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Yoongi foi designado a instruir equipes de heróis que estão iniciando a carreira, porém seu serviço, que já não era fácil, pareceu ficar ainda mais complicado ao conhecer o novo herói, de moralidade duvidosa, que precisava ter como aprendiz, e a chegada de uma ameaça a cidade, que o faria precisar voltar às ruas.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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O novo aprendiz

Escrito por: LuhDrama / LuhDramaLS


Notas iniciais: Olá mais uma vez!


Hoje eu trouxe uma fic que eu gostei muito de desenvolver (tanto que ela ficou enorme) e eu espero que vocês gostem dela também.


Já aviso de antemão que o Jimin aqui é desbocado e gosta de falar besteira, viu?


Tenham uma boa leitura!


~~~~

As noites na cidade de Seul eram sempre movimentadas como qualquer grande metrópole, com suas ruas engarrafadas, cheias de mal-educados e gente apressada e ansiosa demais para ser possível estabelecer um diálogo decente.

Era comum que lugares conturbados como aqueles fossem moradia dos mais diversos grupos: crianças barulhentas, adolescentes fanfarrões, nômades alternativos, senhorinhas fofoqueiras e adultos de índole duvidosa. Além deles, também existiam alguns outros esquisitões, que as pessoas costumavam ignorar até precisarem de um favor por serem incapazes de se protegerem sozinhas.

Eles eram seres que viviam entre humanos comuns, mas possuíam habilidades e capacidades sobre-humanas, muito à frente de dobrar a língua em três ou conseguir chupar o próprio pau, o que também não deixavam de ser grandes talentos.

Todos esses pensamentos passavam na mente de Jimin enquanto ele planejava a melhor maneira de punir os malfeitores, que tinham furtado algumas pessoas a quarteirões de distância dali e depois ainda tentaram fugir com a sua moto.

Nem tinha acabado de pagar tudo o que devia por ela e os dois homens, que foram amarrados juntos, achavam que poderiam simplesmente pegá-la enquanto tentava fazer as contas para saber se jantaria miojo ou lasanha pronta. Um ato desumano.

— Senhores, eu não sei vocês, mas as minhas costas estão doendo, e eu devo estar há uns dois dias sem dormir porque meu vizinho de cima treina bateria, ou parou no tempo e ainda joga Guitar Hero, não sei ao certo — tagarelava enquanto os rodeava, apesar de não aparentar todo o cansaço que dizia sentir. — Então, vamos fazer o seguinte…

Até aquele momento, os ladrões não tinham visto o rosto de quem tinha os amarrado, uma vez que havia os deixado debaixo do único foco de luz do beco, enquanto Jimin permanecia nas sombras. Então, foi inevitável arregalarem os olhos ao reconhecerem as descrições comentadas pela cidade, parcialmente iluminadas pela luz do poste, quando ele se aproximou para arrebentar a corda com um puxão, utilizando o ferrão metálico que usava nos dedos como garras.

Seu cabelo preto era muito bem repartido e alinhado com gel, o corpo definido estava vestido com roupas sociais e uma máscara simples e preta mantinha sua identidade preservada.

— Quem é você, afinal? — questionou um dos bandidos, verificando que sua pistola não estava mais escondida em suas calças. — Acho que confundiu o visual de um super-herói com um baile de máscaras.

Jimin respirou fundo; sabia que seu disfarce era horrível, mas não tinha muitas opções. Seu antigo collant tinha ficado apertado e ele já detestava ter que se esconder de alguma forma para não ser procurado depois, ainda possuir um tecido tão colado o apertando estava fora de cogitação.

— Não sou super-herói coisa nenhuma. Eu apenas estou muito puto que tentaram roubar minha moto — corrigiu, pegando algo no cós de suas calças que fez a dupla de bandidos recuar. A arma sumida estava sendo girada na ponta dos dedos com extensões de metal. — Então, como eu estava dizendo, estou cansado o suficiente para não querer perder muito tempo com vocês. Neste caso, vou dar três segundos para sumirem para sempre daqui ou eu mesmo farei isso.

Os criminosos olharam com certa descrença, já estavam de pé e cogitaram pegar a pistola de volta ao primeiro passo em falso do homem. Aquele ato, porém, tirou os últimos resquícios de paciência de Jimin, que só queria comer um industrializado e dormir.

— Um… — começou a contar, destravando a arma em sua mão e atirando contra os pés de um deles.

O susto pelo som do tiro fez com que os bandidos quase saltassem do chão, recuando mais um pouco ao perceberem que Jimin tinha métodos um pouco sádicos para os heróis que estavam acostumados a ver por aí.

— Dois… — Mais um tiro ressoou, desta vez no espaço entre os dois capangas, que se entreolharam com os olhos arregalados.

Percebendo que estavam perdendo tempo ali, prepararam-se para correr, mas, ao virarem de costas para Jimin, levaram mais um susto ao vê-lo bem a frente deles, a pistola com cano ainda quente muito próxima.

— Três…

Estava prestes a cumprir o que tinha prometido quando uma luz forte, vinda dos faróis de um carro grande e blindado, cegaram o mascarado, que cobriu o rosto com o braço até se acostumar à claridade. Neste meio tempo, os bandidos aproveitaram para fugir — ou somente tentar —, já que rapidamente foram detidos pelos policiais que tinham chegado.

— Parado aí! — gritou alguém ao sair do carro, batendo a porta antes de mostrar o distintivo. — Nós somos a Unidade de Combate Especial a Super-Humanos e viemos te buscar à mando do governo.

Jimin voltou a idealizar em como gostaria do seu sofá em vez de estar sendo abordado por algum tipo de força especial da polícia, mais precisamente aquela que lidava com pessoas como ele.

— Buscar? Enlouqueceram?! — ralhou, largando a arma no chão e se aproximando a passos firmes do possível responsável pela operação, um homem muito forte e alto, como um segurança de celebridades. Seu tamanho dava a impressão de que Jimin não tinha chance alguma contra ele. — Não pode simplesmente me levar porque deti aqueles delinquentes. Eles mereciam!

Seu dedo indicador contra o peitoral da autoridade não pareceu dar muita credibilidade aos seus argumentos, mas ele realmente não se entregaria fácil. Se ele fosse levado, quem alimentaria os gatos de rua que arranhavam sua janela todos os dias atrás de comida? Quem ocuparia a mesma mesa sem graça do escritório em que ficava montando planilhas e documentos, enquanto xingava mentalmente seu chefe por sobrecarregá-lo sem nunca dar a ele um aumento por isso? Isso mesmo, ninguém!

— Senhor, não pode levar pessoas assim. Eu tenho uma vida, está bem? — tentou explicar, mas o policial Kim Namjoon, como estava identificado em seu uniforme, não estava solícito a negociações.

— Precisa vir conosco — insistiu. — Todos sabem que qualquer super-humano precisa passar por treinamento para viver em sociedade e você, além disso, tem causado problemas a nós.

— Pois me diga que problemas eu causei e aí penso se vou com vocês — retrucou de forma petulante.

O policial ergueu as sobrancelhas, recordando-se das instruções recebidas antes de pegar seu aparelho no bolso.

— Bem, de acordo com os registros, nas últimas semanas têm sido relatados por diversos moradores locais e anônimos sobre um homem que utiliza as próprias mãos para fazer justiça. Geralmente suas motivações são cabíveis, porém suas reações são exageradas e violentas demais para manter a ordem pública.

Jimin retorceu os lábios em descontentamento. Aquele era um argumento bem convincente.

— Maldita senhora Kang — resmungou. — Com certeza ela me denunciou por causa do carro dela, mas foi um acidente! Tinha alguém que parecia estar tentando invadir o apartamento dela e catando seus objetos pela barulhada toda, aí eu fui investigar. Descobri que era, na verdade, o amante dela e ele pulou da janela para tentar fugir… do terceiro andar. — Sorriu contido ao lembrar da cena engraçada até certo momento. — Mas juro que não foi nada grave! O carro dela era o amortecedor mais próximo, não tenho culpa.

O senhor Kim ergueu o olhar do aparelho, uma curiosidade na ponta da língua.

— E como explica o fato de o carro ter se tornado elástico, como relatado pelo homem?

Desta vez o esticar de lábios se sobressaiu na face de Jimin. Amava saber que seus truques tinham dado certo.

— Bem, as pessoas acreditam no que elas quiserem e a mente humana é magnífica, não? Em nenhum momento o carro virou uma cama elástica, tanto que o prejuízo e as fraturas permaneceram, mas a mente dele o convenceu de que era outro objeto. Simples assim.

— Você manipula mentes então? — questionou, acreditando que tinha conseguido a informação desejada por seus superiores.

— Acho que manipular não é o melhor verbo para o que eu faço — Jimin respondeu pensativo. Nem ele sabia muito bem como funcionava. Era tão natural que ele nem ao menos precisava pensar antes de agir, as coisas quase sempre fluíam como queria, mas apenas em certas situações. Situações estas que nunca terminavam tão bem quanto gostaria.

— De qualquer forma, você vem com a gente — o policial definiu por fim, indicando para outros que o acompanhavam que prendessem Jimin e o colocassem no carro, como mandava os protocolos.

Jimin ainda tentou resistir, mas seus poderes não funcionaram tão bem contra uma equipe treinada e ele estava com muita fome e sono para ficar lutando, então aceitou a contragosto sua nova condição. Esperava que pelo menos lhe oferecessem algo para comer na tal base para qual seria levado.

O percurso não foi tão demorado quanto imaginava que seria e seu olhar indiscreto não deixou o policial ao seu lado em momento algum.

— Você tem algum superpoder também? — questionou, recebendo uma olhada de canto.

— Não.

— Estou surpreso — murmurou, demonstrando com expressões exageradas e falsas que seu humor azedo pela sua noite estragada iria resultar em implicância da sua parte. — Jurava que tinha uma superforça ou um super…

— Você pode, por favor, permanecer em silêncio até chegarmos? — O policial Kim pediu, tentando manter a postura até que chegassem à base. Se o homem já estava perturbando seus nervos, imaginava o que ele faria com seu futuro instrutor.

Já fazia algumas semanas que estavam de olho em Park Jimin, suas fichas vinham apontando acontecimentos e comportamentos estranhos. Ele tinha sido detido quando adolescente algumas vezes por cometer delitos pequenos, que nunca eram levados a frente, pois todos que o denunciavam acabavam entrando em contradição ao averiguar os fatos.

Depois disso, ele passou alguns anos sumido e agora morava em um apartamento com aluguel barato, trabalhava em uma empresa que pouco visionava seu crescimento e ameaçava bater nos criminosos que perturbavam sua paz. O que não fazia muito sentido na concepção do agente policial, já que, de acordo com seus superiores, ele poderia ser muito útil para a nação, e todo aquele discurso sobre precisarem de pessoas com habilidades únicas para deterem qualquer ameaça que tivesse uma força superior aos militares comuns.

Foi através do pensamento visionário que primeiro surgiu a Unidade de Combate Especial a Super-Humanos, uma mistura de diferentes forças militares para atuarem em conjunto nos combates. Entretanto, após um acidente no passado, decidiram por implementar o treinamento de possíveis futuros super-heróis para trabalharem junto a eles ou até como uma equipe especial.

Na teoria, pareceu ser uma boa ideia pelo que foi reportado na mídia, mas a verdade era que eles não estavam obtendo tanto sucesso. E Namjoon não conseguia enxergar Park Jimin sendo uma boa adição ao time.

Quando passaram pela guarita que guardava os portões principais, o Park observou pela janela o espaço grande e quase deserto em volta de um prédio misterioso, provavelmente recoberto de material muito resistente e cercado por muitos seguranças para evitar invasões.

Ele era relativamente pequeno visto de fora, mas imaginou que a grande maioria da estrutura se encontrava debaixo do solo. O seu transporte foi estacionado dentro de uma garagem espaçosa, junto a outros transportes blindados, e, para seu azar, seu caminho foi delimitado pelos policiais que o acompanharam para dentro.

O local era tão aconchegante que Jimin se sentiu como um alien capturado, prestes a ser dissecado em uma das salinhas claras que tinham pelo corredor que atravessaram até o elevador mais próximo. Dentro da cabine, procurou ajeitar os fios desalinhados, olhando seu reflexo no espelho, e direcionou um sorriso indiscreto para a carranca do Kim.

— Parece que não sou só eu que está muito puto hoje. Esses caras pelo menos te darão uma folga pelo trabalho de ter me trazido aqui hoje? Porque amanhã mesmo eu estarei bem longe e foragido — comentou, tirando os anéis dos dedos e sendo impedido de guardá-los no bolso do paletó.

— Pode passar as garrinhas para cá, e, se quiser, pode adiantar e tirar a máscara também. Aqui não é permitido andar disfarçado.

Jimin resmungou algo ininteligível, um palavrão, provavelmente. Ainda assim entregou tudo o que foi pedido para poder ser revistado após chegarem ao andar subterrâneo e saírem da caixa metálica. Abriu os braços e afastou as pernas como foi pedido, contendo uma risada quando o detector de metais começou a apitar loucamente.

— Não tem como andar sem nada naquele bairro — justificou-se, com um sorriso pequeno nos lábios, que foi se alargando ao ver os guardas retirando diversas armas escondidas em suas roupas e sapatos.

— Onde conseguiu essas coisas? — Namjoon questionou, preocupado.

— Minha mãe e minha avó gostavam de caçar. — Uma erguida desdenhosa de ombros mostrou sua naturalidade com a situação. — Às vezes era a maneira de matarem algumas pragas que apareciam em casa também. Elas tinham bastante medo, sabe.

O policial decidiu não questionar mais, achando o homem que escoltava cada vez mais esquisito. Talvez tivessem escolhido algum maluco para se juntar ao esquadrão e aquilo, no mínimo, traria uma baita dor de cabeça a ele.

— Como eu disse antes, te trouxe aqui por causa de um mandado de busca. Eles querem que você passe por um treinamento antes de decidirem se irão continuar te deixando solto. Se acharem que não é apto, há a opção de permanecer mais tempo aqui ou até mesmo sofrer alguma penalidade por desordem social — explicou, abrindo portas trancadas por código para que chegassem aos dormitórios.

— E eu não tenho direito a uma defesa? — Jimin questionou, mesmo que soubesse não ter dinheiro para pagar um advogado que defendesse alguém como ele.

— Acho que seria um gasto desnecessário para quem sabe o que fez.

Namjoon parou diante de uma porta branca, que deslizou para abrir passagem com o auxílio de um cartão na fechadura. Logo em seguida, ele estendeu o cartão para Jimin, que pegou o objeto, interessado, apesar da careta que fez ao ver o símbolo do governo e da unidade.

— Este é seu novo quarto. Não se preocupe, que cuidaremos do aluguel do seu apartamento e resolvemos sobre seu antigo emprego enquanto estiver conosco.

Sem o direito de escolha, o Park suspirou aliviado por saber que não o deixariam sem teto e emprego, caso conseguisse sair dali.

— Vão alimentar os gatos também? Se não forem, eu agradeço a estadia desnecessária, mas estarei de saída.

A menção de negar do policial foi detida por algum pensamento interno, e ele balançou a cabeça suavemente antes de dar os avisos finais para deixar o Park a sós.

— Amanhã esteja de pé cedo, vou te apresentar para seu instrutor e mostrar as instalações. Deixaram seu jantar no quarto, antes que reclame mais.

A menção à comida foi a primeira coisa animadora que Jimin escutou naquela noite, batendo a porta atrás de si, sem se preocupar em não ser rude com um policial.



Quando chegou a uma grande sala acompanhado do Kim na manhã seguinte, Jimin estava com os braços cruzados e pouco interesse nas regras sobre agir com educação, uma vez que o instrutor que o ensinaria era um casca-grossa que detestava indisciplina.

— Senhor Park, estou falando sério. Eu tenho sido muito bonzinho em te aturar e avisar, mas, durantes os treinos, será diferente e… — tentava dizer, com sua voz reduzindo ao avistar o sorriso indecente do Park.

— Escuta aqui, eu não pedi para me trazerem e, já que estou sendo forçado, farei do meu jeito. Sinto muito se é desacato à autoridade ou algo do gênero, porém eu não respeito quem não faz o mesmo comigo.

Foi questão de tempo até alguém se aproximar em uma velocidade surpreendente, fazendo Jimin sentir inveja, pois o pouparia muito tempo e o facilitaria ir para mais longe possível daquele lugar em um piscar de olhos.

— Senhor, senhor! — chamava o garoto animado, com as pontas azuis de seu cabelo balançando com seus pequenos saltos. Ele tinha se colocado entre os dois e segurava o antebraço coberto pela farda de Namjoon, indicando que possuía intimidade com o policial. — O senhor Min quer um descafeinado e, como a garrafa estava cheia de café comum, eu tomei toda e estou um pouco agitado. Ele me pediu para correr pela quadra até eu me acalmar o suficiente.

— E quando você está calmo, Jungkook?

O garoto parou para pensar seriamente sobre, não chegando à conclusão alguma antes de se voltar para a nova presença.

— E você é? Eu sou Jungkook, dezoito anos, eu estava começando a faculdade quando me trouxeram para cá por eu ser muito… acelerado? Bem, pelo menos é o que dizem. A minha cabeça pensa tão rápido quanto consigo mover meu corpo e eu não consigo parar quase nunca e…

Jimin piscou atônito com a quantidade de palavras que o garoto era capaz de falar por poucos segundos, seus membros pareciam vibrar em excitação, como se ele fosse uma bateria de 220 volts humana.

— Está bem, Jungkook. — A mão de Namjoon em seu ombro o fez parar de falar por um momento. — Ele já entendeu. — O policial tirou um molho de chaves do bolso de sua calça e entregou na mão do garoto. — Esteja de volta na hora do almoço.

— Muito obrigado, senhor Kim!

E em um quase passo de mágica, o garoto sumiu de suas vistas, os únicos resquícios de sua presença foram alguns papéis levantando e o bipe da porta trancando.

— Ele é um garoto muito inteligente, só precisa desacelerar um pouco às vezes — comentou Namjoon, certificando-se de que Jimin continuaria prosseguindo até onde algumas poltronas estavam dispostas. Diferente do restante do lugar, ali era bem acolhedor e se parecia com um cômodo da Mansão Xavier, o que fez Jimin estalar a língua em desgosto.

— Não pensam em chamar um decorador de interiores, não? A combinação da decoração desta base parece uma reciclagem cinematográfica.

Um revirar de olhos e uma paciência infinita foi tudo o que obteve do policial antes de ser respondido.

— Nós tentamos manter esta sala mais agradável por ser onde os novos heróis recebem suas lições teóricas e o senhor Min gosta de passar bastante tempo aqui com suas leituras — explicou, com um sorriso forçado em seu rosto.

Jimin logo imaginou como seu instrutor seria. Provavelmente alguma entidade cadavérica do governo com pouca disposição para ensinar pirralhos hiperativos e que preferia ficar sentado em uma daquelas poltronas enquanto toma café descafeinado a tarde toda. Era uma perda de tempo deixá-lo ali para aprender algo.

Da maior das poltronas, que estavam viradas para o lado oposto ao deles, surgiu então uma forma masculina com cabelos cinzentos e bem cortados. Apesar dos fios característicos de uma idade avançada, o restante de seu físico estava longe de ser o de alguém que passava o dia dentro de uma sala antiquada.

Se Jimin imaginava encontrar o professor Xavier em pessoa, ele, na verdade, tinha acabado de conhecer o Super-Homem coreano. Ele não era tão grande e musculoso quanto o seu novo guarda-costas indesejado e pessoal, mas naquele caso tinha certeza de que um peteleco dele seria o suficiente para rachar uma parede.

Ele carregava um livro grande em uma das mãos e um semblante sério o suficiente para a língua de seu novo aprendiz coçar para fazer algum comentário.

— Quem é este? — perguntou, com sua voz rouca e olhos analíticos fazendo Jimin remexer-se no lugar.

— Eu sou alguém que não te interessa conhecer e…

— É o seu novo aprendiz — Namjoon o interrompeu, lançando um olhar irritado pelo comportamento implicante do Park. — Pediram para que o treinassem, ordens dos superiores.

Uma sobrancelha erguida em dúvida e mais uma avaliação rápida do homem fizeram Jimin estalar a língua contra o céu da boca.

— Por que eu treinaria alguém como ele? Estou aqui fazendo um trabalho sério.

Ao se virar de costas para os dois, por pouco o instrutor não se chocou contra uma parede que antes não estava ali. Ele recuou, assustado com a aparição súbita, e quase se chocou contra o peito de Jimin, que o segurou pelas laterais.

— Sabe, eu não gostaria de estar aqui, porém, como fui arrastado para a base da Área 51, decorada por alguém de péssimo gosto, acho que não restou muitas alternativas para nenhum de nós dois — Jimin disse em seu ouvido, escondendo sua admiração ao sentir os braços musculosos contra suas palmas.

O Min rapidamente se afastou, suspirando pela derrota e murmurando "poderes mentais, ótimo” ao acenar de acordo.

— Está bem. Vou treiná-lo, mas também não irei facilitar ou admitir que desacate minhas ordens.

— Que cara mandão — Jimin sussurrou para o policial. — Será que ele só fala muito ou também faz?

O tom provocativo nas falas do Park fez Namjoon intercalar o olhar entre o sorriso insolente do novo membro da corporação e a carranca do instrutor que ouvia os sussurros, já sabendo que boa coisa não sairia do convívio entre os dois.

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Notas finais: Este é apenas o comecinho, mas acho que já deu para perceber um pouco como o Ji é kkkkk

Quero agradecer a Noh minie_swag/ minie_swag e a Alice @moonlitz / @moonlitz pela betagem, deixando o texto bonitinho ♡ e também a Natália @trancyz / @trancyz que fez capas lindas para representar a história ♡ Muito obrigadaaa!
E eu não poderia deixar de fora a Safi @Safira_G21/ safira_G, que surtou horrores depois de fazer a primeira leitura da fic terminada ♡

Espero vocês no próximo!



19 Mai 2022 00:21:54 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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