Florescer Suivre l’histoire

cupcake_ruivo Lory Cake

Gaara realmente não esperava que aquela frase fosse sair da boca de seu puro e adorado Uzumaki. Afinal, foram anos de convivência e ele sabia que o loiro era ingênuo, mas talvez tenha chegado a hora. A hora de descobrir que ninguém é inocente pra sempre e que os sentimentos evoluem sem que tenhamos controle sobre isso.


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#Yaoi #Gaara/Naruto #Naruto
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Capítulo único

Já era a terceira vez aquela semana que Gaara tentava desviar de certos assuntos perto de Naruto. Não sabia o que tinha dado naquele loiro. Ele sempre foi tão inocente, puro e ingênuo… Mas naquela semana, estava deixando de lado seus artesanatos, plantinhas e sua raposa de estimação para importuná-lo com o último assunto no qual o ruivo queria entrar.

O Sabaku esfregou o rosto outra vez, lembrando da expressão do loiro com os olhos azuis brilhantes, a boca entreaberta, as mãozinhas juntas na frente do corpo, tão adoravelmente ignorante, que Gaara jamais iria esperar aquela pergunta.

Como é fazer sexo?

O chá que bebia foi parar no chão depois de um ataque de nervos do ruivo. Por que ele queria saber sobre isso agora? Tudo bem, ele tinha completado dezessete anos e era normal um rapaz de sua idade se interessar em coisas como essa, mas não Naruto. Seu padrinho natureba havia o educado em casa e fazia questão de deixar os livros eróticos que escrevia fora do caminho do menor. Segundo ele, tinha medo de que o espírito da finada mãe do loirinho surgisse e puxasse seu pé por tirar a inocência de seu querido e único filho.

P-Por que quer saber isso agora? - Gaara perguntou, tão vermelho quanto seus cabelos.

Porque sim – remexeu a barra do kimono laranja, fazendo um bico enorme – Sempre que tento perguntar sobre isso, você e o padrinho fogem. Mas isso não é justo. Eu só quero saber um pouquinho – o loiro fechou uma das mãos, deixando o indicador e o dedão esticados, simbolizando o “pouquinho”.

Mas isso não é… Isso não é coisa que alguém como você devia querer saber, Naru – o ruivo apelava outra vez.

Como assim, alguém como eu? O que eu tenho de diferente? - perguntava irritado.

Tudo, Gaara quis gritar, você é diferente em tudo. Principalmente na facilidade que tinha para afetá-lo com um simples olhar.

Gaara conheceu Naruto por pura coincidência. Viu o garoto pequenino na pracinha perto de casa, mexendo com cascalhos e plantas e, naquela fase da vida, Gaara era bastante idiota. Queria mexer com o garotinho, implicar com ele. O motivo ainda não sabia ao certo.

Em meio aos gritos roucos furiosos do menino loiro e lágrimas raivosas contidas, Naruto deixou escapar uma frase em voz baixa que partiu o coração do ruivo.

Você só faz isso porque meu papai não pode vir aqui.

Foi um sussurro. Um sopro de mágoa que Gaara não pôde ignorar.

Por que seu pai não pode vir? - perguntou, curioso.

Naquele dia, como boas crianças que eram, dividiram coisas sobre suas vidas. Descobriram coisas em comum, como o fato de serem órfãos e criados por pessoas próximas. Falaram sobre certos medos e, depois de algum tempo, deixaram de lado aquele assunto para brincar e sorrir.

Naquele dia, Gaara havia decidido proteger Naruto. Decidiu que sempre estaria ao lado dele. Enquanto cresciam, o ruivo percebeu como Naruto era puro e não entendia sobre diversas coisas, principalmente relacionamentos. De certa forma, até preferia assim. Era melhor que ele continuasse daquele modo e não fosse magoado ou usado por alguém.

Não suportaria que alguém tocasse em seu Naruto de forma suja, apenas para jogá-lo fora depois.

Ele crescia tão lindo, alegre e vivaz, que Gaara sentia-se feliz apenas em olhar pra ele. Os melhores momentos do seu dia, eram aqueles em que saía da escola e ia para casa de Naruto ver como estava seu jardim, mostrar algumas coisas que ele havia aprendido na escola, brincar com Kurama – sua raposa de estimação – e simplesmente ficar ao lado dele. Era engraçado e divertido. Gaara adorava ouví-lo falar sobre teorias malucas, ou mesmo sobre o seu dia, porque tudo que vinha dele era agradável e adorável.

No entanto, estava cada vez mais difícil segurar os próprios impulsos perto dele. Toda vez que Naruto chegava perto demais, deitava sua cabeça sobre seu ombro, o abraçava demoradamente… Mesmo o olhar era convidativo e Gaara sentia-se cada vez mais perdido naquele azul. Na mesma medida, sentia-se cada vez mais culpado. Não queria pensar no menino dessa forma, não quando tudo que ele queria era mantê-lo seguro e ileso ao seu lado.

Mas Kiba tinha descoberto sobre aquela amizade no último mês. E foi aí que o desastre começou.

Sua amizade com Naruto não era bem um segredo, mas pouca gente sabia sobre isso. O loiro ficava a maior parte do tempo na grande propriedade do padrinho e Gaara não era de falar com muita gente. Mas Kiba, sendo um bom fofoqueiro, o seguiu certo dia, descobrindo qual era o lugar misterioso para onde Gaara sempre fugia depois das aulas.

Não satisfeito em bisbilhotar, quis conhecer Naruto também e aquilo foi o fim. De todas as pessoas do mundo, Kiba era a última na face da Terra, que Gaara deixaria Naruto conhecer. Aquele Inuzuka era um tremendo troglodita e um tarado de marca maior. Perdeu as contas de quantas vezes durante aquele dia eterno, ele teve que desviar o Uzumaki das frases de duplo sentido que o outro deixava escapar de propósito.

Mesmo assim, algumas coisas ficaram na mente do loiro, que sabia sobre coisas básicas – porque não havia como não saber. E Jiraiya que o diga como foi difícil explicar sobre reprodução humana sem acabar com a inocência do menino. O que ninguém esperava, no entanto, era que aquela simples conversa indiscreta com o rapaz o deixasse tão curioso a ponto de invadir a biblioteca particular do padrinho – coisa que nunca havia feito – e procurar pelos benditos livros adultos que este escrevia.

Ele não conseguiu chegar até o fim. Havia ficado tão envergonhado ainda nas preliminares – se é que beijos e chupões no pescoço, além de mordidas pelo tórax possam exemplificar isso –, que largou o livro e correu daquela sala como o diabo foge da cruz. Mesmo assim, as sensações descritas ficaram gravadas na mente do garoto, que não conseguiu se conter em pedir a ajuda do melhor amigo.

Afinal, Gaara era muito inteligente, certo? Ele era a pessoa mais legal que Naruto já havia conhecido. Devia saber algo sobre isso.

Será que ele já tinha mesmo ficado com alguém? Pensar em Gaara fazendo aquelas coisas vergonhosas com outra pessoa não o agradou. Na verdade, sentiu um aperto tão forte no peito, que segurou a camisa larga que usava, tentando apagar aquela imagem mental.

De um jeito ou de outro, precisava perguntar. Mas tudo que Gaara fez foi fugir dele. Estava irritado, de verdade. Poxa vida, ele só precisava de uma resposta, estava se corroendo em curiosidade, mas sabia que Gaara saberia explicá-lo melhor do que aquele livro sem vergonha.

Depois de outra tentativa frustrada e de ter visto o ruivo sair cedo demais de sua casa, Naruto decidiu procurar o número de Kiba e ligar do único telefone que funcionava em sua casa. Não sabia ainda, mas levaria uma bronca por fazer uma ligação para celular de um número residencial.

Quem perturba? - o moreno atendeu no terceiro toque.

Kiba-Kun? - Naruto retorceu a barra da camisa, já que era naturalmente uma mania – Aqui é o Naruto. Será que pode passar aqui em casa?

Ah, oi, loiro – Kiba mudou o tom de voz, antes mais entediado, para um mais animado – Claro que posso. Está livre agora?

S-sim.

Gaara está aí? - perguntou curioso, afinal, duvidava que o ruivo concordasse com essa chamada.

Ele já foi – respondeu em meio a um suspiro – Vou te esperar.

Certo. Eu já estou indo.

Não se podia negar que Naruto era mesmo uma graça e Kiba não era bobo de não ter percebido isso. Embora tenha farejado o galego – literalmente, já que essa era uma das coisas esquisitas que gostava de fazer -, ele não tinha intenção de fazer nada com o menino, porque sabia que Gaara gostava dele. Foi imediato o modo como descobriu. Era só olhar o jeito como o ruivo estava ao seu redor, como um bobo apaixonado, e não havia mais o que perguntar.

Mas, aparentemente, o próprio Gaara queria sufocar isso.

Até podia entender, já que Naruto era o ser mais inocente que já conhecera, mas, fala sério, ele podia se confessar e ajudar o mais novo a descobrir os próprios sentimentos. Sim, porque, por mais que aqueles olhos azuis fossem naturalmente brilhantes e alegres, o modo como ficava eufórico sempre que o Sabaku chegava, certamente, significava alguma coisa.

Kiba realmente não demorou até chegar a residência de Naruto, que o recebeu de forma ansiosa. Ficaram no jardim, perto das plantinhas do Uzumaki, fazendo carinho em Kurama e o moreno decidiu que devia perguntar de uma vez o que ele queria.

Por que me chamou, hein? - apertou de leve o nariz do outro, que deu um sorrisinho.

É que… Ah, eu estou com vergonha – cobriu o rosto com as duas mãos.

O corpo do maior tremeu numa risada. Puxou uma das mãos, expondo um dos olhos azuis.

Deixa de ser bobo. Pode me perguntar o que quiser.

Naruto ponderou, mordendo o lábio inferior.

Eu… Eu perguntei ao Gaara como era fazer sexo e ele não quis me dizer – cruzou os braços, agora aborrecido – E eu quero descobrir porque você ficou falando sobre isso e o padrinho escreve sobre isso e todo mundo age como se fosse ótimo, mas ninguém quer me contar como é. Não é justo.

Kiba arregalou os olhos e depois soltou uma gargalhada. Céus, tinha como esse garoto ser mais ingênuo?

O que o Gaara disse? - perguntou, puxando o ar pra controlar a risada.

Ele correu de mim.

Muito corajoso, hein ruivo.

Você pode me dizer?

Bem – Kiba coçou a bochecha – Eu não sei se é uma boa ideia.

Ok, tinha achado engraçado provocar o loiro quando Gaara estava perto, mas daí a destruir a aura pura do Uzumaki? Não, isso não queria fazer.

Mais fácil baixar um aplicativo de relacionamentos – murmurou baixinho, mas o outro ouviu.

Isso vai me dizer como é? - perguntou animado.

Naruto… - suspirou – Não é bem assim, tá. Eu acho melhor você continuar perguntando ao Gaara. Alguma hora ele vai te responder. Ele sempre faz o que você quer.

Aquela não era a resposta que queria ouvir. Tentou mais algumas vezes convencer o moreno a lhe dizer alguma coisa. Qualquer coisa. Mas ele estava irredutível. Caramba, mas porque as pessoas eram assim com ele?

Quando Kiba decidiu ir embora, deixando Naruto ainda mais frustrado, o loiro entrou em casa. O padrinho chegaria tarde aquele dia, como sempre acontecia nas sextas. Tomado por curiosidade, correu até o escritório, fuçar o computador de Jiraiya. Gaara o tinha ensinado a mexer em algumas coisas e ele tinha aprendido.

Entrou no facebook, onde ele tinha apenas uma foto e poucas notificações, já que não conhecia ninguém. Kiba tinha pedido para ser seu amigo e ele o aceitou. Abriu outra aba, procurando por sites como aquele que o moreno disse mais cedo. Passou algum tempo até achar o que queria. Era um aplicativo de relacionamentos.

Relacionamentos, como amizade, Naruto pensou, Posso fazer algum amigo que me explique o que eu quero.

Mas pra isso, ele precisava fazer um cadastro. Hum, eram só algumas informações. Ele precisava colocar uma foto. Será que devia colocar a dele mesmo? Não, não era uma boa ideia. Preferiu colocar uma foto de outra pessoa, mas também loiro, com os olhos azuis. Colocou apenas um apelido no nome. Kurama, era melhor assim. Aumentou a idade, porque precisava ser de maior, era o que dizia. Interesses? Homens ou mulheres? Pra conversar sobre isso, melhor com meninos, né? Colocou uma descrição curtinha sobre seus gostos, porque eles se resumiam em miso rámen e paisagismo.

Estava tudo pronto. Ele só precisava esperar ter algum novo amigo pra conversar. Ficou passando as fotos por um tempo, até ver a foto de um homem de cabelos vermelhos. Ele estava meio de lado e não dava pra ver tão bem seu rosto – e Naruto não sabia como ver as outras fotos. Parecia com Gaara e seu coração acabou se acelerando sem que ele percebesse. Ah, queria muito poder conversar com seu amigo de verdade, mas ele o estava ignorando. Não tinha escolha.

Sendo assim, o que fazer? Hum. Ele podia dar um “gostei” no rapaz da foto. Shukaku? Que nome esquisito. Aguardou, desejando que o outro puxasse assunto consigo.

Esperava que eles pudessem ser amigos.

֍

Gaara estava tomando um banho bem gelado quando o celular apitou. A voz de Naruto ainda se repetindo na mente, como um sussurro no pé do ouvido. Ele queria aprender sobre sexo… Logo com Gaara. Nossa, isso não seria uma boa ideia. Mesmo. Porque o Sabaku, naquele exato momento, se segurava para não levar as mãos ao membro e aliviar-se depois de uma única frase daquele loiro.

Depois de sair do banho, secar os cabelos e passar a toalha pela cintura, foi finalmente ver a notificação que recebera. Uma nova pessoa chamando atenção no aplicativo. Não era uma novidade, mas o nome chamou-lhe atenção. Kurama? Era brincadeira? A imagem de um cara loiro de olhos azuis ganhou a tela e Gaara suspirou. Talvez ele precisasse daquilo. Ficar com alguém casualmente, para ver se toda aquela tensão acumulada, finalmente, se esvaía.

֍

Naruto: Kiba?

- Me responde?

- O que é passivo e ativo?

O Inuzuka quase caiu pra trás quando viu aquela pergunta. Kami do céu, será que ele tinha descoberto? Mas porque a pergunta? Nossa, o que deveria responder? Digitou a resposta e apagou várias vezes, pensando no que dizer. Responder por fim:

Kiba: O ativo é o que toma as iniciativas, sabe? O que comanda. O passivo é o que se deixa conduzir. Entendeu?

Naruto: Acho que sim.

O loiro retorceu o lábio outra vez, encarando a tela do site onde o ruivo perguntava se ele era ativo ou passivo. Bem, ele era inexperiente, então não podia estar no comando, embora não soubesse exatamente o que aquilo significava. Será que eles iam marcar um passeio? Se fosse assim, ele deveria deixar tudo com o outro mesmo, porque não conhecia muitos lugares. Chegando a essa rápida conclusão, respondeu prontamente.

Kurama: Sou passivo.

Shukaku: Que ótimo. Podemos nos encontrar essa noite?

Kurama: Hoje? E você vai me tirar todas as minhas dúvidas?

Shukaku: Sim. Irei. Vou te passar o endereço.

Naruto sorriu animado. Anotou o endereço num pedaço de papel e se despediu do novo amigo, crendo que finalmente teria suas perguntas respondidas. Jogaria na cara de Gaara como ele também estava crescido e que não deveria deixá-lo de fora de seus assuntos desse jeito.

Em contrapartida, Gaara se preparava para flertar e, com sorte, transar com o loiro da foto. Ironicamente, lembrava muito Naruto e aquele jogo de “tenho dúvidas sobre sexo” apenas acabou deixando-o mais excitado. Planejando as coisas com antecedência, fez reserva num motel, e mandou o endereço de um barzinho perto de lá. Era jovem, mas sabia como incitar e seduzir alguém. Claro que nunca teve nada sério com pessoa nenhuma, porque estar em um namoro significava diminuir seu tempo com Naruto e isso estava fora de cogitação. Mas sexo era bom e ele descobriu isso ainda muito cedo.

O grande problema é que, ultimamente, apenas uma pessoa era capaz de tirá-lo do sério sem nenhum esforço e não podia deixar isso acontecer. Não podia sacrificar seu relacionamento com seu adorado Uzumaki por não saber segurar o Sabaku júnior dentro das calças.

Arrumou-se da melhor forma que pôde, saindo de casa logo depois até o bar. Ao chegar, tomou uma mesa, pediu uma bebida e aguardou até a chegada do seu encontro. Correu os olhos verdes marcados pelo lugar, mas estes quase saltaram das órbitas ao ver quem entrava no estabelecimento.

Percebeu o cabelo loiro embaraçado – mesmo que Naruto tenha tentado arrumar -, a Yukata laranja – porque era verão, e ele achava que ficaria bonito assim, mas sentiu-se estranho ao perceber que mais ninguém vestia uma. Parecia nervoso, olhando para todos os lados. Gaara levantou-se, trêmulo, querendo saber o que diabos Naruto fazia ali. Segurou o mais baixo pelo braço firmemente, fazendo-o virar-se para si.

Naruto – chamou, percebendo a voz falhar de preocupação – O que faz aqui?

O loiro arregalou os olhos, encolhendo o corpo.

Vim encontrar um amigo. Me solte.

Que amigo, Naruto? Como chegou aqui?

Eu chamei um táxi. Eu não sou tão burro assim, sabia? - emburrou-se – Você não quer me falar sobre nada, mas eu achei um amigo que vai me ajudar. Ele deve chegar logo, me deixe em paz.

Que amigo é esse? Não pode sair falando com estranhos.

Shukaku-san não é um estranho – Naruto inflou as bochechas – Ele é um homem muito gentil que se ofereceu para passear comigo mesmo nos conhecendo há pouco tempo.

Shu...Kaku? - O chão parecia ter desaparecido sob os pés de Gaara.

Sim. Ele deve chegar a qualquer momento…

Naruto, vem comigo…

O ruivo puxou o loiro pelo braço, deixando dinheiro da bebida com uma garçonete e saindo do lugar.

Gaara, me larga…

Naruto, eu sou Shukaku – esfregou o rosto, parando no meio de uma praça – Mas que merda, o que você estava fazendo naquele site?

Você não é ele nada – a voz do Uzumaki saiu baixinha.

Você não viu minhas fotos?

Só consegui ver uma de costas – baixou os olhos.

Naruto, tem noção do que poderia ter acontecido contigo? - chegou perto do outro, puxando seu rosto entre as mãos – Podiam ter feito mal a você, abusado de você…

Por que fariam isso?

Porque isso não é lugar pra você. As pessoas entram naquele aplicativo para ter encontros românticos, se beijarem e fazer outras coisas.

Mas dizia que podíamos fazer amigos também…

Mas não é assim que funciona.

Você ia… - o loiro desviou o olhar, suspirando – Ia ter um encontro romântico com outra pessoa?

Gaara paralisou no lugar. Notou os olhos azuis marejando aos poucos e aquilo o desesperou.

Ei, o que foi? - puxou mais o rosto do amigo para si – Não era bem isso que eu ia fazer. Não importa agora.

Você não quer contar nada pra mim, me trata como idiota, mas sai com os outros – os olhos encheram-se mais ainda – Diz que sou importante, mas não se importa em me levar pra passear. Você e o padrinho querem me manter preso e não vêem como isso me deixa triste. Querem viver suas vidas e nem querem me deixar entendê-las ou fazer parte delas.

Naru, não diga isso – os dedos passaram pelas bochechas bronzeadas, secando o rastro fino de lágrimas que havia ali – Você sabe como é importante pra mim, sabe disso. Mas eu tenho medo de que você se magoe. Esse mundo é cheio de gente ruim, raposinha.

Mas você está comigo, não está? - o loiro fitou-o longamente e Gaara se perdeu ali, naquele azul. Estava afogando-se na presença de Naruto, tão deliciosamente, que mal percebeu quando suas respirações começaram a se dividir.

As descrições que havia lido, ainda marcadas na mente do Uzumaki, fizeram-no encarar a boca vermelha do maior. Era tão bonita e parecia tão agradável. Queria experimentar isso… Queria muito. Aproximou o rosto ainda mais, quebrando qualquer distância, e colocou o lábio inferior do Sabaku entre os seus. Estava gelado e ardia um pouco, pela bebida que o outro tinha bebido há pouco. Era tão bom.

No momento em que sentiu seu lábio ser sugado, quase de forma inocente, Gaara sentiu-se fora de si. As mãos de Naruto seguravam sua blusa força e, depois de ter deixado o loiro experimentar do jeito que queria aquele toque, envolveu sua cintura com os braços e o puxou para um beijo de verdade. Um som surpreso escapou da boca de Naruto quando sentiu seu corpo ser ligeiramente erguido pelo outro. A boca, antes inerte do ruivo, agora corria pela sua, alcançando cada parte, assim como a língua decidiu apoderar-se da sua de uma forma deliciosa.

Então aquilo era beijar. Devia ter tentado antes.

Estamos em um encontro? - Naruto perguntou ofegante, depois de alguns minutos.

Gaara riu.

O que você quiser. Podemos passear e conhecer alguns lugares. Comer rámen. Faremos tudo que desejar.

Os olhos azuis brilharam em expectativa.

O que tinha planejado pra hoje? - perguntou, passando os braços em volta dos ombros do Sabaku.

Eu planejava coisas impróprias pra…

Cala a boca – Naruto ficou sério outra vez – Acabamos de falar sobre isso. Pare de achar que eu sou uma criança só porque você fez dezoito. Eu sou só um ano mais novo.

Mas Naruto…

Eu quero tudo… Tudo que você planejou. Vamos.

Os dois passaram andar de mãos dadas pela cidade. Alguns lugares estavam fechados, mas Gaara prometeu levá-lo em outro dia. Comeram rámen numa venda maravilhosa, que se tornou a preferida de Naruto e tiraram algumas fotos no celular no ruivo.

A parte que o deixava nervoso finalmente chegou, porque Naruto poderia se assustar, mas não queria impedí-lo depois de tudo que falou. O levaria até seu último destino e respeitaria a vontade do loiro de ir até onde quisesse. Isso devia bastar.

Quando passaram pela entrada no motel e seguiram pelo hall até o elevador, ambos pareciam nervosos. Gaara com a expectativa e Naruto não sabia bem o porque. Chegaram ao quarto no quinto andar e entraram, sem nenhuma cerimônia. Naruto tirou os sapatos, gostando da sensação de poder ficar mais à vontade e se sentou sobre a cama.

Quando olhou novamente para Gaara, seu coração acelerou. Ele já tinha reparado diversas vezes na beleza do ruivo e chegava a achar que ele era a pessoa mais linda que já tinha conhecido. Mesmo assim, naquele momento, essa beleza se misturava a algo mais. Era mais firme e quente. O fazia ter vontade de se perder novamente entre os beijos dele.

Você vai fazer sexo comigo? - Naruto perguntou baixinho, de uma forma um tanto manhosa e Gaara precisou se segurar para não agarrá-lo imediatamente.

Só se você quiser. E não tem que me responder agora.

O mais velho tirou o casaco e se aproximou da cama, projetando o corpo para frente para beijar o loiro outra vez. O corpo do menor passou a puxá-lo para que se deitasse sobre si. Precisava daquele contato. Mais perto… Mais perto…

Eu quero, Gaara – sussurrou – Me mostre como é.

O Sabaku soltou um gemido involuntário pelo tom de voz do outro, sem conseguir se conter. Deixou as mãos correrem pela Yukata laranja, abrindo-a com facilidade, espalhando os beijos pelo pescoço alheio. Naruto passou a soltar gemidinhos que foram aumentando enquanto Gaara aumentava a pressão de seus beijos. A língua corria pelo colo do loiro e, finalmente, alcançou um dos mamilos rosados, fazendo o Uzumaki deixar um gemido longo e mais alto escapar.

Ga-Gaara – o nome foi sussurrado em meio a um suspiro.

Gaara estava alucinado. Abriu mais a Yukata, vendo a roupa íntima igualmente laranja e sorriu lambendo os lábios. Já tinha sonhado tanto com aquele corpo e ficou se maldizendo. Mas ele estava ali, agora, entregue a si. Beijou a barriga bronzeada e desceu até a cueca, roçando os lábios pelo membro excitado ainda coberto. Naruto respirava pesadamente, o rosto corado, estampando sentimentos desconexos.

Sentia um pouco de vergonha, mas aquilo era tão absurdamente bom… Não podia parar.

Quando o ruivo libertou sua ereção, fechou os olhos, ainda mais constrangido, mas tudo isso desapareceu quando algo quente envolveu seu falo de forma surpreendente. Quase gritou quando os lábios de Gaara se prenderam ao seu redor e as mãos tiraram de vez a cueca laranja. A sensação era tão arrebatadora, que achou que não fosse aguentar. Parecia prestes a morrer.

Quando achou que poderia perder os sentidos, Gaara largou seu membro e segurou a base, fazendo o Uzumaki soltar um resmungo involuntário. O ruivo riu e passou a beijar as pernas amorenadas de forma carinhosa.

Eu queria muito estar assim com você – disse.

E por que não fez isso antes?

Estava com medo de te perder.

Naruto puxou-o para perto de si, beijando-o de forma lenta.

Isso não aconteceria nunca.

Gaara alisou os cabelos loiros delicadamente, beijando todo o rosto do outro.

Quer continuar? - perguntou, receoso.

Recebeu um aceno efusivo em concordância e aquilo o arrancou outro sorriso. Gaara esticou-se sobre a cama, alcançando a gaveta. Pegou o tubo de lubrificante e deixou-o em cima da cama enquanto se despia. Os olhos azuis não deixavam o corpo do outro um minuto sequer. A ereção pálida pulsando de desejo ao ver o outro aguardando-o sobre a cama. O corpo maior logo se juntou ao menor, os beijos retornaram ainda mais alvoroçados, as excitações se encontraram e ambos gemeram em satisfação. As pernas de Naruto abriam-se instintivamente, em busca de mais fricção. Gaara aproveitou aquele momento para lambuzar o dedo com o lubrificante e massagear o loiro.

Inicialmente, ele pareceu assustado, mas o ruivo passou a beijar-lhe e logo foi esquecendo o constrangimento. A sensação era boa e só passou a ser incômoda quando mais dedos juntaram-se ao primeiro. Mesmo assim, a voz doce de Gaara lhe garantindo que estava tudo bem deixou-o mais tranquilo, relaxou nos braços do mais velho, recebendo uma pressão maior um tempo depois.

Quando Gaara decidiu se colocar dentro do outro, foi devagarinho, medindo as expressões, enchendo-o de beijos, massageando seu membro de forma ritmada, desejando que o prazer viesse logo.

E veio.

Passados alguns momentos de dor depois da invasão, os movimentos que se seguiram passaram a deixar ambos enlouquecidos. As pernas morenas se prenderam em volta do quadril pálido e o pedido baixinho para ir mais rápido foi atendido com desejo.

Suor, gritos, gemidos, o som dos corpos se chocando… Era tudo que havia ali além do cheiro. O prazer chegou em instante a mais, fazendo com que ambos se derramassem sem reservas. Depois de sair de dentro do loiro, Gaara riu, recuperando o fôlego, levando Naruto para o banheiro na intenção de se banharem. Aproveitou a banheira para cuidar dele como devia, lavando cada pequena parte daquele corpo que agora era seu.

Você não vai mais me esconder as coisas, não é? - Naruto perguntou, preguiçosamente.

Não – respondeu, beijando-lhe o pescoço – Eu prometo.

Isso foi muito bom – deu uma risadinha – Vamos fazer de novo logo.

Quando quiser – afirmou, devolvendo a risada.

Gaara queria mesmo fazer tudo que ele quisesse. Esteve tão preocupado que Naruto visse a parte ruim do mundo que não percebeu que ele também perdia as boas. No fim, ele podia lidar com isso, com o crescimento do seu inocente Uzumaki.

Faria questão de estar ao lado dele enquanto o via florescer.

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AH,

essa GaaNaru foi um presentinho pra Nina.

Espero que tenham curtido

Um beijo no kokoro e Ja nee

26 Février 2018 20:56:06 2 Rapport Incorporer 6
La fin

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Maria santos Maria santos
Lindo!!!!
16 Mai 2019 20:27:45
Dani Dani
Que capítulo lindo e fofo! GaaNaru 😍
6 Mars 2018 21:54:20
~