stefs Queen The Vampire

Após o último bafão do JnP, Shermansky não vê outra solução há não ser encerrar o jornal escolar, Peggy se vê desesperada em contornar a situação para salvar seu tão amado clube, só não esperava que uma antiga história fosse lhe render tanto. Segredos, confusões e um crime poderiam ser a solução da morena ou acabar de vez com a sua "liberdade de imprensa." +𝟏𝟔| 𝐒𝐡𝐨𝐭𝐟𝐢𝐜


Fanfiction Jeux Interdit aux moins de 18 ans.

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1. Precisamos salvar o jornal!

A morena encarava a diretora descrente, as bochechas estavam infladas e vermelhas pelo nervosismo:

— A senhora não pode fazer isso! — Reclamou — Isso é uma, uma... Uma segregação! Isso... Segregação!

A editora chefe do jornal tentava conter o espanto.

— Senhorita Batista creio que não saiba o significado de suas palavras. — A diretora tentava conter a vontade de puni-la.

— Tirania, segregação e censura, esses são os valores que essa escola passa! — A garota pouco se importava. Estava tão envolta na loucura que só conseguia bramir o que vinha em sua mente, a morena, no entanto, bufou chateada revirando os olhos.

— Maze quer calar essa boca? — Respirou intensamente. — Diretora sabemos que passamos um pouquinho dos limites, mas todos mereciam saber a verdade e...

— Basta Sulani! Seus pais foram informados e o jornal será fechado em uma semana! Até lá estão suspensas.

— Tirania! Agressão! Irei protestar no pátio. A senhora não pode me impedir!

Shermansky suspirou antes de massagear as têmporas.

— Tudo bem senhorita Maze me dê um motivo para não fechar o jornal e suspender ambas por duas semanas!

Foi impassível e a morena respirou fundo.

— Bom.... Somos o único meio de comunicação com todos os alunos.

— A sala de rádio e informação serve para isso. — Rebateu.

— Mais os incentivamos a ler e o jornal passou a ser um meio de comunicação entre os alunos além de celulares!

— Eles não se importam com a notícia só querem fofocas.

— Nisso sou obrigada a concordar com a Maze diretora, os alunos querem a notícia e nos damos independente de ser ou não fofocas e a senhora dizer isso é um tanto quanto... Desesperador, afinal foi o jornal que informou sobre o evento, os alunos levaram para casa a matéria sobre a peça e nosso clube foi super elogiado. Então por favor reconsidere.

Pediu aflita sentindo os olhos da idosa vacilarem, Shermansky pareceu pensar mais do que deveria, como se quisesse torturar as adolescentes e no fim sorriu amavelmente.

— O jornal fechará em uma semana e se até lá tiverem a capacidade de trazer algo realmente útil, posso reconsiderar minha decisão.

— Excelente meritíssima! Nossos advogados planejarão algo épico! — A voz de Maze saiu exaltada de alegria, enquanto ambas se preparavam para sair a idosa pigarreou:

— Só mais uma coisa, colocarei alguém confiante na cola de vocês.

As meninas saíram da sala ainda aceleradas, o coração parecia uma bateria de escola de samba conforme alcançavam a sala do clube.

— Droga Maze você precisa aprender a ficar calma!

— Relaxa Peggy me sai muito bem! — Foi então que a morena observou o olhar vacilante enquanto a garota procurava pelo copo sobre a mesa. — Você bebeu não?

— Não sei do que está falando? — Peggy se aproximou cheirando o pescoço alheio e o rosto. — Gatinha eu gosto muito de você, mas — colocou as mãos nos ombros — Não vai rolar.

Peggy revirou os olhos.

— Está fedendo a café desgraça! Por isso falou tanta besteira, pelos deuses você não dorme a quantos dias? — Cruzou os braços.

— Uns três. Não tive tempo pra isso, tem muita coisa pra fazer — teve o corpo sacudido.

— Desacelera garota! Se bem que agora... Temos que bolar algo.

Maze se pôs a andar de um lado para o outro a cada novo círculo que fazia dava uma golada no copo e como uma luz guia no fim do túnel algo se acendeu em sua cabeça.

— Já sei! Peggy eu já sei! Segura o meu café! — Se pôs a largar o copo na mão da amiga e abrir as gavetas de jornais antigos, jogava os papéis no chão como se não fossem nada.

— O que você está fazendo Maze?

— Espera só um cadinho, tá aqui! ACHEI!!!— Rodou o papel entre as mãos antes de colocá-lo na mesa principal deixando Peggy atônita. — Leia de uma vez Peregrina. — Ironizou fazendo a morena revirar os olhos.

— Você precisa se controlar, não vai mais tomar café entendeu?! — Foi incisiva e a garota bufou assistindo o copo ser jogado no lixo.

— Ok Mommy, agora lê essa caramba!

Peggy ignorou tais palavras e se concentrou no artigo:

Fantasma, amores ou vandalismo? O caso não resolvido da escola Sweet amoris.

— Pelos deuses quem foi que escreveu isso?

— Foi você Peggy, uma manchete cheia de drama, alvoroço e repercussão! Foi a sua melhor até hoje.

— Não foi não. Minha visão do que aconteceu aqui não passou de sensacionalismo puro, ninguém me deu ouvidos e até agora não sei de fato se era um fantasma, um vândalo ou alguém se pegando nos corredores.

— E que tal se descobríssemos o que aconteceu? Quer dizer, seria a matéria do século!

— Ou o fiasco, vamos concordar que estamos arriscando nossa única chance por nada. — A morena parecia descrente e a castanha só queria a animar.

— Não fica assim, a Peggy que eu conheço é uma fofoqueira implacável não se deixaria abater por isso, até invadiria a sala da diretora pra roubar arquivos confidenciais para manter o jornal aberto, é destemida, entrona, fofoqueira, irritante, ch...

— Já entendi! Me lembra de nunca te pedir para me defender!

Maze assentiu.

— Então bola pra frente e vamos dar um jeito nisso! — A obstinação de Maze é impressionante, principalmente quando no lugar de sangue corre cafeína pura. A garota só conseguia pensar em formas de manter o jornal aberto e como gostaria de um expresso duplo com creme.

— Beleza, vamos fazer isso! — determinou.

— É assim que se fala! — Maze bateu as mãos na mesa em comemoração. — Vou buscar dois cafés pra gente comemorar e...

— Não vai não, acabei de falar que você não vai beber mais nada além de água!

A castanha de sentou, apoiou o cotovelo na mesa e cabeça na mão reclamando feito uma criança.

— Beleza senhora estraga prazer, quando começamos?

Peggy pareceu se recordar de como e onde surgiu o boato, lembrou de ouvir uma conversa no ginásio a respeito dos fantasmas e depois na biblioteca encontrou um bilhete com descrição duvidosa informando sobre um encontro noturno. Neste momento indagou por qual motivo Sweet amoris não tinha um zelador ou quem sabe alguém para manter a escola trancada, balançando a cabeça saiu dos próprios pensamentos e sorriu abertamente:

— Vamos começar pela escola, amanhã à noite por volta das 22hs no pátio. — Comentou sorrindo, a porta foi aberta rapidamente e por ela a representante do grêmio passou deixando as garotas confusas.

— Desculpem meninas, mas não acho que seja uma boa ideia. — Maze arqueou a sobrancelha olhando para Peggy e sorrindo com malícia.

— Então quer dizer que Melody Smith tem a mania de escutar atrás da porta? Que coisa feia. — Fez barulho de chupar bala enquanto balançava a cabeça deixando a representante envergonhada.

— Não é isso... Só que.

— Só que nada meu bem, ou você vai nessa com a gente ou vai se ferrar sozinha, já que a diretora te colocou pra vigiar o nosso trabalho. — Peggy piscou de maneira divertida envolvendo Melody em um misto de raiva, confusão e aceitação pois não poderia negar.

Respirando fundo e comprimindo as mãos Melody manteve um olhar firme direcionado às demais.

— Ficaremos até às vinte e três horas e cinquenta minutos e nada mais.

— Fechado! — Peggy e Maze falaram juntos.

— Só não esqueçam os equipamentos. — Peggy pronunciou ao se afastar deixando Melody confusa.

— Ora Melo achou mesmo que não faria nada? Se prepare querida pois teremos muito trabalho pela frente — A castanha riu maleficamente como uma vilã da Disney.

Melody viu as meninas saírem ainda atordoada e pela primeira vez desde que assumiu o grêmio ao lado de Nathaniel se arrependeu.

.

..

...


Às vinte e duas em ponto do dia seguinte o trio mais improvável do século estava em frente a escola, Peggy portava uma câmera profissional e um gravador de voz, Melody trazia apenas o celular e ao olharem para Maze se sentiram confusas: a garota portava um celular que parecia da década de setenta no peito um colar com um círculo enorme parecendo um disco voador e para completar o próprio telefone e um gravador.

— Que Parafernalha toda é essa? — Peggy perguntou.

— Ah isso? — Apontou para o telefone gigante e o colar. — Um espectrômetro e um medidor de entidade, comprei numa conversão dos caça fantasma, legal né?

Peggy estapeou a própria testa, não é possível que com tanta gente tenha se tornado amiga da garota mais esquisita da escola! Mas o que estava pensando? Mazeken é demais! Além de completamente insana e divertida tinha seu jeitinho peculiar e quem não tem não é mesmo?

— Maze é sério isso?

— Sim bebê, veja bem: quem ficar com os fantasmas vai precisar disso e tem um pouco de Smooth na fabricação desse disco além de prevenir ainda vai dar para aprisioná-lo. — Mencionou.

— Smooth?

— É! Nunca assistiram Scooby-Doo, padrinhos mágicos, caça fantasmas ou supernatural?

Foi a vez de Melody rir.

— Pelos deuses Maze isso é tudo fictício.

— Suas descrentes, eu que não vou pagar pra ver! E antes de tudo coloquem isso. — Entregou para as meninas colares minúsculos com runas.

— Pra que serve? — Peggy perguntou.

— São colares com sal benzido e prensado sobre runas de proteção, tornam os nossos corpos imunes à possessão de fantasmas e outras entidades, e além disso são bonitinhos.

Melody arregalou os olhos.

— Maze está falando sério?

— Sim. — A castanha estava tão convicta que nenhum argumento mudaria sua intenção, Peggy pegou a peça e após colocá-la no pescoço olhou suplicante para que Melody acabasse logo com isso, não restando outra alternativa a não ser por o colar, fazendo com que a castanha sorrisse ao ponto de fechar os olhos. — Agora que tal dividimos as tarefas hein? — Estava empolgada até demais com a teoria dos fantasmas e por esse motivo a jornalista chefe balançou a cabeça.

— Beleza. Melody você vai caçar os fantasmas, eu vou atrás do vândalo e Maze fica com a suspeita de namoro. — Distribuiu as tarefas de maneira firme.

— Hei peregrina, eu quero caçar os fantasmas!

— Mais não vai, toda vez que trabalha empolgada da merda. Vamos manter a seriedade, assim vai funcionar.

— Só não vou reclamar, porque você tem razão.

E assim o trio adentrou a escola, Melody com os aparelhos esquisitos seguiu para o corredor c, pois segundo as meninas o boato vinha dali mesmo que a castanha afirmasse que o barulho vinha do porão e falando nela, Maze discutiu bastante com Peggy e no fim ficou com o vandalismo indo em direção ao segundo andar e para a própria Peggy restou o corredor b, cada uma seguiu para os seus objetivos inclinada em descobrir a verdade só não esperavam tamanha confusão. A cena parecia conjunta adentrando o local e aos poucos dando de cara com seus objetivos, boquiabertas pela descoberta, enroladas e até mesmo confusas, no fim nada é o que parece...

Ofegantes as garotas retornaram para o pátio no horário combinado, possuíam o rosto pintado pela excitação e possível vergonha.

— E então? — Peggy foi a primeira a perguntar.

— Eu vi um porão vazio. — Melody respondeu rapidamente.

— Não encontrei nada demais só o professor Farize verificando nossas provas. — Peggy.

— Estou na mesma, não tinha nada demais além de um técnico fazendo manutenção nos computadores. — Maze.

Peggy suspirou, como salvariam o jornal desse jeito? No entanto, Maze olhou-a de maneira firme deixando-a confusa.

— Vamos nos reunir amanhã e faremos o possível para salvar o jornal com o quê temos!

Após concordarem ambas seguiram seus caminhos separadamente, mesmo distante os pensamentos funcionavam como um só: sabiam que todas estavam mentindo.

23 Mai 2022 22:18:16 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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