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marikota Aniram Sairaf

A partir do momento em que se escolhe se tornar mãe, abrimos mão de muita coisa, para assumir outras, mas as vezes precisamos daquele botão "reiniciar", eu Inoue Miyako amo meu marido, meus três bebês, mas a vida ta me sobrecarregando, tive uma chance que muitas não ganham assim fácil, uma folga? Imaginar uma manhã sem pezinhos na sua cara, ou uma cama cheia de gente, detesto admitir mais isso era rotineiro, sem choro, fraldas berros e organizar brinquedos, ufa, talvez eu precise mesmo.


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

#crianças #Taiora #Mimato #Daikari #kenyako #paternidade #maternidade #Digimon-02
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Um caos sem fim


*Galera, olá turminha

Essa fic é uma homenagem ao dia das mães, esse mês no segundo domingo do mês comemoramos essa data, mas você já parou para imaginar que essa guerreira merecia uma folguinha, sério a casa vira de pernas pro ar sem ela.


Antes que invadam os comentários malas, não desmereço os papais, sim ele tem responsabilidades também, isso é apenas COMÉDIA.



Lu Inoue, muito obrigada pelo carinho sempre, me ajuda muito nossas conversas nossas ideias sempre entram em sintonia muito obrigada diva

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Após o tão sonhado sim, é comum a rotina tomar conta, principalmente depois dos filhos, contando ninguém acredita, mesmo assim tentarei relatar os fatos, mesmo que pareça mais uma sátira do que a realidade, como eu disse o casamento nos trás novas experiências no caso das digiescolhidas fomos mamães, o que nos leva a adaptar a rotina e no que eu falo adaptar, não é como com nossos monstrinhos, é um pouco mais complicado, choro que no caso no alto dos meus vinte e três aninhos não sabia o motivo, mas aprendemos, o Ken também teve muitas lições importantes tipo pia não é lugar de lavar o bumbum sujo do seu filho, depois de muitas trapalhadas nosso aprendizado foi contínuo e ainda bem, pois nossa família foi bem construída, ao longo desse tempo, meu marido Ichijouji Ken, agora com trinta anos, o tempo passa depressa, e nem o vemos, vivemos o melhor e o pior da adolescência juntos, eu sou engenheira de computação, meu trabalho ia muito além desenvolver aplicativos, não me gabo, mas fazia isso aos doze anos, sempre fui apaixonada por esse mundo, e o Ken após a formatura foi para a academia militar, eu fiquei realmente surpresa com a escolha, eu ficaria com saudades, mas precisava apoiar, isso faria ele se sentir realizado, ele também esperou quando eu me formei um ano antes deles, quando tinha trabalhos e o tcc para entregar, foram noites em claro e um dia eu acordei no quarto com ele me olhando com aquela calma de sempre, ele me encontrou dormindo na mesa e me levou para cama, aos vinte e um anos já éramos casados, agora já exercemos nossas profissões, o Ken prende os bandidos, ao lado do Stingmon, dependendo do grau do problema não exita em me chamar quando o crime virtual, ou mesmo o pastel com páprica. Wormmon ainda nos dias de hoje quando está de folga e na forma rookie, ainda o chama de Kenzinho, mesmo o inho já ter passado dos um e oitenta.

Mesmo parecendo não estou aqui para relatar o casamento perfeito nem nada do tipo e sim um pequeno conto de quando você pensar que uma folga de toda sua rotina como mãe, esposa, e engenheira pode terminar em um caos, dependendo do ponto de vista é claro.

Vamos começar exatamente desse ponto, mamãe:

Eu e o Ken deixamos muitos dos nossos amigos digiescolhidos para trás quando o assunto foi paternidade e maternidade, começou pela nossa primogênita, a Ichijouji Mai que digo com carinho ela é uma mistura perfeita minha e do meu marido, os cabelos índigos e os olhos amendoados, a fissura pelos eletrônicos com certeza é herança minha, tinhamos lá os nossos problemas com isso já que a Mai não se desgruda fácil dos computador, e de seu parceiro o Poromon, tem oito anos, apesar disso tentamos contornar isso a chamando para ver filmes, passar um tempo fora de casa, mas a exigência principal é sem o celular, o que nem sempre é tão simples, quando o Ken consegue o feito que a filha vá ao parque com o irmão se divertir eu ficava tão feliz em vê-la rindo e correndo fora das telas, queria entender a psicologia que o Ken usa para isso, se fosse eu só ouviria “to no meio de algo muito importante, ele pode ir com os amigos”, enfim continuando as apresentações, o Toushin foi o nosso segundo filho, um pequeno violáceo, como o Ken chama, os cabelos da mesma cor dos meus e os olhos, ele também gostava de jogos, mas gostava mesmo de ir ao parque com os digimons, não via a hora do Wormmon estar livre das obrigações para levá-lo com ele, o Toushin tem seis anos e bom entendam que nós amamos demais por essa razão a família cresceu um pouco, terminando as apresentações há seis meses eu fui mãe pela terceira vez, outro menino, seu nome era Takuji, cada uma das crianças tinham seus próprios digimons, o do nosso caçula ainda era um digitama que não temos certeza o que vai sair, mas é isso somos dois adultos, pais de três crianças, e com cinco digimons.

A rotina era puxada, já começava de manhã, desde que éramos adolescentes já dividimos a nossas camas com nossos parceiros, claro que isso teve um fim quando eu e o Ken começamos a ter uma vida sexual ativa, eles dormiam cada um em seus cestinhos em outro quarto, na adolescência, era nos quartos restantes do apartamento, quando nos mudamos eles passaram a dormir com as crianças, nós quebramos o costume de não dormir juntos até o casamento, essa regra imposta nunca foi seguida por ninguém do grupo, com certeza foi assim que nos tornamos pais antes de nos formar na universidade.

Por vezes é lindo despertar com um “mamãe você ta acordada?” Mas acordar quase todo dia com pézinhos no seu nariz, em cima do seu peito ou dedinho curiosos dentro do seu nariz.

Naquela noite eu achei que o Takuji ia dormir a noite inteira, doce ilusão, eu colocava ele no berço ele chorava, eu tirava ele ria, tentei ser firme, mas não houve jeito, amanhã todos precisavam pular da cama no máximo até as sete para termos um tempo, levei ele para o nosso quarto e dei mama, quando ele já estava quase dormindo, uma voz sussurrou na porta, e era Mai que eu jurava que vi dormindo, mas outro engano, pedi para ela voltar para o quarto, mas eu fui vencida ou melhor contrariada pelo Ken que estendeu os braços a levando para cama e quando eu me virei o Toushin também se arrumava, foi só o início da noite de sono, o Ken disse que levaria as crianças assim que eles dormissem só que o que ele não disse era que horas, resultado, toda a família dormiu na mesma cama, detesto admitir que às vezes eu mesma trago um e que isso ta se tornando rotina. O Takuji tem que desmamar e os outros dois tem que entender que eles tem o próprio quarto, com tudo o que precisam, mas por vezes eu era vencida pela simples frase “E só hoje Miya-Chan”.

O dia amanhecia em Odaiba...

— Takuji-Kun. Resmungou a mais velha, sonolenta ao sentir os dedinhos pequenos dentro do nariz, o pequeno se assustou e rolou por cima dos longos cabelos da irmã mais velha.

— Ele ta aprendendo a rolar. Comenta Toushin, atravessado na cabeceira da cama, com os pés na cabeça de Ken e a cabeça no travesseiro de Miyako.

— Toushin, mas o que você ta fazendo ai? Pergunta Miyako se levantando.

— A Mai dormiu com o papai, o Takuji mamando e eu fiquei aqui, onde eu pude ficar perto de todos. Explica Toushin.

— Acho que a gente precisa de uma cama maior Miya-Chan. Resmunga Ken se espreguiçando.

— Precisamos é parar de fazer filhos. Pentelha Miyako.

— Bom dia, Kenzinho! Wormmon pula na cabeça do parceiro,

— Bom dia Wormmon, o que é isso? Perguntou Ken puxando um fio da teia pegajosa do digimon.

— A cama tava apertada, então eu e o Minomon dormimos nas teias. Explica a lagartinha.

— Será que eu também posso subir? Pergunta Toushin se animando ficando em pé na grade.

— Toushin… Antes que qualquer um terminasse de dizer algo, o violáceo já começo o dia com algo que era novo para os pais, as teias pegajosas estavam firmes, mesmo com o peso da criança engatinhando em cima.

— O Toushin-Kun é levinho! Minomon aponta.

— Bom Miya, não tem com que se preocupar, não dá pra gente subir, mas as crianças ainda são pequenas. Ken coloca Takuji nas teias e ele engatinhou até o irmão.

— Gente quanto barulho, eu quero dormir! Reclama Mai procurando a coberta.

— Ta na hora do café mocinha e a escola. Ken puxa a filha pelo pé, e faz cócegas. A menina gargalhava e tentava se livrar.

— Quer brincar também Mai-Chan? Perguntou Wormmon fazendo mais teias pelo quarto.

— Crianças para o banho… Mai usa a cama como um trampolim e salta para cima das teias, Minomon ajudava a reforçar, apesar de estar uma fase abaixo a pequena larva também produzia teias.

O dia começava quase sempre o mesmo, às vezes, tínhamos lá uns dias piores, aquela manhã como muitas outras tínhamos a nossa rotina, apesar de ser a favor de viver sem muitas das regras japonesas, uma rotina faz sim muita diferença, principalmente quando você tem três crianças em idade tão próxima como é o caso da Mai e do Toushin, precisávamos manter a rotina para não pirar, a casa já era bem bagunçada para viver jogados.

A hora de sair… O que vou dizer, era criança correndo, a Mai não queria usar o uniforme, o Toushin querendo levar brinquedos, sim no plural, podia levar um urso e deixar no carro, mas ele queria os carrinhos, os jogos, eu tava vendo a hora dele colocar o baú de brinquedos.

Para piorar de vez, o Takuji resolveu sujar a fralda na hora de sair, não seria a primeira vez que o trocamos no carro, já fizemos no estacionamento do shopping, com certeza quando víamos as pessoas nos olhando, o Ken saia de perto e eu bom, dependendo de como a pessoa me tratasse acontecia uns barracos e outro.

Ficava complicado ver alguém perguntar se aquilo era lugar de trocar um bebê, não capô de carro não era lugar, banco de trás não era lugar, mas seu filho ta chorando como se tivesse com uma dor intensa, o que você faz? Ignora, porque tem pessoas olhando? Não, aqui nessa casa não, a Mai já está adaptada, ela sabe que se precisar eu troco e ai daquele que for me dar ideia que eu não pedi.

Você chega no trabalho e vai se arrumar, retocar o básico da maquiagem, e se dá conta sua bolsa é sua na teoria, mas tem de tudo, copo de bico, chocalho, fraldas, brinquedos das princesas e desenhos, eu preciso entretê-los nos locais, mercados se eles ficarem sem um olhando some um, o outro vai para locais aleatórios, que pode ir da máquina de ursinhos a escada rolante.

Meu dia tava uma loucura, e para ser pior o Ken não dormiria em casa, parece que estamos em plena paz, mas sempre vão existir criminosos, e agora com o acesso ao monstrinhos até eles viraram alvo de cobiça, antes a polícia se preocupava com desaparecimentos de crianças, adolescentes, até adultos, fechar relatórios e abrir inquéritos, e interrogar pessoas, aquela noite seríamos só eu e meus filhos, obviamente que eu não poderia estar mais esgotada, cuidar de toda essa tropa, mais ainda unindo a rotina do trabalho que pode parecer, mas não era lá inscento de estresse, muitos códigos, cálculos, para não falar das invasões nos dados, isso para chegar em casa e esperar um pouco de sossego e encontrar os mais velhos brincando de guerra de travesseiro na sala, aquela que você deixou um brinco antes de sair, junto com o titio.

— Mantarou-San! Chamei e um travesseiro me acertou o rosto.

— Imouto, olha só a mamãe chegou. Matarou apontou com o Takuji nos braços completamente coberto de penas.

— Mantarou eu só pedi para você fazer o jantar? Isso é o que eu to pensando? Exatamente o que estava pensando, meu faro me levou a cozinha onde estava caixas de pizza, sorvete, e lanches.

Em uma noite só meu irmão quebrou a rotina da casa, não me entendam mal, eu e o Ken também compramos lanches, levamos eles, mas em datas especiais, como os aniversários, feriados, ou mesmo aos fins de semana.

— Você não precisa fazer o jantar hoje. Indaga Matarou, limpando o sobrinho.

— Você podia deixar a gente mais vezes com o tio. Toushin pede e puxa outra fatia de pizza da caixa.

—Ah claro, assim que eu perder de vez o resto do juízo. Ralhei nervosa, mas não resisti em comer as pizzas.

— Falta só o papai! Mai olha para fora.

— Minha filha o papai ta ocupado hoje, amanhã quando voltar da escola ele vai ta em casa.

— Mas vai demorar. Reclamou Mai.

— Só mais umas horas minha linda, tenha só um pouco de paciência, não são dias, são horas. Olha só eu, logo eu pedindo paciência.

—Parece você! Pentelhou o mais velho.

— Sim, é por isso que é linda, eu não faço filho feio. Nossa minha linda como você cresceu. Comentei e vi um bico levantando.

— O que foi menina? Perguntou Hawkmon.

— Nada! Respondeu e bufou.

— Como nada? Eu precisava entender o que estava acontecendo.

— É só que estão chamando a Mai-Chan de palmito, por que ela é a maior da classe.

— Toushin! Repreende a mais velha.

— Minha linda qual é o problema de ser amais altada turma, cada um nasceu com um biotipo, uns são muito altos, outros baixos e fofos, Mai, eu também costumava a me irritar com o Daisuke, meu kami que pastel insuportável, a gente distribuía apelidos carinhosos, mas não deixa eles notarem que se chateia, zoa também, isso infelizmente não vai parar, mas você tem uma família onde praticamente não tem baixinhos, seu pai, eu, seu avô, até seu tio, são altos aw Mai fica assim não.

— Ta… Mas se vierem de novo eu não prometo que vou me segurar. Ralha a pequena.

— E desde quando você faz isso, Mai-nee?

—Toushin-Kun, você não consegue calar a boca não? Ainda bem que você não fala. Esbraveja a mais velha, olhando para o caçula que ri para irmã.

— Ué, mais eu nem falei que o Daiki te ajudou a dar a surra nos moleques. Conta o pequeno violáceo , deixando a irmã sem graça.

— Olha que eu vou querer os detalhes. Brinquei com a Mai, nossa ela corada desse jeito me lembra demais o Ken, até o franzido do nariz ela faz igualzinho, só é escondido pela armação dos óculos, me veio tantas lembranças das minhas irmãs e até o Matarou envergonhando o Ken de propósito, posso afirmar que com certeza meu marido sobreviveu ao teste.

— Ah espera pra ver, se puxar a sua mãe, você só tem mais uns três meses de paz. Pentelhou Matarou arrancando risos dos sobrinhos. — Você vai falar pelos cotovelos não é pestinha. Matarou sacudiu o sobrinho, fazendo cócegas até ter o rosto lavado por gorfo, só que com pedaços de queijo, azeitona, o Matarou quer morrer não é possível, ele deu pizza para um bebê de seis meses e meio.

— Eca, o otouto já vomitou na minha blusa, mas dessa vez foi bem pior. Comenta Toushin.

— Toushin-Kun, vamos brincar lá na sala, a mamãe ta com aquele olhar de novo, aqui, vem Takuji. Mai pega o pequeno no colo e arrasta com ela Toushin.

Entendam que em nenhum momento eu banco a vilã dentro de casa, longe disso, criança come besteiras, criança faz bagunça, mas o problema que não estou criando meus filhos para só fazerem o que querem.

Tentei arrumar a baderna das crianças, mas sério, você não ter tempo nem para relaxar em baixo do chuveiro quente, literalmente eu estava a beira de pirar, aquela madrugada eu tava tentando tudo para não gritar com nenhuma das crianças, não ia descontar o estresse neles, eu sentei no fundo do quintal, eu queria um tempo que eu não tinha mais, quando se mãe não adianta querer comer guloseima que você vai atrair os filhos e todos os digimons juntos, mas naquela noite basicamente eu não aguentei era somente eu a rede, uma caixa de chocolate e…

— Miya-Chan o que houve? Uma voz conhecida corta a melancolia do momento.

— Ken?

— Tava esperando outra pessoa? O que aconteceu? Perguntou Ken, me olhando com um olhar dócil.

— Nada! Neguei.

— Não foi o que eu vi na sala, nem nos piores terremotos a sala e a cozinha ficaram daquele jeito, e você, Miya o que ta fazendo do lado de fora as duas da manhã, com uma caixa de bombom? Ken questionava, mas não era em tom de bronca, nada disso ele, ele tava debochando. — Me perdoa, mas você parece que voltou lá pros treze, ou quinze anos.

— Quem me dera? Você disse que ia dormir lá.

— Eu ia, mas...

— Mas o que? O seu sentido aranha te avisou que a casa tava um caos? Brinquei comendo o chocolate e ofereço para ele.

Parecia um sonho a casa em completo silêncio e eu e meu marido tranquilos conversando e dividindo chocolates, as sós na rede.

— Meu sentido aranha não, mas minha filha sim. Revela Ken.

— Mai? Ken não era para ela te incomodar, eu tenho que…

— Relaxar um pouco, Miya-Chan, a Mai percebe muito mais do que parece, ela fez bem em me chamar, que bagunça foi aquela? Questionou Ken.

— Só as pestes dos seus filhos e o meu irmão que resolveram brincar de guerra no meio da sala e comeram pizza até não querer mais.

— Belo jeito de terminar uma guerra. Pentelha Ken.

— É sério? Aw kami, não me lembro da última vez que eu fiquei as sós, desse jeitinho com você, fora os problemas no trabalho, eu to deixando a rotina me tomar, não queria admitir, eu amo essas crianças, mas…

— Mas elas deixam um maluco. Completa meu marido.

— Ken! Eu não resisti, eu tive que rir disso.

— Ao invés de limpar a bagunça, colocar as crianças para dormir, não olha para mim, eu to aqui sentada no sereno da noite, com uma caixa de chocolates… Ken me calou com beijos.

— Vamos dar uma pausa para respirar, Miya você não é a super moça, digiescolhida, engenheira de computação, mãe, isso e mais o que faz pela gente nessa casa, você ta exausta. Indagou Ken.

— Ah sério? Não tinha percebido.

— Miya, você precisa de um tempo.

— Um tempo, Ken o quer dizer com tempo, onde eu vou arranjar tempo? São três crianças que demandam atenção, são os sistemas operacionais, são cálculos que os colocam para funcionar e facilitar o cotidiano isso pra não falar da segurança de informações que em mãos erradas vão provocar um caos sem tamanho.

— Miya-Chan, eu sei de tudo isso, eu cresci com você, eu casei com você… Dá pra arranjar um espaço nessa agenda apertada para… Ken puxou a mulher para beijá-la.

— Ken você acha que sexo vai dar jeito em tudo? Quebrei o momento e o encarei.

— Eu não ia propor isso, até porque eu também to bem acabado. Ken puxou o braço na tentativa de me esconder algo.

— O que é isso? Ken você… Meu amor isso foi um tiro? Perguntei preocupada.

— Miya, ta tudo bem, eu to ótimo, foi um estilhaço, raspou, e por favor quer me escutar. Eu vou tomar cuidado eu prometi não foi?

— Foi, mas você não prevê quando uma bala vai te atingir!

— Você ta fazendo de novo, ta pegando mais peso para carregar! — Estive conversando com a Mamoe também, Miya, eu acho que você devia ir com ela. Propõe Ken.

— IR? Ken ir pra onde, já não falei desde que conheceu a Mamoe pra não ficar prestando atenção as loucuras dela.

— Eu vou pegar as férias esse final de semana, é disso que precisamos.

— Não entendi onde você quer chegar, a sala ta uma bagunça eu…

— Eu e a Mai antes dela dormir arrumamos, você passou tanto tempo aqui que não viu até o Wormmon ajudou, ela ficou com medo de levar bronca, disse que você só faltou correr atrás do tio Mantarou com a vassoura, por um instante eu imaginei a cena.

— Ken! Eu apenas o abracei.

— Vamos dormir, dessa vez sem as crianças ou digimons, o Wormmon foi dormir com o Toushin e a Mai levou o Hawkmon, e o Takuji eu troquei, o que deu nele, pensei que já não estava mais enchendo a fralda daquele jeito, aquela consistência.

— Dê os créditos ao palerma do Matarou.

— Pois ele devia limpar, o cheiro foi de embrulhar o estômago, ele também ta dormindo.

— Você devia descansar, tem pizza na cozinha…

— Quem tem que descansar é você, a Mai me contou que você tava pirada.

— Quanto carinho, já chama a mãe de pirada. Brinquei e Ken riu.

— Ela puxou você, fala sem pensar, tudo o que pensa, Miya… A Mamoe me deu isso, é um folheto de um hotel lá em Kyoto, devia pensar. A rede balança quando Ken se levantou.

— Ken, Kyoto? E as crianças, tem noção do que ta propondo, eles vão por o hotel abaixo.

— Miya vamos dormir se não a gente vai assistir o amanhecer nessa rede. Chama o azulado. — E te respondendo não vai ter criança alguma, o Takuji já ta bom de desmamar, e os outros são crescidinhos eu me viro.

— Você… Ken, o que quer dizer? É eu era conhecida como gênia, mas sério, o estresse está deixando meus neurônios em parafuso.

— Eu vou passar a semana do dia das mães cuidando dos nossos três filhos, o que tem de difícil? Eu sou o pai e você precisa, anda liga para sua irmã e aproveita e convida as digiescolhidas, tenho certeza que vão gostar. Ken se aproximou e me beijou.

“O que tem de difícil? Ele perguntou isso mesmo, o Ken ta mesmo achando que cuidar de tudo sozinho vai ser fácil como cuidar do Wormmon.

O Ken me ajuda em tudo, troca de fraldas, banho e até em amamentar, não é um típico japa machista, mas kami, ele tem mesmo noção de onde ta se metendo? Eu olhei para o folheto do hotel, é isso até minha filha pensa que estou louca, ok que correr atrás do Mantarou como dois pirralhos foi algo para levantar a dúvida, mas dai tirar o Ken do trabalho foi a mais, se bem que… Essas horas trocando beijos e conversando me fizeram me sentir melhor, será? Olhei para o folheto de novo, Kyoto sempre foi o meu refúgio.

Creio que as meninas também precisam de uma folguinha, afinal, a Mimi ao contrário de mim não tem o Yamato quando quer, ele vive em turnê, não dá pra ficar em um ônibus viajando por aí com uma criança, e a escola? Apesar de dar conta de um programa de televisão de culinária, do filho, e viver esperando quando o marido volta, ela também como eu não entrega os pontos assim, mas deve gostar da ideia, faz tempo desde a última festa, a Hikari é outra que eu não vejo desde o casamento dela com o suricato da cabeça vermelha, isso nunca acabou, eu e o Daisuke praticamente não nos chamamos pelos nomes ou honoríficos, ele se tornou um chef renomado, e ela se tornou professora do jardim de infância, então praticamente era crianças de dia, de tarde e de noite em casa, olha a Hikari-Chan pode ter muita vontade de lecionar, mas ninguém é de ferro, a Sora se casou com o Taichi e foi diferente como a Hikari acabou sendo mãe antes do irmão mais velho se tornar papai, o Daiki, uma xerox do Daisuke tem a idade da Mai, são da mesma classe, mas são amigos, o Hikaru que se parece demais com a Hikari, até no nome, é classe do Toushin, ambos gostam de ficar o recreio todo chutando bola e pulando os obstáculos do parquinho, a Sora desenha vestidos de noiva, kimonos para as mais tradicionais, estava no começo da gravidez, e se eu estou dando tão na cara o estresse imagina a Mamoe, ela querer sumir assim, kami não sei do babado, mas creio que tirar uma folguinha nesse hotel, pode não ser uma má ideia, faz tempo que eu e as meninas não fazemos uma noite só para a gente.

6 Juin 2020 03:17:49 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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