nathymaki Nathy Maki

Escrevo estas cartas na esperança de que algum dia elas possam te alcançar e que, quando isso acontecer, você ainda mantenha guardado na memória os dias quentes e felizes e o amor existente entre nós. Eternizo aqui as minhas juras para caso o caminho traçado nos levar por estradas tortuosas e lugares escuros, cultivando a esperança de que, talvez em outra realidade, eu e você possamos nos encontrar mais uma vez. Desafio Clichê do Grupo Fanfics Naruto Shippers - Plot Twist 2 Fanart por @zyop111


Fanfiction Anime/Manga Déconseillé aux moins de 13 ans.

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Carta 1

Querido Raposa que me vem em sonhos febris noturnos e habita meus pensamentos em horas inapropriadas do dia,


Não sei como essas palavras vieram parar nessas páginas, muito menos que fim elas irão levar, porém, uma vez, um certo alguém me disse que escrever era o melhor a se fazer para amenizar a dor deixada pela saudade. Não sei que espécie de tolo essa pessoa era, mas posso garantir que estava enganado, pois, apesar das letras encherem essa folha em branco, o buraco deixado pela sua ausência ainda é profundo demais para ser preenchido por uma mera carta. Entretanto, aqui estou eu, escrevendo estas cartas na esperança de que, em um futuro distante, venhamos a nos reencontrar e você mantenha guardado na memória os dias quentes e felizes e o amor existente entre nós. Eternizo aqui as minhas juras para caso o caminho traçado nos levar por estradas tortuosas e lugares escuros, cultivando a esperança de que, talvez em outra realidade, eu e você possamos nos encontrar mais uma vez.

A estrada é cansativa e entediante, as mesmas paisagens verdes, o mesmo céu azul, as mesmas nuvens ora brancas, ora cinzentas, e a completa ausência de outras pessoas com as quais conversar. Há apenas a voz da minha própria consciência e o seu fluxo constante de pensamentos sombrios e tenebrosos com os quais já não suporto mais conviver. São nesses momentos nebulosos que a memória do nosso primeiro encontro me vem à mente como um sopro de ar fresco em uma tarde quente de verão. São nesses momentos que recordo a exata forma dos seus olhos delineados por aquela máscara de raposa. Azuis, tão azuis quanto centáureas. Azuis como o céu de primavera.

Dizem as lendas que a cor azul está associada à conquista de algo impossível, um querer inatingível, que ela representa algo irreal, imaginário e fantasioso. Foi assim que você me pareceu naquele primeiro momento: etéreo demais para um mero mortal conseguir alcançá-lo; quem dirá eu, em minha máscara de corvo, atravessando a multidão dançante como a perfeita representação de escuridão, asas e ruína.

Então você sorriu, um sorriso de corpo e alma lançado a um estranho com tanta sinceridade que me tirou o ar. Sorriu como se soubesse todos os meus segredos e me aceitasse mesmo assim. Eu apenas não pude tirar os olhos da sua presença. Um envolto em sedas alaranjadas, com olhos sonhadores de cerúleas e uma garra inabalável. Isso sem contar a sua teimosia. Você era um desafio, uma incógnita naquele lugar estrangeiro ao qual eu havia sido mandado. E nunca houve um desafio pelo qual eu não me interessasse.

Ah, querido Raposa, mesmo naquela época eu já devia saber: você era o meu destino e seria a minha perdição. E mesmo assim, como todos os tolos que desconhecem a força avassaladora de um primeiro amor, eu pensei ser forte o suficiente, capaz de lidar com suas nuances e me manter intacto de corpo e alma à sua presença. O quão jovem e ignorante era! Mal sabia eu que você era sol e chamas, uma brasa ardente em uma fogueira de inverno. Você queimava com a vida e sorria para mim como se eu fosse digno de cada pedaço que compartilhava.

Agora, sei que não era. E tudo que aconteceu depois daquela noite apenas comprovou essa certeza.

Hoje, quando fecho os olhos, me vem em sonhos o contorno de sua boca e o dourar de seus cabelos. O eco de sua risada ainda me causa arrepios e posso sentir a lembrança do seu toque fantasma como a carícia de um sussurro trocado à noite em meu ouvido.

Ah, tolo e ignorante eu do passado!

Apesar de sempre me gabar de minha inteligência, fui ignóbil o bastante para permitir que o meu bem mais precioso fosse tomado dos meus braços. Não consegui impedir, não tive forças sequer para resistir. Então você se foi e aqueles dias passados em corridas pelos jardins e caçadas junto aos rios não mais voltarão. Agora estou aqui, vagando por terras inóspitas, exilado e sozinho, cuja única companhia nos dias e noites que se seguem é a sua presença em meus pensamentos. Não há desejo maior em meu coração do que retroceder as areias da ampulheta que comanda nossos dias e me prostrar novamente diante a corte reunida. Dessa vez eu faria diferente. Dessa vez eu lutaria por você. Dessa vez eu sairia triunfante.

Querido Raposa, gostaria que tivéssemos tido mais tempo.

Eternamente seu, Corvo.

29 Mai 2021 17:45:57 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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