rfor_ss Raquel Fortunato

O que será que habita as profundezas do oceano? Muitos predadores usam de cores, luzes ou sons para atrair suas presas para a armadilha. As sereias usam de suas vozes e beleza para atraírem os marinheiros.


Fanfiction Anime/Manga Déconseillé aux moins de 13 ans.

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As senhoras do mar

1844, Marselha - França.

A tripulação do navio Sadala era composta de céticos de lendas marítimas, o capitão Bardock era descrente de mitos gregorianos e sua tripulação constituída por alguns de seus consanguíneos que, assim como ele, também não acreditavam em contos e lendas.

A tripulação era composta por sete homens contando com o capitão Bardock. Seus filhos Raditz e Goku, Vegeta um homem misterioso que apareceu no cais uma certa noite pedindo emprego sem fins lucrativos, queria trabalhar em troca apenas de comida e um lugar para dormir, já estava com Bardock a três anos e se mantinha misterioso de sua vida, mas era fiel e um bom marujo. Krillin era amigo de infância de seus filhos e um bom homem, ficou órfão ainda cedo e Bardock o criou como um de seus filhos. Yancha um primo distante fanfarrão que perdeu sua fortuna e agora trabalhava para pagar suas dívidas de jogo. Nappa um sujeito sanguinário e frio, Bardock salvou sua vida em batalha e Nappa jurou segui-lo aonde quer que ele fosse.

Estavam abastecendo o navio Sadala e colocando as mercadorias que levariam a seu destino, enfrentariam o mar mediterrâneo até a Espanha.

- O senhor não tem medo da lenda das sereias? - Perguntou o armador do cais Sr. Cutelo - Muitos navegadores não viajam em noite de lua cheia por conta da lenda....

O homem foi interrompido pelo riso alto de Bardock.

- Um bando de homem frouxo, pelo amor de Deus! Sereias?! Serio?! - E teve outro ataque de risos.

Bardock só amenizou os risos vendo a cara séria do armador.

- Isso não é piada Bardock, muitos navios foram encontrados vazios e sem os seus tripulantes. No cais de Roma, apenas um marinheiro foi achado com vida e ele estava em choque.

- Deixa eu adivinhar, ele viu sereias? - Bardock revirou os olhos - Você não acredita realmente nessas histórias? Eu vou te contar o que aconteceu, esse marinheiro que sobreviveu estava mancomunado com os piratas, eles saquearam o navio e depois jogaram os corpos dos tripulantes nas aguas. Qual a melhor maneira de fazer os corpos sumirem? Virando comida de peixe.

- O navio foi encontrado e estava com sua carga intacta. O único sobrevivente, um marinheiro que foi achado numa ilha, ele abraçava seus próprios joelhos e cantava uma canção de ninar. O homem estava em choque e disse que as sereias o pouparam, disse que elas não gostaram do gosto dele. Ele está internado numa casa de alienista.

- Conversa! Isso são histórias para amedrontar criancinhas a noite. Um bando de homens velhos e caquéticos se urinando com contos de meninas.

- Então por que os piratas não levaram a mercadoria?

- Porque eles devem ter julgado a mercadoria de pouco valor, ou já estavam lotados de outros saqueamentos e não conseguiriam navegar com tanto peso.

- Esse navio que estou falando transportava sete baús de ouro. Uma carga um tanto quanto valiosa não acha?

Bardock não se abalou com essa informação, achava aquilo tudo muito fantasioso.

- Sinceramente acredito que esse marinheiro surtou, matou todos os homens, e, para se safar da punição jogou seus corpos no mar e agora está bancando o maluco. Sereias não existem, os homens usam coisas irreais para justificar seus medos ou suas ações nesse caso. Por um acaso você já viu alguma sereia?

- Bom....Hum.... Não! Mas não significa que não temo o que não é explicado.

- Eu vou falar o que eu temo, temo que um homem armado invada minha casa enquanto eu não estou e mate minha mulher. Temo ficar aleijado e não poder dar um sustento digno a minha família. Temo apenas os vivos por que esses sins, causam dores e sofrimentos. Agora, sereias, fadas, bruxas, espíritos mal-assombrados.... Isso tudo é conversa fiada.

- Você é muito descrente Bardock. Eu tomaria cuidado pois em noites de lua cheia....

- O lobo mal vai nos pegar - E gargalhou - Não se preocupe, diferente desses frouxos minha tripulação não tem medo do bicho papão.

- Depois não diga que eu não avisei - o armador voltou aos seus afazeres.

Bardock ria ao voltar ao navio, "onde já se viu, sereias! " Gargalhou de como alguns homens inventavam histórias mirabolantes para amedrontar provavelmente os filhos com contos da carochinha.

- Qual é a piada capitão? - Perguntou Nappa em pé no convés, Krillin estava sentado num barril.

- Vocês acreditam que os idiotas desse cais acreditam em sereias?

- Um bando de frouxos - Disse Krillin e riu acompanhado de Nappa.

- Quem? - Yancha vinha subindo a rampa de embarque.

- Os marinheiros daqui acreditam em mitos, como as sereias.

- Dizem que as sereias são criaturas lindas e exóticas, eu não ia achar nada ruim ser pego pelo canto de uma sereia - Coçou o queixo pensando estar no colo de belas sereias.

- Aí quando elas vissem o bom fanfarrão que você é, elas se afogariam em agua de poça - Disse Nappa arrancando risos de Bardock e Krillin.

- Onde estão Raditz, Goku e Vegeta? - Perguntou Bardock quando parou de rir.

- Estão lá embaixo jogando - Respondeu Nappa.

- Muito bem, vamos zarpar dentro de uma hora.

- Acho que dá tempo de fazer uma fezinha - Disse Yancha descendo para o interior do navio.

//////

O mar estava calmo e tranquilo, todos estavam nos seus devidos postos e tudo corria perfeitamente bem. Parecia que seria uma viagem tranquila até a Espanha. Se tudo corresse bem, chegariam até antes do previsto.

Quanto mais cedo chegassem, mais cedo eles poderiam voltar para casa. Praticamente um ano fora de casa, Bardock sentia falta de sua esposa, de dormir abraçado com ela, do cheiro dela e principalmente da comida dela.

Já haviam se passado cinco dias em alto mar, já se encontravam em aguas profundas, o vento agora vinha com cheiro de sal das aguas escuras do mediterrâneo. Todos estavam contentes com essa última viagem, assim que voltassem iriam para casa, descansariam um bom tempo para depois voltarem ao mar.

- Escuta Vegeta, você tem aonde ficar? Quando voltarmos para a terra firme? - Perguntou Bardock a noite, quando todos estavam no convés.

- Não se preocupe, vou ficar bem.

- .... Entendo. Olha você já navega conosco a três anos, e nós não sabemos nada da sua vida. Você se mostra um bom homem, é reservado e eu respeito isso, só navega comigo homens em que eu confio. No começo eu fiquei desconfiado com você, mas você se mostrou um marujo digno.

- Obrigado senhor!

- Mas eu também quero saber para onde você vai quando não estamos embarcados. Esse é um mistério que eu queria desvendar.

Todos olhavam curiosos para Vegeta.

- O senhor está desconfiado de mim?

- Não.... Só, curioso mesmo.

- Espero encontrar algo....

- O que espera encontrar marujo?

- Sinceramente, eu também não sei....

- Como assim você não sabe? - Perguntou Goku curioso.

- É complicado, preferiria não falar, é pessoal.

- Ahhh é mulher na parada! Eu sei que é mulher, quando um homem fala que é pessoal é sempre mulher - Disse Yancha.

- Fala isso por experiência própria? - Nappa perguntou dando um gole no seu rum.

- De todos aqui nesse navio eu sou com certeza o mais experiente.

- Isso é o que você diz.... - Disse Raditz virando sua caneca.

- Sai fora Raditz, nosso amigo Vegeta ali em todas as nossas paradas nunca o vi com uma dama sequer. E ele também não conta de suas aventuras. Goku pode ser o mais bonitão daqui da galera (todos riram), mas é bobo. Se uma dama o olhar por mais de cinco segundos ele caí.

- Qual foi Yancha?! - Disse Goku sem graça, fazendo todos rirem e o mangarem.

- Você Raditz só consegue o que pode pagar, não estou te criticando, pois também as vezes me utilizo desses serviços.

- Pelo menos eu não seduzo donzelas para engana-las.

- Mas é isso que eu estou dizendo! Você se utiliza de meios mais fáceis, eu gosto de sabores mais refinados.

- Hum.... Fanfarrão!

- Mas pelo menos você vive mais, seu pai, casou logo com minha prima Gine e não aproveitou outras saias....

Bardock nem se dignou a responde-lo. Apenas balançou a cabeça e bebeu seu rum. Não iria explicar moralidade a alguém que se abstinha dela. Yancha era um bom homem, um bom marujo, mas seu defeito era ser mulherengo. Ele não respeitava as mulheres e a prova disso era sua esposa Ribrianne.

Uma mulher doce e gentil, era rica e por isso o Yancha havia se casado com ela. Não era bonita, e ela sabia que o marido só se casou com ela pelo dote. Yancha não ligava para Ribrianne, e sempre que podia desvirtuava uma donzela ingênua.

- .... Nappa e Krillin só pagando mesmo, não levem a mal meus amigos, mas vocês não são os mais belos e Nappa, se lavar as vezes é muito bom - Yancha abanou a mão na frente do rosto.

- Está insinuando o que? Que eu fedo? - Nappa se levantou.

- Ainda bem que está ventando, você fede a peixe podre. Quando foi a última vez que você tomou um banho?

- Ahhh me desculpe se eu não sou fresquinho igual a você. Eu sou um homem, quer que eu cheire a rosas.

- Não, mas se lavar as vezes não ia ser tão mal. Já pesquei peixes mais cheirosos que você.

Nappa cheirou as axilas e depois arrotou na direção de Yancha fazendo todos rirem.

- Quanta classe....

/////

Na madrugada, os ventos mudaram e uma tempestade se anunciou. Nappa e Raditz que estavam apostos na madrugada se surpreenderam com a virada do tempo. O mar ficou revolto, os ventos pareciam que iam envergar as velas da embarcação. Bardock e os outros subiram para ajuda-los a controlar a embarcação, ondas gigantescas se formavam, a noite que começou calma e serena, agora se mostrava uma verdadeira tormenta.

Todos eles agora tentavam manter o navio em curso, mas o vento e as aguas revoltas dificultavam os marinheiros de trabalharem. As cordas de uma das velas se arrebentaram, fazendo o mastro rodar a toda força arremessando com toda força Yancha ao mar.

- YANCHA! - O grito de Nappa ecoa pelo convés.

Vegeta, Goku e Raditz correram para segurar a vela, Nappa e Krillin olhavam atentos para o mar revolto, para tentar avistar Yancha.

- VOLTEM A SEUS POSTOS! - Gritava Bardock.

- MAS CAPITÃO.... - Tentou Krillin.

- AGORA! VOLTEM A SEUS POSTOS!

Bardock sabia que se não colocasse seu navio em curso, ele poderia virar e todos ali morreriam. Sentia pelo Yancha, mas como ocorreu a queda, ele sabia que as chances de Yancha eram mínimas, então tinha que prezar as vidas que ali estavam.

A tormenta durou até o amanhecer, pelos menos era assim que eles imaginavam, já que uma grossa neblina pairava sobre eles. A bússola estava desnorteada, eles quase não falavam, todos sentidos com a baixa de Yancha, eles sabiam que não poderiam fazer nada a respeito disso, mas ainda assim sentiam pelo companheiro.

- Da onde vem essa neblina toda? - Falou Goku não aguentando mais o silencio sepulcral do navio.

- A bússola também não está marcando o norte. Temos que dar um jeito de sair dessa neblina - Disse Nappa.

Capitão Bardock estava com um mau pressentimento, mas guardou sua opinião para si, para não alarmar os homens com bobagens de pressentimentos.

A noite já caía, a neblina agora já não estava tão densa quanto o dia, mas ainda sim dificultava a visão dos marinheiros. No convés, Nappa e Raditz estavam no comando, Raditz estava no alto do mastro tentando uma visibilidade, enquanto Nappa estava no timão.

Nappa escutou sussurros e virou-se para olhar. Viu uma bela mulher de cabelos longos loiros e olhos azuis encostada pelo lado de fora da proa do navio. Ele não acreditava no que via, não esboçou nenhuma reação, apenas a olhava, assim como ela também o olhava.

Venha para a minha costa, é muito mais seguro

Do que o mar que ruge, eu preciso de você aqui comigo

Oh meu doce homem incauto

Siga minha voz e pegue minha mão

Deixe-me levá-lo para a terra prometida "

Ele escutava a voz da mulher dentro de sua cabeça, ela não falava, mas ele ouvia sua voz nitidamente em sua cabeça. Ela o olhava docemente e esticou um dos braços e o chamou, o convidando a se aproximar.

Nappa engoliu em seco, estava hipnotizado pela bela mulher, quando ele já estava indo de encontro a moça Raditz o chamou.

- Nappa a este borbo.

Mas Nappa não o ouvia, só conseguia ouvir a voz doce e melodiosa da mulher.

- NAPPA!! - Já era a quarta vez que Raditz berrava.

- O que está acontecendo aqui? - Perguntou Bardock já no convés seguido dos outros.

- O Nappa que não ta me escutando.... - Explicou Raditz descendo.

- Nappa? Nappa? o que houve? - Bardock já se aproximava dele e viu que Nappa olhava para o corrimão da proa.

Olhou na mesma direção mas não viu nada ali e o chamou mais uma vez.

- Nappa - Estalhou os dedos em seu rosto - Acorda!

Voltando a si, Nappa balançou a cabeça.

- O que aconteceu?

- Eu que te pergunto, o que aconteceu? Raditz estava te berrando, pensei que tivesse caído também, que susto! Já me basta ter perdido um homem.

- Desculpe capitão, é que.... - Nappa pensou bem no que ia falar.

Como ia falar que viu uma mulher no corrimão da proa? Como explicar que ouviu a voz de uma mulher em sua cabeça, sem ela nem ter aberto a boca.

- É que.... - Olhou para a proa - Hã....

- É que o que homem? Desembucha....

- Será que Nappa viu uma sereia HEHE - Brincou Goku.

Nappa olhou com os olhos arregalados para Goku, depois pigarreou e inventou uma desculpa.

- Eu vi, eu vi um pássaro imenso no corrimão e pensei, hum, em pegar para comer.

- Pássaro?! Há noite?!

Bardock não estava acreditando no Nappa, mas por hora ia deixar quieto. A morte de Yancha poderia ter mexido com ele.

Ordenou que Nappa descesse e descansasse junto com Raditz, escalou Vegeta e Krillin para ficar ali com ele. Goku dormia rápido e já estava até roncando, Raditz escutou Nappa cantarolar uma canção estranha.

" Através do som de ondas furiosas

A voz dela está me desencaminhando

Eu sinto que preciso estar com ela imediatamente

Para ela soa tão doce

Eu não posso deixá-la sozinha

Aqui neste desconhecido azul profundo e escuro "

- O Nappa.... Que diabo de música é essa?

- Hum, que?!

- Você cantando aí, que porra de música é essa?

- Sei lá, tá na minha cabeça. Ela fica repetindo.

- Eu hein! Cala a boca e vai dormir vai.

//////

Krillin odiava a noite não era uma coruja, mas não estava mesmo conseguindo dormir. Depois de tantos anos embarcado essa era a primeira vez que via um companheiro morrer, a tripulação sempre a mesma, Bardock não admitia estranhos navegando com ele, abriu uma exceção com o Vegeta e só abriu a exceção por tê-lo visto no bar defendendo uma dama e simpatizou com o jeito dele. Mas o restante, todos eram família, e mesmo que Yancha fosse um esnobe e mulherengo, tinha um bom senso de humor e trabalhava bem.

Krillin estava do outro lado do navio sozinho, quando sentiu uma presença. Olhando para a popa viu uma mulher, não qualquer mulher, a mulher mais linda do mundo.

Ela tinha olhos azuis angelicais, cabelos longos loiros ondulados, seus lábios pareciam pintados de vermelho, a cor da pele era de um tom pálido e no seu pescoço de cada lado haviam cortes. Ela deitou a cabeça no corrimão e falou com ele com a voz melodiosa.

- Olá marinheiro.

- O.... Oii... Com, co, como.... Você.... O que é você?

Ela apenas sorriu e se ajeitou.

- Qual o seu nome marinheiro?

- Krillin.... Vo, vo, você tem nome?

- Para onde vocês estão indo?

- Para a Espanha.

- Podemos ir com vocês?

- Podemos?! Tem mais como você?

" Só posso estar delirando " Ele pensou. Sereias não existem, eram mitos, logo aquilo que ele estava vendo era uma alucinação.

Ela ria docemente dele.

- Krillin - Ela falava seu nome como se estivesse o saboreando - Vem cá Krillin aqui é tão frio e escuro.

" Oh meu querido marinheiro incauto

Venha para a minha costa, é muito mais seguro

Do que o mar que ruge, eu preciso de você aqui comigo

Oh meu doce homem incauto

Siga minha voz e pegue minha mão

Deixe-me levá-lo para a terra prometida "

Krillin encantado com a voz e a beleza da mulher seguiu ate seus braços. Ela esticou os braços para dentro do navio para que ele pegasse em suas mãos, ele as segurou e ela lhe perguntou.

- Confia em mim Krillin?

- Sim! Eu confio.... - Ele já estava enfeitiçado.

Ela o puxou para o mar, Krillin afundou de uma vez só, ela o beijava e ele correspondia. Quando ela o afastou dela, Krillin se deu conta que estava embaixo d'agua, a olhou novamente e viu a transformação. A pele dela antes palida, agora era cinza escura, os olhos azuis ficaram todo negro, seus cabelos também ficaram acinzentados e seus dentes viraram presas afiadas.

Krillin soltou todo a ar formando bolhas na agua, tentou voltar a superfície, mas ela o segurou, ela se comunicou com ele antes de ataca-lo.

- Fica comigo Krillin.

Ela cravou suas presas nele, tingindo as aguas escuras do mediterraneo de vermelho.

- Cadê o krillin? - Perguntou Bardock.

- Tava do outro lado, acho que foi se aliviar.

Bardock estava com um mau pressentimento.

- Vai chama-lo Vegeta por favor.

Vegeta foi sem reclamar, mas quando chegou do outro lado da embarcação não o encontrou. "O frouxo desceu" Vegeta desceu para o interior do navio atras de Krillin. Goku, Nappa e Raditz dormiam profundamente, Vegeta olhou tudo e não o encontrou.

- Não o achei - Disse simplesmente.

- Como não o achou?

- Procurei pelo navio todo, parece que tragado pelo mar.

- Impossível! Ele tem que estar em algum lugar desse navio.

- A neblina está ficando mais densa novamente ou eu que estou com sono?

- A neblina está mais densa... - Bardock passou a mão no rosto preocupado - Acorde os outros, temos que achar o Krillin.

- Sim capitão!

Já era manhã e todos estavam no convés do navio, não havia mais aonde procurar Krillin.

- E se, ele caiu na água? - Disse Goku.

- E como ele cairia na agua? Tenho certeza que ele não se jogou no mar - Disse Raditz.

- E essa neblina que não se dissipa... - Disse Bardock.

Todos estavam quietos quando Nappa começou a cantar.

" Através do som de ondas furiosas

A voz dela está me desencaminhando

Eu sinto que preciso estar com ela imediatamente

Para ela soa tão doce

Eu não posso deixá-la sozinha

Aqui neste desconhecido azul profundo e escuro

Venha nadar para mim em um movimento para frente

Deite-se comigo nos braços do oceano

Cante para mim minha senhora do mar

Mostra-me o caminho com a tua melodia "

Todos olharam para Nappa, Bardock se aproximou dele e perguntou o porquê dele estar cantando. Nappa o ignorou e continuou com cantando a canção.

"Através do som de ondas furiosas

A voz dela está me desencaminhando

Eu sinto que preciso estar com ela imediatamente

Para ela soa tão doce

Eu não posso deixá-la sozinha

Aqui neste desconhecido azul profundo e escuro

Venha nadar para mim em um movimento para frente

Deite-se comigo nos braços do oceano

Cante para mim minha senhora do mar

Mostra-me o caminho com a tua melodia "

Nappa não o ouvia, simplesmente repetia a canção melodiosa parado no meio do navio. A neblina agora dificultava a visibilidade dos marinheiros que escutavam vozes vindas do oceano, cada um olhava em uma direção diferente, todos estavam estagnados em cada ponto do navio, quando um forte estrondo os abalaram e todos caíram no chão.

O navio havia se chocado nos rochedos próximos de uma ilha.

- Estão todos bem? - Pergunta Bardock.

- Sim capitão! - Respondeu Vegeta.

- Parece que o navio se chocou nos rochedos - Falou Raditz.

Ele olhava para o estraga no casco, pois havia sido do lado que ele se encontrava.

- Pai, pelo o que eu estou vendo aqui não vai dar para consertar, o estrago está feio.

Vegeta foi até lá e concordou.

- Temos alguns minutos para sair do navio.

- Desçam os botes, vamos para aquela ilha que está mais próxima.

Eles se dividiram entre os botes, Nappa e Bardock em um, Vegeta, Goku e Raditz em outro. Mesmo os rochedos estarem bem próximos da ilha, a neblina dificultava muito na navegação. Nappa começou a cantar a canção e Raditz começou a assoviar a melodia, quando se deu conta praguejou.

- Porra de música chata!

- Então por que está assoviando? - Disse Goku.

- Sei lá, não saí da minha cabeça.

- Pare de assobiar. Ei Nappa, pare de cantar essa música. É assim que elas nos pegam - Disse Vegeta.

- Elas quem marujo? - Perguntou Bardock.

- As sereias...

- Pelo amor de Deus homem! Vai me dizer que você acredita nisso?

- .... Talvez! Meu irmão mais novo Tarble está internado numa casa de alienista, tudo por que ele falou que o que matou os tripulantes do navio em que trabalhava eram sereias.

- Então você está navegando para provar que seu irmão não é louco? - Perguntou Bardock.

- Vim para matar uma criatura dessas, e leva-la para mostrar a todos que meu irmão não é maluco. Há duas armas no bote de vocês e há espadas aqui. Sempre carrego comigo, para o caso delas aparecerem.

- Acho isso fantasioso, mais é bom saber que estamos armados, para qualquer emergência.

A neblina não os davam visibilidade, eles tinham certeza que estavam dando voltas na ilha. Hoje era o último dia de lua cheia, Bardock contava que com isso, a neblina se dissipasse. Eles teriam que sobreviver até a manhã seguinte, teriam que enfrentar a tarde e a noite de hoje. Estava tão imerso em seus pensamentos que não notou que os botes haviam se separados.

- Nappa, cadê o bote dos rapazes? - Ele olhava em volta mais pelo silencio de Nappa, o olhou - Nappa! Nappa!

Nappa olhava para o nada e começou a cantar a música melodiosa. Com cuidado Bardock vai até ele e o esbofeteia.

- Acorda seu desgraçado! Cadê o outro bote?

////

No outro bote Raditz começou a assoviar a melodia, Vegeta entregou uma espada curta para Goku.

- Se prepare.

- Para que?

- Seu irmão já foi corrompido por esses monstros.

Goku olhou para Raditz que assobiava alheio a eles.

- Ele só está assobiando.

- Pois é assim que elas nos atraem, temos que....

Eles começaram a ouvir vozes vindas do oceano, Vegeta olhou ao redor e não avistou o outro bote.

- Cadê o capitão e o Nappa? Cadê o bote deles?

" Oh meu querido marinheiro incauto

Venha para a minha costa, é muito mais seguro

Do que o mar que ruge, eu preciso de você aqui comigo

Oh meu doce homem incauto

Siga minha voz e pegue minha mão

Deixe-me levá-lo para a terra prometida "

Uma linda morena se debruçou no bote deles, Goku ficou fascinado pela beleza da mulher que esticou os braços o convidando. Goku ia lhe dar as mãos, mas foi impedido por Vegeta.

- Acorda Goku! Ela ia te levar para o fundo.

- Não ia não.... Viu como ela era linda, parecia um anjo....

- Só que ela é o demônio! RADITZ! RADITZ!

Raditz ficou de pé no bote, e quando ia mergulhar na agua Vegeta cortou-lhe o braço a espada. Raditz berrou pela dor, mas a tática deu certo e Raditz voltou a si.

- O que houve - Ele colocou a mão no corte - Seu filho da puta! Você me cortou!

- De nada!

Outra sereia, essa de cabelos longos azuis, apareceu na ponta do bote, olhando dentro dos olhos de Vegeta, e num pedido mudo ela o convidou.

" Venha nadar para mim em um movimento para frente

Deite-se comigo nos braços do oceano

Oh meu querido marinheiro incauto

Siga minha voz e pegue minha mão

Deixe-me levá-lo para a terra prometida "

Vegeta foi se esticando até a mulher, mais Goku o segurou.

- Se controla Vegeta, ela está te seduzindo.

- Me solta seu verme!

Os dois ficaram numa luta de força, Raditz berrava para eles pararem, pois, o bote poderia virar e acabou que os dois, Vegeta e Goku caíram na agua.

- Seus idiotas! - Raditz esticou um remo para Goku e o ajudava a subir.

Vegeta estava contornando o bote para subir pelo outro lado, quando a sereia de cabelos azuis apareceu na sua frente. A Beleza da mulher o hipnotizou, ela se aproximou dele e o beijou sendo retribuída por ele. Ela foi afundando lentamente com ele.

- Vegeta? Vegeta? Cadê o Vegeta? - Perguntou Raditz.

- Ué!!! Ele estava vindo pelo outro lado.

Raditz olhou e a única coisa que viu, foi que a agua agora estava vermelha.

- Goku.... Temos que achar nosso pai e o Nappa e traçar um plano.

Goku olhou para a agua e viu a vermelhidão, voltou a olhar para Raditz que balançou a cabeça afirmando. Estavam em apuros, e o que poderia os ajudar? Cada um pegou uma espada e ficaram em alerta. Mas, mais uma vez Raditz se pois a assobiar a melodia, Goku nervoso berrava para ele parar.

- PARA DE ASSOBIAR! PARA COM ISSO! - E num momento de desespero ele cortou o outro braço de seu irmão.

Mas para surpresa de Goku, Raditz o olhou e num movimento rápido enfiou a espada em sua Barriga.

- Ra.... Ditz.... - Goku falou cuspindo sangue.

- Você vai ficar bem irmãozinho - Raditz pulou na agua depois de acomodar Goku no bote.

- NÃO!!! - Goku conseguiu dar um grito.

Raditz esperou pacientemente na agua, quando sentiu a movimentação em volta de si. Respirou fundo, " se alguém tiver que morrer hoje, que seja eu " Pensou.

" Você deve ama-lo! " - Ele ouviu em sua cabeça.

" Que lindo, eu o quero para mim" - Disse outra voz.

" Ele é bem grande. Dá para todas" - Disse uma terceira voz.

Ele rodava na agua tentando adivinhar da onde viria o primeiro ataque, sentiu uma mordida em sua perna e gritou de dor, logo, seu corpo todo foi puxado para o fundo do oceano. Goku respirava com dificuldade, escutou o grito do irmão mais não pode fazer nada. Ele chorou pela perda do irmão e se pois a imaginar se seu pai estaria vivo.

Ele olhava para a neblina enquanto lagrimas rolavam pela sua face, sentiu uma movimentação a sua esquerda e olhou na direção. Viu a morena que tinha visto antes apoiada na borda do bote.

" Moço bonito, eu gostei de você.... Vem ficar comigo " - Ela esticou um dos braços e o tocou.

Goku acompanhava com os olhos a mão dela o tocando, imaginou se aquele seria o sem fim. Escutou um barulho de tiro e subitamente a sereia tirou a mão dele, mergulhando. Viu o rosto de seu pai sobre ele.

- Pai.... - Falou num sussurro.

- Onde estão Raditz e Vegeta? - Perguntou Bardock - Deus.... Quem fez isso com você? Nappa eu vou passar para o bote do meu filho, amarre a corda nos botes.

- Sim capitão!

Já anoitecia e nada da neblina se dissipar, seu filho estava febril e ele fez o que pode para parar o sangramento da ferida, mas a cada minuto que passava seu caçula corria risco de vida. Ele ainda tinha que se preocupar com Nappa cantando aquela música dos demônios, ele tinha feito Nappa parar de cantar depois que o socou.

Eles estavam cansados, Goku dormia respirando com dificuldade, Nappa estava tentando manter seus olhos abertos e Bardock tentava traçar um curso para sobreviverem. Bardock pegou a cantil de agua e deu um gole, quando escutou a música novamente olhou para o Nappa que agora parecia vidrado na canção, e a música também já estava em sua cabeça.

Olhou para a sua esquerda e viu uma bela morena de cabelos longos, ela lembrava sua Gine. "Gine..." Olhou novamente para a sereia e ele jurou que era sua mulher.

- Gine?!.... Meu amor! É você mesma? - Bardock sucumbiu ao cansaço.

Ela esticou um dos braços o chamando com a mão.

"Oh meu querido marinheiro incauto

Venha para a minha costa, é muito mais seguro

Do que o mar que ruge, eu preciso de você aqui comigo

Siga minha voz e pegue minha mão

Deixe-me levá-lo para a terra prometida "

Como ele resistiria a sua doce e amada Gine. Estava cansado, queria ir para casa e deitar nos braços de sua amada esposa, e ela estava ali, bem diante de seus olhos. Não resistiu e deu a mão a ela e sentiu ser puxado para dentro do oceano. Goku acordou com a balanço brusco do bote e chamou por ele.

- Pai?! Pai?! - Tentou se levantar mais o abdômen lhe doía - Tem alguém aí?

Já amanhecia quando Nappa despertou, não havia mais neblina e ele pode enxergar a ilha com nitidez. Olhou para o outro bote e viu Goku pálido e agonizando.

- Meu Deus, aguente firme Goku.

Nappa remou até a ilha e para sua surpresa Yancha estava na ilha. Yancha estava muito debilitado mais ainda consciente e lutando pela vida.

Depois de uma semana na ilha, apenas Nappa e Yancha foram resgatados, Goku não resistiu a infecção da ferida.

Um ano depois....

O armador do cais Sr. Cutelo visitava seu amigo o Dr. Whis Angel, eram amigos desde os tempos do colegial e Cutelo era padrinho de sua filha mais velha. Estavam conversando sobre o sobrenatural, assunto que muito lhes chamava a atenção. Quando entraram no assunto de lendas mitológicas, cutelo se lembrou dos únicos sobreviventes de um suposto "ataque de sereias".

- E o marinheiro Tarble? Ainda tem pesadelos quando escuta música? - Perguntou Cutelo a Whis.

- Sim! - Suspirando - Piorou quando veio para cá aqueles dois marinheiros também sobreviventes de casos de "sereias", muito curioso o caso deles, e há pontos bem interessantes nesses casos.

- Mesmo?! E o que a de interessante nisso?

- O jovem Tarble chegou aqui dizendo que as sereias não gostaram do sabor dele. Nappa e Yancha como outros sobreviventes de uma história parecida, me fez questionar se sereias realmente não existem.

- Você não pode realmente estar acreditando nisso, não é Whis? Como um alienista pode ajudar alguém se acredita em lendas folclóricas?

- Oras, não estou falando com qualquer um, estou falando com você! E sei que você está curioso para saber que pontos são esses.

Cutelo riu da sagacidade do amigo.

- Touché! Estou curioso.

- Eles não sobreviveram por que foram sortudos, acho que a condição deles foi algo que os livrou de serem devorados pelas sereias.

- O que quer dizer?

- Eu nos meus estudos, descobri que alguns animais não comem o outro quando detectam alguma enfermidade na sua comida.

- Você fala de doenças?

- Sim! Não é interessante como os animais agem. Ele pressente que outro não é saudável e o ignora por não ser apropriado a sua cadeia alimentar. Logo, Tarble e Nappa tem a doença do açúcar, enquanto Yancha, bom.... O senhor viu como ele está.

- Sim, eu o conhecia. Era um homem bem-apessoado e garboso, a sífilis avançada desfigurou esse homem - Bebendo um gole de seu café Cutelo pergunta - Acha que por eles serem pessoas enfermas as sereias, os pouparam?

- Minha teoria, sim! Infelizmente não temos como provar a existência desses seres mitológicos. E pessoas como eles, são vistas como loucos, por darem voz a suas imaginações.

- Mas você acredita em sereias?

Whis deu de ombros.

- Há questão não é acreditar ou não. A coisas no mundo que até hoje não há explicações. Posso te falar uma coisa meu caro amigo Cutelo? A mente humana, é o maior mistério da humanidade...

Fim!

8 Février 2022 23:23:03 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Raquel Fortunato Vi na escrita uma maneira de sair da minha escuridão, ainda tentando na luta contra aquilo que me aflige, mas sigo na luta. As vezes de pé, outras no chão, mas tendo a confiança que amanhã sempre será um novo dia!

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