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Yoongi não sabia que era tão difícil cuidar de uma criança, imagina de quatro. Ele não havia hesitado ao aceitar cuidar dos filhos dos amigos no dia em que ficara em casa cuidando de sua cria, o que resultou em muita bagunça, sujeira e surtos.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Tout public.

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Único: Surtos internos

Escrito por: jupteryoon /jupteryoon


Notas iniciais: Yay! sim, eu escrevi duas fics pro 2min. não me aguentei sjdnhshe mesmo depois de tanto tempo sem escrever, eu amei o resultado, espero que vocês também!

nos vemos nas notas finais!

b o a

l e i t u r a ❤️


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7

Jimin estava se arrumando para mais um dia de trabalho. Era educador em uma escolinha no centro, do Ensino Fundamental I, onde era muito querido por todas as crianças e se dava muito bem com todos os pequenos.

Mal via a hora de ver seu filho entre as crianças na escola.

Seu filhotinho estava com quatro anos de idade e era igualzinho — em questões de personalidade — ao seu outro pai, Yoongi. O Min mais novo era adorável e cheio de energia. Infelizmente, o pequeno estava com um pouco de febre, e Yoongi se prontificou imediatamente a tirar uma folga para cuidar do filho, visto que Jimin foi quem havia cuidado dele na última vez. Assim, poderia passar mais tempo com sua cria, já que havia ficado ocupado a semana inteira.

— Yoon, tem certeza?

— Claro que sim, meu amor. Vamos ficar bem e passar bastante tempo juntinhos.

Jimin, mesmo receoso, assentiu com a cabeça, terminando de se arrumar.

Passou no quarto de Min Park Bangchan e fez carinho nos cabelos castanhos da criança adormecida. A febre estava baixando, mas, ainda assim, estava preocupado. Estava prestes a ligar para o trabalho e avisar que faltaria naquela sexta, mas o marido pareceu pressentir que faria aquilo e lhe tranquilizou novamente, dizendo que qualquer coisa ligava para seu celular.

— Amor, mal passei tempo com ele essa semana e você quem cuidou da nossa cria na última vez. Pode ir tranquilo, meu anjo, cuido de tudo por aqui.

— Tem certeza, Yoon? — Jimin perguntou novamente, só para ficar mais tranquilo em deixá-los sozinhos.

— Tenho, amor.

— Tudo bem. Não se esqueça de…

— Medir a febre a cada hora, lhe dar o remédio no horário indicado e fazer um almoço saudável. Eu sei, amor. Vamos ficar bem, certo? Quando você chegar, o levaremos ao seu médico.

Jimin assentiu mais uma vez e, mesmo ainda preocupado, aceitou, mas disse que voltaria um pouco mais cedo para irem ao hospital. Deu um beijo no marido e foi dar mais um em Bangchan, saindo pela porta logo depois.

Yoongi foi conferir se seu bebê ainda estava dormindo e, quando constatou que sim, foi para a cozinha preparar uma salada de frutas para si. Também deixou o remédio à vista, pois logo mais iria dá-lo ao pequeno Min Park, mesmo que estivesse morrendo de dó. Aquele remédio era tão ruim que chegava a doer sua garganta só de lembrar. Infelizmente, era necessário que Bangchan passasse pelo mesmo processo para melhorar.

Antes de ir para a sala, ele fez carinho em Holly, o cachorrinho da família, e lhe colocou ração, sorrindo ao vê-lo comer todo animado enquanto trocava a água do doguinho.

Na sala, Yoongi deixou um documentário tocar na televisão enquanto comia suas frutinhas. Em sua cabeça, estava planejando várias coisinhas para fazer com o filhote para animá-lo. Estava com saudades, mesmo o vendo todos os dias, e essa era a oportunidade perfeita de dar a atenção merecida ao filho e ficarem juntinhos o dia todo.

Não demorou muito e viu o filho caminhando até si, coçando os olhinhos, com os pés descalços no chão. Correu para lhe alcançar e pegá-lo no colo, pois estava muito frio naquele dia.

— Papai, dodói aqui — falou o mais novo, apontando para a barriguinha coberta pelo pijama, todo manhoso no colinho do papai Suga.

— Eu sei que sim, meu amor, mas vai passar, sim? Papai vai cuidar de você.

Yoongi colocou em um desenho animado e foi buscar uma meia e o cobertor para Bangchan, que aceitou tudo de bom grado para ficar quentinho. Papai Suga também havia feito leite com achocolatado quentinho e abrigou o pequeno em seu colo, abraçando-o enquanto Vera e o reino do arco-íris passava na tv.

Yoongi sentia saudades do corpo quentinho do filho colado no seu assim, com tanto cuidado e fragilidade. Daria sua vida por ele sem nem hesitar, era seu bem mais precioso junto com Jimin.

Lembrava-se até os dias atuais de quando havia o visto pela primeira vez em uma incubadora, com dias de vida, sem registro e sem pais. Fora amor à primeira vista, e sabia que havia acontecido o mesmo com Jimin, pois bastou um olhar para que o mesmo fosse falar com a assistente social. Todos os meses de espera valeram a pena, assim como todos os treinamentos para cuidar do bebê e todas as horas de sono perdidas pela ansiedade de tê-lo em seus braços para cuidar.

Não se arrependia de nada e faria tudo dez vezes pelo seu filhotinho. Ele deu um beijo na testa do outro, percebendo que a febre havia baixado mais e isso era bom. Mesmo assim, precisaria dar o remédio ao pequeno.

Ele não queria se desgrudar do menor, mas foi preciso. Ele morreu de dó ao ver a cara de choro da sua cria ao ver o remédio em sua mão.

— Remédio não, papai! Remédio mau!

Suspirou fundo, pois precisava ser forte.

Depois de muito choro — de ambas partes —, BangChan estava todo manhoso e acabou adormecendo outra vez; pelo menos, a febre estava quase sumindo, Yoongi suspirou aliviado ao medir a temperatura do pequeno novamente.

Estava quase cochilando com o filho no colo, quando a campainha tocou. Ele olhou meio grogue para a porta, tentando ignorar. Estava dando certo, até a pessoa apertar a campainha mais duas vezes. Todos os seus amigos e familiares sabiam que nem ele nem Jimin estariam em casa nesse horário em um dia normal, por isso continuou sentado, como se ninguém realmente estivesse lá para abrir a porta.

Após um grande minuto de silêncio, ele já estava prestes a tentar dormir outra vez se não fosse, dessa vez, por batidas na porta.

Eu sei que você 'tá em casa, Yoongi. Abre essa porta agora!

Yoongi suspirou, colocando seu filhote no sofá com cuidado, revirando os olhos e se deparando com Seokjin parado do outro lado da porta, com uma cara nada boa.

— Jimin me contou que estava em casa com Bang. Ele melhorou?

— Sim, a febre baixou — respondeu, dando espaço para o amigo entrar, mas este estava um pouco nervoso e apenas assentiu, olhando para o nada. — 'Tá tudo bem?

— 'Tá sim, hum… — Yoongi fez uma careta para o Kim mais velho, esperando que ele falasse logo. — Pode ficar com Victoria? Por favor? Eu tenho um caso agora e preciso pegar Seulgi no hospital depois.

Seokjin lhe explicou que sua esposa estava de plantão naquele momento e ele havia tirado a parte da manhã para ficar com a filha, mas o caso que pegou — já que era detetive — estava se encerrando, visto que as provas foram conferidas nas primeiras horas do dia. Não queria precisar levar Victoria, então, quando Jimin lhe ligou contando sobre Bangchan, o Kim pensou no amigo imediatamente para que ele pudesse lhe ajudar.

Yoongi constatou que não teria problema, já que Bangchan estava dormindo e Victoria, que também veio sonolenta no colo do pai, apenas se aconchegou ao amigo e dormiu também.

Yoongi se sentou no chão, recolocando em seu documentário enquanto as crianças dormiam quietinhas. Novamente, Yoongi sentiu o sono do tédio lhe pegar, bocejando e deitando a cabeça no braço para fechar seus olhos mais uma vez.

Mal havia abaixado as pálpebras quando ouviu a campainha três vezes seguidas.

Estava pronto para abrir a porta e xingar Seokjin por ser tão insistente e perguntá-lo se havia esquecido alguma coisa, mas apenas encontrou Hoseok por lá. E desesperado.

— Hyung, pelo amor de deus…

— Calma, respira — pediu, vendo que o outro estava agitado demais para falar algo coerente daquele jeito atrapalhado. Depois de respirar fundo três vezes, ele disse, ainda desesperado: — Minha irmã está dando a luz, no carro, tipo, agora. Namjoon 'tá lá acalmando, mas 'tá mais nervoso que ela, enfim... — Ele riu nervoso, olhando Yoongi como se pedisse socorro. — Pode ficar com Yeonjun? Por favor, estamos desesperados e ele não quer ir para a escolinha de jeito nenhum, pelo amor de deus, Yoongi…

Yoongi o acalmou e disse que podia ficar com Jun, afinal, a situação era mesmo delicada e Hoseok estava quase chorando enquanto implorava para que Yoongi aceitasse.

Não demorou muito para que Hoseok corresse para o hospital com seu marido e sua irmã. Yeonjun havia pulado no outro sofá e se deitado ali, pedindo por um desenho na televisão enquanto esperava seu priminho nascer.

Yoongi pegou mais cobertores e cobriu o único acordado, deixando-o confortável enquanto assistia a Pokémon.

Pegou seu celular e resolveu deixar uma mensagem para Jimin, avisando que estava tudo bem por ali.

You: A febre do nosso filhotinho baixou, tá tudo ok. Vic e Jun estão aqui também, qualquer coisa, me liga.

Ele desligou o aparelho e notou que mesmo com três crianças ali, a casa estava silenciosa, então deduziu mais uma vez que não seria tão difícil assim.

Voltando da cozinha após beber um copo de água, mal teve tempo de se sentar e a campainha tocou novamente, sabe-se lá por quantas vezes só naquela manhã. Revirando os olhos e com a cara emburrada, ele abriu, vendo Jungkook e Taehyung com a pequena menina nos braços.

— Oi, hyung…

— Já sei, ficar com a Noah? — interrompeu o amigo, vendo-o ficar surpreso. Respondendo à pergunta silenciosa, ele se afastou da porta, mostrando as outras três crianças.

— Não vai ter problema ela ficar, hyung? — Jungkook, agora loiro, perguntou.

— Não.

— Tem certeza? — Taehyung questionou dessa vez, já tentando acordar a menina adormecida em seu colo.

— Sim, mas não acorda ela, pelo amor, Taehyung.

Com mais uma criança adormecida no outro sofá, Yoongi trancou a porta e decidiu fingir sua inexistência para quem quer que tocasse a campainha mais uma vez.

Sua sala parecia uma creche e ele não sabia muito bem o que fazer agora. Jimin já sabia lidar com várias crianças de uma vez, mas ele era apenas o tio Suga que aparecia no aniversário com o presente do ano; sabia lidar apenas com sua cria, e torcia para que tudo desse certo.

Ele observou as crianças dormindo e Yeonjun em silêncio. Pareciam uns anjinhos daquele jeito.

Não iria ser tão ruim assim.

[...]

Jimin morria de amores trabalhando naquela escolinha. Hoje, as crianças estavam aprendendo a escrever o próprio nome; aquilo era um marco importante e especial na vida de cada um, por isso, estava babando na inteligência e persistência de cada um. Queria logo seu filhotinho ali no ano seguinte em meio às crianças.

Em seu segundo intervalo, ligou para Yoongi, mas logo se preocupou, pois nas duas primeiras vezes a ligação caíra na caixa postal. Depois de enviar duas mensagens, ele ligou novamente e, no quarto toque, Yoongi finalmente atendeu.

— Yoongi?! Por que demorou para atender?

Desculpa, meu amor, o celular estava na… BANGCHAN E YONJUN, DESÇAM JÁ DA MESA! Estava na varanda e… VICTORIA, NÃO OUSE ENTRAR AÍ! Minnie, te ligo depois, okay? 'Tô meio atolado aqui. Te amo.

Sem dar chance de resposta, ele desligou o aparelho e a linha ficou muda. Jimin ficou estático, pensando no que havia acontecido para que seu filho e Yeonjun parassem em cima da mesa e Victoria entrar onde quer que tenha sido. Ele sorriu e focou em separar seu material para a próxima aula. Se seu filho já estava fazendo bagunça junto aos outros, então já estava melhor.

[...]

— Tio Suga, eu quero fazer xixi — Noah pediu, puxando a camisa do tio pela quarta vez naquele dia para ele lhe ajudar a ir ao banheiro. Yoongi pegou em sua mão, mas foi andando com dificuldade, pois havia uma Victoria fingindo ser um coala grudada em sua perna. Assim que Noah terminou, ele lavou suas mãos e correu para a sala, pois Yeonjun estava ligando e desligando o ventilador, assim como Bangchan clicava em todos os botões do controle da tv ao mesmo tempo.

Yoongi, definitivamente, não deveria tê-los acordado.

Yeonjun havia dormido também, o que lhe deu total tranquilidade para fazer o almoço sem se preocupar. Preparou variedades bem coloridas e gostosas, assim como separou quatro cadeiras, uma do lado da outra. Colocou pratinhos e colheres de plástico colorido na mesa, arrumando tudo ali em cima; o cheiro estava uma delícia e ele estava orgulhoso de si mesmo. Roubou um nuggets em formato de emojis e foi acordar os quatro monstrinhos que estavam roncando há muito tempo.

Talvez seu maior erro tenha sido isso.

No começo foi maravilhoso. Os quatro lavaram as mãozinhas e se sentaram civilizadamente, cada um em frente ao seu prato. Yoongi colocou a mesma quantidade de comida para cada um, cada prato com cinco cores e bem saudável. Estavam comendo todos quietinhos.

Tudo começou quando Bangchan cuspiu o brócolis no vestidinho de Noah, que começou a chamá-lo de bobão.

Yoongi chamou-lhes a atenção pela pequena briga, mas Noah parecia impassível.

Era mesmo filha de Taehyung.

Yeonjun, não contente em só observar, começou a provocar Victoria, que por sua vez, jogou suas cenouras no garoto.

— Pelo amor de deus, parem — Yoongi choramingou, com as mãos na cabeça, em completo desespero. Infelizmente, precisou falar um pouco mais alto para que parassem de brigar e colocou-os de castigo na sala, enquanto dava banho em cada um de uma vez. Por sorte, os pais deixaram roupas extras em suas bolsas.

Precisou escovar os dentinhos e lavar os cabelos de cada um. Bangchan tinha os cabelos cheios de gordura, Yeonjun de cenoura ralada, Victoria de arroz e Noah de brócolis. Depois de devidamente vestidos, ainda precisou ficar de olho nos meninos enquanto tentava fazer uma trança mal feita nas duas meninas.

No desespero de tudo ficar em paz, sugeriu que brincassem de massinha, todos em conjunto.

De massinha.

Que ideia idiota.

Bastou ir no banheiro para escovar os próprios dentes que a sala já estava toda infectada pela massa colorida. Tinha na porta, nas paredes, no controle da TV, nos brinquedos e, droga, no tapete favorito de Jimin. Seu marido iria lhe matar, tinha certeza.

Ele se virou para surtar um pouquinho e encontrou Yeonjun passando amoeba na cama de Bangchan, enquanto esse rabiscava os próprios braços com canetinha. Victoria estava no cantinho, havia achado os lápis de cor na mesinha, porém, pintava a parede.

E Noah… droga, onde estava Noah?

Ele pediu — implorou — para que as crianças não fizessem mais nada e saiu à procura da outra garota. Seguiu barulhos e procurou em todo canto. Não estava na sala, na varanda, na cozinha ou no banheiro. A não ser que…

Quando Yoongi chegou na porta de seu quarto, achou a garota mexendo nas poucas maquiagens que Jimin e ele gostavam de usar. Seu rosto estava pintado de laranja, e ela arrumava o cabelo em frente ao espelho.

Yoongi já estava em um surto interno.

— Noh, você 'tá linda, meu amor, mas vamos lá pra sala, vamos?

Obediente como era, Noah pulou do banquinho em frente à penteadeira. No salto, acabou esbarrando o bracinho na beirada, e lá se fora uma paleta de sombras inteirinha pro chão. Pior ainda, a favorita de Jimin também.

Cara, definitivamente Jimin iria matá-lo.

Ele deu um gritinho em completo surto e isso fez com que as crianças parassem o que estavam fazendo para observar o tio pela primeira vez.

E lá se foi Yoongi dar banho em cada um outra vez, já que estavam todos sujos de massinha, amoeba, tinta — sim, Victoria havia achado as tintas —, canetinha e maquiagem.

Yoongi estava pensando no que havia feito para aguentar tudo aquilo.

Ouviu o celular tocando em algum lugar e seguiu o som, porém não o encontrou em lugar nenhum. Aproveitou que haviam parado depois do banho para assistir à Vera e o reino do arco-íris de novo e saiu para procurar o aparelho.

— Filhote, cadê o celular do papai? — perguntou a Bangchan, pois o mesmo adorava sua capinha de gatinho e sempre pegava para ver.

— 'Tá lá fora, papai. Jun ia jogar lá embaixo, mas o super Chan não deixou! — falou animado, sorrindo fofo para o pai, esse que arregalou os olhos e correu para a varanda, achando-o na janela, tocando novamente. Era Jimin, perguntando por que havia demorado para atender ao telefone.

20 segundos. Foi o tempo exato em que havia se virado. Quando se virou novamente, Bangchan já estava subindo na mesa, puxando Yeonjun junto, para comerem as bananas que estavam na fruteira. Bastou forçar um pouco mais a vista para ver Victoria abrindo o armário e tentando se enfiar lá dentro. Noah já estava no cantinho, abrindo um pacote de bolacha doce.

Ele se despediu de Jimin, tão rápido que o outro não teve chance de falar mais alguma coisa, e correu para a cozinha, tentando parar as crianças.

— Vocês podem, por favor, parar só um pouquinho? — falou bravo, atraindo a atenção dos olhinhos culpados para si. — Meu deus, que bagunça. Eu vou surtar.

Ignorando todo o desespero do pai, Bangchan começou a bater palminhas e a gritar.

— Papai, Baby Shark, Baby Shark, Baby Shark!

[...]

Yoongi podia jurar que sua cabeça iria explodir se ouvisse Baby Shark mais uma vez. Lá estava ele, vendo as quatro crianças na sala, quietas pela primeira vez, apenas dançando aquela música idiota.

No entanto, queria matar o criador daquela música irritante. Não iria ter paz um segundo e ainda eram três da tarde.

Baby Shark, dudududududu, Baby Shark, dudududududu, Baby Shark, dudududududu, Baby Shark!

— Música chata do caralho — resmungou, na cozinha, baixo o suficiente para que nenhuma das crianças ouvisse.

Calalhu? O que é isso, papai?

— Bangchan, pelo amor de deus, não pode repetir isso.

— Mas você falou.

— Eu sou adulto.

— E daí?

Yoongi suspirou. Às vezes detestava que o garoto fosse igualzinho a si.

— E daí que eu posso.

— Meh — o menino resmungou, fazendo uma careta tediosa, e sumiu para a sala de novo.

Yoongi deu outro leve surto e foi para o mesmo cômodo que o filho, vendo-os ainda estranhamente quietos. Baixou o olhar apenas para responder a Jungkook, dizendo que estava tudo bem — o que era total mentira — e bloqueou o aparelho novamente.

Quando levantou os olhos, quis chorar e surtar pela milésima vez no dia.

Victoria estava bebendo a água de Holly.

[...]

Jimin estava se sentindo tão feliz e realizado que nada poderia lhe magoar. Estava corrigindo as atividades do dia e não poderia estar mais feliz por todas as respostas certas. As crianças aprenderam seus nomes e algumas frases bem curtinhas, e Jimin ficou encantado por tanto desempenho.

Precisava preparar a aula seguinte com mais desenhos nas letras do alfabeto, pois aquilo havia impulsionado as crianças a aprenderem mais.

Estava sorrindo quando sua colega de trabalho, Jisoo, havia entrado na sala para corrigir as atividades de sua turma também. Ela percebeu o sorriso de Jimin a cada vez que fazia um certinho com a caneta verde, todo orgulhoso de seus alunos.

— Eles são uma graça, né? — puxou assunto, vendo Jimin sorrir ainda mais para si. — Eles gostam muito de você.

— Eu fico muito feliz por isso. São muito inteligentes e dedicados, eu fico muito orgulhoso.

Era perceptível o carinho de Jimin com as crianças e ela ficou feliz ao ver um profissional tão amoroso com sua turma.

— Você gosta muito de crianças, não é? — ela perguntou, vendo-o assentir. — Tem filhos, senhor Min?

— Por favor, me chame só de Jimin. E sim, tenho um de quatro anos. Logo ele estará vindo para a escolinha também. Você também tem?

— Que amor. — Jisoo sorriu. — Tenho duas meninas de seis.

Continuaram conversando sobre seus filhos quando, em uma parte da conversa, Jisoo perguntou:

— E você pretende ter mais filhos, Jimin?

Nunca havia parado para pensar em tal coisa. Queria sim, mais uma cria, e queria muito conversar com Yoongi e Bangchan sobre um novo membro na família. Seu filhote já havia pedido um irmãozinho de Natal, mas como Yoongi não havia falado nada, acabou esquecendo do assunto também.

Lembrou-se de quando viu seu filho pela primeira vez e queria muito viver tudo aquilo de novo, dar um irmão para Bangchan brincar e encher ainda mais a casa de amor.

Sorrindo, ele olhou para a moça ao seu lado e respondeu:

— Sim, pretendo ter mais um filho.

Ele estava decidido, iria conversar com Yoongi hoje mesmo, para depois conversarem com Bangchan.

[...]

— E assim, eles viveram felizes para sempre.

Yoongi suspirou aliviado ao ver os quatro pestinhas roncando no amontoado de cobertores.

Depois de tomarem mais um banho cada um — e o tio Suga que lute com os dedos enrugados —, se sentarem para comer biscoitos na cozinha, discutirem mais um pouco e cantarem Baby Shark mais trinta vezes, Noah teve a brilhante ideia de o tio Suga contar a historinha dos três porquinhos. Arrumaram os cobertores e travesseiros e ficaram deitadinhos enquanto ouviam cada parte. Pelo menos haviam descansado depois de tanta bagunça.

Aproveitou que haviam dormido e limpou toda a bagunça em, literalmente, todos os cômodos da casa. Jamais imaginaria que apenas quatro crianças pudessem fazer tudo aquilo, até o pobre Holly estava escondido debaixo da cama, pois suas orelhas já haviam sido puxadas por Yeonjun.

Não demorou muito para arrumar tudo e limpar o que havia conseguido e logo havia voltado pra sala, pensando em como iria contar para Jimin que as paredes do quarto de Bangchan estavam rabiscadas e toda a tinta havia acabado.

Já até imaginava a cara do mesmo ao saber que seu tapete não teve salvação e que sua paleta favorita estava aos pedaços no lixo do banheiro, assim como quando a conta de água chegar, de tantos banhos tomados.

Deitou-se ao lado de seu filho, na ponta de seu travesseiro e o abraçou, deitando a cabeça no braço e fechando os olhos.

Mais uma vez, não havia conseguido dormir, pois a campainha tocou novamente naquele dia. Encontrou Seokjin, Taehyung e Namjoon no corredor do prédio, prontos para levarem suas crianças embora.

Pediram desculpas pela demora e perguntaram se haviam feito muita bagunça juntos. Yoongi sorriu e fez que não com a cabeça. Pegou cada um no colo e depositou beijos em suas testas antes de cada pai pegar sua cria e levá-la embora.

Jimin chegou bem no último momento e sorriu feito um bobo ao ver o marido tão carinhoso com as crianças e com Bangchan. Não pôde deixar de pensar na conversa que teria com o mesmo em alguns minutos, pois não queria mais adiar; imaginar Yoongi todo carinhoso com seu pacotinho de amor lhe encheu o coração de afeto.

Assim que os amigos foram embora, depois de combinarem um fim de semana para passarem juntos, Jimin foi até seu filho e lhe deu um beijinho na testa, deitando-se entre as cobertas, onde as crianças estavam anteriormente. Yoongi se deitou atrás de Jimin e lhe deu um beijo na bochecha, admirando o filho tão sereno.

Nem parecia que havia feito bagunça durante o dia todo.

Jimin, curioso para saber como foi com as crianças, perguntou:

— Como foi o seu dia?

— Foi bom, até, apesar de algumas coisinhas…

— Fizeram muita bagunça?

— Pouquinha — disse, sorrindo nervoso. Por sorte, Jimin não via seu rosto por estar de costas. — E o seu? Como foi?

— Foi ótimo! As crianças aprenderam algumas frases pequenas, fiquei tão orgulhoso. Mal vejo a hora de ver nossa cria na escolinha também — contou, sorrindo, fazendo carinho em seu filhote. — Também conversei com uma amiga e ela me fez lembrar uma coisa muito importante.

— O quê? — Yoongi questionou, bocejando. Aquele dia havia tomado muito de si. Estava cansado e nem havia conseguido fechar os olhos durante o dia. Ele se aconchegou mais na coberta, esperando Jimin responder.

— Sabe, amor… O que você acha de adotarmos mais um filho? — perguntou de uma vez, esperando por uma reação que não veio. — Yoon?

Agora, quem precisava ir para o hospital, definitivamente, não era Bangchan, e sim Yoongi, que estava desmaiado no chão depois de mais um surto interno.

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Notas finais: e o yoongi morreu

KKKKKKKKKKKK ai, eu amei participar desse tema e ter a experiência de escrever algo que estava na minha cabeça há tempos e finalmente saiu.

quero agradecer ao Demias @honeyboy__/@honeyboy__ por ter betado a fic com tanto carinho pra mim, está tudo perfeitinho graças a ele. você foi impecável, meu bem!! muito obrigada pelo trabalho incrível!!! ❤️

e o que vamos dizer da inna de novo? dessa vez nadinha porque me encontro morta no chão. OLHEM ESSA CAPA!!!!! inna, se ler isso, saiba que eu sou cardíaca e o pior é que você sabe disso. não me aguento com esse talento 😔✋ @busanjimin/@busanjimin, obrigada por mais uma capa dentre as muuuuitas outras que tenho de ti, nunca me decepciono ❤️❤️❤️

a quem leu ate aqui, muito obrigada!! espero que tenham gostado da leitura e da experiência ❤️ nos vemos nos comentários?

um beijão e até mais ❤️

19 Novembre 2021 19:50:01 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

2Min Pjct Projeto de fanfics do shipp Yoonmin (Yoongi & Jimin) do grupo sul coreano BTS. Nos encontre também no Wattpad (https://www.wattpad.com/user/2MinPjct), Spirit (https://www.spiritfanfiction.com/perfil/suji05), ao3 (https://archiveofourown.org/users/2minpjct) e twitter.

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