ladysiph Siph Ferreira

A imaginação voa alto nesse conto, onde um elfo e uma humana se entregam aos prazeres carnais.


Histoire courte Interdit aux moins de 18 ans.

#bdsm #elfo #contoerotico
Histoire courte
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Conversas que atravessam madrugadas

As mensagens iam e voltavam com segundos de diferença, desde o começo ele demonstrou interesse em mim, vamos chama-lo de Elfo.

Elfo tinha ganho esse nome por lembrar muito um dos seres míticos e ficcionais que ficaram populares com Tolkien, branco como uma folha de sulfite, barba, alto e longilineo, cabelos longos, negros e lisos, como ele tinha tempo pra cuidar daquele cabelão, eu nunca soube. Elfo é lindo, boca carnuda, sorriso perfeito, olhos escuros e um humor muito peculiar. Se vestia de um jeito bem simples mas a preferência era por preto, cinza, vermelho, tênis, coturnos, camisetas e haglans que deixavam seus movimentos livres e graciosos.

Elfo era reservado, quieto, quase solitário me surpreendeu quando chamou para conversar depois de uma das ligações e bebedeiras em grupo via Skype. Sim, ele morava longe e em plena pandemia nenhum de nós iria se arriscar a ficar doente a toa. Bem; não antes da vacina.

Falávamos muito sobre música, cinema, livros, Elfo era claramente um conhecedor de cultura pop, devorava livros no tempo livre, como poucas pessoas que conheço. E isso lhe dava até um charme a mais. Sempre tinha coisas para falar embora teimasse em ficar quieto. Não vou mentir, eu o provocava com minhas opiniões esdrúxulas e contraditórias sobre o que ele gostava, e gostava

de ouvi-lo falar, de sua voz e de

como ele sempre tinha algo surpreendentemente novo para mostrar. Elfo era sagaz e isso me atraia nele. Um dia nossas conversas migraram para assuntos do coração,

e como nossos corações eram devidamente machucados, desiludidos e sem esperanças, abrimos algumas cervejas para comemorar a semelhança e rir das fases sombrias e relacionamentos igualmente danosos que tivemos, e mesmo assim ele me olhava incrédulo, quando contei que fui refém de um relacionamento ruim que durou anos, depois disso era quase impossível acreditar em algo relativo

a amor. Existem duas coisas que me encantam em homens:

quando eles cozinham bem e me escutam sem interrupções. Sabe, aquela cena do Poderoso Chefão 3, quando o Vincent entra na cozinha e ensina Mary a fazer um nhoque, eu acho que é isso. Aquela cena é mais sensual e desperta minha libido já não muito contida, que qualquer coisa.

Uma vez, Elfo apareceu só de short e avental, dei aquela conferida discreta no material ri muito e mandei uma mensagem no privado dele: só faltou

o nhoque. É óbvio que ele não entendeu de primeira, mas conversas posteriores esclareceram o charme que vejo em homens que cozinham.

As fotos que ele publicava nas redes sociais eram bonitas e me deixavam com água na boca e em outros lugares. Talentoso, engraçado

e ainda sabia se virar sozinho numa casa, uma raridade, o tanto de amigo meu que não consegue lavar as próprias cuecas sem manchar as outras roupas é inacreditável.

Quando eu falava, Elfo me ouvia atento, fazia comentários pontuais e nunca ridicularizava meu gosto como eu fazia com ele e outros do meu grupo. Mil e uma utilidades. Igual bombril. Como a pandemia ia se estendendo por vários meses, as conversas via Skype eram frequentes, e ao menos uma vez por semana o grupo se reunia para beber e rir da desgraça coletiva do nosso país.

Elfo passou uns tempos sumido,

eu meio que não tinha coragem ou intimidade para perguntar o motivo, mas ficava curiosa. E por sumir

assim, passei a reparar mais quando aparecia, e notei que ele é um tremendo de um gostoso. Nessas aparições esporádicas, uma noite o grupo estava falando sobre fetiches sexuais, taras, mandando fotos de apetrechos inusitados, eu, particularmente rindo bastante, mas

na hora que apareceu um consolo de Cthullu ri tanto que molhei a tela do notebook. Aquela galera era realmente divertida, e então chegou minha vez de falar, contei algumas histórias, menti um pouco para treinar minhas habilidades sociais cada dia mais escassas, e contei sobre meus fetiches. Estávamos conversando por voz e imagens no chat, e eu não vi todos que estavam presentes, acabei soltando já muitíssimo alcoolizada, que gosto de amarrar pessoas. É, sou chegada num bdsm, gosto de shibari, bondage, dominação, e então ouvi uma gargalhada no fundo, adivinhem, não, nem precisa, era o Elfo que tinha chegado e ficado caladinho escutando todos. A conversa continuou inclusive com a participação ativa dele que estava bem animado eu diria, ligou a câmera e mostrou não só o avental mas aquele sorriso que eu achava divino. Depois de praticamente ser obrigada a contar uma das minhas aventuras com bdsm o grupo foi se despedindo, diminuindo até ficarmos apenas eu e o Elfo na sala. E como é bonito o filho da puta, eu não fiz questão nenhuma de esconder que naquele momento estava babando nele. E para minha surpresa era recíproco. Saímos da sala e ele me mandou uma mensagem no privado, uma foto de uma coleira, linda, couro com spikes e puxador de prata. Eu ri: - você não sabe onde está se metendo. - Eu sei sim, senhora. Pronto, agora pronto, como aquele desconhecido iria adivinhar que eu adoro ser chamada assim?

Continuei rindo e tentando desviar o assunto de sexo para outra coisa menos provocativa mas ele continuou, artes antigas, desenhos de dominatrixes diversas, acessórios, conjuntos e com o homem sempre

na postura de submissão. Isso me excitava e tirava o foco com uma facilidade absurda, mas fingi que estava calma e concentrada, pensei bem antes de responder algumas perguntas até ele me mandar uma foto dele, num contra luz que delineava seu corpo, rosto e sorriso de uma forma tão perfeita que eu não acreditei. E acreditei menos ainda quando percebi que ele estava excitado, o pau marcando o short, e olha, confesso, gostei muito do que estava e não estava ali. A partir dessa noite começou um jogo de gato e rato tão intenso que as vezes passavamos madrugadas conversando, mas, apesar de ser livre e sexualmente

não ter quase nenhum tabu não trocavamos nudes, no máximo alguns stories escurecidos ou avermelhados onde dava e não dava pra ver algo. Era intenso, engraçado e excitante. Elfo sabe do que eu gosto e me provocava bastante, até que numa dessas madrugadas afora, falou sério, queria me ver, me tocar se eu permitisse, queria me agradar e dar prazer, quanto prazer eu quisesse, pelo tempo que pudesse ele seria meu, para fazer o que eu quisesse. Você já andou a noite, quando um farol de carro bate em olhos de animais eles se iluminam de uma forma meio assustadora mas muito bonita, tenho certeza que se pudesse ver de fora, meus olhos teriam acendido instantaneamente. Estávamos de fato interessados um no outro e com um enorme tesão acumulado de toda pandemia, pois apesar da vontade não escapei para me encontrar com ninguém, ele, eu não sei, talvez se soubesse perderia

o interesse. Saber demais estraga a surpresa. Os meses foram passando, as conversas se acumulando e o tesão só crescia, tesão por tudo, por todo o ser. Os cabelos, o sorriso, a boca, os olhos, a voz a capacidade rápida de raciocínio, a timidez. Você chamaria isso de paixão, talvez, mas meu caro e inocente ouvinte não eu, eu sou adulta, sei a diferença entre sentimentos e biologia. Havia uma série de incompatibilidades para que se desenvolvesse algo além de tesão entre eu e Elfo. Quando nossa intimidade chegou num nivel acima

do esperado combinamos de nos encontrar, num terreno neutro? Não, em minha casa, pertinho da capital onde eu ia busca-lo no aeroporto.

1 hora de viagem e aquele homem belíssimo estaria a minha disposição. As vacinas demoravam demais a chegar, mas as minhas péssimas intenções eram sempre lembradas; por mim e por ele. Afinal, foi ele que começou. Os meses pareciam se arrastar naquele ano sem fim, até chegarem noticias de Oxford, se não me engano, a primeira vacina desenvolvida, testada e aplicada com sucesso nos britânicos. Os malditos burgueses foram os primeiros a voltar com a vida normal. Ou quase. A droga da pandemia matou milhões e ferrou legal a cabeça dos sobreviventes, o isolamento e todas implicações envolvidas foram hiper danosas a todos nós. Mas o sonhado momento da vacina aqui, com meses de atraso, muitas falcatruas de governantes canalhas e quase 1 milhão de mortos chegou, e era disponibilizada para os grupos de risco, os velhos, trabalhadores da linha de frente enfim, ia demorar pra chegar em nós, mas iria. Até que chegou. Primeiro eu, duas doses, muitos sintomas pós e eu estava imunizada, faltava ele. No meio do caos, a amizade, o interesse e o tesão só cresciam, eu tinha um amigo culto, bonito e submisso, só pra mim.

Tinha muita sorte. Saliento isso pois quase todos os homens com quem me relacionei não aprovavam ou não se permitiam o prazer de estar do outro lado, um lado ou um papel que é comum para nós mulheres, submissão. Não tanto pra mim que nunca aceitei bem ordens, padrões

e papéis, se a minha liberdade de escolha é posta em jogo, não vale a pena. E ele, ahhh Elfo era perfeito até nisso, só se importava com o prazer. Quando eu disse, primeiro o meu, depois o seu, ele, digamos, quase comemorou. Ou eu estava caindo numa armadilha perfeita e ia terminar com as tripas de fora no fim de semana ou teria uma gostosa

e safada história pra contar.

E bem, estou aqui, não é? Talvez ocupando um quarto de hora do seu programa, a cabeça de seus ouvintes

e suas calças, é divertido pensar nisso. Tivemos que esperar o tempo da imunização recomendado pela OMS e fomos acertando os detalhes.

Para vir a minha casa ele viria no meu carro mas vendado, depois de uma chuva de álcool 70 é óbvio. No cabelo ele disse que n deixaria passar, mas no resto tudo bem. Celular desligado e sem chip ou cartão de memória que ficaria no porta luvas do carro, o dele

e o meu. Na minha casa não tem cameras por ser relativamente simples mas tomei alguns cuidados. Deixei um celular velho, sem camera carregado e mudo dentro de um enfeite de estante caso precisasse de socorro, escondi meus conjuntos de facas e preparei os pratos complexos horas antes de ir busca-lo no aeroporto. Chegando, tomaríamos um banho e jantar, depois, bem depois, vinha a sobremesa. Torta floresta negra com licor de morango.

Elfo veio de jeans e com uma camiseta da minha banda favorita que aliás ficou bem larga nele e coturnos, cabelo preso num coque, sem nenhum traço de jetlag, eu diria que dormiu o vôo inteiro o maldito. Trouxe só uma mochila pra passar o fim de semana, nos encontramos no saguão, onde me segurei muito para não atacar ele ali mesmo. Mas depois do borrifador de álcool onde rimos pelo menos uns 20 minutos juntos eu sentia o olhar dele sobre mim, as escorregadinhas de mãos no banco do carona mas antes de entrar no carro eu o vendei como combinado. E passamos a viagem de volta conversando e ouvindo música.

Vendado ele se virou pra mim e chegou bem perto, me fazendo sentir seu perfume, mesmo de máscara dava pra sentir perfeitamente, a barreira física nos olhos, o cinto... Fiz em 40 minutos a viagem de uma hora, estava bem difícil me concentrar perto dele. Chegamos em casa, outra nuvem de álcool, tiramos os sapatos e eu o levei para o banheiro, deixei ele a vontade enquanto esquentava a comida no fogão e microondas.

De longe ele anunciou que tinha terminado. Então eu o chamei para cozinha, pedi pra sentar e me esperar, a chuveirada seria rápida que eu estava com fome. Até que foi, lavei o cabelo por puro capricho, e estando quente pra diabo ele secaria naturalmente. Cheguei na cozinha ele estava de pé mexendo nas panelas, olhando a comida, dei - lhe um susto igual uma moleca, ele derrubou a tampa da panela de massa que eu tinha feito, foi hilariante ver um homão daqueles todo sem graça. Fui na geladeira, peguei um vinho, coloquei na mesa e pedi pra ele se servir, mas ele n fez assim, colocou o vinho primeiro para mim depois o dele, pusemos à mesa nos olhando em completo silêncio, uma salada de pêssego, alface crespa com fetta e cruttons, depois a massa e uma carne de porco com molho agridoce, comemos com vontade, lavamos a louça e fomos para sala.

Ele me olhava como se fosse voar em mim a qualquer momento, eu estava calma, conversamos, deixei as regras bem claras do que iriamos fazer ou não e que algo poderia sair do controle, respondi suas perguntas

e fui no quarto. - Lembra daquela coleira que você me mostrou ano passado, comprei especialmente para hoje. Ele tirou a camisa e pôs o acessório no pescoço, coloquei a corrente no puxador de prata e dei um puxão de leve, vi ele respirando fundo, sem deixar de me olhar.

- Me espere aqui. Tire a calça. Jogue ela ali. Ele me obedeceu e me seguiu com os olhos. Vesti uma lingerie vermelha, uma harness de pentagrama, peguei um chicote e

uma palmatória, cordas também vermelhas, passei perfume, soltei o cabelo e voltei para sala. Descalça, odeio saltos, ou qualquer coisa que me deixe desconfortável.

- Minha senhora está divina.

Ponto pra ele, jogou bem.

- Gostasse foi?

- Estou encantado.

- Vai ficar mais, mas antes de começarmos, escolha a palavra de segurança, caso você não se sinta confortável com algo.

- Roccione

- Interessante, acho que já vi um

filme com esse nome.

Dizendo isso fui me aproximando e sentei em seu colo.

- Você vai ser só meu esse fim de semana. Bati palmas e a música Black no 1 do Type o Negative começou a tocar. - Tomei a liberdade de escolher algumas músicas para nosso encontro. - Perfeitamente senhora.

Sentada em seu colo eu me movia devagar e ritmicamente conforme a música, mergulhei fundo naqueles olhos e sorriso que me desafiava demais, até beija-lo. Ele esqueceu da regra do abraço e me apertou contra si com uma força que quase me deixou sem ar, passou a mão por meus cabelos e voltou a me beijar.

Foram meses planejando aquele momento, cada detalhe se passou em minha mente antes de fisicamente ele encostar em mim. Que beijo, como se descreve um beijo? Aquela sensação excitante, da presença da pessoa

em você, tão íntimos, excitados e momentaneamente pertencentes. A boca suave e macia, o beijo intenso e voraz, parecia que ele queria me consumir ali mesmo. Então fui diminuindo o ritmo e me soltei

do abraço de víbora dele.

Ele sorriu. - Fui ousado senhora?

- Um pouco, levante-se, coloque as mãos para trás. Ele sorria deliciado e provocativo, sabia que o sorriso dele praticamente me entorpecia, então atei suas mãos as costas com um nó corrediço. puxei as cordas pelo peito e cintura fazendo um x, e com um chute suave o joguei sentado no sofá novamente. - Vou buscar mais vinho para nós. Precisava me concentrar melhor na frente dele mas era brutalmente difícil. O cabelo macio e os olhos doces, a boca, os sinais leves no pescoço... Levei as taças de vinho e percebi que ele tentou se soltar. - Que moleque levado, vai ser castigado por isso, apertei os nós aumentando a contenção dos movimentos, ele me tocaria apenas com a boca, a pele e aquele cabelo lindo. Tomamos um pouco mais de vinho, bem quer dizer, eu tomei, o dele joguei em meus peitos pra que ele sorvesse devagar, não queria embriaga-lo rápido, ao contrário, a promessa de prazer que ele tinha

feito me excitava muito, muito...

- Deixa eu tocar você.

- Não.

E sentei em seu colo novamente, ele estava muito excitado, mas eu queria me divertir um pouco mais.

Começou tocar Montero do Lil Nas X.

Repeti até onde lembrava a lap dance e o beijei de novo. Sedento, com gosto de vinho foi esse beijo e dessa vez eu o agarrei, puxei pela coleira, puxei seus cabelos, arranhei, me esfreguei nele tendo orgasmos deliciosos, enquanto ele gemia e cada gemido era silenciado com uma chicotada. Leve vai, nem marcas deixava, eu particularmente gosto quando a pele fica vermelha. Então fiquei em pé no sofá em sua frente.

- Tire minha calcinha, com os dentes.

- Sim senhora.

Eu já estava completamente encharcada, o Elfo era habilidoso com a língua, não saia girando feito um helicóptero caído e nem tinha nojo de buceta igual muito boyzinho por aí tem. Ele esfregava seu rosto inteiro na minha me fazendo gritar quase, eu só apertava a cabeça dele contra minha pélvis, pedindo mais e mais.

- Que boca gostosa você tem.

- É um prazer lhe servir minha senhora. Sentei naquele pau e cavalguei mais do que uma amazona, gozamos juntos algumas vezes, só sai de cima dele no começo da noite quando ele pediu arrego. Afrouxei os nós e fui tirando corda por corda dando beijos leves em seus pulsos, braços, costas. Umas mordidas de vez em quando. Puxando pelo coleira levei ele pro banho de novo e comemos algo. Olhei os arranhões e marcas, alguns precisavam de pomada, outros só de um gelinho mas nada tão grave. Fiz todo o cuidado, passei até minha loção favorita nele, pois gosto dos meus parceiros bem cheirosos. Tomei outro banho e chamei ele pro quarto. - Eu não aguento outra rodada senhora, por favor, preciso de um tempinho pra me recuperar. - Hahhahahaha, calma, só vamos dormir um pouco e se você estiver bem mais tarde repetimos a dose. Vem cá, bora tirar essa coleira, quero que você fique confortável.

Comprei outra coisa pra você, não, precisa me olhar assim, é só um pijama. Abriu o pacote e tinha uma camisa branca comprida e uma cueca box azul escuro.

- Ficou bom, adivinhei certinho teu tamanho, bora dormir.

- Vou dormir com você, na cama?

- Sim.

- A senhora tem certeza?

- Absoluta.

Então timidamente ele pegou um travesseiro e deitou no meio da cama.

Vesti um baby doll até bem simples e deitei perto olhando para ele.

- Você é linda.

- Você também.

Tinha pego um lençol fino pra ele e outro pra mim, fechei o mosquiteiro e deitei novamente.

- Por favor, deixa eu abraçar você.

Eu ri e fiz que não com a cabeça mas cheguei mais perto dele.

Então ele me abraçou fazendo com que eu escondesse o rosto em seu peito. Doce, confortável e muito gentil. Dormimos o resto da noite e acordei mais cedo que ele, levantei devagar, preparei um café e fiz umas torradas, assei queijo, fiz um suco, separei um iogurte e pus a mesa, quando voltei ele estava me procurando na cama.

- Vem tomar café, precisa ficar forte.

- Sim senhora.

- Não tão cedo, boyzinho, como eu cozinhei 2 vezes já, quero ver se você é bom mesmo ou estava pedindo ifood com aquelas fotos bonitas toda semana. - Insultos não estavam nas regras. - Perdão.

- Perdoada, e eu vou fazer sua comida sim, e vai ficar incrível e você vai retirar o que disse, ifood, que desrespeitoso senhora. Gargalhamos uns 10 minutos disso e terminamos o café. Ainda tinha umas fatias de torta mas deixamos pra depois. Queria ver o que ele iria aprontar para mim.

- Alexa, protocolo desafio, e começou outra playlist, uma mais variada, com rock, pop, e até funk onde ele olhava para mim incrédulo quando ouvia as letras absurdas, eu só me justificava pela batida gostosa de ouvir. E até arriscava uns passinhos de vez em quando.

- Posso abrir a geladeira?

- A vontade maestro.

Eu tinha abastecido, com carnes, frutas, peixes, temperos frescos.

- Os secos estão ali no armário, sais também.

- Acho que consigo fazer algo por aqui. E foi separando os ingredientes colocando na pia, pegou algumas vasilhas colocou água fria e outras 2 no fogo. E colocou o forno para pre aquecer.

- Alexa, música clássica para o maestro.

- O que você quer ouvir?

- Podemos começar com Mozart.

- Mozart é bom.

- Sim, bem alegre.

- Gosta da Flauta Mágica?

- Eu adorei ontem.

- Não a minha.

- A ópera sim, é minha favorita.

- Alexa, toque a ópera " A flauta Mágica" E a música começou e com ela o preparo do almoço. Como eu tinha escondido as facas grandes ele se virou com as facas de verduras, descascadores, e fez um almoço delicioso. Frango assado no forno com batatas coradas, aspargos e alcaparras. Salada de manga com fetta, tomate cereja e alface crespa, molho picante com páprica doce.

Arroz branco e purê. Tudo fenomenal e no tempo da ópera, eu quase levantei para aplaudir. Procurou uma louça diferente, pos a mesa e escolheu um vinho verde para acompanhar o almoço e comemos maravilhosamente bem. - Retiro o insulto e pagarei com um presente.

18 Juin 2022 04:40:21 4 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
3
À suivre…

A propos de l’auteur

Siph Ferreira Nerd de maquiagem, amante de música, livros e quadrinhos, amiga de Meia Noite e Qliph, viciada em podcast e buscando seu rumo nesse mundo.

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Pensador Louco Pensador Louco
Excelente conto, do início ao fim. Das descrições mais picantes, à construção dos personagens, o texto me levou bonito e me prendeu de uma forma impecável. Isso sem falar de todas as referências a músicas, as quais tocaram incessantes na minha cabeça enquanto eu lia. Simplesmente incrível.
July 11, 2022, 17:07

  • Siph Ferreira Siph Ferreira
    Ahhhh obrigado, e olha que foi aquele texto que ficou no celular, escrito de momento, com aquele receio de ser publicado hahahha Feliz demais que curtiu. July 12, 2022, 00:15
Norberto Silva Norberto Silva
Uma coisa que a gente vê muito, quando se fala de conto erótico, um autor menos capacitado, esquece de um roteiro minimamente interessante e parte apenas pata cenas clichês do Cine Privê. Mas não você. Mandou bem demais na construção dos personagens, deixando-os extremamente tridimensionais, isso sem contar como conseguiu introduzir a situação de pandemia de forma orgânica, sem forçar. E aí sim, as cenas do sexo em si. Ficou incrível, extremamente sexy e sensual sem cair em mestiça ou no vulgar. Parabéns!
June 18, 2022, 14:50

  • Siph Ferreira Siph Ferreira
    Ahh muito obrigado, esse conto foi um verdadeiro experimento pois escrevi poucas coisas assim. July 03, 2022, 19:05
~