moonna Lua Baldonado

Uma mulher corre contra o tempo para desfazer um evento fatídico que mudara a sua vida para todo o sempre.


Science fiction Futuriste Interdit aux moins de 18 ans.

#conto #ficção-científica #futurista #viagem-no-tempo #distopia
Histoire courte
4
2.4mille VUES
Terminé
temps de lecture
AA Partager

Capítulo Único

A mulher, tomada pelo desespero, levou as mãos ao bolso interno da jaqueta. Nyra não pôde controlar o nervosismo e seu dedo escorregou no gatilho. O barulho rasgou a noite silenciosa, a garota conseguia ouvir os seus batimentos cardíacos ressoarem cada vez mais alto em seus ouvidos à medida que se dava conta do que havia feito.

A mulher cedeu de joelhos à sua frente e a garota sentiu a culpa encontrá-la, ao mesmo tempo em que o medo a inundava por completo. Ouvia as vozes dos garotos, mas não conseguia processar o que era dito. Analisava as feições dos três, até que conseguiu ouvir Matthew dizer:

— Vasculhe os bolsos dela! — Nyra se recuperou momentaneamente e suas pernas pareciam presas ao chão, estavam pesadas. No segundo seguinte, correu até a mulher e o pequeno esforço causou um imenso desconforto em seu estômago. Ao se aproximar, a empurrou desajeitadamente e derrubou-a ao chão. O corpo magro atingiu o concreto e a mulher soltou um grito lancinante. O sangue parecia jorrar com maior intensidade, ela procurava inutilmente recuperar o fôlego em meio ao engasgo impiedoso.

Nyra queria fugir, não sabia o porquê de estar fazendo aquilo e o choro finalmente encontrou o seu caminho. Se sentia terrivelmente culpada por estar tirando a vida de uma mulher indefesa.

— Me desculpe, me desculpe... — Sua voz estava trêmula, lágrimas pesadas rolavam por seu rosto. — Eu não queria ter feito isso, eu não queria. — Dessa vez, sua voz vacilou e um soluço alto inundou o beco escuro.

— Ande logo! — Nyra ouviu a voz de Matthew novamente.

Respirou fundo, se ajoelhou e colocou as mãos por dentro dos bolsos da calça da mulher, vasculhando por dinheiro e nada encontrou, além de uma chave. Suas mãos vacilantes e os olhos marejados a impediam de se concentrar no que estava fazendo. Um pensamento rápido do momento em que a mulher levara as mãos ao bolso interno da jaqueta invadiu a sua mente. Então, instintivamente, procurou o que havia ali.

Nyra enxugou os olhos rapidamente após retirar o que encontrou, suas mãos tremiam e ela tentava controlar os soluços crescentes. De repente, Nyra quis gritar, olhou na direção da mulher e os seus olhos estavam presos nos olhos da menina, quase sem vida.

— O que é isso? — Nyra gritou e voltou a olhar os papéis em suas mãos, encharcados de sangue.

Se tornava difícil respirar enquanto se dava conta do que estava vendo. Sentiu uma mão pegajosa agarrar a sua. A mulher tentava dizer algo, mas sua vida estava se esvaindo rapidamente. Nyra olhava aterrorizada para o que acontecia. Não conseguia entender o que ela tentava dizer, mas seus lábios formaram uma palavra antes de seu fôlego se dissipar para sempre. Ao longe, barulhos de sirena abafadas se aproximavam e a encontrariam rapidamente.

Ela está de volta ao seu quarto, os gritos preenchem o pequeno cômodo e suas mãos tateiam em busca do buraco em seu peito. Leva-as a altura do rosto, verificando se ali há sangue. Seus pensamentos ainda estão presos ao sonho, ainda consegue sentir o cheiro forte de ferrugem. Ela sente as lágrimas inundarem rapidamente os seus olhos e o soluço audível ressoando na madrugada serena. A culpa se convida para fazê-la companhia, como um amigo que se aconchega em um momento difícil. Não sabe o que é ter amigos, sente como se nunca tivera um. Até mesmo as pessoas que achou que podia confiar, acabaram por machucá-la de alguma forma. Fisicamente, por muitas das vezes.

Nyra. Seu corpo estremece ao lembrar, não ouve aquele nome há muitos anos. Não sabe mais como é ser chamada por ele, não reconhece a sensação de pertencer aos privilégios que aquele nome um dia carregou. Sua mente está em frangalhos, viveu momentos realmente horríveis após o fatídico dia, mas parece sofrer punição eterna pelo crime que cometeu.

Ela passa as pontas dos dedos ásperos pelas bochechas, limpando as lágrimas que ainda não cessaram. Encara a aspereza de suas mãos e, de imediato, é transportada para um momento em que teve privilégios que a impediriam de se enxergar dessa maneira um dia. Mãe. As lágrimas se tornam engasgos e soluços pesados. Dor. O peito doía.

— Por favor, me mate. Eu não aguento mais! — Ela grita em meio às lágrimas, suplicando ao universo que a tire dali.

A culpa a aperta ainda mais em seu abraço, acalentando a fraqueza de seus atos e a convidando gentilmente para se juntar a uma conhecida amiga que se ofereceu para cessar por completo a sua dor. Ela olha de soslaio para os comprimidos controlados que estão sobre a mesa de cabeceira, cogitando o mesmo fim que arrancou sua mãe dessa vida.

Nyra Blant, como um dia foi conhecida, é a filha de um bilionário cientista e pesquisador, pioneiro na descoberta da viagem no tempo. Sua descoberta revolucionou o mundo moderno, destruiu governos e civilizações; porém, o impacto principal foi a interferência direta nos acontecimentos passados que influenciaram diretamente os eventos à frente. Líderes e organizações mundiais precisaram se unir para que a existência humana não fosse destruída pelas mãos do homem. Sendo assim, viagens no tempo foram proibidas e todas as máquinas destruídas. Exceto por uma.

Nyra ouviu uma conversa de seu pai com o diretor da Agência Central de Inteligência do país, que demonstrou grande interesse em manter uma das máquinas no principal complexo de prisioneiros e investigações de crimes internacionais, localizado no coração de Mensa. Em troca, eles interromperiam as investigações acerca dos crimes cometidos por seu pai em após sua descoberta. O homem foi posto contra a parede e não pôde negar a proposta. Por ironia do destino, Nyra foi enviada para o mesmo complexo em questão.

Seu pai foi, até aquele momento, o homem mais poderoso do mundo. Ela exigiu falar com o homem, soube que possuía recursos e meios para apagar o que havia feito, para salvar sua vida. Porém, nenhum registro para Nyra Blant foi encontrado no registro nacional. Ela ainda consegue lembrar com exatidão da sensação que a atingiu no momento em que ouviu tais palavras.

— Nós verificamos suas digitais e DNA, esses são os únicos dados que encontramos em seu nome. — O homem entrou pela porta e entregou um tablet em sua direção.

Seu estômago embrulhou e ela se concentrou para não desmaiar diante do que estava vendo. Nyra Marie Evans. Não entendeu o que estava acontecendo, um sorriso chegou a se formar em seus lábios e logo se desmanchou. Finalmente entendeu. As pessoas souberam sobre a gravidez da mulher de Erick Blant, apenas nunca souberam a identidade, sexo e gênero da criança. Nyra se perguntou se o pai tomou essa decisão para protegê-la ou para se proteger. Naquele dia, descobru a resposta.

Imaginou que seus dados reais poderiam ao menos estar no banco de dados da Agência, mas teve uma amarga surpresa ao descobrir que não. Como último pedido, exigiu falar com o seu pai. O agente nada dissera e se foi; em seguida, a levaram para inspeção e conferência de bens. Seu depoimento foi colhido antes disso e esperou por seu julgamento, que nunca chegou.

Esperou por semanas pelo dia em que a oportunidade de conversar com o pai surgiria, porém, ao sair para o almoço em sua sexta semana de confinamento, descobriu pelo noticiário que sua mãe tirara a própria vida. Nyra precisou de alguns minutos para processar o que ouviu, entrou em um estado tão profundo que teve a impressão de estar se observando externamente.

Olhou para as próprias mãos e não as reconheceu, tentou lembrar o próprio nome e um vazio imenso tomou conta de sua mente. Sua respiração entrecortada fez seu coração disparar descontroladamente. Se ergueu da cadeira e olhou ao redor. Onde estou? Olhou para o noticiário novamente e tudo voltou para a sua mente da forma mais dolorosa possível.

Desde o primeiro dia na prisão, sua mente não processou com exatidão o peso de suas ações, a culpa que carregou foi tão profunda que encontrou meios de não encarar a realidade. Não conseguiu mais se sentir familiarizada com o nome Nyra e com as memórias dessa pessoa, nasceu sob o sobrenome Blant e não conheceu nenhuma Nyra Marie Evans. Foi presa por engano. Entretanto, seu subconsciente a torturou diariamente com os mesmos sonhos do ocorrido. Se negou a dormir por dias para evitar que a tortura mental continuasse. Se recusava a comer, achava que a comida estava causando os pensamentos e os sonhos indesejados. Tudo cessou por um tempo e sua mente voltou a normalidade.

As memórias voltaram como dolorosas pancadas à sua cabeça, cada mínimo detalhe estava ali e ela lembrou o que aconteceu. Lembrou dos papéis que encontrou na jaqueta daquela mulher. Não sabia como esqueceu completamente, mas ninguém acreditaria se contasse. Também não acreditou, apesar das lembranças. Não houve meios de provar quem foi ela, não conseguiriam. Nyra lembrava com exatidão de rasgar os papéis ensanguentados antes da polícia chegar, jogou ao longe em meio ao desespero que se formou em seu peito. Talvez, apenas talvez, eles seriam a chave para que ela conseguisse sair dali.

Nyra correu o mais rápido que pôde em meio a dor que cresceu em seu peito. Sua mãe estava morta, foi a responsável pela morte da própria mãe. Ela soube. Como pôde ser tão egoísta ao ponto de provocar a morte de mais uma pessoa? Aproveitou os benefícios da vida anônima que seu pai lhe concedeu, mas seus atos impensados tiraram a vida da pessoa que mais amou em todo o mundo.

A garganta arde e os olhos estão pesados, não sabe quanto tempo permaneceu presa àquelas memórias. Ela olha para o relógio: 06:05. Desvia o olhar para a janela e não há nenhum sinal dos primeiros raios de sol no horizonte. 25 anos se passaram desde o dia em que tirou a vida daquela mulher, 25 anos desde o dia em que provocou a morte de sua mãe.

Houve um dia, após fugir da prisão e voltar para uma época em que nada disso era uma realidade, em que ela esbarrou com sua mãe. Jun Blant passou por ela e sorriu gentilmente, sua barriga anunciava uma gravidez que em poucas semanas terminaria. Ela estava grávida de Nyra e decidiu aproveitar o frescor de uma tarde ensolarada no parque central de Mensa. Admirou sua mãe e seu peito se encheu de esperança, chegou até ali para impedir que sua vida terminasse da maneira como terminou.

Desde cedo, Nyra se mostrou uma jovem tão inteligente e ambiciosa quanto o pai. Arquitetou durante anos um plano para fugir daquele lugar. Levou quase 3 até que finalmente descobriu a localização da máquina do tempo. Colheu informações em troca de informações, fez coisas que detestou e repudiou pensar para obter benefícios dos guardas. Mas finalmente conseguiu, após 10 anos e uma rebelião bem-sucedida, ela finalmente encontrou meios de pôr o seu plano em prática.

Estava em seu quarto quando ouviu os gritos vindos do refeitório, parecia orgulhosa por grande parte dos prisioneiros terem cedido ao seu plano. Assim que ouviu o barulho familiar das celas destrancadas, correu até um dos guardas próximos e retirou uma faca de dentro de sua calça. Atingiu seu corpo repetida vezes e o homem a agarrou pelos cabelos, desferindo socos por seu rosto e a derrubando no chão. Ele se preparou para sacar sua arma e Nyra sentiu que sua vida acabaria ali.

Pensamentos rápidos passaram por sua cabeça, o rosto perfeitamente desenhado de sua mãe, seu sorriso que iluminava o ambiente à sua volta, seus olhos apertados... Não conseguia respirar, olhou para o rosto do homem e temeu por sua vida. Ela não podia morrer ali.

No momento seguinte, o guarda foi atingido por uma faca em suas costas. Nyra gritou com o susto que levou, correndo seus olhos do rosto do homem para a perfuração em sua barriga. Em seguida, viu o homem desabar de joelhos à sua frente. Sua vida se esvaindo rapidamente. Atrás dele, um dos prisioneiros que havia aderido ao seu plano, acenou com a cabeça em sua direção e saiu para o refeitório.

Nyra agradeceu silenciosamente, levantou e se forçou a se recuperar do impacto dos minutos anteriores. Empurrou o corpo do homem para o lado e vasculhou os bolsos do uniforme em busca do cartão. Seus olhos se iluminaram quando seus dedos finalmente encontraram o pedaço de metal gelado.

Levantou-se e correu em direção aos elevadores assim que agarrou a arma das mãos do morto, apertou ansiosamente os botões e torcia para que nenhum guarda a encontrasse. Olhou em direção às câmeras nos corredores e apontou a arma para uma delas, destruindo-a.

Ao atingir o subsolo, correu a plenos pulmões em direção ao local que encontraria a máquina. Seu rosto ardia pelos socos desferidos pelo guarda, mas ignorou a dor e continuou sua corrida. Atingiu a porta demarcada e aproximou o cartão do sensor. Falha. Tentou novamente. Falha. O desespero a encontrou pela primeira vez naquele dia. Arquitetou o seu plano por longos 10 anos, como era possível que tivesse esquecido algo? Olhou a porta com a atenção e notou. Como ela pôde não ter pensado nisso antes? Leitura de retina. Olhou ao redor e o desespero se transformou em uma crise de ansiedade, seu estômago ardia e precisou se esforçar para controlar a ânsia crescente.

Um guarda entrou correndo no mesmo corredor que ela, apontou a arma em sua direção e atirou.

Nyra conseguiu desviar a tempo e atirou na direção do guarda e se jogou ao chão. Um grito de dor ressoou pelo local. Ela levantou a cabeça e viu. Seu tiro atingiu a bochecha do homem e ele se debatia de dor.

Ela se pôs de pé e correu até ele.

— Levanta! — Gritou e apontou a arma para a cabeça do homem. — Levanta ou eu não terei dó de destruir o que resta da sua cabeça, eu só preciso de um dos seus olhos.

O homem ofegou, se esforçando para se pôr de pé. Nyra chutou a arma dele para longe, ainda apontando a arma em sua direção.

O homem se aproximou da porta e o sensor óptico fez a leitura de sua retina. A porta se destrancou e Nyra a empurrou.

Agarrou uma das algemas que o homem carregava e o prendeu a uma cadeira próxima.

Se apressou até a máquina e, ao começar a digitar a data para quando pretendia retornar, barulhos estridentes vieram da porta. Correu para entrar na máquina, mas avistou um computador e enormes servidores que não havia percebido antes. Hesitou.

Correu até ele e digitou sua credencial de cidadão. Estava ali, ela sempre soube.

— Nyra Blant. — Ela sorriu.

— Você nunca sairá daqui viva. — O homem riu e encarou Nyra com visível ódio no olhar.

Nyra imprimiu os papéis e correu para a máquina assim que conseguiram derrubar a porta.

Ouviu barulhos de tiros atingirem a lataria assim que se trancou, a máquina se acendeu internamente com uma luz azul neon. Olhou para a data escolhida e seu corpo gelou.

13/10/2160

— Não, não, não... — Nyra, gritou, tentando alterar as datas.

Em meio ao desespero, Nyra digitou o ano errado. Voltaria 15 anos antes de seu nascimento. Teria que esperar 15 anos para impedir o seu eu do passado de assassinar aquela mulher.

Em questão de segundos, Nyra foi cuspida para fora da máquina em uma grande área de vegetação próxima a entrada de Mensa. Os locais mais afastados da cidade deixavam à mostra a precariedade em que o país se encontrava.

Ela se levantou e repassou seu plano, precisava realizar alterações. Lembrava de ouvir sobre um hacker que fazia cadastros ilegais de fugitivos e imigrantes no banco de dados do governo. Precisava encontrá-lo, antes que os guardas a encontrassem primeiro.

Ela acorda de um sono profundo, não sabe por quanto tempo dormiu. Olha para o relógio: 17:48. Tudo acontecerá em breve e essa é a sua única oportunidade.

Repassa o que pretende dizer e o nervosismo aumenta. Cruza o beco entre a Rua Silver Spoon e apressa seus passos.

Ela avista Nyra a sua frente e ela aponta uma arma em sua direção. Confusa, uma sensação de déjá vu a atinge. Tenta falar, mas nada sai. Leva uma das mãos ao bolso interno da jaqueta em desespero.

Uma dor excruciante atinge o seu peito. Ela atirou em mim? Está difícil respirar, sua visão se torna turva à medida que os segundos passam. Tem a sensação daquele momento durar bem mais do que alguns segundos. Cai de joelhos e uma das mãos, vacilante, apoia o peso do seu corpo; a outra, alcança o rombo em seu peito. Sangue. Sua cabeça gira, está confusa e não consegue processar o que acontece. Ouve vozes ao longe, mas não consegue entender o que era dito. Chacoalha a cabeça na tentativa de clarear seus pensamentos, porém sua respiração falha e a impede de se agarrar à vida que é arrancada de seu peito. O medo a encontra e ela sabe que morrerá rapidamente se não se acalmar.

Duas mãos pequenas e vacilantes a empurram para trás, fazendo com que ela caia de costas no chão. Seu corpo inteiro é inundado pela dor e seus gritos rasgam a noite, fazendo com que a garota hesite sobre o que faz.

— Me desculpe, me desculpe... — A mulher consegue ouvir.

Sente as mãos vasculharem seus bolsos e, finalmente, Nyra encontra os papéis.

— O que é isso? — Nyra grita.

Levanta sua mão com esforço e toca a da garota. Balbucia inutilmente.

— Nyra... – Sussurra com esforço.

Ela sente seu corpo se prender ao chão à medida que o ar se desprende de seus pulmões, não sente mais dor. Finalmente encontrará sua mãe, finalmente está livre. Ela encara a imensidão do céu enegrecido, as constelações parecem abraçá-la e ela se sente confortada. Não está mais sozinha.

16 Septembre 2022 17:51:29 2 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
4
La fin

A propos de l’auteur

Lua Baldonado Sou a Lua e sou estudante de Letras pela UNIFESP. Me considero uma leitora assídua, mas que não anda lendo tantos livros assim ultimamente. Eu sempre gostei de escrever, mas somente no meio de 2020 eu criei coragem para publicar as minhas histórias e permitir que outras pessoas pudessem ler um pouco da minha arte.

Commentez quelque chose

Publier!
Aarvyk Aarvyk
Olá, Lua! Faço parte da Embaixada brasileira do Inkspired e estou aqui para lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Além disso, preciso te dizer que esse plot twist do final me pegou muito de surpresa. Que maravilhoso quando plot twists cumprem realmente seu papel de nos chocar! Sua história é muito, mas muito bem escrita. Só consigo imaginar o tempo que você levou revisando e reescrevendo os trechos e partes, o presente e o passado, as memórias… Tudo! Dá para ver como cada elemento foi mostrado e trabalho para ir culminando nesse final trágico e surpreendente. Notei que uma forma de separar a Nyra do presente com os flashbacks que sempre a cercam foi o uso dos verbos no presente e no passado. Porém, saiba que isso também traz uma complexidade maior para sua história e que exige uma maior atenção do leitor ao acompanhar a narrativa. No entanto, a sensação do plot twist final é extremamente recompensadora e faz valer super a pena a atenção extra que se dá aos detalhes da mudança de tempo. Fora isso, tenho apenas elogios para sua ambientação futurista, para as descrições das cenas e dos cenários e também para a forma como você deu vida às personagens. Eu pude sentir o sangue, o tiro, o desespero… Tudo! Sua escrita flui muito bem, e é compreensível a dificuldade de unir o passado/presente ao longo da narrativa. Porém, mesmo sendo algo bem difícil de fazer, senti que na maior parte do capítulo você introduziu bem as memórias da Nyra. Eu mesma às vezes me senti como se estivesse dentro dos pensamentos dela, voltando no passado com ela. Foi muito bacana mesmo ter tido essa experiência literária! Além de todas essas coisas, fica aqui o meu mais sincero elogio para sua história! Confesso que distopia e futurismo são meus gêneros preferidos, foi um grande prazer ler e me impressionar com esse conto tão bem escrito. Eu espero realmente que continue no mundo da escrita, Lua!
September 29, 2022, 22:17

  • Lua Baldonado Lua Baldonado
    aaa que comentário mais incrível, eu demorei para ver, mas realmente estou lisonjeada. eu agradeço de coração pela forma como você descreveu que se sentiu em relação ao meu conto, ele é muito especial para mim e realmente foi MUITO trabalhoso para conseguir não deixar nenhuma ponta solta. ele foi escrito para um concurso de escrita da minha cidade, mas como não ganhei, decidi postá-lo aqui e mantive a versão original. muito obrigada por tudo de inspirador que me disse, tentarei ao máximo continuar escrevendo e que eu tenha muitas pessoas como você em minha trajetória que me ajude a enxergar que devo continuar fazendo o que eu amo. muitas vezes é bastante difícil vencer o desânimo e se desgastar ao ponto de não sentir mais prazer em escrever, mas o seu comentário me faz lembrar que arte é e sempre será importante em nossas vidas, que é o que pode nos ajudar, muitas vezes, a sairmos do limbo que são nossas emoções. muito obrigada, de coração <3 October 07, 2022, 18:35
~