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Era pra ser mais um Halloween que Yoongi ignoraria, todas aquelas abóboras esculpidas em um rostinho terrivelmente feliz e as travessuras típicas não faziam bem para seu estômago. Mas os tempos de azar que prenunciavam o dia 31 não estavam para brincadeira quando subitamente tornaram seu pior pesadelo real: em frente aos seus olhos, lá estava a pessoa que fez parte de sua infância e arruinou seu espírito comemorativo. As gostosuras e travessuras deram lugar ao mau humor típico adolescente ampliado pela ausência do outro rapaz, cuja puberdade parecia o ter favorecido injustamente.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans.

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I: LUA NOVA

Escrito por: @agustcandyy/@agustcandyy

Notas Iniciais: Oi gente! Depois de muito tempo e um bloqueio que mais pareceu um filme de terror, eu finalmente pude voltar com mais uma história dos minimini para vocês!

Agradeço a betagem e toda a paciência da Noh (minie_swag/ minie_swag), a capa incrível feita pela Ggukielarity/ggukielarity e a minha amiga Bibia (@ymcomunista) que me ajudou MUITO no desenvolvimento dessa threeshot e a quem a dedico, muito obrigada amiga, te amo <3

Espero que gostem tanto quanto eu. Divirtam-se e boa leitura!


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Daegu, Coreia do Sul. Este era o ponto de encontro de todos os monstros que assombram nossos pesadelos na infância. Todos escondidos dentro de suas casas, cavernas, ou debaixo da sua cama, dentro de seu armário, espreitando os cantos escuros do seu quarto a noite. Todos esperando o momento certo — ou melhor, dia certo — para sair por aí livremente, curtir a escuridão do céu e assustar algumas almas desavisadas.

A lenda de que uma vez por ano era possível encontrar tais criaturas vagando pelas ruas da cidade foi passada de geração em geração, desde a formação da cidade. Mas era só aquilo, certo? Uma lenda para assustar garotos malcriados.

Dito isso, tinha-se o Halloween, Dia das Bruxas, ou simplesmente 31 de outubro. Era a noite mais horripilante do ano, quando tais criaturas sobrenaturais saíam vagando, disfarçadas entre uma multidão de crianças fantasiadas assustadoramente, ou não.

A noite que você poderia ser o que quisesse e, lógico, comer doces até ter uma indigestão arrepiante. Casas decoradas com teias de aranha, esqueletos em situações esquisitas e muitas, muitas pegadinhas.

Qualquer criança — que responda por si, claro — facilmente diria que esta era a melhor época do ano e que era seu feriado favorito, dando pulinhos animados e desatando a citar os milhares de motivos que explicavam a adoração pela data... menos uma.

Tudo bem, Yoongi não era mais uma criança havia uns bons anos. Na verdade, ele estava bem próximo de se formar no colégio. Os carrinhos em miniatura e a doçura infantil deram espaço aos consoles de videogame, telas brilhantes de smartphones e o mau humor adolescente, que, por algum motivo, se achava incompreendido.

A questão era: ele odiava qualquer menção a noite do horror; decorações, fantasias, vampiros, bruxas, caveiras, ou o que fosse; ele até mesmo evitava colocar uma mísera grama de açúcar em seu organismo o dia todo. Preferia mil vezes se trancar em casa e maratonar filmes e séries de novo e de novo do que ir a uma festa idiota, com uma roupa idiota, beber idiotamente até esquecer seu nome idiota e talvez beijar a boca de alguém ainda mais idiota, como qualquer pessoa de sua idade faria.

Essa repulsa, aparentemente sem fim, foi carregada desde o mini Yoongi de sete anos com alguns dentes de leite restantes na boca, e se manteve inalterável, mesmo depois de dez anos terem se passado. Na verdade, ele costumava amar o Halloween quando pequeno, era tudo muito mágico, divertido e perfeito, parecia que nada poderia estragar aquela sensação de felicidade que costumava sentir.

Mas, bem, estragou.

E estragou tanto que ele sempre pensou que poderia socar facilmente a cara do filho da puta responsável por isso. O melhor, ou pior, considerando a situação de Yoongi, era que naquele momento ele tinha a oportunidade.

O sinal ecoou no corredor, avisando o início das aulas; uma movimentação maior na entrada chamou a atenção de Yoongi. Quando ele se virou, sentiu uma súbita vontade de encontrar sua vovozinha no céu. Isso provavelmente só podia ser uma brincadeira de muito mau gosto para piorar ainda mais sua semana, ou seu mês, ou sua vida.

O Min estava terrivelmente paralisado com os olhos arregalados em frente ao seu armário, o metal gelado da superfície se misturando com a temperatura da palma de sua mão. Sua barriga revirou, a visão ficou turva por alguns segundos. Talvez fossem sintomas de um infarto, e ele agradeceria muito se estivesse certo.

Parecia que o mundo havia parado junto a ele, enquanto observava algo que nunca achou que poderia: Park Jimin atravessando elegantemente as enormes portas vermelhas do colégio. As pernas compridas numa calça apertada demais para a sua saúde, o cabelo loiro refletindo o brilho do sol matinal, um sorriso aberto estampado no rosto, daqueles que escondiam seus olhos — se eles já não estivessem acobertados pelos óculos de sol —, o ar, as pessoas, os cheiros, tudo parecia diferente, tudo moldado a favor do momento que aquela postura perfeita abriu a porta do inferno e soltou todos os demônios de Yoongi. E para piorar ainda mais, ele vinha em sua direção.

Yoongi era um covarde, ele sabia muito bem disso. Vários fatores o levaram a chegar a essa conclusão e, naquele momento, tinha mais um para adicionar a lista, porque, antes mesmo que Jimin pudesse abrir a boca para dizer algo, o Min bateu a porta do armário com força desnecessária, o baque fazendo os poucos colegas ao seu redor se assustarem e olharem para ele.

Com a cabeça a mil, virou de costas pelos calcanhares e tomou seu caminho para a sala de aula, sem esperar qualquer reação daquele que não via há dez anos e torcendo para que o faxineiro o atropelasse com seu carrinho de limpeza.

A lista da covardia apenas aumentou quando ele passou o dia todo tentando evitar qualquer contato visual, esbarrão, ou menção ao nome daquele garoto, mesmo que sentisse seu corpo queimar sob o olhar negligenciado do Park. Mesmo que isso significasse ter que comer seu almoço debaixo da arquibancada, já que seu círculo de amizade era, na verdade, um ninho de cobras, por convidar o inimigo para se juntar a eles no refeitório. Talvez Yoongi precisasse de amigos novos, talvez ele tentasse convencer sua mãe a mudá-lo de escola.

Ou, quem sabe, mudar de bairro também, já que os Park se mudaram para a mesma casa de anos atrás, ao lado da sua; a janela de seu quarto era de frente para a de Jimin. E é claro, ele também evitava o assunto da volta daquela família dentro de sua casa, dando um “oi” brevemente para seus pais e subindo as escadas de dois em dois degraus, o mais rápido que pôde, trancando-se dentro de sua caverna e evitando abrir as cortinas a todo o custo.

Honestamente, Yoongi não fazia ideia do motivo de estar agindo assim; poderia ser pela mágoa que guardou durante tantos anos, ou por medo do que iria descobrir quando falasse com Jimin, medo de ser abandonado novamente. Ele sabia que era infantil, e se sentia muito culpado por isso, porém não conseguia evitar, pois seu corpo agia antes de ele processar suas ações. Não o leve a mal, não era como se ele estivesse esperando ver o outro depois de tanto tempo guardando rancor, ele não podia controlar seu coração ferido.

Contudo, antes mesmo que pudesse tomar uma decisão sobre como lidar com seus problemas, a vida pareceu querer devolver tudo de ruim que já havia feito nos seus dezessete anos, porque, bem, quando ele chegou na escola no dia seguinte, ao invés de ser cumprimentado pelo sorriso brilhante do dia anterior, Jimin devolveu o gelo que recebeu, ignorando-o totalmente na entrada, e como se já não bastasse, no almoço, sentado na sua mesa, com seus amigos.

Yoongi se sentia um verdadeiro idiota, e ele sabia que era, mas agora não poderia fazer nada além de colher o que plantou, e tudo bem, ele merecia aquilo, estava conformado — lei da ação e reação, essas coisas. E, por isso, tudo só piorou: toda vez que entrava numa sala, Jimin saía; se sentasse perto dele, Jimin trocava de lugar; quando seus olhares se esbarravam acidentalmente, Jimin virava a cara. Ele também não ajudou em nada, já que fazia o mesmo com o mais novo, e sentia-se culpado por isso, pois não tinha sangue de barata.

O tratamento de silêncio não se limitou apenas a escola, ignoravam-se cada um dentro de suas casas toda vez que abriam a janela ao mesmo tempo de manhã ou quando iam fechar antes de dormir. Ambos se recusavam a trocar um olhar sequer, fechando as cortinas um na cara do outro com toda a força que tinham.

Essa situação não poderia piorar mais ainda, certo?

Errado!

Acontece que algo bizarro ocorreu com Jimin na puberdade que a ciência ainda não explicou: como foi que aquele garoto que Yoongi conheceu uma vez, que corria tão lentamente com suas pernas curtinhas e cujas mãozinhas não chegavam nem a cobrir inteiramente seus olhinhos quando chorava, se tornou aquele jovem tão musculoso nos lugares certos e portador de características físicas tão atraentes.

E antes fosse só isso! Como se já não fosse o suficiente todo o seu martírio, parecia que Deus, ou quem quer que fosse o idiota cujo destino possuísse em suas mãos, gostava de ver Yoongi queimar no fogo do inferno, literalmente, por mais sem sentido que isso possa parecer.

O merdinha do Jimin de agora, diferentemente daquele da sua infância, era bom em tudo. Fosse nas matérias, sendo desinibido ao ser o primeiro da turma a levantar a mão para responder uma pergunta estúpida no quadro, fosse até mesmo na maldita quadra da escola. Sério. Ele era bom em tudo, não importava o quão ferido o orgulho de Yoongi estivesse. Eram seus hormônios que estavam falando por si, os culpe por isso.

Jimin dava saltos de tirar o fôlego na quadra da escola, driblando adversários do próprio time de basquete e marcando cestas que arrancavam suspiros de todos que iam às arquibancadas apenas para ver o tal novato de sorriso charmoso e coração gentil.

Yoongi não duvidava que Jimin fizera mais amigos durante aquela semana ali do que ele mesmo fez durante toda a sua vida estudantil. Tudo passou de uma grande merda para uma conspiração satânica quando até mesmo seus amigos — eram apenas três — pareciam ter caído pelos encantamentos do raio de sol ambulante.

Esse feitiço era o que, muito a contragosto, diga-se de passagem, tornava inevitável para Yoongi esbarrar com o dito cujo, sentindo-se quase queimar pela "estrela" ao seu redor.

E a esquisitice apenas aumentava, pois Jimin nunca, nunca, tirava os óculos escuros, não importava a situação, não importava o ambiente, a armação elegante sempre estava lá, e ok, ele ficava gostoso de óculos, o mais velho não podia negar, mas aquilo não o deixava menos estranho.

O ápice foi em uma noite, quando Yoongi levantou de madrugada para beber água, em plenas quatro da manhã, e pôde ver, pela fresta de sua cortina, a luz amarelada do quarto de seu vizinho iluminando o vão entre as casas. Eles nem teriam prova no outro dia, e mesmo se tivessem, Jimin com certeza não precisaria estudar tanto. Essa cena se repetiu muitas vezes, em vários dias — o Min fazendo questão de checar —, e era tão inexplicável a forma como o loiro estava sempre bem disposto no dia seguinte, nem parecia que virara a noite.

Quando o dia menos esperado do ano deu as caras, Yoongi teve que enfrentá-lo naquele "não quero, mas preciso".

Afinal de contas, ser um adolescente nas pontinhas do pé para a fase adulta, significava lidar com as responsabilidades, seu pai sempre dizia, ou, que ele não gostaria de confessar, com as birras da fase. Por isso, mesmo a contragosto, o garoto teve que ir à escola, fazendo o possível para evitar as abóboras com rostinhos e crianças já ansiosas ainda pela rua.

Na escola a situação não era tão diferente, um pouco mais caótica do que sempre, sendo possível quase sentir o cheiro terrível da festividade pelo ar. Até mesmo os professores, que normalmente eram tão sérios e ríspidos, pareciam largar as máscaras da fase adulta para dar lugar a sorrisos brincalhões e piadas que Yoongi considerava nem um pouco engraçadas para o seu gosto, muito obrigado.

Não era que o jovem fosse ranzinza, ele realmente não era, até gostava de apreciar o Natal com a família — fazia questão até de colocar a estrela no topo da árvore —, mas era porque se tratava daquele evento do ano.

Quando estava para rezar para alguma entidade particular lhe libertar daquele fatídico dia — que ainda estava no início —, o horário do almoço bateu e Yoongi se viu mal-humorado em meio a seus amigos no refeitório.

É... Realmente... Ele não rezaria para alguém que lhe odiava com todas as forças.

— Vamos para a festa de Halloween? — um dos amigos comentou, parecendo não notar a energia extremamente negativa que Yoongi emanava. Talvez esse fosse o clima do Halloween, afinal?

— Vai ser enorme, ouvi dizer que a casa tem até piscina! Vai ter até bebida, ó… — o garoto que estava sentado ao lado de Yoongi passou a dizer, dando um leve soquinho no seu braço, para tentar o convencer, até fisicamente, sobre algo que Yoongi considerava impossível.

O rapaz não evitou o bufo que saiu do fundo da sua garganta, um misto entre cansaço e raiva por ter que repetir pela quinta vez no maldito dia que não, ele não iria para a droga da festa vestir uma fantasia idiota e agir feito mesquinhos como Jimin.

— Eu odeio o Halloween — foi a última coisa que se permitiu soltar para os outros daquela mesa, num tom alto, e eles finalmente captaram que Yoongi não estava para as brincadeirinhas daquele dia.

E parecia que aquelas quatro palavras reverberam no refeitório quase vazio agora após tanta insistência, chamando até mesmo a atenção do raio de sol encarnado que parecia ter vindo do além para mexer com os poucos neurônios de Yoongi que ainda não estavam queimando — ainda.

Prestes a sentar no banco à sua frente, o mais velho podia sentir o afiado olhar do outro mesmo sob os óculos escuros, suas feições desenhadas em traços quase firmes ao dizer:

— Mas era o seu feriado favorito.

E, primeiro, Yoongi ficou em choque, ainda que fizesse um trabalho podre ao tentar esconder. Afinal de contas, essa foi a primeira vez que o outro lhe lançou palavras diretamente depois de tanto tempo, ainda mais fazendo ressurgir uma memória morta para o outro. A sensação em seguida foi de um torpor azedo em sua barriga, como se estivessem desenterrando um morto descansando na parte mais profunda da terra.

— Não é mais já faz muito tempo. As coisas mudaram. — Foi áspero em dizer.

Não o entendam mal novamente. Um adolescente nos seus piores dias não é a pessoa mais frufru do mundo, ele não teria como ser só flores depois de tudo. Em condições normais, ele até seria menos orgulhoso, mas era Jimin à sua frente.

Jimin, que preenchia sua mente de uma péssima forma, sendo amigo de todos, menos dele mesmo depois de tantos anos sem se falarem. Jimin, que estava fazendo seus hormônios irem à loucura nessas últimas semanas, esbanjando aquele sorriso de merda que era reflexo daquele mesmo que ele tanto gostava de ver quando mais novos. E, por fim, Jimin, que estava desenterrando a coisa da qual ele menos esperava no momento mais inoportuno de todos.

Depois desse momento, era como se uma onda de silêncio — ou palavras não ditas — preenchessem todas as partes do refeitório. Yoongi já ansiava em voltar para sua realidade habitual, descontando toda raiva num saco de Doritos e em uns 15 episódios de Breaking Bad.

Seus pais não estariam em casa naquela noite, então ele poderia simplesmente se enfiar embaixo de uma montanha de lençóis e agir como um morto que ele gostaria de ser naquele momento por horas a fio.

Apesar do pequeno incidente no almoço — que Yoongi não confessaria, mas mexera com ele, afinal, as primeiras palavras que trocaram depois de anos foram de forma ríspida —, o dia prosseguiu normalmente, a mesma rotina exaustiva e ainda mais insuportável, considerando o dia em que estavam.

O treino de basquete durante a tarde foi como estava sendo: Jimin exibindo suas habilidades sobre-humanas para quem estivesse interessado em assistir, e levando em conta as arquibancadas cheias de pessoas de todos os gêneros com os olhos vidrados no loiro, muitos estavam interessados.

Yoongi poderia se acostumar com aquilo, e honestamente, não os culpava, até ele parava de vez em quando para dar uma olhada. O cara era bom, fosse lá qual espécie de LeBron James ou Michael Jordan tivesse o treinado.

Para a felicidade daquela alma amaldiçoada por tudo quanto era divindade, o sofrimento estava quase acabando, e era isso o que mantinha o Min longe de mergulhar na privada fedorenta daquele vestiário e puxar a descarga.

Yoongi sentia todos os seus músculos derreterem enquanto a água do único chuveiro quente caía sobre sua cabeça, a quietude do ambiente apenas o ajudava a relaxar mais e mais. Ele estava quase caindo no sono em pé mesmo, era por isso que gostava tanto de ficar por último no banho do time. Aproveitar a água quente e a paz o máximo que pudesse era sua recompensa diária.

Ele só não sabia que paz espiritual não estava nos planos divinos para sua vida. Depois de fechar o chuveiro, secar-se da forma mais lenta do mundo e se trocar ainda mais devagar, o Min juntou suas coisas no armário e se preparou para quebrar a bolha abençoada que se criou ao seu redor, porém, antes mesmo que colocasse um pé para sair da divisória dos armários, Yoongi descobriu que não estava tão sozinho quanto imaginava.

Uma figura estava parada em frente uma das pias, o cabelo molhado mais escuro do que o normal, as costas musculosas arqueadas para frente em uma corcunda, uma mão apoiada na pedra do balcão, enquanto a outra movia o que parecia ser a escova de dentes, a toalha branca pendendo no quadril bonito.

O Min poderia ter ficado babando naquela cena o dia todo, era tudo atraente demais para seu próprio bem, quase sobrenatural. Podia sentir o fantasma do cheiro do sabonete, juntamente com a combinação de maciez e firmeza daquela pele em sua mão.

Ele encontrava-se tão hipnotizado, que só percebeu o que estava praticamente se esfregando em sua cara segundos depois. Subindo o olhar para o espelho em frente a pia, ele viu o reflexo do Park... ou melhor, a falta dele.

Foi como um soco no estômago, deixando-o totalmente sem ar por alguns segundos, seu coração parou de bater para retornar tão ritmado e forte, que poderia ouvir o barulho ecoar dentro de seu crânio. Ele fazia tanta força para respirar que seu pulmão doía dentro de sua caixa torácica.

Yoongi não deve ter notado os vários passos involuntários que deu para trás, até que ele batesse as costas contra algo, e, provavelmente, o baque fez um barulho alto o suficiente para chamar a atenção do outro na sala, porque, bem, ele se virou de uma vez.

E lá estava, o rosto livre, sem a presença dos óculos de sol, as írises vermelhas e brilhantes como rubis, as pupilas dilatadas em alerta, os olhos arregalados encarando o rosto pálido de Yoongi, que achou que estava morrendo de verdade daquela vez.

Jimin falou algo, o Min sabia que sim, porque pôde ver os lábios do outro se movimentarem, porém seu cérebro não processou nada além do pânico que dominava todo o seu corpo.

Quando o Park ensaiou um passo incerto em sua direção, tudo no mais velho pinicou em um aviso de que precisava se mexer imediatamente, um sinal de perigo tão vermelho quanto os olhos do loiro piscando em sua visão. Ele pegou sua mochila do chão e saiu correndo o mais rápido que pôde, mesmo que suas pernas estivessem molengas como gelatina e que ele sentisse algo tocar em seu pulso para tentar segurá-lo. Ele correu sem olhar para trás, sem se importar com as pessoas que atropelou pelos corredores.

Mas que porra havia acabado de acontecer?!

Seu primeiro pensamento foi que tudo aquilo se tratava de mais uma brincadeira, talvez uma pegadinha de Halloween como vingança dos últimos dias, algo do tipo que só alguém que amava o feriado, como Jimin, pensaria em fazer. Talvez tenha sido apenas alucinação por conta da água quente, sua avó sempre dizia que tempo demais no vapor fazia mal. Ou ainda, sua sanidade poderia ter finalmente desistido de sua mente e ele estivesse completamente maluco.

Será que deveria alertar sua mãe, para ela interná-lo num hospício o mais rápido possível, antes das facas da gaveta da cozinha começarem a sumir?

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Notas Finais: Gostaram? Odiaram? Ficaram surpresos ou foi muito óbvio?

Tenham um pouco de paciência com o Yoongi, ele é adolescente, quem já viveu (ou quem está vivendo, como eu) sabe como uma coisa minuscula acaba virando um problemão nessa fase da vida!

Obrigada por terem lido! Até o próximo cap.<3

31 Octobre 2021 18:00:52 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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