njoaux Thalia Meireles

Antes de seu pai morrer, Amélie só tinha um propósito, ser a futura senhora Levois, porém, com à morte de seu pai seus planos tiveram que esperar, afinal pra conseguir quitar as dívidas que o velho marquês havia deixado junto com o título, ela precisaria de todo seu charme em jogo. Agora depois de quitar todas as dividas do pai, ela poderia finalmente voltar a seu propósito, mas, quando se tratava de Francis nada era fácil. Mesmo sendo o solteiro mais cobiçado da cidade ele nunca havia demonstrado interesse por ninguém além de si mesmo, mas, Amélie é pega de surpresa quando ele resolve que quer se casar, e o pior de tudo, com alguém que não era ela. Contudo, Amélie sendo Amélie não poderia deixar isso acontecer. E com esse novo obstáculo em seu caminho ela precisaria de todo o seu charme para enfim alcançar seus objetivos, nem que para isso tivesse que usar o irmão mais novo de Francis, Sebastian, como peão em seu jogo de sedução.


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#Paris #Romance
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November rain

Amélie Leblanc



Paris 1912, seis meses antes do desastre


Francis Levois estava noivo!


Amélie não sabia se o matava, ou, se matava a sonsa da noiva escolhida por ele.


— Por que diabos só fui comunicada agora?


A indagação furiosa vindo da marquesa, fez um sorriso cínico brotar nos lábios de Ethan Poulin, melhor amigo de Francis.


— Senhorita Leblanc, já não deveria ter entendido que Francis nunca será seu? — Ethan responde com a voz carregada de deboche.


Amélie coloca os fios ruivos rebeldes de seu perfeito cabelo ondulado atrás da orelha e se aproxima como uma felina do homem a sua frente.


— Você me conhece a quantos anos Ethan? — Ela pergunta.


— Tantos que nem conto mais. — Ele responde.


Ela sorri largamente. — E em todos estes anos, quantas vezes você me viu desistir do que eu quero? — ele fecha a expressão. — Exatamente, já deveria ter aprendido que o que é meu, é só meu!


— Francis não é seu, Amélie! — Ethan diz irritado.


— Ele não é meu ainda. — seus olhos verdes brilham. — Mas diga-me, quem é a ordinária?


Ethan suspira alto. — Inferno de mulher, o Francis me mata se eu lhe disser.


Amélie o encara ameaçadoramente.


— Ethan Poulin Chaput, quem é a biscate que acha que vai casar com o Francis?


Quando Ethan conheceu Amélie Leblanc Poisson há anos atrás, ele logo de cara se encantou por ela, mas, esta infelizmente só tinha olhos pro seu melhor amigo Francis Levois, este que além de melhor amigo era também seu primo em terceiro grau. Por anos Ethan viu Amélie se dedicar na arte da conquista, e foi somente com aquela arma que ela conseguiu pagar a maioria das dívidas deixadas pelo seu pai, o marquês de Pompadour Gastão Leblanc III antes de morrer.


Sempre a achou uma das mulheres mais bonitas que já havia visto em todos os trinta anos de sua vida, para ele era uma surpresa grande Francis nunca ter cedido ao charme e beleza que a Leblanc possuía e que encantava todos os homens de Paris. No fundo, ele achava que Francis estava apenas testando o quanto Amélie ainda aguentaria, e para sua surpresa ele ficou noivo de sua irmã, Edith Poulin.


Com a cabeça prestes a explodir, ele cede: — Edith!


Amélie abre a boca chocada. — Edith? Edith Poulin sua irmã? Edith Poulin prima dele? — Ethan assente. Amélie abre a boca estupefata. — Mas que desgraçado!


— Amélie ela é minha irmã, vê se não dá uma de louca. Preciso ir, tenho um jantar de noivado esta noite. — Ele diz meio amedrontado.


Com os pensamentos em um milhão por segundos, a jovem de vinte e seis anos bate na parede furiosa.


— O jantar seria o deles? — Ela pergunta visivelmente irritada.


Ele responde: — Talvez... — Ethan aperta seu chapéu em sua mão e sorri torto. — Eu realmente preciso ir agora!


— Me espere aqui, não irei demorar. — Ela diz já subindo as escadas de seu quarto.


Como Francis podia ter escolhido a sem sal da Edith, sua própria prima, ao invés dela? A mulher mais desejada por todo mundo, incluisve nobres importantes de Paris. Amélie não era marquesa a toa. Sua vida toda ela viveu sob a pressão dos homens de sua família sobre quem ficaria com o título que era dela por direito, uma coisa era certa, ela nunca deixou de lutar pelo que ela queria e merecia, e não seria diferente agora no amor.


Com os olhos brilhando, ela se dá conta de um fato que somente ela e Ethan sabiam; Edith havia tido um caso com o irmão mais novo de Francis, o filho da puta mais galinha de todos, Sebastian Levois.


— ANNE! — Ela chama sua melhor amiga e moradora involuntária dali.
Ao invés da loira sempre irritada, quem aparece na porta foi seu outro melhor amigo, Edgar.


— Gritando a essa hora Amélie? — O loiro diz coçando os olhos sonolentos.


— Onde está sua mulher? — Ela pergunta sem paciência.


— Qual delas?


Edgar Montespier era casado não com uma, mais duas mulheres. Segundo ele, não podia escolher entre Camile Cartier a filha de um barão, e sua amada prima Anne com quem ele se relacionou a vida inteira. Amélie viu de perto o suplício do loiro em conseguir ficar com as duas, e bem, no fim ambas cederam e Camile agora era uma mulher sem títulos por causa daquilo. A Leblanc sempre achou burrice aquela juntura, mas nunca julgou nenhum deles, afinal eram todos seus amigos.


Ela revira os olhos. — Anne, onde está?


— Ela saiu logo cedo para ajudar com algumas coisas, já que Camile não está em condições de tal.


Ah claro, Camile já havia dado a Edgar um filho, um loirinho tão barulhento quanto o pai. O fato era que no papel, ele só podia estar casado com uma delas, e como ela foi a que mais se prejudicou com a juntura dos três, ela foi a escolhida, afinal Anne já era uma Montespier como ele.


Uma luz se ascendeu na cabeça de Amélie enquanto Edgar coçava a cabeça preguiçoso e cansado, provavelmente pelo choro excessivo de Christopher na noite passada.


— Você é o melhor amigo do Levois vagabundo, não é? — Amélie pergunta sacudindo Edgar. O loiro ficou meio amedrontado com o questionamento, então só assentiu meio incerto com a cabeça. — Preciso que me ajude com uma coisinha, meu docinho de coco...


Edgar engoliu a seco.


A última vez que Amélie o chamou de docinho, ela queria ajuda para incendiar a casa de Jane Frost por ter dado em cima do Francis a alguns anos atrás.


— Amélie eu te amo, você é minha melhor amiga do sexo feminino, mas eu não vou tacar fogo em ninguém por você. — Ele diz afoito.


Ela revira os olhos. — Céus Edgar, já não superamos isso? A Jane até me convidou pro casamento dela com o tenente Gagnon. Enfim, preciso da ajuda do seu amigo Sebastian.


Edgar a olha espantado. — Achei que seu foco fosse o Levois mais velho? Mudou de ideia depois de tantas investidas falhas? — Amélie sorri falsa com o olhar que Edgar conhecia bem. — Porque tenho a impressão de que isso é uma péssima ideia?


— Por que você conhece bem a cobra que tem como amiga? — Ela responde com um sorriso faceiro nos lábios se retirando em seguida.


Já em seu quarto, Amélie encontra Camile sentada em sua cama ninando o pequeno Christopher.


— Que bom que está aqui. — Amélie diz abrindo a porta de seu closet, saindo minutos depois vestida em um lindo vestido carmesim provocante e sensual, valorizando cada curva de seu corpo delgado.


Camile a olha curiosa. — Está ainda há algum lugar?


— Por acaso tenho um jantar de noivado não muito longe daqui. — Ela responde com certo tom de ironia.


— Não me diga que está indo a casa dos Levois? — Amélie sorri. Camile balança a cabeça em negação. — Espere, não precisa responder, é óbvio que você vai. Você só pode estar louca?


Amélie rodopia em frente ao seu grande espelho com um sorriso venenoso na face. — Não diria louca, apenas determinada. — Retruca. — Tendo mais, acho que preciso me relacionar um pouco mais com meu adorável futuro cunhado.


— Sebastian? — Camile pergunta.


— Sim, talvez eu precise de uma ajudinha dele.


— Mas, pedir ajudar ao Sebastian? — Questiona Camile duvidosa.


— Sim! — Responde a ruiva determinada.


— Sério Amie, eu nunca teria a coragem de aparecer em um jantar de noivado sem ser convidada.


Ela ri debochadamente. — Eu quero que a sonsa saiba que eu não darei o que é meu de bandeja sem uma boa briga.


Antes que Camile a retrucasse, batidas foram ouvidas na porta, revelando Edgar logo em seguida.


— Ethan ainda está lá fora? — Amélie pergunta a ele.


Edgar revira os olhos. — Sim, totalmente impaciente.


— Então desça e peça que ele aguarde mais um pouco, quero estar deslumbrante neste jantar.


Edgar suspira sentado-se ao lado de Camile pegando seu filho no colo em seguida e diz: — Isto não será necessário, Anne já o está entretendo. — Ele completa irritado.


— Então Anne já está de volta? — Amélie pergunta.


— Sim. — Resmunga Edgar.


— Você parece irritado meu querido. — Murmura Camile ao marido.


— Cíumes minha querida. — diz Amélie. — E francamente Edgar não entendo o porque de você ainda ficar assim, sabes bem que ninguém pode controlar Anne, nem você, nem as regras estúpidas que os porcos da sociedade nos impõe.


— Sei bem disso Amélie. — Diz ele levantando-se irritado. — Mas, sinto ela diferente toda vez que está na presença de Ethan, e é tudo culpa sua. Essa criatura praticamente vive entre nós. — Acusa Edgar.


Amélie sorri. — Ethan é um bom amigo, Edgar. Sabe bem disso!


— Seu amigo? Pensei que havia se aproximado dele com o intuito de ficar próxima de Francis?


— De início sim, mas com o tempo nos tornamos verdadeiros amigos.


— Se você diz... — Murmura Edgar retirando-se do quarto.


Camile ainda sentada sobre a cama suspira.


— Ele está certo! Anne tem agido diferente na presença de Ethan.


— Talvez ela queira se divertir um pouco com ele. — Responde Amélie.
Camile suspira. — É talvez...


Amélie se volta já arrumada na frente de Camile. — Bem, como me pareço?


Camile revira os olhos. — E você por acaso em toda sua vida, foi algo além de linda?


— Não, mas esta noite quero estar algo além de linda. Quero ser a luz deste jantar. Quando Francis me vir, quero que ele se sinta um tolo por ter escolhido a sonsa da Edith, ao invés de um ser tão magnífico e radiante como eu. — Ela diz enquanto arruma o vestido sobre os seios fartos.


— Bem, se é isso que você quer, está mais do que espetacular.


Amélie sorri agradecida.


Ao se sentar em frente sua penteadeira, Amélie diz:


— Só não consigo entender o porque de Francis escolher casar-se agora e ainda mais com ela... — Reflete Amélie em voz alta.


— Talvez ele esteja de fato apaixonado. — Camile diz pensativa.


Amélie se volta para ela quase que automaticamente e com um sorriso presunçoso ela responde:


— Duvido muito. Já os vi juntos antes e ele nunca demonstrou o menor interesse por ela.


“Ao contrário de Sebastian.” — Pensou Amélie lembrando-se do dia em que presenciou as escondidas um encontro furtivo num baile entre Sebastian e Edith. Foi quando percebeu que talvez o cafajeste do irmão mais novo de Francis não fosse assim tão sem coração, como fora levada a crer.


— Amie, mas, por que Sebastian? — Volta a perguntar Camile. — Eu o conheci melhor depois que casei com Edgar e ele é exatamente como todos dizem, um mulherengo sem coração.


— E é por este motivo que o escolhi. Existem sentimentos que as pessoas escolhem ocultar, isso não faz dele um monstro.


— Escolheu? — pergunta Camile desconfiada. — Escolheu para quê? Por Deus, não vá envolver meu marido nas suas loucuras novamente, como da última vez que o obrigou a vestir-se de mulher para dar em cima de Francis para descobrir se ele gostava ou não de mulheres.


— Edgar me devia essa.

15 Septembre 2021 01:00:40 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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