O Flashback do Amigo Oculto da Akatsuki Seguir historia

teffychan Lilith Uchiha

"Eu jurei que não contaria aquilo para ninguém. Que levaria aquele segredo para o túmulo. Na verdade eu levei, mas aqueles idiotas me ressuscitaram por um motivo completamente banal e agora aqui estou eu, com minha reputação em jogo… talvez eu deva contar de uma vez. — Pra sua informação, eu me deixei morrer. Foi de propósito — falei nervoso, ainda considerando se dizia ou não a verdade. — Que bela fanfic — Hidan debochou — Conta outra! Então é isso. Agora que tinha chegado até aqui não tinha mais jeito. Eu precisava contar. — Quer que eu 'conte outra'? Muito bem então. Vou contar a verdade".



Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13. © Todos os direitos reservados

#paródia #spoiler #homossexualidade #heterossexualidade #comédia #flashback #presente #christmas #natal #amigooculto #akatsuki #naruto
Cuento corto
1
1.6mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Capítulo Único – A História Não Contada

Notas Iniciais:


Essa história foi baseada no vídeo "O Amigo Oculto da Akatsuki" feito pelo Voice Makers, recomendo que assista o vídeo antes de ler.



________________________


Você já olhou para alguém e pensou “o que passa na cabeça dela”? Foi o que eu fiz quando me ressuscitaram. Lá estava eu, desfrutando da paz do sono eterno e de repente aqueles imbecis resolvem usar o Edo Tensei para me ressuscitar só por causa da droga de amigo oculto. Queria muito saber o que se passava na cabeça deles para me reviverem por um motivo tão banal.

Cara, que chatice ter que lidar com aqueles idiotas de novo. Até o Orochimaru está aqui. Ele não tinha saído da Akatsuki? Ah, tanto faz. O cara que me substituiu é um completo retardado. Quase dá pena do Deidara por ter que aturar ele.

Na verdade a minha moral pelo Deidara subiu quando ele disse que me sorteou como amigo oculto e me deu meu presente. É um kit de montagem profissional de marionete da Vazer! Sério cara, isso sim que é presente bom! Ele pode até não saber como apreciar a arte direito, mas pelo menos sabe escolher presentes.

Mas aquele imbecil do Tobi tinha que estragar a minha felicidade me lembrando que eu não poderia usar porque estou morto… cara, como meu coração doeu ao ouvir isso. E olha que ele nem bate mais! Depois dessa, esse jogo idiota de amigo oculto perdeu completamente a graça. E eu ainda tenho que descrever o meu amigo oculto? Sério isso? Como raios eu poderia descrever alguém tão chato e desagradável que só sabe irritar os outros… ah, espera. Eu acabei de descrever.

— O meu amigo oculto é uma pessoa extremamente chata. Na verdade é insuportável — falei com toda a sinceridade do mundo.

— Aí não sou eu não…

— É o Tobi — todos interromperam o novato. Não os culpo por isso.

— Quase. Mas não é você — respondi, embora fosse um palpite bastante plausível — Essa pessoa é chata porque ela fica constantemente… — fiz uma pausa, pensando em como poderia continuar descrevendo meu amigo oculto. Se é que podia chamá-lo de amigo. Simplesmente não me vinha nenhuma palavra educada à cabeça para descrevê-lo — Ah, quer saber, eu não quero falar não, tá. É o Hidan — disse de uma vez, ignorando o coro de desapontamento dos demais. Não tinha porque eu me esforçar por causa daquele jogo estúpido afinal. Eu já estou morto!

— Logo na minha vez você decide estragar a brincadeira — Hidan reclamou. Parecia até que o idiota estava mesmo se divertindo com toda aquela bobagem. Ou isso ou ele estava usando aquela palhaçada para nos forçar a rezar para o Deus dele — Misericórdia! Ainda bem que já está morto!

Aquilo era uma provocação? Quem aquele imbecil pensa que é? Não sou eu quem fica rezando todo dia para um Deus com nome sugestivo! Eu posso até já estar morto, mas pelo menos não preciso mais escutar os discursos idiotas daquele fracote que precisava rezar para ganhar uma luta. Tipo, literalmente!

— Eu não tenho que ficar dando moral para o cara mais fraco da Akatsuki — joguei na cara dele. Não tinha motivo para elogiá-lo por alguma coisa ou sequer ser educado com ele. Eu nunca fui com a cara do Hidan mesmo e logo não teria que aturar aquele cara. Pelo menos alguma vantagem tinha em estar morto. Eu ficaria livre daqueles imbecis.

— Sabe, é muito engraçado ouvir isso do cara que morreu pra Sakura! — Hidan exclamou, arrancando um coro de piadinhas do resto do grupo. Certo, agora ele foi longe demais.

Eu jurei que não contaria aquilo para ninguém. Que levaria aquele segredo para o túmulo. Na verdade eu levei, mas aqueles idiotas me ressuscitaram por um motivo completamente banal e agora aqui estou eu, com minha reputação em jogo… talvez eu deva contar de uma vez.

— Pra sua informação, eu me deixei morrer. Foi de propósito — falei nervoso, ainda considerando se dizia ou não a verdade.

— Que bela fanfic — Hidan debochou — Conta outra!

Então é isso. Agora que tinha chegado até aqui não tinha mais jeito. Eu precisava contar.

— Quer que eu “conte outra”? Muito bem então. Vou contar a verdade.

— Ah, então quer dizer que tem mais? — Hidan perguntou — O que você estava escondendo? Não vai me dizer que você perdeu porque a Sakura te atacou por trás? Isso é super clichê.

— Cala essa boca e deixa eu contar a história! — mandei. Era melhor dizer tudo antes que me arrependesse. Ou melhor, mostrar o que aconteceu — Agora senta aí e assiste o flashback…

— Espera aí, Sasori — Pain interrompeu — Não faz sentido você colocar um flashback aqui.

— Como não? Tem flashback no mangá, no anime e até nos filmes! Então eu posso muito bem colocar um flashback aqui também — argumentei.

— Mas ninguém gosta de flashback. Hm! — Deidara falou.

— Quem está contando a história sou eu, então vai ter flashback sim!

— Eu vou chorar — Itachi falou deprimido.

— Segura essas lágrimas aí porque a história mal começou, Itachi — avisei — Agora vai! Começa o flashback!



Eu estava lutando contra aquela garota idiota e a vovó Chiyo há sabe-se lá quanto tempo. Podia jurar que acabaria com elas em poucos segundos, mas as duas eram mais fortes do que pensei. Bom, considerando que era a minha avó que estava junto, era compreensível. Talvez demorasse alguns minutos. No entanto demorou muito mais do que eu imaginava. Até entendo que minha avó fosse forte, apesar da idade, mas Sakura? Sério isso? Por que ela estava dando tanto trabalho? Apesar das minhas marionetes conterem veneno elas resistiam e acabavam com elas aos poucos. É sério, como aquelas desgraçadas estavam fazendo isso?

Não faço ideia de quanto tempo aquela luta durou. Chegou um ponto em que precisei revelar meu corpo verdadeiro para enfrentá-las, apesar de elas estarem muito feridas. Bom, não importa. Consegui apunhalar a garota e minha espada contêm veneno na lâmina. As duas já estavam acabadas, agora é questão de tempo até que morram. Sakura vai ser a primeira…





— Espera aí — Hidan interrompeu — Você nunca falou que a sua avó estava lutando também.

— E como é que eu ia falar? Eu morri — precisei refrescar a memória dele. É sério, como aquele cara podia ser tão estúpido?

— Então quer dizer que você não morreu apenas para a Sakura, mas também para uma velhota? — Kakuzu ergueu uma sobrancelha — Você sabe que isso só piorou a sua reputação, né?

— Cala a boca e me deixa continuar a história! — mandei, ignorando as risadinhas mal disfarçadas do grupo. Limpei a garganta enquanto recordava onde eu tinha parado — Como eu estava dizendo…





Sakura era absurdamente forte. A aparência frágil era só fachada no fim das contas. Com o meu corpo atual seria difícil vencer na força bruta, porque fala sério, ela não era apenas resistente, era bruta mesmo. Precisei me desfazer de parte do braço onde havia escondido outra lâmina. Dessa vez sim eu acabaria com ela. Acabaria com as duas. Essa luta já deu tudo que tinha que dar e mais um pouco, ninguém aguenta mais isso, chega!

No entanto, antes que eu apunhalasse a garota, eu é quem fui atingido. Aquela bruxa velha… ela acertou o núcleo que mantinha minha alma conectada a este corpo. Mas que velha desgraçada… no fim das contas decidiu mesmo matar o próprio neto. E ainda veio com aquele papo de família quando meus pais partiram em missão quando eu era criança e… ah não, espera. Eu não posso colocar um flashback dentro de outro flashback, não é? Ah, tanto faz.

Aonde eu estava? Ah, é mesmo. Sakura também desmaiou. Nossa, ela ficou completamente acabada. A estúpida da minha avó tentou salvá-la, é claro. Eu avisei que não adiantaria, mas quem disse que ela me escutou? Continuou lá, tentando salvar a garota. Ninguém me escuta nessa história!



— E então você choramingou porque ninguém te escuta até morrer. Fim.

— Não foi assim que aconteceu, Hidan! — exclamei ao ser interrompido novamente.

— Ué, mas nós estamos aqui te escutando há meia hora. Como você se atreve a dizer que ninguém te escuta? — Hidan perguntou. Parecia indignado com alguma coisa.

— Eu disse isso enquanto estava morrendo — expliquei. Fala sério, por que aquele cara era tão burro? — Agora fica quieto e me deixa continuar.

— Já sei, já sei — Hidan revirou os olhos — Você estava se lamentando porque a sua avó não te dava atenção…

— Sai do meu flashback!




— Não vai adiantar, vovó. A garota já era — informei pela terceira vez, apesar de ela não me dar ouvidos. Bem, não importa. Eu podia até estar morrendo, mas ao menos levaria aquela garota comigo.

— O que estou fazendo não é só um Jutsu de cura — minha avó explicou. Aquilo me deixou com um mau pressentimento — Estou transferindo minha força vital para ela. Um Jutsu de Reanimação. Esse Jutsu é só meu. Passei anos criando ele para você. Com esse Jutsu é possível dar a vida a alguém, até marionetes, em troca da vida da pessoa que usá-lo.

Agora entendi o motivo do meu mau pressentimento. Quer saber? Dane-se o pressentimento. Eu estou é com ódio mesmo. Olha a ousadia dessa velha!

— Tá de sacanagem com a minha cara? Você diz que criou esse Jutsu para mim… para mim! E agora desperdiça usando nela? Ficou caduca de vez sua velha estúpida? Resolveu salvar essa menina e matar o próprio neto, foi?

— Sasori… depois de tudo que aconteceu…

— Está ouvindo isso, vovó? — interrompi.

— O que? Não vai inventar de dizer que está ouvindo a voz da sua consciência agora ou algo assim só para eu te salvar, seria o cúmulo da idiotice.

— É claro que não! — exclamei. Como se eu fosse me rebaixar a algo assim — É que eu podia jurar que tinha ouvido alguém cantando “tururu” em algum lugar… ah, parou.

— Ficou maluco, menino? Só têm nós três aqui, não tem ninguém cantando não — ela respondeu — Francamente, depois eu que sou caduca.

Devia ter sido só impressão mesmo. Ou uma música de fundo triste porque eu estou morrendo. Ah, olha só, a Sakura acordou enquanto a gente conversava e eu nem vi.

— Que estranho… pensei que nesse Jutsu de Reanimação ou seja lá que nome tenha, o doador deveria morrer para salvar outra pessoa — comentei enquanto a garota se levantava — Fala sério, você não me contou todas as regras desse Jutsu, né vovó? O que mais você está escondendo?

— Os ferimentos da Sakura eram graves, mas ela não estava morta quando usei o Jutsu de Reanimação, por isso minha vida foi poupada — ela explicou. Ah, que conveniente! Ela salva a garota, vai ficar viva para contar a história e só eu vou morrer! Francamente, eu mereço, viu.

E como desgraça de pobre é pouco, porque né, vamos combinar, o Pain paga mal pra caramba… aquela garota idiota ainda inventa de socar a minha cara. Quero dizer, não que tenha doído, mas eu estava morrendo e ela se curando. Qual a necessidade disso?

— Isso não faz sentido não, viu? Esse corpo não sente dor. Se continuar me batendo a única coisa que ficará machucada é a sua mão — precisei refrescar a memória dela. Francamente, parece que todo mundo nessa história tem Alzheimer — Quer saber? Bate mais. Dá na minha cara! Pelo menos a sua mão vai ficar toda esfolada — eu estava torcendo para que ela caísse mesmo naquela provocação idiota — Vocês adoram fazer coisas sem sentido mesmo, não é? Se fosse só nós dois lutando ninguém ia reclamar, mas foi só eu tentar matar a minha avó que noooossa, já começa a fazer escândalo.

— Seu monstro! Acha que uma vida não vale nada? O que é uma família para você? — ela gritou.

Eu não sabia se ela estava triste, com raiva, indignada… nunca fui bom em entender os sentimentos dos outros e nem me importei com eles, mas caramba, tinha que admitir que o olhar dela era bastante intenso.

— Ih, olha só ela… vai tentar vir com esse papo de família logo para cima de mim? Sério isso? — perguntei rindo. Será que ela não viu o flashback da minha infância? —Isso lá é coisa que uma ninja deveria dizer?

— Mas é claro! Nós lutamos para proteger não apenas a nossa Aldeia, mas também nossos entes queridos…

— Tá bom queridinha, já que você insiste que eu passe meus últimos momentos de vida discutindo sobre família com você, vê se presta atenção — interrompi — Se você tem pai e mãe, parabéns, porque metade do elenco não tem e é por isso que eles são tão fortes por sinal. E se você…

— Mas família não é só isso! — ela me interrompeu — Eu soube o quanto você sofreu na infância, mas poderia ter conhecido o amor de uma família de outra forma. Ao invés de ter entrado para Akatsuki você também poderia ter construído sua própria família, se apaixonando por alguém, ficando com essa pessoa…

Eu não fazia ideia de aonde ela queria chegar com aquele discurso meloso. Também não sabia por que raios eu fiz aquilo. Como disse antes, eu deixei que me derrotassem, talvez porque desejava mostrar para Sakura que ela tinha toda uma vida pela frente para construir a tal família da qual ela falava enquanto que a minha estava chegando ao fim. E não foi uma luta justa mesmo, eram duas pessoas contra uma afinal. Mas isso não explicava minhas ações.

Pelo menos uma coisa de bom aconteceu por eu ter morrido, levei esse segredo para o túmulo. Apesar de eu ter morrido sem entender como aquilo acabou acontecendo. É sério, por que raios eu beijei a Sakura?




— Espera, como assim “fim do flashback”? Por que você parou na melhor parte? — Hidan perguntou quando terminei minha narração. Já não parecia nem um pouco entediado com a minha história. Já eu, estava no mínimo desconfortável por ter contado aquilo para eles.

— Por que o flashback acabou, oras.

— Mas não pode acabar assim. Hm! Eu quero saber o que aconteceu depois. Hm! — Deidara exclamou com evidente curiosidade no rosto.

— Então você pegou a Sakura, nee — Kisame riu, e eu não sabia se era uma risada maldosa ou se era impressão porque ele tinha cara de bagre — Quem diria, nee.

— Eu não peguei a Sakura! — exclamei, embora soubesse que de nada adiantaria negar depois de ter contado essa história — Eu só… beijei ela.

— Como seu líder eu exijo que nos conte a reação dela! — Pain ordenou.

— Ela ficou envergonhada? — o Zetsu branco indagou.

— Ela bateu em você? — o Zetsu Preto arriscou.

Olha só para eles. Até alguns minutos atrás estavam zombando de mim. E agora pareciam mesmo um bando de adolescentes querendo saber a continuação de uma fanfic.

— Eu já disse que o flashback acabou! Será que podemos voltar ao que interessa? — pedi, embora soubesse que eles não me deixariam em paz tão facilmente.

— Só depois que você contar a reação dela — Pain respondeu — Conte agora!

— Mas por que vocês querem tanto saber disso?

— Bom, ninguém esperava que você tivesse pegado a Sakura antes de morrer, nee — Kisame argumentou.

— Eu não peguei a Sakura! — repeti — Aliás, que fim ela levou, hein? Porque tinha veneno no meu corpo inteiro. Ela ainda está viva?

— Vivinha da silva — Kakuzu informou.

— Ah, olha só que bonitinho, gente… o Sasori está preocupado com a namoradinha dele — Tobi falou com aquela voz irritantemente aguda — Sasori está apaixonado, Sasori está apaixonado… — ele começou a cantarolar. E os outros ainda fizeram coro! Era só o que me faltava!

— Não ligue para eles, Sasori. Devo admitir que eu também não esperava por isso, mas estou impressionado por você ter tomado essa atitude nos seus últimos momentos de vida — Orochimaru falou no que pretendia ser um elogio, mas, vindo dele, me deixava um pouco enojado — Na verdade acho que eu deveria me inspirar em você e começar a tomar iniciativa também…

— Nem pense nisso. Você já toma iniciativas demais, Orochimaru — Itachi interrompeu o que quer que a mente suja dele estivesse imaginando. Ainda bem, porque se Orochimaru colocasse seus pensamentos em palavras isso aqui precisaria de uma censura +18.

— Assim você me magoa, Itachi — ele fez um biquinho manhoso — Você nunca presta atenção em mim. Por outro lado, já que o Sasuke está treinando comigo…

— Ih, lá vem ele com o fetiche por Uchihas — revirei os olhos. Pelo menos pararam de me interrogar.

— … posso tomar uma iniciativa diferente…

— Não sei não, mas acho que a inocência do seu irmãozinho está com os dias contados, hein Itachi… só acho — Konan comentou entre risadas. Aquilo era triste, por que ela estava rindo?

— Eu nem sei como reagir a isso — Itachi murmurou.

— Supera — Tobi respondeu. Era impressão minha ou a voz dele estava diferente?

— Gente, será que dá para voltar ao que interessa? — Hidan pediu.

— Finalmente lembraram que isso aqui é um amigo oculto…

— Amigo oculto uma ova — Hidan me interrompeu — A gente só vai continuar depois que você contar a reação da Sakura.

— Conta logo, Sasori. Todo mundo quer saber — Tobi pediu. A voz dele estava embargada e quando me virei para encará-lo notei que devia estar de boca cheia, pois segurava uma bacia cheia de pipoca, provavelmente para assistir a confusão com estilo. Quando foi que ele pegou pipoca? E como ele conseguia comer usando aquela máscara? Sério, como?!

— Não tem nada para contar, o flashback acabou! — repeti pelo que devia ser a quinta vez — Vamos continuar logo com esse jogo estúpido!

— Pelo amor de Jabiroca, termina a história de uma vez!

— Eu não vou contar nada para esse seu deus da piroca! — perdi a paciência de vez. Mas convenhamos, todo mundo devia estar pensando isso desde que Hidan começou a fazer aquela oração antes do amigo oculto começar, eu só coloquei em palavras.

Prova disso é que eu podia ouvir as risadas ao nosso redor. Que logo se transformou em um coro que gritava “Briga! Briga! Briga!”. Eles pareciam mesmo um bando de crianças… e o pior de tudo é que nos deixamos levar e acabamos mesmo lutando.

Depois de toda essa confusão prosseguimos com o amigo oculto como se nada tivesse acontecido. Como o Zetsu Preto e o Zetsu Branco tinham sorteado um ao outro, Tobi ficou cantarolando sobre eles terem trapaceado e os outros acabaram se deixando levar, fazendo coro com ele, de modo que logo deixaram minha história de lado. Foi melhor assim. Desse jeito não precisei dizer a eles que tinha contado para Sakura e para minha avó sobre o capanga do Orochimaru que trabalhava como espião para mim e onde elas poderiam encontrá-lo… nossa, aquilo me daria uma dor de cabeça desnecessária. Eu nem sei se elas conseguiram encontrá-lo. Não faço ideia de quanto tempo faz desde que morri.

Assim como não sei por que beijei a Sakura e provavelmente nunca vou saber. Talvez porque ela veio com aquele papo sobre família e sentimentos para cima de mim. Talvez apenas para fazer aquela garota idiota calar a boca. Ou talvez apenas para provocá-la de alguma forma, já que eu não conseguia mais lutar. Bom, aquilo com certeza a afetou.

Acho que terei que me conformar em morrer de novo sem saber a resposta. Assim como nenhum deles jamais saberá que ela retribuiu o beijo que não entendo porque iniciei.



________________________


Notas Finais:


Essa história também foi postada no Nyah! Fanfiction e no Spirit.


29 de Enero de 2020 a las 16:58 0 Reporte Insertar 1
Fin

Conoce al autor

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~