badbyekim Mandy

“Quando você olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.” — Friedrich Nietzsche


Fanfiction Groupes/Chanteurs Tout public.

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Forever Rain

Era como entrar na água, com toda a pressão sobre mim, impedindo que chegasse à superfície viver nessa escuridão olhando para a luz distante. Andando em círculos até chegar a lugar nenhum. Às vezes corria até me cansar pensando que chegaria até o final, porém, apenas me cansava e sentava e dormia. Um dia decidi andar, sem rumo pela eternidade. Contando meus passos. “1, 2, 3...” para manter minha mente ocupada. Com tempo perdi a conta e apenas vagava com a mente vazia. Mas algo me parou. Ouvi um barulho, era baixo, e me assustei por estar acostumado ao silêncio eterno, era de uma pedrinha caindo, me afastei e vi que tinha encontrado uma grande fenda. Me abaixei para observar a grande escuridão, gritei e ouvi apenas o eco de minha voz, era um tanto divertido falar consigo mesmo. Senti um leve tremor e todo o meu peso foi jogado para dentro do abismo, a luz se distanciava até não ser capaz de ver mais nada. Sentia apenas o vento gerado por minha queda livre e fechei os olhos.

Senti gotas por meu corpo, pingando em meu rosto e molhando minhas roupas, depois algo me segurando, ainda estava de olhos fechados. Quando os abri vi alguém com um boné branco e uma capa branca, desvencilhei-me assustado e o estranho desviou o olhar, alguém esbarrou em mim, ao meu redor estava várias pessoas estavam andando apressadas escondiam seus rostos para se proteger da chuva e o homem a minha frente ainda estava parado. “O-onde estou?” Falei atônito. “Tóquio.” O homem falou tão baixo que quase não o escutei pelo tanto de sons ao meu em minha volta. “Obrigado... por me salvar.” Olhei para cima e vi a chuva caindo, sorri por ver o céu acinzentado e a água passando por meu cabelo. “Qual seu nome?” Olhei para o desconhecido e ele abaixou o olhar, aproximei-me para ver seu rosto, mas ele se escondia. “Melhor...irmos, você pode ficar doente...” falou e pegou em minha mão, conservava calor em contraste com o frio que nos assolava. Ele retirou seu boné e o colocou em mim junto de sua capa, foi tão rápido que novamente não pude ver seu rosto. “Mas e você?” Perguntei, ele não respondeu e também não se virou. “Obrigado.” Falei, pude ter certeza que ouvi. “De nada.” Chegamos a sua casa, um pequeno cômodo com apenas uma sala. Retirei o boné e a capa que me deu. Finalmente pude ver seu rosto por completo, possuía olhos pequenos, afáveis e um pequeno nariz. Ele notou que o olhava e seu rosto ficou vermelho, sorriu mostrando pequenas profundidades em cada canto de sua bochecha. “Fique à vontade. Está com fome?” Ele me levou até os móveis e sentei-me, era confortável e macio. “Você ainda não me respondeu.” Comecei, o estranho me encarou e desviou o olhar rapidamente, ele estava com um recipiente que emanava fumaça de seu topo, era água e despejou em duas vasilhas. “Hã? Sobre?” Ele fechou e ficou um abriu um compartimento e pegou dois talheres. “Seu nome.” Falei e ele fez um “Oh!” Tinha esquecido de minha pergunta. “É Namjoon, Kim Namjoon.” Ele sentou-se ao meu lado um pouco distante. “E o seu?” Ele olhou para os lados evitando novamente me olhar. “Seokjin.” Aproximei-me dele e envolvi suas mãos nas minhas.

Ele me olhou arregalando seus pequenos olhos adoráveis. “Por que está tão inquieto?” Perguntei em um tom melodioso. “Nada, nada, nada...” Ele desviou novamente. “Fiz algo que o deixou assim?” Questionei novamente. “É que...” Ele olhou para trás levantou-se de súbito. “O jantar está pronto.” Ele ofereceu sua mão e ajudou-me a levantar. Comemos em silêncio enquanto eu tentava desvendar Namjoon, era recluso e tentava me aproximar com cuidado para não invadir seu espaço. “Tóquio é seu lar?” Perguntei cuidadoso. “Não, não, moro aqui há 5 anos apenas.” Ele havia terminado sua refeição colocou a mão na nuca olhando para um ponto distante. “Onde está seu lar?” Perguntei novamente, ele levantou o olhar e vi um pequeno brilho. “Está em Seul. Bem longe daqui.” Ele sorriu novamente mostrando às pequenas depressões adoráveis de seu rosto que compunham seu sorriso. “E você? De onde é antes de...” Ele desviou o olhar e riu. “Antes de cair?” Eu ri escondendo com o pulso meu sorriso. “Era de um lugar com o céu de milhares de cores e estrelas dia e noite, a grama era de ouro e brilhava.” Namjoon se aproximou para ouvir mais do que tinha a dizer. “Parece um paraíso.” Olhei para minhas mãos e senti uma lágrima brotar. “Um paraíso perdido.” Olhei-o curioso, Namjoon não desviou o olhar. “Você não desviou o olhar.” Observei e ele sorriu mostrando seus dentes perfeitamente alinhados. “Sinto que posso olhar para o sol sem a luz me cegar agora.” Nós dois começamos a rir. Namjoon pega os recipientes e os joga fora, lava os talheres e os deixa secar. Vejo que a noite já chegou e olho para o céu ainda coberto de nuvens, mas a lua não deixava a ofuscar seu brilho. Namjoon ficou ao meu lado e luz prateada refletiu em sua pele. Admirei-o como se fizesse parte do próprio céu noturno. “A lua te lembra seu lar? Seul?” Perguntei. Namjoon estava distraído e olhou-me confuso. “Sim, sim. Andava de bicicleta a noite pela ponte que atravessava o rio Han.” Ele sorri e não evitei sorrir também. “Você é como filho dela, um filho da lua.” Ele sorriu timidamente e corando. “Acho que sim.”

Namjoon disse que eu poderia dormir em seu quarto enquanto ele iria dormir no sofá. “Podemos dividir, esse não é o melhor lugar para dormir.” Peguei em seu pulso e o levei para o quarto junto comigo. “Seokjin, espere!” Me deitei e ele me acompanhou. Apesar de ser um pouco mais alto que eu o vi se encolher nas cobertas. Demorei um pouco para pegar no sono, a falta de luz no quarto me lembrava o abismo em que fui jogado. “Seokjin, está sem sono?” Namjoon falou, com sua voz grave e gentil. “Sim, penso que se fechar os olhos, vou acordar onde estava.” Falei e virei-me para olha-lo, demorei para achar sua silhueta. “No dia seguinte ainda estará aqui, comigo nesse pequeno apartamento.” Ele pegou em minha mão, acariciando meus dedos. Adormeci e sonhei com uma luz que me lembrava de casa.

No dia seguinte, notei que o outro lado da cama estava vazio, Namjoon havia se levantado, o encontrei na cozinha ainda sonolento. “Bom dia, Seokjin!” Namjoon estava com um sorriso de orelha a orelha. “Bom dia, Joon.” Ele me entregou um prato com a comida ainda quente. “Dormiu bem?” Fiz um sim com a cabeça preguiçosamente. Ele parou de comer e abriu e fechou a boca querendo falar algo. “Seokjin, estive pensando que você pode ficar até achar um lugar para si.” Ele parecia um desapontado ao dizer. Tentei descobrir de onde vinha o tom triste em sua voz. “Obrigado, Namjoon. Mas por que está tão triste?” Namjoon olhou-me chocado, minhas suspeitas estavam certas. “É que... parece que...” Ele colocou a mão no rosto e esfregou tentando achar as palavras. “É estranho dizer que quero que fique?” Peguei em sua mão e ele retribuiu o gesto. “Eu caí do céu, então não.” Nós dois rimos e terminamos de comer. “Seokjin.” Namjoon apoiou a cabeça me meu ombro e com a ponta de seu dedo acariciava minha mão. “Tem algum jeito de você voltar para casa?” Namjoon perguntou e pensei por um momento. “Acho que não.” Namjoon continuou a não me olhar. “Vou ter que ficar aqui e me adaptar, com você.” O olhei sorrindo e Namjoon sorriu de volta. “E você Namjoon, quer voltar para seu lar?” Indaguei. “Às vezes sim, às vezes não.” Refleti sobre sua resposta. Nós dois estávamos longe de casa pensando em qual seria o nosso lugar nessa vastidão incerta que é a vida.

5 Février 2022 19:47:07 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

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