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Ao ser contratado como professor substituto, Park Jimin não imaginou que sua vida seria virada de cabeça para baixo, não imaginou que fosse se aproximar tanto de seus alunos e colegas e, definitivamente, não imaginou que teria a vida amorosa transformada em uma fonte de entretenimento para todos da escola. Sua quedinha pelo professor Min não era segredo para ninguém, e suas tentativas falhas de se aproximar dele também não eram. Mas o que Jimin não esperava era que sua (inexistente) relação fosse se tornar o maior boato romântico do oitavo ano — e de todo o resto da escola.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans.

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Yoongi + Jimin = Yoonmin

Escrito por: @bbmoonie

Notas Iniciais: Oi! Tudo bem? Como futura professora (possivelmente kjdks), eu fiquei muito animada para esse tema. Yoonmin professores, tudinho pra mim <3

Essa fic é bem levinha e foi divertida de escrever! Espero que vocês gostem!

Muito obrigada @Safira_G21 por ter avaliado a fanfic <3, Mi_stosf por ter betado <3, @minie_swag e @YinLua por terem revisado <3 e vpurple por ter feito as capas e banners <3

Boa leitura!! <3


~~~~


O barulho dos tênis em contato com o chão ecoava pelo ginásio. Os alunos pulavam, corriam e gritavam uns com os outros, enquanto jogavam com fervor.

Da arquibancada, Jimin — o professor substituto de Educação Física — assistia, corrigindo o que achasse ser necessário e, principalmente, divertindo-se com todo o esforço que os pré-adolescentes investiam em uma simples partida de vôlei.

— Falta! — Jimin apitou, interrompendo o jogo. — Mão na rede. Ponto para o outro time.

— Qual é, professor? Nem encostei!

— É, você tá mó longe, nem dá pra ver direito daí. Não foi falta, não.

— Eu vi muito bem. Falta! — Riu das consequentes reclamações, sem ligar muito. Jimin podia estar ensinando aquela turma há pouco tempo, mas já conhecia bem o temperamento dos pré-adolescentes do oitavo ano. — Podem voltar a jogar.

— Você tá roubando ponto para o outro time — reclamou um dos alunos reserva, ao seu lado.

— Claro que não — dispensou. — Eu só apito para o que vejo de errado, vocês sabem.

No mesmo instante, uma comoção na quadra chamou sua atenção:

— Olha lá, professor! Agora foi mão na rede e você não apitou!

— É verdade, você só apita pra gente!

— Se ele não apitou, é porque não foi nada! — gritou uma das alunas do time acusado, prestes a passar por debaixo da rede, pronta para ir brigar pelo ponto.

— Calma, calma! — pediu, e perguntou para o aluno ao seu lado: — Pior que eu virei pra falar com você e nem vi. Foi ou não foi falta?

O garoto só deu de ombros, deixando Jimin sem saber o que fazer. Para sua sorte, antes que pudesse decidir qualquer coisa e causar mais uma discussão, o sinal tocou, anunciando o final da aula.

— Liberados! Guardem as bolas antes de saírem! — gritou, aliviado por ter sido, literalmente, salvo pelo gongo. — Falou, até quinta.

Sem esperar os alunos e suas inevitáveis reclamações pós-jogo, saiu correndo da quadra o mais rápido o possível e foi até a fila que já se formava na cantina.

Jimin quase nunca trazia comida de casa. O professor sempre pegava algo na cantina. Quando dava sorte, passava alguns poucos minutos na fila e depois matava o resto do tempo com os alunos, aproveitando para conhecê-los melhor, ou com os professores na sala dos professores — geralmente, preso em alguma conversa com Taehyung. Nos piores dias, passava quase todo o intervalo na fila. Então, logo aprendeu a ser rápido, para nunca chegar tarde demais.

— Caraca, como chegam tão rápido? — murmurou, observando os alunos que esperavam à sua frente.

— Do mesmo jeito que você: eles saem correndo da sala.

— Eu cheguei faz pouco tempo, mas já entendi o esquema, Hye — retrucou o professor, virando-se para falar com a aluna atrás de si. — Achei que você fosse ficar lá na quadra, reclamando com os outros sobre o ponto.

— Era jogo perdido mesmo. Se eu perdesse muito tempo, a fila ia ficar enorme. — Deu de ombros, como se há poucos segundos não estivesse prestes a brigar com alguém pelo ponto perdido. — Falando nisso, você bem que podia deixar eu passar na sua frente, né, professor?

— Nem ferrando. Na fila da cantina, é cada um por si.

Hye cruzou os braços e balançou a cabeça, tentando deixar bem claro sua decepção.

— Você é chato.

— Para, assim você machuca meus sentimentos.

Jimin gostava de brincar com seus alunos. Ele se divertia com a relação leve que tinham construído naquele mês de aulas em que estava substituindo a professora regular de Educação Física. Era pouco tempo, mas o suficiente para que ele tivesse conseguido conquistar o respeito e carinho dos alunos do oitavo ano.

— Sabe, a professora Nam é muito mais legal do que você — Hye provocou.

— Ela deixa vocês escolherem os jogos da semana, por acaso? Ela dá aula livre? Hein?

— Não, mas ela traz o lanche de casa.

Jimin bufou e se virou para frente, sabendo que insistir na discussão seria perda de tempo. Seus alunos tinham os melhores argumentos — ou eram insistentes o suficiente para vencê-lo pelo cansaço.

— Jimin! Como sempre, no começo da fila — brincou a cozinheira Choi quando o viu no balcão. — Quando vai parar de furar a fila dos seus alunos?

— Eu não furo fila, só chego mais cedo — respondeu com uma piscadinha. — Me vê dois cafés e um chocolate, por favor.

— Dois cafés... — ponderou Hye. — Um é para você. E o outro? É para o professor Min?

— Pois é — respondeu, meio apreensivo. — Você acha que vai ser muito estranho se eu levar para ele?

— Ele pediu?

— Não.

— Ah, entendi. É tipo um agrado, então.

— É só um café, Hye, nem começa — tentou cortar, mas era tarde demais. Um sorriso já se abria no rosto dela. — Para com isso. Nem pensa besteira, e me responde logo. É estranho ou não?

— Claro que não! É fofo. Ele vai gostar, certeza. Diz que já estava aqui e que pensou em pegar um para ele.

— Hum... — Pensou na ideia. Talvez fosse uma boa desculpa. Se colasse, poderia repetir mais vezes. — Pode ser.

Assim que a senhora Choi retornou com seu pedido, Jimin jogou o chocolate para Hye, que o pegou no ar.

— Toma. A professora Nam te dava chocolate, por acaso? — brincou. — Valeu pelo conselho.

— Obrigada, prô! E vê se chama ele pra sair logo, hein! — gritou a aluna, enquanto ele se afastava.

Pelo bem de sua sanidade, Jimin ignorou o comentário e seguiu o caminho pelo corredor das salas de aula em direção à sala de Literatura, onde sabia que o professor Min estaria.

Depois de passar alguns dias procurando Yoongi durante os intervalos, sem conseguir encontrá-lo, Jimin percebeu que ele não costumava sair muito de sua sala.

Então, se Yoongi não ia até ele, ele iria até Yoongi. Por mais nervoso que isso o deixasse.

Parado em frente à porta, Jimin respirou fundo algumas vezes e bateu de leve, tentando não derramar o café do copo.

De dentro, escutou um baixinho “pode...” e se apressou em empurrar a porta com o pé. O estrondo da maçaneta batendo na parede anunciou sua entrada.

—... entrar.

— Bom dia, Yoongi! — cumprimentou, sorridente.

O professor de Literatura o observava de sua mesa com as sobrancelhas arqueadas, pego de surpresa pela visita barulhenta.

— Bom dia, professor Park — sempre formal, o Min o cumprimentou com um breve aceno. — Posso te ajudar em alguma coisa?

— Na verdade, eu estava na cantina e aproveitei para pegar um café para você.

Jimin caminhou até a mesa de Yoongi com os copos nas mãos, esperando que elas não estivessem tremendo muito por causa do nervosismo.

— Agradeço a gentileza, mas já estou tomando. — Yoongi sorriu contido em sua direção e apontou para a caneca cheia sobre a mesa. — Não precisava se preocupar. Na sala dos professores tem uma máquina. É mais perto do que a cantina.

A cada palavra, Jimin se sentia mais envergonhado.

É óbvio que ele pegaria na máquina. Que merda.

— Acho que você não vai precisar disso, então... — murmurou, indicando o copo cheio de café que ainda segurava.

— É, acho que não.

Yoongi lançou um sorriso polido em sua direção e voltou o olhar às provas que corrigia. Ocupado demais, como de costume.

— Bom... vou indo, então. Não quero te atrapalhar. — Jimin sorriu amarelo enquanto andava à porta.

— Quem sabe em uma próxima, hum? — Yoongi acenou em sua direção, sem sequer desviar o olhar dos papéis. — Novamente, obrigado.

Apesar de o Min não ter sido direto, a mensagem parecia clara para o professor de Educação Física: Yoongi estava o rejeitando. Mais uma vez.

Jimin fechou a porta atrás de si, derrotado, e seguiu em direção à sala dos professores.

— Eu nem gosto tanto assim de café... — Encarou, desolado, os copos que carregava. — Agora vou ter que tomar os dois.

— Jimin!

Os cafés quase foram ao chão quando o professor foi puxado abruptamente para um abraço desengonçado.

— E aí? Tava na sala do Yoongi? — Taehyung perguntou como quem não queria nada, passando o braço por seus ombros.

O professor de Artes estava radiante, como sempre. Era difícil ver Taehyung sem um sorriso no rosto, até mesmo nos dias mais cansativos.

— Pois é.

— E esses cafés, hein?

— Fui levar um para ele, mas ele já estava tomando — explicou, torcendo internamente para que o amigo não dissesse mais nada sobre o assunto. — Quer?

— Uh... Claro, aceito ser sua segunda opção.

Taehyung aceitou um dos copos e passou a bebericar o café enquanto caminhavam.

A esperança que tinha foi em vão, é claro. Afinal, Taehyung era a pessoa mais interessada em romances inexistentes que Park Jimin conhecia.

— E por que você está assim? — perguntou ao perceber que o amigo não comentaria mais nada. — Parece até La Mélancolie, do Lagrenée.

— Nem começa com essas referências, Tae. Você sabe que eu não conheço nenhuma.

— Eu tô tentando dizer que você tá acabadão — justificou. — O que rolou?

— Levei um fora — disse, dando de ombros, como se seu coração não estivesse apertado no peito.

— De novo? — Taehyung riu, sem acreditar muito no que o amigo dizia. Depois da quarta vez o ouvindo se queixar da mesma coisa, tinha parado de levar a sério. — Todo dia você acha que tá levando um fora do Yoongi, Jimin.

Jimin apenas revirou os olhos, irritado. Poxa, seu amigo não podia nem ao menos se compadecer de seu sofrimento? Era a... décima vez que Yoongi o rejeitava — indiretamente — em menos de um mês. Sua dor deveria ser entendida.

Os dois entraram juntos na sala dos professores, já quase vazia. Taehyung se dirigiu imediatamente ao seu armário, revirando a bagunça de materiais, papéis e tintas enquanto tentava tirar alguma coisa de dentro sem derrubar todo o resto. Jimin se jogou em uma das cadeiras e continuou tomando seu café docinho amargamente.

— Você precisa entender que o Yoongi só é meio direto, sabe? Não é como se ele tentasse te dar sinais subjetivos de rejeição ou aceitação toda vez que vocês se falam... — Era quase impossível escutá-lo em meio à barulheira que ele fazia revirando as coisas em seu armário.

— Está precisando arrumar isso aí, não está, professor Kim?

A voz de Hoseok fez com que Taehyung imediatamente se virasse para trás com um sorriso enorme no rosto.

— Hoseok! — cumprimentou, acenando em sua direção. — Sabe como é, vida de professor é corrida. Mas, logo, eu arrumo.

— Você fala isso faz meses... — O tom de voz de Hoseok era sério, mas o sorriso brincalhão em seu rosto deixava claro que não pretendia advertir o professor de verdade. — E você, professor Park, é bom não se atrasar de novo.

Jimin sentiu as bochechas ruborizarem com o comentário do coordenador. Ele admitia com culpa o seu mau hábito de se atrasar.

— Já estou indo! Não vou me atrasar de novo, prometo.

— Uhum. — Hoseok riu. — Também escuto isso faz quase um mês.

Jimin jogou o copo vazio no lixo e se dirigiu à porta, esperando que Taehyung ficasse distraído o suficiente com Hoseok para deixá-lo ir sem mais comentários.

Novamente, teve esperanças em vão.

— Depois a gente conversa mais sobre isso, Jimin! E, coloca de uma vez por todas nessa cabeça que até o Yoongi ser claro com você não é uma rejeição! Chama ele para sair logo, você só tem mais uma semana e meia!

— Mas que merda — sussurrou, envergonhado, querendo sumir dali. Antes de sair, porém, decidiu pagar na mesma moeda: — Pode deixar. E você, pare de enrolar, sim? Chama ele para sair logo.

Arqueou as sobrancelhas e apontou sutilmente para Hoseok, que escutava a conversa, perdido.

Se ele teria sua vida amorosa fracassada exposta por Taehyung, então Taehyung também teria seus fracassos românticos expostos da mesma forma.

Antes de ser alvo de mais comentários, ou pior, de perguntas, Jimin saiu correndo da sala.

{...}

— Por isso, “Os sofrimentos do jovem Werther” é considerado um dos precursores do Romantismo — Yoongi explicava para a classe, que o ouvia com atenção.

— Professor! — chamou um dos alunos, erguendo a mão.

— Sim, Hajun?

— A gente vai precisar ler esse livro?

— Não é necessário. Mas recomendo que façam a leitura, caso queiram entender mais sobre a obra e sobre o movimento literário.

— Tá bom, vou ler um resumo, então.

Yoongi apenas assentiu, já acostumado. Pedir para que os alunos lessem alguma obra era uma tarefa quase impossível. Conseguir fazer com que lessem um resumo era lucro.

— Vocês podem responder às questões da página quarenta e dois. Vamos corrigir juntos em alguns minutos.

Antes mesmo de Yoongi voltar à sua mesa, o ambiente já havia sido tomado por um burburinho de conversas.

— Mantenham o tom baixo enquanto o fazem, por favor — lembrou o professor.

Nem cinco minutos tinham se passado quando Hye se aproximou de sua mesa, devagarinho.

— Professor, você comeu o que no intervalo, hoje?

— Hye, por favor, vá se sentar e resolver seus exercícios — dispensou-a.

A garota bufou e se jogou na carteira vazia em frente da mesa de Yoongi.

— Pronto, sentei. Mas, e aí? Comeu o quê?

— Não sei por que isso seria de seu interesse, Hye. Tomei café, como sempre — respondeu e apontou para a apostila aberta da aluna. — Exercícios, por favor.

— Tô fazendo, tô fazendo... — resmungou.

— Por que você quer saber isso? — perguntou Hajun, que se sentava na mesa ao lado.

Yoongi acompanhou a interação com uma curiosidade velada. Hajun era bastante quieto e quase nunca conversava em sala. Hye, por outro lado, falava com qualquer um, sobre qualquer coisa e em qualquer momento.

— É que eu fiquei sabendo de uma coisa.

— Sabendo do quê? — perguntou Hajun.

Os olhos dos dois alunos se encontraram e um brilho estranho tomou conta deles — algo que Yoongi aprendeu a temer com os anos de experiência.

— O professor Jimin veio te trazer um café, né?

— Não acredito! — Hajun arregalou os olhos, surpreso. — Ele veio mesmo?!

— Uhum! — Hye respondeu, com um sorriso enorme no rosto. — Tomou coragem, acredita?

— O que mais aconteceu? — Ele se virou para o professor para questionar: — Vocês conversaram?

— Eu não estou entendendo o motivo da exaltação — Yoongi comentou, impassível. — E, eu já estava tomando café quando ele veio.

— Mas você tomou o café dele, né? — perguntou, Hajun, subitamente sério.

— Não. Como eu disse, já estava tomando. Não precisava de mais um.

— Mas professor Min! — exclamou Hye, horrorizada. — Ele veio até aqui só para trazer para você!

— Eu sei! — Yoongi respondeu, confuso com as reações dos dois. — Eu agradeci, é claro. Mas não quero que ele perca o tempo dele vindo até aqui.

— Ai! — Hajun colocou a mão no peito. — Que dor. Tadinho do Jimin.

— Deixa de ser grosso, professor!

— Hye — repreendeu. — Mantenha o respeito.

— Desculpa. O que eu quis dizer é que isso foi muito frio da sua parte. Ele só estava sendo gentil!

— Eu não quis ser frio — falou, começando a ficar preocupado com a forma como os dois estavam interpretando a situação. — Eu não quero que ele perca o tempo dele tendo que vir até aqui só para isso. O professor Park costuma ficar na cantina e na quadra, não costuma? Não quero que ele ache que precisa vir até aqui para me trazer café.

— É por isso que você precisava ter aceitado!

— Isso não faz sentido nenhum — retrucou. — Se eu aceitasse, estaria o incentivando. Além disso, eu já estava tomando, não tinha necessidade!

— Professor… — Hajun tirou os óculos redondinhos, entrelaçou os dedos e descansou as mãos na mesa, com uma expressão muito séria — Não era sobre querer tomar café ou não. Era sobre a companhia, entende?

— Companhia? — Yoongi desviou o olhar de um aluno para o outro, buscando uma explicação. Ele sentia que não estava conseguindo entender algo que, para eles, era muito claro.

O professor se perguntou se era assim que eles se sentiam quando ele explicava uma matéria nova.

— Ele veio te trazer café. Se você aceitasse, talvez fosse ficar e conversar um pouco — explicou o garoto. — Aprofundar os laços, sabe?

— E aí, você falou um “NÃO” bem na cara dele — complementou Hye.

— Espera, não foi bem assim!

— Eu imagino como tenha sido. Você é direto, e o professor Jimin é sensível. Ele com certeza interpretou a sua rejeição ao café como uma rejeição à companhia dele.

Yoongi engoliu em seco, repassando toda a cena em sua cabeça. Para ele, rejeitar o café significava garantir a Jimin que ele não precisava perder o tempo do intervalo indo até sua sala. Era sua forma de demonstrar que se preocupava com ele.

Só queria que Jimin descansasse vinte minutinhos antes de voltar a correr na quadra. Não tinha imaginado que seria tão mal-entendido.

Hye suspirou, desolada, chamando sua atenção.

— Como vocês vão namorar, se não se entendem nem sobre um café?

— Ei, ei. Quem falou sobre namorar?! — Yoongi exclamou, subitamente alarmado. — Minha relação com Jimin é estritamente profissional. Nós somos cordiais um com o outro. Só isso.

— Com cordial, você quer dizer apaixo-

— Certo, hora de corrigir os exercícios — interrompeu. A última coisa que queria fazer era discutir com seus alunos sobre sua relação com Jimin. — Vamos lá.

O burburinho na sala havia aumentado consideravelmente, então Yoongi chamou a atenção novamente. Sem sucesso.

— O que está acontecendo com vocês? — perguntou, confuso.

Seu acordo com os alunos sempre havia sido muito bem atendido: enquanto faziam os exercícios, podiam conversar, mas, quando iam corrigir, ficavam em silêncio. Yoongi não entendia o que havia de diferente naquele momento, o acordo tinha funcionado bem até então.

— Professor — uma aluna chamou, do fundo da sala, falando alto para se sobressair entre tanto barulho —, é verdade que você e o professor Jimin estão namorando?

Yoongi sentiu a pressão cair na mesma hora. Seu coração começou a palpitar no peito.

Que história é essa?

— Do que você está falando? — perguntou, tentando não demonstrar seu surto interno.

—Tipo, vocês até que fazem um casal fofo — comentou outro aluno.

— Não fazem?! — uma aluna concordou, animada demais com a situação. — Ele todo caladão, e o Jimin mó legal!

Mais alunos começaram a concordar, opinando sobre o relacionamento inexistente.

— Eu não sei do que vocês estão falando!

"O que estava acontecendo?"

À procura de respostas, virou-se para os dois alunos com quem conversava.

— Hye, desligue o celular — mandou ao ver a menina mexendo no aparelho.

— Olha, professor. — Ela ignorou a sua ordem e virou o celular para que ele pudesse ver melhor o que ela queria mostrar.

Na tela havia uma imagem dele e do professor Park conversando mais cedo. Yoongi em sua mesa, e Jimin segurando os copos de café. A foto parecia ter sido tirada da janela e mostrava a cena com detalhes: Yoongi olhando para as provas e a carinha decepcionada de Jimin — algo que ele não tinha percebido mais cedo.

— O que é isso?!

Pior do que a imagem, era a legenda que a acompanhava: “Professores Yoongi e Jimin na sala de Literatura. Será que vão aproveitar os intervalos juntos? Isso é tão fofo, parecem até namorados!”.

— Isso é... — começou.

— Tão bonitinho! Mas olha a carinha dele, coitado.

— Um absurdo — terminou a frase. — Quem postou isso?

— Sei lá, professor. É no Twitter, não dá para saber.

Yoongi assentiu, como se entendesse o que aquilo significava, e desviou o olhar para a sala. Todos conversavam sobre a foto como se fosse o maior acontecimento da semana.

O Min sentia uma mistura de desespero e curiosidade. Sua relação com Jimin era tão interessante assim para os alunos? Era o que se perguntava. Logo em seguida se corrigia: mas que relação?

O sinal tocou e os alunos começaram a sair, ainda conversando sobre a foto.

— Professor, tá todo mundo saindo, mas você não liberou — comentou Hajun, esperando a permissão para sair, como sempre fazia.

— Podem ir, podem ir. — Dispensou-os com um aceno, ainda processando o que estava acontecendo.

O professor arrumou suas coisas, fechou a sala mais rápido do que nunca e rapidamente passou a procurar Jimin pelo corredor.

Assim que o encontrou, puxou-o para dentro da sala dos professores, fechando a porta, logo em seguida. Ele esperava que os alunos não comentassem sobre aquilo também.

— Professor Park, você está sabendo do que aconteceu?

— Sobre o post? Uhum, eles me mostraram agora — respondeu, rindo de leve. — Pré-adolescente é uma coisa muito engraçada, mesmo.

— Não entendi o motivo das risadas. Isso é muito sério, Jimin.

Jimin arregalou os olhos e tentou não deixar a surpresa transparecer muito — era a primeira vez que Yoongi o chamava pelo primeiro nome.

A surpresa, porém, não durou muito ao perceber que o motivo era o alarme e a apreensão que Yoongi parecia sentir.

— Ah, é que é meio engraçado, né? — começou, tentando descontrair. — Eles até...

Yoongi interrompeu:

— Esse boato é um absurdo! Não podemos deixar que isso continue de forma alguma!

O tom de voz de Yoongi deixava bem claro: aquele boato precisava acabar imediatamente.

~~~~


Notas Finais: O que acharam dos Yoonmin professores? Foi isso no capítulo de hoje ^^ espero que tenham gostado!

Muito obrigada por ler :D

9 Octobre 2022 03:28:38 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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