saaimee Ana Carolina

Não conseguiu dizer não quando Virgil estava tão animado para encontrar uma solução para aquele problema. E também não tinha outra opção. ------------------------------------------------------------------- → Capa tirada do site: pixabay.


Histoire courte Tout public. © Todos os personagens aqui pertencem a mim e TsukiAkii. Portanto postar/reproduzir esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido. Plágio é crime e eu tomarei providências.

#amizade #oc #amigos #trabalho #folga
Histoire courte
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Capítulo único

— Sem frituras, por favor – o rapaz falou tão seguro de si que parecia falar sobre si mesmo enquanto o jovem ajudante anotava cada informação em um pequeno bloco de notas. — Frutas vermelhas e amarelas são prioridades na dieta dele. Não se esqueça – com um sorriso, finalizou as instruções, fazendo sinal para que seguisse com os afazeres.

Logo que o rapaz se afastou, Virgil se voltou para a mesa observando os pratos colocados em uma ordem especifica — que ele mesmo tinha criado — e algumas das refeições tomando o foco dos olhares. O habitual de todas as manhãs.

Seu olhar se desviou para a entrada da sala de jantar, pensando se deveria ir até os aposentos acordar o amigo, quando viu a presença ilustre se aproximando pelos largos corredores da mansão. Ele trazia em seu rosto a expressão contente e angelical que estavam acostumados a ver nas capas de revistas enquanto cumprimentava os funcionários calmamente.

Sempre fazia questão de falar com um por um e garantir que estivessem satisfeitos ali. Apesar de ser calculista e extremamente perfeccionista, o jovem empresário era gentil e não havia uma única pessoa naquela casa que não o adorasse. Virgil incluído.

O jovem se aproximou, puxou a cadeira e com um sorriso deu bom dia ao rosto iluminado que se sentava. Vicent respondeu com outro sorriso, sua forma singela de mostrar sal gratidão por todas as manhãs ter o rapaz ao seu lado.

— Dormiu bem?

— Dentro do possível, – respondeu, colocando o guardanapo sobre o colo — mas saber que teria o dia livre hoje me ajudou a descansar mais do que o normal.

— Fico contente – parado ao seu lado, Virgil arrastou um dos prato decorado com inúmeras frutas para próximo dele.

— Sente-se, Virgil – ordenou, pegando os talheres. O rapaz fez como dito, sentando na cadeira ao lado da longa mesa. Era comum para ele passar momentos assim apesar de ser seu secretário pessoal. Vicent nunca deixou de o tratar como o melhor amigo. — Já tomou seu café?

—Já, desculpa – sorriu sem jeito, sabendo que o homem ficaria decepcionado por não poder partilhar o momento com ele.

— Não se desculpe. É melhor do que me dizer que não comeu nada só para me esperar.

Na enorme sala, era possível ouvir o som dos diversos passos correndo de um lado para o outro, realizando seus afazeres com vassouras, aspiradores e esfregões pelo piso de porcelana. Tudo isso se misturava ao som do garfo e dos comentários sem importância que compartilhavam.

Virgil o assistia mover os talheres com delicadeza, conduzindo o alimento como um maestro conduz música. Tudo o que Vicent fazia era destacado por sua delicadeza — até mesmo quando não notava. Era natural para ele, um tipo de Dom. Virgil admirava sua postura e se impressionava sempre que pensava em como conseguiram se tornar amigos apesar de todo perfeccionismo.

— O que faremos hoje? – Vicent perguntou, despreocupado enquanto mastigava o morango.

— Eu… não marquei nada… – havia hesitação em sua voz, como se tivesse cometido um erro. Vicent olhou com uma expressão gentil, tentando assegurá-lo que não havia problema.

— Bom… nem eu – completou com um sorriso.

Por instantes, ficaram em silêncio pensando em uma resposta melhor e uma solução definitiva. Não era comum para nenhum dos dois não ter o que fazer em um dia de semana.

— Acho que isso prova que realmente precisamos de um dia de folga – Vicent comentou entre sorrisos fazendo Virgil rir timidamente.

A refeição ainda levou alguns minutos para terminar, mas foi tranquila, como deveria ser. Virgil permaneceu ao seu lado conversando sobre o clima e relembrando os detalhes da semana de trabalho

Quando os funcionários apareceram para retirar os pratos e limpar a mesa os dois se levantaram caminhando pensativos em direção à sala de estar.

— Poderíamos sair para fazer compras – Vicent sugeriu, quase com um sorriso no olhar até ver o rosto reprovador de Virgil o encarando. — Ou não? Mas por que?

— Vicent, a última vez que saímos para uma compra simples, você perdeu o dia todo olhando o catálogo e ainda fechou um negócio… desnecessário… com aquela loja de cortinas.

— Oh… – foi a única coisa que conseguiu responder ao ouvir a voz controlada do amigo expressando frustração.

— Sem compras.

— O que me diz sobre museus? – Perguntou quando chegaram a sala e se sentaram no largo sofá branco que Vicent tinha orgulho. — Peças de teatro? Ópera?

Virgil viu a expressão do amigo interessado em uma resposta, e se sentiu ligeiramente entristecido por acreditar que o que poderia oferecer não seria o suficiente.

— Eu posso checar os horários e lugares, porém… acho que assistimos todos os espetáculos desse mês.

— É possível? – Vicent questionou impressionado e Virgil apenas assentiu envergonhado.

— Sua agenda cultural foi imensa esse mês.

Refletindo sobre o que tinha dito, Vicent se lembrou de todos os eventos que participou por projetos de caridade, encontros com empresários e até momentos para relaxar em noites depois de um dia longo de trabalho.

Enquanto pensavam em outra resposta, um dos empregados se aproximou atraindo os olhares.

— Senhor? – Sua voz suave trouxe o sorriso amigável no rosto do homem, dando espaço para que continuasse a falar. — O Senhor Winston está no telefone.

Virgil rapidamente se virou, olhando para o amigo que pensava. Nem precisava perguntar para saber que estava tentando descobrir o motivo da ligação.

— Quer que eu resolva? – Virgil se voluntariou, fazendo os olhos sérios do amigo o olhar de canto.

Por instantes ficou calado e quando se decidiu, se levantou tomando um longo suspiro.

— Não, tudo bem– passando a mão pela calça, se ajeitou, fez sinal para o funcionário seguir e o acompanhou. — Eles devem ter ouvido sobre a folga… Não irei demorar.

Demorou mais de uma hora para terminar aquela ligação. O assunto era algo simples, mas, como já era de esperar, os negócios fazem tudo ficar mais complicado.

Vicent voltava para sala com passos calmos, quase silenciosos de seus sapatos quando ouviu o som delicado da música do piano. Com cautela se aproximou, apoiando o corpo no batente, vendo o amigo tocando as notas como se estivesse em seu próprio mundo. Vicent sorriu antes de se aproximar.

Logo que Virgil notou sua presença, parou, se virando para fita-lo preocupado.

— Algum problema?

— Sim e não… – respondeu, se sentando ao seu lado no banco, — já está resolvido.

Virgil assentiu, apoiando as mãos nas pernas, sentindo-se ligeiramente nervoso por estarem ali no silêncio. Vicent nem notou seu nervosismo, mas percebeu a falta de som.

— Por favor, não pare.

— Ah, não, eu só me distrai – sem conseguir controlar o rubor em suas bochechas, falou tentando esconder o rosto.

— Eu gosto quando se distrai – inclinando a cabeça para o lado, falou chamando o olhar nervoso dele. Ambos sorriram. — Onde estávamos?

— Decidindo.

— Certo… Ah, isso está começando a parecer com trabalho... – Vicent brincou fazendo o outro concordar rindo timidamente.

— Senhor? – Outra funcionária surgiu, interrompendo o momento. — O almoço será servido em uma hora.

— Obrigado… – assim que a jovem se retirou, ele se virou para Virgil com uma expressão surpresa que assustou o amigo. — Já é meio dia?!

— Parece…

— Ah…

Virgil o olhou. Vicent dificilmente deixava se abalar pelos sentimentos, mas naquele momento estava deixando claro que estava decepcionado consigo mesmo. Odiava vê-lo assim.

— Vicent, posso sugerir algo? – Não houve resposta, apenas um acenar de cabeça sutil. — Talvez não seja do seu agrado, mas é a melhor opção nesse momento.

— Claro…

— Não acredito que me fez concordar com isso…

— E já mandei todos os funcionários tirarem o resto do dia de folga – Virgil comentou sorridente enquanto mexia no controle da TV.

Na cama, atrás dele, Vicent estava sentado com seu pijama de seda e um rosto incrédulo o assistindo intensamente. Na tela da TV gigantesca o logo “Netflix” piscou acompanhado do riso contente de Virgil.

Vicent nunca foi do tipo que relaxava assim. Dias de folga eram dias de acumular alguma experiência ativa e não ficar deitado na cama. Pijama era para dormir! Entretanto não conseguiu dizer não quando Virgil estava tão animado para encontrar uma solução para aquele problema. E também não tinha outra opção.

— E você pretende ficar em pé aí? – Derrubando os ombros perguntou, atraindo os olhos surpresos do amigo. — Venha.

— Vicent-

— Por favor! Essa cama tem espaço para pelo menos 4 pessoas – reclamou, sem deixar espaço para protestos. Virgil ainda tentou se esquivar, mas o olhar carente do outro o impediu. — Eu insisto que tire esse dia de folga comigo.

Foi o suficiente para fazê-lo desistir e tirando os sapatos, se sentou ao seu lado, aceitando o pedido.

— O que vamos assistir?

— Essa é uma pergunta que não se faz… – Virgil respondeu rindo, se preparando para o dia mais folgado que teriam na vida.

14 Août 2020 16:07:35 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

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