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Ling Chao participa de um Torneio de Pôquer em Las Vegas e acaba esbarrando com seu ex, Mu Ziyang. E é YueYue, seu irmão mais velho, quem precisa contar o desenrolar de toda essa tal premissa de "sorte no jogo, azar no amor"


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As Regras do Ling Chao

Notas Iniciais:

Voltei, depois de mais de seis meses sem escrever nada.

O bloqueio foi feio, mas estou de volta com mais uma fanfic UA de cpop (e do ONER). Ela já estava fazendo aniversário no meu computador, então tomei vergonha pra concluí-la e, finalmente, postar.

Espero que gostem.

Ah, e dessa vez tem glossário, porque eu sei que tem gente que, como eu, não entende muito de pôquer kkkkkkkkkkkk Sério, eu tive que estudar pra escrever sobre. Loucura total.

Glossário:

Texas Hold'Em e Omaha = Modalidades de pôquer, sendo a primeira mais famosa.

All-in = Apostar todas as fichas.

Blind = Aposta inicial.

Royal Flush = Sequência de 5 cartas do mesmo naipe, indo do 10 ao Ás. Melhor mão no pôquer.

Straight Flush = Segunda melhor mão. Sequencia de cinco cartas do mesmo naipe, não terminando no Ás.

Quadra = Terceira melhor mão. Quatro cartas iguais.

Full House = Quarta melhor mão. Nela você tem uma trica + um par (três cartas iguais de um naipe + duas cartas iguais de outro naipe).

Flush = Quinta melhor mão. Cinco cartas não sequenciais do mesmo naipe.


Boa leitura


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Ele nunca tivera sorte com jogos. Fossem eles de dados, roletas ou cartas, sempre acabava com os bolsos vazios. Mas, por alguma brincadeira do destino, estava em uma mesa de pôquer, em um cassino de Las Vegas.

- Mamãe nunca deixaria eu estar aqui se não fosse você. – YueYue ouviu a voz ao seu lado e encarou o rapaz de sorriso infantil.

O rapaz em questão era Ling Chao, seu meio-irmão mais novo e grande prodígio do pôquer na China. Seu rostinho inocente e sorriso bobo facilmente enganava os adversários, que apostavam alto quando sentavam para jogar com ele.

- Por que estou aqui? – o mais velho começou a ficar nervoso ao ver alguns homens se aproximando. – A ideia era eu ficar no quarto, lembra?

Ling Chao revirou os olhos e cutucou o braço do irmão.

- O torneio começa só amanhã, então hoje você vai me fazer companhia e se divertir um pouco. Vamos! Não é todo dia que temos uma viagem com tudo pago para Las Vegas e eu posso arrancar dinheiro de alguns velhotes.

Aquele era um bom ponto e até YueYue tinha que concordar, mas a maior parte dele ainda preferia o conforto de sua cama de hotel e um bom livro para matar o tempo.

Então por que estava ali? Simples, não conseguia dizer não para Ling Chao. Se ele conseguira convencer a mãe para poder viajar, quem seria YueYue para conseguir negar-lhe algo?

O menino, mesmo já sendo maior de idade, era tratado como criança pela mãe e quase perdera a oportunidade de participar do evento. A Sra. Ling quase teve um ataque cardíaco ao saber que seu “bebê” estava metido com “jogatina”.

“É tudo culpa daqueles depravados com quem você anda! Olha o exemplo que o seu irmão tem!”.

YueYue lembrava dos gritos e se sentia um pouco feliz de estar longe de casa naquela semana. Seus amigos eram sempre a má influência, seja por serem rappers, por se vestirem fora dos padrões daquela louca ou por serem gays. Ele tinha crise de riso só de imaginar a reação da madrasta se descobrisse que seu “bebê” era bem popular entre os garotos do cenário underground da região deles.

Depois de muita briga e de Ling Chao ameaçar fugir de casa e nunca mais dar notícias, a Sra. Ling concordou com a ida do menino para os Estados Unidos, desde que, é claro, com a companhia e supervisão do irmão mais velho. Mesmo que não confiasse na índole do filho do primeiro casamento do marido, sabia que YueYue nunca deixaria nada de ruim acontecer com o irmão.

E foi assim que ele parou naquela situação.

- O que uma criança está fazendo na mesma? – perguntou um senhor de terno, rindo de Ling Chao, que apenas sorriu de forma fofa antes de responder.

- Eu tenho idade para jogar, senhor, mas obrigado pelo elogio. Se pareço uma criança agora, quando tiver a sua idade não parecerei tão velho, não é? – a alfinetada passou despercebida pelo homem, mas YueYue teve que se segurar para não esboçar nenhuma reação diante do humor apimentado do irmão, que mascarava tudo com um belo sorriso.

Quando a bela crupiê começaria a rodada, um novo jogador se juntou à mesa, arrancando suspiros da moça ao lado deles.

O homem era alto e bem magro, mas os músculos dos braços se destacavam sob o terno bem cortado que ele usava. Seu rosto era bonito e aristocrático, com traços asiáticos bem marcantes.

- Droga! – Ling Chao reclamou, fazendo-o se dar conta que encarara o recém chegado por tempo demais.

- Pequeno Príncipe... – o homem cumprimentou o mais novo, que revirou os olhos.

- Kwin. – Ling Chao parecia bem descontente ao falar com o outro, que apenas mostrou diversão para a forma que seu apelido foi pronunciado.

- Saindo com homens mais velhos de novo, meu anjo? Já disse que é um péssimo hábito. – os olhos de Kwin vasculharam YueYue de cima a baixo, arqueando uma sobrancelha.

- Não me lembro de você ter reclamado quando era com você. – apesar de não gritar, a irritação era palpável em sua voz.

YueYue, sem entender o que estava acontecendo, apenas observou a troca de olhares desafiadores. Infelizmente não teve a chance de perguntar ao irmão sobre o homem, já que a rodada, finalmente, começava.

A crupiê colocou o botão em frente a uma apostadora antes de começar a distribuir as cartas. Quem tinha o botão deveria começar apostando a metade do valor da jogada, mas, ao ver suas cartas, a moça preferiu não apostar, passando para o próximo.

Aquele começo nunca era muito interessante, já que sem que as cartas da mesa fossem viradas, era quase impossível dizer se era um bom negócio continuar. Mas sempre tinha alguém querendo se gabar ou jogar com a sorte, aumentando a aposta logo na primeira jogada.

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Três rodadas foram o suficiente para que YueYue entendesse duas coisas. A primeira era que um bom livro sobre física teria sido a melhor opção para sua noite, e a segunda era que Ling Chao tinha um problema bem mais complicado com o tal do Kwin do que queria demonstrar. Ele nunca vira o irmão tão irritadiço, mesmo que mantivesse a expressão blasé no rosto.

Ele conhecia Ling Chao. Algo estava bem errado, e o mais novo não se daria o trabalho de dizer o que era.

- Tô fora. – ele resmungou pela terceira vez naquela noite, suspirando pela péssima combinação de cartas que pegara. Nem se ele se esforçasse muito poderia esconder o fato de ter conseguido uma mão tão ruim. – Vou até o bar. Volto pra próxima, ok? – YueYue avisou Ling Chao, que sorriu e, o surpreendendo, se inclinou e o beijou no rosto. – Mas...

Ling Chao já voltara a concentração para as cartas, deixando o irmão mais velho se perguntando o que diabos fora aquilo, mas sabendo que não conseguiria nem mais um olhar em sua direção. YueYue, então, decidiu seguir o que dissera e se levantou, caminhando sem pressa até o bar, onde pediu uma bebida forte o suficiente para aturar mais algumas horas daquela tortura.

- Devia aprender a falar não pra ele, sabe... – YueYue quase engasgou, chegando a pensar que estava ficando louco ao ouvir sua consciência fora de sua cabeça, mas era apenas Kwin, que se encostava ao seu lado no bar, aproveitando a pequena diferença de altura para olha-lo de cima. – Ling Chao vai te levar ao inferno se não colocar alguns limites. Ao céu primeiro, como deve saber, mas a queda costuma ser bem pior quando é de lá de cima. Digo por experiência própria. – ele sorriu de lado, como que para deixar claro que a informação tivera um cunho sexual. YueYue franziu o cenho, mas logo se lembrou do pequeno mal entendido que Ling Chao fizera questão de manter, sem explicar o motivo. Podia desfazê-lo, mas preferiu o silêncio enquanto o outro voltava a falar. – Nossa, que sem educação eu sou. Eu sou Mu Ziyang. – ele lhe estendeu a mão, que YueYue aceitou em um cumprimento rápido.

- Yue Minghui, mas pode me chamar de YueYue. – ele pegou o copo oferecido pelo bartender e bebericou o wiskey caro que seria pago pelo irmão assim que ele terminasse de ganhar todo o dinheiro que podia dos adversários.

Não era como se dependesse dos talentos de Ling Chao para suprir suas despesas, mas tinha sido quase uma exigência do mesmo quando YueYue aceitou largar tudo para embarcar naquela viagem.

- Posso perguntar de onde conhece o Pequeno Príncipe?

- Ah... Temos amigos em comum. – preferiu manter a farsa, acreditando que o irmão tinha um bom motivo para aquilo. Sem contar que sua parte racional o dizia que poderia saber mais do outro se mostrasse como um igual. – E você? Conhece ele dos jogos?

- Meio obvio, né? – foi a vez dele de bebericar a própria bebida. Apesar das palavras, seu tom de voz não era irônico ou rude. – Vocês se conhecem há muito tempo? Nunca ouvi falar de você, e nunca te vi em uma mesa antes dessa noite.

- Ah, não, eu não sou muito de jogos. Na verdade eu sou péssimo em todos eles. – YueYue riu com gosto e percebeu que Mu Ziyang arqueava as sobrancelhas. – O que? Eu só sou uma ótima companhia, e o Ling Chao me convidou pra vir com ele. – YueYue encolheu os ombros e sorriu por detrás do copo.

Beberam um tempo, dessa vez em silêncio. Não era desconfortável, mas nenhum dos dois parecia disposto a continuar falando. YueYue terminou sua bebida antes e decidiu voltar para junto de Ling Chao, mas antes de deixar Mu Ziyang sozinho, se voltou para o mais alto ali e fez uma pergunta direta. Era aquilo ou sairia sem nenhuma informação, e sua curiosidade não o perdoaria.

- O que rolou? Quer dizer, eu sei o quanto o Ling Chao pode ser temperamental, mas ele não costuma demonstrar tanta raiva e desconforto. – ele viu Mu Ziyang balançar a cabeça e suspirar, derrotado, e quase se arrependeu de questioná-lo. – Se ainda tiver algo entre vocês, eu...

- Olha, não me leve a mal, mas a última coisa que eu quero é me intrometer no relacionamento de alguém. Principalmente do Ling Chao. – o tom desolado deixaria YueYue desconcertado em qualquer outra situação, mas aquilo tinha a ver com seu irmão e não podia simplesmente ignorar.

- Não temos um relacionamento... Quer dizer, ainda não. E não estou disposto a entrar em uma embarcação furada. Se vocês têm uma história inacabada, melhor resolverem, porque eu não sirvo pra step. – até ele se surpreendeu com o quão firme sua voz soou. Empurrou o copo para perto do bartender e pediu mais uma dose, enquanto encarava Mu Ziyang seriamente.

Ele hesitou, mas depois de virar toda a bebida na boca, pareceu pronto para falar.

- Ele é um orgulhoso e eu sou um idiota, esse é o problema. - aquilo não explicava nada, então YueYue apenas esperou. – Como eu disse, a gente se conheceu na mesa, mas online, então deve ser por isso que a gente nunca se esbarrou, porque eu conheço quase todos os amigos do Ling Chao. – aquilo era em parte verdade, porque YueYue sabia que os amigos mais íntimos do irmão teriam contado para ele que o mais novo estava em um relacionamento. – Eu uso o nickname Kwin, e sou conhecido como rainha, porque costumo comandar qualquer mesa que participo. Vou soar arrogante, mas sou um dos melhores jogadores chineses dos últimos cinco anos, e foi uma surpresa quando Ling Chao conseguiu me vencer por duas vezes seguidas quando nos conhecemos. Ele usa o nickname...

- LittlePrince, eu sei. Ele ama esse livro.

- Isso. Príncipe, rainha... A comunidade online não é muito criativa, e acabamos virando o que eles chamavam de “Realeza do Hold’em”. – YueYue franziu o cenho. – Nossa especialidade é a modalidade Texas Hold’em no pôquer, apesar de sermos bons em Omaha também. – se Mu Ziyang estivesse falando grego, teria entendido com mais facilidade, mas deixou de lado sua própria ignorância e deixou que o outro voltasse à história. – Nos conhecemos pessoalmente e, depois dele me enrolar bastante com o papo de diferença de idade, nós começamos a namorar. – ele riu, irônico e se corrigiu. – Que dizer, eu achei que estávamos namorando, mas na ultima mensagem que me enviou, ele deixou bem claro que eu só estava brincando com ele, e que eu não prestava.

- E isso é verdade?

- Claro que não! Tudo foi um mal entendido e ele não acredita em mim, inferno! – a compostura se foi quando ele bateu o copo no balcão em um baque, que por pouco não o quebrou. Mu Ziyang bagunçou os próprios cabelos e falou, um pouco irritado. – Eu sei que eu não tinha a melhor das reputações, mas qual era a dificuldade de me escutar pra entender o que aconteceu? – YueYue o encarava, um pouco surpreso pelo pequeno surto, o que pareceu fazer com que Mu Ziyang se recompusesse. – Eu não sou santo, Minghui. Eu sou jovem, rico, bonito, e posso ter quem eu quiser na minha cama, mas não sou facilmente entretido. Sexo nunca veio acompanhado de nada mais do que desejo pra mim, mas com o Ling Chao... Com ele era muito mais do que isso, só que eu nunca pensei em dizer isso pra ele. E isso foi o meu maior erro.

O olhar dele capturou o de YueYue, que pôde sentir o quanto ele estava arrependido daquilo. Ele parecia muito sincero em suas palavras, mas precisava saber mais para conseguir tomar um partido, e até mesmo uma atitude.

Mu Ziyang continuou:

- Eu tive um problema de saúde, e não pude entrar em contato com Ling Chao para avisar. Foram duas semanas praticamente incomunicável, e quando me entregaram meu celular, eu percebi que estava bloqueado em todas as redes sociais dele, e ele não respondia nenhuma das minhas ligações. Dele eu só tinha uma última mensagem, que dizia que ele devia ter ouvido todos que tinham alertado que eu não me entretia facilmente e que devia saber que eu ficaria entediado com uma criança. E, como se isso não fosse ruim o suficiente, ele acha que eu não o respeito nem como jogador. – pela primeira vez, olhou em direção à mesa onde Ling Chao jogava, ignorante de que era o assunto da conversa ali.

- Como assim? Se vocês não se falaram, como ele chegou a essa conclusão? – misturar as situações não era do feitio do irmão, então a dúvida era válida.

- Você sabe que só participa do torneio quem passou por todas as eliminatórias, certo? – YueYue concordou. – Acontece que é possível comprar um lugar pra jogar, caso você não seja o melhor do país. É uma pequena fortuna, e dificilmente alguém decide pagar sabendo que vai enfrentar a nata do pôquer mundial. Mas eu não pude jogar as eliminatórias e decidi comprar meu lugar, porque eu sei que eu vou ganhar. Só que Ling Chao não sabe que eu não escolhi não jogar. Ele pensa que eu paguei para estar aqui porque acho que ele não é um adversário à minha altura.

- Ele acha que você deixou ele com a vaga por pena... – YueYue sussurrou a linha de raciocínio a qual chegou, e sentiu a dor alheia.

Se aquele era o caso, Ling Chao provavelmente não olharia nunca mais na cara de Mu Ziyang. Nem mesmo se o coração sangrasse e sofresse pelo que sentia, ele não daria uma segunda chance para alguém que ele achava que o considerava inferior. Um brinquedo descartável e sem valor.

YueYue começava a acreditar na premissa de sorte no jogo, azar no amor.

Continua...


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Notas Finais:

Gostaram? Não?

Me deixem saber ^^


Essa história é curtinha, e vou aproveitar para postar os dois capítulos juntos. Espero que se divirtam lendo.



2 Avril 2022 23:12:11 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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