monilovely Sai Daqui

Mirio e Tamaki estão casados, finalmente. E, depois de passar uma noite inteira se divertindo e aproveitando seu dia mais especial com seus amigos e familiares, era hora de voltar para o apartamento que dividiam e criar alguma memórias à sós.


Fanfiction Interdit aux moins de 18 ans.

#miritama
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Finalmente

Não era nenhuma surpresa para Mirio que Tamaki desmaiava rápido quando ficava bêbado, mas o que era, sim, uma surpresa é que ele havia conseguido se aguentar em pé por mais de duas horas. No máximo, uma hora e meia era seu recorde, mas ele conseguiu aguentar quase três horas.

Ah, se ele apenas soubesse o que ele fez durante aquelas três horas.

- Você está ficando muito melhor nisso, amor. - acomodou o corpo do menor em seus braços e acariciou seus cabelos de leve, afastando os fios rebeldes da frente de seu rosto adormecido.

Um sorriso abobalhado esgueirou-se pelos lábios enquanto encarava o novo marido, completamente apagado em seus braços. Ele era realmente um bobo apaixonado, não era?

Apaixonado e casado.

Seu coração bateu forte contra seu peito só com o pensamento de finalmente terem oficializado seu relacionamento e o tornado perpétuo. Ver aquele anel dourado, tanto em sua mão quanto na de Amajiki, durante toda a noite que passaram juntos no meio de seus amigos fez seus neurônios terem um completo surto e derreterem logo depois. Ele estava surpreso por ainda conseguir formar pensamentos coerentes quando uma pessoa tão incrível quanto Tamaki agora era chamado de seu marido.

Nossa, quando um dos contratados da festa se aproximou do moreno para perguntar alguma coisa e o chamou de Togata o coração de Mirio explodiu ali mesmo. Tamaki ficou tão sem graça por ser dirigido pelo sobrenome do maior que parecia até que ele ia desmaiar, Midoriya até perguntou se ele estava passando bem e se queria se sentar para dar uma acalmada.

Aquele foi um dos melhores momentos da festa. Embora pequeno, guardava muito significado para o loiro. Este que inclusive estava parado a meia hora na frente da porta de seu apartamento encarando o príncipe adormecido em seus braços.

- Eu prometo que vou fazer meu melhor, Tamaki. Eu vou ser o melhor marido que você vai ter sua vida inteira! - sussurrou no ouvido do moreno, aproveitando o momento para beijar sua testa de leve.

Incomodado com o contato repentino, Tamaki se remexeu nos braços de Mirio e lentamente abriu os olhos, recobrando a consciência. Mesmo que sua visão estivesse um pouco embaçada por conta do excesso de álcool, não foi difícil saber onde ele estava.

- Mirio?

O loiro sorriu enquanto erguia o menor novamente em seus braços para apoiar o rosto em sua cabeça.

- Eu mesmo, amor. Está se sentindo bem? Você bebeu pra caramba na festa.

Tamaki grunhiu e levou uma mão à cabeça, tentando parar os zumbidos irritantes em seu ouvido.

- Ngh, pera… Então... Eu perdi nosso casamento?

Mirio fez uma careta com a resposta do marido e riu alto e de forma escandalosa, provavelmente acordando todos os vizinhos que estavam dormindo.

Seu marido era simplesmente a coisa mais adorável quando estava bêbado. Além de divertido e espontâneo, ele ficava muito fofo quando o efeito do álcool começava a passar. Ficava todo perdido e largado, o que não se via em seu comportamento do dia a dia.

Não que Mirio incentivasse o parceiro a ficar bêbado, mas ele não conseguia deixar de pensar que o moreno se divertia mais quando estava bêbado. Conseguia conversar melhor com os outros, sorria mais e até conseguia encarar desconhecidos de frente, sem precisar virar a cara ou usar aquele olhar de morte para tentar pensar em outra coisa ao invés da pessoa que estava à sua frente. E ver seu amigo de infância, agora marido, se dando bem com os outros o deixava muito feliz. Tamaki sempre foi bem tímido, desde criança, então vê-lo se dando bem com as pessoas normalmente era algo que deixava o loiro muito feliz e orgulhoso do moreno.

Sem aguentar mais, Mirio banhou Tamaki em beijos, mal dando-lhe uma chance de conseguir respirar e processar o que estava acontecendo. Ele queria simplesmente devorá-lo ali mesmo na porta de seu apartamento, sem nem ter tempo de chegar na cama, mas ele se recusava a se aproveitar do estado desorientado do menor para satisfazer seus desejos carnais. Eles fariam isso quando Tamaki estivesse sóbrio.

- Mmh, Mirio. - o moreno choramingou, relaxando nos braços do loiro sem tentar resistir ao carinho do mesmo.

E tudo ficou mais difícil. Tamaki era simplesmente irresistível quando ficava manhoso daquele jeito. Ele já era fofo e perfeito por natureza e quando ele ficava chamando pelo loiro daquela forma, sem nenhuma vergonha ou nervosismo em sua voz, simplesmente transcendia seus níveis de perfeição à um outro plano de existência.

- Eu ‘tô com fome. - resmungou Tamaki, afundando o rosto na curva do pescoço de Mirio, que riu com a reclamação do marido. - A gente ainda tem aquelas bolachas na dispensa?

O loiro beijou o topo da cabeça do moreno, disparando um sorriso singelo para ele ao se afastar.

- Temos sim, amor. Quer afastar um pouco a embriaguês?

O menor assentiu, encolhendo nos braços do marido como uma criança sonolenta. Mirio carregou o marido para dentro do apartamento sem reclamar e o colocou com calma na cama, retirando-se para a cozinha pouco depois.

Não demorou tanto assim para achar as bolachas e levá-las para o marido, este que estava completamente escancarado por cima dos lençóis brancos e finos, com o braço tampando o rosto. Tamaki detestava ficar bêbado justamente por conta da terrível dor de cabeça que vinha pouco depois de os efeitos começarem a passar. Bastava ele fechar os olhos por cinco minutos que a dor já começava a chegar, estando ele sóbrio ou não. Por sorte, não precisava de muita coisa para voltar a ficar sóbrio, só comer e beber alguma coisa já dava resultados.

Se ele ficava sóbrio mais rápido? Se era por causa de sua individualidade? Se era alguma outra coisa? Ele não fazia ideia e nem se importava, só queria afastar a dor que estava começando a bater em seu crânio.

- Prontinho, amor. - cantarolou o loiro ao voltar para o quarto com um saquinho de bolachas e uma garrafa de água na mão. - Here you go.

Dizer que Tamaki engoliu todas as bolachas de uma vez seria pegar leve. Não, ele fez um completo genocídio com a comida, como se não tivesse comido nada em três anos. Mirio nem conseguiu ver nenhuma migalha, exceto as que ficaram penduradas nos lábios do moreno, que foi rápido em removê-las com a língua e voltou a se deitar na cama logo depois.

- Eu vou tomar um banho, ok? - disse o loiro. - Qualquer coisa, me grita.

Tamaki assentiu e voltou a cobrir os olhos com suas mãos, dando uma última espiada em seu marido enquanto o mesmo ia para o banheiro.

Seus lábios curvaram-se em um sorriso enquanto o efeito da bebida começava a passar. Quanto mais ele olhava para o teto do apartamento que dividia com seu amigo de infância, mais seu peito inchava com a sua pele absorvendo a realidade.

Ele e Mirio estavam casados. Era oficial. Eles agora dividiam o apartamento não como uma dupla de heróis, mas como uma dupla de heróis casados! Tamaki não conseguia nem começar a descrever a sensação que foi um dos assistentes do lugar que alugaram o chamar de Togata. Foi algo estranho, que parecia meio incomum, mas, ao mesmo tempo, tão certo quanto a última peça de um quebra-cabeça sendo colocada em seu devido lugar.

Seus ouvidos se enchiam assim como seu coração, com o som do chuveiro ligado tão próximo à si. O amor da sua vida estava logo ali, à pouquíssimos metros de distância, tão perto que parecia até mesmo um sonho. Ele não fazia a menor ideia de quando ele descobriu que era apaixonado por aquele loiro com olhos de personagem de desenho animado, mas tê-lo assim tão perto lhe dava conforto de que tudo que passou até o presente momento havia valido a pena. Eles podiam finalmente passar cada segundinho de suas vidas juntos, dividindo a felicidade e as mágoas, até o fim de seus dias.

Tamaki só percebeu que Mirio havia saído do banho quando o mesmo se aproximou dele — só de toalha — e perguntou o que estava acontecendo e por que ele estava chorando.

Sendo sincero, ele nem tinha percebido que estava chorando. Bem que as formas da cama e do apartamento estavam embaçadas mesmo. Enxugou calmamente as lágrimas com as costas da mão e soltou uma risada rouca, tomando muito cuidado para não se afogar nos olhos de seu marido quando foi de encontro a eles.

- Eu só estou feliz. - afastou alguns fios de cabelos dourados da frente do rosto de Mirio e expandiu seu sorriso. - Eu te amo tanto, amor.

Os olhos do loiro não tardaram muito em se encharcar com água também enquanto sua boca ia de encontro com a do moreno, afogando a vontade desesperada de algum contato entre os dois em seu amor. A sensação era como voltar para casa depois de anos fora; diferente, porém, o mesmo. Era assim que Tamaki o fazia se sentir sempre que os dois compartilhavam de algum momento assim.

E nenhum deles queria que fosse de nenhuma outra forma.

Logo, as lágrimas cessaram, restando apenas o sentimento e a sensação de contato. Seus lábios se moviam com maestria em um contato inocente e ao mesmo tempo erótico, uma contradição que desafiava o próprio espaço-tempo.

Ninguém conseguiu perceber o momento em que os dois caíram de cara no chão, à mercê daquela egoísta sensação que apagava o mundo e forçava suas vidas a se conectarem por um fio indestrutível, mas, por mais que o mundo e as vidas ao seu redor exigissem sua separação, eles não podiam evitar de se entregar de corpo e alma àquela sensação que os tornava dependentes um do outro, como o corpo precisa de sangue para continuar funcionando.

O coração de Mirio pertencia à Tamaki, assim como o coração de Tamaki pertencia à Mirio.

E os recibos já haviam sido queimados há tanto que suas cinzas já se espalharam por todos os cantos do cosmos.

Mesmo com o contato quebrado entre seus lábios rosados após alguns instantes, suas mãos continuavam a segurarem-se uma na outra, servindo de apoio e auxílio para com o agarre naquela realidade tanto esperada.

As bochechas do de cabelos negros se encheram de cor ao notar a forma como os olhos penetrantes do marido o encaravam até o núcleo de sua alma, devorando-o com os olhos, fazendo seu coração palpitar e quase pular para fora do peito.

- Eu… Vou tomar um banho. - as palavras deixaram seus lábios com certa timidez, ainda não acostumados à ideia e à atmosfera que os cercava durante sua noite de núpcias.

O loiro assentiu calmamente com a cabeça e sorriu com o canto dos lábios ao receber um suave toque dos lábios do marido na ponta de seu nariz.

Quando Tamaki desapareceu pela porta do banheiro, o sorriso de Mirio cresceu de orelha à orelha, assim como o coração que inchava mais e mais em seu peito, tomando todo o espaço em sua caixa torácica.

Suas costas atingiram o colchão de mola com vigor e ele moveu-se o suficiente para ficar de cara no espaço anteriormente ocupado por seu marido. Os lençóis cheiravam à comida chique, um pouco de álcool, um pacote de bolachas recém aberto, perfume masculino fraco e Tamaki, a melhor de todas as fragrâncias existentes em toda a extensão de terra do planeta.

Alguns diriam que é o cheiro de álcool que estava deixando Mirio embriagado, mas o loiro sabia, com cem por cento de certeza, que o que causava aquela sensação em si era, e sempre seria, o cheiro natural da pele de seu marido.

Era delirante. Aquela sensação de embriaguez que enchia seu pulmão e cursava por suas veias, deixando sua cabeça confusa e nublada com pensamentos obscenos que não seriam bem recebidos pelo público se fossem ouvidos deixando a boca do futuro herói número um.

Entretanto, ali, no confinamento de seu apartamento, preso entre paredes densas, em um cofre secreto trancado à sete chaves, não havia perigos. Não havia ninguém ali para julgá-lo ou condenar suas atitudes ou sentimentos verdadeiros. Ali, tudo que escondia da mídia podia ser revelado, sem o medo de receber alguma punição ou ser taxado de louco ou desmerecedor.

Afinal, a única pessoa cuja opinião realmente importava para ele estava à alguns passos de distância, se preparando para retribuir seus sentimentos com ardor e com toda a vontade de seu ser.

As sobrancelhas de Mirio levantaram-se com o som do chuveiro diminuindo e a água deixando de pingar no chão, revelando o fim dos últimos momentos de privacidade de Tamaki.

O herói de cabelos escuros deixou o banheiro e se dirigiu para o quarto com um olhar tímido e as mãos brincando uma com a outra na frente de seu corpo.

O loiro sorriu e reprimiu uma risada de escapar de seus lábios.

- Não fique com vergonha, meu amor. - murmurou para Tamaki enquanto o mesmo se sentava novamente ao seu lado na cama. - Você sabe que não precisa esconder nada de mim.

Puxou o moreno de encontro com seus lábios, prendendo-o entre seus braços fortes e permitindo-o derreter-se entre eles. Ambos ficavam facilmente vulneráveis quando estavam em seus momentos íntimos, pois esqueciam-se completamente do resto do mundo e a chance de perceberem alguém fazendo barulho ao redor deles era bem pequena.

Com os corações acelerados e a respiração descompassada, reclinaram-se sobre os finos e macios lençóis por mais de seus corpos nus e perderam-se um no outro, esquecendo qualquer outro momento que não este.

(...)

Quando amanheceu no dia seguinte, os dois estavam deitados de bruço, a coberta cobrindo apenas o corpo pálido de Tamaki enquanto o sol que escapava por entre as cortinas aquecia a pele bronzeada exposta do loiro. Enquanto a mão esquerda do moreno repousava à poucos centímetros de seu rosto, a outra estava conectado com a de Mirio, que tinha o braço cruzado por cima de suas costas e seus dedos intercalados, permitindo-lhe sentir mais da pele de sua mão suave.

Com um grunhido e os olhos perturbados pela luz, o loiro abriu os olhos devagar, sua mente ainda demorando para processar a situação em que estava. Afinal, ele também havia bebido ontem. Nada impedia que tudo aquilo fosse um sonho. Entretanto, seus olhos rapidamente se acostumaram com a luz e desviaram para sua fonte, tentando se localizar e sincronizar a recepção de informações com seu cérebro. A conexão logo foi feita ao focar o olhar na forma adormecida de Tamaki e como seu rosto estava relaxado enquanto dormia. Aquela pequena insegurança evaporou na hora, dando lugar à uma alegria imensa em seu peito. E não era nem meio-dia para ele estar sentindo emoções tão fortes assim logo pela manhã.

O menor não fazia nenhum movimento fora suas costas e peito subindo e descendo com sua respiração. Ah, Mirio poderia ficar assistindo Tamaki dormindo durante um milhão de anos que ele nunca se cansaria de sua expressão.

Um sorriso terno rastejou por seus lábios e ele se inclinou com cuidado para capturar a boca de seu marido em um beijo rápido, tomando extremo cuidado para não acordá-lo.

Ele era tão perfeito enquanto dormia. Seu rosto não mostrava nenhuma ruga de expressão e ele parecia tão relaxado, ao contrário de como era quando estava em público fora do trabalho de pro-hero. Tinha vezes que Mirio se perguntava se Tamaki não era um presentes que os anjos haviam enviado para si, pois não tinha como uma pessoa ser tão perfeita como aquele que agora chamava de marido.

Ah, seu coração estava batendo forte de novo. Precisava se levantar, ou ia acabar querendo devorar Tamaki ali mesmo e ainda era muito cedo para essas coisas. O moreno precisava do seu sono de beleza depois de ter bebido tanto. Não que ele precisasse dormir para ser bonito, afinal, ele já era.

Lentamente, afastou os lençóis de seu corpo escultural e aproveitou para cobrir mais o corpo de Tamaki, que estava exposto ao ar gelado do ar condicionado que soprava com força em cima das finas cobertas, facilmente penetrando suas fibras e chegando à sua delicada pele pálida.

Sentou-se e se levantou da cama, dirigindo-se à janela do quarto e abrindo as cortinas, dando espaço para a luz daquele maravilhoso dia entrar em seu quarto e preencher o mundo com sua mais nova felicidade.

Enquanto Mirio colocava uma cueca e calças limpas, Tamaki se remexeu debaixo das cobertas, involuntariamente puxando-as para cima de seu peitoral, até a altura de seu pescoço, numa tentativa de se esconder daquela luz ofuscante. Seus olhos não tardaram em espiar por entre as pálpebras, curiosos para ver o que o havia despertado de seu sono tão aconchegante.

Ao identificar a figura próxima à janela como sendo seu marido, seus lábios curvaram-se em um pequeno sorriso, fraco pela falta de sono que teve na noite passada.

Tamaki simplesmente adorava poder admirar o físico de seu namorado, agora esposo, quando o mesmo acordava de manhã. Não era um hábito recente, visto que já seguiam com essa rotina há um bom tempo, mas nunca que ele se cansaria de admirar a forma como seu amado brilhava debaixo da luz do sol, trazendo alegria e cor para o seu dia apenas por sua presença durante a primeira abertura de suas pálpebras.

- Já é de manhã? - murmurou enquanto tentava encarar a luz que escapava pela janela e cegava-lhe os olhos.

Mirio encarou o marido por cima dos ombros e sorriu com ternura.

- É sim, meu amor. Mas ainda está cedo e não vamos trabalhar hoje.

Tamaki soltou um grunhido e virou de lado para encarar melhor o herói de cabelos dourados. Para alguém que não tinha compromisso nenhum, ele não demorou nada em se vestir.

- Minha cabeça está doendo… - levou a mão à testa.

- Deve ser a ressaca. Você não polpou nem uma gota de álcool, Tamaki. Até roubou o copo da mão do Midoriya pra tomar.

Os olhos negros do moreno se arregalaram e ele levou as duas mãos ao rosto, a coloração avermelhada surgindo em suas bochechas por trás da pele.

- Ah não… O que mais eu fiz?

Mirio riu anasalado com o desespero do marido.

- Teve uma hora que a Eri-chan te puxou pra dançar com ela e você deu um show na pista. - a cabeça de Tamaki afundou no travesseiro. - Hehe, teve aquela hora que você quase desmaiou em cima de mim de tanto que tinha bebido. A sorte foi que eu tive tempo de te segurar e te levar pro banheiro antes que você—

- Pode parar agora. Eu acho que eu não quero mais saber. - Mirio percebeu que o moreno estava tremendo enquanto as mãos puxavam o cabelo com força. - Eu quero sumir…

O loiro riu e se jogou ao lado do marido, passando um braço por cima de suas costas e dando um beijo na parte de sua cabeça que não estava coberta por suas mãos.

- Não precisa ficar com vergonha, amor. Todo mundo paga mico uma hora ou outra. E, além do mais, eu falei com os encarregados e os convidados e deixei muito claro que nenhuma gravação deveria ser postada.

- TEVE GRAVAÇÕES?

E Mirio fudeu a porra toda.

- T-teve, mas não se preocupa que ninguém vai postar! Vai ficar tudo bem, amor!

Tamaki tentou controlar sua respiração, concentrando sua mente nas leves carícias que seu marido fazia em seu cabelo e suas costas.

Vai ficar tudo bem. Só concentra no Mirio.

Soltou um suspiro e relaxou os músculos.

- Tudo bem… Já estou mais calmo. Desculpa se te assustei, amor.

Mirio sorriu e esfregou o nariz nas orelhas pontudas de Tamaki em um gesto amoroso.

- Está tudo bem. Agora, levanta dessa cama pra aproveitarmos nosso primeiro dia de casados. - cantarolou no ouvido do moreno, deixando um sorriso bobo tomar conta de seus lábios.

Tamaki virou a cabeça de leve e deu um rápido beijo no loiro, que sedeu às tentações do marido e retribuiu.

Durante o resto do dia, nenhum dos dois conseguiu tirar o sorriso dos lábios. Estavam contentes e aliviados que finalmente haviam unido seus laços para sempre. Aquele era o primeiro dia que passavam com o símbolo de seu amor pendurado em seus dedos, que ligava seus corpos e espíritos um ao outro com todo o amor que tinham para dar.

Aquele era o primeiro dia. O primeiro de muitos mais.

22 Mai 2020 20:38:49 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

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Sai Daqui Eu não quero o seu verificado. Sai.

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