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blog Jackie Inkspired Blogger Era uma vez... mas nem toda história começa assim. Lá estava ele: o computador, aberto no tear de vidas. E a personagem. Estava tudo certo, mas, então, ela viu o autor. Curiosa, seu dedo quase o alcançou, e a roda do tear girou. Foi assim que as coisas se tornaram tênues: um toque e tudo daria errado, outro diferente e daria muito certo! A Bela Adormecida representa a fragilidade dos elementos construtivos da história. Uma história não vem pronta, ela é construída com enredo, sinopse, capítulos... O tear representa essa construção, enquanto que a agulha é o perigo de tudo desandar com sua Bela Adormecida. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês dicas para que consigam tear histórias cada vez mais harmônicas.

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A psicologia do escritor reflete no que ele escreve?

O corpo que escreve, não é o autor.’’ Barthes

Na antiguidade até o início da idade média não se havia preocupação com o processo de criação da história, os contadores tinham o direito de decidir o que poderia acrescentar ou retirar. A maioria das histórias eram narrativas, comédias, epopeias, ou seja, os textos tinham autenticidade. Não que agora as histórias não sejam autênticas, mas pensem que antes não se tinha a quantidade de ideias e de livros que temos atualmente, não é mesmo?


Tempos se passaram e agora vamos à era da Renascença (XIX- XVI), a época onde se chamou atenção aos valores sociais, políticos, religiosos, sociais e econômicos que contribuíram bastante para o indivíduo, o que corresponde à figura do escritor. O detalhe maior é que nesse período os livros heréticos — aqueles que fossem contrários à linha de pensamentos da época — eram queimados. Imagina você se dedicar a escrever e simplesmente ter que queimá-lo?


Perguntaram ao Foucalt, o que é um autor? Então respondeu: - O texto pode apontar para essa figura que lhe é exterior ou interior, pelo menos em aparência. O Foucalt se expressa em relação que a escrita está ligada ao sacrifício da própria vida do escritor.


*Quem era Foucalt?

Um dos maiores filósofos do século XX, grande historiador de ideais, teórico social, crítico literário e professor da cátedra história dos sistemas do pensamento, no célebre Collège de France, de 1970 até 1984.


‘‘A explicação da obra é sempre procurada do lado de quem a produziu, como se, através da alegoria mais ou menos transparente da ficção, fosse sempre afinal a voz de uma só e a mesma pessoa, o autor que nos entregasse a sua confidência’’. Barthes.


Barthes vê a autoria desde a perspectiva psicanalítica quanto ao histórico-social, o que posteriormente dá origem à própria linguagem, em outras palavras, o autor internaliza o que vê e externaliza por palavras.

*Quem era Barthes?

Foi escritor, sociólogo, crítico literário e filósofo francês. Formado em Letras clássicas em 1939 e gramática e filosofia em 1943 na universidade de Paris. Além disso, um ensaísta literário originalíssimo, crítico de teatro e autor de crônicas que analisavam os mitos da sociedade francesa.


A partir desses embasamentos teóricos através de grandes literários, podemos dizer que sim, a psicologia do escritor reflete no que ele escreve, o contexto histórico, político e social está enraizado em cada um de nós, a nossa psicologia está interligada com nossas letras. Transcendemos o que gostaríamos de ser, de ver, de escutar, ver belos personagens fortes encarando os destemidos caminhos, poetizando furos, dramatizando, narrando fatos icônicos que podem ter acontecido em algum momento de nossas vidas ou visto por telas.


“Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.’’ Fernando Pessoa


“Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi.’’ Mário de Andrade.


“Tenho vontade de escrever e não consigo (...) O que escrevo está sem entrelinha? Se assim for, estou perdida. Há um livro em cada um de nós. ‘Clarice Lispector


“Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta. Mas pergunto-me: escreverei alguma vez alguma coisa de importância? Virei a ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero-o de todo o meu coração! Ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias.’’Anne Frank


Há muitas frases por autores renomados que poderíamos usar para comprovar isso, somos o que escrevemos, vamos continuar, sim, descrevendo mundos e refletindo sensações. O que seria um livro sem repassar sentimentos? Por isso, os leitores correm atrás dos livros, precisam sentir, querer, desejar fatos, entender motivos. Humanos precisam se motivar e por vezes dramatizar. Instigue sensações e faça o seu leitor feliz.


Ei, você aí? O que acha disso? Comente, se puder. Refletimos os nossos momentos?


Texto por: Ruana Aretha Beckman

Revisão por: Karimy

20 Mai 2022 00:00:40 0 Rapport Incorporer 6
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Liberdade do autor

Hoje vamos falar sobre alguns assuntos pertinentes à liberdade literária, em alguns aspectos da pedofilia.


Em primeiro lugar, o autor tem total liberdade de inventar qualquer história que quiser, mas deve tomar muito cuidado com aquilo que envolva crianças, pois nem tudo é lícito ou bom quando se comentado em cunho mais sexualizado. O autor deve ter consciência que alertar sobre os perigos que as crianças correm, sem romantizar nenhuma situação, é pertinente, mas apenas se feito de forma correta, principalmente quando falamos sobre plataformas digitais que estão abertas ao público.


Infelizmente, muitas pessoas procuram mídias que tenham a ver com crianças em colocações suspeitas ou degradantes, alimentando a indústria de pornografia infantil. Alguns desses produtos são comercializados na deep web, que é a camada mais profunda da internet, onde poucos têm acesso completo.


No mundo inteiro, esse tipo de negócio rende milhões e, por mais que tentemos controlar, não se tem uma solução definitiva ainda. O que podemos fazer é pedir para que, caso suspeitem disso, contatem a polícia imediatamente.


As leis brasileiras tentam ser severas com relação a isso, mas é algo que está fora de controle, não apenas no país, mas no resto do planeta. Enquanto houver quem consuma isso, teremos muitos problemas para finalizar de vez. Algumas teorias tentam diminuir a pedofilia para uma doença apenas, sendo que está bem claro nas leis que isso é crime passível de condenações.


O correto é usarmos nosso poder de convencimento como escritores para alertar e conscientizar. E como leitores, nosso dever é manter nossas comunidades limpas de conteúdos duvidosos. Por isso, lembre-se de procurar os embaixadores sempre que vir conteúdo romantizando abuso, seja ele de qualquer tipo.


Texto por: Amanda Luna De Carvalho

Revisão por: Karimy

10 Mai 2022 00:00:18 1 Rapport Incorporer 4
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Censura

Hoje vamos comentar sobre a censura na literatura brasileira. Para tanto, vamos mencionar diferentes momentos históricos e situações bem específicas de como isso terminou ocorrendo.


Quando o Brasil foi descoberto, o mundo estava em transição, saindo da Idade Média e entrando no Renascimento, onde houve uma expansão artística, cultural e científica. Nesse momento, os artistas e intelectuais estavam reencontrando antigos conceitos gregos e passando para as artes em geral. Aqui, temos uma profusão de quadros e esculturas seminuas ou até mesmo nuas, que seriam tão desenvolvidas, que não existia uma censura explícita.


Por outro lado, entramos no contexto de cantigas líricas e satíricas, onde trovadores cantavam trovas de amor ou de amigo, além de trovas de escárnio e de maldizer. As novelas de cavalaria ganharam seu apogeu aqui e um dos exemplos disso são os livros sobre as Lendas do Rei Arthur. E qual é a diferença entre todos esses estilos? De amor ou de amigo eram focadas no romantismo cavalheiresco de um cavaleiro por sua dama ou vice-versa. Agora, de escárnio e maldizer eram direcionadas a alguém com ironia ou zombaria, até mesmo contendo palavrões. Nesse sentido, algumas obras eram tão chulas, que poucas pessoas tinham acesso, havendo censura.


Como o Brasil tinha recém sido descoberto, entrou em voga cartas e dissertações acerca desse novo mundo, em que tudo era explicado e exemplificado nos mínimos detalhes. Eram literaturas muito interessantes para se saber do Novo Mundo. Uma coisa que se popularizou muito em Portugal, e aos poucos no Brasil, foram as obras teatrais, seja de Gil Vicente ou de outros autores, havendo uma censura religiosa muito grande naquilo que contivesse algo tratado como baixo-calão.


Apesar da situação histórica estar mudando de papel desde o Renascimento, passando pelo Classicismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, teríamos uma abertura maior no Realismo. Aqui, os autores contrapunham as manifestações românticas do período anterior e dissertavam sobre os problemas mais habituais das pessoas comuns. Alguns textos chegavam a ser tão crus e diretos, que muitas pessoas ficavam chocadas com aquilo que liam. Autores como Machado De Assis, Aluísio Azevedo e Raul Pompeia são exemplos.


Depois disso, temos o Parnasianismo e Simbolismo, épocas mais direcionadas em textos mais diretos e musicais. No Simbolismo temos Olavo Bilac. No Parnasianismo temos Camilo Pessanha em Portugal e Cruz e Sousa no Brasil.


Agora, adentraremos onde tudo começou a ser recriminado gradativamente realmente, no Pré-Modernismo e no Modernismo, que se iniciou na Semana De Arte Moderna, onde temos expoentes como Mario de Andrade e Manuel Bandeira. Na Segunda Fase do Modernismo, temos Rachel De Queiroz e Jorge Amado, cujas determinadas obras tinham um cunho sexual tão pesado, que poderia haver estranheza para o leitor em geral. Mas foi assim que a liberdade literária começou a florescer no Brasil.


Alguns anos passados, na Década de Sessenta, com o começo do Regime Militar, a censura se aprofundou mais um pouco. Autores como Nelson Rodrigues, com seus textos sobrecarregados e cheios dos pecados mais estrondosos, escandalizavam a sociedade mais tradicional. Diversos autores sofreram repreensões, fossem na literatura ou na música. Tanto que várias pessoas, para expor sua insatisfação com aquele momento, disfarçavam suas publicações com palavras rebuscadas de duplo sentido. Tudo tinha que passar pelo crivo dos censuradores, que autorizavam ou não. Posteriormente, com o final do Regime Militar, a censura persistiu algum tempo no Governo de José Sarney, onde tivemos novelas reprovadas para o público.


No momento atual, temos um movimento maior no meio artístico, mas às vezes persiste um pouco de censura. Só que precisamos tomar muito cuidado com aquilo que chamamos de liberdade de expressão, pois pode estar ferindo o âmago de alguém. Temos que ter responsabilidade com tudo que escrevemos e que podemos deixar como um grande legado à humanidade.


E você, o que acha sobre esse assunto no nosso momento atual?


Texto por: Amanda Luna De Carvalho

Revisão por: Karimy

1 Mai 2022 00:08:29 0 Rapport Incorporer 1
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O escritor veloz e furioso


Às vezes, o segredo está na velocidade com a qual você escreve. Todos nós sabemos que escrever é uma tarefa complexa que requer tempo, inspiração, imaginação, vocabulário, pesquisa e diversos aspectos que podem levar horas, o que faz com que muitos escritores fiquem presos. Para alguns, leva dias, meses e até anos para escrever uma história que poderia ser concluída em menos. No entanto, no Inkspired, acreditamos que isso tem uma grande margem de melhoria e que você só precisa seguir algumas diretrizes e ter as ferramentas certas para maximizar o seu tempo.


Resumimos essas orientações em 5 dicas.


1) A prática cria o mestre.


Primeiro, você deve saber que a velocidade de sua escrita é a sua velocidade. Não de outra pessoa. Portanto, você não deve se comparar ou se sentir em desvantagem em nenhum momento. O ritmo é algo que se ganha com o tempo e com a prática diária. Quanto mais você escreve, mais rápido vai escrever. A constante decomposição de ideias em palavras textuais torna-se — eventualmente — um hábito, no qual você não terá mais que escrever e apagar o tempo todo. No entanto, você tem que escrever. E todos os dias, ou na maioria. Escrever um conto, um capítulo ou algo que tenha começo e fim, no dia a dia, aumentará seu desempenho.


2) A organização faz o trabalhador.


Parece um clichê, mas não. Quando você escreve uma história, quanto mais organizado você tiver suas ideias, seus personagens, a sequência de eventos, suas dúvidas e seu espaço físico, mais eficaz você será escrevendo. Tenha tudo em mãos: suas anotações, suas fontes de pesquisa, o esboço da história, os mapas visuais, a descrição de seus personagens, os desenhos (se você é um dos que desenha) e tudo o que você precisa. O Inkspired, precisamente, visa apoiá-lo nesta organização, e no Inkspired Writer App, temos um opção para você construir seus mapas visuais, identificar e definir seus personagens, lugares, eventos, etc.


3) O maior desafio não é contra o relógio, mas contra nós mesmos.


Estabeleça limites. Estabeleça metas e tempos de curto prazo: "Não faço mais nada até o fim deste capítulo", "Não vou sair daqui até que complete uma certa quantidade de páginas"; "Escrevo 1 capítulo a cada 3 dias"; "O dia não acabou até que eu resolva este problema". Escreva seus objetivos em um lugar onde você sempre possa vê-los. Jessica Page, autora de Writing Out The Storm, confessou que realizou mil vezes mais quando escreveu seus objetivos e os colocou em um lugar que ela tinha que ver o tempo todo. Plataformas como o Inkspired oferecem a opção de colocar lembretes para incentivá-lo a continuar escrevendo.


4) Seja perfeitamente imperfeito.


Permita-se escrever tudo o que sentir profundamente. Não espere escrever da forma perfeita ou encontrar as palavras mais elaboradas, ou pensar que não haverá mais volta. A primeira coisa é sair do impasse e seguir em frente. Ficar na mesma página, ou nas mesmas frases por muito tempo, gera cansaço e até bloqueia você. Avance, escreva, flua e, então, você pode voltar sempre que quiser corrigir.


5) Se deseja ser um escritor, você tem que agir como um escritor.


Veja isso como uma profissão, não como um hobby. Encontre seus pontos fracos e trabalhe neles. Por exemplo, se você tende a se distrair, deixe de lado o telefone celular, a internet e retire-se para um lugar tranquilo, onde você só possa concentrar sua atenção no texto. Estabeleça um cronograma e espaço para escrever, e guarde-o, como se fosse um trabalho. Você verá como, em menos tempo do que pensa, sua história estará pronta para ser publicada.


Texto por: Jackie

Tradução por: Amanda Luna De Carvalho

20 Avril 2022 00:25:46 0 Rapport Incorporer 5
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