coldcherry Cold Cherry

No início da rodovia 410, que corta todo o condado de Pierce, mora Chanyeol Park. Cercado pelas grandes árvores e rios, junto da mãe e dos poucos amigos das redondezas, a vida ali sempre foi tranquila… Solitária, até o retorno do passado que ele não queria enfrentar.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans.

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Um Dia Chuvoso com Cookies de Chocolate

Bom dia, trackers!
Sou Chanyeol Park e serei seu guia online.
Esse é o mapa da reserva atualizado. Haverá um desses a cada caminho secundário à trilha principal. Aos trackers tradicionais, as marcações nas árvores foram renovadas a cada 50 metros.
Por favor, evitem as áreas tracejadas de vermelho. O solo ainda está instável devido à tempestade da semana passada. Então, preparem-se para um rio de chocolate. Coloquem suas capas de chuva e divirtam-se!
[Parker & Park]


Chanyeol releu a mensagem digitada, pelo menos, cinco vezes seguidas. Duas delas em voz alta, para ter certeza de que não havia escrito alguma palavra errada ou esquecido de alguma informação importante. A foto do mapa estava correta. Colina Cayuse estava destacada em letras garrafais cinza sobre uma faixa azul meia noite. Ainda no mesmo modelo criado por ele, anos atrás, quando a mãe decidiu atualizar o modo de atendimento da loja.

Satisfeito com o texto, o homem clicou no ícone verde de postagem.

Instantaneamente, um suspiro pesado escapuliu dos lábios cheios. Ainda não passava das dez horas da manhã e boa parte dos afazeres já estava concluída. E agora que todos os visitantes tinham se embrenhado mata adentro, não havia muito o que fazer, além de se manter alerta para as possíveis dúvidas nas próximas mensagens de texto.

De certa forma, ter renovado o atendimento só deixou tudo ainda mais entediante. Principalmente quando a função dele era ficar no balcão e cuidar de boa parte do administrativo.

A Parker & Park era uma pequena loja de locações de equipamentos e souvenirs, localizada no início da rodovia 410, uma das principais rotas do condado de Pierce. Tudo ali era longínquo, o único atrativo era a colina e as florestas densas e úmidas que a cercava.

Chanyeol nunca entendeu aquela vontade de explorar, mas não julgava.

Desde pequeno, quando a mãe, Charlotte, e o pai, Minho, iniciaram aquele negócio, ele se viu envolvido por aquele espírito aventureiro deles. Os mais velhos adoravam acampar, e os filhos acompanhavam-os para todo canto. Chanyeol teria conhecido aquelas dezenas de quilômetros verdes como a palma da mão se não fosse o desinteresse. Então, as únicas lembranças daquela época eram dos marshmallows tostados na fogueira e da caça aos vagalumes com vidros de geleia vazios.

A separação dos pais, e consequentemente do irmão mais velho, nublaram boa parte das memórias da infância. Uma parede muito alta e escura marcava o limite entre o Chanyeol anterior e posterior aos nove anos de idade.

Tal noite, aquela em que tudo mudou, podia ser lembrada com extrema perfeição, não importava o tempo que passasse. O cheiro do jantar preparado, os murmúrios trocados pelos pais num coreano avançado demais para alguém que ainda estava aprendendo o idioma paterno. Principalmente, a maneira que Minhyuk tentava distraí-lo daquele caos, porque o irmão já tinha doze anos e entendia muito mais das coisas.

Num momento, Chanyeol estava tentando passar uma fase no videogame e no outro as coisas na cozinha estavam uma bagunça. Os murmúrios se tornaram gritos, as panelas estavam todas no chão, os pais choravam muito. E o garoto assustado, parado próximo a porta, também não segurou as próprias lágrimas ao presenciar tudo. Minhyuk tinha os braços envoltos em torno da cintura do pai, enquanto a mãe subia as escadas a passos pesados. Os cabelos ondulados estavam bagunçados e a gola da camiseta rasgada.

Na época, Chanyeol não tinha entendido muito bem. Somente alguns anos depois que tudo foi explicado, durante uma das muitas conversas noturnas na varanda de casa, embalado por algumas taças de vinho com a mãe. O momento que percebeu estar velho demais pra ignorar o passado.

E no fim, era mais simples do que imaginava.

O casal começou uma família quando eram jovens demais. Assim, o relacionamento vinha se arrastando por todos aqueles anos porque os dois queriam criar o lar perfeito para os filhos. Mas naquela noite, as coisas estavam transbordando além do suportável, quando Minho tentou machucá-la, Charlotte percebeu que não havia mais o que fazer. Tudo estava destruído.

Chanyeol nunca se despediu do pai ou do irmão.

O pequeno garoto perdido entre tudo o que acontecia, sentiu o coração acelerado, como se o mundo girasse em câmera lenta diante dos olhos úmidos. Minho e Minhyuk estavam abraçados na cozinha, sussurrando coisas que ele não entendia. E minutos depois, a mãe apareceu no topo da escada, arrastando uma grande mala preta.

Naqueles segundos que se passaram, dividido entre aquelas duas cenas, Chanyeol se sentiu à parte de tudo aquilo. Como se ele não se encaixasse em nada. Tal sensação fez crescer a ânsia de fugir. Correr e correr, com muita força, a ponto de fazer o tempo parar e nada ter acontecido de verdade.

E ele correu. O pijama azul marinho com estrelinhas brancas colado ao corpo magro e suado, enquanto os pés protegidos pelas meias se sujaram com a terra úmida da chuva e as folhas secas que cobriam a pequena trilha aos fundos da casa.

Não sentiu frio, nem medo, só tristeza. Vazio.

Chanyeol nunca teve ideia de como conseguiu correr por tanto tempo sem desabar, com a temperatura baixa que fazia e com a forma como o ar parecia cada vez mais escasso, tanto pelo esforço quanto pelo choro que parecia nunca parar. Ele era tão emotivo… Tão fraco. Medroso.

O caçula dos Park fora encontrado apenas no outro dia.

O rosto coberto de lágrimas secas, abraçado às próprias pernas, sob uma pequena cabana, ‘A Fortaleza’ que Minhyuk e ele construíram no começo daquele ano. O delegado do condado e a mãe estavam parados ali, observando-o de cima, a claridade sobre a cabeça deles machucando os olhos cansados. Os galhos das árvores formando pequenos labirintos contra o céu cinza.

Daquele momento em diante, era apenas Charlotte e ele. E assim permaneceu, intacto.

O barulho do sininho da porta despertou as lembranças melancólicas do jovem balconista. Como que atraída pelo pensamento, a mãe entrou no ambiente, esfregando a sola das botas sobre o capacho, e apenas quando colocou o guarda-chuva encostado na parede, deixou que a porta se fechasse às costas. Um sorriso tomou conta dos lábios dela quando fixou o olhar sobre o filho.

“Está jogando de novo?”, a mulher falou num tom de repreensão, que não combinava nada com a expressão alegre no rosto. Como se ela não tivesse trocado o computador novo por aquela tralha velha com um monitor enorme. Charlie sempre cortava o mal pela raiz.

“Não…”, a voz dele saiu arrastada, o aborrecimento quase palpável. Chanyeol completaria vinte e três anos dentro de alguns dias e a mãe tratava-o, na maior parte do tempo, como se fosse um pirralho. “E você veio no meio da chuva, de novo?”, rebateu, numa imitação perfeita da mais velha. “Até parece que não sabe que árvores atraem relâmpagos e um dia você vira churrasquinho de mãe”.

Desde que os pais conseguiram uma licença da prefeitura para manterem a loja ali, uma cabana de dois andares também foi construída próximo à P & P. Não era uma casa muito grande, mas abrigou muito bem a família completa. Porque no fim das contas era muito mais fácil ficar ali, dentro da reserva, do que gastar com aluguel no centro da cidade.

Quando crianças, os irmãos Park achavam uma maravilha ir e vir de ônibus da escola até a rodovia. Como uma pequena viagem diária, eles eram os primeiros a entrarem e os últimos a saírem do veículo. O espaço vazio se tornava um grande parque de diversões, onde até mesmo o Sr. Quinn, o motorista, entrava nas brincadeiras e cantorias dos garotos.

Entretanto, a mudança drástica com o fim da infância e o início da adolescência tornou as coisas solitárias. Mesmo com os poucos amigos, a maioria dos quilômetros de retorno para casa era sempre silencioso, não importava que as músicas nos fones estivessem no último volume.

“É só um chuvisco, nada demais”, Charlotte colocou a mão esquerda no bolso da calça jeans e o cotovelo direito no balcão de madeira, encarando o perfil do rosto do filho.

Sentado, Chanyeol ainda era muito mais alto do que ela. As sobrancelhas dele estavam franzidas, os olhos concentrados na tela do computador. Os óculos de aros pretos apoiados quase na ponta do nariz, os cabelos ondulados e bagunçados. Era incrível como tudo nos filhos transbordava de Minho Park.

“Tenho uma coisa para te falar, ‘Li”, meio sem jeito, a mulher decidiu iniciar ‘a conversa’ que tinha ensaiado.

Dias atrás, uma ligação tinha lhe surpreendido de forma positiva. Mas não sabia se o caçula receberia aquele tipo de notícia com a mesma alegria. O assunto era ligado a dois pontos de vista muito diferentes.

Numa inquietação disfarçada, Chanyeol moveu o mouse devagar, arrastando um nove de espadas sobre um dez do pequeno monte, e com um clique lento, minimizou a aba de Spider. Num gesto automático, arqueou a sobrancelha, juntou as mãos sobre a barriga, os dedos longos entrelaçados, e encarou a mãe com curiosidade.

Sempre que Charlie chamava-o daquela forma, o apelido de um apelido, é porque alguma coisa tinha acontecido. Aquela havia sido a primeira palavra que ela proferiu quando o tomou nos braços depois da pequena fuga, muitos anos atrás. E também era daquele jeito, mas num tom muito doce, que a mãe negava muitas coisas para ele. Era a forma passiva agressiva da mulher.

“Vai dizer que minha folga de amanhã não vai rolar?”, era mais uma afirmativa do que uma dúvida, expressada no tom grave do jovem.

Não seria a primeira vez que aconteceria, muito menos a última.

Chanyeol tinha perdido as contas dos diversos compromissos cancelados com os amigos porque, do extremo além, ele tinha que ficar cuidando da loja até o fim da tarde. Na maioria das vezes, era porque Charlie guiava alguns grupos pelas florestas. A mulher conhecia aquela reserva de uma forma absurda de compreender. Mas nas outras, a mãe simplesmente não dava satisfação alguma, e não restava nada mais do aceitar quieto.

“É sobre o Minhyuk. Ele...”, Charlotte começou, em meio a um suspiro pesado. Porém, as palavras morreram no momento que percebeu a feição de tédio tomar conta do rosto do filho. “Chanyeol!”, ela exclamou, não tão surpreendida pela falta de interesse do caçula.

“Ah! Essa eu tô passando”, o outro retrucou, perdendo a paciência em segundos.

Não era obrigado a saber do irmão. Ao menos, esse era o pensamento que tentava colocar na própria cabeça, quando se sentia chateado demais, minutos depois de stalkear as redes sociais de Minhyuk. A irritação preenchia-o por completo quando percebia como a vida do mais velho seguia da forma mais perfeita possível com a nova família.

“Bom, você vai ter que saber, de qualquer forma”, a ansiedade na voz dela chamou a atenção de Chanyeol. “Ele vai chegar nesse fim de semana. Uma visita breve para nos ver e passear pela cidade”, a emoção era tão palpável quando ela falava do primogênito. E por alguns minutos, o mais novo se permitiu baixar a guarda. Não conseguia ser egoísta com a mãe.

Quando o pai foi para a Coreia com Minhyuk, Chanyeol não conseguiu entender o motivo. Mesmo depois do acontecido na floresta, em meio a um banho quente, com a mãe lavando os cabelos compridos dele, e explicando como as coisas seriam dali em diante. A forma carinhosa e protetora como Charlie abraçou-o, coberto pela toalha macia, lhe aqueceu o coração. Como se a noite anterior não tivesse o impactado demais.

E o garoto não fez perguntas, por mais que as dúvidas rodopiassem na mente infantil. Por que papai e Minnie não ficaram em Pierce, separados, mas ainda perto? Alguns colegas de turma moravam em duas casas diferentes e não parecia tão ruim. Por que não se despediram antes de partir? Só tinha sumido por algumas horas, era só esperar.

Nos dias seguintes, quando o pequeno Chanyeol retornou às aulas após todos aqueles eventos, a realidade caiu como um balde de água fria. Minhyuk não estava parado perto do pequeno canteiro de flores, próximo a placa de entrada da escola, esperando por ele para entrar no ônibus. Aquilo nunca mais aconteceria. O garoto chorou escondido, nos últimos bancos do veículo, por algumas semanas.

Assim, depois de passar pelos cinco estágios da perda, Chanyeol tendia a dançar sobre a raiva e a aceitação.

“Hmm…”, foi tudo o que ele respondeu. Não tinha o que falar, muito menos poderia descarregar uma porrada de palavrões naquele instante.

“Minhyuk vai ficar em casa. Tudo bem?”, Charlie questionou, analisando a mínima mudança no rosto do filho. Sabia que era difícil para Chanyeol, mas aquilo aconteceria em algum momento. Quem tinha rompido os laços eram Minho e ela, não as crianças. Muito tempo tinha se passado, ela só queria ver os dois garotos próximos outra vez, por mais que o caçula fosse teimoso. Tal pensamento fazia os olhos arderem.

Chanyeol deu de ombros, em busca de uma distração para longe daquela conversa, voltando a segurar o mouse. A mão era tão grande que cobria completamente o objeto, deixando apenas a luz avermelhada escapando entre os vãos dos dedos longos.

“Então... Minha folga vai acontecer?”, o jovem atendente questionou, querendo mudar de assunto, como se aquele momento subitamente fosse desaparecer. O tédio inicial daquele dia dominado pela frustração e raiva.

“Sim. Mesmo que a vontade seja de dizer 'não!'”, Charlie suspirou pesado, a indiferença que Chanyeol tentava transparecer era irritante. “E para onde é que vocês vão?”, ela questionou, caminhando para trás do balcão. O assunto tinha acabado antes mesmo de começar, logo só restava esperar até o fatídico dia.

“Não sei, Kyungsoo é quem está montando o roteiro, mas é perto daqui”, ele mentiu, sem pestanejar, o olhar fixo nas cartas do baralho.

Na verdade, Chanyeol sabia muito bem o destino deles. Só queria ter o gosto da privacidade, nem que fosse naquele simples detalhe.

Afinal, não era surpresa para moradores de cidade pequena, principalmente os jovens: qualquer festa que surgisse nos arredores era uma diversão imperdível. E, obviamente, depois daquela novidade trazida pela mãe, Chanyeol só queria beber até perder os sentidos e passar o dia seguinte afundado na ressaca, deitado na carroceria da caminhonete do Jongdae ouvindo as histórias dos amigos e comendo porcarias.

“Ah!”, o gemido grave escapuliu dos lábios rosados, quando o jovem Park sentiu uma fisgada na cintura. “Que isso?”, encarou a mãe, indignado pela dor gratuita do beliscão, e pela interrupção dos planos da bebedeira.

“Eu disse sem jogos!”, Charlotte trocou olhares entre o monitor e o filho. “Vai comer. Deixa que eu cuido das coisas”, ordenou, apontando o polegar para a pequena copa a alguns passos de distância do balcão.

E enquanto Chanyeol se afastou, colocando o capuz do moletom sobre a cabeça, as costas um pouco encurvadas pela má posição, Charlie se acomodou na cadeira, a postura impecável. Com a palma da mão quente sobre o mouse, arrastou o cursor e moveu o grande monte de cartas sobre a dama de espadas.

A animação da jogada final espalhou-se por todo o monitor. Espadas, paus, ouros e copas.

–––

“E agora, o que mais eu coloco?”, Chanyeol questionou, olhando para a grande tigela de vidro sobre a mesa. A massa cor de caramelo já cheirava tão bem, que o estômago roncou. Baunilha. Ele adorava aquele aroma, os olhos se fechavam sem controle, completamente enfeitiçado pela doçura.

“As gotas de chocolate”, a mulher de cabelos brancos sorriu, gentil. A imagem dela era tão etérea, como aquelas avós perfeitas de filmes de TV da tarde. “Depois colocamos no forno e num estalar de dedos eles estarão prontos”, ela explicou. E enquanto a senhora procurava as tais gotas de chocolate, o garoto olhou ao redor, curioso.

Tudo era tão claro e vivo. Um ambiente muito familiar para ele.

O quintal dos fundos da casa da avó era coberto por uma grama verde perfeitamente aparada. Junto às cercas brancas e baixas, haviam canteiros de flores coloridas. Não sabia o nome delas, mas eram grandes e brilhavam de um jeito único.

A mesa branca estava ali, no meio do quintal, em frente às janelas dos fundos da casa. Tão grandes que davam a sensação de que a parede era toda de vidro. O pequeno Park viu as pessoas circulando lá dentro. A mãe, o pai, o irmão, o avô, os primos. E mais rostos que ele não sabia dar nomes, mas sabia que eram importantes.

“Você quer colocar as gotas?”, a avó indagou, roubando-lhe a atenção novamente.

Chanyeol segurou o pacote prateado e virou o conteúdo dentro da tigela. Pequenos discos de chocolate, um pouco menores que uma moeda de cinco centavos, caíram sobre a massa doce. E quanto mais ele virava o pacote, mais discos caíam, e caíam. Tantos que, quando piscou, já estavam transbordando da tigela, espalhadas pela mesa, formando um pequeno monte de gotas de chocolate no chão.

“Meu pequeno Chanyeol gosta tanto de chocolate! Mas não vamos exagerar”, a avó comentou, segurando a tigela entre as mãos pálidas. Com uma pequena sacudida, tudo voltou ao normal. Outra vez, o pacote estava cheio entre as mãos infantis. “Agora vamos misturar e assar, certo?”, o tom de empolgação na voz dela, roubou completamente o olhar de admiração do garoto diante dos dotes peculiares.


É isso. Depois de um milênio sem postar fanfic não capitulada, cá estou eu mais uma vez.

Essa história é resultado de uma tentativa falha de participar de um concurso, do qual falhei miseravelmente por causa de prazo, mas decidi postar agora. Queria muito concluir essa narrativa por causa da ideia principal, que me agrada muito por causa da brisa toda.

Enfim, espero que vocês gostem e me acompanhem nessa pequena jornada.


16 Mai 2021 03:47:41 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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