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Onde o véu sobrenatural que separa as criaturas mágicas das não-mágicas caiu há mais de um século atrás, Park Jimin, um jovem comum e não-mágico, sem grandes aspirações, gasta todas as suas tardes arrumando as infinitas prateleiras da biblioteca Kosmopolites, onde ele trabalha como bibliotecário. Sua rotina usual é arruinada quando, para o seu azar, ao abrir um livro velho, apodrecido e sem capa, é teletransportado para outra dimensão: um plano mágico, que também é uma biblioteca, com uma variedade surpreendente de livros, bugigangas mágicas e a criatura mais surpreendente de todas: Min Yoongi, o depositário do local.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans.

#feiticeiro #magia #sujim #bts #jimin #yoongi #minimini #minmin #yoonmin #sugamin #suji #2min #2minpjct
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Capítulo único

Escrito por: @girl_daegu/@girl_daegu


Notas Iniciais: Só queria dizer que fiquei boiolinha escrevendo isso bem iti malia kkk. Boa leitura, galera 💜


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— Hoje a biblioteca anda mais parada do que o normal — Hoseok disse, apoiando a cabeça em sua mão, observando de longe meia dúzia de estudantes que estudavam sobre cosmologia. — Será que os jovens de hoje não querem mais apreciar o que é cultura e arte de verdade? — Seu olhar estava pensativo e aquilo me causou uma pequena risada.

— Talvez seja porque hoje é sexta-feira e eles somente querem uma folga dos estudos? — comentei, terminando de digitar alguns registros de livros que tinham sido entregues de volta há alguns minutos.

— Que mané folga o quê! Querem mesmo é ir para festas! — resmungou baixo e tive que me segurar novamente para não rir alto. — Bem, pelo menos aquela garota de cabelo azul está conseguindo se enturmar no mundo humano. — Apontou discretamente, sorrindo para uma garota que com certeza era um ser mágico entre os outros.

Há alguns anos, o véu que separava o mundo mágico — que antes era desconhecido pelas pessoas — do humano havia caído, e os dois mundos, tendo que lidar com as diferenças entre si, acabaram não se consolidando, resultando em uma guerra inesperada e nunca imaginada entre os mundos; assunto que iremos tratar mais no final da história. Mas, com o tempo, acordos, conversas e muitos sacrifícios, os mundos foram se unindo, e hoje era comum se encontrar com fadas, duendes e seres mágicos entre as ruas. Mesmo que prevalecesse certo preconceito, a maioria se dava bem.

— Espero que algum dia humanos e seres mágicos possam se dar totalmente bem — disse ele, ainda pensativo.

Hoseok era um completo defensor dos direitos e das diferenças, sempre participando de protestos e passeatas pacíficas em busca da igualdade. Às vezes, eu ia à algumas com ele, pois concordava totalmente com tudo aquilo, mas ainda assim, ele era um dos fãs de carteirinha do movimento.

— Você vai ficar aí parado ou vai tomar conta da bancada direito pra mim? — perguntei um pouco indignado, me levantando e lhe causando um leve susto. — Hoje era pra ser o SEU dia de faxina. Só vou limpar hoje porque prometeu me pagar o almoço amanhã.

— Você sabe que eu trabalho sério, Jimin! — Eu estava longe, mas já podia imaginar o biquinho que tinha em seus lábios. O que eu não fazia por ele?

Cada dia da semana faxinamos uma área da biblioteca, e hoje, sexta-feira, era o dia de Hoseok limpar, e a área seria a dos pergaminhos. Essa ala é a mais antiga da biblioteca, que guardava inúmeros registros da última guerra; era uma sala um pouco ignorada pelo público em geral, mas ainda assim, em meio àquela poeira e cheiro de livro antigo, eu sentia minha pele arrepiar com toda a magia que o local tinha.

— Se eu soubesse que tinham tantos livros empoeirados assim, pagaria meu próprio almoço amanhã. — Prendi a respiração, tentando evitar um espirro.

Havia vários livros antigos, mas um em específico me chamou a atenção: um livro velho, apodrecido, até mesmo sem a capa. Com certeza, eu e Hoseok não tínhamos o visto durante a seleção de livros para a reconstrução, pois, senão, o levaríamos no mesmo segundo.

— Hobi, venha cá ver uma coisa! — o chamei, mas nada. — Encontrei um livro super an... — Minha frase foi cortada quando abri o livro em uma página aleatória, vendo um brilho ofuscante sair dele, deixando-o cair no chão da mesma forma.

A luz que saía dele piscava fortemente e, por mais que eu colocasse meu braço sobre os olhos, tentando suportar, ainda conseguia enxergar tudo. Até que, em um último clarão, pude sentir que minha pele queimava como o fogo e minha visão tinha ficado completamente esbranquiçada. Ao mesmo tempo que eu sentia muita coisa, não sentia nada, como se algo queimasse minha pele, mas a dor não viesse.

— Que ignoto é esse? — Pude ouvir uma voz ao longe.

— Ignoto? — Eu estava deitado no chão de algum lugar.

— Quem é você, seu frívolo? — Agora que tinha aberto os olhos, pude ver um garoto mais ou menos de minha idade, com uma expressão assustada e irritada, segurando uma vassoura em minha direção.

— O quê? — Assim que ia me levantar, o outro bateu a vassoura em minha cabeça. — AI! PRA QUE ISSO?

PRA QUE ISSO, VOCÊ! SAIA DAQUI ANTES QUE EU BATA COM ISSO EM OUTRO LUGAR!

— Oi? — Arregalei os olhos, arrastando-me para trás até uma parede, colocando minhas mãos à frente de meu Jimin Júnior.

Durante aqueles curtos segundos, onde o garoto da vassoura parecia mais relaxado com minha presença, consegui observar um pouco do lugar e a circunstância que estava. Era uma biblioteca gigantesca, e quando digo gigantesca, quero dizer gigantesca mesmo! Quase toda a parte interior do local era coberta por tons escuros de madeira com vários desenhos esculpidos. Havia plantas que se mexiam mais que o normal, alguns frascos com líquidos borbulhantes dentro sobre várias prateleiras, e até mesmo um mezanino que dava acesso a vários outros livros, como um segundo andar aberto.

Também havia uma grande estante de vidros que guardavam diversas bugigangas, provavelmente mágicas. Cristais de todas as cores, pequenas estátuas de pequenos seres mágicos, varinhas e muitas outras coisas que eu nem mesmo imaginava para o que serviam.

Tinha um grande caldeirão em um canto próximo à escada; mas não era como nos filmes, um caldeirão cheio de carvão e todo sujo… Era um caldeirão completamente limpo, e provavelmente o menino estava preparando algo, pois tinha algum cheiro semelhante a perfume rondando a sala.

E em meio a tudo aquilo, tinha o garoto da vassoura. Ele tinha os cabelos completamente brancos, desde a raiz até as pontas; seus olhos brilhavam em um tom de vermelho muito vivo, sua roupa se assemelhava a algum roupão de mago que vemos nos filmes, e suas pantufas peludas e grandes contrastavam ainda mais com toda aquela sua pose de durão. Aquilo, seriamente, me dava muito medo, ao mesmo tempo que me fazia vomitar arco-íris.

Porém, meu medo foi-se embora assim que senti algo peludo se aconchegando próximo a mim. Assemelhava-se a um hamster, mas seus olhos grandes e esbugalhados, asas brancas brilhantes e pelos de um tom verde-água diziam o contrário. Era uma pequenina criatura mágica que fazia sons muito fofos quando recebia algum carinho, aliás.

— Saia de perto desse ignoto, Minik! — o garoto disse destemido, mas logo pude ouvir o mesmo choramingar triste quando percebeu que o outro não ia sair de perto de mim, deixando-me até mesmo o pegar no colo para receber o carinho de melhor forma.

— Perdão perguntar em um momento tão inconveniente como esse, mas... o que é ignoto?

— Você é de forças inimigas, não é? Se você mover mais um músculo, eu... — interrompi-o, antes que ele pudesse pensar em algum modo de me tirar de lá não-vivo.

— Você é uma criatura mágica, não é? — Assentiu receoso. — Você já deve saber que não sou uma criatura mágica como você. E, mesmo assim, não tem por que ficar com medo de mim. Humanos não querem guerra com vocês, todos já sabem disso.

— Como é que é? — Seus olhos agora não estavam mais vermelhos. Tinham voltado a um castanho escuro. E, de alguma forma, aquilo me tranquilizou muito.

— Se você abaixar essa vassoura e me explicar onde é que eu estou, também posso lhe contar meu lado da história — disse esperançoso, com uma falha tentativa de um sorriso meigo. Bem, pareceu dar certo, pois o outro tinha abaixado a vassoura e acalmado a respiração.

[...]

— Tá. O que eu tenho a ver com você ter cursado publicidade? — Yoongi perguntou enquanto apoiava seus cotovelos sobre a mesa que estávamos sentados um de frente para o outro.

Agora eu tinha descoberto um pouco mais sobre o garoto. Ele era um aprendiz de feiticeiro, mas o que eu não sabia era por que ele tomava conta de uma biblioteca como aquela, ainda mais sozinho. E descobri também que aquela criatura tão fofa que gostou de mim mais cedo era sua criaturazinha de estimação, que lhe fazia companhia desde que começou a mexer com feitiçaria.

— Eu tive o direito de saber sua formação, você também tem o direito de saber a minha. — Dei de ombros. — Mas, na real, trabalho em uma biblioteca, assim como você. — Dei um sorriso meigo, lembrando-me. Hoseok tinha ficado sozinho tomando conta da biblioteca... — Eu preciso voltar pra casa o quanto antes... — Passei a mão sobre o rosto.

— Que bom. Assim você pode me ajudar como prisioneiro caso esteja mentindo para mim. — Olhei-o, assustado com sua resposta. — Será que você viajou entre dimensões? Nenhum humano consegue vir para o mundo mágico sem ajuda de algum ser ou objeto mágico.

— Sério que você ainda não acredita em mim? — perguntei surpreso. — Eu abri um livro da ala sobre registros da guerra, e agora estou aqui, misteriosamente preso nesta biblioteca junto com um ignorante igual a você. — Revirei os olhos.

— Ah-cti-oh! — Levantou sua mão pro alto, fazendo a vassoura que estava escorada na parede voar até sua mão. — Quem é ignorante? — Os olhos de Yoongi agora tinham ficado roxos e um sorriso orgulhoso surgiu em seu rosto. Até agora eu não entendia como aquela curiosa troca de cores funcionava.

— Você não acha que está se gabando demais? — Segurei o riso e o vi dar de ombros e colocar a vassoura no chão, apoiada na mesa. Soltei um suspiro. — Quando vai acreditar em mim, que misteriosamente fui teletransportado para cá? Eu estou acreditando em você, Yoongi. — Assim que disse aquilo, recebi um olhar indecifrável do outro, que ainda continuava em retaguarda.

— Dizendo que os humanos e seres mágicos fizeram um acordo de paz 100 anos atrás? — Soltou um barulho com a língua no céu da boca e se levantou, dando voltas na mesa. — Não faz sentido. Meu mestre foi para o mundo dos humanos há cinco anos tentando evitar a guerra e unir os mundos de alguma forma. Não é possível entrar em um acordo em cinco anos. E ainda mais ao ponto de haver até mesmo uma biblioteca sobre várias coisas mágicas.

— Somente cinco anos? — questionei confuso, mas fui ignorado.

— Jin hyung pode ser bom no que faz, mas eu não acredito que em poucos anos ele conseguiria fazer um acordo de paz com tanta maestria. — Passou a mão pelo queixo, falando consigo mesmo. — Será que os tempos são diferentes? Não me lembro de ter me dito isso...

— Yoongi, qual o nome completo do seu mestre? — perguntei suspeito.

— Kim Seokjin. Por quê?

— Yoongi...

De acordo com os vários estudos que fiz em livros e até mesmo durante o ensino médio, onde éramos obrigados a ler para responder em provas, Kim Seokjin, também muito conhecido como o encantador, foi uma das peças mais importantes para a união dos mundos. O Kim tinha se sacrificado na guerra, possibilitando o início de um acordo de paz. Ele era popular até mesmo entre a população humana.

Não fazia sentido algum Seokjin ter ido ao mundo humano há cinco anos sendo que ele até mesmo já estava...

— Kim Seokjin morreu durante a guerra, Yoongi — disse e pude notar o mesmo engolindo em seco e seu olhar parecer vazio, sem nenhuma cor e nenhum movimento.

[...]

— Eu sei que você dá conta da biblioteca sozinho, Yoongi. Não é de hoje que você me ajuda com tudo aqui — Seokjin disse, finalizando algumas poções. — Você é experiente, um dos meus melhores aprendizes.

— E se uma força inimiga nos atacar novamente? E se eu não der conta dessa biblioteca gigantesca? Eu não vou conseguir sem você, Hyung! — choraminguei.

Naquela época, ambos os mundos estavam guerreando entre si, e até mesmo o próprio mundo mágico tinha se subdividido, lutando contra membros da própria espécie, tudo por conta de terem pensamentos diferentes. Jin, meu tutor e também um dos melhores encantadores que toda nossa espécie já tinha conhecido, tinha feito uma barreira entre os mundos que impediria a entrada de humanos e que daria a ele um tempo para poder fazer algo a favor do nosso povo sem se preocupar em ter que estar lá para nos proteger.

— Yoongi, não saia daqui até que eu venha lhe buscar. — Deixou as poções de lado. — Prometa. — Esticou sua mão em minha direção, deixando a linha da verdade visível entre nós. Se eu o prometesse, nunca poderia quebrar.

— M-mas e se...

— Se algo acontecer, alguém virá lhe buscar, eu vou dar um jeito. Você saberá...

— Jin...

— Prometa.

[...]

— Está querendo dizer que você é a pessoa que ia vir me buscar? — Yoongi perguntou indignado, começando a dar voltas pela biblioteca. Era difícil para o garoto aceitar a realidade, ainda mais quando tentava fugir do fato de que Jin estava demorando muito durante a missão na Terra. — Está querendo dizer que o tempo passa diferente em ambos os mundos de uma forma tão grandiosa assim? — Bufou, revirando os olhos.

— É o que diz nos livros, Yoongi... — disse, fechando o terceiro livro que falava sobre as diferenças entre os mundos. — Eu sei que é difícil lidar com um luto dessa forma; se você quiser, eu...

— Como eu te mando para fora daqui? — disse, piscando os olhos rapidamente, tentando conter as lágrimas que queriam cair antes. — Como eu saio daqui? Você tem a resposta, Jimin?

— Hum... Eu... — Engoli em seco e com o olhar completamente perdido. — Vamos dar um jeito... — Sorri gentil. Por mais que o garoto não confiasse em mim e eu não me desse tão bem com ele, tinha algo que nos fazia confiar no outro lá no fundo. Talvez fosse a linha da verdade invisível que estivesse nos atando, pelo menos temporariamente.

[...]

— Cala a boca pelo menos durante um mísero segundo, Yoongi!

Retiro tudo o que eu tinha dito sobre a linha da verdade e afins, Yoongi era um pé no saco! A cada segundo que se passava, ele reclamava que não acharia nada nos livros, pois já tinha lido quase todos durante aqueles anos, ou reclamava que eu estava me aproveitando de sua bondade em busca de saber mais sobre a biblioteca para ajudar as forças inimigas.

— Você é muito ingrato, sabia? — Bati levemente a mão na mesa e andei em direção às prateleiras que guardavam mais livros. — Eu estou preso aqui neste mundo, e ao invés de eu tentar descobrir como sair daqui, eu estou tentando descobrir como tirar NÓS DOIS daqui — continuei e retirei um livro sobre portais da prateleira, olhando seu sumário ainda muito irritado.

— Eu não tenho culpa de você ter um comportamento suspeito! Deve estar tentando me conspurcar!

— Cons... Conspur... Quê?

Yoongi tinha uma linguagem estranha, ou poderia dizer... diferente? O garoto curiosamente surgia com palavras complexas que eu nunca tinha ouvido em toda minha vida. Suspeitava de que era pelo fato de sermos de mundos diferentes e também de linhas de tempo diferentes, e por isso não sabia ao certo se ele estava me xingando, elogiando, ou seja lá o que fosse.

— Yoongi, você é um pitel, porém é difícil te entender.

— O que é pitéu?

Realmente, tínhamos uma linguagem diferente. Qual é! Não é possível que ele não sabia aquilo e estava se fazendo de desentendido.

— Estou querendo dizer que você é um gato — respondi com as bochechas um pouco rosadas, evitando olhar em sua direção.

— Mas eu sou um feiticeiro!

Ok. Flertar com pessoas de outro mundo não é tão fácil assim.

E conviver com Yoongi também não era uma coisa tão fácil assim, o mesmo agia de forma estranha a cada segundo e sempre tinha algum argumento besta na manga para contradizer tudo o que eu fazia e dizia. Ele não colaborava em nada.

[...]

— Se você não confiar em mim, eu não posso confiar em você, Yoongi! — Suspirei, fechando um livro com força.

— Hum? — Maldito. Por que tinha que ser tão fofo e idiota?

— Sabe o que eu deveria fazer? Hum? — Não recebi resposta. — Quer saber? Eu vou fazer! — Levantei-me da cadeira, recebendo um olhar ainda mais confuso do outro. — Eu estou lhe ajudando, então com isso você deve me ajudar também. — Sorri orgulhoso.

— Só pelo fato de eu não o colocar na masmorra, já não estou lhe ajudando? — Esparramou-se na cadeira, sorrindo de forma debochada.

— Se eu lhe ajudar a sair daqui, você me ensina alguns feitiços que ajudam a arrumar a casa mais rápido e coisas do tipo. — Levantei as sobrancelhas sugestivo, mas recebi uma risada em troca.

— Você acha que aprende sendo um humano? Seria três vezes mais difícil pelo fato de você não ter sangue mágico na veia. É loucura.

— E… E… Eu também quero aprender magia básica, tipo aquela Ac-te-viu que você disse à vassoura e ela veio na sua mão! — Eu sabia que provavelmente tinha errado a pronúncia do feitiço, mas o importante era colocar as cartas na mesa.

— Ah-cti-oh? — Riu mais ainda.

— Ou é isso, ou você fica aqui pra sempre. — Estendi minha mão em sua direção.

— Se eu não aceitar, você iria ficar preso aqui pra sempre, nem faz sentido isso. — Arqueou uma sobrancelha.

— Aceite logo, Yoongi! — disse já com um bico no rosto, batendo o pé no chão com a mão estendida em sua direção.

— Ah, tudo bem. — Deu de ombros e estendeu sua mão, apertando a minha.

Acordo feito. Eu nunca mais teria que perder tempo arrumando a casa. Vida feita!

PUTA MERDA, COMO VOCÊ VEIO PARAR AQUI, JIMIN? — Hoseok estava parado em uma porta do local e tudo o que eu mais me perguntava era como ele tinha parado ali também.

SAIA DAQUI, FORÇAS INIMI... — Yoongi disse, pegando a vassoura e apontando em direção ao outro, que continuava estático na porta, mas ao Yoongi encarar Hoseok diretamente, abaixou a vassoura, e curiosamente abaixou a guarda. — Você conhece outros seres mágicos, Jimin? — Yoongi se virou em minha direção, confuso.

— Você sabe que eu sou como você? Não é? — Mostrou uma marca em forma de uma flor no pulso a Yoongi, que observou rapidamente a marca e assentiu.

— Sim. Jin me ensinou a diferenciar a aura de um ser humano e de um ser mágico somente ao olhar a pupila de seus olhos.

MAS O QUÊ? — Eu nem tinha me tocado, mas já tinha deixado o livro cair no chão e estava completamente paralisado.

[...]

— Então eu posso confiar nesse humano? — Yoongi perguntou, apontando para mim, e pude ouvir uma risada de Hoseok antes de confirmar com a cabeça. — Ainda assim, ele é suspeito.

A minha cabeça estava em pane!

Em míseros cinco minutos, tinha acabado de descobrir que Hoseok tinha descendência de seres mágicos e que fui enganado durante anos por meu melhor amigo. O Jung tinha uma espécie de marca na pele que dizia ser uma tatuagem que fez durante uma fase rebelde, mas hoje tinha descoberto que aquilo era, sim, uma marca de nascença que os seres tinham. Yoongi tinha uma torênia roxa e branca, que combinava muito com seus cabelos.

— Então eu preciso sair daqui... — disse Yoongi, com a mão no queixo, após Hoseok concordar comigo que era a hora de sair de lá.

— Agora você acredita em mim? Quando Hoseok diz? — questionei incrédulo.

— Eu ainda não acredito em você. Acredito nele. — Apontou para o outro e somente pude ouvir a risada de ambos. — Então quer dizer que um dos portais para vir ao mundo mágico é um livro?

— Certamente, sim — Hoseok disse, confirmando com a cabeça. — Vários feiticeiros deixaram portais espalhados pelo mundo humano, como um modo de fuga durante a guerra caso algo não desse certo. Seokjin deve ter deixado esse livro em específico como um portal para a biblioteca.

— Mas e se acontecesse de vir alguém de mau comportamento igual a Jimin pra cá? A biblioteca correria perigo.

— Yoongi! — repreendi-o pela milésima vez.

— Decerto, Seokjin confiou no destino para trazer alguém de bom coração, como Jimin, por exemplo. — Aquilo não pôde deixar de me arrancar um sorriso. Yoongi, após olhar em minha direção, desviou o olhar e deu os ombros de forma indiferente.

— Mas como há um caminho para o mundo humano sendo que o livro não foi teletransportado junto com vocês? — Yoongi agora estava mais sério. Com certeza ele tinha curiosidade sobre o mundo humano.

No final das contas, ninguém sabia nem como sair daquele lugar e nem onde descobriríamos um novo portal. Depois que Hoseok chegou, Yoongi se sentiu muito mais confortável para nos contar sobre si mesmo e o mundo onde estávamos, coisa que me deixou um pouco magoado, pois Yoongi, na maioria das vezes, ignorava minhas sugestões.

Yoongi havia feito uma promessa para Kim Seokjin, dizendo que não sairia de lá até que alguém o buscasse, pois tinha muito medo de alguém machucar seu aprendiz desajeitado. E com todas as idas e vindas, Yoongi acabou por ficar sozinho no mundo mágico, junto à Minik, um bichinho de estimação que Yoongi cuidava desde a infância. Yoongi dizia que raramente dava uma volta pela cidade, pois ela tinha se tornado uma cidade fantasma.

Durante meu período na escola, estudamos muito sobre o período da guerra entre os mundos, e uma das coisas que sempre caíam nas provas eram as linhas de tempos diferentes entre os mundos e, por conta disso, o mundo humano se adaptou a receber a comunidade mágica para não haver a convergência entre um mundo que se passam 100 anos e outro que se passam somente cinco, por exemplo.

— Estou morrendo de fome — resmunguei tímido após atrair o olhar de ambos para mim depois de minha barriga roncar alto. — O que vocês comem aqui? Ervas? — Aquela foi a primeira vez que consegui tirar uma risada sincera de Yoongi. Ele ria da minha cara, mas não era em um tom de deboche.

— Quase. — Levantou-se, indicando para o seguirmos. — Não sei o que vocês comem, mas eu planto meu próprio alimento.

Era surpreendentemente esplêndido! Todo o entorno da biblioteca — ou eu poderia dizer castelo-biblioteca? — era repleto de flores, plantas mágicas e plantações de alimentos naturais. Com toda aquela natureza, Yoongi viveria uns vinte anos a mais que eu; quem nos dias de hoje só come alimentos naturais e bons para a saúde?

Yoongi nos ofereceu maçãs da grande macieira que tinha e, enquanto eu e Hoseok comíamos, o Min colhia algumas ameixas e amoras para acompanhar. Naquele momento, até que Yoongi estava sendo atencioso.

— Eu admiro muito Yoongi. — Dei mais uma mordida na maçã e pude sentir o olhar de canto de Hoseok sobre mim, incentivando-me a continuar. — Ficar aqui sozinho durante anos não é fácil para ninguém. Ainda mais quando se é deixado sozinho durante uma guerra.

— Me surpreende ele não ter tentado sair daqui, ele realmente acreditava muito em Jin...

Ver Yoongi colhendo frutinhas de longe, rindo quando Minik o acompanhava brincando, me fazia sorrir. Por mais que Yoongi fosse um pouco arrogante e ignorante, às vezes era um fofo. E, no fundo, eu queria que nos déssemos bem, seria interessante.

— Yoongi planta feijões azuis? — Hoseok pareceu surpreso, levantando-se, vendo ao longe uma pequena plantação de feijões azuis brilhantes. — É isso! — Virou-se em minha direção sorrindo, e aquilo me deixou ainda mais confuso.

[...]

— Mas feijões azuis não são venenosos? — Yoongi perguntou, enquanto colocava os feijões dentro de um pano em cima da mesa.

Depois que Hoseok tinha descoberto a curiosa plantação de feijões venenosos, pareceu mais feliz do que nunca e simplesmente nos disse que eles eram nada mais e nada menos do que portais secretos que alguns duendes utilizavam durante o período da guerra; que eles eram sim, venenosos, mas que, com determinadas condições — diga-se bem maduros, brilhantes e redondos —, poderiam abrir uma fenda entre os mundos e os levar aonde quisessem.

— Seokjin tinha dito semanas antes de sua partida que eu deveria plantar estes feijões venenosos — disse, alternando seu olhar suspeito entre mim e Hoseok. Nós três estávamos com a cabeça a mil e neurônios fritando.

— Seokjin foi um gênio. — Hobi pegou os feijões com cuidado. — Ele realmente foi um grande gênio... Pensou em tudo desde o início, seja a luta na guerra até em como você sairia dessa prisão-tempo.

O clima, ao mesmo tempo que estava contente, era um pouco pesado da parte de Yoongi, que engoliu em seco e deu um passo para trás, incerto. Os olhos de Yoongi tinham ficado em tom de azul morto, quase próximo a um cinza, pude até mesmo ver de longe seus lábios tremerem um pouco antes de sair em passos rápidos para algum lugar, provavelmente seu quarto.

Hoseok, no mesmo segundo, me lançou um olhar preocupado, mas ambos já entendemos que tínhamos que dar um tempo para Yoongi também, pelo menos para poder encaixar as peças no lugar novamente.

Pelo o que eu pressentia, Yoongi era muito próximo ao encantador e confiava não só a sua vida, como também a sua alma a ele, ficando lá preso, sozinho durante anos, sem mesmo receber notícias do seu povo e nem de seu tutor. Qualquer um no lugar do garoto estaria perdido e confuso daquela forma. Pessoas desconhecidas invadindo sua morada? Descobrir que seu professor e melhor amigo morreu durante a guerra? Ter que abandonar tudo e colocar a conta em risco acreditando em um garoto jovem do mundo humano dizendo que não sabia como foi parar ali? Não dava pra ter ideia de todos os pensamentos que rondavam a mente de Yoongi naquele momento.

Yoongi ficou cerca de uma hora no quarto, já era no mínimo preocupante, então depois de longos minutos pensando se eu deveria ir ou não, decidi o ajudar e, quem sabe, dar algum conselho a ele.

— Posso entrar? — perguntei assim que abri levemente a porta de seu quarto, ameaçando colocar a cabeça para dentro.

— Já ia entrar mesmo. Fazer o quê? — Yoongi estava sentado no chão, encostado na cama, dando leves carinhos na cabeça de Minik, que estava em seu colo. Eu não sabia ao certo como começar um diálogo em meio àquela tensão toda. Então, simplesmente me sentei ao seu lado e continuei olhando para o bichinho que tinha em mãos.

— Por que Minik?

— Hum?

— Por que o nome dele é Minik, Yoongi? — Soltei uma pequena risada e fui acompanhado pelo outro.

— Ele é pequeno... — Passou a mão na pelagem e ouviu um som baixo satisfeito da criatura. — E Minik também começa com Min. Tem início melhor do que esse? — Virou em minha direção com um sorriso no rosto, mostrando levemente suas gengivas e os dentes que pareciam até pequenos para um adulto.

— Realmente não tem! — Levantei minha mão, não o contrariando, e novas risadas ocuparam o lugar.

— Eu sei que esse era o plano de Jin desde o início. — Desviou seu olhar para os pelos fofos abaixo de si. — Desde que Jin hyung disse algo sobre sair e enfrentar o mundo humano, eu tive medo de que isso tudo acontecesse. — Mordeu o lábio. Mesmo com seu olhar baixo, eu pude ver seus olhos ainda em um tom de azul acinzentado. Provavelmente era uma cor depressiva e triste que tomava conta de seus olhos quando estava deprimido. — Eu só não achava que ia ser tão real assim. — Sua voz falhou um pouco no final da frase.

— Yoongi... — Engoli em seco sem encontrar palavras.

— Os meus pais eram muito endividados. — Suspirou, indicando que ia continuar falando. Era a primeira vez que Yoongi se abria daquela forma para mim. — Eu era um amante de feitiçaria e já sabia muitos feitiços mesmo tão novo. Então eles me trouxeram para aprender feitiçaria com o Hyung... — Sorriu e deixou Minik sair de seu colo, que foi correndo atrás de uma bolinha no canto do quarto. — Eu só sei que chegou um momento em que meus pais não me visitavam aqui na biblioteca durante seis meses... — Engoliu em seco com uma pausa dramática. — E naquele sexto mês sem ver eles, Hyung me contou que eles acabaram se envolvendo com más fadas... E...

— Tudo bem. Não precisa continuar se não quiser.

— Com isso, Jin foi um segundo pai pra mim. Sempre me ensinando tão gentilmente e cuidando de mim todos os dias da melhor maneira que você pode imaginar. — Yoongi agora não tinha um sorriso triste no rosto. Era alegria, claramente.

— Não é fácil abandonar esse lugar, né? — perguntei e recebi uma afirmação com a cabeça do mesmo. — Você sabe que a vida é feita de recomeços, não sabe? — Peguei sua mão sutilmente, vendo um leve rubor em suas bochechas. Fofo.

— Como eu vou recomeçar em um mundo desconhecido, Jiminie? — Aquele apelido tinha saído tão fácil da boca de Yoongi que parecia até que o garoto já me chamava assim há anos, mas era a primeira vez.

— Eu te ajudo. Hoseok te ajuda. Nós nos ajudamos. Tenho certeza que Seokjin previa algo grandioso para você. — Sorri levemente, acariciando sua mão, e notei seus olhos mudando de cor, saindo daquele azul morto para um azul vivo, como em um dia ensolarado, brilhando como o mar.

Eu não sabia muito bem como funcionava a troca de cores dos olhos de Yoongi, mas eu tinha certeza, aquele azul vivo era algo muito mais acolhedor e humano do que o azul apagado de antes.

[...]

Tivemos que pesquisar sobre feijões naqueles livros da biblioteca durante longas horas e, depois de muita leitura e estresse, conseguimos, enfim, achar, em meio a documentos antigos de Seokjin, um livro específico sobre feijões, com o feitiço específico para a abertura de um portal grifado.

— Sem dúvidas, ele era um gênio! — Hoseok disse com um grande sorriso, enquanto folheava o livro e andávamos em direção ao centro da biblioteca.

Depois daquela e outra longa conversa com Yoongi, o mesmo ficou muito mais relaxado e agora andava com toda aquela aura de peito aberto pela biblioteca, feliz por ter compreendido o feitiço em poucos minutos.

— Ok... — Colocou o feijão no centro da sala. Colocamo-nos em volta dele em completa expectativa. — Eu não sei ao certo o que pode acontecer durante a abertura da fenda, então fiquem calmos e não se apavorem — Yoongi terminou, antes de ler algo no livro e deixá-lo em cima de um sofá próximo.

Yoongi, primeiramente, regularizou sua própria respiração, focando-se por inteiro no feitiço. O ambiente estava muito mais leve do que antes. Hoseok tinha um grande sorriso no rosto e não vi Yoongi novamente com aquele tom de azul acinzentado nos olhos. Minik também iria conosco — mais especificamente nos meus braços —, nunca que deixaríamos a mesma lá abandonada. Depois, Yoongi começou a dizer palavras complexas que eu nunca havia visto na vida, fazendo-me ficar com o corpo tenso assim que uma espécie de portal se abriu no chão.

Assim que me toquei da situação, Yoongi tinha uma mão estendida para mim como um meio de confiança e apoio, fazendo-me a pegar na mesma hora, pulando no portal junto a ele em seguida, já que Hoseok já havia entrado nele.

Era isso. Novas descobertas do mundo mágico. Uma nova vida para Yoongi. Um recomeço para todos.

Durante as palavras ditas no feitiço, Yoongi guiou o portal para abrir na biblioteca onde trabalhávamos, assim sendo mais fácil, já que o movimento normalmente era bem pequeno. Por sorte, o portal abriu na mesma sala do livro da brecha, fazendo-nos cair um em cima do outro, ainda muito confusos. Yoongi parecia assustado, mas logo ficou um pouco aliviado quando não viu ninguém, fora nós mesmos, na sala.

— Então Jimin realmente estava falando a verdade — brincou assim que se levantou e limpou o traseiro.

— Yoongi! Eu te dei vários votos de confiança e só agora você coloca um em mim?!

— O que eu posso fazer se você é bonito demais para ser uma boa pessoa? — Com certeza, agora, minhas bochechas estavam como pimentas.

— Uou... — Hoseok se levantou e soltou uma risada sem graça em meio àquele clima todo.

— Você me paga.

[...]

Uma das coisas mais fofas do mundo era ver Yoongi vasculhando vários e vários livros da biblioteca onde trabalhávamos, com um sorriso no rosto, animado para saber tudo o que ocorreu durante aqueles longos 100 anos que, para ele, foram poucos, porém sozinhos, cinco anos. Yoongi em si vasculhava a biblioteca em todas as alas, mas a mais específica, que não atiçava somente a curiosidade dele, como a minha também, era a de pergaminhos, onde eu e Hoseok fomos teletransportados, e também uma das áreas onde tinha mais detalhes sobre a vida de Seokjin aqui no mundo humano.

Sinceramente, por mais que eu admirasse muito o mundo mágico, eu nunca tinha ficado tão próximo assim dele, seja entrando no próprio ou até mesmo tendo um melhor amigo de lá. Ainda era algo novo, descobrir um segredo, ter um crush em alguém... Ops. Crush, não! Um leve flerte.

Yoongi não tinha casa, não tinha família e nem roupas direito, tendo somente eu e Hoseok para contar, seja na forma de arrumar um emprego ou talvez até dividir o apartamento enquanto ele ainda não tinha criado uma estabilidade financeira. E, além do mais, com Yoongi em minha casa, seria muito mais fácil cobrar o acordo que tínhamos feito sobre ele me ensinar magia.

Claro, as provocações continuaram e os puxões de orelha entre nós permaneciam constantes. Mas tinha algo diferente; eu agora entendia um pouco mais sobre as dores do Yoongi do passado, e ele também entendia minhas, de um simples formado que deixou o diploma na gaveta somente para poder estar um pouco mais próximo da magia que os livros me davam.

— Eu ainda não sei como nem eu, nem você tínhamos nos tocado que havia um diário de Jin em meio aos livros — disse enquanto me apoiava levemente no balcão e observava Yoongi ler o diário com um sorriso no rosto.

— Ninguém pensaria em ler um diário de alguém que já morreu, Jimin. — Hoseok soltou um suspiro e direcionou seu olhar para Yoongi. — Acho que, de todas as pessoas, a única que leria um diário assim com um sorriso no rosto é Yoongi mesmo.

— Eu estou ouvindo.

— Eu no lugar dele também ficaria curioso, Jin deve ter sido um tutor e tanto. — Sorri levemente, ainda encarando Yoongi.

— Eu já disse que estou ouvindo, e vocês continuam assim? — Fechou o diário e nos lançou um olhar sério.

— Você fica muito fofo com esse biquinho, Gi — provoquei rindo.

— E você fica um pitéu todo caidinho por mim.

Maldita hora que tinha ensinado gírias modernas para Yoongi... Por aquela, eu não esperava!

[...]

"Muitas pessoas me perguntaram o porquê de eu deixar meu melhor aprendiz para trás e vir para essa guerra sozinho, e eles não sabem o quão relaxado eu fico lembrando que Yoongi está a salvo naquele castelo... Queria muito que ele viesse ao mundo humano e visse todas as maravilhas e tecnologias que há aqui, mas não sei ao certo se ele aguentaria isso tudo e toda a pressão que está sendo colocada sobre os feiticeiros durante as batalhas e acordos.

Eu espero seriamente te ver de novo, Yoongi, e espero que esse tempo sozinho faça a sua essência se amadurecer ainda mais! Se algum dia você estiver lendo isso por eu ter ficado famoso (imagine só? Kim Seokjin famoso até mesmo no mundo humano?), eu quero te agradecer por tudo que fez e anda fazendo. Você é uma pérola rara, Yoongi. Das que se alguém a encontrar, nunca mais a largará.”

Ao longo dos dias, eu e Yoongi começamos a ficar cada vez mais próximos; eu acho que poderia dizer isso por conta de ele também ter conseguido um trabalho temporário na biblioteca ao meu lado e de Hoseok, mas na área da limpeza, coisa que contribua muito para as minhas colunas de um jovem, mas que por dentro se assemelhava mais a um idoso.

Durante os intervalos do trabalho de Yoongi, sempre era possível ver o feiticeiro vasculhando os livros da biblioteca, tentando entender mais de nosso mundo e até do seu próprio.

Agora estávamos sentados em um canto da biblioteca entre algumas estantes que estavam esparramadas pelo andar, eu e Yoongi estávamos lendo o diário de Seokjin juntos, e era quase impossível não sorrir junto com ele quando mostrava aquelas gengivas fofas junto aos pequenos dentinhos.

— Quero ser como ele no futuro. — Yoongi fechou o livro e passava o indicador sobre seu joelho, brincando com o tecido da calça.

— Tenho certeza que ele está muito orgulhoso de você. — Sorri e recebi um olhar do mesmo. — Graças a ele, hoje o mundo está em paz.

— E graças a você, hoje eu não estou mais sozinho como antes. — Yoongi agora me encarava com uma expressão serena e aos poucos seus olhos ficavam em tom misterioso de rosa, uma cor que eu nunca tinha visto em seus olhos.

— Por que seus olhos estão rosas? Eu deveria me preocupar? — perguntei em uma risada nervosa.

— E-estão rosas? — Suas bochechas ficaram rosadas também, e aquilo era realmente algo novo de se ver. Não recebi mais nenhuma resposta.

— Não vai me contar o que essa cor significa, Yoongi? — perguntei, mas mesmo assim permaneci sem resposta. Ele só me olhava com aqueles profundos olhos rosas, aproximando-se calmamente de meu rosto, deixando-me possível sentir sua respiração.

Yoongi deixou um casto selar em meus lábios, deixando-me imóvel sobre o seu olhar ansioso. Yoongi tinha acabado de me dar um beijo.

— A cor rosa significa isso. — Passou a língua levemente por seus lábios. A minha mente estava nublada, eu só pensava no que tinha acabado de acontecer.

— Eu quero muito saber o significado das outras cores dos seus olhos, Yoongi. — Levei minha mão à sua nuca, deixando uma leve carícia lá, recebendo um sorriso dele.

— Eu vou te mostrar todas desde que você me permita. — Aproximou mais ainda seus lábios dos meus, fazendo-os se roçar.

— Eu permito. É lógico que permito. — Sorri, puxando-o para um beijo mais profundo.

Eu não sabia ao certo por que aquele livro estava naquela biblioteca em específico, porque Seokjin tinha confiado tanto no destino e nem por que eu fui o destinado a ir e ficar preso durante alguns dias, no mundo dos humanos, no mundo mágico, tentando retirar Min Yoongi de lá.

Mas eu sabia de uma coisa: eu queria muito descobrir mais sobre aquele tom de rosa que Yoongi tinha nos olhos, e confiava também nas outras cores que o tempo me levaria a descobrir.

“Espero que Yoongi se dê bem no mundo humano, siga a vida sem se prender ao passado, encontre o amor e se encontre em meio a um mundo de paz. Eu te desejo toda a sorte do mundo, Min Yoongi, meu melhor aprendiz.”

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Notas Finais: Primeiro de tudo eu quero agradecer à @/vminpearl que doou esse plot muito fofo que eu adorei, adoro essa vibe tranquila que você montou. O 2min agradece muito a você, meu anjo 💜

E também agradecer a capista @je0n que fez essa capa muito linda e a @SahMellark que fez essa betagem, duas talentosas que merecem o mundo.

É isso kkk espero que tenham gostado ^-^

11 Juillet 2021 23:29:06 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

2Min Pjct Projeto de fanfics do shipp Yoonmin (Yoongi & Jimin) do grupo sul coreano BTS. Nos encontre também no Wattpad (https://www.wattpad.com/user/2MinPjct), Spirit (https://www.spiritfanfiction.com/perfil/suji05), ao3 (https://archiveofourown.org/users/2minpjct) e twitter.

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