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Yoongi é um estudante de magia que está tentando aprender feitiços para manter criaturas e outros praticantes de magia afastados da casa em que mora com um humano comum, seu namorado, Jimin. A casa mágica é o único lugar onde podem sentir um pouco de paz, por mais que acordem todos os dias em diferentes lugares e o estudante passe tempo demais lendo livros e mais livros para buscar uma forma de mantê-los seguros. Tudo parece relativamente bem, até que os feitiços de proteção começam a falhar.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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Escrito por: LuhDrama / LuhDramaLS


Notas iniciais: Olá, xuxus! Voltei após algum tempo com uma fic dentro de uma temática bem legal, então espero que vocês aproveitem.
Boa leitura!


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Era bem cedo quando um rosto surgiu no pequeno espaço aberto entre o batente e a porta para que pudesse espiar para além de sua pequena varanda e saber onde tinham acordado daquela vez. O ritual já era comum o bastante para não se assustar com o movimento solitário da cadeira de balanço, que, por vezes, acreditava mover-se sozinha por estar sobre algum encantamento.

A área em que estava era cercada por uma floresta densa e vívida com o verde intenso das folhas, chegando a combinar com as suculentas que cultivava em todas as janelas da casa roxa com todo o carinho. Afinal, era a sua maneira de lembrar-se de que ali fora as coisas seriam o mais próximo da normalidade, depois que sua vida tornou-se um grande pandemônio ao optar por largar sua rotina medíocre e sem graça para viver com o namorado, que, antes de tudo aquilo, era apenas um cara esquisito que tinha conhecido lendo livros em línguas tão estranhas quanto o próprio.

Após respirar fundo o ar puro e úmido do ambiente, ele retorna para dentro, encostando a porta branca atrás de si antes de caminhar pelo corredor adornado por diversas palavras e frases que ainda não tinha conseguido gravar muito bem a tradução, mas era como uma mensagem de “Afastem-se visitas chatas!” e também “Seja bem-vinda, pessoa-não-tão-chata-assim”, além de mais outros recadinhos bem convidativos.

Na verdade, tais palavras estavam ali como amuletos de proteção para que nenhuma criatura ou praticante de magia entrasse sem a devida autorização, servindo também como lembretes diários da mudança brusca em sua vida.

Antes tudo era tranquilo ao ponto de ser sem graça, mas agora ele estava inserido em um universo imprevisível, cheio de seres maldosos e poderosos que poderiam transformá-lo em um inseto e esmagá-lo com facilidade.

O pensamento gerou calafrios, arrepiando seus braços tanto quanto a cena da cozinha com livros e mais livros empilhados na mesa de jantar. Seus móveis, contrastando com as belas cores laranja e azul claro, traziam uma grande poluição visual de tão bagunçada que estava, fazendo com que esfregasse o rosto antes de se atrever a preparar o café.

— Ei, humano! Faça um café bem forte.

Por muito pouco a água fervente não escapa de suas mãos, antes mesmo que possa colocá-la no coador cheio de pó, um suspiro longo impedindo que xingue alguém pelo susto.

— Pode, por favor, dar um sinal quando for falar alguma coisa?! — resmunga, terminando de preparar o que precisava antes de começar a empilhar todos aqueles livros cheios de anotações, páginas coloridas com marca-textos e notas adesivas, em apenas um lado da mesa, deixando apenas o mais grosso deles ao lado das xícaras de café.

— Tome cuidado, essas páginas são milenares! — a voz caricata volta a falar, mas Jimin a ignora até sentar à mesa com um pedaço de bolo, beliscando uma ponta para oferecer à boca que surge na capa de couro, com adornos metálicos escurecidos na lombada. — Você pode ser um humano chato, mas admito que tem mãos mágicas na cozinha!

Duas xícaras, então, são preenchidas com a bebida forte e quente, com o humano precisando virar o conteúdo na boca sorridente e aberta, que engole todo o café em uma única golada.

— Certo, já te alimentei. Agora me diga onde estamos.

O livro murmura satisfeito com o sabor do café por alguns instantes antes de respondê-lo:

— A casa nos trouxe até alguma taiga na América do Norte, acredito eu. Acho que aquele cadáver de estimação de vocês finalmente está fazendo um esforço para nos afastar do perigo.

Jimin torce o nariz ao ser lembrado sobre o antigo morador da casa, ele havia bebido alguma poção batizada que fez seu corpo desintegrar completamente, restando apenas seus ossos e sua força mágica. Esta última tinha se espalhado pela casa, atribuindo a ela a habilidade de aparecer em um novo lugar todos os dias.

Apesar de tal infortúnio ter vindo a calhar para os fugitivos, era também motivo para manterem distância do quarto onde o esqueleto estava, temendo que este pudesse erguer-se e enxotá-los da casa.

Com a demora para o outro habitante da residência surgir, restou ao humano seguir com uma xícara fumegante até o quarto, onde uma cabeleira ruiva e bagunçada escondia as anotações que estavam sendo feitas por uma mão pálida, fruto dos incontáveis dias tentando aprender magia longe da luz solar.

— Deveria preocupar-se em aprender a mudar a cor da nossa mobília também, sinto que ficarei cego qualquer hora — brinca ao deixar a xícara com uma alça no formato da cauda de um gato sobre a mesa de madeira, dando, então, uma olhada no quarto ainda mais colorido com os diversos papéis adesivos pregados e as escrituras em preto escritas à mão. — Sei que foi tudo pego às pressas, mas realmente nem pensamos que duraria tanto tempo…

O humano corta a própria frase ao perceber que o namorado continuava fazendo seus manuscritos sem ao menos parecer estar prestando atenção em Jimin.

— Yoon, sei que está preocupado, mas… — Sua frase desta vez é interrompida com seu próprio grito ao ver o corpo na cadeira em frente à mesa subitamente virar fumaça, a expressão preocupada mudando rapidamente para uma enfezada.

Atrás dele uma risada alta, quase escandalosa, soa pelo cômodo, que não o contagia nem mesmo após sentir os braços do ruivo envolverem sua cintura.

— Tinha que ver sua cara! — O estudante de magia prosseguiu rindo mais um pouco, até precisar limpar a água acumulada em seus olhos. — Hoje é sexta, dia sem magia a partir de agora. Como prometido.

Jimin ainda parece um pouco irritado pela brincadeira, já era de se esperar que fosse acabar caindo mais uma vez depois de estar acostumado com seus objetos flutuando no ar ou o chuveirinho serpenteando como um réptil a sua volta quase todas as vezes em que ia tomar banho.

Ele estava feliz pelos avanços que o namorado vinha fazendo, mas admitia ainda levar aqueles sustos sempre que um novo feitiço era colocado em prática.

Os dois, então, vão para a sala, único cômodo da casa ainda mantido sem todas as tralhas do estudante e mais comum visualmente, por mais que a mesa de centro tenha o formato de um urso e as cores dos móveis também não combinem muito.

— Desculpa, podemos fazer o que quiser por hoje — decide o ruivo, sendo esta sua maneira de se redimir.

Ele gostaria que Jimin tivesse se negado a ir com ele enquanto pôde, pelo menos agora não estaria em uma situação tão complicada, precisando viver com medo e pichando a porta dos fundos com a imagem de um cão raivoso, como se pudesse manter seres ruins distantes daquela maneira.

— Então vamos apenas ficar deitados aqui, você mal dormiu esta noite — o humano resmunga, cansado já de insistir que ele maneire nas leituras. Além de fatigar sua mente, percebia o quão exausto fisicamente este ficava ao tentar materializar todos os feitiços que aprendia. — Além disso, o livro disse que estamos no meio da floresta desta vez e bem longe da Coreia, acho que teremos tranquilidade por aqui.

A notícia parece ser o suficiente para mantê-los tranquilizados por aquela manhã, por mais que houvesse o medo constante de Yoongi que chegasse o dia que um de seus feitiços falhariam, deixando-os à mercê de algo ou alguém, como o seu professor tinha alertado que poderia vir a acontecer em algum momento.

O que ocorreu pouco tempo depois, quando batidas na porta soaram pela casa silenciosa.

— Tem alguém espancando a porta! Vão atender — ralhou o livro da cozinha, irritado por ter tido seu sono interrompido.

Jimin, que abriu os olhos sonolentos primeiro, procurou sair com cautela do sofá para não acordar o namorado que dividia o estofado consigo, porém sua tentativa de ir até a porta foi interrompida por um agarre em seu pulso.

— Olha da janela do segundo andar — avisou Yoongi, esticando uma mão no ar até o livro grosso surgir flutuando e ser pego por ele. — Nós estamos no meio do nada, não há como ter pessoas por perto.

O humano concorda, seguindo, então, as instruções de olhar do alto através do vidro, seus olhos piscando repetidas vezes antes de se arregalarem surpresos, recuando de costas depressa antes que a superfície vítrea seja espatifada.

— Yoongi! — grita, correndo escada abaixo enquanto era seguido por uma espécie de cipó, que continha uma ponta como a de uma flor que ainda desabrocha, porém, ao se abrir, esta revelava vários dentes pontiagudos. — É uma raflésia! — anunciou, fechando a porta do cômodo que estava para impedir que fosse alcançado.

No corredor, foi capaz de ver o ruivo chutando raízes em formatos de minúsculos humanos, que gritavam como seres desesperados, ensurdecendo qualquer um.

— Mandrágoras? Pensei que não fossem do tipo que andam ou atacam — questionou confuso.

Yoongi, uma vez, explicou que eram plantas usadas por praticantes de magia em poções, com vários poderes benéficos. Sua única precaução era com relação a quantidade usada e forma de colheita, a qual deveria ser cuidadosa, caso não quisesse morrer com gritos estridentes.

Vê-las enlouquecidas, gritando e correndo por sua casa sobre as raízes bifurcadas era perturbador.

— Joguem essas coisas para fora! — o livro berrava, sendo chacoalhado nos braços de Yoongi, enquanto este tentava chutá-las para longe.

Logo Jimin juntou-se a ele com o espalhador de brasa da lareira em mãos, a posição de quem pretendia lançar as mandrágoras o mais distante possível, como se fossem bolas de golfe.

— Não era para os feitiços estarem protegendo o raio da entrada?! — Jimin comentou em meio aos golpes que dava nas raízes, sentindo os gritos o deixarem zonzo. Sorte que sua família nunca foi silenciosa, ou teria desistido há tempos.

— Teoricamente sim… — murmurou o ruivo, chutando, então, com força uma planta para fora de casa a vários metros de distância ao abrir a porta com um movimento da mão. Torcia pra que tivesse acertado o monstro planta que tinha trago seu pequeno exército de batatas humanizadas.

— Os feitiços do garoto estão falhando — revelou o livro, a boca na capa soltando um som em desagrado. — Era tudo o que precisávamos.

A informação pegou Jimin desprevenido. As barreiras não eram totalmente seguras como pensava serem?

— Falhando? Por quê?

O aprendiz precisou desviar sua atenção para uma grande raiz, que gritava todas as suas dores aos seus pés, para poder expulsá-la antes de responder:

— Eu não sou um mago formado ainda, então meus poderes são mais fracos. O professor Kim me avisou que isso poderia acontecer em algum momento. — Um suspiro desanimado indica sua decepção, como se já tivesse sido derrotado de alguma forma.

— O que faremos agora?

O silêncio que se estendeu foi acompanhado pelo som da vegetação viva grunhindo, o monstro apenas não tinha invadido a casa ainda porque as barreiras não tinham falhas o suficiente para um ser tão grande passar.

— Temos que manter qualquer um longe da casa até eu completar os estudos e…

As mãos do namorado estão em seus ombros como um apoio para que interrompa seu andar nervoso ao começar a planejar os próximos passos.

— Está tentando fazer em meses o que é feito em décadas! — Jimin ralha. — É loucura, Yoon.

— Preciso tentar mesmo assim — insiste, afastando-se para ir até a mesa, onde abre o livro em suas mãos para buscar um feitiço que acelerasse a mudança de localidade da casa, antes que mais criaturas da floresta se aproximassem.



Foram longas horas de tensão até que novas palavras estivessem sendo escritas no chão da sala, único cômodo que ainda restava espaço para a longa escritura que Yoongi deixava gravada com a ponta brilhante de uma caneta mágica.

Os móveis tinham sido arrastados para os cantos do cômodo, criando uma área vazia para que ali a mágica fosse feita.

— Acha que vai funcionar? — Jimin murmura, observando com os sentidos atentos a qualquer novo barulho, enquanto mantém o livro apoiado em seu colo na página que continha as instruções.

— Se parar de questioná-lo a cada cinco minutos, talvez ele consiga se concentrar — resmunga a capa dura, que estava voltada para baixo naquele momento, fazendo o som sair abafado. — Suas mãos estão molhando minha linda capa com seu suor!

— Não seja arrogante com ele, estamos todos nervosos — o estudante tenta apaziguar a situação, mas suas próprias mãos tremem ao escrever, fazendo as linhas saírem tortas à medida que o chão vai sendo preenchido com as palavras escuras no piso de madeira.

Se o professor Kim ainda pudesse ajudá-lo, certamente já estaria tudo terminado. Ele era excelente e escrevia sem ao menos precisar usar as mãos, podendo utilizar de várias canetas juntas ou apenas recitando as palavras. Yoongi o admirava, considerando o mago milenar seu maior exemplo.

Diferente do próprio estudante, que era descendente direto de praticantes, seu professor era apenas um humano que dedicou sua vida a estudar magia e aprimorar feitiços, escrevendo — inclusive — um dos mais poderosos livros. Aquele que agora estava sob sua supervisão.

Muitos consideraram Yoongi um infrator por ter fugido com um artefato tão raro e precioso, mas também perigoso em mãos erradas. E muitos gostariam de pôr as mãos no livro falante, por mais que o ruivo suspeitasse que ninguém suportaria uma companhia tão inconveniente por muito tempo.

— Estamos ficando sem tempo — choraminga o humano, fazendo Yoongi retornar seu foco ao ambiente à sua volta, o grunhir do monstro planta soando em uma das laterais da casa antes de ecoar na lateral oposta. — Aquela coisa trouxe mais deles.

Ainda faltavam poucas frases, então precisavam ganhar tempo antes que mais da casa fosse destruída.

— Coloque na parte de encantamentos — pede, vendo o outro rapidamente folhear as páginas até encontrar o que foi pedido em meio a resmungos do livro sobre ter cuidado ao passar suas folhas, pois, caso alguma rasgasse, ele seria amaldiçoado com sua fúria. — Agora preciso que recite o encantamento de controle para manter as raflésias longe.

Jimin precisou piscar os olhos algumas vezes até entender o que seu namorado pedia.

— Eu?! Na minha única experiência com isso, eu queimei toda a nossa janta, esqueceu? Yoon, magia não é para mim.

— Vamos logo, humano! Se aqueles projetos de planta carnívora entrarem aqui, vai passar o resto da sua vida sendo digerido no estômago de um deles. — Se o livro pudesse, certamente estaria chacoalhando Jimin para fazer logo alguma coisa, pois as escrituras nas paredes e teto estavam começando a perder sua coloração e a ficarem cinzentas, indicando que logo não restaria proteção mágica nenhuma para protegê-los.

Com o olhar suplicante do ruivo e um suspiro derrotado, Jimin decidiu, então, tentar, correndo para uma das janelas que já rachavam com o impacto de cipós e raízes, os olhos tentando desembaralhar as palavras difíceis que precisaria recitar.

O encantamento era simples, quando direcionado a seres pequenos ou apenas partes de um corpo, sendo o grau mais difícil o de controlar a mente de alguém, uma vez que poderia existir grande resistência.

— Um Google tradutor seria ótimo agora. — Seus lábios estão sendo maltratados pelos dentes, enquanto arranca as peles soltas na boca seca pelo nervosismo.

— Deixe de besteira e apenas leia! Melhor, repita comigo: Ad imperium. Não é tão difícil assim — o livro insiste, por mais que reste pouca paciência.

A-Ad imperium? — repete incerto, contendo um ruído quando o barulho do vidro sendo quebrado o assusta. — Ad imperium! — grita desta vez, os olhos arregalados quando avista os dentes pontudos da planta quase beliscarem seu nariz, não fosse por uma força desconhecida mantendo esta paralisada no ar.

Um sorriso tomou conta de seu rosto ao perceber que tinha dado certo. Estava achando-se incrível por isso.

— Humano doido, ordene essa coisa a fazer algo! — o livro continuou resmungando, e Jimin apenas o ignorou daquela vez, apontando em direção à criatura que espreitava do lado de fora para que a sua própria parte, que estava no controle do encantamento, atacasse.

Logo Jimin tinha ganhado alguma confiança em executar o encantamento, ao passo que Yoongi sentia o pulso doer de tão rápido que escrevia, com medo que as palavras lidas escapassem de sua memória ou que fosse interrompido antes de conseguir.

Felizmente Jimin conseguiu sair bem no plano e o feitiço finalmente foi completado. Todo o chão, então, iluminou-se em branco, cegando momentaneamenteYoongi, que precisou cobrir os olhos e se afastar, incapaz de ver o que estava acontecendo.

Toda a estrutura da casa começou a estremecer, objetos em cima dos móveis começaram a cair e uma luz tão forte quanto a presente na sala escapou do quarto onde o cadáver do antigo dono estava, assustando Jimin, que tentava afastar as criaturas das janelas.

O humano não demorou a correr atrás do aprendiz de magia e abraçou-se ao seu corpo como pôde, mantendo o livro entre eles e os olhos fechados por instinto com o clarão que se expandiu até ser visível mesmo de longe, e depois, com um passe de mágica, a claridade extinguiu-se.

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Notas finais: Quero agradecer a Thay @_thays / @_thays por ter conseguido expressar minhas ideias em capas lindinhas e o Demias Honeyboy__ / @Honeyboy__ pela betagem dessa fic enorme kkkkkk ❤️
Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo!

6 Janvier 2022 20:20:34 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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