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blog Jackie Inkspired Blogger Era uma vez... mas nem toda história começa assim. Lá estava ele: o computador, aberto no tear de vidas. E a personagem. Estava tudo certo, mas, então, ela viu o autor. Curiosa, seu dedo quase o alcançou, e a roda do tear girou. Foi assim que as coisas se tornaram tênues: um toque e tudo daria errado, outro diferente e daria muito certo! A Bela Adormecida representa a fragilidade dos elementos construtivos da história. Uma história não vem pronta, ela é construída com enredo, sinopse, capítulos... O tear representa essa construção, enquanto que a agulha é o perigo de tudo desandar com sua Bela Adormecida. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês dicas para que consigam tear histórias cada vez mais harmônicas.

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“Escritor triste, é escritor produtivo” Será mesmo?

Olá, tudo bem?


Há muito tempo que algumas pessoas ouvem falar que escritores só produzem quando estão numa situação emocional muito ruim ou afundado em depressão. Mas será que isso é verdade? Até que ponto certas situações influenciam na escrita de um autor?


Levando em consideração a amostra que tivemos sobre o assunto nos últimos anos por causa da pandemia, isso pode ser algo verdadeiro para alguns autores, até porque cada ser é diferente, então já digo que não está tudo bem generalizar.


Houve um momento em que era considerado bastante comum e até rotineiro que determinados escritores tivessem hábitos que fomentavam essa ideia de que escritores apenas escreviam quando estivessem tristes ou algo parecido com isso.


Na Década de Sessenta, por exemplo, onde havia costumes de alguns escritores terem um tipo de vida mais eclético e mais livre, era frequente essa conduta. Foi um tempo diferente, onde valores e modos foram repensados por uma geração inteira. E é bom aqui lembrar que, muitas coisas que são consideradas retrógradas hoje, foram definidas por pessoas tidas como modernas na época.


Com o advento da internet, esse tipo de pensamento caiu um pouco por terra. Atualmente, onde a era das informações rápidas acontecem a cada segundo, é comum os escritores terem um ritmo de vida mais focado em organização, uma vez que o tempo é cada vez mais curto.


Na verdade, em parte a afirmação de que escritores só produzem quando estão passando por maus bocados decorre de um mito, porque estamos falando de períodos diferentes, onde coisas diferentes eram focadas. Houve momentos em que os escritores, uma vez que tinham suas vidas mais desregradas, apenas conseguiam escrever em determinados momentos de suas vidas.


Porém isso, como dito anteriormente, aconteceu num momento passado e atualmente os escritores têm rotinas mais reguladas e é até mais recomendável que tenhamos uma rotina corriqueira para termos uma produtividade eficaz naquilo que estamos escrevendo.


Tomando esse tempo de pandemia como exemplo mais uma vez, podemos lembrar de autores que produziram bastante, mas também houve aqueles que ficaram estagnados, sofrendo do terrível bloqueio criativo, justamente por não gostarem de escrever quando suas mentes estão tomadas pelo caos causado pela situação atual.


Lembre-se: os escritores produzem quando produzem, e ponto. Cada um tem o seu ritmo, então respire fundo e aprenda a reconhecer, aceitar e respeitar o seu.


Texto por: Amanda Luna De Carvalho

Revisão por: Karimy

30 Juillet 2022 00:00:25 3 Rapport Incorporer 4
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Existe luz quando acaba a ideia antes de chegar no final da história?

Caro escritor, espero que esteja tudo bem com você, pois o papo de hoje será uma pergunta que, desde o primeiro momento que você pensa na ideia da sua história, você deve prever, assim como esses questionamentos abaixo:


1. Quando você pensar na narrativa, se pergunte: Tenho uma história suficiente até o final?


2. Preciso aumentar o número de personagens? Ou me limito para não aumentar tanto a ponto de ficar sem argumentos no enredo?


3. As ambientações serão suficientes para toda a contemplação do mundo, dos personagens e do que envolverá a história?


Além disso:


4. Saiba correr de argumentos “e se fosse assim”; não ouça essa voz, porque ela quer que você enrole os seus leitores. Não se atenha ao possível talvez na história.


5. Se atenha às afirmações mentais; isso acontecerá porque isso envolverá tais personagens e tais acontecimentos. Seja pertinente ao fechar cada contexto da sua narrativa.


A base da sua história é formada por perguntas e por algum objetivo que você fundamentou, pense como um grande teórico ou um filósofo mediante à sua história. Não estamos pedindo para você ser um Platão ou um Aristóteles, e sim que você tenha ciência de cada pensamento que você demonstrará no papel digital. Pense que você quem fundou cada personagem, cada objeto estruturado na história. Por favor, não se perca! Senão os leitores também se perderão.


Caso você esteja no beco sem saída neste momento, e não se atentou a todos esses vieses, não pense que isso é o fim, e sim o recomeço. Leia a sua história nesse instante como um leitor, e após fazer isso, até pense como um leitor: Como eu gostaria que essa história terminasse? Será que seria melhor o personagem caminhar para esse ou aquele lado? Escreva essas perguntas e após isso retire o seu lado leitor de jogo e coloque a tua verdadeira face de escritor e escreva as respostas. Garanto que você se encontrará.


Nada de pensar que não tem saída, saiba que você também pode contribuir ainda mais com a sua ideia. Sabemos que cada um possui uma maneira de se expressar e caminhar quando a história parece se afinar tanto, mas você como autor conseguiu organizar tudo até aqui, realinhe os pensamentos e você será mais do que capaz de melhorar ainda mais a narrativa.


Caro escritor, o que você aconselha a outros autores quando a luz das ideias termina antes de chegar no final da história?


Texto por Ruana Aretha Beckman

Revisão por: Karimy

20 Juillet 2022 00:00:20 0 Rapport Incorporer 5
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Como interagir com os seus leitores?

Olá, tudo nos conformes, queridos escritores?


Esperamos que sim, pois o tema de hoje tem um apreço fundamental por quem nos lê e engaja não somente a nossa narrativa, mas também a forma como podemos contagiá-los com cada performance em nossas histórias.


Vamos citar um artigo brasileiro hoje, ‘’Escritores de blog: interagindo com os leitores ou apenas ouvindo ecos?’’, Por Luccio & Costa (2007). Neste artigo eles tiveram como intuito entender os impactos que a escrita digital e a tela do computador podem ter nos escritores e leitores e a partir disso criaram cenários e entrevistaram participantes com o objetivo de analisar pelos depoimentos a interação leitor x escritor.


Você deve estar se pensando: Mas isso é para blog, nós apenas escrevemos narrativas. Podem ser planetas um pouco distantes, mas a direção é a mesma: precisamos compreender que a interação é muito importante para facilitar e destacar a escrita independente do campo e que o nosso público sempre será a nossa referência de crescimento profissional.


O primeiro cenário embasado pelos autores é sobre a Antiguidade grega e romana. Pensem em como antes os textos eram escritos em rolos enormes e que o leitor os deveria segurar nas mãos durante a leitura, imaginem o quanto deveria ser pesado? Sim, precisamos enfatizar como a história por trás da escrita é interessante para chegar na atualidade.


Momentos mais tarde, no século XV, houve uma grande revolução devido à invenção da imprensa, dando lugar a outro cenário, pois a imprensa favoreceu a popularização do acesso às obras literárias, que até então era somente possível reproduzir texto copiando-o à mão. Essa revolução possibilitou a formação de profissionais de texto, tipógrafos, impressores, livreiros, corretores e editores e todos estes se tornaram essenciais na confecção e reprodução de obras.


Para Chartier (1998, p.103):

"...O leitor não pode insinuar sua escrita a não ser nos espaços virgens do livro... Se o leitor pretende, todavia, inscrever sua clandestinidade no objeto, ele só pode fazê-lo ocupando sub-repticiamente, clandestinamente, os espaços do livro deixados de lado pelo escrito: contracapa do encadernamento, folhas deixadas em branco, margens do texto, etc. (Chartier, 1998, p. 103)".


O autor Chartier afirma que as opiniões e críticas dos leitores devem somente se deter em espaços secundários e limitados, ou seja, nos espaços deixados em branco, tal como margens, folhas em branco ou contracapa. Percebemos como esse autor é bastante rigoroso consigo, risadas.


Mas temos que ter em mente que o viés que ele diz é relevante e você como escritor não pode deixar dúvidas nos seus leitores. Você deve, sim, interagir em toda a narrativa, criando um link nas histórias e acendendo um ponto de dúvida nos leitores para que perguntem nos comentários sobre tal acontecimento. Crie perguntas para os seus leitores.


Nesse mesmo artigo, os autores Luccio & Costa (2007) apontam que o sucesso dos blogs vêm a partir desse link criado através dos comentários das publicações e isso é responsável pelo êxito e popularidade. Em consonância a isto, os leitores fazem críticas e comentários, e assim, com o passar do tempo, você como autor responderá, criando uma reciprocidade com o seu leitor.


Lembre-se: interações são as bases para obter respostas de nossas histórias. Será que estamos caminhando com os nossos leitores e correspondendo às expectativas? Pergunte-se, pergunte aos seus leitores!


Texto por: Ruana Aretha Beckman

Revisão por: karimy

10 Juillet 2022 00:00:41 0 Rapport Incorporer 3
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Dicas para não desgastar o leitor

Olá, pessoal! Como vocês estão?


Hoje, vou falar sobre algumas dicas legais e úteis quando se trata de tornar a leitura de sua obra atraente e fluida para os leitores.


Muitas pessoas dizem que escrever é um presente. Mas isso não é bem verdade. Na realidade, escrever é algo que requer muita concentração e esforço de nossa parte, porque exige muita criatividade dentro de nossa mente, além de estimular nossa inspiração. É algo que precisa de tempo, paciência e prática.


Fazer a revisão dos capítulos sempre pede atenção e cuidado redobrado em cada detalhe e isso costuma ser bastante trabalhoso, já que nela conferimos se o uso de pontuação, bem como a coesão e coerência nos parágrafos da narrativa estão colocados de forma correta, e também verificar se há repetições contínuas de palavras. Como a maioria não contrata um revisor profissional por motivos diferentes, os escritores dão o melhor de si para revisar cada capítulo de sua obra.


O trabalho com a escrita se torna cansativo, já que a principal ferramenta vem do uso de nossa mente — cujas ideias estão presentes para formar a base da trama da história que estamos construindo — e, às vezes, pode ser frustrante quando não se torna como imaginávamos.


A escrita sempre me fez sentir bem. É algo completamente terapêutico e intuitivo, e eu sempre fui capaz de compor poemas e poesias desde criança, graças aos incentivos dos professores e da família. Mas quando comecei a escrever fanfics aos 17 anos de idade, meu maior medo era que, a maneira como os escrevia, confundisse os leitores e não transmitisse completamente minhas intuições e as lições que eu queria passar a quem quer que estivesse lendo as obras que eu escrevia.


A parte mais complicada foi desenvolver diálogos, como narrar as coisas do ponto de vista dos personagens e manter suas personalidades de acordo com eles, de como usar corretamente a gramática, entre outras coisas.


E principalmente na construção de uma escrita que não fosse tão arrastada.


Então a questão permanece: como tornar a leitura agradável e muito fluida, na qual os leitores possam entender bem toda a trama em torno dos personagens de cada capítulo?


A seguir, vou listar as dicas que ajudam muito no processo de escrita.


Bom domínio do desenvolvimento dos parágrafos


O desenvolvimento de parágrafos em nossas obras literárias é o que define uma boa compreensão da narrativa, assim como o ritmo dos eventos que ocorrem ao longo dos capítulos.


Há várias maneiras de destacar bem os detalhes, mas todas elas buscam a mesma coisa: conseguir a compreensão do leitor de uma maneira clara.


Por esta razão, é importante evitar exagerar na forma como os parágrafos são desenvolvidos, tais como destacar tudo o que o personagem vê no ambiente em que se encontra, pois isto faz com que a leitura se arraste para o leitor.


Lembre-se: o tema proposto em cada história/cena é o que vai definir o desenvolvimento.


Articulação de parágrafos


Ao escrever vários parágrafos, você precisa ter em mente que todas as partes estão sendo escritas por você, de modo que elas precisam fazer sentido umas às outras, estando ligadas de uma forma ou de outra.


Um texto bem articulado é o que faz toda a diferença para que o leitor mantenha o foco na narrativa de nosso trabalho, buscando descobrir mais informações sobre o tema exposto.


Outra parte muito essencial da narrativa é o tópico frasal, que é nada mais do que um resumo do assunto principal que será desenvolvido dentro de um parágrafo. Assim, cada parágrafo conterá seu próprio tópico. Vale lembrar que não se deve colocar mais de uma ideia central em um mesmo parágrafo, evitando assim que a narrativa perca seu significado e cause confusão durante a leitura. E deve-se também atentar ao uso de conectivos, que são importantes para enriquecer a coesão da narrativa.


Descrever a narrativa com moderação


Descrições excessivamente detalhadas em pontos que não são tão importantes para a narrativa cansam o leitor, pois não há necessidade de descrever uma pintura decorada em um ambiente em que os personagens se encontrarão em um clima de alta tensão, como um argumento acalorado, por exemplo, quando essa pintura não diz nada para a obra e não representa nada para a cena. A descrição precisa ser moderada na dose certa, pouca informação é ruim, assim como demasiada informação.


Portanto, sempre que for fazer uma descrição — seja ela de um lugar, objeto ou pessoa —, faça muita pesquisa. Evite fazer descrição de coisas que não serão necessárias para colocar em cena, ou até mesmo deixá-las incompletas e sem sentido.


Segue-se um exemplo do uso de uma descrição feita de forma incorreta e exagerada:


Ao acordar pela manhã, Kira se levantou da cama e foi em direção ao banheiro para escovar seus dentes. Não muito depois, ela entrou no box e ligou o chuveiro, deixando a água morna escorrer em seu corpo. Assim que terminou seu banho, ela vestiu sua toalha e voltou novamente para o quarto. ”


Aqui nota-se que a descrição é feita de todas as ações comuns que a personagem fez no banheiro e, em vez de listar uma por uma, poderia muito bem resumi-las de forma a deixar a leitura mais fluída e objetiva.


Ao despertar do sono, Kira saiu de sua cama e caminhou até o banheiro para para fazer seus hábitos matinais…”


Vê-se que a narrativa fluiu bem melhor com essa descrição, não é mesmo?


É preciso reforçar que é extremamente importante tomar cuidado ao descrever e evitar erros, como o uso excessivo de adjetivos para se referir às coisas e aos personagens e também dos advérbios terminados em “mente”, bem como a troca constante do ponto de vista dos personagens em um mesmo capítulo.


Clareza e objetividade


O que escrevemos é o que o leitor terá para compreender, portanto, trabalhar clara e objetivamente por escrito é essencial.


O leitor precisa captar o que queremos transmitir, caso contrário, a escrita perde seu valor. Pense no seguinte: se sua intenção é escrever uma cena triste, mas o leitor não consegue entender a dor que o personagem está sentindo naquele momento, então a coisa não funcionou. Isso seria muito ruim, não é mesmo?


Portanto, você precisa colocar-se no lugar do leitor e tentar suas intenções dentro da narrativa.


Estes são os quatro pontos essenciais que devemos ter em mente para não desgastarmos nosso leitor. Sabemos bem que o processo de escrita exige muita leitura, estudo, prática e pesquisa, mas nunca devemos desistir por causa de dificuldades ao longo da jornada literária.


E com isso, o tema de hoje termina aqui. Espero ter ajudado vocês, queridos escritores, com estas dicas!


Texto: Ivina Simplício

Revisão por: Karimy

30 Juin 2022 00:00:45 1 Rapport Incorporer 3
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