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Quando Min Yoongi, vindo de uma família de assassinos profissionais, foi contratado para matar um dos maiores mafiosos da Coreia, não esperava ter que passar uma semana atrás da única pessoa a qual poderia lhe fornecer sua localização. Mas o destino gosta de brincar conosco de formas inesperadas, e quem diria que entre uma espera, um festival de primavera e um garoto irritante algo novo poderia florescer dentro do Min?


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans.

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Desejos - Capítulo Único

Escrito por: gcf_seesaw / @gcf_seesaw


Notas iniciais: espero que gostem dessa fanfic, ela foi bem divertida de escreve. Espero que o jeito extrovertido do jimin e o jeito meio introvertido do yoongi e como eles se encaixam cativem vocês

OBS: betado por @Im_Sky_ e capa por @busanjimin / @xbusanjimin


~~

Dia um

Se não fosse pelo trabalho, eu nunca pensaria em participar de um festival de primavera. Não há sentido algum existir uma comemoração simplesmente para celebrar a chegada da primavera. Mas, infelizmente, a única pessoa que poderia me dar informações sobre onde meu alvo estava era seu antigo assistente, que largou o emprego simplesmente para morar em um vilarejo qualquer e ter uma vida tranquila.

Todos vestiam roupas de cores fortes e vibrantes demais e andavam por aí como se não se importassem com quem vinha na frente e, às vezes, ficavam amontoados em frente às barracas ou aplaudindo pessoas que dançavam na rua, impedindo a passagem.

Sinceramente, eu não suporto mais esse ambiente sufocante e desconfortável. Não sei se responderia por mim se mais alguém esbarrasse diretamente em mim.

Entro em uma loja quase vazia para evitar a rua tumultuada e poder respirar um pouco. Havia apenas uma senhora que brincava com um cachorrinho no canto da loja, esta que veio me receber alegremente.

— Ah! Um viajante? O que te traz aqui?

— Estou procurando um amigo — falo simples.

— Conte-me quem é, talvez eu possa ajudar a encontrá-lo. — Talvez eu possa aproveitar essa chance e perguntar se há algum caminho mais vazio.

— Ele trabalha em um bar, veio morar aqui há uns 3 anos. — Seus olhos brilharam e um sorriso grande formou-se em seu rosto.

— Meu jovem, é amigo do senhor Nomura? — perguntou ela animada. — Ele me contou que você viria, mas, infelizmente, ele teve que fazer uma viagem de emergência e disse que voltava em apenas uma semana, me pediu para te manter aqui até ele voltar. — Ela deu uma piscadinha e manteve o sorriso.

Acho que eu não tenho outra escolha mesmo.

— Ele também me disse para entregar-lhe as chaves da casa, para você poder descansar lá. Vamos, me acompanhe. — Ela parecia realmente muito animada com minha presença, não sei se continuaria animada se soubesse o real motivo de eu estar aqui.

Nós andávamos em ruas mais vazias, ela disse que conhecia um atalho que seria ótimo, já que quase todos estavam festejando. Isso me deixava mais aliviado, eu estava quase perdendo a paciência naquele lugar.

As casas do vilarejo eram simples e o clima era agradável, tudo em volta era verde e colorido — deve ser por causa da primavera —, é bonito, mas ainda não vejo motivo para que haja uma comemoração tão barulhenta por causa de flores.

O caminho não era tão longo. O barulho da festa tinha diminuído e agora o som ambiente dos pássaros e cigarras tomava conta do lugar.

A senhora caminhou para dentro de uma das casas, essa tinha um pequeno jardim bem organizado. Pergunto-me se aquele era mesmo o lugar certo, o cara que eu conheço certamente não teria paciência para deixar um jardim florescer tão bem assim.

— Jimin, o que está fazendo na casa do senhor Nomura!? — berrou a senhora assim que arrastou a porta de entrada e viu um garoto de cabelos dourados deitado no chão jogando em um Nintendo cinza meio antigo.

Ele pulou com o susto e se sentou de imediato.

— Ele me deixou ficar para cuidar das flores e da casa. — respondeu o garoto apressadamente.

O bom estado dessas flores faz bem mais sentido agora.

— Tente não quebrar nada ou fazer algo que o deixe irritado pelo menos. — Ela olhou para mim e sorriu como se estivesse desculpando-se por aquele imprevisto. — Enfim, aproveite que está aqui e cuide do nosso belo visitante, ele é amigo do senhor Nomura, vai ficar na casa até ele voltar.

— Sim, senhora! — O garoto fez uma reverência e ela revirou os olhos.

— Não seja imprudente, Park. — O loiro então sorriu e acenou em despedida para a senhora.

Ele, depois de alguns segundos, levantou-se e veio para mais perto de mim, esgueirando-se para ver se a senhora já tinha virado a esquina.

— Vamos! Estávamos esperando por você! — Ele me puxa rápido para dentro da casa.

Esse garoto acha que tirou intimidade comigo de onde?

— Yumi! — berrou depois de fechar a porta e uma garotinha de cabelos castanhos curtos apareceu. — O tio Nomu pediu pra te mostrarmos o vilarejo e fazer você se divertir enquanto ele não chega...

— Não — interrompo-o. — Prefiro ficar aqui, quieto, obrigado.

— Ele também disse para não te dar escolha. Então, guarde suas coisas, nós vamos para o bar comemorar a chegada da primavera também. — Agora foi a garota que falou. Sério, de onde eles tiraram essa intimidade?

— Eu não vou sair — falo, quem são eles para me obrigar a fazer algo?

— Vamos, o bar vai ser praticamente nosso, você pode ficar lamentando por parecer tão chato até decidir se divertir — fala o garoto e abre a porta, logo puxando-me para fora da casa, de novo. Eu sinto que posso matar esses dois a qualquer momento, mas deixo eles me levarem porque assim eu posso pelo menos beber um pouco e esfriar a cabeça.

O bar não era longe — acho que nada nesse vilarejo chega a ser realmente longe —, o lugar era bem simples, a maior parte era feita com uma madeira escura e a calçada parecia não ser varrida frequentemente. Dentro, as luzes brancas iam somente em direção ao balcão mais ao fundo e a uma mesa de sinuca, que ficava quase no centro do bar, a região perto das mesas era iluminada por uma luz alaranjada que dava destaque ao lugar.

Sento-me em uma cadeira perto do balcão e o garoto de cabelos dourados me serve com um copo de soju. Ele não parece ter idade pra isso.

— Garoto, quantos anos você tem? — pergunto para saber se era realmente apropriado aceitar aquilo, não que eu viva de uma forma apropriada e dentro da lei, mas pelo menos poderia negar e servir a mim mesmo. Não me importo realmente se ele vai beber ou não.

— Tenho 19, e meu nome é Park Jimin, não me chame de garoto — falou, exigente.

Pego o copo em cima do balcão e vou até uma das mesas vazias na lateral do bar enquanto os outros dois iam até a mesa de sinuca. Eu me pergunto por que me submeti a essa situação. Por que diabos aquele cara viajou mesmo tendo certeza que eu viria?

— Senhor Min! — Esse garoto não me dá nem um segundo para poder pensar em paz?

— Como caralhos você sabe meu nome? — falo de um jeito irritado que costuma assustar as pessoas, mas ele só ri, como se eu não pudesse matá-lo a qualquer momento, principalmente depois dessa risada ter me deixado 5 vezes mais irritado.

— O tio Nomura disse que você adora ser chamado assim. Ele disse alguma besteira sobre superioridade ou se sentir como um rei. Ele também disse que você sempre quis estar no topo, então, nunca teve tempo para se divertir. Então, venha até aqui com a plebe e se divirta com a gente.

“Capaz de eu ir até aí e tacar uma dessas bolas pesadas na sua cabeça”, penso em dizer isso, mas prefiro ficar quieto e fingir que ele não existe. Termino de tomar a bebida no copo em um gole e vou até o balcão buscar mais.

— Você parece ser jovem, senhor Min. Quantos anos Vossa Majestade tem?

— Pare de me chamar assim — digo irritado e ele ri de novo.

— Okay, Vossa Majestade — diz sarcástico — Mas, vamos, diga quantos anos você tem — insistiu.

— 21. Agora pare de me incomodar e vá jogar seu jogo.

— Oh, uma pessoa tão jovem, mas com a alma tão velha. — Ele me ignora e pega a garrafa de soju que estava na minha mão e bebe um grande gole direto dela. Provavelmente ele já estava bebendo desde antes de chegarmos aqui, porque estar quase completamente bêbado em tão pouco tempo não parece combinar com ele. — Vem, vamos nos divertir, meu rei — falou enquanto me puxava até a mesa de sinuca e me entregava um dos tacos. — Mostre-nos suas habilidades.

Por um momento, deixo-me levar por aquela atmosfera adolescente — e também posso fingir que essas bolas são a cabeça desse moleque atrevido —, jogo sem saber realmente o que estava fazendo e com tanta força (eu realmente levei a sério essa parte de fingir que aquelas bolas eram a cabeça dele) que a bola pulou e foi parar no chão.

— Você é péssimo — a garota fala e ri histericamente.

Resmungo e saio de perto da mesa, dando espaço para os dois continuarem.

— Vamos, me mostre suas habilidades, Park — provoco e ele sorri petulante.

Ele coloca a bola que eu taquei para fora de volta na mesa e se prepara para tacar, acertando a bola branca em mais três bolas coloridas, colocando duas delas no buraco. Ele é incrivelmente bom mesmo bêbado.

— Viu, alteza? — Virou-se para mim. — Não subestime um simples plebeu. — Sorrio, sentindo a atmosfera desafiadora que ele estava criando.

[...]

— Acho que deveríamos levar a Yumi para casa — falou o loiro depois de acertar mais uma bola no buraco e apontar para a garota que estava dormindo no balcão. — E acho que você já deve estar cansado de perder — provoca. Nós já jogamos 5 vezes e ele ganhou todas, não me orgulho de admitir isso.

Carrego a garota nas costas enquanto o outro fechava o bar. Já havia escurecido e a maior parte do efeito da bebida já havia passado (nós estávamos tão concentrados no jogo que nem bebemos).

— Você se divertiu hoje, não foi? — ele pergunta enquanto trancava a porta e guardava a chave no bolso.

Continuo quieto, porque me recuso a admitir algo para esse garoto.

— Bom, eu ainda vou fazer você se divertir mais. Ainda temos tempo. — Ele sorri e vai andando na frente, guiando-me por um caminho diferente do qual viemos, provavelmente seja pela rua central — onde o festival havia ocorrido mais cedo —, agora não há tantas pessoas, apenas algumas que ficaram e estavam limpando a sujeira.

Nós caminhamos em silêncio até a casa onde nos encontramos e eu deixo a garota em um colchão que estava arrumado na sala e, então, saio para aproveitar a brisa fria de início de noite, típica da primavera.

O céu está cheio de estrelas. Não é possível ver tantas assim em Seul. Eu lembro de ver algo parecido quando era mais jovem e ainda morava no Japão, de certa forma, aquela vista era aconchegante para mim e me levava para outro mundo.

— É bonito, não é? — Assusto-me com a voz repentina do garoto, apenas concordo com a cabeça para não o deixar sem resposta. — Nós vamos pescar no porto amanhã. Nós sempre apostamos para ver quem pega mais peixes, quem perder cozinha e lava os pratos. Esteja preparado. — Ele traz de volta aquela atmosfera competitiva e sorri, indo embora logo depois de dar uma última olhada no céu.

Eu continuo aproveitando um pouco a vista por mais alguns minutos antes de entrar definitivamente.

[...]


Dia dois

— As flores estão bonitas nessa primavera — o garoto fala sorrindo para os campos verdes enquanto caminhávamos até o porto. O cabelo dele brilhava com a luz do sol, na verdade, é como se tudo nele brilhasse, então eu evito olhar.

— Você diz isso todo ano, Jimin — a garotinha fala e ele sorri mais ainda olhando para ela, não sei como esse moleque consegue sorrir toda hora. Como é possível um ser humano sorrir tanto?

— Mas não deixa de estar bonito, Vossa Majestade não concorda? — Ele olha para mim e ri quando eu demonstro estar com raiva.

— Não me chame assim! — falo, esperando que ele entenda de vez.

— Desculpe, majestade. — Reviro os olhos, mas ele acaba rindo mais ainda, as vezes ele é insuportável. — Okay, okay, eu paro. — O garoto enxuga uma lágrima que saiu do seu olho enquanto ele ria. — Agora, vamos ver quem consegue pescar mais! — fala animado, parando na ponta do píer e logo colocando as coisas que trazia no chão e organizando tudo.

[...]

— Não acredito que você pegou mais que eu. — O garoto se queixava pela quinta vez enquanto terminava de cozinhar.

Eu não estava tão surpreso de ter ganhado, meu avô me levava para pescar muitas vezes, então eu já sabia várias coisas. Eu realmente nunca achei aquilo divertido, provavelmente porque ele sempre mantinha em pauta os assuntos chatos dos negócios da família e falava sobre como eu deveria dar o melhor de mim para continuá-los da melhor forma, era cansativo. Mas acho que posso dizer que me diverti hoje, nenhum assunto sobre quantas pessoas eu devo matar e o quanto eu devo trabalhar para manter tudo, só implicâncias de um garoto irritante e assuntos sem sentido que vinham à tona, estes que eu podia apenas ouvir e ainda me sentir dentro da conversa, como se eu fizesse parte daquilo, mesmo sabendo que eu não faço.

[...]


Dia três

— Vamos, rei, você tem que ajudar a carregar as coisas — falou o loiro autoritário.

— Vocês decidem fazer um piquenique de última hora e eu ainda preciso ajudar?

— Sim, a realeza não tem descanso aqui, vamos! — fala, já colocando cestas na minha frente para que eu carregasse.

Caminho junto com eles porque eu sei que negar só me daria dor de cabeça. O garoto cantava animado pela trilha do campo verde e florido. Era uma música em japonês que eu lembro vagamente de já ter escutado. A menina acompanhava a música, ela errava a pronúncia de algumas palavras, mas ninguém parecia se importar com isso.

Respiro fundo sentindo o cheiro da grama úmida e quando percebo nós finalmente chegamos. É um campo mais aberto, o sol brilhava forte nessa área, o garoto parecia ter revivido naquela luz, é como se ele fosse uma flor desabrochando no primeiro raio de luz do dia.

O loiro correu animado para o meio do campo, fazendo um sinal para que fôssemos também e eu fui no mesmo instante porque, além de um sol forte, ele parecia um imã gigante que me fazia querer ficar cada vez mais perto, mesmo que ele fosse irritante de vez em quando.

[...]


Dia quatro

— Rei! Vamos jogar uno! Quem perder bebe — o garoto fala já tirando o Nintendo cinza da minha mão.

— Por que tudo que você quer jogar tem bebida no meio? — pergunto porque é verdade, ele sempre quer apostar as derrotas na base da bebida.

— Porque é mais divertido assim — ele diz simples e se levanta para procurar o jogo. — E é divertido te ver bêbado.

— É uma pena que você não vai me ver bêbado, porque eu não vou perder — digo me sentando e esperando ele terminar de separar as cartas.

[...]

— Enfia esse mais 4 no seu rabo, Min Yoongi! — o garoto fala irritado quando eu o faço puxar mais 4 cartas quando ele tinha apenas uma carta.

Seu rosto já estava corado pela bebida e acredito que o meu também esteja. Foram muitas partidas e acho que estamos empatados. Sendo sincero, eu parei de contar na 5º partida.

— Eu desisto, vamos jogar outro jogo! — Ele joga suas cartas no meio de nós dois depois de eu colocar uma carta “mais 2” e se levanta irritado para procurar algum outro jogo.

Eu junto as cartas enquanto rio da expressão emburrada que ele fazia no rosto, ele deixava seus lábios cheio em um bico fofo e semicerrava seus olhos pequenos. Pergunto-me se ele consegue enxergar mantendo aqueles olhos quase fechados.

— Mais uma vitória para mim então! — Eu o provoco só para poder ver mais um pouco daquela expressão estranhamente fofa.

[...]


Dia cinco

— Está pronto para admitir que está se divertindo aqui? — o garoto de cabelos dourados me pergunta de repente enquanto eu lia um livro velho que achei enquanto andava pela casa. Ele regava as flores do jardim com um sorriso no rosto e cantarolando. Acho que ele sorriria mais um pouco se eu dissesse que sim, mas é mais divertido quando eu discordo dele.

— Mas eu não estou me divertindo, Park — digo, e ele joga um pouco de água em mim com a mangueira, ignorando completamente o livro na minha mão. Mesmo sendo velha, a capa era grossa, então não houve estrago.

— Você é um chato, desisto de tentar fazer você se divertir.

— Nem você acredita nisso. — Ele joga um pouco mais de água em mim, desligando a mangueira logo depois e entrando na casa.

[...]


Dia seis

— Você vai embora amanhã? — Yumi me pergunta enquanto prepara alguns doces na cozinha e o Park me olha como se implorasse para que eu dissesse não, mas eu não posso mentir.

— Provavelmente, se o Nomura chegar cedo, eu vou embora logo. — Vejo seus olhos perdendo o brilho depois que digo isto.

Yumi faz sinal para eu ir atrás dele, mas eu acho melhor não. Não há nada que eu possa dizer para fazer com que ele se sinta melhor. Vou ter que ir embora de qualquer jeito e não posso mentir para ele.

Então, o dia acabou assim, com um clima tenso entre mim e o Park, ele sequer olhava para mim e muito menos sorria. É estranho não o ver sorrindo como sempre, e eu definitivamente não gostei disso, mas eu ainda não posso fazer nada, o que me restava era apenas engolir essa angústia e fingir que isso, essa falta do brilho do sorriso dele e sua energia, não estavam me atormentando.

[...]


Dia sete

É estranho não ser acordado por ele logo cedo para caminhar pela trilha e ser arrastado por aquele imã gigante que ele carrega dentro de si.

Ele não está aqui quando eu acordo, provavelmente saiu para caminhar. Eu ainda me sinto mal por não poder ver o sorriso dele uma última vez antes de partir. Ele não vai entender que eu não pertenço a esse lugar e nem nunca pertenci.

Estou do lado de fora da casa terminando de ler o livro velho, mas eu não estou realmente prestando atenção; acho que estou só me enganando e esperando que o Park volte logo.

— Yoongi. — Levanto o rosto rápido, esperando ver aqueles olhos brilhantes e o cabelo dourado, mas não é ele, é só o desgraçado que me fez esperar por ele durante uma semana. — Não me olhe desse jeito ameaçador, é assustador. Eu juro que eu tenho uma boa explicação pra isso.

— Se você sabia que eu viria, por que não me avisou para que eu te encontrasse em outro lugar? — digo, irritado, e ele senta ao meu lado.

— Não sei o porquê de estar tão irritado, eu fiz grande parte do seu trabalho e eu sei que você se divertiu aqui.

— Eu não me diverti... E o que você teve que fazer que demorou tanto? — mudo de assunto.

— Eu estava atrás dele, eu o achei em três dias, mas preferi dar mais um tempo para você esquecer das coisas ruins. Então fiquei apenas oobservando no resto do tempo. — Ele suspira e foca o olhar nas flores coloridas do jardim. — O que achou daqui?

— Não importa o que eu ache daqui, eu só pertenço a um lugar e você sabe qual.

— Onde está o Jimin? — pergunta depois de me ignorar completamente.

— Eu não sei, ele não fala comigo desde ontem. E por que pediu para ele ficar comigo nesse tempo?

— Vamos lá pra dentro, eu te conto o que descobri deles e depois você decide se vai embora sem falar com o Jimin ou não.

Ele se levanta e eu o acompanho para dentro da casa.

[...]

— Eu desconfiava que eles ainda estavam em Seul, então comecei a procurar pelo centro, não foi uma busca demorada. Eu percebi que havia uma movimentação estranha no final do centro. Não tinha quase ninguém pela manhã, mas durante a noite é a única parte totalmente aberta. No momento, eles não estão sendo procurados, e tenho quase certeza que ameaçaram a polícia, então eles estão tranquilos, o que provavelmente os fez relaxar demais.

— Por que você não os matou logo? — interrompo-o.

— Porque eu não quero mais fazer parte dessas coisas, eu vim para esse vilarejo justamente para sair dessa vida, fazer parte daquilo já estava me dando dor de cabeça.

— E espionar eles e me contratar para matá-los é totalmente dentro da lei — digo irônico.

— Eu só não quero sujar minhas mãos com mais sangue. Meu avô sempre falava que ele era fraco depois de ter ido embora, mas agora eu o entendo, mesmo assim, eu só sirvo para isso, não há mais nenhum lugar que me aceite.

Eu faço sinal para ele continuar e ele respira fundo.

— Eu não vi seu irmão lá, então, vai ser mais fácil confrontá-los. Seu avô nunca serviu muito para matar mesmo, apenas mandar as pessoas matarem por ele, foi por isso ele me criou, e te criou, e o seu irmão. E é pra acabar com essa merda de monarquia que ele criou em Seul que eu preciso que você vá, Yoongi, só você tem ódio e força o suficiente para confrontá-lo sozinho, mas ainda não tinha percebido. Você percebeu aqui, não percebeu? — Ele me olhou esperançoso.

Eu já tinha percebido antes, e eu posso até acabar com ele, porque eu realmente o odeio, mas eu ainda não pertenço a lugar nenhum.

Ele desiste de esperar minha resposta e continua:

— Sabe por que eu gostei tanto daqui e decidi ficar? As pessoas desse vilarejo não ligam quem você era e o que você fazia antes de chegar, eles ligam para o que você vai fazer para se redimir. — Ele fez uma pausa, parecia estar tentando escolher as palavras certas para continuar. — Você pode esquecer de todos os traumas que nossa família já te fez passar e vir para cá. E, se quiser, pode deixar eu me redimir também com você, por não ter agido como um bom pai. — Ele parecia esperançoso.

— Eu posso pensar nisso. — Essa é a única coisa que consigo pensar em dizer no momento.

Ele pareceu satisfeito e anotou o endereço de onde eles estavam.

— Pense bem, Yoongi... E se despeça do Jimin, ele nunca te perdoaria por partir sem avisar — fala por último e eu pego minhas coisas para sair da casa e, finalmente, acabar com tudo isso.

Eu não sei se conseguiria encarar aqueles olhos de novo e ver o brilho deles indo embora, então eu decido não o ver, eu nunca mais o veria de qualquer jeito. Por mais que eu queira continuar sentindo aquela atmosfera agradável que ele sempre transmitiu, eu não mereço isso.

Assim que coloco o pé no jardim eu o vejo, olhando-me com uma cara furiosa e se aproximando a passos pesados.

— Você vem comigo agora! — Ele me puxa como sempre faz, mas agora isso não me dá mais raiva, acho que eu estava com saudades disso. Então, não o impeço de me arrastar, mesmo tendo decidido há poucos segundos que não queria me despedir dele, eu simplesmente não consigo mais dizer “não” para ele.

Jimin ainda me arrastava em silêncio pela trilha até parar em uma cancela fechada. Ele me solta e se vira para mim, lançando-me um olhar que parecia dizer “se você tentar fugir eu te mato”. Então, ele abre a cancela e me puxa de novo até chegarmos em um campo cheio de arbustos e flores. Ele me puxa para sentar no chão e continua quieto por um tempo, respirando fundo e se acalmando.

— Eu queria ter te trazido aqui antes... — fala ele por fim, e eu respiro aliviado porque ele não parece mais tão irritado. — Eu ia te trazer ontem, antes de perder a cabeça depois de você ter dito que ia embora... — Respirou fundo. — Eu entendi que eu não consegui fazer você se divertir o suficiente para querer ficar, mas eu queria tentar uma última vez... e esse é o único lugar que eu consegui pensar...

Droga, ele está tão errado. Eu me diverti, Park, você não acreditaria no quanto se eu te dissesse, mas, ainda sim, eu não pertenço a esse lugar. Eu posso dizer isso a ele, posso pelo menos esclarecer, não?

— Eu me diverti, sim... — forço-me a falar, porque não posso deixá-lo se sentir culpado.

— Então, por que não fica? — pergunta um pouco choroso.

— Porque eu não pertenço a esse lugar... Eu não mereço ser tão bem acolhido, eu não mereço me sentir bem — termino de falar e ele desce sua mão do meu braço até a minha mão e a segura forte.

— Sabe... essas flores nos arbustos são damas da noite. Dizem que elas concedem desejos... — Por que Jimin é sempre tão otimista e contente que isso acaba transbordando para mim?! — Mais cedo eu desejei voltar e você ainda estar lá, você pode tentar desejar algo bom também, já que elas estão florescendo tão bem, talvez se realize...

Eu não tenho por que negar...

[...]


Um ano depois

Eu não acredito que finalmente estou voltando.

A ansiedade não me deixa pregar o olho. Eu finalmente estava voltando.

Assim que o carro para na cidade, eu corro, ignorando o que tinha na frente. Eu nunca consegui me esquecer do cheiro e do ambiente colorido que aquele vilarejo tinha.

Eu consigo escutar uma música alta vinda mais do centro da cidade. Era o primeiro dia da primavera e provavelmente eles estavam fazendo aquele mesmo festival. Forço minhas pernas a correrem mais rápido, posso pensar no cansaço e na dor depois de encontrá-lo novamente.

Eu desvio do festival e sigo o mesmo caminho da trilha pela qual eu fui arrastado no meu último dia aqui. Algo me dizia que eu precisava ir lá antes.

A cancela estava entreaberta, entro, revendo, enfim, aqueles cabelos dourados e brilhantes com a luz do sol.

Então, ele se vira para mim e sorri, como se já estivesse esperando por mim.

— Você... ainda estava me esperando? — pergunto, porque eu nunca confiei totalmente que ele me esperaria por um ano.

— Eu sempre estive... — Ele se levanta e eu junto o resto de energia que ainda tinha em mim e corro até ele.

— Eu voltei definitivamente agora — falo, para confirmar até para mim mesmo, e o abraço forte, finalmente.

Puta merda, eu desejei tanto poder fazer isso.

— Então... seu desejo funcionou? — ele me pergunta, ainda me abraçando.

— Sim, eu consegui melhorar para te merecer, Jimin... — Solto-me brevemente dos seus braços para poder olhar aqueles olhos escuros e brilhantes.

— Um dos meus também se realizou, que era poder te ver de novo... O outro eu posso realizar agora...

E então ele me beija. É delicado, mas certamente cheio de vontade, e ali eu soube que nunca iria me cansar de sentir os lábios dele contra os meus.

~~


Notas finais: Espero que tenham gostado.

Foi meio difícil para mim, mas eu acho que consegui chegar no melhor entre os yoonmin. E sim, dois tiveram um casamento lindo no jardim de damas da noite

12 Août 2021 20:47:14 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

2Min Pjct Projeto de fanfics do shipp Yoonmin (Yoongi & Jimin) do grupo sul coreano BTS. Nos encontre também no Wattpad (https://www.wattpad.com/user/2MinPjct), Spirit (https://www.spiritfanfiction.com/perfil/suji05), ao3 (https://archiveofourown.org/users/2minpjct) e twitter.

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