Blog do Escritor Suivre un blog

blog Jackie Inkspired Blogger Era uma vez... mas nem toda história começa assim. Lá estava ele: o computador, aberto no tear de vidas. E a personagem. Estava tudo certo, mas, então, ela viu o autor. Curiosa, seu dedo quase o alcançou, e a roda do tear girou. Foi assim que as coisas se tornaram tênues: um toque e tudo daria errado, outro diferente e daria muito certo! A Bela Adormecida representa a fragilidade dos elementos construtivos da história. Uma história não vem pronta, ela é construída com enredo, sinopse, capítulos... O tear representa essa construção, enquanto que a agulha é o perigo de tudo desandar com sua Bela Adormecida. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês dicas para que consigam tear histórias cada vez mais harmônicas.

#embaixadaBrasil #narrativa #conteudo #sinopse #construçao-de-historia #tecendo-historias
Faire un don à cet écrivain
77.7mille
39.9mille VUES
AA Partager

Que tipo de escritor é você?

Querido escritor, se você chegou até aqui é porque você já escreveu uma ou mais histórias, ou porque você tem uma mente muito ansiosa e cheia de ideias, ou porque você se preparou para escrever seu livro. Não importa como você veio para o universo da escrita, o essencial é desenvolver ferramentas para melhorar todo dia naquilo que mais se quer, que é escrever.


Nesta publicação, não vamos rotular sua história ou quais regras você deve seguir para escrevê-la, na verdade, vamos ensiná-lo um pouco sobre você mesmo como escritor, porque muitos de nós caímos de paraquedas neste campo e depois de muito tempo tropeçando, há coisas simples que não sabemos.


Então, neste ponto, a pergunta que você deve se fazer é: Que tipo de escritor eu sou?


Se você sabe, eu te parabenizo, você fez seu dever de casa direito; se você não sabe, parabéns, você está no lugar certo para aprender.


Talvez, em alguma ocasião, você tenha ouvidoas frases “Escritor de Bússola” ou “Escritor de Mapa”, porque, a princípio, essas classificações foram estabelecidas por Javier Marias, escritor espanhol e membro do Royal Spanish Academy, atualmente o escritor mais utilizado quando falamos sobre tipos de escritores.


Escritor de Bússola:

Com “Escritor de Bússola” nos referimos ao escritor que, com uma ideia na cabeça, segue escrevendo sua história excessivamente, sem saber muito bem onde ela vai levá-lo, o quê realmente será o problema central, ou até qual será o fim da história.


A maioria de nós, quando começamos a escrever, fomos escritores de bússola; a inspiração divina veio até nós com uma ideia fenomenal e nós corremos ao caderno, às notas do telefone, ao tablet ou ao computador para baixar o que aconteceu conosco em nossa cabeça.


Escrever com uma bússola é ir onde o vento nos leva, nos sentimos livres e sem nenhum tipo de peso ou amarra, o que torna nossa escrita suave e fluida.


Neste caminho impetuoso, nos esquecemos ou não damos importância em fazer um esboço detalhado do que queremos da história ou dos personagens. No fim, pode acontecer que, por não especificarmos, não consigamos continuar devido à falta de fundamentação que manteria nossa ideia forte e viva.


Quantas vezes já aconteceu que no primeiro capítulo a protagonista tinha um metro e meio e olhos verdes, e metade da história depois, a descrevemos mais alta e com olhos azuis? Este é um dos problemas de ser um escritor tão solto, a falta de anotações nos leva ao erro.


Um exemplo de escritor bússola, e você pode achar estranho pela magnitude dos personagens, é Stephen King, que sabemos que escrever inúmeras histórias que nos deixou de cabelo em pé no final.


Escritor de Mapa:

O outro lado da moeda é o escritor mapa, o escritor que, para desenvolver a história que tem na cabeça, vai por um longo processo de preparação, planejamento de história, estabelecendo capítulos, cartões de personagens, criando cenários ou mundos, como pode ser o caso, entre outras coisas que precisamos para começar a escrever.


Escrever com um mapa revela a natureza meticulosa do autor e o compromisso com cada detalhe. Esse tipo de escritor sabe o que quer e como alcançar seu objetivo.


E apesar de soar maravilhoso, quando o assunto é recordar e não cometer erro com informações essenciais da sua história, essa forma de escrita também tem sua fraqueza.


Às vezes o escritor se torna tão absorto no planejamento dos detalhes que na hora que ele decide iniciar a história, já está exausto ou pode ter passado anos criando o seu “mapa”, seu delineamento da história, e não ter escrito realmente um único capítulo. Ou até, restringido sua própria criatividade para caber no que já havia planejado.


Enfatizamos, nem todos os casos são iguais, existem escritores compasso que terminam suas histórias com base na inspiração e são geniais, e escritores mapa que não param no planejamento excessivo e criam obras primas.


Um exemplo de escritor mapa é James Dashner, o autor da trilogia Maze Runner, que confessou em entrevista que quando ele começou o primeiro livro já havia estabelecido o que seria o fim da sega no terceiro livro.


É errado fazer parte de um extremo ou outro? Um é melhor do que o outro? De forma alguma tudo depende do que encaixa melhor em suas necessidades e empenho que coloca na sua história. Cada tipo tem seus benefícios e depende de você como escritor pegar de cada um o que te beneficia.


De repente, não é nenhum dos dois, mas uma mistura deles, que chamamos de escritor misto, um escritor livre que não concentra seu cérebro no planejamento de cenas e capítulos futuros, mas que mantém um arquivo de capítulos e uma linha do tempo de eventos relevantes, ou que planeja sua história por tempo suficiente, mas não tão meticulosamente que cai em um círculo vicioso.


Logo, “escritor bússola”, “escritor mapa”, “escritor misto”, eu sei que você quer ser e aproveitar a escrita ao máximo, com certeza terão muitas pessoas esperando para ver o que você tem a oferecer, mas lembre-se sempre de que a pessoa que tem que agradar é você.


Escrito por: Janeth Velázquez

Tradução: Donna Dan

16 Novembre 2020 00:00:17 1 Rapport Incorporer 14
~

Procrastinação

Procrastinar é ignorar ou adiar, a ação ou hábito de atrasar atividades ou situações que devem receber atenção, substituindo-as por outras menos relevantes ou mais prazerosas por medo de encará-las. Isso posto, o tópico de hoje se concentra neste calcanhar de Aquiles de muitos escritores: não focar e adiar nosso tempo de escrita para fazer outra coisa.


Quantas vezes já aconteceu de você dizer "vou escrever", chegar em casa com isso em mente, mas se distrair assistindo a um filme ou algo assim, acabando com a produtividade do dia? É muito fácil deixar de escrever para aqueles de nós que têm tendência a procrastinar por qualquer coisa - se pegar assistindo Netflix, conversando num chat, olhando o Facebook, Twitter ou Instagram ou só tirando uma soneca. Nós podemos achar mil coisas que nos distraem e a questão é: como podemos não nos distrair para alcançar nossas metas?


Não é fácil; para uma mente dispersa e criativa, é difícil manter o foco, mas não impossível. Então, hoje vamos analisar cinco dicas básicas para te ajudar a sair da procrastinação.


1. Defina seu tempo: determinar limites de tempo sempre ajuda a encontrar mais dele. Se você decidir escrever uma hora por dia, coloque um cronômetro ou alarme no seu computador, celular ou tablet para marcar o tempo que passar escrevendo.


2. Concretize suas ideias: a pior coisa que podemos fazer como escritores é apenas sentar e ficar pensando no que vai acontecer a seguir na nossa história. Você precisa identificar o que aciona sua inspiração para escrever e pesquisar. Exemplo: você escreve um romance sobre um arquiteto e um designer, mas chega no capítulo em que deve descrever um pouco sobre as profissões e não sabe nada sobre isso ainda; então você começa a pesquisar no Google, mas acaba olhando vestidos de festa para mulheres ou o último episódio daquela nova série. Isso acontece mais do que podemos imaginar, então sugiro que você dedique um dia única e exclusivamente para a pesquisa. Anote os pontos que precisa pesquisar primeiro e busque um por um até que todos tenham sido feitos. Dessa maneira você não irá se distrair, se sentirá recompensado com cada realização e fará do seu tempo mais produtivo.


3. Escreva em silêncio: tente fazer isso quando não houver muita gente à sua volta demandando atenção. Sabemos que às vezes é difícil evitar, mas devemos nos comprometer a tentar encontrar o espaço e as condições ideais para escrever sozinhos. Se você começar a escrever na sala de aula, mais cedo ou mais tarde um colega vai falar com você e você vai acabar atrasando o que está escrevendo. No meu caso, como mãe, escrevo tarde da noite, quando meus filhos estão arrumando suas coisas para o dia seguinte ou já foram dormir. Isso traz maior concentração e fluidez para minha escrita.


4. Desligue o telefone: tente, ou o coloque num lugar longe de você. Ter o telefone por perto é uma das maiores distrações que alguém pode ter ao se sentar para escrever. Mesmo que você escreva pelo celular, tente colocá-lo no modo avião pelo menos durante o tempo que reservou para escrever. Dessa maneira, você não receberá distrações que impeçam seu propósito.


5. Tenha objetivos claros: se você é uma daquelas pessoas que acha que vai escrever um livro em um mês e sente-se motivado a isso no início, mas não sabe por que não consegue, eu te digo que é por conta da frustração. Colocar objetivos tão altos sem exercitar a escrita antes o fará se sentir frustrado e tal sentimento o levará a adiar ou a abandonar sua escrita no longo prazo. Meu lema pessoal é: um dia de cada vez. Todos os dias eu determino objetivos reais e tento alcançá-los, dessa maneira me sinto satisfeita e também motivada a alcançar os objetivos do próximo dia. Divida o grande mapa em mini vitórias: pequenos marcos são a chave para se sentir recompensado vendo seu progresso.


Procrastinar é algo muito comum, mas não devemos deixar que isso dite o ritmo de nossas vidas. Criar um calendário conscientemente ou definir objetivos ajuda a alcançá-los. Foque sua mente em terminar algo, pode demorar, mas se você se esforçar, conseguirá.


Texto original: Gin Les (@ginyales)

Tradução: Isis (@xixisss)

31 Octobre 2020 00:09:45 1 Rapport Incorporer 9
~

Elipse narrativa

Elipse narrativa é um recurso literário utilizado para remover uma informação ou evento ocorrido na história. Isso pode ser feito por vários motivos, especialmente quando brincando com sequências de tempo, espaço ou informação, já que é muito fácil ter seus personagens se movendo de um local para outro sem ter que narrar a viagem que fizeram, bem como indo de certa data para outra.


Usando esse recurso o autor pode estimular o leitor a reagir de certas maneiras que farão ele/ela querer continuar a leitura. Esta eliminação consciente de informações é baseada na teoria do "menos é mais"; dessa maneira nós não sobrecarregamos o roteiro e evitamos que leitores se cansem com excessos de detalhes. A maior parte da continuidade da história não é perdida.


O uso desse recurso é recomendado?

Sim, com certeza. Na criação de uma história nem tudo o que é planejado é adicionado, a fim de evitar a sobrecarga de detalhes desnecessários. Além disso, essa "curiosidade" planejada tem um papel muito importante na história como um todo. Se nós dissermos ao leitor tudo o que há para saber, tiramos a oportunidade de deixar algumas coisas para a imaginação, o que pode deixar qualquer leitor entediado e fazê-lo abandonar a leitura.


Quando podemos utilizar esse recurso?

Sempre que quiser, desde que haja um propósito e não abuse dele. Alguns casos podem ser:


● Para acelerar o ritmo da história.

● Para evitar sobrecarregar uma cena com informações.

● Para deixar o leitor intrigado.

● Para evitar repetições do que houve nas cenas.

● Para deixar a história mais fluida.


Texto original por: Taty Calderón (@iamtaty)

Tradução: Isis (@xixisss)

16 Octobre 2020 17:52:16 0 Rapport Incorporer 5
~

A narrativa épica

A narrativa épica é, sem dúvida, um dos gêneros literários mais conhecidos. Facilmente reconhecido por narrar os eventos "lendários" e geralmente fictícios de seus protagonistas, sendo estes geralmente (autoproclamados) heróis ou deuses. Os exemplos são vários, desde os mitos clássicos de diferentes culturas até a recriação do subconsciente deformado de seu narrador ou intérprete. Para abranger este gênero de forma mais ampla, é necessário retornar aos diferentes gêneros em que está dividido.


Os épicos

Vamos começar com o mais antigo de todos, o épico. O gênero remonta à antiguidade, época em que eram narradas as façanhas e viagens dos deuses dessas terras. Eles foram usados ​​de tal forma que podiam premiar as maravilhas de seu ambiente para ditos protagonistas cheios de poder e mistério.

Exemplos disso, temos vários: Os poemas homéricos, o poema de Gilgamesh ou O livro dos reis.


A Canção de Gesta

Avançando no tempo até a Idade Média, temos a Canção de Gesta. Este gênero retoma as ideias da Epopéia clássica, mas guia o protagonismo da história para personagens humanos associados ao mundo anteriormente criado por aqueles deuses todo-poderosos. Os protagonistas dessas histórias eram geralmente qualificados com o nome de “HERÓIS”, adjetivo que por sua vez difere muito da ideia de personagem heróico que temos hoje.

Por exemplo, temos: Canção dos Nibelungos, Os Saxões, o Beowulf e, claro, histórias em torno do mais do que conhecido Rei Arthur.


Romance

Deixando de lado as fantasias mitológicas, o gênero Romance nos transporta para um universo mágico e maravilhoso. É uma narrativa mais inocente que as demais, pois seu encanto não está orientado para a ação, mas sim para um ambiente muito mais tranquilo e simples.

Exemplos: Roman de la Rose, Roman de Troie.


Poema épico

O poema épico é uma recriação do subgênero Épico, mas adaptado ao estilo de escrita moderno. Originalmente, esse arquétipo era narrado oralmente sob o acompanhamento musical de um terceiro, mas com o passar do tempo começou a se adaptar ao ambiente escrito. Vários exemplos podem ser: El Paraíso Perdido (John Milton), Canto General (Pablo Neruda).


lenda

A lenda é uma narrativa popular (natural ou sobrenatural), geralmente usando elementos culturais da pessoa que a escreve. Ao contrário dos outros, este modelo de gênero pode ser encontrado em uma infinidade de mídias além da escrita e, como tal, tem um grande número de exemplos como: El arbol de sal (Argentina), La Llorona (México) ou A cruz do diabo (Espanha).


Mito

Por outro lado, e ao contrário da Lenda, o mito é uma narrativa curta que explica os personagens narrados em outras histórias (aqui está sua conexão com os subgêneros anteriores). O mito nos oferece um grande número de exemplos, como: Pandora (mitologia grega), os elfos (nórdicos) e as bestas divinas (China).

8 Octobre 2020 00:27:43 0 Rapport Incorporer 4
~
En savoir plus Page de démarrage 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17