0
36 VUES
Terminé
temps de lecture
AA Partager

Quando aqueles dois entram no Biggerson's senti a atmosfera mudar.

Um era alto, meio magricela, um cabelo engraçado; o outro mais baixo, jaqueta de couro, coturnos uns olhos verdes... Sentaram numa mesa à esquerda, o cara alto abriu o laptop e começaram a conversar. Discretamente tirei o celular do bolso da mochila, tirei o flash da câmera e fotografei. Merda! O loiro percebeu, ele abaixou pra mexer no cadarço e ficou me olhando de canto... Levantei guardando o celular e sai desajeitada e apressadamente.

Fui caminhando até ocarro então ouvi passos atrás de mim, com as chaves em mãos corri, ele continou andando, alcancei o carro e coloquei a chave na porta então ouvi uma voz atrás de mim.


- Quem é você e porque estava tirando fotos da gente lá atrás?

Não respondi, me virei pra entrar no carro quando ele segurou meu braço, então eu vi. Os dois num carro antigo, preto havia mais alguém com eles, estava usando praticamente a mesma roupa do loiro, então um caminhão atravessou a pista e bateu neles. Gravemente feridos, vi o loiro numa cama, vários aparelhos em volta e o alto sentado numa cadeira ao lado da cama, cabeça baixa parecia rezar.


- Ei, ei o que você tem? Desculpe eu não queria machucar você. Encosta aqui.

Atordoada, não conseguia controlar aquilo, quando vi novamente o quarto,o rapaz na cama e um homem o observando na porta. Algo estava errado, ele sorria, jogava a cabeça pra trás numriso perverso e convulsivo, foi então que notei seus olhos; grandes olhos amarelos.

Oh meu deus, meu deus, ele me viu,

ele me viu...

- Moça, moça você quer que eu chame uma ambulância, seunariz está sangrando.

- Não, tudo bem isso acontece de vez em quando, tenho trabalhado muito e dormido quase nada, meu nome é Jane.

- Se você vai continuar mentindo, melhor começar de novo, pára de enrolar ohh Jane, quem é você?


- Você e seu irmão; estão em perigo.


- Como você sabe que o cara da mesa é meu irmão e queestamos em perigo?


- Bom; pela proximidade que vocês conversavam eu podia apostar em casal mas você não usa aliança, nem ele então...

- A segunda coisa é... complicada.


- Tenho uma mente aberta.


Então contei o que vi, ele agarrou meus ombros e sacudiu, parecia alucinado um misto de raiva e medo, era medo?


- Ele falou alguma coisa, qualquer coisa que lembrar serve.


- Olha, eu preciso ir tenho muito trabalho pra hoje ainda, me desculpe por isso.

-Tudo bem, me desculpe o mau jeito,o cara da mesa é sim meu irmão ele se chama Sam, meu nome é Dean Winchester vou te dar meu número, se isso acontecer de novo me ligue mediatamente.

- O.k Dean, me diga o número.

- 32 555 2277112

- Pronto está salvo.

- Se você me ligar e meu irmão atender não conte nada pra ele, disfarce finja que caiu, qualquer coisa, mas só fale comigo.

- Adeus então.

Entrei no carro, liguei e sai devagar, pelo retrovisor vi a expressão no rostodele passar de surpresa a intrigada então acelerei, precisava de um banho, e racionalizar o que tinha visto e quem eram aqueles dois.

Cheguei no hotel, pedi as chaves e fui direto ao quarto, fechei a porta e atirei longe a mochila minha cabeça doía tanto, parecia que tinha tomado umas 300 margueritas turbinadas,procurei um remédio na mala sob a cômoda quando notei que a luz do quarto baixou e piscou sozinha, um frio na espinha e um fedor podre tomou conta do ambiente.

O instinto gritou, peguei minha Bereta e virei, lá estava ele.

Grandes olhos amarelos, pele acinzentada com um meio sorriso nos lábios finos.

- Então é você que gosta de xeretar os assuntos alheios, habilidade interessante mas não tem controle, ou tem?

- Fica longe de mim, como você entrou aqui?

- Quem faz as perguntas sou eu, criança.

- Se não falar em 5 segundos vou meter uma bala na sua cabeça. Ajustei a mira pra testa dele e me posicionei, o que porra aquele cara tava fazendo no meu quarto?

- Experimenta. Pode atirar bobinha, isso aí vai servir pra nada.

Foi quando senti uma névoa me gelar as pernas, ele foi se movendo, deslizando e encostou a testa no cano da minha arma. - Você não é só uma empata poderosa, tem muito mais aí.

Senti meus braços e pernas pesados, tentei me mexer mas não conseguia. O fedor tomou conta do ambiente e com ele mais percebi de onde o miasma nojento emanava.

- O que será que Jane, esse é o nome que você está usando? Patético. O que você esconde, ou de quem está se escondendo? Com minhas últimas forças consegui começar proferir um exorcismo que minha avó tinha ensinado.

- Agla, aglaia on tetagramaton, apopantos kakodaimonos, agla, aglaia on tetagramaton, vá de retro satanas!

Quando ouviu aquilo o homem de olhos amarelos recuou com uma expressão de dor e muita raiva, senti os braços e pernas afrouxarem um pouco, me concentrei, melhorei a mira e atirei nos joelhos dele.

- Agla, aglaia on tetagramaton, kadosh, kadosh adonai tsebayoth, kadosh, kadosh, adonai tsebayoth.

Gritei com raiva e vi ele se retorcer no chão, voei na minha mochila e sai porta afora, peguei o elevador, chave do carro nas mãos e desci até a garagem, procurei meu carro e manobrei alucinada pra fora. Sai cantando pneus, não parei pra raciocinar sequer um segundo.

Quando alcancei a rodovia, corri por uns 60 kilometros só ai parei no acostamento e peguei o celular.

- Alô, Winchester? É o seguinte, o homem de olhos amarelos foi atrás de mim no hotel, atirei nos joelhos dele e sai fora, tá no meu quarto ainda, eu acho. Fede pra cacete, o que é aquilo?

- Em que hotel você estava?

- No Montanha Vermelha, quarto 66.

- Tô indo pra lá agora.

- Como assim o que você vai fazer, e você não respondeu minha pergunta.

- É um demônio, se eu sobreviver nós vamos precisar conversar de novo, eu ligo pra você.

Guardei o celular e senti novamente minha cabeça latejando de dor, não ia conseguir dirigir daquele jeito, precisava descansar ao menos uma hora pra retomar a fuga, o que o Winchester ia conseguir fazer com um demônio? E como eu tinha conseguido me enfiar no meio daquela confusão agora que as coisas pareciam ao menos melhorar um pouco. O homem esquisito estava possuído, por isso as palavras funcionaram, sinceramente esperava que ao menos as balas também.

Apoiei minha cabeça na mochila e esperei o sono chegar.

24 Novembre 2022 21:55:02 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
1
La fin

A propos de l’auteur

Siph Ferreira Nerd de maquiagem, amante de música, livros e quadrinhos, amiga de Meia Noite e Qliph, viciada em podcast e buscando seu rumo nesse mundo.

Commentez quelque chose

Publier!
Il n’y a aucun commentaire pour le moment. Soyez le premier à donner votre avis!
~