beatriz-santos- Beatriz Santos

Um viking de um pequeno vilarejo persegue um inimigo que foge no meio de uma batalha, ao entrar em uma tempestade de neve, ele se perde nas montanhas e acaba perdendo seu cavalo. Depois de passar a noite em uma caverna ele é guiado por uma coruja até achar seu caminho de volta para casa. E agora tudo parece diferente desde que sobreviveu a montanha de gelo. Arun começa a perceber que sempre viveu para seu irmão Arkin, Rei dos vikings, e com a chegada de uma bela mulher, o amor entre irmãos será colocado a prova.


Fantaisie Fantaisie sombre Interdit aux moins de 18 ans. © Obra Oficialmente Registrada. ©B.M.Santos, 2022 - Todos os direitos reservados.

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Capítulo 1

O cavalo corre pela neve. A cada vez que vou mais longe do terreno plano, a neve fica mais densa.

A égua negra vai tendo mais dificuldade para correr sob o gelo, porém, o covarde que fugiu da batalha ainda está empenhado em tentar escapar. Ele sabe que é meu inimigo e que se render agora significa seu fim, sua única chance é continuar a fugir e subir cada vez mais a montanha.

Ninguém que estava na batalha parece ter visto a fuga desse homem exceto eu. Mesmo assim, isso ainda pode ser uma armadilha. A cada segundo aquele homem com seu cavalo marrom escuro fica mais distante de mim. E isso me intriga.

De repente percebo uma tempestade de neve se formar à minha frente. Ela chega em segundos e apenas escuto o relincho do cavalo do meu inimigo desaparecer.

O som se perde na tempestade. É hora de voltar, não vou morrer sendo imprudente.

O terreno já está um pouco íngreme e minha égua precisa ter cuidado para descer. A tempestade se torna cada vez mais forte, até eu não conseguir ver mais nada a minha frente, apenas o chão.

— Precisamos parar, garota! Vamos encontrar um lugar para esperar a tempestade passar. — Digo a Asena.

Ganhei minha garota quando completei 25 anos, ela era apenas um filhote. Meu irmão pediu para que eu escolhesse um potro. A que mais me chamou a atenção, foi Asena. Desde então nunca mais me separei dela.

Asena se inclina mais para descer e eu percebo que nos perdemos, não passamos por aqui. Desço de suas costas e vejo ela me olhar como se não soubesse mais o que fazer também.

O problema é que eu não estou equipado para passar a noite fora, Asena talvez não aguente o frio extremo por toda a noite e já está ficando escuro. Não ouço mais nenhum grito da batalha como quando eu comecei a perseguir meu inimigo. Ouço apenas o rugido do vento forte tentar me empurrar para frente.

Continuo andando com meus pés começando afundando na neve, chegando até perto do meu joelho e meu medo começa a crescer. Preciso continuar descendo. Com as árvores à nossa volta, tudo parece igual, poderia seguir minhas pegadas de volta se não tivessem sido apagadas pela nevasca.

Olho para trás quando ouço um uivo, Asena fica agitada ao meu lado, resolvo montar de novo, quando ouço outro uivo e parece mais perto. Por sorte meu machado está comigo, mas preciso proteger Asena também.

— Se formos em linha reta, vamos chegar em casa enquanto houver descida! — Asena corre e meu coração acelera com o medo crescente no meu peito quando lobos se aproximam de nós. Olho para trás enquanto Asena foge e enormes lobos negros nos cercam. Um deles se aproxima de Asena e ele é quase do tamanho dela.

Viro-me ainda montado nela, me equilibrando para não cair e pego o machado quando o lobo tenta atacar.

Ataco com o machado em seu rosto e ele se afasta chorando pelo corte. Asena se assusta e dá um coice para trás me jogando direto no chão. Meu corpo é amortecido pela neve, meu machado cai longe de mim e ouço os relinchos de Asena se distanciar de mim. Ela continua a correr, me deixando para trás.

— Não! Asena! — Grito. Eles vão matá-la. Assim que me levanto, dois lobos aparecem me cercando. Ainda ouço os chamados de longe da minha égua. A tempestade apenas piora tudo, mas consigo ver os dois vultos pretos prontos para me atacar. O vento gelado faz meu rosto e meus pulmões arderem. Tento controlar minha respiração.

— Saiam daqui! — Grito furioso, tentando assustá-los. Eles se afastam e isso me dá tempo para rolar e pegar o machado que estava a alguns metros. Assim que me viro um lobo pula em cima de mim e preciso machucar ele para que pare de me atacar. Os outros acabam fugindo assustados com medo de morrerem. Levanto-me assustado e não vejo mais nenhum vulto preto. Olho para todos os lados e vejo apenas as sombras escuras das árvores.

Não ouço mais os chamados de Asena e isso me faz entrar em pânico.

— Asena! — Grito com toda a minha força.

Estou tremendo de frio. O machado se torna insuportável de segurar, além de começar a grudar na minha mão. Guardo o machado em minhas costas e tento aquecer minhas mãos dentro do casaco mesmo com as luvas. Eu não as sinto mais. Começo a correr desesperado para tentar achar um abrigo e mudo de rota.

Preciso achar um lugar seguro. Já não consigo ver mais nada à minha frente. O sol se pôs e o frio toma conta da minha alma. Minha boca não para de tremer e começa a ficar difícil de manter os olhos abertos.

— Asena!

Meu corpo desmorona na neve, estou exausto. O gelo faz meu rosto arder e sinto ficar dormente. Não percebo quando meus olhos se fecham.

*****

Quando acordo, não faço ideia de onde estou. Há uma fogueira perto de mim, não vejo nenhuma nevasca e está tudo tão silencioso. Ouço apenas o crepitar do fogo.

Levanto-me de onde estou e retiro minhas luvas analisando minhas mãos. Elas ainda estão geladas, mas nenhuma está com uma cor incomum.

Chego mais perto do fogo para aquecer mais minhas mãos agora sem as luvas, ainda estou cansado. Percebo que há uma cama improvisada para mim. Feita de pelos escuros ao que parece.

Continuo a me aquecer enquanto vejo a fumaça sair da minha boca pelo frio.

De repente, por reflexo olho para meu lado esquerdo e vejo uma forma feminina se aproximar a alguns metros. Ela está quase nua, os pés no chão sem nenhuma proteção, não há roupas, apenas um tecido semelhante a um vestido quase transparente. O que me possibilita ver todo o seu corpo. Seus seios fartos, sua barriga lisa e até mesmo suas partes íntimas.

"Isso só pode ser um sonho."

— Quem é você? — Pergunto ainda desconfiado. Eu estou sonhando, isso não tem sentido, uma mulher linda e praticamente nua estar aqui, no meio do nada. Impossível ela ter me salvado da tempestade, seria a primeira a morrer.

Estou alucinando.

Ela se aproxima cautelosa, com um copo na mão ou algo parecido, percebo que tem algo quente dentro, pela fumaça que sai do copo. Ela se abaixa com calma olhando para mim. Seu olhar indica surpresa e curiosidade e seus olhos brilham com o pequeno sorriso que ela me dá.

— Você é surda mulher? Eu perguntei quem é você.

Ela desmancha o sorriso que havia dado a mim e mexe a cabeça como se tentasse me entender. Ela move seus lábios como se tentasse ler o que eu digo.

— Qual o seu nome?

— Nome. — Me surpreendo com o tom de sua voz. É tão suave e delicada, assim como ela por inteira.

— Se você sabe falar, pode me dizer seu nome.

— Falar. — Ela diz novamente.

Ela tenta dar o copo fumegante de novo a mim e eu recuo. Não sei o que há dentro dele.

Ela parece perceber meu medo e então chega mais perto de mim. Sua beleza é estonteante. Provavelmente morri e fui para o paraíso. Estou sonhando com uma linda mulher querendo cuidar de mim. O problema é que ela não sabe falar.

A pequena mulher bebe um pouco do líquido e sorri levemente para mim de novo. Pego o copo de sua mão ainda olhando para ela. O líquido tem cheiro bom, e então eu percebo que é apenas chá. Não há açúcar, mas ainda sim é saboroso. Bebo tudo o que há e quando volto minha atenção para a mulher. Ela comemora pulando de alegria por eu aceitar seu chá.

Ela é linda demais.

Seus cabelos são totalmente brancos e volumosos, com alguns cachos nas pontas que chegam até seus quadris delicados. Seus olhos são cinza claro e sua pele é branca como a neve.

Ela vem até mim e pega o copo de volta, o levando para longe. A luz do fogo deixa seu corpo totalmente desnudo para mim. Sua bunda é incrivelmente linda e posso ver perfeitamente através do tecido frágil.

Ela volta para mim e parece me analisar. Colocando um dedo na bochecha como se pensasse o que fazer agora.

— De onde você veio, mulher? Isso é um sonho não é? Se é sonho, porque você não me entende?

Ela realmente não me entende quando me encara quase com pena de mim, seu olhar é de tristeza e parece que ela fica triste por não conseguir conversar.

Ela então tenta se aproximar e vem até mim engatinhando. Os fios brancos de seu cabelo são perfeitamente penteados, seu rosto tem uma beleza única, de tão perfeitos que são.

Ela aproxima tanto o seu rosto do meu que imagino que vá me beijar, então ela toca sua bochecha na minha e depois cola seu rosto no meu. Ela parece querer carinho, vejo seu pequeno corpo se aconchegar ao meu e ela trás meu rosto direto para seus seios depois de se deitar ao meu lado. Suas mãos delicadas fazem carinho em meu cabelo.

Me permito relaxar depois de ver que essa mulher selvagem, não aparenta oferecer nenhum perigo a mim, a menos que ela esteja cuidando do jantar até seu marido voltar. Mas acho que se eu fosse o jantar, eu estaria sendo tratado de outra maneira.

Ela aparenta ser apenas uma menina.

Já que é apenas um sonho, aproveito e me enrolo nela também. A menina quase desaparece dentro dos meus braços e só aí percebo o quanto ela é pequena.

Ela me olha uma última vez antes de fechar seus olhos para dormir. Seu rostinho já não sorri mais e eu acabo pegando no sono depois de a observar dormir.

23 Février 2022 21:19:05 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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