djjkpjmg Dandara Gross

Onde Jeon Jungkook era um filho ilegítimo de um Duque. Morava sozinho em seu castelo, não saía de lá por nada, tudo por causa do maldito acidente onde perdera seus pais e a sua beleza. Foi no acidente que seu rosto ficou desconfigurado e com marcas profundas, as quais odiava com todo o seu ser. Seu passatempo era cuidar das plantas em seu magnífico jardim. Até que numa noite escura, de sua varanda viu uma movimentação naquele breu, seu castelo estava sendo invadido. Era um simples garoto, Park Jimin, com vestimentas rasgadas e surradas, cujo teria que arranjar uma forma para poder sobreviver. E talvez ele tenha encontrado naquele jardim, um jeito de viver no mundo. Como uma segunda chance... E se Jungkook cometesse um grande erro? Ele apenas sumiu. Os Smeraldos o esperavam. Mas talvez já fosse tarde demais.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans.

#inkspiredstory #conto #jikook #sadfic
0
1.4mille VUES
En cours - Nouveau chapitre Tous les 30 jours
temps de lecture
AA Partager

Momento Difícil

Os dias não estavam fáceis para ninguém.

As condições de vida de Park Jimin estavam precárias. Todos os dias tinha que pedir esmola para o pessoal que passava por si na rua, ninguém se importava consigo. Além de um casal que se podiam e quando podiam, sempre entregavam uma moeda e outra, cujo só dava para comprar apenas uma fruta e água para beber — o básico para sobreviver por mais três dias.

Hoseok sempre chorava quando via ou lembrava-se do menino estendido no chão nas noites frias e escuras, encolhido com apenas suas roupas curtas o aquecendo — mas nunca estava sozinho. Cada dia que se passava mais vontade tinha de adotá-lo e levá-lo para sua casa, cuidar do jeito que merecia. Iria o mimar tanto, seria tratado como uma pessoa merece ser tratada.

Iria o tirar das ruas frias custe o que custar.

Porque querendo ou não, ele tinha um motivo por viver nas condições que vivia, era apenas um jovem com um futuro pela frente — assim pensava Hoseok e confiava na sua intuição. Sempre fora uma pessoa otimista, e se alguém de sua família ou importante para si, ele faria a pessoa em segundos ou até esquecer-se dos problemas e moldar um sorriso nos lábios da tal pessoa. Acreditava que era essa a sua missão no mundo, trazer alegria onde não havia.

Já Yoongi não sabia mais o que fazer, queria poder trazê-lo para dentro de casa, mas a sociedade os julgaria e as condições do casal não seria o suficiente — nem para eles era, imagina com uma pessoa a mais. Simpatizou-se com o pequeno garoto, Jimin, desde o primeiro segundo que o viu, quando o mesmo viu a garotinha perdendo um saquinho de palha da bolsa — mais específico, era o saquinho onde a maioria das pessoas eram acostumadas a guardar as suas moedinhas — estava recheada delas. Park Jimin presenciou aquela cena, era lá que Yoongi o viu pela primeira vez, onde realmente conheceu o bondoso e gentil garoto, o qual merecia tudo de bom e melhor do mundo.

Park Jimin ajuntou o saquinho do chão e em vez de sair correndo, ele ficou parado olhando a garotinha até começar a tomar uma atitude.

— Ei! Você deixou cair isso no chão. — Falou estendendo a mão que segurava o pequeno saquinho de palha. Mas nada da simples garotinha virar para trás, ela continuava a caminhar. — Ei, você garota de polainas de pompons, você deixou cair isto no chão.

Mas nada fazia a garota parar, e então Jimin tinha em sua frente a grande chance de sair correndo e viver uma vida diferente da qual que levava. Mas ele não fez, pois era errado. O saquinho em suas mãos já tinha uma dona, e era aquela a sua frente.

Caminhou com passos apressados até a garota, chegando mais perto e encostou no ombro alheio para ela notar a sua presença, feito e dito. Virou o corpo, vendo um menino desconhecido por si estendendo um saquinho em direção de seu rosto, quando abaixou um pouco o braço pode ver melhor o rosto.

Sem entender, a garota franziu o cenho. E Jimin tornou a falar:

— Você deixou isso cair no chão. — E ele percebera que a outra estava encarando os seus lábios, mas com uma imensa dificuldade para o entender. Ficou intrigado pela audácia da outra. — Tome mais cuidado da próxima vez, nem sempre estarei aqui para devolvê-lo. E há pessoas não tão boas no mundo, experiência própria.

A cada cem pessoas menos de dez por cento devolveria. Muitos seguiam aquele ditado: “achado não foi roubado, quem perdeu foi relaxado”. Mas isso era burlesco, ver a pessoa perder um dos seus pertences e não devolver, para pegar para si.

E esperou por um movimento ou até mesmo ela falar, mas nada vinha. Ela apenas continuava a encarar seus lábios, não tirava o olho por nada.

Soltando o ar pela boca, o que assusta a pequena garota. Põem a sacolinha nas mãos delicadas da pessoa em sua frente e quando estava prestes a se retirar, a menina segurou em seu antebraço.

— Desculpa... Eu... Eu não entendi. — Falou baixinho e no final deu um pequeno sorrisinho, para disfarçar a timidez e tentar amenizar a confusão que se metera.

— Eu disse…

— Eu não ouço mais nada e muito menos o que dizia, estou recém aprendendo a fazer leitura labial. Eu sinto muito por… — Jimin fez gestos de que estava tudo bem.

Então era isso, ela não era assanhada e nem tinha maus modos, estava apenas tentando se virar para entender o que o desconhecido por si dizia.

Com vergonha, e sem jeito sorriu tímido, se despediu com um acenar de cabeça e virou para ir embora e não passar mais mico na rua — hoje não mais.

E naquele dia, Min Yoongi ficou curioso sobre o garotinho de fios loiros, olhos de cor avelã e um tanto baixinho que si. E sem perceber, estava o seguindo para descobrir mais sobre ele. Por ter rejeitado aquele saquinho e ter insistido para a dona ficar com o que era seu mesmo, ele não seria um qualquer. Era uma pessoa especial.

Mas uma coisa não percebeu: os traje que Jimin usava e o rosto um pouco sujo.

E se impressionou e ficou realmente chocado quando o viu se dirigir na direção do grupinho de moradores de rua, e se alojar em cima de um pedaço pequeno de papelão e rejeitar, com um sorriso no rosto, o único cobertor velho e rasgado em algumas partes, que o senhor de idade ao seu lado ofereceu a peça de tecido que tinha para se esquentar.

Estava certo sobre o garotinho, mas mesmo assim ficou surpreso pelas ações, chocado por nunca ter visto alguém agir assim antes — maioria agiria diferente —, ficou contente por ter pessoas assim no mundo, medo que fossem poucas, mas existiam. Ficou ansioso para fazer amizade com aquele belo rapaz, que não sabia o seu nome.

Queria a sua amizade e teria, não via a hora de apresentá-lo ao seu namorado. Mas mal sabia ele que o namorado já o conhecia pelas ruas…

💮💮

Jeon Jungkook foi abandonado pelos pais biológicos após seu nascimento, e por sorte foi adotado por um homem bom. O Duque de sua província, mas com apenas dezessete anos virou órfão de quem mais o amou na vida. E sua face esbelta virou um rosto horrível e cheio de cicatrizes profundas. Não reconhecia mais o próprio rosto, e era desesperador para si.

A partir daquele dia, se isolou no seu próprio mundinho, cujo castelo. Afastou-se dos amigos e sociedade.

As pessoas começavam a estranhar, o viam, mas não viam o rosto, sempre tinha aquela máscara, que escondia boa parte do seu rosto. Portanto, as pessoas criavam falsos rumores de si, e os ouvintes acreditavam na mentira, tudo e todos acéfalos. E era por isso que não queria mais se misturar com pessoas, a cada dia elas ficavam mais cruéis possíveis.

Faria quatro anos que acontecera o acidente, e desde esse dia ele descobria mais coisas, tanto sobre si, quanto o mundo em sua volta — e coisa boa nunca seria.

E nesse tempo inteiro ele apenas se julgava ser um ogro horripilante e asqueroso, e a única coisa bela que vinha de si era a maneira de cuidar da sua tão preciosa e esbelto jardim.

— Abra essa porta, cacete! — Kim Seokjin batia seu punho com certa força na porta de madeira do castelo.

Sim, Jungkook realmente se afastou de quem mais o ajudava quando precisava, tinha medo de ser abandonado no final e então à única solução era se afastar, para não ser pior para seu emocional quando tal acontecesse.

Só queria que os amigos tivessem memórias do seu "eu" lindo e impecável, sem defeitos. Mas aí que ele se engana, cada pessoa tem o seu defeito.

Mesmo quando tinha o rosto divino, ele continha defeitos — os quais não enxergava. E a beleza mais pura e linda é a do seu interior.

E queria que seus amigos vivessem uma vida magnífica pela frente, não suportaria ter que os ver sofrer. Mas mal sabia ele, que seus amigos não aguentavam mais com esse distanciamento de anos. A saudade de estarem juntos era imensa.

— Ele não vai abrir a porta… — Soluçou pela primeira vez e não seria a última do dia.

— Abra agora esta porta Jungkook. Eu e Taehyung queremos te ver.

Mas nada adiantaria, e o início do dia estava gélido. O que denunciava que o inverno rigoroso estava cada vez mais próximo. Sem o que fazer, os dois se afastam após olhar uma última vez ao dia para aquela porta.

Pois eles pretendiam voltar, e não iriam ir embora até conversar com o amigo.

Deixar ele sozinho no mundinho dele seria como abandoná-lo, tangeria em cutucar o machucado profundo de Jeon Jungkook, o qual se encontrava em seu bom coração — que no momento estava em uma tristeza profunda.

O abandono de seus pais biológicos, os da mesma origem que a sua, estava bem presente em sua vida ultimamente. Não parava de pensar nos porquês de seus pais terem o abandonado quando ainda era uma inocente criança.

Um tempinho depois, na parte da frente do castelo, Jungkook estava em seu lugar favorito, na verdade um deles — já que gostava de passar boa parte dentro da biblioteca, mergulhando em livros — mas sem dúvidas, o seu predileto era o imenso jardim. Seu jardim estava lindo e esplêndido, suas flores parecem que sempre conversavam consigo.

— Speranza, você continua sendo a mais linda de todas. — E falava com as plantas enquanto as regava. Era o seu costume, o qual não o fazia se sentir tão sozinho assim. — Ei, vocês também estão bonitas, Generoso, Angelita, Valoroso, Ottimista, Straordinario e Tesoro.

Essas sete flores eram as suas prediletas, as cores o encantava de um jeito, que não sabia explicar. Com elas, se sentia vivo.

As cuidava como se fossem um diamante, um bem precioso, o seu bem mais preciso de um tempo em diante. Zelava pela beleza e saúde de suas flores, como cuidava de sua saúde.

Todos os dias as regava com todo capricho e cuidado, adorava cuidá-las, era como ter amigos a partir do acidente. Sentia-se bem estando com elas, como era ao lado de seus dois amigos — mas preferia mil vezes ao lado de Seokjin e Taehyung, onde podia dar altas e boas gargalhadas.

Achava que não saberia mais rir ou até mesmo gargalhar.

Após cuidar do seu jardim, encaminhou-se para a cozinha, onde começaria preparar o seu café da manhã que componha um croissant, um copo de suco natural de laranja e a sua preciosa xícara de café.

E essa era a sua manhã, após terminar de lavar os utensílios que sujara, encaminhou para o seu escritório, onde passava boa parte trancafiado dentro do cômodo. Tinha dias que perdia a hora revendo os pertences de seu pai, que não fez a mínima de tirar e guardá-los — queria o sentir mais perto de si.

Sentia saudades, e estando em seu lugar mais frequentado fazia com que se sentisse mais perto, preenchia seu coração. Era como se nada estivesse acontecido, como se ele estivesse ali — presente e ao seu lado, o apoiando.

Havia dias que sentia pânico e descontava tudo em que via pela frente, em seguida chorava pelo estrago que fizera e pela dor o agonizando. Tinha medo de se tornar o que as pessoas temiam o ogro asqueroso e mal humorado.

Mas tudo podia mudar…

Alguém podia o mudar, ou melhor, podia ajudar a mudá-lo.

Sempre vem algo inesperado para nos ensinar o que a gente menos imaginava. Há momento, data e hora para tudo.

A tarde voltou ao seu jardim para começar a construir uma maneira de não cair neve nas suas preciosas flores, o inverno estava chegando e com ele as temperaturas despencariam. E ele fez uma invenção com madeiras e sombrite, isso pelo menos o ajudaria um pouco. Claro, iria cair neve um pouco nas flores, mas ao dia quando o sol estivesse presente, não afetaria tanto a flor. Não a queimaria quando fica exposta ao sol.

E o bom que ele se divertiu, estava no lugar que mais o fazia bem, e pode aproveitar a presença das plantas e do sol. Pois em alguns dias ele não estaria tão presente assim, e ninguém seria louco de sair do conforto e do quentinho, em a lareira, para ir à rua, cujo podia pegar de um belo resfriado.

E Jeon Jungkook não era nem louco, ele tinha total conhecimento que se tornava um velho chato e insuportável quando doente.

Nem ele se suportava...

💮💮

E mais um dia que começou com o pé esquerdo para Park Jimin, uma senhora de idade acabara de jogar um balde de água suja e fria da sacada, fazendo com que acertasse alguns moradores de rua e no próprio Jimin. Fazendo com que se molhasse da cabeça aos pés, era o mais encharcado dentre eles. E foi o que ficou mais preocupado — não consigo, e sim com os outros. Correu os olhos pelos homens atingidos com a água suja e percebeu que além de gelada e suja, era fedorenta.

Pronto, tomou o seu banho, estava impecável — a ironia.

Respirou fundo, antes que começasse uma discussão com a senhora da sacada, que de puro sarcasmo ficou parada olhando o povo lá de baixo.

— Somem daqui seus miseráveis! Imundos! Cafajeste! — Gritava lá de cima. — Senão serei obrigada a decorrer para a autoridade.

A senhora que visitava todas as semanas a igreja para rezar e implorar para mais dia de vida e de comida na mesa, a que se fazia de mulher de família e bondosa estava bem em sua frente, chamando a si e os outros homens com vários adjetivos que não faziam o mínimo sentido para si.

E era cruel ouvir isso de alguém, mesmo que fosse da boca para fora, doía.

Recebia ódio sem ter feito alguma desumanidade.

Cadê o povo para ver a impostora mostrar as suas garras afiadas? Teriam que ter uma testemunha caso um dia precisasse, pois ninguém acreditaria em uns simples senhorios de rua, era a dolorosa realidade.

O cúmulo, além de tomar o magnífico banho em plena manhã gelada, estava sendo expulso da rua. Não fazia o mínimo sentido, a rua era de todos. Qualquer um poderia passar por ela e muito bem dormir no meio dela, mas era mais seguro numa calçada onde tem um canto que não molhe quando chove, e onde carroças e cavalos não passem como loucos.

E agora, para onde iria? Não tinha mais algum lugar para se acomodar, e de que modo tiraria a sujeira de seu corpo?

Com a mente longe, saiu caminhando do lugar, e a uns oitocentos metros podia-se ouvir a mesma mulher gargalhar da sua desgraça.

Ah, mas ela pagaria isso um dia.

Mas para Park Jimin não existia maldade no seu vocabulário, se vivia apenas uma vez e não poderia gastar a sua felicidade com gente alheia e que não merecia dignidade.

Sem rumo e perdido se encontrava.

Não saberia dizer por quanto tempo ficou caminhando sem um ponto de chegada, sem rumo algum.

E quando passara por uma barraquinha de lanches, sua barriga se manifestou tão alto que poderia ser confundido com um ronronar de uma onça, ou até mais alto e com mais timbre. A moça junto com sua mãe percebeu o estado do menino, pena tiveram, mas não podiam fazer nada para ajudá-lo.

Não podiam abusar em dar comida grátis para uma pessoa qualquer, vai que um cliente de confiança visse e viria depois reclamar? Seria uma confusão e tanto, e não ficaria legal para a imagem delas.

Caminhou até uma praça, onde sentou em um banco mais afastado e mirou o seu olhar para os próprios pés. Refletindo sobre o dia de hoje e no que poderia acontecer amanhã.

Cansado de tudo, de caminhar, da vida, de pensar no futuro ele vai se inclinando para se deitar no banco. De barriga para cima, e com um dos braços tampando os olhos, para a claridade não o incomodar nos minutinhos que pretendia descansar.

Mas acabou perdendo a noção do tempo e quando já se deu conta era noite, escuro feito carvão, não havia nenhuma estrela no céu e nem sinal da dona lua. E lá longe vinha uma pessoa estranha, não conseguia ver o semblante da pessoa, podia ser perigo se aproximando e a pouca iluminação da rua não estava ao seu favor.

Mas de acordo que ia se aproximando, mais medo sentia. Até que conseguiu ver o rosto da pessoa, vulgo homem que tinha a reputação péssima entre as pessoas da vila.

Pronto, o perigo estava em sua frente.

— Oi… — Um soluço cortou a fala do homem, e o fedor de álcool fazia presente. Após olhar Park Jimin de cima a baixo, falou sem vergonha na cara. — Tem um beco logo ali, que tal irmos lá gracinha?

— Não toque em mim! — Se exaltou ao ver que o homem se aproximava de si. — Não dê mais nenhum passo senão eu…

— Você o que? Vai gritar por ajuda? Quem vai socorrer um imundo como você? Se enxerga garoto, ninguém o quer por perto! Mas já é diferente com o seu corpo.

É, mas às vezes as palavras doem bem mais que socos e chutes. E as pessoas não sabiam o que isso podia causar, ou sabiam e não ligavam para o próximo e isso que mais faltava. Seria um avanço e tanto.

Sem escolhas, ele correu. Correu para longe da praça, não voltaria tão cedo, queria distância daquele lugar, daquele homem, das pessoas e queria distância do resto do mundo. Queria ser feliz em seu próprio mundinho, por uma única vez em sua vida.

Mas por ali perto havia dois rapazes caminhando, os quais eram bem conhecidos por Jimin. E quando o pequeno desnorteado olhou para trás — queria ver se já estava a uma distância segura — sem parar de correr, seu corpo se chocou com outro. O qual que conseguiu pegar o equilíbrio, diferente de Park que foi direto ao chão.

Amedrontado pensou em se levantar do chão e começar a se distanciar. Mas não bastaria, os dois homens estavam perto de si, e que provavelmente não conseguiria escapar dessa vez.

Será que era o seu fim? Não podia ser, era muito novo para morrer.

E então o jovem casal olhou o pequeno e indefeso menino, com as roupas sujas e coladas em seu corpo, arregalaram os olhos — que podiam saltar. Ficaram um bom tempo o encarando e se culpando por tudo que acontece com o mais novo. Hoseok já não aguentava mais, lágrimas e mais lágrimas saiam de suas glândulas lacrimais. Não suportaria vê-lo tão abatido pela sociedade cruel.

Ele lutou tanto para ter o que comer, e pensar que não foi só uma vez e sim todos os dias, e que ainda não parou e não tem previsão de quando o mundo deixaria de ser tão cruel.

— O que você está fazendo? — Perguntou Yoongi para o namorado.

Hoseok começara a tirar seu casaco e o blusão que havia em seu corpo. Só podia estar louco, o porquê tiraria as roupas quentes numa noite que as temperaturas começavam a decair. E então se aproximou do pequeno e emagrecido corpo, estendendo as suas roupas mais grossas — as quais eram suas favoritas — e agora deixou de ser suas, pois estava dando para a pessoa que mais precisava no momento.

Caminhando com passos lentos e curtos para não o assustar, se agachando na frente de Jimin que já chorava apavorado, com medo de alguém fazer algum mal.

— Oi Jimin, se lembra de mim? Sou o Hoseok e aquele lá é o Yoongi, está me reconhecendo agora? — Anuiu com a cabeça. — Tome, esses casacos são para você.

— P-para mim? — Perguntou confuso e surpreso.

— Sim. Quero que você faça um bom aproveito agora no inverno, sim? — Falava com um brilho no olhar enquanto olhava para o corpinho ainda caído no chão, e levantou a mão para mexer no cabelo loiro de Jimin e então colocar uma das mechas compridas atrás da orelha. — Eu… Jimin, eu posso lhe abraçar?

— Você quer me abraçar? — Pergunta esperançoso, pois nunca tinha recebido um abraço, e Jung era o único que o oferecia. E fica sem jeito quando vê o outro confirmar com a cabeça. — Ó, é que… Eu nunca abracei ninguém.

Não conseguia nem falar olhando para o rosto a sua frente, achava falta de respeito quando está conversando com certa pessoa e não olha para tal, mas agora era diferente. Do nada havia ficado sem jeito e com vergonha. E no momento o mais interessante para si eram as suas mãozinhas, as quais estavam encardidas de pura sujeira.

E sem mais demora, é sufocado por um abraço apertado vindo de Hoseok. Então isso era um abraço? Então queria ser abraçado mil vezes.

— Você vai sufocá-lo, amor. — Alertou o Min já todo emocionado enquanto olha a cena em sua frente. — Precisamos ir, sua mãe é um tanto peculiar com atrasos e você sabe muito bem disso. E antes que pegue um resfriado, não teríamos condições para medicamentos...

— Tenho que ir, tome cuidado. Nunca sabemos quem está por perto, ainda mais nesse escuro. Vá para um lugar seguro e lembre-se de se agasalhar, não queremos o ver doente, te vejo por aí Jimin.

Afastou-se, recebendo um resmungo do pequeno Park. Estava tão quentinho, então ser abraçado também se esquentava?

E antes de se afastar e seguir o caminho para a casa da mãe se ouviu um barulho pavoroso, havia um leão por perto? Mas naquela região não apareciam esse tipo de bicho selvagem.

Jimin já sabendo o que era se abraça para tentar se esconder e se tornar imperceptível, a vergonha acabara de tomar conta novamente. Mas a primeira coisa que Jung Hoseok fez quando ouviu o barulho, fora olhar para trás onde o pequeno corpo se encontrava.

E agora era a vez de Yoongi de se aproximar para tentar o ajudar no que podia e tirando do bolso três moedinhas, para enfim o entregar.

— Não são muitas, e nem serve para comprar um banquete. E é o que podemos o ajudar, com essas três moedinhas compre alguma comida e beba muita água, ok? — As entregou na mão. — Até a próxima pequeno grande homem, se cuida!

Viraram-se e por fim seguiram o caminho, e sem ver o sorriso tão aberto que Park Jimin dera. E sem delongas acenou com a mão, movimento ligeiramente, o qual o casal não presenciou por estarem de costas, e seria uma cena muito fofa e um tanto triste de estraçalhar o pobre coração de Min e Jung.

Com certeza hoje comeria alguma comida que tanto queria há dias, mas tinha que economizar para ter o que comer daqui uns dias.

Mas antes de tudo, teria que colocar os casacos, os ventos gélidos começavam a assobiar pelas ruas desertas.

Portanto e os já esperado, as roupas ficaram um tanto compridas, as mangas escondiam as duas pequenas mãos, mas o bom é que agora elas ficariam mais quentinhas.

— Obrigado. Hoseok e Yoongi, vocês merecem o mundo, mas o mundo não os merecem.

Mas o que ele não sabia, era que ele merecia o mundo, mas o mundo não merecia uma pessoa tão boa como Park Jimin...

18 Juin 2021 22:39:57 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
0
À suivre… Nouveau chapitre Tous les 30 jours.

A propos de l’auteur

Dandara Gross danda | gaúcha | infj | peixes | wattpad: djjkpjmg͏͏ twitter: hopekookwrld͏

Commentez quelque chose

Publier!
Il n’y a aucun commentaire pour le moment. Soyez le premier à donner votre avis!
~

Histoires en lien