lireas tiago líreas

Eles vêm e vão. Pairam sobre mim. Meu nome em suas vozes. "Por quê?" logo de seguida. Eu não sei, eu não sei, respondo. "Por quê?", eles repetem, às vezes melancólicos, às vezes desesperados, às vezes enfurecidos. Suas garras ectoplásmicas rasgam a minha paz todos os dias, todas as horas, tanto quanto podem. Passeiam sobre meu domicílio, invadindo-o. Vandalizam-no, arranham-no, sujam-no, destroem-no. Desculpa, eu peço e imploro, enquanto queimam a cozinha. Desculpa. Eu não consigo me controlar.

  18 Août 2019 09:39:06
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