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saaimee Ana Carolina

A tela congelou mostrando um grande “derrota” marcado no meio enquanto ela balançava a cabeça inconformada com a situação. Não era a primeira derrota do dia e, do jeito que estava, ainda haviam outras para acontecer. ------------------------------------------------------------------- → Capa tirada do site: pixabay.


Histoire courte Tout public. © Todos os personagens aqui pertencem a mim e TsukiAkii. Portanto postar/reproduzir esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido. Plágio é crime e eu tomarei providências.

#oc #diversão #irmãs #jogos
Histoire courte
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Capítulo único

A tela brilhava flashes no quarto bem iluminado enquanto a jovem, sentada na cadeira, se agarrava com todas as forças no teclado, puxando o mouse para todos os lados.

— É sério isso? Ah! – Frustrada a garota gritou, mordendo os dentes, sem tirar os olhos da tela.

Acompanhando os movimentos dos personagens alheios ela riu sem encontrar graça, antes de virar para a tela ao lado, correndo os olhos pelo chat fervoroso.

— Mano... – Lendo algumas das frases que corriam para cima, ela sussurrou antes de se jogar para trás na cadeira e mostrar um sorriso sarcástico. — Cês tão vendo, né? O cara não cura... Mano! – Coçando o canto da cabeça, continuou lendo, se divertindo com os comentários e as piadas em relação a partida.

Todos os dias era assim. Logo depois do almoço, ligava o computador e começava a trabalhar para o entretenimento das pessoas que acompanhavam as transmissões de seus jogos. Era cansativo passar mais de 8 horas sentada naquela cadeira e às vezes chegava a ser incomodo ler os comentários, mas se divertia na maior parte do tempo fazendo aquilo que amava.

Um riso contente escapou de seus lábios vendo alguns nomes conhecidos fazendo piadas com a situação dela.

— Não vou abandonar, mano... Mas eu vou perder essa merda porque tem um palhaço aqui no meio! – Sua voz foi aumentando a cada palavra como se estivesse com raiva, mas no final soltou uma gargalhada se divertindo com os outros. Seus olhos voltaram para a tela da partida quando o personagem foi liberado e um suspiro escapou. — 20 segundos... Nem vai adiantar correr agora. Não. Eu vou ficar parada aqui. Já era mesmo... Ah lá!

A tela congelou mostrando um grande “derrota” marcado no meio enquanto ela balançava a cabeça inconformada com a situação. Não era a primeira derrota do dia e, do jeito que estava, ainda haviam outras para acontecer.

Empurrando a cadeira para tomar um longo suspiro, ela ouviu o leve som do ranger da porta. Automaticamente se virou, vendo, parada apoiada na maçaneta, uma jovem de longos cabelos loiros e sorriso amigável a olhando.

— Eu tô gritando muito? – Preocupada, tirou os fones quase como por instinto.

— O normal de sempre.

— Isso é ruim?

— Não – a mulher riu baixinho enquanto fazia seu caminho para dentro do quarto, fechando a porta atrás de si. — Pode continuar.

— Tá...

Não era incomum a mais velha aparecer no meio de suas transmissões apenas para se sentar ali e assistir. Normalmente, isso acontecia quando tinha terminado algum trabalho ou estava tentando aliviar o estresse do mesmo. E, mesmo assim, Leicy ainda se sentia nervosa por ser assistida por ela. De alguma forma, sua presença a fazia querer se sobressair e mostrar que era boa nisso.

Se virando para frente, viu, rapidamente, a mesma pergunta subindo no chat a fazendo revirar os olhos.

— É minha irmã...

Embora Leicy ignorasse, os comentários pedindo para vê-la não paravam de aparecer. Estava prestes a ignorar o chat quando uma pergunta a fez levantar as sobrancelhas interessada.

Se virando para a mulher sentada em sua cama, sorriu antes de perguntar:

— Quer jogar?

Relliane apenas a encarou tentando decifrar se aquilo era uma piada ou se falava sério.

— Mas eu não sou boa nisso.

— Olha, eu já perdi três partidas só hoje... Mais uma não vai mudar muito.

A explicação desleixada da jovem fez a mais velha sorrir balançando a cabeça. Não tinha a intenção de participar ou atrapalhar o trabalho da irmã, mas ficou feliz em ver os olhos curiosos da garota a observando.

Acenando positivamente, ela se levantou observando a outra sorrir largo.

— Tá... Gente, espera um minuto que eu vou arrumar aqui.

Afastando o fone e a cadeira, a jovem se levantou pegando os controles ao lado, conectando ao console. Relliane aproveitou para pegar a cadeira no canto e puxar para perto, tentando ficar próxima o suficiente para ver a tela e não tomar muito espaço na câmera.

Leicy retomou o lugar entregando o controle a mais velha e se apressou a mudar o modo de jogo para duplas contra duplas.

Então começou o aguardo na fila. A mais nova aproveitou para ver o chat e então se deu conta que a irmão estava aparecendo na câmera.

— Tá tudo bem aparecer aqui? Não tá pegando muito.

— Claro – Relliane sorriu, ligeiramente envergonhada e completamente contente pela preocupação da mais nova com seu bem estar.

— Cês tão querendo ver, olha então! – Falando alto e orgulhosa, a jovem apontou enquanto a outra acenava sem saber se estava fazendo direto. — Eu sei que ela é linda, mas quem joga bem aqui sou eu – apontou tirando um alto riso da mulher. — Tá, olha, a gente vai entrar em duplas, falou?

Se virando para a irmã, Leicy explicou rapidamente e da forma mais simples possível sobre os comandos do jogo. Coisas básicas que facilitaria muito até mesmo para ela que dificilmente jogava.

No meio da explicação a tela de jogo mudou atraindo os olhares das duas. Ao lado dos personagens escolhidos, outros dois estavam parado prontos para dar início a partida.

— Ah... De novo esses nomes... – Leicy comentou vagamente antes de olhar para o chat em busca de ajuda. — São os mesmo né?

— Quem?

— As três partidas que eu perdi foi pra esse 99Fox e Spadachan... A gente vai acabar com eles agora.

A determinação na voz da mais nova fez Relliane a encarar. Leicy era do tipo brincalhona no dia a dia, vê-la tão séria sobre o assunto profissional assustou a mulher. Entretanto, também trouxe um sorriso orgulhoso no rosto.

A partida deu início com Leicy saindo correndo na frente, pronta para seguir seus pontos estratégicos enquanto Relliane só andava de um lado ao outro, alerta para tudo o que se movia ao redor.

Não demorou para os encontros acontecerem e o som de tiros e gritos tomarem conta do quarto, satisfazendo o chat com comentários animados.

— Ah!

O som da voz raivosa de Relliane fez Leicy desviar a atenção do jogo por instantes, olhando para o rosto concentrado da mais velha. A loira era sempre muito comportada e adulta, mantendo suas falas com emoções controladas. Todos os dias. Sempre! E essa era a primeira vez que se mostrava agitada.

A imagem fez Leicy sorrir porque viu naquela expressão seu próprio rosto. Afinal, eram irmãs.

Cada tiro certeiro ambas gritavam uma para a outra, contente como se fosse o feito mais importante de suas vidas. E cada morte era seguida de resmungos e dicas que Leicy tentava dar para a mais velha no meio da correria.

— Campera aí que eu já vou voltar.

— Eu nem sei o que é isso, Leicy!

— Fica parada atrás desse muro!

Depois de longos 10 minutos, o jogo terminou com mais uma derrota para o dia da jovem.

— Foi acirrado, vai! – Leicy comentou satisfeita vendo o total de 25 x 21 no topo da tela. — E foi seu primeiro jogo! Foi ótimo!

A mulher não tinha muito o que dizer, não sabia se tinha ido bem de verdade ou não. Sabia que a maior parte dos pontos foi feito pela mais nova, mas preferiu aceitar os elogios sorridente. E quando Leicy perguntou se queria ir mais uma vez, ela simplesmente se agarrou ao controle e soltou um confiante “pronta pra vencer.”


Enquanto isso do outro lado da tela...

— Mais uma pro time! – Levantando as mãos agarradas ao controle, a jovem de curtos cabelos pretos falou alto entre sorrisos convencidos enquanto a garota de curto cabelo castanho ao lado se jogou para trás no pufe, espreguiçando o corpo. — Você tá bem melhor nisso, Sat.

— Eu sei... – suspirou como se aquele elogio não significasse nada e logo sorriu ao ver Kiyoko revirando os olhos e se voltando para a tela mais uma vez. — Ah, espera! Olha, a gente já ganhou 5 hoje! – Interrompendo os cliques, Satsuke se ajoelhou, falando alto, atraindo o olhar para si. — Será que dá pra gente parar um pouco e ir naquele café que abriu aqui perto?

— Ah...

— Por favor!

Falando quase em um choro, a jovem implorou. Kiyoko a encarou em silêncio por alguns instantes, depois desviou os olhos para a tela vendo o tempo na fila rodando e, soltando um longo suspiro, cancelou a entrada.

— Tá bom, mas sem ficar tirando foto da minha cara!

— Vou tentar – se levantando em um pulo, gritou rindo, já correndo em direção aos armários para se arrumar.

— Satsuke!

30 Juin 2020 22:41:26 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

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