rakblack Rak Black

Severus Snape tinha um plano. Ser um beta, se declarar para Lily, casar com ela e viverem felizes para sempre. Ele só não contava que Potter roubaria sua garota. Ou que o destino o fizesse um ômega Lupus, capaz apenas de ser plenamente feliz com um alfa Lupus. Ou que Sirius Black decidisse tentar ajudar e bagunçasse as coisas ainda mais.


Fanfiction Livres Interdit aux moins de 18 ans.

#abo #Snirius #Sevirius #snack #remus-lupin #lily-evans #james-potter #severus-snape #marotos #sirius-black #harry-potter
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Sobre Paixão e conversas bobas

Notas Iniciais: Oi, pessoas ^^

Depois de muito tempo sem escrever nada pro fandom de Harry Potter, cá estou eu, trazendo um trabalho que se jogou no meu colo e decidiu que ia ser escrito por bem ou por mal kkkkkkkkkkkkkkk É a primeira vez em muito tempo que escrevo sem um planejamento certinho, então perdoem se algo ficar um pouco diferente do que eu normalmente escrevo. Mas saibam que tô escrevendo com carinho.

Aviso importante:

Eu coloquei +18 por desencargo de consciência. Não tenho ideia do que vai acontecer entre esses dois até o final, mas do jeito que são, não duvido que o lemon seja certo kkkkkkkkkkkk

Boa leitura ^^

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Fevereiro de 1977.

O inverno começava a ir embora naquele fim de mês, dando espaço para que os tímidos raios de sol descongelassem o gramado que circundava a grande Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

E era ali, naquele mesmo gramado, bem próximos ao lago negro, que Lily Evans e Severus Snape conversavam com certa ansiedade na voz, enquanto tentavam se distrair em seus poucos momentos de folga.

Ambos estavam para completar seu sexto ano escolar, mas o teor de sua conversa nada tinha a ver com as provas finais ou o aguardado último ano. Nem mesmo era um assunto que se restringia ao mundo mágico.

Eles falavam sobre sua classificação ABO.

Datada de alguns séculos anteriores, a mescla do DNA humano com o de lobos acabou desenvolvendo uma mutação que favorecia a natalidade, muito em baixa principalmente no mundo mágico. Porém, o que era para ser apenas algo que poderia facilitar a concepção (uma vez que qualquer ômega, homem ou mulher, podia gerar crianças), acabou crescendo e dividindo as classes de forma mais fechada.

Alfas eram, em geral, mais altos, fortes e com tendência a demarcar território. Sua força física e voz de comando os mantinham no “topo da cadeia alimentar”, mas eles precisavam seguir um regimento pesado, já que os ômegas eram aqueles com quem a sociedade mais se importava.

Menores, mais delicados, com corpos mais esguios ou, por vezes, curvilíneos, os ômegas eram a representação do oposto dos alfas. Enquanto eles tinham o poder na selvageria, os ômegas tinham o poder na voz, no olhar e, principalmente, no cheiro.

Por último, mas não menos importante, estavam os betas. Seres que nasciam sem a influência dos genes de lobo, e que tinham como objetivo ser o ponto de equilíbrio naquele mundo que parecia uma grande alcateia.

Para os bruxos as coisas eram um pouco mais complicadas. Ser um alfa ou um ômega significava poder, enquanto que ser testado como beta era, para algumas famílias extremamente elitistas, um motivo de vergonha.

Motivo este que obrigou o Ministério da Magia e até mesmo o Trouxa a implantar uma mudança no teste de classificação. Com a taxa alta de abortos pelo pai ou mãe não concordar em ter um filho de uma classe diferente da que imaginou, aquele que no começo era feito ainda no ventre passou a ser realizado apenas mais tarde, quando o adolescente já estava próximo de ter seu primeiro cio ou heat, assim como já tinham idade o suficiente para se assegurar de fazer algo para se proteger de seus progenitores em caso de violência.

No caso dos bruxos, o exame devia ser feito ao final do sexto ano de colégio, já que a maioria dos alunos cursava seu último ano já sendo maior de idade e pronto para sair da escola e seguir sua vida.

- Eu tenho certeza que vou ser uma Beta. – Lily disse encolhendo os ombros. Era algo constante em seu discurso desde que o calendário de classificação fora fixado nos salões comunais. – Quer dizer, minha família toda é de Betas, e eu já sou bruxa e eles não. Não acho que aguentaria a Petúnia me enchendo por ser ainda mais diferente.

Severus riu de leve, pressionando os lábios para não dizer nada que Lily acharia desrespeitoso com sua irmã mais velha. Ele achava Petúnia ridícula e sentia que até mesmo se Lily fosse trouxa, ela acharia uma forma de ser extremamente desagradável e demonstrar ciúmes pela irmã ser tão mais bonita e especial do que ela.

Seu riso também se dava pelo fato de não achar que Lily seria uma Beta. Apesar de saber que era impossível de adivinhar algo como aquilo apenas por intuição (eles não eram enfeitiçados para não exalarem cheiro até o exame por nada), Severus podia apostar que Lily seria uma ômega. Ela era linda, graciosa, tinha uma bondade que não cabia em si, e, principalmente, não tinha nada comparável com outros Betas que ele tivesse conhecido. Mas vê-la teorizar e tagarelar era algo que apreciava fazer.

A verdade era que ele estava apaixonado por Lily. Ela era sua melhor amiga desde sempre, e não tinha sido difícil se encantar pelo jeito doce, cabelos acobreados e, claro, os intensos olhos verdes.

- E você, Severus? Acha que vai ser um Alfa? – a pergunta, genuinamente curiosa, fez com que ele não segurasse uma de suas raras gargalhadas.

- Ai, Lily... Só você pra achar que eu poderia ser algo diferente de um Beta. – ela deu um leve tapa em seu braço, o recriminando por sempre se colocar para baixo.

E ela sabia que quando ele dizia que seria um Beta era como se menosprezasse a si mesmo.

Apesar de ser um assunto pesado e que discutiam poucas vezes, Lily sabia que Severus odiava o pai, Tobias, que vivia para machucar tanto a ele quanto a esposa. Também era de conhecimento geral que o homem havia enganado Eileen para se casarem, tentado a tirar vantagem da fortuna da família da bruxa, mas acabando com nada, já que a ômega havia sido deserdada ao se casar com um trouxa. O pai de Severus era um Beta e, Lily sabia, a última coisa que ele queria era ser como ele, mas acabava sempre naquele tipo de comentário auto depreciativo nem tão velado.

Decidiu, então, mudar o rumo da conversa.

- Acha que alguém da nossa turma é um Alfa Lupus? – com “nossa turma”, ele entendeu que ela quis dizer com quem faria o exame naquele ano, já que eram de casas diferentes.

Severus ponderou. Lupus era uma classificação de muito prestígio, e normalmente acontecia apenas com Alfas. Eles eram maiores, mais forte, e, entre os bruxos, tinham um acúmulo e controle de magia acima de qualquer outro. Eram muito raros, e a maioria vinha de famílias de sangue puro, mesmo que algumas exceções existissem.

- Black, talvez. – ele fez uma careta ao dizer o sobrenome de um de seus maiores desafetos. – Mas nunca se sabe... E, se ele for, o amiguinho de vocês fica solteiro na hora, porque não tem como um Lupus ficar com um lobisomem.

Era engraçado como a natureza funcionava. O que os modificava para se encaixar na classificação ABO era justamente o genes lupino, mas se alguém fosse mordido por um lobisomem e se transformasse em um, seria classificado de acordo com sua alcateia e não por exame.

Além disso, quando se tratava dos indivíduos Lupus, a natureza também tinha suas próprias regras. Ao mesmo tempo em que um alfa Lupus tinha tanta força, beleza e poder, ele era obrigado a se relacionar unicamente com ômegas, ou nunca poderia ter uma vida plena e feliz, assim como nunca poderia ter filhos ou marcar pessoas de qualquer outra classe.

Podia parecer besteira, levando em conta a quantidade de ômegas que um Lupus teria para escolher, mas aquilo podia ser doloroso para um que amasse um beta ou um alfa.

Severus tinha lido relatos até de alguns que enlouqueceram.

- SHH! Fala baixo! – Lily o fuzilou com o olhar por falar aquele segredo tão descuidadamente. – Primeiro, Sirius e Remus não são um casal, por mais fofo que isso seria se fosse realidade. – Severus fingiu vomitar. – E segundo, eu sei que vocês se odeiam, mas prometeu ao Professor Dumbledore que não falaria nada sobre o Moony por aí, então pode parando. – Severus se encolheu com a bronca, mas concordou com o que ela dizia, afinal, tinha prometido ficar de boca fechada e não queria arrumar confusão para si mesmo por causa de algo relacionado aos quatro grifinórios insuportáveis. – Mas concordo com você. Sirius tem tudo pra ser um... Só tenho pena do que os pais dele vão fazer sobre isso. Certeza que vão obrigar ele a casar com algum ômega rico e de puro sangue, tipo o Malfoy.

- Lucius arrancaria os próprios olhos com uma colher em brasa antes de ser obrigado a casar com o Black.

- Severus!

Ele riu da expressão de desagrado dela por seu exagero – ou não.

E assim passaram a tarde daquele domingo, torcendo para que as semanas passassem rapidamente e que eles pudessem ter suas classificações em mãos.

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- Se a sua ruivinha for uma alfa, e você for um ômega, eu juro que vou rir da sua cara por todos os filhos que você sempre diz que vai ter com ela. – Sirius estava deitado no chão, perto da lareira e se segurando para não se transformar em cão e aproveitar aquele calor gostoso com os pelos fofos e macios, mas não estavam sozinhos ali no salão comunal.

- Pela Evans eu faço esse sacrifício, você sabe... – James respondeu à brincadeira, já que estava sempre dizendo que queria ter um time de quadribol se casasse com Lily, mas se fosse o ômega do casal, teria que ser ele a gerar e parir as crianças. – Pelo menos os meus futuros filhos serão lindos, e não têm chances de nascer com um nariz enorme.

James nem viu de onde veio, mas foi acertado em cheio por uma almofada. Ele gargalhou da expressão de poucos amigos de Sirius, ignorando totalmente que o objeto tinha atingido seu rosto com força.

- Eu nunca devia ter te contado. – Sirius resmungou.

- Contado o que? – perguntou, retoricamente, Remus, ao sentar ao lado de James no sofá. – Que está apaixonado?

- O que? – perguntou Peter, sentando do outro lado de James. – Ele está choramingando de novo porque o Snape nunca vai gostar dele?

- Vocês são os piores amigos do mundo, sabiam? – mesmo que quisesse sustentar a expressão mal humorada, o riso dos três acabou contagiando-o.

Fazia pouco mais de seis meses que Sirius tinha percebido que sua implicância com Severus Snape estava muito mais longe do desprezo, como sempre imaginou, e muito mais perto de uma atração e, por que não dizer, paixão.

No começo tentou negar como um louco, mas depois de muitos dias de pensamentos que o levavam exclusivamente ao sonserino - mesmo sob uma constante auto desaprovação -, acabou por aceitar que estava mesmo apaixonado.

O segundo passo, em sua perspectiva, tinha sido ainda mais difícil: contar aos amigos.

Não era como se eles ainda se juntassem para atormentar a vida de Snape todos os dias (ainda mais depois que Lily passara a ser uma grande amiga de Remus e os fizera prometer deixar Severus em paz), mas a inimizade construída por mais de cinco anos ainda estava ali, e Sirius tinha certeza que James não olharia mais em sua cara quando contasse o que estava sentindo.

Mas, contrariando seus pensamentos pessimistas, os marotos apenas se mostraram a família que foram para ele desde que tinha 11 anos. Claro que James tinha feito todas as piadas possíveis e impossíveis naqueles meses (ele sempre arrumava uma nova, era impressionante), mas não o desaprovara ou o deixava pra baixo.

Nem mesmo quando as chances de Sirius pensar em ser correspondido eram quase nulas, para não dizer negativas.

- Você diz como se eu e Severus fossemos ter filhos. Nunca ouvi falar de alfas e betas homens gerando crianças por aí. – ele decidiu voltar ao primeiro tópico da conversa, ignorando completamente que aquilo era apenas um jeito que ele e James tinham para imaginar um futuro perfeito com as pessoas por quem estavam apaixonados. Afinal, até onde sabia, apesar de um pouco maiores do que as suas, as chances de James com Lily também não eram muito promissoras.

- Nada que adoção e barriga solidária não ajude. Mas já aviso que eu não vou carregar nenhum... Oi, Lily, tudo bem? Quer sentar aqui? – James mudou de assunto tão rápido que Sirius ficou até confuso.

- Não. – a resposta dela não foi grosseira, mas direta o suficiente para fazer James murchar um pouco. – Severus, fica aqui que eu já te trago os livros. Não vou te deixar esperando lá fora. As noites ainda estão frias, e aqui é quentinho. – Sirius se sentou na hora, engolindo em seco ao ver o recém chegado, mas não falando nada. – Se comportem. – aquela frase era, obviamente, para os marotos. Ela não tinha ideia de que a atual apatia deles para com seu amigo não tinha a ver com James tentando impressioná-la e sim com os meninos não querendo chatear Sirius.

Silêncio.

Os cinco ali se encaravam como se um duelo pudesse acontecer de uma hora para outra. Eles tinham histórico, então não podiam negar.

Remus foi quem decidiu quebrar a tensão.

- Ansioso pra classificação, Snape? – a pergunta saiu leve e obrigou Severus a quebrar a troca de olhares ameaçadora que travava com James. – Quer dizer...

- Lupin, não é porque temos Lily como amiga em comum que precisamos fingir que somos amigos também. – ele foi curto e grosso. – Não gosto de vocês da mesma forma que me detestam. Fui claro?

O momento seria bem tenso se Peter não começasse a rir quase de forma descontrolada. Todos o olharam, sem entender, até ele conseguir segurar o riso.

- Desculpa, desculpa... Só pensei uma coisa... Quer dizer... Se seu desprezo pela gente for o mesmo que o nosso, então talvez ele nem seja tão grande assim.

Sirius pensou, por alguns segundos, quantos anos poderia pegar em Azkaban por matar Peter e sua boca grande. Mas, por sorte, Snape pareceu não entender o que o garoto disse, e também não teve muito tempo para questioná-lo, já que Lily logo voltava para o salão com alguns livros em mãos.

- Aqui... tenho dois da minha coleção pessoal, um da biblioteca, e esse aqui é do Remus, mas ele te emprestou e não aceitou não como resposta, então só aceite e continue sua pesquisa. – ela piscou para Lupin, que sorriu, animado por ajudar. Snape estava aprimorando o preparo de algumas poções e ele sabia que a Mata-cão era uma delas, então tinha certo interesse pessoal no caso.

A conversa continuou mais alguns poucos minutos, mas Sirius não estava ouvindo. Seus olhos captaram todos os sinais que encontrava em James quando falava de e com Lily, e até o mesmo comportamento que tinha desde que se viu completamente apaixonado por Severus. E perceber aquilo fez seu coração se quebrar em pedaços.

Porque era pra Lily que Severus olhava com devoção. Era para ela que ele falava de forma doce, e era para ela seus movimentos leves e envergonhados.

Severus era apaixonado por Lily, e Sirius só queria que sua vida fosse um pouco mais fácil.

Continua...


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Notas Finais:

Gostaram? Não? Me deixem saber ^^


Eita que logo de cara temos um Sirius apaixonadinho por um Severus que é apaixonadinho por uma Lily kkkkkkkkkk E a bagunça nem começou direito.

O que será que vem por aí?


Até o próximo capítulo ^^

25 Juin 2022 04:57:40 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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