. Pela janela aberta entrava a aragem da noite e o telescópio apontava-se ao negrume do céu. Era tarde, muito tarde.


Ela levantou-se atarantada. Começou por fechar a janela pois tremia de frio.


Apertou os braços, inquieta. Olhava para todos os lados, mordia o lábio inferior. A experiência tinha sido perturbadora, mas também inesquecível e tão extraordinária que, num primeiro momento julgou que a tinha inventado enquanto dormira. Depois descobriu a caveira de cristal. Sorriu, soltou um gritinho de entusiasmo, cobriu a boca com as mãos.


Era tudo verdade… Era tudo verdade. Ela viajara até a um mundo muito distante, pelos trilhos insondáveis dos céus, através das estrelas.


Nas noites seguintes tentou encontrar novamente o buraco negro supermassivo que ela sabia ser um portal para o lar dos antigos deuses que tanto tinham impressionado sumérios, egípcios e maias, no antigamente, um encontro tão espetacular e maravilhoso que ficara gravado na pedra para admiração das gerações vindouras. A História narrava esses momentos como pertencendo aos mitos e às narrativas lendárias desses povos. Ela sabia que não eram somente relatos inventados sobre deuses imaginários.


Porém, apesar das tentativas, mesmo com os apontamentos que tinha riscado no seu caderno, nunca mais encontrou o buraco negro supermassivo. Nem naquele quadrante do Universo, identificado pelos seus números e letras, nem em lado algum. O portal perdera-se para sempre ou fechara-se para ela, que já tinha tido o privilégio de visitar o mundo proibido do divino e não podia repetir a graça.


Por outro lado, não devia sentir-se defraudada, iludida ou frustrada.


Os deuses tinham-lhe deixado um presente. Ou melhor, o seu amigo L’yu’ll tinha-lhe oferecido um objeto valioso e inestimável, que tinha vindo com ela desde aquele mundo longínquo.


Enquanto observava pacientemente os céus noturnos, a segurar o seu telescópio com carinho, a caveira de cristal pousava-se no tampo da pequena secretária. Os olhos vazados a fixarem o vazio, as mandíbulas transparentes cerradas, a caixa craniana maciça e alongada como os seres que lhe serviram de molde. Dentro desta existiam mil e um segredos. De vez em quando brilhava, outras ocasiões, escurecia, noutras parecia desvanecer-se e tornar-se invisível e ela não conseguia encontrá-la no meio da tralha que enchia o quarto. Havia uma chave para fazer a caveira de cristal falar, dissera-lhe L’yu’ll, só que ela não sabia qual era. Ainda não…


Tinha onze anos, pensava, a contemplar aquele tesouro vítreo.


Iria crescer, iria tornar-se uma cientista e iria desvendar o código que abriria a caveira de cristal. E sabia que teria muitas respostas para outras tantas aflições da Humanidade.


Era esse o presente maior dos deuses.



[1] Glaciares a derreter na calada da noite… E as superestrelas sugadas para… O buraco negro supermassivo (Tradução do Autor)

10 Mars 2018 11:22:52 0 Rapport Incorporer 2
La fin

A propos de l’auteur

Andre Tornado Gosto de escrever, gosto de ler e com uma boa história viajo por mil mundos.

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