misssiozo Miss Siozo

O Natal estava chegando e um pedido muito especial de uma criança era escrito para uma das figuras mais conhecidas dessa época do ano, o Papai Noel.


Fanfiction Anime/Manga Tout public.

#pandora #cdz #fluffy #saintseiya #ikki #shun #hades #persefone
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Capítulo Único

Notas iniciais: Última fanfic do ano de 2020, um ano inesquecível por razões das quais não gostaríamos. Então, eu quis trazer um pouco de leveza para esse especial de Natal.
Mais uma parceria com o @ProjetoSaintSeiya , com a fofíssima capa da @w-flower e betagem por @KogaRin . Obrigada! Boa leitura pessoal!

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Era início de dezembro, uma época que ganhava um ritmo próprio e único. O último capítulo que fechava o livro do ano. Os adultos costumam entrar no “modo retrospectiva" e também começa a corrida para as compras das festas de final de ano, dar uma mão de tinta na casa para receber os parentes.

Já para as crianças, além da interrupção no calendário escolar, aquela era uma época para se pensar na magia do natal, nas ruas e casas recebendo decorações diferentes, nas comidas natalinas gostosas e no famoso Papai Noel. O bom velhinho que era capaz da façanha de presentear as pessoas do mundo inteiro em uma única noite, em especial os pequenos.

Havia um orfanato no Japão, no qual as crianças e adolescentes estavam ansiosos pela chegada da famigerada data por razões diferentes. Os mais velhos pensavam na fartura na mesa e em seus estômagos, pois costumava ser uma das épocas do ano em que a instituição ganhava doações tanto de dinheiro, alimentos, roupas e brinquedos.

Os mais novos adoram ganhar roupas novas e principalmente brinquedos, ainda de bônus havia a “magia natalina” que os monitores tentavam manter para os pequeninos. Por essa razão que uma espécie de correio solidário existia para atender crianças de até onze anos, o qual se expandiu com o advento da internet, pois no passado as doações vinham no máximo das cidades vizinhas.

Era uma tarde não tão fria e alguns meninos brincavam de bola no campinho, mesmo estando um pouco molhado por causa da chuva que havia caído na noite anterior. Ikki corria e marcava mais um gol, como um bom artilheiro. Ele jogava tranquilo, pois sabia que seu irmão mais novo estava bem tirando um soninho desde depois do almoço. O garoto de sete anos notou a presença de visitantes no local, mas ignorou.

— Eles nunca procuram irmãos… — resmungou baixinho antes de retomar a atividade.

Um casal de estrangeiros andava por aquele orfanato, mal haviam se estabelecido na cidade por causa dos negócios da empresa deles. Visitavam aquele orfanato para acertar as doações que fariam ao local, da mesma forma que eles fizeram com a matriz na Grécia e a filial alemã. A filha deles ficou em casa dormindo por ainda não ter se acostumado com o novo fuso-horário, mas queria muito ter ido até lá, pois dizia que seu irmãozinho estava lá.

A verdade é que já fazia tempo que Pandora pedia um irmão para os pais, mas naturalmente, não seria possível devido ao parto difícil que sua mãe Perséfone teve. Então a menina de seis anos pediu para os pais adotarem, por ela já ter visitado outro orfanato e ter tido contato com algumas crianças que posteriormente se tornaram seus primos. A pequena estava chateada por estar tão longe deles, e ter que esperar o próximo feriado para viajar estava distante.

— Está pensando sobre o pedido de nossa filha? — perguntou a morena enquanto ajeitava seus fios longos.

— Impossível esquecer, ainda mais agora que vamos nos estabelecer nesse país pelos próximos seis anos.

— Ela sente falta dos primos e também esse pedido era feito de tempos em tempos. — Deu um breve riso.

— Você acha que ela preferiria ser a irmã mais velha ou a caçula? — Arqueou uma sobrancelha e viu os meninos jogarem bola.

— Eu não sei… — coçou o queixo. — Um irmão mais velho seria bom até para defendê-la, uma irmã da mesma idade teria uma relação de cumplicidade e com um mais novo seria ela a irmã protetora.

— Vamos ver lá dentro sobre a parte das papeladas da doação e aí podemos perguntar sobre adoção.

— Essa parte burocrática me cansa e você sabe bem disso, não é à toa que sou parte do setor criativo — deu um beijinho rápido na bochecha do marido. — Eu vou circular por aí, até logo! — E sumiu pelos corredores.

Hades se deu por vencido e foi sozinho ao escritório da diretora, a parte “chata” ficou somente para si. O homem gostava de ver as coisas acontecerem, as crianças felizes com seu auxílio mesmo que elas não soubessem do tamanho dessa ajuda. Ele acertava os detalhes finais sobre a conversa que tiveram por telefone e e-mail, e aproveitaria para perguntar sobre a lista de crianças aptas para adoção.

Enquanto isso, na sala de leitura um rapazinho estava determinado a “escrever” a sua cartinha para o Papai Noel. Aos quatro anos, Shun desenhava no papel o seu pedido para o bom velhinho. Havia acordado de seu soninho, mas não quis atrapalhar o irmão que jogava bola com os outros garotos, pelo menos foi isso o que uma monitora avisou. Então o pequeno teve a ideia de começar a fazer a cartinha. Uma pessoa havia achado bonitinho o modo como a criança parecia tão concentrada e chegou perto.

— Posso me sentar ao seu lado?

— Pode sim, moça!

— E o que é esse desenho?

— É a minha cartinha para o Papai Noel — sorriu para a mulher. — Eu vou precisar de uma ajuda, o meu irmão não está aqui.

— Claro, eu posso te ajudar! — respondia simpática, era impossível negar um pedido de uma pessoinha tão fofa. — O que eu tenho a fazer?

— Escrever para mim a cartinha. Ainda não aprendi na escola e meu irmão falou que eu vou só quando ficar mais velho.

— Entendi. Pelo visto você caprichou no desenho.

— Gostou? – ela assentiu. — O Papai Noel merece uma cartinha bonita, assim ele não vai esquecer o meu pedido.

— E o que vamos escrever aqui?

— Primeiro do lado de fora.

— Do envelope? Ah sim, o remetente e destinatário!

— O que é isso?

— Seu nome e do Papai Noel.

— Shun. — O garotinho logo se apresentou.

— Nome bonito! — sorriu. — Vamos agora para o lado de dentro?

— Tá bom! — encostava o dedo no queixo. — “Querido Noel, meu nome é Shun e eu tenho quatro anos. Eu fui um bom menino esse ano, foi o que as tias daqui falaram. Quero pedir esse ano uma família para mim e para o meu irmão Ikki. Se puder trazer também o gatinho que fugiu daqui porque o pessoal ficou triste vai ser muito bom”.

— Nossa! Essa sua cartinha foi ótima e você é bem esperto!

— Obrigado! — curvou-se em agradecimento. — Eu vou entregar para a tia Mizuho, ela disse que vai colocar no correio. — antes do menino sair, Perséfone disse:

— Por favor, espere um pouquinho, Shun. Quero fazer uma pergunta.

— Pode fazer, tia… Eu ainda não sei o seu nome.

— Perséfone.

— Seu nome é diferente. — A olhava com uma carinha curiosa.

— É porque eu vim de longe. — sorriu. — Posso fazer a minha pergunta?

— Sim. — O pequeno estava muito agradecido pela ajuda, responderia qualquer coisa que a moça perguntasse e isso era nítido em sua empolgação.

— Os seus pedidos foram diferentes do comum. A maioria dos meninos costumam pedir brinquedos na sua idade. Por que pediu essas duas coisas?

— Todo mundo aqui gostava do gatinho que sumiu, o nome dele é Kuro por causa da cor dos pelos.

— Ele deve ser um bom gatinho.

— Gosto do barulhinho engraçado que ele faz às vezes.

— E sobre a família?

— Alguns amigos conseguiram uma família nova. O Ikki falou que é difícil para irmãos conseguirem. — segurava a cartinha contra o peito. — Então falaram sobre um tal "milagre de natal", aí pedi essa ajuda para o Papai Noel.

— Espero que o bom velhinho consiga atender aos seus pedidos — abaixou-se para ficar na altura da criança. — Foi bom te conhecer, Shun. — Segurava as mãozinhas pequenas dele.

— Também gostei de você, tia "Pê". — Ele não conseguia pronunciar o nome dela.

Momentos depois a mulher não teve sorte para falar com o marido, ambos precisaram sair apressados do local devido a uma ligação recebida pela babá de Pandora, e somente na noite daquele dia que o casal conseguiu parar para conversar a respeito da adoção. A filha já estava na cama para continuar na adaptação ao novo fuso horário.

— Então, como foi com a diretora? — Perséfone pegou as taças e serviu aos dois com vinho tinto. — Desculpe por ter te deixado lá desacompanhado, mas acho que se eu não tivesse ido não teria participado de um momento tão especial. — A morena sorriu antes de bebericar a bebida.

— Foi aquela mesma burocracia de sempre. Pelo menos a organização desse orfanato é impecável e já firmamos oficialmente o acordo para as doações. Estava começando a ver as fichas de algumas crianças antes da ligação — acariciou a mão da esposa. — Agora me diga, que momento especial foi esse?

— Eu ajudei um menino a escrever uma cartinha de Natal. Ele era uma fofura e os pedidos dele foram tão inusitados.

— Tipo um passeio na lua? Um pônei?

— Nada disso, foram pedidos bem maduros para a idade. Ele pediu para que o Papai Noel trouxesse o mascotinho deles de volta e uma família para ele e o irmão.

— Realmente foram pedidos inusitados. A adoção de irmãos costuma ser um problema para muitos. Poderíamos ver se Pandora aceitaria ter logo mais dois irmãos de uma só vez.

— Eu aceito sim, papai! — Uma voz infantil soou por detrás do sofá da sala.

— Há quanto tempo está espiando nossa conversa, mocinha?

— É...bem…

— Hades, não seja tão severo! — chamou a filha com os braços. — Você então gostaria de ganhar mais dois irmãozinhos?

— Posso vê-los? — Aquela pergunta era um sinal de que a menina já os estava aceitando.

— Querido, a diretora chegou a mandar algumas dessas fichas para o seu e-mail?

— Espere só um momento que irei checar — subiu as escadas rapidamente e retornou com seu tablet em mãos. — Ela enviou sim, não havia visto a mensagem perdida no meu celular. Sua intuição está bem apurada hoje, meu amor.

— Eu chamaria de instinto materno — brincou. — A diretora separou essa lista por nomes?

— Por nome e foto. — Estavam os três sentados no sofá olhando as fichas das crianças para adoção.

Os dias se passaram e o Natal se aproximava. Os irmãos notavam a presença mais frequente dos estrangeiros pelo orfanato. Shun ficou feliz em rever a moça que o ajudou a escrever a cartinha e conheceu a filha dela. Ikki também gostou de conhecê-las, mas não queria se iludir e deixar que isso acontecesse com o caçula, tentava ser mais pé no chão. Já o pequeno tinha muita fé que o “milagre natalino” aconteceria.

Faltava um dia para a véspera de Natal e Perséfone estava muito ansiosa para ter em mãos o resultado da justiça, em dezembro as coisas costumam funcionar mais lentamente. Quando a resposta chegou por e-mail, antes mesmo de seu telefone tocar com a chamada da diretora para dar as boas novas, a mulher e sua família já estavam à caminho da instituição.

— Eu queria tanto ter contado para eles antes! — Abraçava sua filha no banco traseiro do carro.

— Acredite, eu também, mas nosso advogado e a senhora Mitsuko aconselharam isso, até para não alimentar falsas esperanças nas crianças.

— Eles vão voltar com a gente dessa vez, mamãe?

— Vão sim, meu amor! — Terem conquistado a guarda provisória foi a primeira vitória daquela família que estava a se expandir.

Mitsuko foi pessoalmente dar as boas notícias aos meninos, que logo começaram a preparar as malas para a mudança ao novo lar deles. O mais velho ainda não acreditava que aquele casal tinha realmente adotado os dois juntos. Já o pequeno estava muito feliz que um de seus pedidos havia sido realizado, havia gostado muito dos três e sentia em seu coração que aquela seria a sua nova família.

— Ikki, eu estou tão feliz! — abraçava o mais velho entre lágrimas. — O Papai Noel leu a minha cartinha! Ele leu!

— Você conseguiu, meu irmão. Deve ter caprichado mesmo na cartinha porque ganhamos esse presente antes do Natal.

— Será que o Kuro vai chegar então só no dia?

— Bom, acho que aquele gato vai voltar sim.

Em poucos minutos, os cinco se encontraram ali no hall de entrada. Os pequenos deixaram as malas de lado e correram para abraçar seus novos pais e irmã. Já haviam se despedido de alguns amigos e ficaram de fazer uma visita após o feriado.

Durante a saída, a irmã do meio viu um gato sair do meio do canteiro próximo ao casarão e chamou a atenção dos meninos.

— Shun! Ikki! Aquele ali não era o gato que tinha sumido?

— Ele mesmo! — falou o mais velho.

— Agora o pessoal vai ficar ainda mais feliz!

— O Papai Noel foi bem eficiente! — sorria o pai bem humorado.


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Notas finais:

É isso gente, espero que tenham gostado dessa fofurinha e tenham boas festas!
Até a próxima fanfic!

25 Décembre 2020 23:33:59 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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