Histoire courte
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A Shooting Star

Alessa tinha uma vida cansativa. Ela conseguira o que muitos achavam difícil, que era viver da música, uma guitarrista com bastante habilidade até. Os shows em que ela participava sempre lotavam, porque ela tinha uma atitude muito forte com o rock ‘n’ roll, seja xingando quem não respeitasse ou mostrando ser muito mais que os olhos podem ver, ou seja por sua beleza e formas exuberantes.

A vida dela se torna cansativa porque, a partir do momento em que ela conseguira viver da música, sua vida se tornou algo que ela não queria: cheia de compromissos que ela deveria cumprir e usar uma máscara de boazinha, coisa que ela decididamente não era.

Em determinado dia, quando o último show em que ela tocou terminou, ela decidiu viajar e se dar uma ‘folga’. Os companheiros de banda não entenderam o porquê, mas viram que ela realmente não estava bem, não xingava mais os fãs e não praticava mais algumas de suas ações que traziam público, seu rosto denotava cansaço e que ela não queria estar mais ali.

Evitando perder sua guitarrista, eles contataram o membro anterior da banda e pediu que ela não demorasse mais do que 15 dias, pois eles tinham compromissos que tinham que honrar.

Mal sabiam eles o que aconteceria com ela.

A primeira coisa foi pedir à família que deixassem que ela ficasse em um chalé na região de Campos do Jordão, para isolar-se de qualquer ligação que tivesse com o cenário do rock, e assim foi feito. Viajando de ônibus, ela dormiu. Seu corpo pediu por descanso.

Quando ela finalmente acordou, estava chegando a Campos do Jordão, faltava apenas 30 minutos para que o ônibus parasse na rodoviária do local. Ela se arrumou, limpou a saliva que havia se acumulado no canto esquerdo da boca e aprumou sua postura.

Quando enfim chegou, o clima bastante frio daquele inverno fez com que ela ajeitasse o casaco junto ao corpo para manter melhor o calor, e com as lembranças fazendo papel de mapa, ela chegou ao chalé da família, que ficava no alto de um morro, relativamente longe dos demais chalés que havia na redondeza.

Ela fechou a porta deixou a mala aos pés do sofá, jogou o celular e a chave na mesa de centro e deitou-se no sofá, olhando um pouco para o local. Os caseiros faziam bem seu trabalho, a casa estava bastante limpa e habitável, e tinha o cheiro de lembranças de infância.

Mais uma vez, seu corpo cobrou a maratona de shows que faziam com que ela dormisse mal durante as noites e ela dormiu. Neste momento, sua alma foi transportada para um mundo diferente do que ela estava ali.

Ela acordou em uma colina, deitada na grama de um planalto, próximo a uma árvore. Ela trajava um vestido que dava contorno às suas formas, e ela se sentia apertada. Não era pra menos, aquele vestido era composto de um espartilho, que diferente dos corset que ela utilizava para os shows, ocupava quase toda a região do tórax, pressionando seus seios contra suas costelas.

O mais interessante era que o vestido era lilás. Ela só usara roupas desta cor quando era pequena, as recentes eram todas pretas, vez ou outras tinha alguma coisa roxa, mas era para compor a personagem que ela vestia no palco.

Olhando para os lados, ela não viu ninguém, e quando se levantou sentiu uma estabilidade que não sentia há muito tempo: estava com um sapatinho rasteiro, que colocava toda a sola de seus pés em linha reta com o chão.

Seus cabelos rubros esvoaçaram com o vento, e ao puxar uma mecha, ela viu que eles estavam cacheados, como eram normalmente, diferente do liso escorrido que ela usava para os shows, pintado de preto.

“Onde estou”, pensou ela consigo mesma, sem obter a resposta por si só. Andou para o norte onde era possível ver um castelo relativamente grande. Ao andar livremente, sentindo a brisa do entardecer em seu rosto, sentiu-se calma, coisa que ela não se sentia havia muito, muito tempo.

Andou pelo que pareceram algumas horas até que ela chegasse à construção, e ela chegou ao portal de entrada. Não havia ninguém ali também.

Ao passo que passou as ameias do castelo, um guarda veio lhe questionar.

- Quem tu procuras, jovem donzela? Por que razão estás sozinha?

- Eu procuro a minha paz, o meu sossego! E vim parar aqui enquanto dormia. Você sabe de alguém que pode me ajudar?

- Hum... Acho que devas procurar nosso mago. Ele falou de uma possível visita para ele, talvez sejas tu. Venha comigo, acompanhar-te-ei até ele.

E ela acompanhou o guarda, mantendo certa distância para que ela tivesse chance de se defender caso ele tentasse alguma coisa.

O castelo a chamou a atenção imensamente, quase fazendo com que ela esquecesse a atenção ao homem: era cheio de arabescos, candelabros e arandelas, trabalhado com uma riqueza de detalhes que parecia até mesmo uma igreja barroca.

Quando ela ia abrir uma porta... Ela acordou.

Era apenas um sonho.

Mas seria possível continuar esta história ao acordar no dia seguinte? Ela se sentira tão em paz naquele lugar...

O caseiro comentou com ela na manhã seguinte que uma estrela cruzou o céu enquanto ela dormia, e segundo algumas lendas locais, quando isso acontece, ela poderia ser transportada para outro mundo, onde tudo o que ela pensa poderia se realizar... E aquele mundo medieval foi algo do que a mente dela havia criado.

Obviamente ela acordou com o corpo bastante dolorido, mas isso não tirava a paz que ela tivera de dormir uma noite inteira.

Aquele lugar ia fazer bastante bem para ela.

O que restava saber era se ela voltaria àquele mundo, se ela encontraria o mago, se ela viveria aventuras naquele lugar.




Para melhor imersão neste conto, ouçam o álbum da banda “Kamelot” chamado “Haven”, de 2015 enquanto leem.

30 Juin 2022 01:51:19 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

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