Esquadrão da Revisão Suivre un blog

embaixada-brasileira Inkspired Brasil Os autores estão indecisos, escondidos, com medo: a Gramática os ameaça de todas as formas. É neste cenário caótico que um esquadrão se formou: soldados competentes em busca de justiça, recrutando mercenários para lutarem ao seu lado e, juntos, combaterem o Obscurantismo. Assim, o Esquadrão da Revisão ergue-se contra a tirania da Gramatica para submetê-la aos autores. Entender como funciona a gramática normativa é a base de qualquer escritor. Passar a ideia da cabeça para o papel de forma harmônica é a maior dificuldade de muitos literatos. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês que a gramática não é uma tirana; ela não passa de uma ferramenta que serve para ajudá-los. Juntem-se ao nosso esquadrão para desvendar os mistérios da Gramática e de suas normas.

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Classificação do sujeito



Classificação do sujeito

Texto por Karimy


Olá, pessoas! Tudo certo?


Nós já conversamos sobre o que é uma frase, uma oração e ainda falamos sobre os elementos da oração. Neste artigo você aprenderá um pouco sobre as classificações de um dos elementos da oração: o sujeito. Se você está um pouco esquecido, releia este capítulo do blog, porque as definições de oração e de período serão essenciais daqui pra frente!


O sujeito pode ser determinado, indeterminado ou inexistente. Caso você consiga identificá-lo em uma frase, mesmo que de maneira implícita, ele será determinado, mas, se você não puder ou não quiser especificar o sujeito, ele será indeterminado.


Beleza? Beleza!


Para começar, mostrarei como identificar um sujeito simples e um sujeito composto.


Quando uma oração apresenta apenas um núcleo, dizemos que possuímos um sujeito simples, mas, quando tivermos mais de um núcleo, o chamaremos de sujeito composto. Aí você pergunta: Mas o que é núcleo? Eu respondo: o núcleo do sujeito é a palavra mais importante e a que mostra, de fato, sobre quem (ou o quê) se está falando.


É muito, muito importante que você saiba diferenciar os tipos de sujeito, pois tem muita gente que separa o sujeito do predicado usando vírgula por não conseguir identificar quem é o sujeito da oração, além de não reconhecer outros elementos da língua.


Chegue mais que explicarei melhor:


Ana Maria Joaquina da Silva foi ao casamento usando um vestido tão branco quanto o da noiva. (oh!)


Quem é o sujeito? Ana? Maria? Joaquina? Silva? Noiva? Pense bem, sobre quem estamos falando? Não é da noiva, então, de quem é? Perceba que usei um nome só, então temos um sujeito simples: Ana Maria Joaquina da Silva. Agora, por que é um sujeito simples? Porque existe apenas um núcleo do sujeito; apesar de ela ter um “nomão”, é apenas uma pessoa e, sempre que tivermos um único núcleo (nesse caso, Ana), o classificaremos como sujeito simples. Cuidado para não se confundir com plural e singular! Observe:


As cinco meninas barraqueiras da turma 200A saíram mais cedo hoje.


Quem é o sujeito dessa frase? As cinco meninas barraqueiras da turma 200A. Qual o núcleo desse sujeito? Meninas. Mesmo que ele esteja no plural, que tenhamos 5 meninas, nós temos apenas um núcleo; portanto, o sujeito é simples!


Agora que ficou claro o que é um sujeito simples, observe esta oração:


Ramiro, Joaquim, Carlos e a tristeza saíram para beber.


Quem é o sujeito? Ramiro? Joaquim? Carlos? Mas e a tristeza? Aqui, o sujeito é composto, pois temos quatro núcleos igualmente importantes, os três homens e, sim, ainda temos a “tristeza”, que os está acompanhando. Sendo assim, o sujeito é: Ramiro, Joaquim, Carlos e a tristeza. Estavam os quatro juntos, era sobre os quatro que a oração falava, portanto os quatro são o sujeito da oração. Veja os núcleos: Ramiro/Joaquim/Carlos/tristeza — sujeito composto.


Olhe, agora, o exemplo a seguir:


Os homens e a tristeza saíram para beber.


Não temos mais os três homens chamados pelos seus nomes, porém ainda temos dois núcleos, homens e tristeza. Sendo assim, continuamos tendo um sujeito composto, mesmo que já não saibamos de quantos homens se fala nessa frase.


Agora, veremos um pouquinho sobre o sujeito desinencial. Esse sujeito também pode ser conhecido como “elíptico” ou “oculto”, mas prefiro chamá-lo de desinencial, pois é a partir da desinência do verbo que podemos identificá-lo, isso porque um sujeito desinencial não vem expresso na oração. Observe:


Vamos escrever uma fanfiction juntas.


Quem “vamos escrever uma fanfiction juntas”? Nós! Veja: Eu vou / Tu vais / Nós vamos. Sendo assim, de acordo com a desinência número-pessoal do verbo (no caso, -mos), quem vai? Nós.


O sujeito não está escrito, não existe “nós” na frase, não existem nomes na frase, mas sabemos que existe um sujeito e sabemos que o sujeito é “nós” pela desinência verbal. Ou seja: apesar de não estar explícito na oração, o sujeito pode ser identificado facilmente.


Veja outro caso:


Fez uma história simples, mas maravilhosa.


Então? Quem é o sujeito da vez? Ele (ou ela)! Veja: Eu fiz / Tu fizeste / Ele fez. Não está escrito “ele”, mas podemos identificá-lo através do verbo. Sendo assim, sujeito desinencial.


Mais um exemplo:


Estava com preguiça de escrever, mas o fiz ainda assim.


E agora? Quem é o sujeito dessa oração? Nós não temos como saber só pelo primeiro verbo, porque “estava” é conjugado dessa maneira tanto na primeira pessoa do singular (eu) quanto na terceira (ele). É pelo segundo verbo que saberemos o sujeito dos dois! Veja: eu fiz / ele fez; sendo assim, o sujeito desinencial é: eu.


O sujeito desinencial sempre poderá ser identificado, apesar de não estar expresso, através da desinência verbal número-pessoal, que sempre estará conjugada nas pessoas gramaticais: EU, TU, ELE, VÓS ou NÓS, ou pelo contexto. Pense da seguinte maneira: todo enunciado é dito (ou escrito) por alguém, então sempre sabemos quem sou eu, quem somos nós, quem são vós (vocês) e quem és tu (você) e quem é ele, porque não há como dizermos “ele fez isso” sem que nosso interlocutor (a pessoa com quem estamos falando) saiba quem esse ele é. O mesmo vale para o “tu”; “disseste algo importante” já diz que eu estou falando com alguém e esse alguém é indicado pelo verbo!


Vamos ao sujeito indeterminado: Esse aqui é o sujeito que você não poderá dizer quem é. Assim como no sujeito apresentado anteriormente, ele também não estará explícito, mas não poderá ser determinado pela desinência do verbo ou pelo contexto.


Observe:


Vive-se melhor em cidades pequenas.


Quem vive melhor? Não sabemos, não temos como apontar quem é essa pessoa. Neste caso, o “-se” depois de “vive” é chamado de índice de indeterminação do sujeito, porque ele serve, justamente, para deixar o sujeito indeterminado. Em breve, teremos um post explicando a diferença entre -se como pronome reflexivo (mas você já pode relembrar isso no nosso artigo sobre pronomes!), como índice de indeterminação do sujeito e como partícula apassivadora, porque essas três classificações sempre pode nos confundir.


Outro exemplo:


Falaram mal daquela moça.


Quem falou mal da pobrezinha? Não sabemos! Talvez você esteja aí pensando: foram “eles” que falaram mal dela! Negativo! Não podemos simplesmente meter o “eles” ali no meio, porque não conhecemos “eles”, não sabemos quem “eles” são (diferente do que acontece quando nos referimos a “ele”, que sempre conhecemos)! Ou seja: quando o verbo estiver concordando com um sujeito não explícito que esteja na terceira pessoa do plural, teremos um sujeito indeterminado. Claro que há uma exceção: Numa história, existem parágrafos anteriores a essa frase. Se pelo contexto nós conseguirmos saber quem são “eles”, aí teremos, sim, um sujeito desinencial. ATENÇÃO: Nem todos os autores concordam com essa norma, pois alguns defendem que o contexto é indiferente à classificação. Aqui na Embaixada, nós gostamos muito do trabalho do Bechara (como podem ver em nossas referências), e ele considera o contexto. Como nós não gostamos de analisar o texto como pedaços, mas, sim, como um todo, concordamos com essa visão.


Veremos agora as orações sem sujeito, que acontecem quando não atribuímos a ação a nenhum ser. As orações sem sujeito são:


a) as que denotam fenômenos da natureza ou atmosféricos;


Fazia frio quando ela chegou.

(Quem “fazia frio”? Não existe sujeito.)

Choveu ontem.

Amanheceu.


b) as que têm os verbos fazer, haver e ser indicando tempo cronológico;


Faz meses que não a vejo.

(Quem “faz meses”? Sem possibilidade de um sujeito mais uma vez.)

Era um dia de domingo.

(Quem “era um dia de domingo”? Mais uma vez, sujeito inexistente.)

Hoje é 22 de dezembro.

(Quem “é 22 de dezembro”? Não existe sujeito de novo, viu?)


c) as com o verbo haver com sentido de “existir”;


Há grandes poetas no Brasil.

(Quem “há”? O verbo é impessoal, não existe um sujeito para se procurar. Sujeito inexistente.)


d) as que possuem “bastar/chegar + de (nas ideias de insuficiência)”,


Chega de problemas!

Basta de conversa!


e) as que têm o verbo ir + preposições em ou para ou então vir/andar + preposições por ou a, quando exprimem o tempo em que algo acontece ou aconteceu;


Vai em dois anos ou três.

(Quando nos referimos a tempo. Isso não se aplica se o sentido da frase for “(Ele) vai (para algum lugar) em dois anos ou três”. Normalmente isso aparece em diálogos, quando uma pessoa tenta dizer há quanto tempo aconteceu certa situação.)


f) as com o verbo passar + preposição de (exprimindo tempo);


Andava por uma semana que não comparecia às aulas.

(Cuidado! Aqui temos duas orações, pois temos dois verbos: Andava por uma semana / que não comparecia às aulas. Temos uma oração sem sujeito, a primeira, e a segunda tem sujeito desinencial, porque o sujeito de comparecia é “ele”.)


g) as que possuem tratar-se + de, em construções como a do exemplo:


Trata-se de assuntos sérios.


Na hora de descobrir quem é o sujeito da sua oração, é importante que leve em conta em que posição ele está. No português, costumamos seguir a ordem direta (também chamada de ordem canônica, como vimos no artigo anterior), que é quando o sujeito vem no começo da oração, seguido pelo verbo e seus complementos. Existem, entretanto, casos em que usamos a ordem inversa, mudando o lugar dos elementos da frase; quando se faz isso, é preciso ter muita atenção e saber identificar o sujeito com cuidado para não correr risco de separar o sujeito do predicado com uma vírgula.


Veja, como exemplo:


Chegou atrasada hoje a funcionária.


Aqui, “a funcionária” é o sujeito simples da oração, não é porque ela vem no finalzinho dela que isso mudará. Quem é que chegou atrasada? A funcionária. Essa frase é simples, mas, em frases mais longas, com mais advérbios e adjetivos, você poderá ficar confuso se não prestar atenção e se não souber reconhecer o sujeito. Essa inversão também é muito comum em orações interrogativas, orações iniciadas por advérbios e também no inciso do autor, nas narrativas “Ela foi embora — disse de repente Gustavo”.


Tome cuidado porque nem todas as orações podem ser invertidas:


A menina adotou um cachorro.

O cachorro adotou uma menina.


Nesse caso, a ordem importa muito, porque indica quem adotou e quem foi adotado. Por isso, sempre cuide bastante quando for fazer inversões!


Espero que a partir de agora você consiga reconhecer os sujeitos e classificá-los de forma correta, mas não se esqueça de que, se alguma dúvida ainda estiver martelando sua cabeça, você pode sempre deixá-la aqui nos comentários ou pesquisar!



Até a próxima!


Revisão por Rita Gomez e Camy


Referências

BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira Participações SA, 2010.

RIGONATTO, Mariana. Tipos de Sujeito. Português: o seu site da Língua Portuguesa, Rede Omnia, Goiânia, [entre 2005 e 2010]. Disponível em: <https://portugues.uol.com.br/gramatica/tipos-sujeito.html>. Acesso em: 2 jun. 2020.

11 Août 2020 00:21:18 0 Rapport Incorporer 0
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Interlúdio: A relação das vírgulas com o sujeito e o predicado



Interlúdio: A relação das vírgulas com o sujeito e o predicado


Texto por Camy


Olá, galerinha!


Seguindo o assunto da aula anterior, hoje falaremos de forma mais aprofundada sobre o sujeito e o predicado e, mais importante que isso, sobre como eles interagem com as vírgulas. Estávamos em dúvida entre abordar esse assunto agora ou junto com o resto das normas de pontuação, porém, como essa relação é mais básica e bastante importante, resolvemos montar este texto e retomar esse assunto no final da parte sobre Sintaxe também.


Prontos? Café em mãos? Caderno aberto? Então bora!


Comecemos retomando a definição de sujeito. De acordo com Bechara (2014, p. 29, grifos do autor), o “Sujeito é o termo da oração que indica o tópico da comunicação representado por uma pessoa ou coisa de que afirmamos ou negamos uma ação ou uma qualidade”. O que isso significa, afinal? Significa que o sujeito é o tópico da frase, é o elemento sobre o qual a frase se refere. Importante: o verbo sempre concorda com o sujeito. Por exemplo:


A menina caiu da árvore.

(Qual é o tópico dessa frase? Quem é que caiu da árvore? A menina.)


Choveu ontem.

(Qual o tópico desta frase? Quem é que choveu? Ninguém, não podemos dizer “a água”, porque esse elemento não está escrito, então temos uma oração sem sujeito).


Choveram flores no dia do meu aniversário.

(Qual o tópico? Que é que choveram? As flores. Nesse caso, como temos o elemento que choveu definido, então temos um sujeito.)


Naquela bela manhã, de repente, apareceu a margarida.

(Qual o tópico? Quem é que apareceu? A margarida.)


Sempre acompanhado do sujeito, temos o predicado. Bechara (2014, p. 29) o define assim: “Predicado é o comentário da comunicação, é tudo o que se diz na oração, ordinariamente o que se diz do sujeito”. Ou seja: predicado é literalmente tudo que não é o sujeito. Não existe, na Língua Portuguesa, frase sem predicado, okay? Se você tem uma frase sem sujeito (como a do exemplo acima), então toda a frase é o predicado. Ele pode ser classificado de diversas maneiras, as quais veremos mais adiante, em outra aula.


Mas por que, afinal, precisamos saber identificar o sujeito e o predicado? A resposta é a mesma de sempre: quanto mais você dominar o uso padrão da língua, melhor conseguirá criar frases complexas e concisas (ou seja, aquelas que dizem muito com poucas palavras). Somos escritores e a Língua é nossa ferramenta. Assim como desenhistas sempre estão aprimorando suas técnicas de desenho, nós também precisamos sempre melhorar nossos conhecimentos.


O Português é um idioma SVO. Isso significa que ele é configurado por frases formadas por Sujeito-Verbo-Objeto. Essa é a ordem que chamamos de canônica. Tudo que não está na ordem SVO deve vir entre vírgulas. Uma frase com esses elementos nessa ordem não possui vírgula. A seguir, temos apenas frases formadas por Sujeito-Verbo-Objeto:


A menina foi à praça.

Ele comprou um estojo.

O cachorro comeu um osso.

A lagartixa subiu a parede.


Mas, afinal, o que é um objeto?! Falaremos com calma sobre todos os objetos verbais em breve. Por enquanto, como estamos nos referindo ao sistema SVO, Objeto aqui serve como uma palavra que sintetiza todos os complementos ou elementos extras de uma frase. Para nós, escritores, que não estamos fazendo uma pesquisa acadêmica (não coloquem isso aqui em nenhum artigo, pelo amor de Deus, é só pra vocês entenderem melhor mesmo), podemos pensar assim: Sujeito-Verbo-Resto. Essa é a ordem em que, canonicamente, as frases do Português brasileiro são construídas.


Em teoria, se não repetirmos elementos (não ficar citando os 20 ítens que seu personagem comprou no shopping, por exemplo), as frases dentro da ordem canônica não possuem vírgulas obrigatórias. Por que eu digo em teoria? Porque somos escritores e gostamos muito de acrescentar mil e um elementos na hora de escrever e, quando nós temos vários elementos de mesma classificação um ao lado do outro ou mesmo quando adicionamos apostos às frases, as vírgulas aparecem. Além disso, a língua é algo vivo que está em constante mudança, e eu não tenho como dizer com certeza que nenhuma frase SVO dita na nossa língua possui vírgula, até porque não estudei todas elas. Mas, enfim, A MAIORIA não possui, okay?


Isso significa que podemos ter uma frase enorme sem nenhuma vírgula desde que ela esteja na ordem correta? Sim! Olhe só:


Maria Tereza Antonieta da Silva adotou um cachorro de pelos dourados chamado Cachinhos Dourados devido ao livro sobre uma garota de mesmo nome cujos cabelos têm a mesma cor que seus pelos e depois o levou para sua casa a fim de ajudá-lo a se acostumar ao novo ambiente.


Ufa! Normalmente não organizamos as frases assim porque a pessoa até perde o fôlego tentando ler tudo isso de uma vez. Se mudarmos um dos elementos de lugar, porém, precisaremos colocar as vírgulas:


Devido ao livro sobre uma garota de mesmo nome cujos cabelos têm a mesma cor que seus pelos, Maria Tereza Antonieta da Silva adotou um cachorro de pelos dourados chamado Cachinhos Dourados e depois, a fim de ajudá-lo a se acostumar ao novo ambiente, levou-o para sua casa.


Mais à frente veremos com calma as vírgulas optativas (que não são obrigatórias). É o caso do adjunto adverbial “depois”, que poderia estar entre vírgulas, porém, por estar na ordem canônica, não precisa estar entre vírgulas (aqui o deixamos sem para que vocês compreendam nosso objetivo com o texto).


Porém, contudo, entretanto, todavia, nós somos escritores e, se montássemos todas as nossas frases em ordem SVO, nossos textos seriam muito chatos e repetitivos. Nos próximos artigos, vamos aos pouquinhos ir descobrindo todos os elementos sintáticos das frases (sujeito, verbo, objeto, complemento nominal, adjuntos etc). Por agora, fiquem com a regra mais importante sobre vírgulas:


Não se separa sujeito de predicado.


Essa é a regra mais importante de todas, porque é uma das primeiras que aprendemos na escola.


A margarida, saiu.

(Quem é que saiu? A margarida, sujeito. Logo, saiu é predicado e esses dois elementos não podem ser separados por vírgula.)


A menina, chorou.

(Quem é que chorou? A menina, sujeito. Logo, chorou é predicado.)


O cachorro, fugiu.

(Quem é que fugiu? O cachorro, sujeito. Logo, fugiu é predicado.)


Essas frases não estão escritas de acordo com a norma padrão. Cuide sempre com o sujeito e o predicado quando estiver escrevendo, porque esse é um daqueles erros muito visíveis e que incomodam bastante boa parte dos leitores.


IMPORTANTE: Essa regra prevalece em relação a qualquer outra. Imagine que nós temos dois blocos: o bloco sujeito e o bloco predicado. Quando um ao lado do outro, não podem ser separados por vírgula independentemente da ordem em que estejam. Se você quebrar o bloco do predicado, aí é outra história. Abaixo, sublinhamos o predicado e deixamos o sujeito em itálico. As vírgulas estão de acordo com a norma padrão:


A mulher saiu de casa numa bela tarde de verão. (sujeito-predicado)

Numa bela tarde de verão, a mulher saiu de casa. (predicado-sujeito-predicado)

Saiu de casa numa bela tarde de verão a mulher. (predicado-sujeito)


O último exemplo parece estranho, mas está gramaticalmente correto. Mais à frente veremos quais elementos do predicado precisam ser movidos com vírgula e quais não (spoiler: a gente nunca separa o verbo do sujeito com vírgula!). Por enquanto, fiquem atentos a quando o predicado se mover como um bloco!


Outra regra à qual devemos nos atentar:


Quando há mudança de sujeito, utilizamos vírgula.


Fique bastante atento a essa norma, porque ela é outra daquelas bem evidentes que incomodam os leitores mais atentos. Além disso, ela só expõe a importância de sabermos identificar o sujeito em cada oração.


Em meio à discussão, Renata se perguntou se deveria mesmo continuar se esforçando tanto para manter esse relacionamento; ficou em silêncio, e Joana sequer percebeu, ocupada demais em gritar suas mágoas.


Nós temos aqui duas personagens: Renata e Joana. A primeira vírgula existe porque eu mexi na ordem. “Em meio à discussão” não é meu sujeito, logo, precisa estar acompanhado de vírgula já que não segue a ordem SVO. O porquê de eu usar o ponto e vírgula depois de “relacionamento” não é tão importante aqui porque falaremos sobre isso mais à frente, mas foi uma maneira que encontrei de quebrar o período sem dar um fim definitivo à frase. Eu poderia ter colocado um ponto final ali, porém acredito que dessa forma o texto fique mais agradável à leitura (no fim, é uma questão de estilística). O sujeito de “ficou” continua sendo Renata porque ainda estamos falando dela. A vírgula depois de “silêncio” está nessa frase porque o sujeito de “percebeu” já não é mais Renata, é Joana. Eu mudei meu sujeito; logo, temos a vírgula antes do “e” (que, como vocês lembram, é um conectivo).


Esse exemplo nos traz à última regra que abordaremos hoje, a de elipse. O que é a elipse, afinal? A elipse acontece quando a gente esconde (omite) elementos. Vocês percebem que existe o “porque estava” antes de “ocupada”, certo? Eu não preciso escrevê-los, porque verbos no particípio sempre precisam estar acompanhados ou do verbo ser ou do verbo estar (quanto a verbos no particípio, ocultar o verbo auxiliar se aplica apenas na hora de escrever um texto de ficção! Isso não se aplica a artigos acadêmicos!). Por isso, quando a gente está escrevendo um texto fictício, podemos brincar com construções frasais e com a pontuação para deixar as frases mais bacanas e interessantes.


A elipse é uma ferramenta fundamental na nossa vida. Imagina se tivéssemos que escrever todos os elementos, todas as vezes? Só a frase anterior ficaria estranha, observe:


Imagina se tivéssemos que escrever todos os elementos e imagina se tivéssemos que escrever todos os elementos todas as vezes?


A vírgula da elipse nos salva em muitos momentos! Entretanto, não é sempre que vamos utilizá-la. Olhe só:


Joana foi à praça e Marina ao mercado.


Aqui temos duas situações diferentes: se fôssemos seguir ao pé da letra as normas que apresentei até agora (sobre mudança de sujeito e elipse), a frase ficaria assim:


Joana foi à praça, e Marina, ao mercado.


Horrível, né? Temos uma frase de menos de meia linha com duas vírgulas, é até ruim de ler. Nem a pessoa mais gramatiquenta do Brasil escreveria dessa forma. Isso nos leva à regra final:


Em frases extremamente curtas, as vírgulas de mudança de sujeito e de elipse não podem estar marcadas.


Aqui é importante, porque não estamos falando de uma sugestão. Quando você tem duas orações e ambas são SVO e curtas, não se usa a vírgula indicativa da mudança de sujeito nem a de elipse. Isso é válido mesmo quando o verbo omitido não estiver conjugado da mesma maneira, por exemplo:


Eu preparo o arroz e tu a salada.

(Eu preparo o arroz e tu - preparas - a salada.)


Lembrando, de novo, que isso só em casos de frases muito curtas. Se tivermos frases longas, aí, sim, tanto a mudança de sujeito quanto a elipse precisam estar marcadas. Veja o exemplo:


Dos bebês, exige-se a quietude; das crianças, a obediência; dos adolescentes, o controle sobre seus sentimentos de revolta; dos adultos, atitudes.


Cada uma dessas vírgulas está representando “exige-se”, por isso elas são necessárias.


Ufa! Terminamos! Só com essas três regrinhas básicas de pontuação, muitos textos já podem ser melhorados (viram que inverti a ordem da oração? O sujeito é muitos textos, e o predicado é já podem ser melhorados só com essas três regrinhas básicas de pontuação. Sem essa inversão, a vírgula seria desnecessária! Ops, fiz de novo!).


Se ainda houver qualquer dúvida sobre o assunto, não hesite em comentar nesta postagem!


Um beijo e um queijo e até a próxima! :*


Revisão por Leo Aquino


Referência

BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira Participações SA, 2010.

BECHARA, Evanildo. Lições de Português pela análise sintática. 19. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira Participações SA, 2014.

4 Août 2020 00:01:12 0 Rapport Incorporer 0
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Frase, oração e período; termos da oração



Frase, oração e período; termos da oração

Texto por Karimy


Olá, pessoas! Tudo certo?


Olha só como já avançamos em nossos estudos! A partir de agora, você entrará em uma parte mais complicada da Língua Portuguesa, porque você verá como se dão as construções da língua de forma mais complexa. Isso o ajudará a formar frases melhores e nos auxiliará muito no momento em que iniciarmos os estudos sobre pontuação. Fique ligado!


Todo enunciado da Língua Portuguesa (dentro das normas gramaticais-normativas) é formado por uma frase, uma oração ou um período. Todo conjunto de palavras que você usará em seus textos são enunciados. “Oi, tudo bem?” é um enunciado, “Socorro!” é um enunciado, “hein?” é outro. Neste texto, vamos aprender quais são os elementos que compõem os enunciados na Língua Portuguesa. Se você está fazendo anotações, copie as duas primeiras frases deste parágrafo; elas vão guiar a aula de hoje.


Primeiro o mais importante: você sabe o que é uma frase?


Não? Sim? Não tem certeza?


Veja:


A frase nada mais é do que uma construção com sentido completo, capaz de expressar sentimentos e/ou pensamentos de forma coerente. A frase pode ser longa, cheia de elementos, mas também pode conter apenas uma palavrinha, ou seja, pode ou não vir acompanhada de verbo.


Dependendo da situação, apenas uma palavrinha é o suficiente para constituir uma frase de sentido completo. Pense, por exemplo, que você está fazendo uma visita em algum prédio, só que esse prédio está em reforma, então você encontra uma plaquinha em que está escrito: “Perigo!”. Isso já é o suficiente para que você entenda o recado. Da mesma forma, quando você escuta alguém gritar: “Socorro!”, você não precisa sequer saber o que realmente está acontecendo, porque a palavra em si já denota uma situação de perigo e você já pode imaginar inúmeras hipóteses, como “alguém está sendo roubado” ou “alguém se feriu”, enfim.


Existem cinco tipos de frase, e agora você as conhecerá:


1. Declarativa: é quando o locutor ou escritor anuncia uma situação, informa, declara alguma coisa. Ela pode ser tanto negativa quanto afirmativa. Veja:


João foi ao mercado.

Pedrina não foi trabalhar.


2. Interrogativa: quando se faz uma pergunta, seja ela direta ou indireta:

Está chovendo?


Rodrigo queria saber de que mundo ela viera.


3. Imperativa: é usada para expressar uma ordem, um conselho ou até um pedido informal; também pode ser negativa ou afirmativa. Veja:


Vá direto para casa, mocinha.

Não saía daqui.

Me ajude!


4. Exclamativa: com esse tipo de frase, coloca-se para fora o sentimento com relação a algo, alguém ou algum acontecimento. Pode ser raiva, admiração, aversão ou outros estados afetivos. Cuidado, o nome engana: não basta simplesmente termos o ponto de exclamação para indicar a frase exclamativa, pois, como vimos, algumas delas podem ser imperativas. Confira exemplos de frases exclamativas:


Que garota linda!

Esse bolo está horrível!


5. Indicativa: é aquela frase que pode ser entendida através da entonação usada, da situação em que se é proferida e até mesmo do local. Trata-se justamente dos primeiros exemplos que dei a você, “Socorro!” e “Perigo”, ou, por exemplo, quando você vai à biblioteca com seu amigo e vê que há, na parede, um banner com uma bibliotecária olhando para frente e, embaixo, vê-se escrito: “Silêncio!”. Também vemos esse tipo de frase em anúncios, nomes de comércios, placas e/ou chamativos usados por vendedores, como:


Vende-se.

Açougue.


A frase constituída por verbo é chamada de frase verbal, enquanto a que não possui verbo se chama frase nominal.


Até aqui tudo bem?


Agora, você verá um pouquinho sobre a oração, que é a frase ou uma parte da frase que pode ser dividida em sujeito e predicado. Também existem orações sem sujeito, com sujeito indeterminado e cuja presença dele é ocultada. Importante: toda oração tem verbo. Viu um verbo ou uma locução verbal? Então você tem uma oração.


A diferença entre frase e oração não é de difícil detecção, veja bem: quando alguém diz “Silêncio!”, categorizamos o “silêncio” como uma frase, isso porque ela tem sentido completo. Sendo assim, pode-se entender o que essa frase significa dentro do contexto em que está inserida, mas não podemos classificar essa frase como uma oração. Isso acontece porque ela não possui os elementos que constituem uma oração, que são o sujeito e o predicado ou, no caso de orações sem sujeito, só o predicado.


Para exemplificar, dê uma olhadinha nesta frase:


Quero que me abrace.


Vemos aqui que “que me abrace” é uma oração, pois possui o elemento necessário para se formar uma (o verbo abraçar; nesse caso, conjugado no presente do subjuntivo), mas não podemos dizer que é uma frase; isso se dá porque ela não possui um significado completo, e uma frase precisa de um significado completo. Imagina se você for até alguém e disser: “Que me abrace”. A pessoa não entenderá absolutamente nada, porque não há sentido completo nessa fala. “Quero que me abrace”, por outro lado, é uma frase completa formada por duas orações (temos o verbo querer e o verbo abraçar), porque ela tem sentido completo.


Ainda se tratando da oração, temos o período simples e o período composto. Uma oração será de período simples quando tiver apenas um verbo ou locução verbal; quando ela tiver mais do que um, será oração de período composto. Para saber se é período simples ou composto, ou quantos períodos uma oração tem, é só contá-los.


As lindas e coloridas plantas precisam de cuidados especiais.


Aqui só temos um verbo, que é “precisam”; sendo assim, temos apenas um período. Quando isso acontece, significa que você está diante de uma oração de período simples.


Agora, veja:


Ana Paula queria aquelas lindas flores para presentear a mãe.


Nessa frase, temos dois verbos: “queria” e “presentear”, o que significa que estamos diante de uma oração com dois períodos. Se a oração tem mais de um período, então ela é uma oração de período composto.


Vamos ver tudo isso junto agora? Olha o exemplo:


A menina bonita foi à praça para brincar no balanço.


Os elementos se juntam de maneira a fazer sentido? Sim! Então, temos uma frase. Temos verbos? Sim, dois! Ou seja, temos uma frase verbal formada por duas orações; como há mais de uma oração, ela é de período composto! Viu como ficou fácil?


Agora que você já sabe identificar os períodos, mostrarei os termos básicos que compõem uma oração, são eles: o sujeito e o predicado, como já dito. Para facilitar, vamos partir da definição de dicionário de cada um:


Sujeito: Termo da oração a respeito do qual se enuncia alguma coisa.

Predicado: Atributo ou propriedade característica de uma coisa.


Dentro da gramática normativa, esses conceitos mudam um pouco de sentido. Há quem simplifique com “sujeito é quem fala”, “predicado é aquilo de que se fala”, mas isso fica amplo demais e não se aplica a situações suficientes para considerarmos como uma boa explicação. Parafraseando Bechara, temos:


● Sujeito: é o termo referente da predicação.

● Predicado: o termo que referencia o sujeito (quando ele existe).


Essas definições mais amplas parecem complicar a nossa vida, mas é o contrário. Você não precisa necessariamente saber classificar todos os sujeitos e predicados de todas as frases que encontrar, mas, para escrever bem, é preciso identificar o sujeito na grande parte dos enunciados.


Um exemplo bem básico e simples:


Choveram flores na cidade.


O sujeito é flores, porque o verbo chover faz referência a ele em sua conjugação. É bem fácil pensar que “flores” é objeto direto de “choveram”, porque a gente grava que “a resposta da pergunta ‘o quê?’ é sempre o objeto”. Se perguntarmos “o que choveram?”, é bem provável que fiquemos convencidos de que flores é objeto. Atenção: objeto não conjuga verbo, quem conjuga o verbo é o sujeito.


Mas não se preocupem! Isso tudo a gente vai ver com calma mais para frente, agora só queremos introduzir todos esses assuntos.


Algumas pessoas fazem confusão quando sujeito está caracterizado com adjetivos e, por conta dessa confusão, não conseguem identificar quem, de fato, é o sujeito da oração. Observe:


Os cavalos pretos com crinas longas são lindos e velozes.


Sobre quem estamos falando? Os cavalos. E “pretos com crinas longas” está restringindo que tipo de cavalo o declarante acha lindo e veloz. Dizemos, então, que “Os cavalos pretos com crinas longas” é o sujeito. Disso tudo, o mais importante é “cavalos”, porque o resto existe apenas devido a essa palavra; logo, “cavalos” é o núcleo do sujeito. O resto, “são lindos e velozes”, é aquilo que se fala sobre os cavalos, ou seja, o predicado. A forma mais simples de identificar o predicado é a partir de sujeito; em toda frase, o que não for sujeito é predicado. Em frases sem sujeito, tudo é predicado.


Viu como é simples? Não achou tão simples? Tá tudo certo, aos poucos as coisas vão fazer sentido.


Este é apenas o comecinho do que está por vir! Mas, calma, vamos devagar com os estudos e tenho certeza de que conseguirá entender tudinho! Lembrando que, se tiver alguma dúvida sobre o assunto abordado aqui, pode deixar nos comentários ou dar aquela pesquisada!


Até a próxima!


Revisão por Rita Gomez e Camy


Referências

BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira Participações, 2010.

CINTRA, Lindley; CUNHA, Celso. Breve gramática do português contemporâneo. Edições João Sá da Costa, abril de 1998.

ORAÇÃO. Só Português, Porto Alegre, 2007-2019. Disponível em: <https://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint3_2.php>. Acesso em: 22 out. 2018.

21 Avril 2020 22:59:27 0 Rapport Incorporer 0
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Parte 2: Conhecendo a Sintaxe


Parte 2: Conhecendo a Sintaxe


Texto por Camy


Olá! Estamos iniciando uma nova etapa em nosso blog. Até este momento, estávamos trabalhando com Morfologia.


Pera aí, Camy! A gente nunca viu morfologia! O que é isso, do que você tá falando?


Eu estou falando do que vimos até agora. Classes de Palavras fazem parte da Morfologia, que é a ciência que estuda como as palavras são formadas e separadas. Saber o que é um substantivo, um adjetivo etc. faz parte de estudar morfologia.


Mas pera aí de novo! A gente não estudou como as palavras são formadas!


Então, o objetivo deste blog não é tratar a gramática como fazíamos na escola, mas trabalhar com a gramática para escritores. Você saber como se formam substantivos, como se formam verbos, de onde as palavras vieram e os nomes de todas as desinências não te fará um escritor melhor. É claro que esses conhecimentos são interessantes para quem escreve, mas não são essenciais e, por isso, não são o foco do nosso blog. O Word tem uma ferramenta de revisão ortográfica e existem vários sites on-line que fazem o mesmo: você pode pesquisar a grafia correta das palavras e usá-las sem saber por que escrevemos “exceção” com “ç” e “expansão” com “s”, além de poder pesquisar o que cada palavra realmente significa e se ela se enquadra no que você precisa. De morfologia, o principal para nós é a classificação das palavras, que se trata exatamente do que trabalhamos nos capítulos anteriores do blog. Isso não significa que não ajudaremos você caso queira expandir seus estudos: basta deixar suas dúvidas sobre qualquer assunto referente à gramática e ortografia nos comentários e podemos indicar-lhe bons sites ou gramáticas para que pesquise! ;)


Agora que todos já sabem de cor e salteado como identificar e classificar todas as palavras da nossa língua, é hora de entendermos como elas funcionam dentro das frases, o que são frases e orações, além de analisarmos como são formuladas as frases complexas. Todos esses conteúdos são essenciais para o ápice do nosso estudo: a pontuação (que veremos no fim desta etapa).


Estão prontos? Eu estou muito animada: Sintaxe é muito mais divertido que Morfologia! Na Sintaxe nós trabalhamos com a função das palavras, com o funcionamento delas em cada contexto, a ordem delas dentro das frases, a relação que uma frase tem com a outra, o que é muito legal e faz parte de ser escritor!


Se pararmos para pensar, ser escritor é brincar com as palavras até que elas nos contem uma história, não é mesmo? E, para saber o que podemos mudar de lugar e o que não pode ser mudado de lugar numa frase, precisamos estudar!


Nossa jornada começa em fevereiro de 2020, esteja preparado até lá!


Por agora, aproveite suas férias ;)


Revisão por Karimy

26 Janvier 2020 13:29:50 0 Rapport Incorporer 2
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