lslauri Liura Sanchez Lauri

Conheça a Lana, uma astrofísica com problemas para lidar com sua mutação e uma quedinha por um certo mutante capaz de soltar raios vermelhos pelos olhos, ela acaba aprendendo que quem vê cara, não vê coração.


Fanfiction Comics Interdit aux moins de 18 ans.

#virgindade #lana #logan #howlett #james #caolho #mutante #x-men #wolverine
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Parte I

- Seu nome é Lana, uma garota, não, uma mulher, que à primeira vista parece franzina e vulnerável, mas vocês verão o quanto ela tem de força dentro de si e, pelas circunstâncias, não sei quantos de nós teriam a mesma coragem. Como eu sei a zorra que tá esse negócio de multiverso, vou te situar onde estamos: o universo da Lana é aquele onde os Vingadores e os X-Men existem, onde mutantes do mal conseguem dizimar cidades e é aquele universo que eu chamo carinhosamente de lar. O Dr. Strange protege o mundo das forças invisíveis pra nós, os Vingadores protegem o mundo de tudo que não seja relacionado aos mutantes e, bem, nós, os X-Men, cuidamos dos nossos. Ou, ao menos, tentamos. Nem tudo é um mar de rosas pros "super" heróis... A escola do Charlie pra Jovens Superdotados fica em Westchester e, numa tarde de verão, a campainha tocou. Algo extremamente raro por lá. O Fera olhou pelos monitores e viu aquela franzina, morena, com cabelos muito compridos e alvoroçados e uma cara de desesperada, então*

- Não! Espera aí, Logan! "cara de desesperada"? Eu estava sem dormir há 3 noites! Será que um humano normal consegue ficar tanto tempo assim sem dormir? Pode parar de narrar, eu vou narrar essa história, já que ela diz respeito a mim, né?

- Mas eu tava lá quando ele viu as câmeras, a tua postura era essa que descrevi, Lana...

- Me permite... – e o canadense levanta os braços, dando-se por vencido.

- Sou uma astrofísica, muito boa naquilo que estudo e, infelizmente, uma mutante. Espera, eu disse infelizmente devido ao modo como descobri e pela natureza da minha mutação, não pelo fato em si, mas pelas circunstâncias passadas por conta disso.

Sempre fui uma criança muito tranquila e, quando estava com quase quatro anos, brincando com meus amigos, acabei caindo e ralando meu joelho. Foi a primeira vez que me machuquei de verdade e, depois disso, preciso tomar cuidado para não me machucar por nada, um cuidado insano até...

Caí, levantei, a dor no joelho era suportável, mas ele não parava de sangrar! Até chegar em casa e avisar meus pais, o corte abriu e o ferimento expôs a minha patela!

- Uau! – o mutante ao meu lado me corta – Essa parte da patela eu não lembrava, cê já tinha dito isso?

Olho irritada pra ele, sacudo um "não" e, antes de continuar, recebo um olhar de "eu sabia" de volta:

Meus pais ficaram extremamente preocupados. Nenhum curativo ou substância funcionava e, com um torniquete improvisado fomos de carro até o PS mais próximo. Mas antes de chegarmos eu tinha perdido a consciência. Meus pais disseram que desmaiei em uma poça vermelha e cheguei tão mal que fui direto pra UTI, recebi 10 bolsas de sangue e, mesmo assim, quase não sobrevivo. Vários testes foram feitos. Testaram todas as doenças coagulativas existentes, mas meu perfil nunca encaixava em nenhuma, cem por cento. Foi quando o médico indicou aos meus pais o exame do gene "x" e, mesmo ressabiados, eles aceitaram. Não deu outra... Eu era portadora desse gene, numa sequência molecular ainda pouco compreendida e que, na maioria das vezes, gerava crianças que não chegavam aos quatro anos.

- Ah! Então olha só, você não deixou de ser um pequeno milagre, né? – ele ousou me interromper novamente.

- Logan! Você vai ficar aí, tentando sempre me colocar pra cima, mesmo sabendo que não tem nada de milagroso na minha condição? Por favor! Seja o pessimista mostrado pela televisão, pelo menos comigo, vai?... Eu não preciso de falsas esperanças, eu sei que minha é um pé no saco! Eu foco naquilo que eu amo, pra conseguir sobreviver...

Ele cala diante das minhas últimas palavras, mas é verdade, eu amo ser a pessoa capaz de captar anomalias temporo-espaciais através de cálculos complexos e apontar o dedo para os que realmente podem fazer algo a respeito, antes do caos chegar até o nosso planeta! E como se machucar faz parte da vida, penso sempre ser impossível ter uma vida longa com a minha condição...

- Não fala assim vai, Lana... Cê acertou tanto na tua predição que não podemos nos dar ao luxo de ficar sem pelos próximos 80 anos!

Eu rio alto! Oitenta anos? Eu vou estar com mais de 100! Impossível, mesmo se eu não fosse essa hemorragia ambulante...

- Eu não fico pensando em morrer, Logan. Mas ter consciência daquilo que sou me dá estabilidade mental, então, pode-se dizer que estou sendo pessimista pra estar errada no futuro, sabe? Posso continuar?

- Essas psicologias reversas são um pé no saco... – ele aponta e completa: Pode sim.

- Bem, vocês podem imaginar como meus pais ficaram depois de descobrir que eu poderia sangrar até a morte. O quanto eles me protegeram de todas as situações passíveis de causar qualquer mínimo corte em mim... Eu quase fui "a garota da bolha", se não fosse pela compreensão incrível de minha mãe sobre as necessidades de um ser humano em minha idade. Ela foi a minha defensora, a minha inspiração. Sempre me incluía nos eventos familiares, tentando não me fazer parecer mais estranha que o normal. Eles decidiram explicar àqueles próximos o fato de eu ser mutante e isso só fez meus primos e tios manterem uma distância segura da aberração... Ser mutante, no Texas, não era algo desejável. Aliás, ser qualquer coisa diferente no Texas é um problema. – eu ouço o riso do canadense e ignoro.

Com isso, mergulhei desde pequena nos estudos. Minha mãe era professora universitária, física teórica; meu pai, um historiador, interessado em civilizações extraterrenas. Com essa mistura, só podia dar coisa boa! Acabei me especializando na teoria das cordas e na predição de possíveis surgimentos de invasões extraterrestres. Vocês podem se perguntar: mas os X-Men não lidam só com mutantes? Isso aí tinha que ser trabalho para os Vingadores, não?

E estão certos. O complexo dos Vingadores foi onde primeiro toquei a campainha... Eles até abriram a porta, a Natasha e o Banner ficaram interessados. Mas ter um ego masculino tão grande quanto o do Stark lá dentro, acabou com todas as chances de continuar meus estudos e projetos.

Há algumas semanas, eu tinha localizado um possível portal com energia suficiente para destruir não só a Terra, mas metade do nosso Sol. Eu fui lá, expus toda a questão, meus métodos não convencionais e, depois de uma desgastante discussão com o Stark, recebi um só:

- Obrigado, garotinha, vamos ficar de olho. Agora, se quiser um refrigerante, a Wednesday pode te mostrar onde fica.

Aquela petulância me deixou totalmente desnorteada! Lembrei o quanto eles poderiam ser capazes de nos defender e, nesse instante, saí pisando firme e pedindo pra não se darem ao trabalho de olhar, pois eu ia procurar os verdadeiros super-heróis!

E, por favor, me permita mais uma divagação: durante a faculdade, eu sempre fui pró-mim, ou seja, pró-mutante. Minhas discussões com os colegas sempre eram carregadas, por parte deles, dos termos "mutunas", "aberrações" e etc. Eu suavemente nos defendia, adorava assistir na televisão as coberturas que envolviam o Professor Charles Xavier. Ele sempre me passou uma paz, uma assertividade não incisiva nos comentários e um desejo enorme de que os humanos conseguissem perceber o quanto somos iguais e devíamos nos ajudar... Mas, várias vezes, toda essa paz era frustrada por um outro mutante discordante dessa convivência pacífica. E aí o time de elite entrava em ação, subjugando sem julgar, fazendo uma parte do serviço que a polícia comum não seria capaz de fazer. – soltei um suspiro.

- Tá pensando no Caolho, é? – ele perguntou com desdém.

- Ei! Mas como?... – questionei abobalhada.

- Teu chero muda quando tá perto dele... Teu coração acelera e a pupila dilata. Não precisa ser médico pra ver que ele é o motivo. – e ele rosna levemente.

- Quando o via na tevê ele era o motivo dos meus suspiros sim. E foi por muitos dias, logo que me aceitaram aqui... Mas meu suspiro de agora foi do cansaço mesmo, de ver os humanos cometendo sempre e, às vezes de modo mais contumaz, os mesmos erros, sabe?

- Nem me fale!

- Então, acho que sua frase precisa ser mudada para o passado. "Teu chero mudava quando tava perto dele". – fiz questão de exagerar na imitação do canadense, dando uma rosnada bem forte.

Ele ri, segura minha mão e acena positivamente com a cabeça.

- Vai, guria, continua a história! Cê não avançou nada desde que eu comecei...

Olho com o canto dos olhos, soltando um "pfff" e continuo:

- Bom, quando eu toquei a campainha da Escola para Jovens Superdotados não imaginava o quanto isso mudaria minha vida e o quanto os presentes estariam mais abertos a meu ouvir, como se eu fosse família. Ouvi uma voz familiar da tevê pelo interfone, era o Fera perguntando o que eu queria. Expliquei rapidamente sobre a urgência do assunto e o quanto requeria o concurso do senhor Xavier. Falei quem eu era e o que fazia e ouvi o clique da porta se abrindo, seguido da explicação para ir até a porta principal da mansão.

Antes de bater na grande porta de madeira a maçaneta se abriu e, tomando toda a coragem possível, entrei na antessala da escola, esperando alguém vir me encontrar. Ao invés disso, tive uma experiência única. Senti um calor acolhedor em minha mente e ouvi a voz do Professor X me dando as coordenadas da sala dele, pedindo para ir encontrá-lo o quanto antes. Passei por algumas salas de aula, vi Tempestade, Kitty Pride, Noturno e Colossus ministrando aulas para turmas totalmente heterogêneas, em idade e aparência. Desde crianças parecendo comuns, até velhotes com pele de árvore, outros com três cabeças! Eram cores e texturas que imitavam o mais incrível da Natureza. Eu fiquei maravilhada! – Logan pigarreou, sabia que era um pedido pra falar algo, então anui com a cabeça:

- Enquanto tu tava indo pra sala, o Professor foi comentando com a gente sobre a tranquilidade dos seus pensamentos, sobre como nada daquela diversidade te assustava e isso deixou a mim, ao Fera e ao Ciclope muito tranquilos quando tu bateu na porta dele, saca?

Sorri de lado, eu não sabia disso.

- Vai lá, continua. Quero ver se sua descrição faz jus.

Levantei a sobrancelha, estranhando aquela palavra tão rebuscada saindo dos lábios finos, bem talhados e decididos do canadense.

- Não é porque eu não use palavras difíceis que eu não as conheça, Lana... Tenho mais de 100 anos! Isso deve valer de alguma coisa pro vocabulário, né?

Ri abertamente, junto com ele.

- Bati na porta com o coração cheio de esperança. Certa de ser ouvida naquele lugar e, quando a porta foi aberta pelo Scott Summers, meu corpo inteiro gelou! Eu devo ter parado de respirar por alguns minutos, apesar do Professor ter dito pra entrar, minhas pernas não me obedeciam e a única coisa que eu conseguia pensar era em como aquele homem era mais alto pessoalmente, o quanto era musculoso e um pedaço de mau caminho!... Fiquei em transe até uma cabeça azul aparecer por trás dele e me perguntar se estava bem. Levei um choque e puxei com força o ar, ouvi um resmungo num canto e vi um cara atarracado, com cabelo penteado pra cima, em forma de chifres e barbudo; braços cruzados e perna encostada na parede, vestido de cowboy. Que cena dantesca!

- Não! Peraí, vai... Eu não tenho o cabelo em forma de chifres!... E aquela era minha melhor roupa de cowboy!

- É... viu como é bonito fazer falsas descrições das pessoas?

- Cê tá se vingando da minha descrição de "desesperada"? Isso aí é golpe baixo!

- Vai dizer que é só porque eu sou mais baixa que você, engraçadinho?

Acho que ele não tinha pensado isso, mas minha frase o fez rir do fato.

- A minha cara era de esperançosa, e não desesperada, sabe? Eu, apesar do cansaço, tinha esperança de ser ouvida por meus iguais. Do mesmo jeito, na verdade, seu visual estava incrível! Destoava um pouco do local, mas eu sabia quem você era pela televisão e preferia muito mais essa versão aos uniformes espalhafatosos. Claro, o Scott estava muito mais incrível, com aquela calça jeans quase apertada, uma camisa azul royal e os cabelos recém lavados.

O canadense revira os olhos e maneia a cabeça. Ele havia entendido meu ponto. E fez movimentos com as mãos para eu continuar minha descrição.

- Ao fundo, atrás de sua escrivaninha, estava o Professor Xavier. Não vou mentir que fiquei de boca aberta ao perceber estar diante do maior telepata do mundo, me senti meio "nua" e, instintivamente, abracei a minha mochila e caminhei até a cadeira na frente dele. Seu sorriso me passou tranquilidade e a voz de Scott cortou o silêncio, questionando minha presença. Balbuciei algo desconexo, ficava assim perto do grandão. E aí você finalmente falou, tirando um sarro, que era bom eu respirar, senão corria o risco de desmaiar por hipóxia! Devo ter ficado rubra! Soltei um olhar de raiva em sua direção e foquei no Prof. X, explicando todas as minhas metodologias, meus cálculos e a abertura que eu acreditava estar bem próxima, ameaçando todos desse planeta e, por que não, do sistema Solar. O mais intrigado, claramente, foi o Hank. Eu notava a preocupação no olhar dele e, também, sua empatia, pois ele havia compreendido a gravidade da situação. Veio com vários questionamentos precisos sobre a metodologia, adicionou outras opções possíveis em minhas futura análises astrofísicas. Ele me surpreendeu! E conseguiu, diferente de mim, passar aos outros o quanto isso deveria ser investigado ASAP!

- O Hank é foda mesmo... – o canadense soltou baixinho.

Sorrindo, continuei:

- O segundo a se manifestar foi o Scott. Depois de explicado e digerido pela segunda vez, ele questionou ao Professor se poderia formar um time exploratório na Terra, mas que enviasse alguns drones até as coordenadas e coletasse todas as informações possíveis. Isso seria o mais perto da realidade que minhas teorias chegariam, seria o máximo! Eu não tive como não enviar a ele um olhar de gratidão, sempre mesclado com paixão. E aí você veio, questionando a sanidade dos seus amigos, quanto a acreditarem numa baboseira teórica daquelas, de alguém que estavam vendo pela primeira vez! Por quê?! E eu parei de falar, será que o canadense não acredito que eu teria essa dúvida? O deixei encabulado pela primeira vez.

- Puxa, Lana! Eu... Não sei... Muitas vezes, posso passar a ideia errada. Eu tava chamando meus amigos a realmente pensarem sobre o assunto, não querendo desmerecer, mas fazendo o papel de "advogado do diabo", sabe? Ao questionar suas teorias eu tava chamando os outros a pensarem um pouco mais antes de agir, só isso. Era mais pra reafirmar seus pontos, saca?

- Hum. Interessante... Isso realmente ajudou, depois que o Hank explicitou melhor ainda minhas ideias, todos concordamos sobre a urgência de averiguar a veracidade daquelas teorias. Eu, no fundo, queria estar errada!...

- É, eu imagino, morena... Mas não foi nada disso, né? Tua mutação, quem sabe, não é só sangrar até a morte! É ser porreta nos cálculos, tu desenvolveu tua própria metodologia, saca? – dei de ombros, podia ser sim, mas não tirava o fato de sangrar até a morte...

- Vocês três saíram da sala, me deixaram com o Prof. X, discutindo sobre os desdobramentos de tudo isso. Depois, ele me acolheu, indo comigo até a cozinha e me apresentando o Bobby, a.k.a. Home de Gelo, deixando-nos para que interagíssemos. Como eu só os conhecia pela televisão, conhecer o espírito galanteador do Bobby foi um pouco constrangedor. Não demorou muitos minutos para ele fazer uma patinadora de gelo de presente, junto com uma rosa, eu não sabia onde ir! E nem o que fazer! Fiquei, em partes, aliviada quando você apareceu e o chamou de "picolé assediador". Fazia um tempo que eu não ria tanto! – e o ouvi rir também, do meu lado, dessas palavras – Foi você aparecer e ele rapidamente saiu da cozinha. Sua postura relaxada me deixou muito bem também. Mas eu ainda tinha raiva de como deixou em cheque minhas ideias, então, não resisti em te provocar.

- É, tu perguntou se eu tava ali porque não sabia pilotar um drone, caracas!

- A sua resposta foi interessante, vai?... Eu lembro de você respirar fundo pra não me mandar pra algum lugar impróprio e, depois, soltou que não deixava robôs realizarem suas ações. E, na hora, me veio em mente os ataques passados dos Sentinelas e como deveria haver uma conexão entre eles e esse comportamento. Você completou que o Caolho sabia disso e nem tinha te chamado pra fazer parte do grupo de reconhecimento.

- E foi eu falar o nome do engomadinho pro teu coração acelerar e teu chero mudar, toda cheia de desejo pelo marido do meu maior "crush"... Se eu não conhecesse o Scott até ia tentar te jogar nos braços dele, pra que deixasse o caminho livre pra Jean. Mas não tem como! Os dois são almas "fucking" gêmeas, caso essa porra realmente exista!

Eu suspiro, sem tentar esconder meu enfado. Ele parecia um disco quebrado, repetindo sempre a mesma coisa, por quê?!

- E não adianta ficar suspirando, Lana! Droga! Cê pode ser bem escrota quando quer, hein?

Fiquei chocada:

- Es-cro-ta? Eu? Tem certeza? Eu recebo uma bronca sem motivo e eu sou a escrota? Francamente, Logan!

- Continua a contar tua historinha, vai... O Professor pediu pra você ser bem detalhista, pra que a gravação fique perfeita e ajude a ajudar outras pessoas. – agora quem demonstrava enfado era ele... Concordei e continuei.

- Então, surpreendentemente, você me serviu um copo de suco de laranja e ficou interessado na minha vida pregressa. Pensei nisso como algo prático de sua parte, pois você sempre foi a ação dos X-Men e, ao ter essa atitude e me avaliar, seria possível tirar suas próprias conclusões. Lembro de ter passado pela minha mente o fato de mesmo estando com o maior telepata do mundo do seu lado, você precisava fazer as coisas do seu jeito. Avaliar as pessoas do seu jeito, com seus métodos e, desse modo, ter a sua verdade, como se ela fosse palpável. Eu não me incomodei, entrei na sua, respondi francamente e, quando me perguntou se eu era mutante, não hesitei – e isso me surpreendeu – em dizer que sim, mas que minha mutação não era útil ou tinha a ver com a minha profissão. Você levantou a sobrancelha e disse que já tinha visto muita coisa quando se tratava de mutação, mas se eu não estivesse à vontade pra falar dela, não era necessário. Respondi não ter problemas em descrever minha mutação: ela é o oposto da sua, senhor Logan. Enquanto o senhor pode se curar em um piscar de olhos, nesse mesmo piscar, eu viro uma poça de sangue e morro de hipovolemia! Bem útil, não? Comentei, com ironia. Lembro do seu rosto ter mostrado dúvida ao responder, acho que no fundo, tentou encontrar alguma coisa gentil pra me falar, não foi? Mas não tem como dizer algo gentil diante de uma droga dessas e eu completei: Já até mesmo fiz um cálculo amostral se cada mutação tem sua contraparte, sabe? Mas eu acho que somos os únicos opostos nesse quesito...

- Teu chero mudou tanto nessa hora e teu semblante acompanhou com uma tristeza tão grande em seguida que eu me senti um idiota por te fazer falar da tua mutação.

- É... você, estranhamente, me deu suporte, colocando a mão sobre a minha, mas eu nunca tive essas conexões e me fechei. Puxei a mão e agradeci pelo suco, saindo da cozinha, sem saber para onde ir ou o que fazer.

E aí ele riu baixinho.

- Está rindo do quê?

- Teu chero de medo, de não saber pra onde ia, até queimava minhas narinas, mas eu não quis te pressionar.

- Quase pressão nenhuma, me esperou ficar naquele imenso corredor e congelar, por não saber onde ir. Seu malvado!

- Ah, Lana, aquela atitude de não aceitar suporte tinha parecido muito petulante pra mim, saca?

Dei de ombros, não tem como, sem ser telepata, saber os motivos das reações e ações das pessoas. Precisamos ter a coragem de perguntar pro outro, sem pressupor as coisas serem óbvias...

Então você apareceu nas minhas costas, com um sorriso vencedor nos lábios e perguntou se eu queria ajuda pra achar a saída. Mesmo? Aquilo pra mim foi a prova de que você não apreciava minha presença e, acredito eu, sentindo essa minha constatação, o Professor me chamou novamente até onde estava, desta vez, uma sala da aula.

- Desculpa, se te fiz sentir assim, morena...

- Tanto faz, Logan...

- Fiquei as próximas duas horas assistindo uma aula sobre a origem dos mutantes, muito interessante, pois apesar de ser uma, não conhecia minhas origens, tão antigas e assustadoras quanto as histórias envolvendo os nomes citados. A noite chegou e eu nem notei, estava mesmo deslumbrada com a familiaridade de tudo aquilo. Alguns estudantes vieram conversar comigo, mas por não saber como responder acabei emudecendo e o Charles disse para a turma que eu era uma consultora astrofísica e estava ali para apontar onde os X-Men poderiam ser úteis. Aquelas palavras me fizeram inflar um bocado, sorri de gratidão para ele e questionei, ao sairmos, para onde eu iria, por mais quanto tempo precisaria esperar? A voz de Scott nos chamou a atenção no fim de um dos corredores e fomos até ele, com um semblante preocupado. Ele e Hank explicaram o quanto a análise prévia apontou para alguma alteração real naquele quadrante apontado. Ciclope colocou a mão no meu ombro e, sorrindo, disse que seríamos capazes de agir com a melhor forma possível: a defesa! Quem quer que estivesse com intenções de invadir, seria pego de surpresa por uma comitiva de boas-vindas. E Hank já tinha iniciado os cálculos e os equipamentos necessários para reverter o pulso de energia da vinda deles para mandá-los de volta. Achei essa defesa ge-ni-al, se funcionasse... Afinal, todos os cálculos envolvidos estão envoltos em erros para mais ou para menos. Senão, teríamos um "alvo" colocado na Terra. Apesar do Scott ter retirado a mão do meu ombro, eu ainda sentia seu peso, ainda via seu sorriso na minha frente, fiquei abobada algum tempo até voltar à realidade e, nela, minha parte estava feita. Agradeci os mutantes presentes, enviei um agradecimento especial ao Professor Xavier e comecei a pegar minhas coisas, para voltar para casa. E, novamente, você aparece todo prepotente, me perguntando se eu estava fugindo! Ai, Logan, naquele momento eu quis muito rir de chorar na sua cara, mas eu me segurei!

- Ué... Eu precisava saber se cê tinha essa mesma tendência que eu, sabe? De sumir quando a coisa ficava tensa. Era uma curiosidade, Lana...

- Mas eu não tinha por que ficar na mansão!

- Por que não? Tu é mutante, já tava nela, pra que ir embora?

- Eu não fazia ideia de quantos quartos existiam na mansão... Enfim.

- Com esse questionamento e minha falta de resposta, Charles aproveitou para me convidar a ficar na mansão por aquela noite, se possível, auxiliando nos detalhes técnicos da empreitada, juntamente com o Hank. Foi então que Kitty, atravessando uma das paredes e pegando essa parte da conversa se convidou para me levar ao quarto de hóspedes e me oferecer algumas roupas dela para eu passar a noite. Aceitei, precisava de um banho e, depois disso, acompanhei o jantar da equipe principal, na grande mesa da cozinha. Foi interessante ver aquelas pessoas, de países, conceitos e passados tão diversos, unidos pela certeza de que os poderes dados nos pedem um posicionamento e, todos ali, acreditavam nas palavras do Professor Xavier, todos acreditavam numa convivência pacífica entre humanos e mutantes. Peguei um prato, coloquei muita salada e peguei um pão sírio, sentei-me num local onde chamaria menos atenção e só os observei, uma estranha sensação de pertencimento começou a fazer parte de mim e, quando chamada a relatar minhas experiências, as fiz, com um certo orgulho e, em seguida, Hank se sentou do meu lado, explanando seus pensamentos e dizendo que me mostraria os cálculos depois da janta. – Logan novamente sorri, deixo espaço para que fale.

- Eu quase ouvi seu pedido de socorro naquela hora! Foi um pedido hormonal e do seu coração, que deu uma leve parada. Eu tinha que interceder.

- Puxa! Eu estava interessada nos estudos do Hank, mas o cansaço não me permitiria ser útil. Como comentei, há três noites não dormia! Eu precisava sair da janta para uma cama confortável.

- E eu proporcionei isso, tão rápido quanto possível, não foi? – todo orgulhoso e com um sorrisão.

- Sim, de um jeito bem ao seu estilo mesmo...

- O canadense chegou perto de nós dois, colocando as mãos no ombro do Hank e fazendo uma massagem nada leve, questionando o azulão sobre o quanto os cálculos estavam mesmo revistos e que seria melhor se a resposta viesse dele, com quase nenhuma interferência minha. Ao mesmo tempo que elevou o ego do amigo, me deixou numa posição inferior, como se a ideia pudesse ficar melhor sem mim por trás. E, quando Hank saiu para rever os cálculos, você se sentou do meu lado, sorrindo e esperando um agradecimento que não veio. Fiz meu sanduíche e abocanhei com muita vontade, seu sorriso murchou e você resmungou alguma coisa, saindo do meu lado todo irritado. Agora eu sei quanto devo meu merecido sono a você, Logan, mas naquele momento, só te achava um tremendo sabichão!

Ele dá de ombros, enquanto eu continuo:

- Não fosse o cansaço, com certeza, teria curtido muito mais aquela primeira noite entre a comunidade mutante mais organizada no planeta. Eu agradeci pela cama ser tão confortável, deitei e acordei com meu despertador do celular, às 5h30. Fiz minha higiene pessoal, amarrei organizadamente meus volumosos cabelos compridos até a cintura e coloquei uma das roupas da Kitty, um conjunto de moletom cinza de algodão. Como sabia o caminho para a cozinha, fui sozinha para lá, preparei um café solúvel com leite, cortei dois tomates, coloquei mais salada em cima deles num pão sírio assado e quase derrubo tudo ao ouvir sua voz, tão cedo, me provocando quanto ao que comia. Que você disse mesmo?

- Se tudo que cê sabia comer era pão sírio com salada, ou se tinha uma predileção por coisas sem gosto mesmo, pelo menos a predileção pelo Scott confirmava isso. – e ele deu uma risada de trovão.

- É... Quando a piada é ruim o piadista tem que rir pra não perder a graça, né?

- Ei... Teve graça sim! Pode perguntar pra qualquer um que não seja a Jean, todos acham o Caolho um sem sal...

- Logan! Ele é um ótimo estrategista e um líder nato! Eu tenho inveja da facilidade com que ele consegue delegar funções, sabe?...

- Eu sou um ótimo estrategista e ninguém fica enchendo o peito pra falar isso, oras! Delegar funções é coisa que se faça? Parece até aqueles imperadores romanos que ficavam em cima dos seus cavalos enquanto mandavam os outros pra matança. Eu não, eu vou lá e faço. Sujo as mãos de sangue se for preciso...

- Ou seja, não sabe delegar, né? Tudo bem, não tem do que se envergonhar, como eu disse, também não sei! Se tivesse metade da tecnologia de vocês, eu mesma tinha enviado os drones pra checar minha teoria, eu mesma teria pensado em algo parecido ao do Hank para impedir a invasão, sabe? Sou incapaz de delegar...

- Sabemos disso, morena... Esse é o motivo de estar aqui agora, né? De "molho"...

- Senti meu rosto pegar fogo de novo, com suas frases sobre o Scott e, não passa nem um minuto, ele entra, em companhia da esposa que me fuzila com o olhar e dá um bom dia todo animado para você, Logan. Sinceramente, eu nem presto muita atenção nela. Não consigo tirar os olhos do Scott até o momento que ele dá um beijo acalorado na ruiva e eu não sei onde olhar. Olho para você e percebo que ainda olha a cena, com um sorriso bobo nos lábios. Talvez pensando em como seria o beijo dado por ela, não sei, né? Eles pegam uma bandeja com comida e saem, sorrindo e volitando, como se não existisse nada ao redor deles. Naquele momento eu percebi o quanto minha paixão era idiota! Eu não tinha nada da ruiva, nem altura, nem beleza, nem telepatia/telecinesia e, muito menos, olhos verdes e aura de poderosa... Me senti um lixo ambulante e, com o semblante carregado, deixei meu sanduíche em cima da mesa e perguntei para você onde o Hank costumava ficar. Sua resposta foi que era cedo demais pra maioria na mansão, perguntou se não estava a fim de ver o nascer do Sol da colina e, com o espírito depressivo, acompanhei suas pegadas, mais por automatismo que por vontade. A visão dali foi reconfortante, quase me fez alterar o sentimento em trezentos e sessenta graus; ver a reverência com que você, apesar de tão antigo, prestava àquele nascer do Sol me fez te perguntar o motivo e a resposta calou todas as minhas percepções sobre você... Disse que nenhum deles nunca era igual e era pra manter essa inconstância e beleza que você tinha escolhido os X-Men, porque assim como nenhum dia é igual ao outro, nenhuma vida é menos importante que a outra, me disse que todos estamos nesse mundo por um motivo e, quando descobrimos isso, nada mais tem importância.

- É... E que eu tinha descoberto meu motivo ao encontrar o Charles e sua filosofia. Muitos acham que eu só tô aqui pra ver a Jean todos os dias, bom, uma pequena parte é por isso mesmo. Tu sabe como é quando vemos a fonte do nosso desejo, mas pairando sobre isso tá a certeza de que eu posso ser útil pra outros que nunca vão me conhecer ou me agradecer por isso, o Kurt fala muito disso quando prega sobre Jesus. Que ele sempre pediu pra fazermos sem esperar nada em troca e, em nenhum outro lugar eu tive essa oportunidade de modo tão diário. A gente protege um mundo que nos teme e odeia e, ainda assim, a gente faz! Eu faço, com uns métodos menos ortodoxos que os outros integrantes, mas todos me respeitam e respeitam meus motivos e meus critérios de julgamento. Isso é uma família, independente do sangue...

Eu sabia exatamente do que você falava, porque também já sabia o motivo da minha existência, não importa por quanto tempo, sei que fazer meus cálculos malucos e apontar setores no universo é o que sei fazer de melhor, é minha contribuição para o Sol continuar a nascer e se pôr em infinitas formas e cores, apesar de ser sempre o mesmo Sol... E a confirmação dos meus cálculos me deixava extremamente contente e assustada! Depois de uma hora vendo matizes diversos e várias aves passando acima, levantamos da grama e eu, totalmente refeita daquela sensação depressiva anterior, não tive outra palavra a endereçar a você: obrigada...

- Eu não tinha entendido toda importância da palavra até agora, Lana. Fico feliz de ter tirado você da depreciação, mas eu te entendo... Muitas vezes me sinto assim ao olhar pros dois também, o que me faz perguntar se não é um pensamento plantado pela Jean, mesmo que de forma inconsciente, já que nós dois tivemos a mesma sensação e eu nunca tinha conversado sobre isso com ninguém.

- Bem perspicaz, Logan. Bem provável que seja mesmo... O que alguém com o poder dela ganha fazendo isso é a questão, né? Ela já é tudo isso, pra quê ressaltar todos os nossos defeitos? Se eu fosse alguém menos segura de mim, poderia ter cometido uma loucura, sabe?

- Sendo inconsciente, ela não ganha nada, saca? Mas não tem como eu defender a Jean nessa, só o Professor poderia confirmar nossa suspeita. Se ele achar bom analisar, vai fundo, Charlie!

Aceno positivamente com a cabeça e volto a narrar:

- Depois disso passo a manhã e parte da tarde com o Hank, revendo nossos cálculos e tentando entender o raciocínio dele em outros. Trocamos muitas impressões salutares e, seguramente, sei que tenho um amigo aqui. – Logan me olha provocativamente e mostra todos os dedos das duas mãos. Não posso deixar de sorrir.

- Apesar de conscientemente não querer mais pensar no Scott, sempre que ele aparecia para saber da nossa evolução nos cálculos meu coraçãozinho palpitava. Fiquei anos vendo-o pela tevê e idealizando, então seria difícil acabar com esse sentimento rapidamente. Mas agora eu não congelava mais, era capaz de estar presente durante as discussões e de impor meus pensamentos. Almoçamos e uma hora depois tínhamos certeza dos nossos cálculos revistos por tantas vezes. Avisamos o Professor que montou as equipes, junto com Scott. Seriam três naves, pois a energia necessária para o pulso era gigantesca e a combinação seria a solução.

- Ver você com seu uniforme marrom foi algo impressionante. Estava sem o capuz quando veio conversar comigo e assim que o colocou seu semblante mudou, como se tivesse apertado uma chave escrita "missão". Era possível ver seu foco através dos seus olhos. A preocupação genuína em manter aquele Sol pelo máximo possível de tempo, para as gerações futuras. Eu fiquei tão orgulhosa de fazer parte disso, na verdade, de ter sido o estopim para essa missão. E, acredito, esse orgulho me fez ficar um pouco cega, não sei... O que sei é, meia hora depois das três naves terem decolado e da escola estar somente com os estudantes e o Professor X, passei pelo laboratório onde o Hank e eu passamos a manhã e não me bastou muito para olhar os cálculos e ver um erro! Um pequeno, mas significativo, erro!... Entrei em pânico! Me questionei se não tinha mandado os X-Men para uma missão suicida! Mas como não sou de autocomiseração, chamei Charles telepaticamente e expliquei o ocorrido. Perguntei se eles podiam abortar a missão e ao contatar Ciclope, ele achou melhor fazer o planejado, porque ainda assim, teriam a chance de lutar se não desse totalmente certo. Eu achei aquela atitude pueril! Mas não tinha voz para me opor... Segundo meus novos, e corretos, cálculos, seria necessária mais um sexto de ciclo de energia para fechar o portal e, com a ausência dessa quantia, alguma coisa seria capaz de passar. Nesse ponto, Scott estava certo, a energia não seria destruidora a ponto de acabar com nosso Sol, mas, como eu tinha aventado anteriormente, poderia colocar um "alvo" em nossas costas.

- Trocando em miúdos, porque isso está nas redes sociais, se quiserem ver, uma frota extraterrestre passou para o nosso lado e realmente, como eu havia previsto, era hostil. Os Vingadores foram ajudar e, pela primeira vez, a Terra viu humanos, mutantes e um deus nórdico lutando lado a lado, mas quanto mais eu assistia a cobertura televisiva mais eu via a impossibilidade de vencer esses caras! Fiquei analisando qual seria o ponto fraco deles e, depois de algum tempo, um helicóptero conseguiu uma imagem da nave principal, com uma esfera de energia muito incomum e, segundo me constou, capaz de emitir energia para as armaduras das criaturas. Seria necessário criar um curto-circuito naquela nave principal para os super-heróis terem alguma chance. E foi pensando nisso que, sem pensar, eu fui bem perto da ação, como já comentamos antes, eu não sei delegar funções, e como não tinha diálogo com o senhor Stark, aproveitei uma trégua na batalha e consegui contato visual com a Natasha, explicando a ela meu plano e pedindo para mostrar ao Homem de Ferro onde ele deveria acertar com toda a energia aquela nave mais afastada. Eu sei que ele não questionaria uma análise da Viúva Negra. Procurei um abrigo e rezei. Pensando em como fui burra por não pedir ao maior telepata do planeta pra explicar tudo isso diretamente ao Tony... Mas já era, estava ali, presenciando uma das batalhas mais épicas do nosso mundo e desejando nunca mais conseguir fazer nenhum cálculo daquela magnitude. Vi quando a Natasha apontou para a nave e apertou mais firme o comunicador em sua orelha. Os Vingadores criaram uma distração para o Tony voar naquela direção sem ser incomodado e, depois de alguns minutos, um clarão seguido de um som ensurdecedor foi tudo que restou. Senti quando os escombros caíram em minhas pernas e a dor dos ossos esmagados foi tão grande que desmaiei. Quando abri os olhos novamente, vi o Hulk quase tirando um pedaço de granito dos meus pés, mas aí ouvi seu grito dizendo pra ele não fazer isso, ou meu quadro poderia ser muito pior, essa rocha estava estancando mecanicamente meu sangue. Desmaiei novamente. Acordei volitando, com o pedaço do edifício ainda preso a mim e percebi a Jean do meu lado, com um sorriso de gratidão e olhos complacentes. Essa era ela, consciente dos seus poderes e fazendo uso deles. Me senti pequenina, mas não humilhada e vi o quanto esses seres podem ser confundidos, realmente, com deuses, como muito bem o Professor tinha explicado na aula que assisti. Daí pra frente, não tenho mais como narrar, porque eu apaguei.

- E você quer que eu faça isso, gata?

Acenei positivamente, ruborizando um pouco. Eu nunca tinha sido chamada de gata antes, e ver aqueles olhos azuis tendo algo parecido com compaixão por mim me faziam pensar em algumas atitudes dele como sendo psicologia reversa da mais pé-sacal possível! Ele teria feito tudo que fez porque se importava realmente comigo?

6 Octobre 2021 15:58:47 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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Wolverine
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Neste Universo estarão as fanfics relacionadas ao James "Logan" Howlett, algumas delas ambientadas em nosso universo, outras no universo da Marvel, outras, ainda, em universos (in)existentes. Importante é que se você estava esperando por histórias deste mutante, este é o local :) En savoir plus Wolverine.