dae_gen Dae Gen

Depois que os deuses do Olimpo permitiram que seus filhos vivessem entre os humanos, a vida na terra não foi mais a mesma. Semi-deuses e pessoas comuns reivindicavam e lutavam por seus lugares no mundo, mas com a descrença da humanidade no divino e sua fé sendo depositada, cada vez mais, na ciência, os deuses viraram suas faces para o que acontecia no planeta, abandonando, também, seus herdeiros. Kim Taehyung imaginava que aquele seria apenas um ano comum, estudar, treinar, viver, evitar os humanos, mas tudo muda quando sua família mundana precisa se mudar e ele se vê no meio de uma região, onde os semi-deuses são um pouco mais hostis do que ele estava acostumado, e sua adaptação conta com a ajuda de um herdeiro inesperado. Será o começo de uma aliança ou os interesses de seus pais ficarão acima de tudo?


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

#olimpo #vsuga #namjin #jikookhope #taegi #drama #semi-deuses #deuses #mitologia-grega #distopia #bts
6
7.0mille VUES
Terminé
temps de lecture
AA Partager

A cidade perfeita

TAEHYUNG


“Bem-vindo a Troilus Village”, era o que dizia a placa enorme na entrada da dessa cidadezinha, o que soava mais como uma piada do que como um nome de algum lugar.

Já fazia algumas horas que eu estava sentado naquele banco de trás do carro, minha mãe no banco do passageiro, o pouco sol que conseguia escapar das nuvens, refletia seus cabelos castanhos-mel, meu meio-irmão herdou esse traço, mas o resto… Ele era igual ao meu padrasto, o homem que conduzia o carro.

Entre eles existia uma animação irritante, o trajeto era dissolvido em conversas alheias, cantoria desafinada e brincadeiras que só meu meio-irmão gostava. “Lá é um lugar bom”, disse minha mãe algumas várias vezes, para me convencer a deixar a minha vida para trás e recomeçarmos nesse buraco.

Eu vivia em uma família de margarina, meu padrasto era um homem maduro, mas com a aparência jovial, tinha hábitos saudáveis, cabelos e dentes bem cuidados, ele era corretor de imóveis e conseguia fechar negócio tão rápido quanto um trovão. Quando ele estava negociando, abria um largo sorriso e, por isso, passei a chamá-lo de: homem sorriso. Um apelido carinhoso, eu diria. Em geral, ele era legal, já que se dedicava mais à educação de Taehyun, o pirralho de dez anos sentado do meu lado.

Meu meio-irmão era como qualquer criança: chato e remelento. Mas ele tinha seus momentos. Quando eles escolheram o nome para o bebê, eu só tinha oito anos, e lembro de ter ficado extremamente chateado com aquilo, já que, o nome dele é como meu, só que sem uma letra. Uma falta de criatividade tremenda! Porém, a culpa não é dele por ter um pai invejoso e uma mãe maravilhosa.

A minha mãe. A mulher que eu tenho que dividir com esse pedaço de carne flatulenta e o homem sorriso. Ela é a mulher mais linda dessa terra, eu até ousaria dizer que é mais linda do que Afrodite, mas nunca a vi pessoalmente. Com seus cabelos sempre ondulados, o sorriso discreto e olhos doces, ela ocuparia bem o cargo da deusa.

Minha mãe é confeiteira, faz bolos e doces, os mais gostosos que já comi na vida, ela é alta perto do padrão mediano, o que intimida algumas pessoas, mas isso não intimidou meu pai, o meu verdadeiro pai: Zeus.

Há dezoito anos, o deus do Olimpo saiu para um passeio na terra, na época em que ainda existia paz entre deuses e humanidade, e encontrou minha mãe, a mulher que ele teve uma linda noite de amor, e então eu nasci. Bom, pelo menos, é essa a versão dela, já que, o único contato que tenho com meu pai são cartas esporádicas e um arco e flecha que nunca usei, porque não sei atirar, presente de aniversário quando completei dezoito anos. Fora isso, mais nada.

Meu padrasto anunciou que estávamos chegando, mas ele também disse isso meia hora atrás. De certo, a paisagem que eu conseguia enxergar da janela do carro tinha mudado drasticamente desde a placa de boas-vindas, as ruas não tinham buracos, haviam canteiros de árvores frutíferas, mas o ar estava mais pesado, pelo menos para mim. Quando se encontra um herdeiro de Olimpo, ou um semi-deus, é possível sentir a aura divina dele, os humanos sentem isso de uma forma mais leve, quase imperceptível aos mais desatentos, mas nós sentimos e pode ser um pouco atordoante.

O carro foi diminuindo a velocidade e a moça do GPS, com voz irritante, anunciou que tínhamos chego. Abri a porta do carro, precisava esticar as pernas e o corpo, que estalou inteiro quando elevei os braços para cima, depois de suspirar profundamente, fui dar atenção ao meu novo… “Lar”.

De primeira foi um pouco confuso, todas as casas pareciam iguais, havia a calçada larga, uma parte de grama verde, onde provavelmente as donas de casa cultivavam seus jardins, e então, a construção. A minha tinha cores pastéis, branco, azul e bege, janelas altas e o pé-direito médio, um telhado triangular e uma chaminé… A casa da direita era igual, só que em tons avermelhados, já a da esquerda, era esverdeada, e assim se sucedia por toda a rua.

Eu me sentia confuso, ou dentro de um jogo de SimCity, que a pessoa colocou o mesmo modelo de casas no bairro inteiro, era bonito e assustador, mas não na mesma medida.

Nem notei quando começaram a descarregar o carro, só levei um puta susto quando o porta-malas fechou, eu estava entretido com o padrão que existia ali. Será que só eu fiquei intrigado? Minha mãe me abraçou de lado, uma mão em cada ombro, ela fazia isso quando queria parecer mais maternal.

- Viu? Não é tão ruim. - Ela disse em um tom calmo. - É bem maior do que a outra.

- Você percebeu que todas as casas são iguais, né? - Falei em um tom óbvio.

- Essa cidade é diferente das outras, meu amor.

Eu sabia que depois dessa frase ia vir a explicação genérica sobre ‘Troilus Village’, todo mundo conhecia o lugar, existiam vários comerciais que falam daqui. Sempre com o slogan: “uma cidade sem preconceito”. Um lugar onde habitavam humanos e semi-deuses, sem guerra, sem diferenças, quase uma utopia plastificada.

Minha mãe só precisou ver o anúncio duas vezes para decidir que tínhamos que nos mudar. Entre os argumentos que ela usou estavam: “tem uma qualidade de vida melhor”; “é um dos lugares mais seguros” e, o que eu mais gostava; “você vai estar com outros iguais a você”.

Eu era feliz na outra cidade, tinha amigos “iguais a mim”, o BangChan, filho de Héstia e Da-hyun, filha de Morfeu. A forma como minha mãe justificava aquela mudança me fazia sentir uma aberração, uma daquelas pessoas, nos séculos passados, que era diferente por ter uma condição, seja física ou mental, e as pessoas “normais” as prendiam em manicômios, ou as colocavam como atração para circos de horrores.

- Aqui tem pessoas treinadas para proteger a gente! - Ela continuou, mas eu não tinha prestado atenção.

- Que pessoas? - Perguntei dando de ombros.

- Você não viu os guardas que ficam de atalaias aqui? Eles estão desde a entrada, meu querido.

Minhas sobrancelhas se encontraram no centro da minha testa, pisquei demorado e, como um jogo de ilusão perverso, eu lembrei de tê-los visto e foi como se minha mente apenas os tivesse ignorado em meio a paisagem. Sim. Pessoas, cujo o sexo não daria para diferenciar, vestidos de um macacão de corpo inteiro, verde, ou roxo, ou amarelo, eu não me lembro, usavam alguma coisa no rosto…

- Bom, você vai ter tempo para se acostumar! - Minha mãe quebrou minha busca interna, me dando um aperto nos ombros. - Vamos entrar, você precisa ver o seu quarto.

Concordei com a cabeça, a contragosto, meus olhos se ergueram para a janela do vizinho, cujo havia uma silhueta parada, observando, abaixei o olhar, como se só estivesse admirando tudo, mas eu sentia algo errado demais ali e, assim que a porta fosse fechada atrás de mim, era como se não houvesse mais volta.

17 Décembre 2021 15:59:14 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
1
Lire le chapitre suivant Iguais a mim

Commentez quelque chose

Publier!
Il n’y a aucun commentaire pour le moment. Soyez le premier à donner votre avis!
~

Comment se passe votre lecture?

Il reste encore 50 chapitres restants de cette histoire.
Pour continuer votre lecture, veuillez vous connecter ou créer un compte. Gratuit!