stefs Queen The Vampire

"--Por que raios aceitou o acordo de Zeus se não tem coragem de olhar em minha cara querido? -- Ironizei colocando o livro de volta na pilha e me levantando para ir até ele. -- Não lhe odeio, só estou atento a você, ainda me intriga o fato de ter me interessado por uma deusa que ninguém mais conhece e que simplesmente surgiu no Panteão. -- Errado não estava, o Tempo não foi nada sútil. -- E ainda assim se interessou por mim, se sentiu minimamente, ao melhor, estupidamente atraído. -- Rodeei seu corpo como um minotauro atrás de sua presa e sorri em observar minha certeza. -- Não fique tão convicta disso, tal sentimento não te faz imune aos seus pecados e ao meu poder. " ___________________________________ 𝗨𝗔 |𝗛𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲 𝘃𝗼𝗰ê |𝗙𝗲𝗺!𝗿𝗲𝗮𝗱𝗲𝗿


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 21 ans.

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The will of a Goddess

Se passa antes do torneio e por respeito a Perséfone, ela não estará presente.

Conterá spoiler do mangá nos capítulo finais e serão devidamente avisados;

Da para ler sem conhecer o anime/mangá, porém é necessário já ter ouvido falar da mitologia grega;

❥A história utiliza o recurso onde a leitora/or dará o nome a personagem durante a leitura, tendo suas características principais e personalidade definida pela escritora;

Lembrando que Sn = Seu nome.



A vontade de uma deusa


Eu não aguento mais tanta falação, já se passaram 4500 anos desde o último torneio ao qual os deuses venceram e o mundo se reiniciou, isso sem contar todo o período mitológico.

— Sn está prestando atenção? — Balancei minha cabeça consertando a postura a reunião das divindades acontece toda vez que um aglomerado de deuses resolve se unir para acabar com o mundo. Nós aqui nesta mesa em meio a galáxia somos responsáveis por toda a vida que um dia já existiu seja ela um deus pagão, deus dos deuses, nórdico, egípcio, grego, romano, etc. Nada passa sem a nossa permissão. — Sn o que acha da nossa proposta?

Pisquei diversas vezes, não escutei nada apenas me concentrando nas cores tão belas que esse universo possui, como a divindade que sou não preciso respirar, dormir ou sequer comer. Todas essas coisas são fúteis para nós e por esse motivo nossa existência é meramente mórbida e amplamente monótona, revirei meus olhos antes de me por de pé e caminhar brincando com os corpos celestes.

— O que foi dito? — Perguntei sem rodeios.

— Deuses gregos, romanos, hinduístas entre outros estão se reunindo para acabar com a raça humana. O motivo foi que descobriram que está raça está a destruir toda a terra por ganância e poder.

Desviei meu olhar entediado.

— Olha da penúltima vez que destruíram a vida foi por que os bichinhos que lá existiam estavam acabando com as safras de uvas de vinho, da próxima vez será por que não há ouro o suficiente... — Ironizei.

— Sn você sabe que não foi este o motivo, não faça birra. — Meu pai, aquele que verdadeiramente criou o universo estava a revirar os olhos.

— E o que querem de mim? Já não basta a condenação de viver essa monotonia medíocre. — Cruzei meus braços, se estivéssemos em termos humanos eu seria uma jovem adulta entre vinte/ vinte e cinco anos presas em uma casa sobre a custódia de um pai muito protetor.

— Como está de mal humor serei rápido: quero que interfira nesse torneio. — Tentei não esboçar emoção, afinal de contas tal ideia era perfeita.

— E como pretende me mandar para o mundo dos deuses menores? — Questionei imaginando que Zeus ou até mesmo Odin morreriam se soubessem que por nós são considerados como um nada.

— Serei generoso já que está entediada por tantos milênios. Escolha como quer interferir e simplesmente viva entre eles. — Nos já sabíamos o resultado do próximo torneio afinal o tempo está na reunião demonstrando cada luta que ocorreria e em uma delas algo me chamou atenção, na verdade alguém.Sentimentos são na sua maior forma uma simples perda de tempo, por isso não os cultivamos, mas não somos impedidos de os ter e olhando para aquele deus em trajes claros e cabelos levemente bagunçados me fez querer no mínimo participar de sua natureza, então sem delongas respondi convicta:

— Irei para o Panteão grego e quero decidir que vai e quem fica. — Pisquei.

— Excelente escolha. — Tempo Saldou.

— Faça como quiser, assistiremos a todo o torneio e interferência do mesmo, mas não assistiremos você. — O verdadeiro deus da criação me Informou.

— Realmente não recomendo, pode ser traumatizante, não imaginei que Sn fosse ser tão volúvel. — Tempo parecia ter dado uma espiada no que eu faria.

— Seres etéreos e incorruptíveis são chatos, se vou fazer isso podem ter certeza de que será do meu jeito. — Me preparei para sair sendo agraciada por cada um que ali estava presente, para os gregos serei Pandora, para os egípcios Ísis e para os nórdicos Eostre, sou a verdadeira ressurreição e essas centelhas são no mínimo minhas filhas e descendentes e foi aqui minha história começou.

25 meses depois:

Havia se passado tanto tempo que chegava a ser desinteressante tal situação, eu sabia aonde queria chegar e óbvio que não precisei me esforçar, mas entendi que fui mandada para o Panteão grego com muita antecedência, especificamente dois a anos e meio antes da derrota e agora há exatos vinte e cinco meses depois me encontro nessa espécie de cerimônia de casamento com o deus que mais parece querer me matar e por dentro isso me faz rir, Hades é seu nome, o primeiro na linha temporal se dispondo do segundo lugar, sendo o irmão do meio e imperador do submundo e por falar em irmãos, todos estão presentes. O mais velho deles por decisão Zeus, não parou de felicitar meu futuro marido alegando que sua escolha foi perfeita enquanto o mais novo se limitava a me olhar com ódio deixando Implícito que não aprova a escolha do belo prateado.

Segundo Poseidon, em terra de Afrodite nascer uma mulher que fosse mais bela que a própria deusa só poderia representar uma maldição, um verdadeiro cuzão. Se esse idiota soubesse que sou aquela que irá lhe assegurar a vida não falaria tanta besteira, mas admito que estou gostando dessa vivência.Minha cerimônia foi rápida, não havia muito o que dizer e após nos banqueteamos com um vinho puro e comida fresca, Zeus queria que ficássemos, porém desconversei alegando que estava cansada, quando na verdade só estou curiosa sobre os domínios de Hades.

O regresso do imperador e minha primeira estadia foi extremamente calma e silenciosa, fui apresentada ao barqueiro que se curvou em um sinal respeitoso a sua nova soberana e graças ao meu pedido me contou um pouco de seu trabalho, após atravessarmos Aqueronte e os demais rios chegamos a uma paisagem tão silenciosa quanto seria a nossa viagem se eu não tivesse pedido para Caronte falar, caminhamos pelo que parecia uma caminho de pedras claramente esculpido até chegarmos a enorme porta adornada com detalhes e eu não tinha notado os orbes enormes em nós, seis no total.

— Esse é Cérbero meu cão. — Observei o enorme cão negro se erguer em sua majestosidade, seus olhos tão vermelhos como sangue e suas três cabeças que agora me encaravam. Secretamente desejei fazer carinho nele.

— Cérbero essa é a sua nova senhora, Sn ele faz parte da família, mas não tente passá-lo para trás, o temperamento de Cérbero pode ser... Difícil se for atraiçoado.

Tive que sorrir. Quem faria mal a um cachorro? E ele é tão bonitinho.

— Não se preocupe, adorarei passar tempo com ele.

— O submundo é um lugar de punição, não há tempo para passear por aqui. — Hades é tão sério e calado em certos aspectos que estou começando a querer desvendá-lo cada vez que abre essa boca, por enquanto resolvi concordar enquanto passávamos por Cérbero e adentrávamos o castelo paramos no que deveria ser o saguão, já que haviam poucos móveis como poltronas luxuosas e uma mesa de centro além de um quadro no lado esquerdo como moldura preta e a foto de Cérbero ao fundo, na frente um poltrona e nela estava sentada o imperador do submundo com seu cetro em mãos e só posso reafirmar que fiz uma excelente escolha, pois a e sua personalidade é no mínimo interessante. — Terá tempo para conhecer o castelo depois. — Mencionou.

— E o que faremos por agora? — questionei o observando arrumar as próprias vestes

—Tenho alguns compromissos de imediato e as Erínias serão suas acompanhantes quando eu estiver ocupado compreendeu?

Tive que revirar meus olhos, Hades por acaso acha que sou burra?

— Personificações de vingança não me parecem uma boa escolha. — Ironizei o deixando desconfiado, afinal nunca viemos aqui, na verdade não faço a menor ideia do por que ele se casou comigo, já que a única interferência que provoquei foi apagar o que deveria ser seu futuro romântico.

— Elas possuem nome: Tisífone, Megera e Alecto, agora devo ir, tenho papéis a assinar e reuniões a comparecer, talvez nos vejamos no jantar.

Arqueei minha sobrancelha. Não quero outro tédio de mil anos e ele não parecia se importar com minhas preocupações simplesmente saiu meu deixando só naquele imenso castelo ao qual fiz questão de explorar sentindo os vultos se moverem como uma sombra pelas paredes a me observar conforme eu avançava.

— Saiam, não tenho tempo para isto. — Ordenei e não precisei observar para sentir os vultos se formarem atrás de mim exalando um perfume entorpecente e desastroso.

— Perdoem-nos, estamos cumprindo ordens. — Uma delas me informou.

— Até onde sei são minhas "damas" de companhia, então servem a mim. — Mencionei tranquilamente enquanto caminhava pelos corredores sem saber em que lugar me levaria.

— Sou Tisífone minha rainha, deseja algo? — Parei para as observar detalhadamente, ambas possuíam aparência semelhante: túnicas brancas, cabelos castanhos em diferentes tamanhos, esbocei um sorriso comum.

— Me levem até o quarto de meu marido. — Hades não me trouxe uma única vez ao submundo enquanto estávamos noivos um verdadeiro descaso, mais uma delas se aproximou.

— Sou Megera, permita-me mostrar o caminho. — Assenti e assim continuamos a andar sempre reto pelo lugar mal iluminado com candelabros de parede banhado em ouro e ferro, mais uma coisa que mudarei em breve, gosto de ambientes claros e ao adentrar o quarto percebi a opulência do lugar completamente em tons escuros parecia uma moldura do futuro período neogótico só que em tons de azul e preto muito bem ornados, cama luxuosa no centro com um recamier ao qual me sentei.

— Sou Alecto deseja que preparemos o seu banho senhora? — Neguei.

— Ao invés disso onde estão minhas roupas? — Elas se entreolharam antes de abaixar a cabeça.

— No quarto á frente, o senhor Hades mandou que fossem organizados por cor. — Balancei a cabeça convicta de que ele estava brincando comigo.

— Pois tragam para cá. — Me levantei e fui até o armário enorme dele vendo o quão espaçoso é. As erínias demoraram cerca de meia hora para trazer todas as minhas roupas e as organizar, depois as dispensei e eu mesma preparei meu banho, ao qual tomei até que a água esfriasse e depois de seca coloquei o mesmo vestido, arrumei meus cabelos igualmente estavam e decidi ir até a cozinha, não. Eu não faço a menor ideia de onde fica e não ligo de procurar, afinal este também é meu castelo, quando encontrei coloquei um prato com diversas frutas e ordenei que preparassem o jantar, segui explorando o local até que encontrei uma fonte muito escura e completamente diferente do rio Aqueronte por onde Caronte costuma passar, coloquei o prato sobre a grama escura e me sentei tirei minhas sandálias e ergui meu vestido, porém antes que a ponta do meu dedo encostasse nas águas senti meu corpo se puxado com força pela cintura e minhas costas ir de encontro a algo firme.

— Por acaso enlouqueceu? — Olhei para cima dando de cara com meu marido, seu braço estava preso em minha cintura e o olhar imponente me lembrou perfeitamente do por que o escolhi.

— Qual é o problema de se relaxar em um rio? — Questionei.

— Mulher imberbe, poderia estar sem suas memórias agora. Nunca se deve nadar nos rios que desaguam em meu reino! — Me repreendeu e resolvi aproveitar a chance:

— Olha isso é culpa sua. Se tivéssemos vagado por seu reino antes não seria tão perigoso pra mim, mas quis me deixar no escuro. — Me fiz de ofendida e ele respirou pesado.

—Escute Sn não se faça de rogada, sabes que não deveria estar sozinha. — Afirmou querendo desviar do assunto, como se fosse conseguir.

— O que eu sei é que estou em lua de mel e dispensei pessoalmente todas as erínias, estou profundamente entediada, então ou você me leva para passear ou irei continuar correndo... Riscos... —Arqueei minha sobrancelha direita sorrindo docemente e ele crispou o semblante.

— Isso foi uma ameaça?

— Entenda como quiser, se precisar de mim estarei nos aposentos. — Apesar daqueles braços fortes me segurarem com vontade me soltei e peguei meu prato de frutas, segui para o quarto onde deixei o prato sobre a cômoda e me deitei na cama avistei uma pilha de livros e peguei o primeiro que vi.

"Aleivosia, um conto de traição."

O livro me parecia terrivelmente cruel pelo título e subtítulo quando na verdade não passava de uma história de amor proibido sobre julgamentos. Hades parecia ter muitos livros inacabados em sua mesinha de canto, eu li apenas as primeiras sessenta página antes de ouvir o barulho da porta abrir e por ela notei o prateado retirar a parte superior de seu traje ficando somente com a camisa escura e quando ele me viu os olhos travaram primeiro no livro em minhas mãos depois no fato de eu estar em sua cama. Ah sim, eu invadi sua privacidade de propósito.

— O que faz aqui?

Fechei o livro e fiz questão de me posicionar de forma que minhas coxas ficassem levemente aparentes pela fenda do vestido.

— Por que raios aceitou o acordo de Zeus se não tem coragem de olhar em minha cara querido? — Ironizei agora colocando o livro de volta na pilha e me levantando para ir até ele.

— Não lhe odeio, só estou atento a você. Ainda me intriga o fato de ter me interessado por uma deusa que ninguém mais conhece e que surgiu no Panteão. — Errado não estava, o Tempo não foi nada sutil.

— E ainda assim se interessou por mim, se sentiu minimamente ao melhor, estupidamente atraído. — Rodeei seu corpo como um Minotauro atrás de sua presa e sorri em observar minha certeza.

— Não fique tão convicta disso, tal sentimento não te faz imune aos seus pecados e ao meu poder.

Se aquilo era pra ser uma ameaça estava falhando mortalmente, principalmente quando sua mão puxou os meus fios pela nuca, cheguei a revirar os olhos.

— Que mulher infame está que arrumei não é? — Prendeu meus fios com mais força ainda, eu deveria retraí-lo, mas queria ver até onde sua imponência iria ao me olhar de cima e compreender que não me causava aquilo que queria. Fui obrigada a gemer ao sentir a destra dele apalpar meu seio com rudeza.

— Ainda não me conheces o suficiente para dar-me tal título, mas... — Levei meus dedos até seu peitoral abrindo sua camisa e enfiando minhas mãos sentindo sua pele macia e levemente quente e as apertando na região da costela a respiração dele pesou, parece que não sou a única que estou me segurando por aqui.

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*Erínias (em grego: Ἐρινύες), na mitologia grega, eram personificações da vingança. Enquanto Nêmesis (deusa da vingança) punia os deuses, as erínias puniam os mortais. Eram Tisífone (Castigo), Megera (Rancor) e Alecto (Inominável).

Descrição acima via Wikipédia, mas é possível encontrar com mais precisão no livro de ouro da mitologia.

Sn quase enfiou o pé no Lete, o rio do esquecimento.

6 Septembre 2022 14:49:18 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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