blueapous solitude

O dia em que o corvo devorou a sua presa.


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O Corvo.

Lembro-me perfeitamente de suas feições amaldiçoadas. O corvo. Ele possuía penas grandes e escuras como a noite. Frias. Intensas. Mortas. O bicho tinha em seus olhos o desejo soberbo de matar. Devorar. Comer. A ave me encontrou no chão, morrendo de angústia e desespero. Gritando alto, ditei: "MATE-ME, SENHOR CORVO!". Então o corvo fez o que pedi: devorou a minha pele, os meus olhos, o meu coração. A minha carne podre permaneceu no chão gélido, o corvo não se deu o trabalho de terminar a sua refeição. Deixou-me ser devorada por pragas pequenas e nojentas. No momento de meu óbito, o corvo cantou alto anunciando uma nova morte. O corvo havia ganhado.

20 Juillet 2021 00:02:29 2 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
6
La fin

A propos de l’auteur

solitude Escrevo contos.

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NíngYì Mèng NíngYì Mèng
Intrigante e misterioso, muito bom!
June 19, 2021, 23:37
Gustavo Machado Gustavo Machado
Conta mais!
June 14, 2021, 17:23
~